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H I S T Ó R I A
Existem evidências de que a tuberculose existe desde os tempos pré-históricos.
A doença já foi encontrada em esqueletos de múmias do antigo
Egito (3000 A.C) e, mais recentemente, numa múmia pré-colombiana
no Peru.
A doença disseminou-se na Europa, com a urbanização crescente
e no século XVIII tornou-se conhecida como a peste branca. Durante a
revolução industrial, a mortalidade era muito alta.
Nos últimos anos do século XVIII, tuberculose era considerada
uma "doença romântica", idealizada nas obras literárias
e artísticas e identificada como uma doença de poetas e intelectuais.
Nesta mesma época, no ano de 1882, Robert Koch anuncia a descoberta do
agente causador da tuberculose, o bacilo de Koch, cientificamente denominado
Mycobacterium tuberculosis. Esta descoberta foi um marco fundamental para o
conhecimento da doença e impulsionou várias tentativas de controle
e tratamento da enfermidade. Em fins do século XIX, a doença passou
a ser qualificada como um "mal social" e passou a ser relacionada
às condições precárias de vida, em que estão
presentes inúmeros fatores, entre eles as moradias pouco ventiladas e
pequenas para o número de moradores, a má qualidade de alimentação
e a falta de higiene.
Desde o século XIX, o tratamento higieno-dietético prevaleceu
como terapêutica para a tuberculose. Acreditava-se que a cura do doente
acontecia quando se dispunha de boa alimentação, repouso e podia-se
viver no clima das montanhas, este último considerado um fator fundamental
no tratamento. O tratamento envolvia o isolamento dos pacientes, viabilizando-se
por meio dos sanatórios e preventórios.
Já no século XX, a década de 30 foi marcada por avanços
científicos que questionaram o "fator clima" na cura da tuberculose,
e a hereditariedade na etiologia da doença. A descoberta da medicação
específica, a partir da década de 1940, promoveu uma queda acentuada
dos índices de mortalidade da doença e a comprovação
da eficácia desses medicamentos na cura da tuberculose, descobertos ao
longo das décadas de 1950 e 1960, fez com que o tratamento se tornasse
primordialmente ambulatorial, tornando desnecessária, em sua maioria,
a internação do paciente. Como conseqüência, nas décadas
seguintes foram, os sanatórios foram paulatinamente sendo desativados.
A
emergência e a propagação da Síndrome da lmunodeficiência
Adquirida (AIDS), o empobrecimento da população, a urbanização
caótica e a ausência de controle social vem dificultando o controle
da doença.
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C U R I O S I D A D E S
Santa Teresinha, uma das santas mais populares da Igreja Católica,
nasceu em 1873 em Alençon, França. Em 1888, com 15 anos de idade,
conseguiu entrar no Mosteiro das Irmãs Carmelitas Enclausuradas de Liseux.
Morreu em 1897 com apenas 24 anos de idade, vítima de tuberculose.
Nos
anos 30 surge na música brasileira o nome de Noel Rosa, um menino com
o queixo defeituoso e que largou da medicina para se tornar um dos maiores
sambistas de todos os tempos. Noel de Medeiros Rosa (1910 / 1937 ) deixou
mais de 250 músicas em somente 7 anos como compositor. Começou
a gravar aos 19 anos e morreu de tuberculose aos 26 anos.
Cientistas
britânicos encontraram os restos de um homem que morreu de tuberculose
há mais de 2.200 anos, refutando as teorias de que a doença
fatal foi levada à Inglaterra pelos exércitos conquistadores
da antiga Roma. O esqueleto da Idade do Ferro foi encontrado em uma cova de
um pequeno vilarejo em Tarrant Hinton, ao sudoeste da Inglaterra. A lesão
na espinha do homem levou os cientistas a acreditarem que ele havia sido uma
vítima da tuberculose e exames de DNA confirmaram a suspeita. A detecção
da idade do esqueleto por meio do carbono mostra que ele viveu entre 400 e
230 a.C., muito antes do imperador romano tentar invadir a Grã-Bretanha,
em 55 a.C.
Na segunda edição do livro "Phtisiologie du
Médecin Praticien" (1947), os autores M. Bariéty e G. Brouet
incluíram um capítulo intitulado "Tuberculose e Sociedade",
com referência à lei francesa de 16 de dezembro de 1942. Esta
lei exigia para consolidação do casamento que os noivos apresentassem
um atestado médico datado de menos de um mês e emitido após
a realização de radioscopia pulmonar e das reações
de Bordet-Wassermann. Em tese, o casamento deveria ser formalmente proibido
a todo tuberculoso evolutivo. A autorização para o casamento
somente seria dada muito tempo após a cura e estava na dependência
de exames clínicos, radiológicos, bacterioscópicos e
do tipo de vida do futuro casal.
René
Théophile Hyacinthe Laënnec, renomado clínico e tisiólogo
francês e célebre inventor do estetoscópio sucumbiu à
tuberculose em 1825.