CASOS DE FEBRE AMARELA SILVESTRE AUTÓCTONES DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2008.

 

BOLETIM DE 9/6/2008

 

 

O Centro de Vigilância Epidemiológica, após investigação epidemiológica e laboratorial, confirma dois óbitos por Febre Amarela Silvestre autóctones no Estado de São Paulo.

O primeiro caso, residente no município de Cravinhos (regional de Ribeirão Preto), evoluiu para óbito em 26 de abril de 2008 no município de Ribeirão Preto. O local provável de infecção foi a região rural do município de Luiz Antônio, próximo à reserva ecológica estadual de Jataí.

O segundo caso, residente na área rural do município de São Carlos (regional de Araraquara), evoluiu para óbito em 26 de maio de 2008, no município de Araraquara. O local provável de infecção foi a área rural do município de São Carlos, divisa com o município de Rincão, próximo ao Rio Mogi-Guaçu e à reserva ecológica estadual de Jataí.   

As ações de vigilância epidemiológica desencadeadas consistiram na busca ativa e investigação de casos suspeitos em humanos, avaliação sorológica em suscetíveis, identificação de mortes de primatas não humanos, pesquisa entomológica e controle vetorial. A vacinação contra febre amarela foi intensificada em toda regional de Ribeirão Preto e iniciado bloqueio casa a casa nas áreas rurais dos seguintes municípios: Cravinhos, Guatapará, Luiz Antônio, São Simão, Santa Rita do Passa Quatro. Na regional de Araraquara também foi iniciado bloqueio casa a casa nas áreas rurais dos seguintes municípios: Américo Brasiliense, Araraquara, Descalvado, Ibaté, Motuca, Porto Ferreira, Rincão, Santa Lúcia, São Carlos. As ações de bloqueio foram realizadas em um raio de 30 Km, a partir do locais prováveis de infecção (ver mapa abaixo).

Os últimos dois casos autóctones de febre amarela silvestre em humanos no Estado de São Paulo ocorreram em 2000 na regional de São José do Rio Preto tendo como locais prováveis de infecção os municípios de Santa Albertina e Ouroeste.

As ações de vigilância vêm sendo realizadas em conjunto pela Coordenadoria de Controle de Doenças, Centro de Vigilância Epidemiológica, Instituto Adolfo Lutz, Grupos de Vigilância Epidemiológica (Ribeirão Preto e Araraquara), Superintendência de Controle de Endemias da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Secretarias Municipais de Saúde e Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.     


 

 

Coordenadoria de Controle de Doenças-CCD (IAL/GVE24/GVE12/CVE)

Superintendência de controle de endemias-SUCEN