Informações sobre a GRIPE A/H1N1

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clipping 2009
16/8/2010 A precipitação da OMS

O Estado de S.Paulo

Depois de ter assustado o mundo inteiro com o risco de uma pandemia causada pelo vírus da gripe H1N1, fazendo lembrar o da gripe espanhola de 1918, que matou cerca de 50 milhões de pessoas - mas com a qual quase nada teve a ver -, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou oficialmente o fim dessa ameaça. É uma boa notícia, mas não se trata de uma vitória da campanha global contra o vírus da chamada gripe suína, lançada em maio de 2009. Na verdade, esse episódio abalou a credibilidade do regulamento sanitário daquele organismo da ONU, na parte que trata do monitoramento e prevenção de ameaças à saúde pública internacional.

Milhões de vacinas antivirais específicas foram produzidas por laboratórios farmacêuticos - que com isto muito lucraram - para enfrentar a ameaça e grandes estoques foram acumulados em diversos países, entre eles o Brasil. Tudo está a indicar, porém, que a OMS criou um pânico desnecessário. Por isso, ela decidiu realizar estudos sobre a questão, que podem levar a uma reforma do protocolo de 2007, que estabeleceu parâmetros para a declaração da ocorrência de uma pandemia. Seu comitê técnico concluiu que a situação exige uma definição mais precisa do que significa tecnicamente aquele termo e dos procedimentos que devem ser adotados pelo organismo. Pelos padrões utilizados até agora, configura-se uma pandemia quando surgem surtos de doenças transmissíveis, potencialmente letais, em duas das regiões em que a OMS divide o mundo.

A direção da OMS temia uma devastadora transmissão do vírus da gripe suína por causa do deslocamento diário de centenas de milhares de pessoas pelos meios modernos de transporte transcontinental. Assim, um surto localizado em determinadas áreas poderia rapidamente transformar-se em um risco global, afetando em especial os países mais pobres. A gripe suína ocasionou 18,4 mil mortes, número não muito superior ao dos surtos de influenza de 1957 e 1968. Mortes para as quais contribuíram também, é preciso lembrar, o estado físico dos infectados e as condições sanitárias em cada país.

Apesar de tudo isso, a diretora da OMS, Margaret Chan, considera que o saldo foi positivo. "Tratava-se", afirmou, "de um novo vírus e uma população não imunizada. Com 350 milhões de pessoas vacinadas em um ano no mundo, em muitos países até 40% da população estaria imunizada." O que nem ela nem os técnicos da OMS esclareceram é se o mesmo efeito não poderia ser obtido por meio da vacinação anual contra o vírus da influenza, à qual milhões de pessoas recorrem voluntariamente durante os meses de inverno.

Para muitos especialistas não se tratava de um novo vírus, mas de uma mutação, que continua circulando. De certa forma, isso foi reconhecido pelas autoridades sanitárias brasileiras, que decidiram que a vacinação deveria ser concentrada em pessoas jovens, gestantes ou os chamados grupos de risco. As pessoas de mais de 60 anos, com boa saúde, não foram incluídas, porque já haviam sido imunizadas por ocasião de surtos anteriores de influenza.

Generalizam-se hoje as suspeitas de que a OMS falhou cientificamente ao superestimar a gravidade da gripe H1N1. Como se recorda, o surto começou no México e se estendeu à Costa Oeste dos Estados Unidos. A sua expansão pelo resto do mundo - que de fato ocorreu como era esperado - exigia providências das autoridades sanitárias, mas não uma mobilização tão grande, com vultosas encomendas de vacinas a laboratórios farmacêuticos.

Os sucessivos alertas da OMS quanto à gravidade da gripe H1N1 causaram prejuízos financeiros sérios, inicialmente ao México, que se viu abruptamente privado de boa parte de suas receitas de turismo. Em maior ou menor grau, outros países foram afetados. Mas a questão econômica não é a mais importante. O que se contesta, cada vez mais, é a eficiência da OMS, um organismo excessivamente burocrático, cuja ação não se vem fazendo sentir, como deveria, em áreas com grandes problemas sanitários da África, da Ásia e da América Latina.

 

16/8/2010 OMS diz que comitê de emergência agiu de forma independente sobre a gripe suína

Dos 15 membros, pelo menos 5 especialistas tinham vínculos com a indústria farmacêutica

GENEBRA - O comitê de especialistas que aconselhou a Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o início e o fim da pandemia de gripe suína atuou de forma "independente e declarando antecipadamente seus interesses", disse nesta quinta-feira, 12, o porta-voz do órgão sanitário, Gregory Hartl.

Hartl reagiu às críticas surgidas após a publicação - na última quarta, pela OMS - da lista com os nomes dos 15 membros do Comitê de Emergência, após 14 meses de pandemia, na qual cinco deles declaram ter ou já ter tido vínculos com a indústria farmacêutica.

O porta-voz defendeu que esses vínculos são "dados irrelevantes, que não expõem nenhum conflito de interesses das acusações atribuídas".

Os nomes do grupo, entre cientistas e professores de quatro continentes, foram publicados pela OMS após ela decretar o fim da pandemia no dia anterior, demora que tinha acarretado críticas sobre a suposta falta de transparência do órgão.

Uma das acusações mais contundentes foi a do presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, Wolfgang Wodarg, que atribuiu publicamente culpa à OMS e aos governos por gerar uma preocupação desnecessária com a gripe A (H1N1), devido aos vínculos com a indústria farmacêutica.

Hartl disse que a OMS elegeu o melhor grupo de especialistas e adotou a política correta. Com relação à espera para revelar os nomes, o porta-voz explicou que decidiu agir dessa forma "desde o princípio" e que se tratou de uma medida pensada para "proteger os membros do comitê de pressões externas".

Com os nomes divulgados e a fase pós-pandemia decretada, só falta a OMS receber as conclusões de um "comitê de revisão" formado por 29 especialistas que se reúnem de forma periódica desde abril e devem entregar um relatório no ano que vem.

 

16/8/2010 Gripe suína pode virar gripe comum, diz cientista dos EUA

Chefe do principal departamento de saúde, o CDC, diz que HINI está em mutação e pode ficar parecido com o vírus influenza sazonal

Agência Fapesp

Logo após o aparecimento dos primeiros casos da gripe suína, no México, em abril de 2009, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, divulgou que a doença poderia se transformar em uma pandemia – o que de fato ocorreu. Um ano e meio depois, os cientistas do CDC continuam tentando entender a patologia do vírus da influenza A H1N1, causador da gripe.

De acordo com Sherif Zaki, chefe do Departamento de Patologia e Doenças Infecciosas do CDC, o H1N1 pode estar se transformando e adquirindo uma patologia semelhante à do vírus da influenza sazonal, que causa a gripe comum.

Zaki explica que o H1N1 continua circulando e os surtos podem voltar a ocorrer. Mas com o avanço do conhecimento sobre as possíveis mudanças em suas características, com desenvolvimento de novas vacinas e com a continuidade das campanhas de educação e prevenção, os riscos serão baixos.

Por outro lado, as pesquisas têm mostrado que, nos casos fatais de influenza, a incidência de coinfecções com bactérias é maior do que se imaginava.

Zaki participou, na semana passada, do 3º Encontro de Patologia Investigativa e da 13ª Jornada Internacional de Patologia, realizados pelo Hospital A.C. Camargo, em São Paulo. Leia a seguir a entrevista concedida pelo cientista norte-americano à Agência FAPESP.

Há um ano e meio surgiu o surto de gripe A, que matou mais de 100 pessoas no México e marcou o início de uma pandemia. Hoje, o CDC continua estudando o H1N1. O que há de especial na patologia desse vírus?

Sherif Zaki:  Há muitas diferenças entre os vírus da influenza sazonal, que causam a gripe comum, e o H1N1. Eles atacam diferentes partes do pulmão. O vírus da influenza sazonal envolve mais as vias superiores, traqueia e brônquios. É uma doença das vias respiratórias superiores. O H1N1 ataca mais a parte periférica, ou inferior, dos pulmões, causando mais pneumonia. Essas diferenças têm a ver com as partes dos pulmões a que estão ligados os receptores desses vírus. As doenças que eles causam, portanto, são um tanto diferentes.

Essas diferenças também se refletem na gravidade da doença?

Zaki:  A questão é que os pacientes que têm certas condições subjacentes – como obesidade extrema, diabetes, câncer ou algum tipo de imunossupressão – são mais suscetíveis a forma severa da doença. E os mais jovens são mais suscetíveis à influenza do H1N1 do que à sazonal. Essa última normalmente atinge com maior incidência gente acima de 60 anos. A gripe do H1N1 envolve mais a faixa dos 20 aos 55 anos por uma questão relacionada à imunidade. As pessoas nessa faixa não foram expostas a vírus similares, enquanto as mais velhas já foram e, por conta disso, desenvolveram algum tipo de imunidade a eles.

Há ainda desafios científicos envolvidos com a patologia desses vírus?

Zaki: Sim, ainda há muitas coisas que não entendemos. Acho que o próximo desafio será prever o que acontecerá em relação à influenza no próximo outono no hemisfério Norte. Não sabemos com que intensidade ela voltará, quantas pessoas serão afetadas, qual a disponibilidade de vacina ou como as novas vacinas serão incluídas nos programas regulares de vacinação. No caso da H1N1, essas perguntas são muito importantes porque não sabemos se esse vírus está aqui para ficar. Não sabemos se ele se tornará uma outra influenza sazonal, ou se é algo que passará. Há algumas evidências de que o vírus pode estar se modificando com o tempo, aproximando-se da patologia da influenza sazonal. Há muitas perguntas a fazer e temos que continuar pesquisando.

Depois de abril de 2009 o surto do vírus H1N1 gerou muitas manchetes nos jornais. Mas, agora, parece que o assunto arrefeceu. A pandemia foi superada? Qual o desafio daqui em diante em termos de epidemiologia?

Zaki: Essa é uma questão muito boa e que nos intriga. O vírus ainda está aí, gerando novos casos da doença. Mas, como ocorre com a gripe sazonal, dependendo da localização de cada país – no hemisfério Norte ou Sul –, há diferenças na estação em que ocorrem os surtos de gripe. O fato é que o vírus não desapareceu, ele ainda está circulando. A pergunta agora é: a cepa que causou o último surto foi ou não substituída por uma nova cepa? É típico do vírus da influenza ter uma cepa circulando quando, subitamente, ela é substituída por uma nova.

É possível prever qual será a próxima cepa a circular?

Zaki: Sempre temos várias linhagens em ação – a questão é saber qual delas vai predominar. É por isso que a vacina muda a cada ano. Temos que tentar prever qual será a principal cepa no próximo ano. Precisamos de vários meses para preparar as vacinas e as decisões devem ser feitas cinco ou seis meses antes. Especialistas de todo o mundo se encontram, discutem sobre as linhagens, trocam informações e fazem recomendações para a OMS sobre quais as novas linhagens que devem ser incluídas na vacina do ano seguinte.

 As vacinas são eficientes?

Zaki: Elas são eficientes em 60% a 70% dos casos. São altamente recomendadas para os muito jovens ou muito velhos, além de pessoas com doenças como diabetes, câncer ou asma. Grupos suscetíveis a essas e outras doenças devem tomar a vacina. Mas há um aspecto muito importante: não se trata só da vacina da influenza. Um dos problemas da influenza é que muitas vezes há coinfecções bacterianas. E estamos constatando que o vírus H1N1 tem uma incidência maior de coinfecções com bactérias do que pensávamos antes.

O vírus abre as portas do organismo para as bactérias?

Zaki: Sim, basicamente ele abre as portas danificando as defesas do corpo. É importante saber quais são as bactérias com maior incidência nesses casos, pois temos vacinas também para algumas delas. Esse é um componente muito importante para a prevenção, não só para a influenza, mas também para outras bactérias associadas – em especial a infecção por estreptococos, que sabemos ser comum entre pacientes de gripe. E essas infecções afetam especialmente pessoas com aquelas condições que mencionamos, como crianças e diabéticos.

A doença causada pelo vírus H1N1 é realmente muito mais grave do que a gripe comum?

Zaki: Essa é uma questão difícil de ser respondida. Ela é mais severa em alguns casos, porque não temos imunidade nessa grande faixa etária dos 20 a 55 anos e 90% dos pacientes podem ter alguma condição subjacente. Mas nem todos têm a gripe em sua manifestação severa. Em geral, a gripe suína não parece causar mais mortalidade do que a gripe sazonal comum.

Podemos dizer que é importante destacar as diferenças entre os dois tipos de gripe, mas que não há razão para pânico em caso de um novo surto do vírus H1N1?

Zaki: Exato. Não há razão alguma para pânico. Precisamos conhecer o inimigo, vacinar, prevenir e continuar a campanha educativa, que inclui lavar as mãos, seguir regras de higiene, etc. Esse é o ponto. Mas não é preciso se preocupar com essa gripe mais do que fazemos com a gripe sazonal. Trata-se apenas de mais uma forma de gripe sobre a qual precisamos saber mais. Não é mais mortal, nem mais perigosa. É apenas diferente. E precisamos nos preparar para essas diferenças.

 Em relação ao vírus H1N1 e à influenza de modo geral, qual é o foco da pesquisa, atualmente, no seu grupo do CDC?

Zaki: Estamos observando as transformações do H1N1. Cada vez mais estamos vendo casos envolvendo as vias superiores. Então, nossa principal questão é saber se o vírus permanecerá o mesmo, ou se vai se adaptar e ficar mais parecido com a variedade sazonal em relação à patologia.

Os esforços, então, estão voltados para compreender o próprio vírus?

Zaki: Sim, mas não estamos tão ocupados como há cinco meses. Agora, podemos fazer estudos de rotina e levar adiante trabalhos de epidemiologia. Fazemos estudos a partir de cerca 800 casos fatais que recebemos, sendo que em metade deles foi confirmado que a morte foi causada por influenza. Daqui em diante, o importante é também aprimorar os diagnósticos clínicos. Em muitos casos achamos que o paciente morreu de gripe, mas que ele tinha várias doenças ao mesmo tempo. É preciso aprender sobre essas doenças também. Infelizmente, quando se tem uma pandemia, todo mundo pensa só na influenza e tende a atribuir tudo ao vírus. É preciso definir melhor os diagnósticos e educar a população em relação a quais são as características de influenza, distinguindo-as melhor de outros casos.

Ultimo Segundo

 

16/8/2010 Brasil manterá ações contra gripe suína após fim de epidemia

O Ministério da Saúde afirmou nesta terça-feira que continuará as ações de monitoramento e prevenção da gripe suína. Mesmo sem altas incidências, o vírus circula no mundo com comportamento semelhante ao da gripe comum. O comunicado veio logo após a Organização Mundial de Saúde anunciar o fim da epidemia da gripe.

Em três meses, a campanha de vacinação no Brasil atingiu 88 milhões de pessoas. Segundo o ministério, no período entre 1º de janeiro e 31 de julho deste ano, foram confirmados 753 casos de pessoas com gripe suína que precisaram de internação e 95 mortes. Em 2009, foram 46.100 casos graves e 2.051 óbitos.

Mesmo com a redução no número de casos graves e mortes pela doença desde março deste ano, o ministério manterá, junto com os Estados e os municípios, o monitoramento da gripe. Além do vírus, o Brasil também apresenta uma proporção de pessoas com doenças respiratórias agudas que varia entre baixa e moderada. Segundo o ministério, é necessário que a população mantenha os cuidados típicos do período do inverno, como lavar as mãos frequentemente e usar lenços descartáveis.

Terra/Agência Brasil

 

10/8/2010 OMS decreta fim da pandemia de gripe suína

AE-AP - Agência Estado

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que a pandemia da Influenza A (H1N1), a chamada gripe suína, chegou ao fim, meses depois de muitos países terem começado a cancelar os pedidos de vacina e terem encerrado linhas de emergência para atender infectados. A diretora-geral da entidade, Margaret Chan, disse que o mundo está na direção da fase "pós pandemia". Ela afirmou que a pandemia "em grande parte concluiu seu ciclo".

O número de mortes causada pela gripe suína caiu drasticamente nos últimos meses. Na semana passada, a OMS informou que pelo menos 18.449 pessoas haviam morrido em todo mundo desde que o surto teve início, em abril de 2009, embora tenha notado que os números verdadeiros devem ser mais altos. Ainda assim, os casos confirmados por testes de laboratório subiram em apenas cerca de 300 nos últimos dois meses.

 

10/8/2010 Gripe suína pode virar gripe comum, diz cientista dos EUA

Chefe do principal departamento de saúde, o CDC, diz que HINI está em mutação e pode ficar parecido com o vírus influenza sazonal

Logo após o aparecimento dos primeiros casos da gripe suína, no México, em abril de 2009, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, divulgou que a doença poderia se transformar em uma pandemia – o que de fato ocorreu. Um ano e meio depois, os cientistas do CDC continuam tentando entender a patologia do vírus da influenza A H1N1, causador da gripe.

De acordo com Sherif Zaki, chefe do Departamento de Patologia e Doenças Infecciosas do CDC, o H1N1 pode estar se transformando e adquirindo uma patologia semelhante à do vírus da influenza sazonal, que causa a gripe comum.

Zaki explica que o H1N1 continua circulando e os surtos podem voltar a ocorrer. Mas com o avanço do conhecimento sobre as possíveis mudanças em suas características, com desenvolvimento de novas vacinas e com a continuidade das campanhas de educação e prevenção, os riscos serão baixos.

Por outro lado, as pesquisas têm mostrado que, nos casos fatais de influenza, a incidência de coinfecções com bactérias é maior do que se imaginava.

Zaki participou, na semana passada, do 3º Encontro de Patologia Investigativa e da 13ª Jornada Internacional de Patologia, realizados pelo Hospital A.C. Camargo, em São Paulo. Leia a seguir a entrevista concedida pelo cientista norte-americano à Agência FAPESP.

Há um ano e meio surgiu o surto de gripe A, que matou mais de 100 pessoas no México e marcou o início de uma pandemia. Hoje, o CDC continua estudando o H1N1. O que há de especial na patologia desse vírus?
Sherif Zaki:  Há muitas diferenças entre os vírus da influenza sazonal, que causam a gripe comum, e o H1N1. Eles atacam diferentes partes do pulmão. O vírus da influenza sazonal envolve mais as vias superiores, traqueia e brônquios. É uma doença das vias respiratórias superiores. O H1N1 ataca mais a parte periférica, ou inferior, dos pulmões, causando mais pneumonia. Essas diferenças têm a ver com as partes dos pulmões a que estão ligados os receptores desses vírus. As doenças que eles causam, portanto, são um tanto diferentes.

Essas diferenças também se refletem na gravidade da doença?
Zaki:  
A questão é que os pacientes que têm certas condições subjacentes – como obesidade extrema, diabetes, câncer ou algum tipo de imunossupressão – são mais suscetíveis a forma severa da doença. E os mais jovens são mais suscetíveis à influenza do H1N1 do que à sazonal. Essa última normalmente atinge com maior incidência gente acima de 60 anos. A gripe do H1N1 envolve mais a faixa dos 20 aos 55 anos por uma questão relacionada à imunidade. As pessoas nessa faixa não foram expostas a vírus similares, enquanto as mais velhas já foram e, por conta disso, desenvolveram algum tipo de imunidade a eles.

Há ainda desafios científicos envolvidos com a patologia desses vírus?
Zaki:
Sim, ainda há muitas coisas que não entendemos. Acho que o próximo desafio será prever o que acontecerá em relação à influenza no próximo outono no hemisfério Norte. Não sabemos com que intensidade ela voltará, quantas pessoas serão afetadas, qual a disponibilidade de vacina ou como as novas vacinas serão incluídas nos programas regulares de vacinação. No caso da H1N1, essas perguntas são muito importantes porque não sabemos se esse vírus está aqui para ficar. Não sabemos se ele se tornará uma outra influenza sazonal, ou se é algo que passará. Há algumas evidências de que o vírus pode estar se modificando com o tempo, aproximando-se da patologia da influenza sazonal. Há muitas perguntas a fazer e temos que continuar pesquisando.

Depois de abril de 2009 o surto do vírus H1N1 gerou muitas manchetes nos jornais. Mas, agora, parece que o assunto arrefeceu. A pandemia foi superada? Qual o desafio daqui em diante em termos de epidemiologia?
Zaki:
Essa é uma questão muito boa e que nos intriga. O vírus ainda está aí, gerando novos casos da doença. Mas, como ocorre com a gripe sazonal, dependendo da localização de cada país – no hemisfério Norte ou Sul –, há diferenças na estação em que ocorrem os surtos de gripe. O fato é que o vírus não desapareceu, ele ainda está circulando. A pergunta agora é: a cepa que causou o último surto foi ou não substituída por uma nova cepa? É típico do vírus da influenza ter uma cepa circulando quando, subitamente, ela é substituída por uma nova.

É possível prever qual será a próxima cepa a circular?
Zaki: Sempre temos várias linhagens em ação – a questão é saber qual delas vai predominar. É por isso que a vacina muda a cada ano. Temos que tentar prever qual será a principal cepa no próximo ano. Precisamos de vários meses para preparar as vacinas e as decisões devem ser feitas cinco ou seis meses antes. Especialistas de todo o mundo se encontram, discutem sobre as linhagens, trocam informações e fazem recomendações para a OMS sobre quais as novas linhagens que devem ser incluídas na vacina do ano seguinte.

 As vacinas são eficientes?
Zaki:
Elas são eficientes em 60% a 70% dos casos. São altamente recomendadas para os muito jovens ou muito velhos, além de pessoas com doenças como diabetes, câncer ou asma. Grupos suscetíveis a essas e outras doenças devem tomar a vacina. Mas há um aspecto muito importante: não se trata só da vacina da influenza. Um dos problemas da influenza é que muitas vezes há coinfecções bacterianas. E estamos constatando que o vírus H1N1 tem uma incidência maior de coinfecções com bactérias do que pensávamos antes.

O vírus abre as portas do organismo para as bactérias?
Zaki:
Sim, basicamente ele abre as portas danificando as defesas do corpo. É importante saber quais são as bactérias com maior incidência nesses casos, pois temos vacinas também para algumas delas. Esse é um componente muito importante para a prevenção, não só para a influenza, mas também para outras bactérias associadas – em especial a infecção por estreptococos, que sabemos ser comum entre pacientes de gripe. E essas infecções afetam especialmente pessoas com aquelas condições que mencionamos, como crianças e diabéticos.

A doença causada pelo vírus H1N1 é realmente muito mais grave do que a gripe comum?
Zaki:
Essa é uma questão difícil de ser respondida. Ela é mais severa em alguns casos, porque não temos imunidade nessa grande faixa etária dos 20 a 55 anos e 90% dos pacientes podem ter alguma condição subjacente. Mas nem todos têm a gripe em sua manifestação severa. Em geral, a gripe suína não parece causar mais mortalidade do que a gripe sazonal comum.

Podemos dizer que é importante destacar as diferenças entre os dois tipos de gripe, mas que não há razão para pânico em caso de um novo surto do vírus H1N1?
Zaki:
Exato. Não há razão alguma para pânico. Precisamos conhecer o inimigo, vacinar, prevenir e continuar a campanha educativa, que inclui lavar as mãos, seguir regras de higiene, etc. Esse é o ponto. Mas não é preciso se preocupar com essa gripe mais do que fazemos com a gripe sazonal. Trata-se apenas de mais uma forma de gripe sobre a qual precisamos saber mais. Não é mais mortal, nem mais perigosa. É apenas diferente. E precisamos nos preparar para essas diferenças.

 Em relação ao vírus H1N1 e à influenza de modo geral, qual é o foco da pesquisa, atualmente, no seu grupo do CDC?
Zaki:
Estamos observando as transformações do H1N1. Cada vez mais estamos vendo casos envolvendo as vias superiores. Então, nossa principal questão é saber se o vírus permanecerá o mesmo, ou se vai se adaptar e ficar mais parecido com a variedade sazonal em relação à patologia.

Os esforços, então, estão voltados para compreender o próprio vírus?
Zaki:
Sim, mas não estamos tão ocupados como há cinco meses. Agora, podemos fazer estudos de rotina e levar adiante trabalhos de epidemiologia. Fazemos estudos a partir de cerca 800 casos fatais que recebemos, sendo que em metade deles foi confirmado que a morte foi causada por influenza. Daqui em diante, o importante é também aprimorar os diagnósticos clínicos. Em muitos casos achamos que o paciente morreu de gripe, mas que ele tinha várias doenças ao mesmo tempo. É preciso aprender sobre essas doenças também. Infelizmente, quando se tem uma pandemia, todo mundo pensa só na influenza e tende a atribuir tudo ao vírus. É preciso definir melhor os diagnósticos e educar a população em relação a quais são as características de influenza, distinguindo-as melhor de outros casos.

 

30/6/2010 Estado de SP vai vacinar professores e funcionários de escolas contra a gripe suína

Os professores e funcionários de escolas públicas e privadas já podem ser vacinados contra a gripe suína --a gripe H1N1-- nos postos de saúde de todo o Estado de São Paulo. Poderão receber a dose os profissionais com mais de 40 anos, que atuam em estabelecimentos de ensino fundamental e médio.

De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, foram selecionados os professores dessa faixa etária, por que não estavam inclusos entre os grupos prioritários da campanha de vacinação, que encerra hoje no Estado. A vacinação para esse novo grupo se estenderá até 16 de julho. A única contraindicação é para quem tem alergia a ovo de galinha.

"Os professores e demais funcionários são profissionais que atuam diretamente com muitas crianças. O objetivo é evitar que o professor fique doente e prejudique o ano letivo dos alunos", afirma Helena Sato, diretora de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde.

Segundo levantamento da secretaria, foram vacinadas no Estado, até o dia 24 de junho, 20.008.481 pessoas, o que representa o que representa 47,5% de toda a população estimada para o Estado segundo a Fundação Seade. Apesar do término da campanha acontecer hoje, crianças de seis meses a 4 anos e 11 meses ainda poderão receber a segunda dose da vacina.

A segunda dose da vacina não precisa ser aplicada exatamente 30 dias após a primeira, mas é importante que as crianças recebam a dose complementar, afirma a secretaria. "É fundamental que a criança receba a segunda dose para que ela esteja totalmente protegida como a nova gripe", diz Helena Sato, diretora de Imunização da Secretaria

Folha Online

 

30/6/2010 Secretaria confirma 1ª morte por gripe suína em Mato Grosso

A Secretaria da Saúde do Mato Grosso confirmou a primeira morte por gripe suína naquele Estado em 2010. O exame de um caminhoneiro de 47 anos, com resultado positivo, foi divulgado na terça-feira.

De acordo com a assessoria da secretaria de saúde, são 75 casos suspeitos sendo tratados na região. Além disso, o teste de outra suposta vítima fatal da gripe é aguardado. Outros quatro casos de morte deram negativo.

A secretaria alerta para a importância de buscar a vacinação contra o vírus enquanto durarem os estoques de imunização. Além disso, ressalta que são importantes os cuidados de higiene e prevenção. Como evitar aglomerações de pessoas, não compartilhar alimentos, copos toalhas e outros itens de uso pessoal e lavar as mãos frequentemente.

Redação Terra

 

30/6/2010 Primeiro-ministro do Camboja e cinco membros do governo pegam gripe suína

Segundo comunicado, Hun Sen, de 59 anos, passou por 'tratamento urgente' e está se recuperando

PHNOM PENH - O primeiro-ministro do Camboja, Hun Sen, e outros cinco membros do governo contraíram o vírus H1N1, causador da gripe suína, segundo fontes oficiais.

Segundo comunicado do Ministério da Saúde, Hun Sen, de 59 anos, passou por "tratamento urgente" após a reunião semanal que seu gabinete mantém todas as sextas-feiras. "Após tratamento dos médicos, o primeiro-ministro está se recuperando", acrescentou a nota.

Por conta da doença, Hun Sen não pôde participar dos atos de comemoração do 59º aniversário da fundação de sua formação política, o Partido do Povo do Camboja, que aconteceu na última segunda.

O comunicado acrescentou que outros cinco membros do governo (entre eles um dos vice-primeiro ministros, Yim Chhay Ly) também contraíram o vírus, embora não tenham sido divulgados detalhes sobre seu estado de saúde.

Desde que foi declarado o primeiro caso, em junho do ano passado, a influenza A afetou cerca de 600 pessoas e causou a morte de seis no Camboja.

Estadão.com.br

 

29/6/2010 México levanta alerta sanitário pela gripe suína após 14 meses

O governo mexicano anunciou hoje a retirada do alerta sanitário pela gripe suína após 14 meses, nos quais morreram no país 1.289 pessoas e foram registrados 72 mil casos, anunciou hoje em entrevista coletiva o secretário da Saúde, José Ángel Córdova Villalobos.

Esta decisão foi adotada na segunda-feira por unanimidade pelo conselho que avalia a epidemia após comprovar a evolução, a última vítima fatal foi em maio.

Em outubro de 2009, havia 216 pessoas hospitalizadas, em 25 de junho só 22. "A circulação do vírus é mínima", explicou Córdova.

O país não baixará guarda em termos epidemiológicos e conserva ainda 875 mil vacinas. Córdova cifrou o custo total da gripe o México em 4,5 bilhões de pesos (US$ 354 milhões) e afirmou que, graças aos acordos com laboratórios, economizou 1,8 bilhão de pesos (US$ 141 milhões) na compra de vacinas.

Em 11 de junho completou um ano desde a declaração de pandemia.

No mesmo dia, a OMS publicou um documento no qual mencionou, entre outras ações, que durante a propagação o vírus H1N1 mostrou padrões diferentes dos da gripe estacional, como "altos níveis de infecção durante o verão" em países do hemisfério norte.

Terra.com.br

 

28/6/2010 Campanha de vacinação contra a gripe suína termina na quarta-feira em SP

Termina na próxima quarta-feira (30) a campanha de vacinação contra a gripe suína --H1N1-- em todo o Estado de São Paulo. Depois dessa data, os postos de saúde só irão vacinar crianças de seis meses a 4 anos e 11 meses e aquelas portadoras de doenças crônicas até oito anos que precisem receber a segunda dose da vacina.

Segundo levantamento da Secretaria Estadual de Saúde, foram vacinadas no Estado, desde o dia 8 de março, 20.008.481 pessoas, o que representa 47,5% de toda a população estimada para o Estado segundo a Fundação Seade. A única contraindicação da vacina é para quem tem alergia a ovo de galinha.

A segunda dose da vacina não precisa ser aplicada exatamente 30 dias após a primeira, mas é importante que as crianças recebam a dose complementar, afirma a secretaria. "É fundamental que a criança receba a segunda dose para que ela esteja totalmente protegida como a nova gripe", diz Helena Sato, diretora de Imunização da Secretaria.

Doenças crônicas para vacinação

Obesidade grau 3 (antiga obesidade mórbida) em crianças, adolescentes e adultos

Doença respiratória crônica desde a infância (ex: fibrose cística, displasia broncopulmonar)

Asma (forma grave)

Doença neuromuscular com comprometimento da função respiratória (ex: distrofia neuromuscular)

Imunodepresão por uso de medicação ou relacionada às doenças crônicas

Diabetes

Doença pulmonar obstrutiva crônica e outras doenças crônicas com insuficiência respiratória

Doença hepática (ex: atresia biliar, cirrose, hepatite crônica)

Insuficiência renal crônica, principalmente em doentes em diálise

Doença hematológica (ex: hemoglobinopatias)

Menores de 18 anos com terapêutica contínua com salicilatos (ex: doença reumática autoimune, doença de Kawasaki)

Síndrome Clínica de Insuficiência Cardíaca

Cardiopatia estrutural (ex: hipertensão arterial pulmonar e valvulopatia)

Cardiopatia isquêmica ou hipertensiva com disfunção ventricular

Cardiopatias congênitas cianóticas

Cardiopatias congênitas acianóticas (não corrigidas cirurgicamente ou por intervenção)

Miocardiopatia (dilatada, hipertrófica ou restritiva)

Pericardiopatia

Fonte: Ministério da Saúde

Folha.com

 

28/6/2010 Gripe: campanha de vacinação acaba na quarta em SP

Agência Estado

Termina na próxima quarta-feira a campanha de vacinação contra o vírus da Influenza A (H1N1), popularmente conhecida como gripe suína, em todo o Estado de São Paulo. Após essa data, os postos de saúde irão vacinar apenas as crianças de seis meses a quatro anos e 11 meses e aquelas portadoras de doenças crônicas até 8 anos que necessitam receber a segunda dose da vacina.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, desde o dia 8 de março, quando a campanha foi iniciada, até o último dia 24 foram imunizados 20.008.481 paulistas, o que representa 47,5% de toda a população estimada para o Estado, segundo a Fundação Seade. A proporção de vacinados é maior do que a média nacional e também supera a de países como os Estados Unidos.

Entretanto, as crianças até 8 anos precisam tomar duas doses da vacina para ficarem completamente imunizadas. A segunda dose não precisa ser aplicada exatamente 30 dias após a primeira, mas é importante que as crianças recebam a dose complementar.

"É fundamental que a criança receba a segunda dose para que ela esteja totalmente protegida contra a nova gripe. Por isso, elas devem retornar aos postos de saúde", diz Helena Sato, diretora de Imunização da Secretaria. A campanha segue orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS). A vacina é segura e eficaz. A única contraindicação é para quem tem alergia a ovo de galinha.

Fonte: Estadão.com.br

 

28/6/2010 Brasil fica menos vulnerável à gripe suína com novos testes, diz Temporão

DA AGÊNCIA BRASIL

Depois de lançar o teste nacional para o diagnóstico da Influenza A (H1N1) --gripe suína, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse que a nova tecnologia deixa o Brasil menos dependente de outros países e menos vulnerável no enfrentamento da doença.

Temporão lembrou que na primeira onda de gripe, em 2009, o governo encontrou dificuldades de importar os testes por falta de volume disponível nos laboratórios estrangeiros para atender à demanda brasileira. De abril a dezembro do ano passado, o Brasil importou 73.121 testes.

"No ano passado, quando a OMS [Organização Mundial da Saúde] declarou que uma nova doença havia surgido no mundo, houve uma corrida dos países para ter acesso ao reagente, que era a única maneira de fazer o diagnóstico. Isso deixou o Brasil numa situação vulnerável. Dependíamos de um único produtor mundial para poder fazer o exame", disse Temporão.

Fabricado pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) --por meio do Laboratório de Bio-Manguinhos e do Instituto Carlos Chagas-- em parceria com os institutos paranaenses de biologia molecular (IBMP) e de tecnologia (Tecpar), o primeiro lote, com 30 mil testes nacionais, será distribuído para a Fiocruz (RJ), o Instituto Evandro Chagas (PA), o Instituto Adolfo Lutz (SP) e três laboratórios públicos no Distrito Federal, Paraná e na Bahia --únicas instituições que realizam o diagnóstico do vírus Influenza A (H1N1) no país.

Os primeiros testes serão destinados a pacientes internados com suspeita da doença. O exame é indicado também para surtos em comunidades e investigação de mortes. A meta é fabricar 80 mil testes por mês para suprir a demanda nacional.

De acordo com o ministério, o teste nacional é mais barato, mais rápido e confiável. O kit deve sair por R$ 45 --no mínimo, metade do preço pago pelo governo ao teste importado. Outra novidade é a redução no tempo para a análise da amostra-- que vai passar de oito para quatro horas.

Temporão afirmou ainda que a tecnologia ajudará o país no desenvolvimento de testes rápidos para outras doenças, como dengue, malária e tuberculose. O teste nacional está disponível somente para a rede pública. Não há expectativa para fornecimento aos laboratórios privados.

Folha .com

 

28/6/2010 Diagnóstico de gripe suína será reduzido para 4 horas

Agência Estado

O Ministério da Saúde anunciou hoje o lançamento de tecnologia brasileira para a realização de exames que identifiquem o vírus da gripe suína. Segundo o governo, foram investidos R$ 3,36 milhões no projeto. Com a tecnologia nacional, o tempo de análise será reduzido pela metade: de 8h para 4h. O Kit Nacional para Diagnóstico da Influenza H1N1 será fabricado por um consórcio entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio do Laboratório de Bio-Manguinhos e do Instituto Carlos Chagas; o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). O primeiro lote terá 30 mil testes para detectar a doença em pacientes internados com suspeita de gripe suína.

Ainda de acordo com o ministério, o teste brasileiro é cerca de 60% mais barato que os insumos importados. O material produzido em outros países custa entre R$ 100 e R$ 150, enquanto o kit nacional custa R$ 45, aproximadamente. "O produto brasileiro é mais eficiente, mais barato e vai nos permitir trabalhar no diagnóstico de outras doenças. Estamos apresentando não só um exame, mas uma nova plataforma tecnológica", disse o ministro José Gomes Temporão, que participou do lançamento do kit nacional em Brasília.

Segundo o ministério, o Brasil terá capacidade de produzir 80 mil testes por mês para o diagnóstico de Influenza H1N1. O teste será distribuído aos três laboratórios de referência para o diagnóstico da gripe H1N1 - Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz-RJ), Instituto Evandro Chagas (IEC-PA) e Instituto Adolf Lutz (SP); e a três Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacens) localizados no Distrito Federal, no Paraná e na Bahia. Por enquanto, o teste nacional não estará disponível para laboratórios particulares.

Estadão.com.br

 

28/6/2010 Secretaria divulga pontos de distribuição de remédio contra gripe suína em SP

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo divulgou os pontos específicos do Estado em que fará a distribuição do medicamento Oseltamivir, contra a gripe suína --Influenza A H1N1.

Receberão os medicamentos os pacientes com diagnóstico de síndrome respiratória aguda e gripe associada a fatores de risco, como gravidez e doença crônica, que tenham prescrição dos médicos.

Para receber o remédio, será necessário apresentar a receita em duas vias, uma delas ficará retida. A receita terá validade de apenas cinco dias e irá expirar após o prazo. O Oseltamivir (Tamiflu) teve sua classificação alterada pela Anvisa em dezembro do ano passado, passando a ser uma substância de controle especial.

Veja os locais de retirada do medicamento definidos pela Secretaria da Saúde no site www.cve.saude.sp.gov.br.

Folha.com

 

14/4/2010 Tratamento rápido é essencial em casos de gripe suína em grávidas

Ao apresentar sintomas, gestante tem que ir imediatamente ao médico

Um novo surto de Influenza A (H1N1) - popular gripe suína - é esperado no Brasil para o próximo inverno. Junto com ele vem o medo das pessoas de se infectarem, em especial das grávidas. A doença causou número expressivo de mortes em 2009. Segundo levantamento do Ministério da Saúde, a mortalidade em gestantes foi 50% maior que na população geral em 2009. Em 2010, 20% dos casos graves registrados até 3 de abril ocorreram com gestantes, 74 ao todo. No mesmo período, 16 morreram, número equivalente a 32%.

Este receio ficou ainda mais evidente pela baixa adesão à segunda etapa de vacinação contra a gripe suína, que precisou ser prorrogada. Nela estava focada gestantes, crianças de seis meses a dois anos e doentes crônicos.

Para tirar estas dúvidas, o R7 consultou um obstetra e um infectologista. Assim como o Ministério da Saúde, os especialistas são favoráveis à vacinação de grávidas em qualquer momento da gestação, assim como pelo tratamento com o oseltamivir (Tamiflu) se a gestante apresentar a SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave).

Segundo o ginecologista e obstetra Alexandre Pupo Nogueira, do hospital Sírio-libanês, o primeiro passo da gestante é descobrir se realmente está com a gripe suína. Para isso, deve contar com seu médico obstetra que vai avaliar os sintomas e pedir, se for o caso, exame laboratorial.

- A paciente que apresentar sintomas gripais ou da suína entre imediatamente em contato com seu médico que, a partir daí, vai decidir se vai encaminhar para um serviço para fazer o diagnóstico ou observar, ou se vai encaminhá-la para um infectologista.

Grávida sobreviveu à gripe depois de internação

Para o médico, a gripe suína em grávidas deve ser vista com cuidado, mas sem alarde, pois, segundo ele, a mortalidade de gestantes pela gripe comum é maior do que pela vírus da gripe A (H1N1).

Se a gestante apresentar febre acima de 38,5º C, dores no corpo e na cabeça e tosse seca, mas não muito pronunciada, está na hora de ser avaliada pelo seu médico. Essa é a dica do infectologia Gustavo Johanson, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Confirmado o diagnóstico, segundo o infectologista, a gestante tem que ficar em observação e ser internada imediatamente se tiver sintomas mais graves, principalmente se for um quadro de SRAG. Já se não for necessariamente grave, não há necessidade de internação.

- A comparação é feita só em laboratório. Mas o médico só tem que solicitar o teste se a gestante apresentar a Síndrome Respiratória Aguda Grave.

A gestante está mais suscetível ao vírus do que boa parte da população, pois apresenta uma imunidade mais baixa em decorrência da gravidez. Qualquer reação inflamatória, não somente a do vírus H1N1, portanto, são perigosas para a mulher grávida, explica Nogueira. A boa notícia, entretanto, é que não há indícios que comprovem a passagem do vírus para o bebê.

De todo modo, o mais indicado é se prevenir. Segundo os médicos, a gestante deve evitar ir a locais com grandes aglomerações durante a gravidez e tomar a vacina. Se antes, a gripe aparecer, não há motivos para pânico, segundo o infectologista.

- Na grande maioria das grávidas o vírus não evolui de forma grave. Por isso não há o que temer. 

Tratamento

A Febrasgo (Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia) lançou um protocolo de atendimento às gestantes com quadro suspeito de SRAG, no qual explica os procedimentos que devem ser adotados em grávidas doentes.

Um deles explica que se a grávida se queixar de gripe ou resfriado, o médico que for examiná-la deve usar uma máscara cirúrgica e colocar uma no rosto da paciente. Se ela apresentar febre alta, tosse, dor de garganta e/ou falta de ar, aversão a luz, dores nas articulações e nos músculos, ardência ocular e mal-estar, há indicação do uso do Tamiflu, de 75 mg, de 12 em 12 horas, por cinco dias. Em seguida, deve-se definir a gravidade e necessidade de internação ou não.

Se a febre estiver acima de 38ºC, a pressão baixa, tiver tosse, falta de ar, nível de oxigênio no sangue menor do que 94% e frequência respiratória maior do que 25 movimentos por minuto, significa gravidade e deve-se recorrer a internação. Caso contrário, basta tomar o Tamiflu, ficar em casa de repouso e só retornar ao hospital se sentir piora depois de 48 horas, deve tomar o antibiótico Azitromicina.

A gestante deve usar a máscara mesmo no trabalho de parto e depois do nascimento, manter o uso quando o bebê estiver próximo, assim como manter as mãos lavadas e as roupas trocadas. Durante a internação, pode-se considerar o afastamento do recém-nascido por 48 horas.

O leite materno não é um potencial transmissor. O bebê pode ser alimentado com ele, desde que seja retirado o leite das mamas e dado ao recém-nascido em um recipiente a parte.

Se o bebê estiver infectado, terá de receber os mesmos cuidados para o controle da infecção durante a internação. O Tamiflu só é liberado para pacientes com mais de um ano de idade. Não é recomendado o uso em crianças com menos de três meses.

 

14/4/2010 OMS admite falha na gerência da crise em relação à gripe suína

Agência Estado

São Paulo - A Organização Mundial da Saúde (OMS) admitiu pela primeira vez que falhou na gerência da crise envolvendo a gripe suína e em sua estratégia para lidar com a primeira pandemia de influenza em 40 anos. Ontem, o Brasil deu o tom nos debates e sugeriu que a entidade redefina critérios para estabelecer a severidade de futuras pandemias e o impacto das medidas adotadas pelos países para lidar com surtos.

A proposta foi apresentada no primeiro dia de reuniões da entidade máxima de saúde em Genebra para começar a revisão da pandemia e gripe suína. Um ano após o primeiro surto, a OMS iniciou uma reavaliação completa do que seria uma pandemia e como deve reagir em futuros casos.

Criticada por supostamente ter sido influenciada por setor farmacêutico e por ter criado desnecessário pânico ao declarar a pandemia, a OMS tenta restabelecer sua credibilidade, em um processo que promete ser longo.

A diretora da entidade, Margaret Chan, afirmou que o processo de revisão será real. “Queremos saber o que ocorreu de errado e por que”, disse. Ela prometeu uma reavaliação “independente e transparente” das ações da OMS, alertando de que essa não será a última pandemia que o mundo terá de enfrentar. As informações são do Jornal da Tarde.

 

14/4/2010 Bebê morre com suspeita de gripe suína em Ribeirão

Um menino de 1 mês e 23 dias estava com problemas respiratórios e hemorragia; Secretaria da Saúde também investiga possibilidade de dengue hemorrágica

Hélia Araujo

Um bebê pode ser a primeira vítima da gripe suína neste ano em Ribeirão Preto. O menino de um mês e 23 dias morreu no final da manhã desta terça-feira, no Hospital São Paulo, com problemas respiratórios e hemorragia.

A diretora do Departamento de Vigilância e Saúde do município, Maria Luiza Santa Maria, afirmou que o caso já havia sido notificado no final de semana, quando o menino foi internado. Além de gripe suína, também está sendo investigada a hipótese de dengue hemorrágica.

No ano passado, 190 pessoas tiveram gripe suína em Ribeirão e três delas morreram. Neste ano, foram quatro casos suspeitos, mas nenhum deles havia sido confirmado.

Desde o mês passado, o Ministério da Saúde vem realizando uma campanha de vacinação contra a doença. Até o final desta semana, devem ser vacinados os jovens com idades entre 20 e 29 anos, crianças entre seis meses e dois anos e doentes crônicos. As grávidas podem se imunizar até o final da campanha.

 

14/4/2010 Anvisa apreende falsa vacina contra gripe suína em MG

SOLANGE SPIGLIATTI - Agência Estado

Agentes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Polícia Federal (PF) apreenderam na sexta-feira vacinas falsificadas, entre elas contra Influenza A (H1N1), em uma drogaria do município de Dom Cavati, na região da cidade mineira de Governador Valadares (MG). O proprietário e a farmacêutica responsável do estabelecimento foram presos.

Foram apreendidas também a vacina Tetavax, contra tétano, proibida desde 2006, e vacinas contra gripe sazonal de origem desconhecida. Também foi constatada a venda de medicamentos controlados sem escrituração. Os produtos imitavam vacinas registradas do laboratório Sanofi-Pasteur.

Ao saber da ação dos fiscais, outra drogaria, no município vizinho de Fernandes Tourinho, procurou a PF porque suspeitava da qualidade das vacinas contra a gripe suína que tinha adquirido. Essas vacinas também foram identificadas como produtos falsificados. Os números dos lotes impressos nas embalagens também simulavam produtos registrados.

Os dois casos levaram a equipe de fiscalização à Soros e Vacinas Spardini, uma distribuidora fantasma que funciona numa residência em Governador Valadares. O proprietário está desaparecido.

Alerta

Por conta da apreensão das vacinas falsificadas, a Anvisa alerta que a venda de quaisquer vacinas em farmácia e drogarias é proibida. As vacinas vendidas nesses estabelecimentos são provavelmente falsificadas ou de produção clandestina.

A vacina contra a Influenza A (H1N1) está sendo distribuída gratuitamente nos postos de saúde. Já os cidadãos de faixas etárias não cobertas pela campanha pública de vacinação do Ministério da Saúde podem adquirir a vacina, mas somente em hospitais e clínicas privadas autorizadas pela vigilância sanitária.

 

14/4/2010 Drogarias e farmácias não podem vender vacinas contra gripe suína

Pessoas que não estão em grupos prioritários podem tomar vacina em clínicas e hospital particulares

 Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) faz um alerta à população e avisa que drogarias e farmácias não estão autorizadas a vender vacinas contra a influenza A (H1N1) - gripe suína. Na última sexta-feira, a Anvisa e agentes da Polícia Federal encontraram vacinas falsas em estabelecimentos em Minas Gerais.

A campanha de imunização contra a doença tem sido realizada nos postos públicos de saúde para gestantes, doentes crônicos, crianças de seis meses a menores de dois anos de idade e jovens de 20 a 29 anos. Também estão entre os grupos prioritários os adultos de 30 a 39 anos de idade que devem tomar a dose da vacina no período de 10 a 21 de maio.

Quem está fora da lista do Ministério da Saúde, pode tomar a vacina em hospitais e clínicas particulares, mediante pagamento. Até o momento, apenas o laboratório Abbott pode comercializar a vacina que imuniza contra a doença, por já ter conseguido o registro de preços. A empresa informou que a partir desta semana as clínicas devem começar a receber o produto.

A Anvisa já autorizou dois outros laboratórios - Sanofi-Pasteur e GlaxoSmithKline - a produzir as vacinas contra a gripe suína, porém eles ainda não solicitaram a definição de preços, documento exigido para iniciar o comércio.

De acordo com a Anvisa, farmácias e drogarias só podem aplicar vacinas quando participarem de campanhas públicas de imunização, o que não ocorre na campanha contra a influenza A (H1N1) - gripe suína. Nesses casos, os estabelecimentos não podem cobrar pelo produto nem pelo serviço.

Caso suspeite de ter recebido uma dose de vacina falsa, a pessoa deve procurar orientação médica para checar a possibilidade de risco de reações graves, já que a composição é desconhecida. As denúncias podem ser feitas à autoridade local de vigilância sanitária, à Anvisa ou pelo telefone 0800 642 9782.

 

14/4/2010 Adesão baixa deve prorrogar vacinação contra gripe suína

Apenas 34,8% do público alvo da campanha nacional foi imunizado até esta terça-feira

LÍGIA FORMENTI - Agência Estado

Assustado com a baixa adesão ao programa de vacinação, o governo estuda prorrogar a campanha contra gripe suína. Números reunidos até ontem mostram que 20,4 milhões de pessoas foram vacinadas contra a doença, o que representa apenas 34,8% do público alvo. Um desempenho abaixo do esperado, mesmo depois do Dia D, esforço feito no sábado para tentar ampliar o comparecimento aos postos.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse hoje estar preocupado com a adesão de gestantes, doentes crônicos e população entre 20 e 29 anos. Foram vacinadas até agora 48,7% das grávidas, 44,2% dos doentes crônicos e 20,2% dos adultos jovens (entre 20 e 29 anos). "É preciso que as pessoas compareçam. A vacina é eficaz, é segura", afirmou mais uma vez o ministro. Entre profissionais de saúde, a meta de vacinação já foi atingida. O grupo entre crianças maiores de seis meses e menores de dois anos também apresenta um bom indicador, 75,3%, bem próximo da meta que é 80%.

Diante do baixo comparecimento aos postos de parte dos grupos de risco, semana passada o ministro enviou um apelo aos presidentes de entidades médicas, para que eles reforcem com associados a necessidade de esclarecer pacientes sobre a importância da vacina. A ideia é tentar evitar ao máximo a prorrogação da campanha. Mas, caso os indicadores estejam bem abaixo do planejado, esse recurso poderá ser adotado.

O Ministério da Saúde adquiriu 113 milhões de doses para vacinar 91 milhões de pessoas contra gripe. A meta é imunizar pelo menos 80% do público alvo. A campanha vai até o dia 23 para gestantes, doentes crônicos, crianças entre seis meses e menores de dois anos e para população de 20 a 29 anos. Depois será a vez dos idosos e, por fim, da população entre 30 e 39 anos. Pelo calendário inicial, o último dia da campanha será 21 de maio. Em razão do feriado de Páscoa, o cronograma já foi prorrogado uma vez, para grupos de gestantes, crianças e portadores de doenças crônicas.

Até 3 de abril, foram registrados 361 casos de pessoas com doença respiratória grave em todo o País. No período, foram contabilizadas 50 mortes, a maior parte no Pará: 25. Apesar do alto índice de casos da doença e das altas taxas de mortalidade, apenas 33,1% da população alvo do Estado foi vacinada. As melhores coberturas foram registradas até agora no Paraná, Maranhão, Goiás, Distrito Federal , Minas e Santa Catarina.

 

14/4/2010 Pais pagam vacina duas vezes para crianças 

Na rede particular, criança com menos de 9 anos paga duas vezes por vacina

 Agência BOM DIA

Quem não se encaixa nos grupos de risco estipulados pelo Ministério da Saúde para a campanha nacional contra a gripe suína deve preparar o bolso.

A indicação é para que crianças com menos de 9 anos tomem o medicamento em duas etapas, com intervalo de 30 dias. O que significa que os pais devem pagar duas vezes para imunizá-las.

A Unimed, que iniciou o serviço em Rio Preto nesta terça, cobra R$ 50 a dose para conveniados da unidade e R$ 60 para os demais. Assim, o custo da vacina por criança pequena seria de R$ 100 ou R$ 120.

No primeiro dia de vacinação, a clínica vendeu 132 doses para pacientes de todas as faixas etárias.

Na Uninfância, a previsão é de que as vacinas cheguem até o fim do mês.

DIARIO DE S.PAULO

 

14/4/2010 Governo anuncia criação de 471 leitos de UTI contra gripe suína

Agência Brasil

BRASÍLIA - O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira um reforço de R$ 70,3 milhões para custear a ampliação e a qualificação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é enfrentar uma segunda onda da epidemia de gripe suína. A medida cria 471 novos leitos e aumenta o repasse de recursos em 63 hospitais distribuídos em 11 Estados - Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte, Goiás, Distrito Federal, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais.

Das novas unidades, 262 são para o tratamento de adultos - maior demanda do País - enquanto 156 são para o atendimento de recém-nascidos e 53 para crianças. De acordo com o Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (Cnes), o SUS conta, atualmente, com 16.875 leitos de UTI. Na rede particular, são 10.286, totalizando 27.161 unidades.

A previsão, de acordo com o ministério, é que R$ 270 milhões sejam investidos ainda este ano no fortalecimento e na ampliação da rede pública de UTI. Os 26 Estados e o Distrito Federal devem receber, até junho, um total de 6.159 respiradores, monitores e oxímetros. Com os equipamentos, será possível equipar ou implantar até 1.875 leitos.

 

14/4/2010 OMS acusa Twitter de difusão de informações erradas sobre gripe suína 

da France Presse, em Genebra

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta terça-feira (13) que as novas mídias de comunicação como o Twitter, blogs e e-mails perturbaram a informação sobre a gripe suína, também conhecida como H1N1

"Houve informações, rumores, muita especulação e críticas em inúmeras mídias", afirmou, em Genebra, o conselheiro especial da OMS para as gripes, Keiji Fukuda, em relação às dificuldades encontradas na comunicação sobre a pandemia.

Enfermeira aplica vacina da gripe suína em paciente; OMS disse que redes como Twitter difundiram fatos errados sobre a pandemia

"A mídia tradicional transmitiu as informações das autoridades, assim como os debates, as dúvidas e as polêmicas em torno da nova gripe, assim como as novas mídias, como Twitter, os blogs e os e-mails", afirmou.

"É muito difícil corrigir as ideias erradas uma vez elas circulem pela internet e redes sociais", declarou por sua parte um ex-chefe de doenças contagiosas da OMS, David Heymann.

No entanto, segundo um estudo apresentado nesta terça-feira em um congresso de especialistas em doenças infecciosas em Viena, o Twitter poderá servir de sistema de alerta precoce em caso de epidemia.

Um comitê de especialistas iniciou na segunda-feira, em Genebra, um exame sobre a gestão internacional da gripe H1N1 que fez a OMS ser alvo de inúmeras críticas.

"Queremos saber o que funcionou bem. Queremos saber o que não funcionou e por que. Queremos saber o que poderia ser melhorado e como", explicou a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, na abertura dos debates.

O comitê, formado por 29 especialistas de 28 países, é uma resposta da OMS às acusações segundo as quais a organização exagerou a ameaça da primeira pandemia do século 21 influenciada pelos laboratórios farmacêuticos o que levou seus 193 países membros a comprar muito mais vacinas que o necessário.

Os especialistas, que devem entregar seu primeiro informe provisório antes de maio, abordam uma questão crucial: a dificuldade de avaliar a virulência de uma enfermidade contagiosa em termos de mortalidade e não apenas por sua expansão geográfica.

Em junho de 2009, dois meses depois de sua descoberta no México e Estados Unidos, a OMS declarou que este novo tipo de gripe era uma pandemia, baseando-se em sua rápida progressão.

O vírus H1N1 causou 17.700 mortos confirmados em laboratório em mais de 200 países e territórios, segundo a OMS, uma cifra muito inferior ao número de mortos causados por uma gripe tradicional.

Folha Online

 

25/2/2010 Saúde deve vacinar 835 mil contra gripe suína na região

Cerca de 835 mil moradores do Grande ABC devem ser vacinados contra a Influenza A H1N1, popularmente conhecida como gripe suína. O anúncio foi feito nesta quarta-feira pela Secretaria da Saúde de São Paulo, que pretende imunizar 13,6 milhões de pessoas no Estado.

De acordo com a pasta, o primeiro lote de vacinas adquirido pelo Ministério da Saúde começará a ser distribuído até a próxima semana aos municípios paulistas, que ficarão encarregados de organizar a campanha localmente.

A campanha, inicialmente destinada a profissionais da área da saúde e moradores de aldeias indígenas, começa no próximo dia 8 e se estende até o dia 19 de março. Os funcionários serão vacinados no próprio local de trabalho. Já a imunização da população indígena será feita diretamente nas aldeias, em parceria com a Funasa (Fundação Nacional de Saúde).

Os profissionais de saúde a receberam a vacina são aqueles que trabalham em serviços de saúde, envolvidos diretamente na resposta à pandemia, em 6,4 mil serviços de saúde do Estado, público, privados e conveniados, entre hospitais, pronto-socorros, Unidades Básicas de Saúde, ambulatórios e unidades de Saúde da Família.

Etapas — A segunda fase da vacinação contra a nova gripe incluirá as gestantes, crianças a partir de seis meses e menores de 2 anos de idade e os portadores de doenças crônicas. As grávidas poderão ser vacinadas entre 22 de março e 7 de maio, ao passo que os demais integrantes do grupo têm até o dia 2 de abril para vacinarem-se.

Entre os dias 5 e 23 de abril, será vacinada a população entre 20 e 29 anos de idade. E de 24 de abril a 7 de maio receberão a vacina os idosos com 60 anos ou mais portadores de doenças crônicas.

Fonte: Diário Online

 

25/2/2010 Rio Preto vai vacinar 133 mil pessoas contra a gripe suína 

Imunização começa a ser feita no dia 8 de março e vai até o dia 7 de maio

Rio Preto vai vacinar 133 mil pessoas contra a gripe suína. A imunização começa a ser feita no dia 8 de março e vai até o dia 7 de maio.

O primeiro lote de vacinas chega ao município na próxima semana. De acordo com a Secretaria de Saúde da cidade, a quantidade de doses ainda não foi informada pela Secretaria Estadual de Saúde.

Ao todo serão quatro etapas de vacinação. A primeira, que começa no dia 8, será para profissionais de saúde.

Deverão ser imunizados médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, recepcionistas, pessoal de limpeza e segurança, motoristas de ambulância, equipes de laboratório e profissionais que atuam em investigação epidemiológica.

A segunda fase da vacinação será para gestantes, crianças com idades entre seis meses e 2 anos e portadores de doenças crônicas.

A terceira e quarta etapas serão para adultos entre 20 e 29 anos e idosos.

Fonte: REDE BOM DIA

 

25/2/2010 Adultos de 30 a 39 anos serão vacinados contra gripe suína

O grupo de pessoas que poderá tomar gratuitamente a vacina contra a gripe A, conhecida como suína, foi ampliado. Técnicos das secretarias de estado de saúde do País já receberam informação de que a parcela entre 30 e 39 anos também deve receber as doses preventivas do vírus H1N1.

O Ministério da Saúde não confirmou oficialmente a informação, mas o iG apurou que a nova medida deve ser anunciada em coletiva nesta quinta-feira às 10h. Em janeiro, quando o plano nacional de vacinação contra a gripe foi lançado pelo governo federal, esta faixa-etária não estava contemplada.

As regras iniciais determinavam que a vacinação seria feita em etapas. Primeiro os profissionais de saúde e população indígena seriam imunizados.

Na segunda fase, gestantes, crianças a partir de seis meses e menores de dois anos, além de portadores de doenças crônicas – diabéticos, imunodeprimidos (portadores do vírus HIV, por exemplo), cardiopatas e portadores de doenças respiratórias crônicas. Na terceira, adultos saudáveis entre 20 e 29 anos.

Incluir o grupo de 30 a 39 anos foi uma reivindicação de infectologistas e autoridades de saúde de vários países. O secretário de saúde do Rio Grande do Sul, Osmar Terra, por exemplo, pessoalmente pediu ao ministro José Gomes Temporão que estendesse a vacinação para esta faixa etária. O motivo é que esta parcela foi uma das que mais apareceu entre os mais de 20 mil brasileiros infectados.

Temporão e a equipe de vigilância epidemiológica do Ministério deixaram o pedido em análise. A decisão de ampliar o benefício da vacinação gratuita já foi comunicada a alguns representantes do Sul, Sudeste e Nordeste do País. No total, o governo federal comprou de 83 milhões de doses para fazer a cobertura nacional contra a gripe suína.

Vacina em março

A previsão dos especialistas é que uma nova onda de contágio do vírus H1N1 chegue ao Brasil entre maio e junho. A vacinação gratuita começa no dia 8 de março e se estende até 7 de maio, para contemplar todos os grupos escolhidos como alvo. Ainda não está definido em quais épocas as pessoas entre 30 e 39 anos serão vacinadas.

Último Segundo

 

25/2/2010 Gripe Suína eleva número de emergências no Mário Covas

A Diretoria do Hospital Estadual Mário Covas acaba de divulgar o Relatório de Atividades 2009. O material registra o crescimento da unidade de saúde no último ano, com aumento do número de consultas ambulatoriais, exames, procedimentos e principalmente de atendimentos de emergência. Em conseqüência da pandemia de gripe A (H1N1), o HEMC foi eleito pela Secretaria de Estado da Saúde hospital referência no ABC e se adaptou rapidamente para atender à demanda. Tendo o Setor de Emergência como porta de entrada, foram realizados ao todo 16.199 atendimentos - 62,88% a mais que em 2008.

Na área de exames o avanço também foi evidente. A Patologia Clínica, por exemplo, realizou 818.343 exames em 2009 contra 795.144 no ano anterior. Os exames de imagem cresceram 4% no geral, com ênfase nos 4,43% de aumento na Radiologia (de 59.112 para 61.734) e de 7,63% na Ultrassonografia (de 15.967 para 17.186). Outro destaque ficou por conta dos Exames Especializados / Terapêuticas, que tiveram acréscimo de 7,79%. Ao todo foram 183.289 procedimentos, com aumentos no Serviço de Reabilitação (11,98%) e Quimioterapia (12,6%).

O Banco de Sangue recebeu no ano passado 23.700 doadores - 6,34% a mais que em 2008.

Fonte: Jornal ABC Repórter

 

25/2/2010 Temporão participa de reunião sobre combate à gripe suína

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, abre nesta quinta-feira a primeira reunião preparatória para a campanha de combate à gripe suína. Será às 10h, no Hotel Grand Bittar, em Brasília.

Participam coordenadores estaduais de programas de imunização. No evento, o ministro deve anunciar medidas complementares para a vacinação da população brasileira contra a doença.

Fonte: Terra

 

25/2/2010 Pará já registrou 19 casos de gripe suína neste ano; seis morreram 

A Secretaria de Saúde do Estado do Pará registrou seis mortes 19 casos confirmados de gripe suína -a gripe A (H1N1)- apenas neste ano. O dados do balanço foram atualizados ontem (24).

Ao todo, foram notificados 67 casos. Desse total, 36 foram descartados e 12 casos suspeitos estão sendo analisados em laboratório. Das mortes registrados, quatro tinham algum fator de risco como gravidez e diabetes

Folha online

 

25/2/2010 Mortes por gripe suína em BH reacendem alerta

 Luciane Evans - Estado de Minas

“Não se preocupem. No verão não é época de gripe suína”, disseram os médicos à família do universitário Wagner Colini Boy, de 29 anos. O ledo engano foi um dos motivos que levaram Wagner a morrer na segunda-feira em decorrência da doença, tornando-se a segunda vítima do influenza A (H1N1) em Minas Gerais este ano. Revoltados com a lentidão dos diagnósticos e com a falta de preparação da classe médica que atendeu Wagner, parentes do universitário desabafaram durante o velório, que ocorreu terça-feira no Cemitério do Bonfim, na Região Noroeste, e contaram que até mesmos os infectologistas confessaram a eles não saber nada sobre o vírus. “Foram 28 dias de tortura. Ele esteve em vários hospitais particulares, onde disseram que os sintomas não passavam de uma gripe comum. Somente depois de ter sido internado no CTI, em estado grave, que o H1N1 foi diagnosticado. Mas foi tarde demais”, lamenta a contadora Elizabeth Colini, prima-irmã de Wagner.

Com muita tosse, febre e diarreia – principais sintomas da gripe suína –, Wagner, que cursava contabilidade na PUC Barreiro e, segundo familiares, tinha uma vida saudável e nem sequer gripava, passou por cinco hospitais particulares, onde médicos o mandaram voltar para casa com diagnóstico de gripe sazonal. “Eles descartavam a hipótese de ser o novo vírus”, lembra, indignado, o administrador José Aluísio Vieira, parente do jovem. De acordo com ele, os primeiros sinais de que doença teria atingido Wagner começaram em 16 de janeiro, mas somente no dia 23, com a intensificação dos sintomas, que o universitário foi internado às pressas.

“No dia 25, ele foi para o CTI em coma”, conta José Aluísio, acrescentando que, ao ser internado, foi feito o exame para a gripe suína. “Mas o resultado foi indeterminado. Como isso pode ocorrer? Somente no segundo exame, quando ele já estava em estado muito grave, que o outro teste deu positivo para o H1N1”, lembra Elizabeth, contando que o rapaz tomou o medicamento Tamiflu, mas de nada adiantou. “O vírus atingiu o pulmão, fazendo com que ele tivesse muita dificuldade para respirar. Ele foi entubado, mas morreu ao ter uma parada cardíaca”, acrescenta a prima-irmã do universitário, com a certeza de que o mal silencioso pode ser pior se pensarmos que ele acaba no verão.

De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Virologia, Paulo Roehe, o vírus não foi embora, só houve uma diminuição na incidência dos casos. “No inverno, o fato de as pessoas ficarem mais próximas umas das outras faz com que a transmissão ocorra mais facilmente. Mas aquele que não teve contato com a doença em 2009 corre risco de se infectar. Os que passaram pela doença estão imunes a ela”, diz, acrescentando que é uma ilusão pensar que a gripe A só surge em determinada estação. “Se fosse assim, o pessoal do Alasca (EUA) viveria gripado.”

Segunda onda

Dos três casos confirmados do vírus em Minas em 2010, dois foram a óbito. Além do universitário, no sábado a gripe matou uma belo-horizontina de 30 anos, que contraiu a doença em Carajás (PA), onde trabalhava. Ela veio a Belo Horizonte para se tratar e acabou morrendo em um hospital particular da capital. Ainda que as mortes não sejam consideradas por profissionais da saúde como um sinal de que a segunda onda do Influenza A já bate à porta do estado, autoridades se mobilizam para enfrentar os novos casos que poderão surgir.

Nesta quarta e na quinta, técnicos da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) se reúnem com profissionais da saúde para informar sobre a vacinação que começa no dia 8. A expetativa é de que 1,3 milhão de belo-horizontinos sejam vacinados. “Esta semana vamos cadastrar os profissionais de saúde, que vão ser os primeiros a ser imunizados. A ideia é organizar a aplicação da injeção para que o atendimento nos postos e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) não seja comprometido”, ressalta o secretário adjunto da SMSA, Fabiano Pimenta.

Na semana que vem, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) volta a acionar o Comitê Estadual de Enfrentamento ao Influenza A (H1N1), que foi criado no ano passado por causa da epidemia, e chegou a se reunir semanalmente. Este ano, as reuniões vão ocorrer, em princípio, a cada 15 dias, para que as autoridades possam avaliar os quadros clínicos da doença no estado. A preocupação não é em vão. Nada menos do que 1,7 mil pessoas morreram em decorrência do H1N1 no ano passado em todo o mundo; em Minas, foram 145 pessoas que perderam a vida

Uai- Minas

 

24/2/2010

SP vai vacinar mais de 13 milhões contra gripe suína

SÃO PAULO - Cerca de 13,3 milhões de paulistas serão vacinados contra a Influenza A (H1N1), popularmente conhecida como gripe suína. O número foi definido hoje pela Secretaria de Estado da Saúde. De acordo com a pasta, a primeira etapa da campanha começa no dia 8 e vai até o dia 19 para 704,7 mil profissionais da área da saúde e 4,6 mil moradores de aldeias indígenas.

Os profissionais de saúde a serem vacinados são aqueles que trabalham em serviços envolvidos diretamente na resposta à pandemia. Seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde, deverão receber a vacina médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, recepcionistas, pessoal de limpeza e segurança, motoristas de ambulância, equipes de laboratório e profissionais que atuam em investigação epidemiológica.

A vacinação desses profissionais ocorrerá no próprio local de trabalho. A secretaria irá encaminhar as doses aos municípios, que ficarão encarregados de organizar a campanha no local. Já a imunização da população indígena será feita diretamente nas aldeias, em parceria com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

Segunda e terceira fases

A segunda fase da vacinação contra a doença, que começa no dia 22, incluirá as gestantes, crianças a partir de seis meses e menores de dois anos de idade, além de portadores de doenças crônicas, asmáticos graves, diabetes, pessoas imunodeprimidas, cardiopatas e portadores de doenças respiratórias crônicas, dentre outros. As gestantes poderão ser vacinadas entre o dia 22 de março e 7 de maio. Já a vacinação para crianças de seis meses a dois anos e para os portadores de doenças crônicas terminará em 2 de abril.

Na terceira etapa da campanha, que ocorrerá entre os dias 5 e 23 de abril, será vacinada a população paulista de 20 a 29 anos de idade. E de 24 de abril a 7 de maio vão receber a vacina os idosos com 60 anos ou mais e portadores de doenças crônicas. Os demais idosos irão tomar a vacina contra a gripe comum (sazonal).

Fonte: Estadão

 

24/2/2010

Para OMS, gripe suína ainda é pandêmica

SÃO PAULO - A Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu manter o status de pandemia para o vírus H1N1 e avaliar o comportamento da gripe suína no próximo inverno da América do Sul para tomar uma decisão definitiva sobre a classificação. O alerta de pandemia é dado quando uma doença se alastra para vários países do mundo.

O comitê consultivo da OMS, que reúne 15 especialistas, sugeriu ontem que "é prematuro concluir que todas as partes do mundo tenham atingido um pico de transmissão do vírus H1N1" e que "um tempo e informações adicionais serão necessários para determinar o novo status da pandemia".

Na Europa e Ásia, a tendência tem sido a de uma queda importante no número de novos casos. Mas a OMS estima que o inverno do Hemisfério Sul, que começa nos próximos meses, ainda terá de ser observado. Uma das principais regiões que servirá de teste será a do Cone Sul - Brasil, Uruguai, Argentina e Chile.

A discussão sobre uma possível revisão do nível de alerta foi vista como uma reação às críticas feitas às regras da OMS para investigar e declarar emergências de saúde. A doença apresentou no Hemisfério Norte comportamento bem menos agressivo do que havia sido previsto. Compradas pelos governos, milhões de doses da vacina encalharam. Parlamentares europeus sugeriram que o cenário mais grave previsto pela OMS poderia estar relacionado a uma eventual influência indevida de companhias farmacêuticas na organização.

A ideia ontem era tentar encontrar uma fórmula para resgatar a credibilidade da OMS. Uma das alternativas seria declarar a fase pós-pico, em que o vírus teria um comportamento mais próximo ao da gripe sazonal. Isso significaria que alguns países, não todos, teriam experimentado o auge da gripe. Embora a alternativa representasse uma transição gradual para o fim da pandemia, uma corrente avaliou que a medida poderia desestimular a adesão à vacinação no Sul. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Estado de São Paulo

 

24/2/2010

Coreia do Sul envia desinfetante contra gripe suína à Coreia do Norte

A Coreia do Sul enviou nesta terça-feira à Coreia do Norte a carga prometida de 200 mil litros de desinfetante de mãos para ajudar o país comunista a combater a gripe suína, informou a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

Esta é a segunda carga de ajuda humanitária direta do governo de Seul desde que o conservador Lee Myung-bak assumiu a Presidência sul-coreana em fevereiro de 2008. No fim do ano passado, a Coreia do Sul doou 500 mil doses de Tamiflu e Relenza, remédios utilizados para combater o vírus A (H1N1).

Os produtos enviados nesta terça-feira, avaliados em cerca de R$ 1,5 milhão, saíram de Seul em 25 caminhões de carga com destino à estação Bondong, na cidade fronteiriça norte-coreana de Kaesong.

Os primeiros casos de gripe suína reconhecidos pela Coreia do Norte foram divulgados no último dia 9 de dezembro. O país comunista não anunciou nenhuma morte causada pela doença.

O envio aconteceu enquanto as duas Coreias tratam de fixar data e lugar para realizar uma reunião militar para abordar a melhoria das restrições do transporte e comunicações no complexo industrial conjunto de Kaesong, em território norte-coreano.

Além disso, ocorre em meio aos esforços internacionais para retomar a reunião de seis lados com China, Japão, EUA e Rússia sobre o desarmamento nuclear norte-coreano, paralisada desde o final de 2008.

O negociador sul-coreano para o diálogo nuclear, Wi Sung-lac, inicia nesta terça-feira uma viagem de dois dias a Pequim para abordar o reatamento das negociações.

O enviado especial dos EUA para Coreia do Norte, Stephen Bosworth, inicia nesta semana uma viagem por China, Japão e Coreia do Sul para tentar avançar o processo de desnuclearização da Coreia do Norte.

Fonte: Último Segundo

 

23/2/2010

OMS avalia se pode decretar o fim da pandemia

Entidade reúne seus especialistas para determinar se doença já superou sua fase mais aguda.

Diante de uma crise de credibilidade, a Organização Mundial da Saúde (OMS) prepara um plano gradual e uma fase de transição a fim de decretar o fim da pandemia de gripe suína. Amanhã (23), a entidade reúne seus maiores especialistas em influenza para determinar se a gripe suína já superou sua fase mais aguda. Se isso for constatado, esse seria o primeiro passo para a declaração do fim da pandemia do vírus H1N1.

Sob pressão, a entidade está sendo obrigada a rever suas regras para a declaração de pandemias, além de estar sendo investigada por parlamentares europeus. Em Genebra, os especialistas avaliarão as tendências da gripe nos últimos meses e tentar definir uma estratégia a partir de agora. Os números indicam que a maioria dos países do hemisfério Norte está observando uma queda importante no número de casos.

Em junho, a OMS declarou a primeira pandemia de gripe dos últimos 40 anos, elevando seu alerta para o nível máximo em uma escala criada há quatro anos - com uma graduação de 1 à 6. Até a semana passada, 16 mil pessoas haviam morrido desde abril de 2009, contaminadas pelo vírus H1N1. Por ano, cerca de 250 mil pessoas morrem de gripe sazonal no mundo. "Nas zonas temperadas do hemisfério norte, a atividade da pandemia continua a cair em muitos países", afirmou a OMS.

Na Suíça, por exemplo, o governo optou por se antecipar à OMS e já decretar o fim da epidemia no país. Milhões de vacinas compradas pelos países ricos acabaram encalhadas, enquanto o vírus acabou se mostrando mais suave que o previsto. Políticos europeus passaram a questionar os motivos da declaração da pandemia.

Agora, 15 especialistas vão se reunir amanhã em Genebra para avaliar a situação. A OMS garante que, por enquanto, não há na agenda a possibilidade de que o encontro declare o fim da pandemia. "Ou ficaremos no nível 6 de alerta ou iremos para uma fase pós-pico da pandemia. Essas são as únicas duas possibilidades ", afirmou o porta-voz da OMS, Gregory Hartl.

Segundo ele, a fase "pós-pico" seria essencialmente uma transição entre a pandemia e uma fase em que o vírus teria um comportamento parecido ao da gripe sazonal. "Isso significa que muitos países já teriam experimentado o auge da gripe, mas isso não significaria ainda que ela teria sido totalmente superada em todos os países. Poderíamos ver ainda novas ondas de infecções", disse Hartl.

Uma das regiões que será alvo de maior atenção será o sul do Brasil, Argentina e Chile. Para a OMS, o inverno no Cone Sul nos próximos meses e o comportamento do vírus serão fundamentais para que a entidade tome uma decisão de declarar o fim da pandemia. Mas a entidade admite que, pela experiência passada, a fase de transição poderia levar alguns meses para ser superada. " O vírus ainda pode ser uma ameaça significativa na medida que caminhamos em direção ao outono e inverno (no Hemisfério Sul) ", indicou Keiji Fukuda, chefe da divisão de influenza na OMS. " Portanto, não estamos ainda no fim da pandemia ", disse.

Credibilidade - Para especialistas da OMS, que pedem anonimato, a estratégia da organização a partir de agora é a de reconstruir sua credibilidade. Por isso, não poderia simplesmente decretar o fim da pandemia de um dia para o outro. A estratégia de comunicação, a tática política e a orientação científica seria a de optar por um período de transição e, em alguns meses, anunciar oficialmente o fim da pandemia.

Desta forma, a OMS ainda manteria seu ponto de vista de que o vírus de fato era uma ameaça e atenderia às exigências de países que pressionam por uma revisão das regras da entidade. " Todo o esforço agora é para que a base científica da OMS não perca sua face diante dessa polêmica. Declarar o fim da pandemia de um dia para o outro mostraria simplesmente a falta de critério da entidade. A opção, portanto, é de garantir uma transição suave e evitar críticas ", admitiu à reportagem um funcionário da agência, ligado ao Departamento de Influenza.

Amanhã, os 15 especialistas entregarão sua avaliação no final do dia à diretora da OMS, Margaret Chan. Ela, então, anunciará a decisão na quarta-feira após consultar governos. 

 

14/1/2010 Transcrição da coletiva de imprensa concedida por Dr. Keiji Fukuda, Consultor Especial da Diretoria Geral para Influenza Pandêmica da Organização Mundial da Saúde – OMS

14 de janeiro de 2010

NYKA ALEXANDER: Boa tarde. Queremos dar nossas boas vindas a todos os presentes a essa coletiva de imprensa virtual, realizada hoje, 14 de janeiro de 2010. Meu nome é Nyka Alexander. Está conosco Dr. Keiji Fukuda, Consultor Especial da Diretoria Geral para Influenza Pandêmica da OMS. Ele vai iniciar nos fazendo um resumo atualizado da situação, falará mais detalhadamente sobre alguns tópicos e então responderá às suas perguntas. Antes que ele comece, gostaria de informar que um vídeo deste nosso briefing de hoje estará disponível no nosso site. Preparamos, também, dois áudios e um B-roll com Dr. Fukuda, distribuído via EBU para os que possam estar interessados nesse formato. Por favor, entrem em contato com a equipe de comunicações se tiverem interesse em maiores detalhes sobre esse assunto. Com a palavra, Dr. Fukuda. Obrigada a todos.

KEIJI FUKUDA – Obrigado, Nyka. Gostaria de dar minhas boas vindas a todos os presentes a esta coletiva virtual. Antes de começar com o tópico principal do dia, que é a pandemia de influenza, gostaria de dispor de um momento para me referir ao grave terremoto que atingiu o Haiti e a República Dominicana. A OMS gostaria de expressar sua profunda solidariedade a todos os que foram afetados pelas graves perdas de vidas e pela destruição naqueles países. Sei que, provavelmente, haverá muitas perguntas sobre esse evento e, se tiverem questões adicionais, por favor entrem em contato com a equipe de comunicação.

O que eu gostaria de fazer hoje é, novamente, iniciar a conferência com um brevíssimo relato da situação epidemiológica, e, então, entrar em alguns dos tópicos principais previstos para hoje.

Em termos da situação atual, no momento a atividade pandêmica mais intensa continua a ser registrada em alguns locais do mundo, tais como o Norte da África e o Sul da Ásia, e em partes do Leste e do Sudeste da Europa. Em outras partes do mundo, vemos que essa atividade está declinando ou já declinou, porém continuamos a ver, nessas áreas, a transmissão do vírus, portanto ele não desapareceu, e não voltou ao nível da linha de base. Com base em tal situação, nossa avaliação atual é que ainda é muito cedo para dizer que a pandemia acabou. Isso porque ainda vemos atividade contínua em níveis elevados em alguns países. E também porque ainda não está claro se veremos, no hemisfério norte, durante os próximos meses de inverno e primavera, outra onda significativa de atividade, e também porque não sabemos ainda o que vai mudar no hemisfério sul, durante seus meses de inverno. Assim, por tais motivos, consideramos que a pandemia ainda continua.

Na qualidade de agência de saúde internacional, porém, lidando com os mais importantes eventos globais de saúde, a OMS compreende que fica exposta a críticas e questionamentos sobre o que fez e, quanto a esse aspecto, as críticas realmente são bem vindas sempre que construtivas, porque nos ajudam significativamente a melhorar a maneira como trabalhamos. Recentemente, fomos convidados pelo Conselho da Europa a participar de audiências relacionadas à influenza pandêmica, e aproveitamos essa oportunidade de falar sobre a pandemia para divulgar informações corretas e esclarecer conceitos errôneos. Uma vez, porém, que ainda existem concepções errôneas sendo veiculadas pelos meios de comunicação de massa; agora, o que eu gostaria de fazer, hoje, é tratar de algumas dessas questões diretamente e de outras questões que têm nos chegado nos últimos dias.

A primeira questão que eu tratarei é a que indaga se seria realmente uma pandemia, a segunda se refere a se a OMS mudou sua definição de panemia; o terceiro tópico indaga se a OMS teria exagerado a pandemia, e o quarto tema pergunta se a OMS teria sido influenciada pela indústria.

Vamos, então, tratar da primeira questão. Esta seria, de fato, uma pandemia?

Aqui está a resposta e ela é bem clara: sim.

A alegação, colocada por algumas pessoas, de que a pandemia da H1N1 seria falsa é cientificamente errada e historicamente inexata. Começo percorrendo alguns aspectos básicos, para que possa informar a vocês o contexto pelo qual podemos dizer isso com tanta clareza. Com as doenças infecciosas, os cientistas muitas vezes falam sobre grupos de infecções e usam termos diferentes. Assim, por exemplo, quando falamos sobre um pequeno número de pessoas sendo infectado, podemos usar o termo cluster ou podemos empregar a palavra casos. Quando estamos lidando com algo maior, então, podemos usar palavras como surto ou epidemia. Esses não são termos precisos, porém dão um sentido de diferença relativa em tamanho. Quando falamos do maior tamanho, que envolve a maioria do mundo, falamos de uma pandemia. Se examinarmos especificamente a pandemia de H1N1, podemos ver que a OMS foi notificada sobre a ocorrência de casos de infecção em seres humanos, pela primeira vez, em abril. Nesse momento, tinhamos informações laboratoriais que nos diziam que esse vírus da influenza era genetica e antigênicamente muito diferente dos vírus de influenza normais em circulação no mundo. Obtivemos informações epidemiológicas que nos foram relatadas, inicialmente, dos países da América do Norte – México, Canadá e Estados Unidos – o que demonstrou convincentemente de que havia transmissão de pessoa para pessoa ocorrendo desde o início. Então obtivemos informações clínicas, provenientes especificamente do México, que nos diziam que esse vírus poderia causar infecções graves, que ameaçavam a vida. No momento, esses relatos em si não nos diziam que tínhamos uma situação pandêmica, porém eles emitiam um fortíssimo aviso às autoridades de saúde pública de todo o mundo, incluindo a OMS, de que deveríamos nos preparar para uma pandemia.

Vamos, então, à sequência dos eventos, à época. No dia 29 de abril de 2009, a OMS relatou infecções confirmadas em 9 países. Cerca de seis semanas depois, no dia 11 de junho, a OMS relatou que casos confirmados em laboratório estavam sendo relatados em 74 países e territórios. Poucas semanas depois, em 1º de julho, a OMS relatou que foram confirmadas infecções em 120 países e territórios em todo o mundo. É essa disseminação global que leva a OMS a declarar fases crescentes, como fizemos, e também a, eventualmente, comunicar ao mundo que uma pandemia definitivamente estava em curso.

Não vamos fazer jogos de palavras, e não vamos ser indiretos com esse assunto. Trata-se de um novo vírus que emergiu em 2009, na América do Norte. Na contagem mais conservadora que temos, estimamos, acreditamos ou sabemos que cerca de 13.000 pessoas morreram em razão de ter contraído esse vírus. Quando as estimativas finais forem traçadas, para todo o mundo, em algum momento do futuro, antevemos que esses dados serão muito maiores do que vemos. A alegação de que não se trata de uma pandemia é cientificamente errada e historicamente inexata. Quero também notar, a esse respeito, que essa afirmação, em certa medida, desrespeitosa em relação às muitas pessoas que foram diretamete atingida pelas forma grave da doença e pelas mortes causadas por esse vírus da influenza, bem como em relação ao grande número de pessoas de todos os países que trabalharam ininterruptamente para proteger outras pessoas dessa pandemia.

Quero, agora, passar para a segunda questão. Teria a OMS alterado sua definiçao de pandemia? A resposta é não. A OMS não mudou sua definiação.

Novamente, quero retomar o contexto para essa resposta. Começo salientando que existem fontes às quais vocês podem recorrer, buscando a palavra pandemia, e encontrar a definição; e vocês podem mesmo encontrá-las em livros de referência, como também podem encontrar a resposta digitando, nos mecanismos de busca da internet, “definição de pandemia”. O que vocês vão encontrar é que as definições podem ser descritas com termos um pouco diferentes, porém todas elas, basicamente, concordam que uma pandemia é a disseminação mundial de uma infecção ou de uma doença. Diferentes doenças podem ter diferentes aspectos quando causam uma pandemia. A pandemia de HIV/Aids, por exemplo, tem aspectos que são muito diferentes de uma pandemia de influenza. Mesmo examinando pandemias de influenza, veremos que existem diferenças significativas entre as pandemias; a pandemia causada pelo vírus de 1918, por exemplo, resultou no maior número de mortes que conhecemos e mais do que vimos em 1957 ou em 1968,bem como em 2009. A idéia básica, porém, é a mesma: existe a disseminação mundial da doença. A OMS enfatizou, consistentemente, essas definições.

A definição formal de pandemia da OMS pode ser vista nas diretrizes que foram divulgadas aos países. Essas diretrizes foram traçadas, pela primeira vez, em 1999 e então atualizadas subsequentemente em 2005 e também em 2009. Quando você as examina, vê como as centenas de cientistas que trabalham com a OMS nessas definições e nessas diretrizes realmente se esforçaram para melhorar as definições e esclarecê-las através das diretrizes. Uma das coisas que a OMS não fez em qualquer dessas definições foi colocar a gravidade como parte da definição. E o motivo pelo qual o fez foi muito simples: quando deixamos a história nos contar os fatos, vemos que o impacto das pandemias pode variar de muito brando a bastante grave. Sabemos disso e, portanto, sabemos, quando vemos a disseminação dessas novas infecções, que o impacto da pandemia pode eventualmente variar de um extremo para o outro. O documento é bastante técnico, porém gostaria que vocês o lessem, para ver o que realmente dizem as definições.

Permitam-me, agora, passar para a terceira questão: teria a OMS exagerado a pandemia? A resposta, aqui, é não, não o fez. Eu gostaria de lembrar a vocês a fala da Diretora Geral desta Organização, Margaret Chan, quando ela anunciou a pandemia. Nessa conversa com o mundo, o que ela disse foi que tínhamos motivos para acreditar que a pandemia seria de “gravidade moderada”.

Desde o começo, a OMS envidou os maiores esforços para informar a todos que o rumo futuro da pandemia era incerto, que não tínhamos bola de cristal e não poderíamos dizer a vocês, no começo, que rumo ela tomaria. Isso é verdade até hoje, como foi então. É verdade, porém, ainda que seja uma dura verdade, que muitas vezes o público e a midia podem reagir com muita radicalidade a uma tal emergência de saúde pública, no iníciio e ao longo da pandemia. A OMS tem sido muito consistente nas informações divulgadas.

Dada esta realidade, não existe autoridade em saúde, incluindo a OMS, que possa se dar ao luxo de sentar e pensar antes de tomar deciões, e ações que têm de ser tomadas, porque temos de dar apoio aos países e a outras instituições, trabalhando para reduzir o impacto da situação. Ao divulgar tais informações, a OMS tem sido sempre muito equilibrada e penso que sóbria, ao divulgar suas avaliações.

Trabalhamos muito para nem exagerar nem subestimar a situação e trabalhamos duro para reduzir a confusão e não para criá-la. Agora, como sempre soubemos e repetidamente afirmamos, as pandemias podem variar de brandas a graves, e também ressaltamos que a gravidade pode mudar no meio do evento. Dada tal situação, a OMS e outras autoridades responsáveis em saúde adotaram uma abordagem cautelosa segundo a qual tentamos preparar todos para o pior, esperando o melhor.

Nesse ponto, penso que o impacto em saúde desta pandemia pode ser classificado, com justeza, como moderado, se comaprado ao impacto em saúde de algumas pandemias do passado. Gostaria, porém, de salientar que os meios e as ações adotados pelos países para lidar com essa pandemia foram, de longe, os melhores já registrados em toda a história. Não sabemos quantas infecções ou mortes foram evitadas ou prevenidas pelas ações realizadas pelos países e não sabemos quanto desses esforços ajudaram a mediar o efeito geral da pandemia, porém acreditamos, firmemente, que tais esforços não devam ser descontinuados.

Gostaria, agora, de passar para a quarta questão: teria a OMS sido influenciada, de maneira inapropriada, pela indústria farmacêutica? E a resposta é não.

Novamente, quero me referir ao contexto. Quando a OMS respondeu à pandemia, uma das coisas que fizemos o mais rápido possível foi reunir um amplo painel de especiallistas e de setores de todo o mundo – incluindo as indústrias. Tivemos discussões conjuntas sobre diversos tópicos e, com os representantes da indústria, discutimos tanto sobre vacinas como sobre vírus de vacinas e o que poderia ser feito para apressar a produção de vacinas  para o mínimo prazo possível.

A questão, então, não é se tivemos contato com as indústrias, porém se alguma influência indevida foi exercida sobre nos, com referência a interesses comerciais. A resposta é não. A OMS há tempos reconheceu que a reunião de um grupo de tal forma amplo de especialistas e grupos de interesses inclui o risco de conflitos de interesse em potencial, que podem ser trazidos à organização. Assim sendo, para proteger a integridade das recomendações recebidas pela OMS, para continuar livres de quaisquer influências indevidas, a OMS tem estabelecidas salvaguardas de rotina contra potenciais conflitos de interesse envolvendo o aconselhamento feito. Essa é uma prática que está há tempos estabelecida, e que continua sendo mantida sempre, e certamente bem antes desta pandemia, porém também durante esse evento.

A OMS requer que os especialistas que atuam como consultores da organização declarem todos seus interesses pessoais e financeiros, ou outras formas de envolvimento profissional com esses interesses comerciais. Essa informaçao é compartilhada com outros membros, compartilhada dentro da instituição, de maneira a que se possa buscar impropriedades, e então, caso a pessoa seja parte de um grupo consultor, compartilhada com os outros integrantes desses grupos e avaliada pela OMS, para examinar se os especialistas envolvidos devem ou não continuar atuando como consultores da organização.

Aqui, finalmente, gostaria de salientar que quaisquer alegações de conflito de interesse que não sejam relatados são encarados com muita seriedade pela OMS que responde a eles imediatamente e de maneira apropriada.

Assim quero, ainda, terminar com outro ponto, que é o fato de termos recebido algumas questões sobre se a OMS estará sendo submetida a um processo de revisão e a resposta é sim, estaremos realizando um  processo de auto-revisão sobre o que aconteceu durante essa pandemia. A exemplo de qualquer outra organização que se preocupa com a qualidade do trabalho que desempenha, a OMS avalia sua performance durante as experiências mais importantes e procura aprender com essas práticas – as chamadas “lições aprendidas”, e então melhorar a partir desse aprendizado. Neste momento, a OMS e os países do mundo operam em consonância com o Regulamento Sanitário Internacional, que pede avaliações sobre como foram implementadas as diretrizes desse Regulamento e, assim sendo, a OMS vai usar essa oportunidade para começar uma avaliação de seu próprio desempenho.

Gostaria de concluir com três breves colocações.

Primeiramente, quero enfatizar que o mundo atravessa uma pandemia real. A descrição desse evento como falso é tão errada quanto irresponsável.

O segundo ponto é que a OMS foi equilibrada e transparente quanto à informação divulgada para o público. Não subestimou nem exagerou os riscos da pandemia.

O terceiro ponto é que a OMS buscou todos os parceiros que poderiam ajudar a reduzir os danos causados pela pandemia, porém tomamos extremo cuidado para assegurar que o aconselhamento recebido não fosse influenciado indevidamente por interesses comerciais ou que não tivessem foco em objetivos não ligados à saúde pública.

Com esses pontos, concluo e estou à disposição para as perguntas de vocês.

NYKA ALEXANDER: Obrigado ao Dr. Fuluda. Antes de prosseguirmos com as questões, gostaria de lembrar que há um audio da fala de Dr. Fukuda disponível no centro de midia da OMS e em breve estará disponivel também a transcrição dessa fala.

A primeira pergunta é de Martin Enserink, do periódico “Science” .

Martin Enserink, Science: Poderia ser mais específico sobre a revisão mencionada? Você mencionou auto-revisão. O que isso quer dizer? Não seria mais apropriado ter algum tipo de equipe independente externa?

KEIJI FUKUDA – Obrigado, Martin, e deixe-me ser bem claro aqui. O Regulamento Sanitário Internacional requer um acordo entre todos os estados membros com a OMS atuando comom uma espécie de secretariado desse Regulamento. O próprio Regulamento pede uma avaliação de como as diretrizes preconizadas foram implementadas. Tendo em vista que passamos por uma importante experiência nesses últimos meses, que ainda não terminou, decidimos que esta seria uma excelente oportunidade para usar essa avaliação para ver, ou começar a ver a resposta à pandemia.

Assim a avaliação em si, é lógico, envolve muitas pessoas não relacionadas ao RSI, ou que não têm qualquer relação com a OMS. Essas serão pessoas que não integram a OMS porém serão convidadas a realizar suas avaliações e realizar a revisão da pandemia e de nosso desempenho. De certo modo, não é, na realidade, uma avaliação feita por nós mesmos. Será feita por outros. O que quis dizer, em meu comentário, foi que reconhecemos que precisamos usar essas oportunidades para melhorar de fato nosso desempenho e, quanto a esse aspecto, a OMS está, de fato, encorajando que essa avaliação seja feita. Obrigado.

Eva Cruz, rádio pública da Espanha: Minha pergunta é sobre o caso da Espanha. Sei que é o mesmo em outros países. A Espanha comprou 37 milhões de doses da vacina dos quais somente 13 milhões foram usados. Haverá medidas estabelecidas para economizar recursos nesse tipo de estratégia de prevenção no futuro? O que podemos aprender com a compra excessiva de tais vacinas?

KEIJI FUKUDA: Esta é uma ótima questão. As decisões tomadas pelos países quanto à compra das vacinas e qual a quantidade de vacinas que deveriam adquirir foram tomadas pelos próprios países, que não pediram à OMS consultoria sobre tais decisões e nem chamaram a organização a delas participar.

Quero salientar, porém, que as autoridades de saúde pública envolvidas nessas discussões realmente tiveram uma tarefa muito difícil ao se defrontar com questões sobre quanta vacina comprar, por exemplo.

No início da pandemia e mesmo durante o período em que ela ocorreu, não ficou muito claro qual seria o real impacto dela. Quantas pessoas poderiam morrer, quantas pessoas sofreriam a forma grave da doença e assim por diante. Às voltas com esse tipo de incerteza, as autoridades de saúde tiveram, mesmo assim, de prosseguir e tomar decisões sobre o que comprar. Assim sendo, penso que é realmente impossível contestar a sabedoria dessas decisões. Penso que, no momento em que elas foram tomadas, a consideração principal era “o que precisa ser feito para reduzir danos causados pela pandemia”.

Penso que nesse ponto, novamente – e quero de novo salientar que a pandemia continua vigente – caso o vírus pandêmico sofra mutações e começarmos a ver doença bem mais grave causada por ele, é bem possível que os países sejam questionados sobre por que não compraram mais vacinas. Quero, então, salientar que essa é uma decisão muito difícil que tem de ser tomada, ainda diante do fato de que não se dispõe de todas as informações que se gostaria de ter. Obrigado.

Helen Branwell, imprensa canadense: Oá! Se eu pudesse fazer algumas perguntas, Dr Fukuda, o senhor falava sobre a revisão, respondendo ao Martin, e eu estava pensando se você nos poderia dizer o que vai acontecer com os relatos que serão feitos desse processo, se eles serão tornados públicos, como a OMS se sente quanto a compartilhar os resultados desse processo.

A outra pergunta me ocorreu quando você falava sobre a sugestão de que a definição de pandemia teria sido alterada. Você falou sobre o fato de que houve uma série de interações. Penso que você disse que a gravidade não foi retirada da definiçao, porém eu penso que estava incluída em uma versão anterior. Isso é verdade?

KEIJI FUKUDA: Obrigado pelas duas perguntas. Primeiro, quero tratar do IRS. Uma das primeiras coisas que vai acontecer é que o comitê executivo da OMS vai se reunir na semana que vem, e assim sendo, a idéia de avaliação será discutida pelo comitê. Haverá discussão e penso que vamos receber orientações dos países membros, sobre como conduzir alguns aspectos da avaliação. Estou certo de que os resultados dessas avaliações serão divulgados. Não posso dizer, agora, quando essa informação estará disponível, porém é certo que será útil para a OMS e também para diversas outras organizações e países, por isso já afirmo que os resultados de tal avaliação serão, sim, divulgados.

Em termos da definição de pandemia, penso eu que houve muita confusão, porque houve grande número de documentos diferentes que falavam sobre pandemia. Alguns desses documentos traziam descrições de pandemias e, particularmente, algumas das descrições de pandemias em potencial foram redigidas durante o momento em que era muito forte a preocupação com a infecção pelo vírus aviário H5N1. Penso que em algumas dessas descrições, uma, por exemplo, que foi traçada em 2005, havia ênfase no impacto potencialmente mais grave de uma pandemia. Penso, também, que algumas pessoas se confundiram com isso, confundiram esse tipo de descrição com a definição de pandemia. Quando voltamos às diretrizes, porém, e há diretrizes produzidas em 1999, 2005 e 2009, você verá que, embora existam discussões rodeando essas definições de pandemia, e exista um esforço para torná-las cada vez mais claras, a gravidade em si não é parte da definição. Obrigado.

Deborah MacKenzie, New Scientist: Temos visto muito na imprensa, recentemente, comentários de diversos tipos dizendo “não foi grande coisa, era a influenza comum”. Obviamente isso não é verdade, como você disse. Porém existe um sentimento por aí, certo ou errado, de que foi muito alarme e muitas vacinas foram compradas, e acabou não sendo grande coisa. Você acha que existe chance de que possa haver um retardo e que essa visão possa prejudicar futuros esforços de preparo contra pandemias e outros tipos de eventos de saúde? Existe algo que você queira dizer sobre isso?

KEIJI FUKUDA: Penso que, nesse tipo de situação, o maior perigo advém de muita informação incorreta sendo divulgada, e penso que também advém de concepções erradas sobre o que foi feito. Novamente, quero afirmar, e ser muito claro a esse respeito, que no início da pandemia, quando as autoridades de saúde pública de todo o mundo llidavam com essa situação e se defrontavam com muitas coisas desconhecidas, nesse momento tiveram de tomar diversas decisões sobre o que fazer. É quando muitas das decisões mais difíceis se colocaram durante a pandemia. Penso, portanto que, de maneira gerall, o que as autoridades de saúde – inclusive a OMS – colocaram como meta mais improtante foi assegurar que tudo fosse feito para proteger as pessoas de danos. Assim sendo, em tal situação, penso que essa é uma aplicação do chamado princípio de precaução: prepare para o pior e espere o melhor. O que eu espero que é as pessoas compreendam que as decisões que foram tomadas o foram à luz da maior sobriedade. Foram tomadas reconhecendo que a pandemia poderia ser mais branda e poderia ser mais grave e que as decisões tomadas foram muito prudentes, tentando dar todos os passos práticos e todas as decisões práticas que poderiam ser tomadas para minimizar os danos às pessoas. Penso, também, que, se as pessoas compreenderem isso, vão compreender que seus governos estavam tomando decisões que precisavam ser tomadas em face de uma nova ameaça global de saúde. Obrigado.

Martin Dublin, Irlanda: Dr. Fukuda, o senhor falou de conflitos de interesse, e como a uma OMS requer, também, que as pessoas esclareçam quaisquer conflitos de interesse. Houve algum caso, no passado, envolvendo a OMS em que tenham desconsiderado a consultoria emitida em razão de óbvios conflitos de interesse?

KEIJI FUKUDA: Martin, você sabe que os conflitos de interesse são identificados por diversos meios, e algumas vezes são levantados em grupos consultores específicos. Temos, por exemplo, um gruopo consultor chamado SAGE, que é o Grupo Consultor Estratégico de Especialistas, que fornece orientações e consultoria ao Diretor Geral sobre práticas em imunização. Assim sendo, pode haver instâncias similares entre alguns desses diferentes tipos de grupos de consultoria. Mais frequente é a situação em que um conflito de interesse potencial é identificado e após avaliar a situação, é tomada a decisão sobre se ele consiste em um real conflito de interesse ou não. Portanto, podemos retomar o assunto e encontrar fatos específicos, porém, de maneira geral, é assim que isso é feito. Obrigado.

El Mundo: Gostaria de perguntar sobre o grupo de especialistas que vai avaliar se a OMS exagerou no que diz respeito à pandemia. Quem vai indicar esse grupo de especialistas?

KEIJI FUKUDA : O próprio RSI define essas diretrizes. Novamente, o IRS se constitui, basicamente, de regras que foram estabelecidas por todos os estados membros da OMS, 193 países. Essas são as regras pelas quais os membros serão selecionados para conduzir a revisão. Vamos seguir esse regulamento. Obrigado.

Andrea Gerlin, Bloomberg: Você pode nos dizer se a OMS está apresentando testemunho ante o Conselho da Europa ou se está planejando dar alguma resposta quanto a comparecer à sessão plenária na qual vão discutir alguns dos casos e que será realizada no dia 28 de janeiro?

KEIJI FUKUDA: A OMS foi convidada pelo Conselho da Europa para participar em uma audência prevista para dia 26 de janeiro. Até o momento, estamos tentando descobrir os detalhes do que significa, de fato, esse convite, e não fomos informados exatamente o que significa essa participação e o que será solicitado à OMS. Também não fomos convidados a participar de outros encontros ou de quaisquer outros eventos patrocinados pelo Conselho da Europa. Estamos ansiosos para participar, porém precisamos que o Conselho da Europa nos dê maiores detalhes. Obrigado.

Joseph, The Sun: Dr. Fukuda, existem países que acham que têm um excesso de vacinas, ou que não precisam mais das vacinas, tendo a impressão de que a pandemia já perdeu a força. Estão tentando vender suas estoques; qual seria seu conselho para eles? Outra pergunta – o conceito de falso, dessa pandemia ser “muito barulho à toa”, como a OMS vai reeducar a comunidade mundial de que existe, de fato, uma importante pandemia por aí?

KEIJI FUKUDA: Em termos de sua primeira pergunta, sobre o conselho para os países quanto a seus estoques pandêmicos, repito que essa não é uma questão dos países estarem procurando o aconselhamdento da OMS. Estas são, em geral, decisões que estão sendo ponderadas e discutidas nos próprios países, porque as vacinas são deles e eles são os que têm de tomar decisões sobre elas. Suspeito que diferentes países podem tomar diferentes decisões. Neste momento ninguém pediu aconselhamento à OMS e não estamos sando qualquer consultoria sobre o que fazer com os estoques de vacina. Neste momento, porém, a OMS enfatiza que a vacinação é uma parte muito importante do gerenciamento da pancemia. Existe, ainda, grande número de pessoas por aí que estão em alto risco de graves complicações causadas por essa infecção. Novamente, isso inclui as grávidas. Inclui pessoas que têm diversas condições crônicas clínicas. Essas são as pessoas que, em geral, desenvolveram as complicações mais graves ocasionadas pela infecção. Continuar a vacinar essas pessoas é uma das melhores coisas que um país pode fazer, caso tenha vacina disponivel. Esse é um ponto, então, que eu gostaria de deixar muito claro e muito enfatizado.

Quando à segunda pergunta, sobre o que a OMS faz, o que uma organização como a OMS pode faer no sentido de tratar da dúvida quanto a ser ou não uma pandemia real e educar as pessoas.

Há muitas coisas que podemos fazer.

Uma das mais importantes é procurar a midia e conversar com vocês, em discussões como esta, esperando que vocês se tornem parte da divulgação da informação, informação real, exata; esperando que vocês ajudem a combater as informações falsas e as concepções erradas que apareçam. Além disso, continuamos a trabalhar com diversos grupos diferentes, veiculando informação diretamente na internet, e através de documentos, de interações em encontros. Assim sendo, vamos continuar a fazer todas essas coisas, e vamos continuar a divulgar o máximo de informações que pudermos. Obrigado.

The Independent, África do Sul: Minha pergunta já foi, na realidade, respondida pelos que me precederam. Eu gostaria de perguntar se, com os países reduzindo suas vacinas, as empresas farmacêuticas não vão tentar descarregar seus estoques nos países africanos. Sei que você já disse que a OMS não se envolve em dar consultoria aos governos sobre a quantidade de vacinas que devem adquirir, porém gostaria de saber sua opinião sobre se as nações africanas precisem estar alerta quanto a essa possibilidade.

KEIJI FUKUDA: Quero salientar alguns aspectos importantes nos quais a OMS esteve envolvida e que envolvem diretamente a África, para tratar desta questão.

Há alguns meses, de fato, uma das coisas mais importantes que a Direção Geral fez, em articulação com o Secretariado Geral das Nações Unidas, foi divulgar uma conclamação à solidariedade global, ou seja, que os países que tivessem vacinas, que os países mais ricos, ajudassem os outros que não tinham acesso à vacina.  Isso aconteceu há muitos meses, e se repetiu e, em razão dessa chamada à ação, uma das coisas que aconteceu foi que muitos países, a exemplo de empresas comerciais, doaram vacinas à OMS. Doaram vacinas, à OMS, bem como algus dos suprimentos estratégicos como seringas e caixas de segurança e, assim sendo, tentar levar as vacinas aos países que não têm acesso a elas,  cuja ampla maioria representa países de renda média que, sem tal apoio, não teria acesso à vacinação. Vamos contrinuar a trabalhar nisso. Muitos desses países se situam na África, e vamos continuar a enviar vacinas para eles o mais rápido possível. Acreditamos, portanto, que a vacina, em uma situação pandêmica, pode ser usada para proteger pessoas que estejam em maior risco de complicações e espero que possamos avançar nesse esforço.

Nathalie: Conversei com pessoas do Conselho da Europa, e elas disseram que a OMS não quer um debate público, no dia 28 ou no dia 26.e que vocês teriam pedido que a sessão fosse feita a portas fechadas. Gostaria de saber se isso é verdade. E também, segunda pergunta, sobre a vacina. Vejo que alguns contratos firmados com as empresas para a produçao de vacinas foram feitos já em 2007 e depois da gripe aviária e que, em muitos desses contratos, as empresas produziriam as vacinas quando surgisse a pandemia e que o governo pagaria por elas. Não houve mesmo opção de cancelamento. Assim sendo, penso que isso pode representar um dos problemas, aqui, e gostaria de saber qual a reação a isso.

KEIJI FUKUDA: Obrigado pelas perguntas.Quanto à primeira pergunta, quero ser bem direto e muito claro. O Conselho da Europa não perguntou à OMS se prefere encontro aberto ou fechado, e a OMS não colocou nenhuma condição ao Conselho da Europa pedindo uma audiência fechada. Isso não é verdade. Quanto à segunda pergunta referente aos contratos para produção das vacinas, novamente a OMS não tem participado de quaisquer das discussões de contrato entre os países e as empresas. São consideradas discussões particulares dos países e das empresas. Por isso, não temos conhecimento dos contratos individuais que são feitos entre países e empresas. Penso, porém, ser justo salientar que o planejamento do preparo para a pandemia reconhece que as vacinas, quando disponíveis, seriam parte importante da resposta à pandemia, e seria uma das melhores maneiras  de evitar que as pessoas se infectem com o vírus pandêmico da influenza. Assim sendo, não ficaria surpreso se as discussões ou planos de preparo feitos pelos países ou pelas empresas fizessem parte da reflesão geral sobre preparo para a pandemia. Novamente, porém, não posso comentar sobre aspectos específicos porque não tenho tal informação.

NKKA ALEXANDER: E isso encerra a coletiva de hoje. Peço desculpas aos jornalistas que não puderam fazer pergutnas. Esta foi a coletiva de imprensa virtual transmitida da sede da OMS, concedida por Dr. KEIJI FUKUDA. No nosso site, você encontrará um arquivo de audio e, posteriormente, trabscrião da entrevista. Nosso site é www.who.int/pandemicflu.. Obrigado a todos e tenham um bom dia.

 

11/1/2010 Três chilenos são infectados duas vezes pela gripe suína

O vírus da gripe suína infectou duas vezes o mesmo paciente, como comprovou o Centro Clínico da Universidade Católica do Chile, onde foram registrados três casos com estas características.

Uma adolescente de 14 anos, uma mulher de 62 e um homem de 38 que já haviam contraído a doença novamente foram contaminados, de acordo com os especialistas Carlos Pérez, Marcela Flores e Jaime Labarca.

Nos três episódios, os doentes receberam tratamento com antiviral, após o contágio pela primeira vez e se recuperaram por completo, mas posteriormente voltaram a contrair o vírus, o que foi comprovado com os exames de PCR (Reação em Cadeia pela Polimerase), uma técnica avançada de biologia molecular.

No caso da adolescente, ela contraiu a doença 20 dias depois de receber alta, já a mulher adulta sentiu os sintomas passados 14 dias e o homem 18 dias mais tarde.

Os casos foram notificados ao Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, que decidiu incluí-los na primeira edição de 2010 da revista especializada "Emerging Infectius Diseases".

Em declarações ao jornal "La Nación", o médico Carlos Pérez, um pelos responsáveis pela pesquisa, disse que os casos de uma nova contaminação por gripe, em qualquer de suas variantes, não são frequentes, por isso que este episódio servirá para os médicos não descartarem uma recaída em pessoas infectadas pelo vírus H1N1.

Esta situação serve de alerta ainda sobre a importância das pessoas que já contraíram a doença serem vacinadas, porque não têm garantida sua imunidade, acrescentou.

Segundo Pérez, estes foram os primeiros casos de recontágio de gripe notificados no mundo e até agora não se sabe a causa dos doentes terem contraído duas vezes a doença.

Integrante do comitê de especialistas convocados pelo Ministério da Saúde para enfrentar à pandemia no ano passado, Pérez destacou a probabilidade de em 2010 a pandemia "não se comportar com a mesma intensidade" registrada no ano passado.

As autoridades de saúde dispõem de 3 milhões de doses da vacina que serão aplicadas gratuitamente a partir de março nos grupos de risco no Chile.

Conforme os últimos números oficiais divulgadas pelo Ministério da Saúde, até 15 de dezembro, foram notificados 367.946 casos de gripe A no Chile, em 2009, dos quais 12.287 foram confirmados e 1.618 foram graves, causando 150 mortes. (TERRA)

 

11/1/2010 Vigilância em Saúde do AM monitora casos suspeitos de gripe suína em aldeias 

Agência Brasil

A equipe médica destacada pela FVS (Fundação de Vigilância em Saúde) do Amazonas para acompanhar os casos suspeitos de influenza A (H1N1) --chamada de gripe suína-- em Santa Isabel do Rio Negro, município localizado a 630 km de Manaus, inicia nesta sexta-feira o trabalho de monitoramento na área rural e indígena do município.

Segundo o diretor da fundação, Bernardino Albuquerque, a equipe também irá coletar amostras de secreções de pacientes com gripe a fim de diagnosticar se os casos são de influenza A (H1N1). O grupo conta com apoio de outros profissionais da Secretaria de Saúde Municipal.

A decisão de realizar essa ação específica em Santa Isabel surgiu depois que um indígena de 10 anos, da etnia yanomami, precisou ser internado com fortes sintomas da gripe suína. De acordo com a Funasa (Fundação Nacional de Saúde), existem outros dois registros da doença na localidade --ambos confirmados laboratorialmente. Tratam-se de dois adultos do sexo masculino. A criança e os dois homens pertencem a uma mesma aldeia localizada próxima a Santa Isabel.

O coordenador técnico do Distrito de Saúde Indígena do Alto Rio Negro, Sizinando Pontes, disse que a população local está preocupada com a possibilidade de um surto da doença na região, mas que espera o fim dos trabalhos da vigilância para conhecer o verdadeiro quadro da situação. A influenza A (H1N1) - pode ter chegado ao município por meio de agentes de saúde que trabalham não só nessa área, mas também entre os Yanomami que vivem na região de fronteira entre Roraima e Venezuela.

"Entre outubro e novembro do ano passado, houve um surto de gripe A na fronteira de Roraima com a Venezuela. Os profissionais de saúde que atuaram lá na época são os mesmos que também trabalham aqui [Santa Isabel]. Isso aumentou as possibilidades de contágio", disse Pontes.

Ainda de acordo com a Funasa, até dezembro de 2009, foram registrados 338 casos de influenza A (H1N1), confirmados por exames laboratoriais ou por vínculo epidemiológico. Desde o início do monitoramento, no segundo semestre do ano passado, foram registrados 14 mil casos de síndrome gripal também entre indígenas.(Folha Online)

 

11/1/2010 Europa tenta se livrar da vacina contra gripe A

Legenda: Europeus não sabem o que fazer com o excedente de vacina contra a influenza A(H1N1). (Keystone)

Vários países europeus, entre eles a Suíça, tentam se livrar do excesso de vacinas contra a gripe A(H1N1), a chamada gripe suína, que não foi tão forte quanto previsto.

Berna comprou 13 milhões de doses. Agora uma parte deverá ser doada ou vendida ao exterior, a outra será mantida em estoque para uma eventual próxima pandemia.

Em meio a uma polêmica sobre sua cara campanha de vacinação contra a gripe suína, a França anunciou na última segunda-feira que cancelaria a compra de 50 milhões das 94 milhões de doses que havia encomendado.

Inicialmente, o país tinha previsto gastar 869 milhões de euros com 94 milhões de doses da vacina, estimando que cada cidadão receberia duas doses. Mas apenas 5 milhões dos 65 milhões de franceses se vacinaram, e as autoridades europeias de saúde disseram que uma dose é suficiente.

Paris seguiu decisões semelhantes tomadas no mês passado pela Suíça, Espanha, Alemanha e Holanda de reavaliar as encomendas de vacinas que haviam feito no início da pandemia.

A Suíça, que tem uma população de 7,7 milhões de habitantes, encomendou 13 milhões de doses de vacina da britânica GlaxoSmithKline (GSK) e da empresa nacional Novartis, no valor de 84 milhões de francos, sem contar os custos de estocagem.

Apenas 3 milhões de doses foram enviadas aos estados. A Secretaria Federal de Saúde (SFS) ainda não sabe quantas foram usadas. Algumas autoridades estaduais falam de índices de vacinação entre 15 e 30% da população (no cantão de Berna, por exemplo, 13 a 15%).

Em dezembro, o governo disse que planejava doar à Organização Mundial da Saúde (OMS) ou vender a outros países cerca de 4,5 milhões de doses excedentes da vacina contra a gripe suína, devido à pouca procura pela população.

"Estão em curso negociações com vistas à venda ou doação de nossos estoques", disse o porta-voz da SFS, Jean-Louis Zurcher, à swissinfo.ch.

Zurcher não revelou quais países estariam interessados e não confirmou se a Suíça, como a França e a Alemanha, negocia com empresas farmacêuticas o cancelamento de pedidos ou a devolução das vacinas excedentes.

"Muito dinheiro foi investido nas vacinas, mas a situação de pandemia poderia ter sido muito pior", acrescentou.

Cancelamentos

A Alemanha também está tentando se livrar dos excedentes e renegociar as encomendas feitas durante a fase inicial da onda de gripe A(H1N1). Na quinta-feira (7/1), Berlim começou a negociar com a GSK um corte de metade das 50 milhões de doses da vacina Pandemrix encomendadas.

A Holanda anunciou em novembro de 2009 que iria vender 19 milhões das 34 milhões de doses encomendadas.

A Espanha tenta devolver vacinas não utilizadas, argumentando que seus contratos com a Novartis (22 milhões de doses), a GSK (14,7 milhões) e a Sanofi-Aventis (400 mil) incluem cláusulas que permitem a devolução de excedentes.

Um porta-voz do Ministério da Saúde britânico disse à agência France Presse, no domingo, que seu país também considera a possibilidade de vender vacina não utilizada.

Mina de ouro

Diante disso, os analistas estão cada vez mais pessimistas quanto à receita dos fabricantes de vacinas e as perspectivas de lucros com a pandemia da gripe A(H1N1), que já era considerada uma mina de ouro do setor.

Analistas do Morgan Stanley disseram que os últimos cortes franceses sublinham a diminuição da demanda por vacinas contra o vírus A(H1N1) e representam um "modesto risco de curto prazo para os resultados" da GSK, Novartis e Sanofi.

"A longo prazo, o excesso de capacidade evidente da produção da vacina conta o H1N1 deve limitar o aumento da receita associada à gripe pandêmica", acrescentaram.

As vendas de vacinas contra o vírus H1N1 tem sido uma bênção para as empresas farmacêuticas. A GSK poderá ser a maior beneficiária, com vendas previstas no valor 3,7 bilhões de francos até o final do primeiro trimestre de 2010, segundo analistas. A Sanofi e a Novartis previram lucros estimados em 1,1 bilhão e 628 milhões de francos, respectivamente.

Os últimos cancelamentos de pedidos na Europa podem reduzir esses números. Mas um porta-voz da Sanofi disse que sua empresa deverá compensar a queda de vendas na França com encomendas de outras partes do mundo.

A Glaxo recusou-se a comentar o eventual impacto comercial das últimas decisões, mas um porta-voz disse que o grupo britânico estava discutindo as encomendas com os governos.

"A Novartis irá avaliar caso a caso os pedidos do governo, no âmbito dos acordos contratuais que consideramos vinculativos", disse Eric Althoff, diretor de relações com a mídia da gigante farmacêutica suíça.

"Fiasco extravagante"

A decisão do governo francês veio depois de fortes críticas de políticos e cientistas. O Partido Socialista, de oposição, descreveu a campanha nacional francesa como um fiasco "extravagante" e exigiu uma investigação parlamentar.

Países-membros do Conselho da Europa avaliam a possibilidade de criar uma comissão de inquérito para analisar a influência das empresas farmacêuticas sobre a campanha global da gripe suína.

A campanha da " falsa pandemia" da gripe, encenada pela Organização Mundial da Saúde e outros institutos em benefício da indústria farmacêutica, foi "um dos maiores escândalos da medicina no século", disse o médico alemão Wolfgang Wodarg, presidente da Comissão de Saúde Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, que apresentou a proposta a ser debatida em 25 de janeiro.

Simon Bradley, swissinfo.ch e agências
(Adaptação: Geraldo Hoffmann)

 

11/1/2010 Cubanos recebem complexo homeopático para aumentar defesas contra gripe 

O ministério da Saúde de Cuba está aplicando em todos os cidadãos um complexo homeopático produzido na ilha contra a gripe suína (A H1N1 e doenças respiratórias em geral, para estimular a "resposta" imunológica da população.

O produto, cujo nome comercial é NoDegrip, é elaborado nos laboratórios do Instituto Finlay de Cuba e indicado como tratamento preventivo contra a dengue, a gripe epidêmica e outras doenças virais, segundo o prospecto ao qual a agência de notícias Efe teve acesso.

O texto acrescenta que o uso de NoDegrip pode ser "altamente efetivo em condições de alto risco epidêmico".

Em sua elaboração são misturadas substâncias homeopáticas e componentes da vacina contra a gripe sazonal.

As autoridades cubanas ordenaram a administração do produto a toda a população, mediante os consultórios médicos de atendimento básico que ficam em cada bairro e povoado do país.

Durante três dias seguidos os cubanos vão ao consultório, cada um com sua própria colher, para receber uma dose de cinco gotas, que voltam a ser administradas após uma semana para completar o efeito preventivo.

Embora a dose só tenha qualidades homeopáticas, popularmente muitas pessoas a recebem como se fosse uma "vacina" contra a gripe suína e divulgam a notícia para que ninguém fique sem ser "vacinado".

Esta medida se soma à vacinação contra a gripe sazonal, que começou em 2009 entre os grupos de alto risco, como idosos, grávidas, diabéticos, asmáticos e pessoas com o vírus HIV ou insuficiência renal crônica. Até dezembro passado a gripe suína havia causado 41 mortes e 1.000 infecções na ilha, segundo dados oficiais.(Folha Online)

 

7/1/2010 Fábrica de vacinas do governo de São Paulo está parada

AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - Após dois anos de atraso - e de ter sido mostrada recentemente em propaganda política supostamente funcionando -, a fábrica de vacinas contra as gripes sazonal e suína do governo de São Paulo está parada, admitiu ontem a administração. A unidade ainda não obteve nem mesmo a validação dos seus processos por parte do laboratório francês Sanofi-Aventis.

A aprovação é o primeiro passo para São Paulo começar a fabricação nacional de vacinas contra a doença. A unidade, que funcionará na Fundação Butantã, também deverá completar o processo de produção de doses a granel contra gripe suína enviadas pela empresa, que transferiu tecnologia para a fabricação.

A situação, a princípio, não deverá afetar a vacinação deste ano contra as gripes suína e sazonal. Isso porque o Ministério da Saúde adquiriu doses prontas importadas e o governo José Serra (PSDB) promete medidas para dar conta da demanda de 33 milhões de doses contra o vírus H1N1 encomendadas pelo ministério.

Defesa

Em nota oficial divulgada na tarde de ontem, a fundação afirmou que a nova fábrica, apesar de pronta e equipada, ainda está "em fase de validação, qualificação e certificação do processo produtivo, legalmente necessária para que seja possível a produção comercial de imunobiológicos". No local, tem ocorrido apenas testes e capacitação de pessoal.

Ainda de acordo com a nota, além da validação pela Sanofi, a fábrica ainda demanda certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o processo só será concluído no fim do ano. A fundação prometeu que utilizará uma outra linha de produção para completar a fabricação de doses a granel e, assim, não prejudicar a vacinação.

O governo, porém, havia divulgado que as atividades na nova fábrica já tinham começado e que as primeiras vacinas nacionais contra a gripe suína seriam entregues neste mês. Em outubro, em propaganda do PSDB, o governador, possível candidato à Presidência, afirmou: "Nós fizemos aqui a primeira fábrica de vacinas contra a gripe comum e a gripe suína." Depois, surgiam imagens da fábrica funcionando. Em seguida, o locutor informava: "A produção começa agora em outubro."

A notícia de que a fábrica não está validada foi classificada como "surpresa" pelo secretário de Ciência do ministério, Reinaldo Guimarães, que destacou, porém, que não faltarão vacinas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

7/1/2010 Diretora da OMS não tinha se vacinado

Por Rui Martins - correspondente em Genebra

É um escândalo já devidamente abafado - a própria diretora-geral da OMS só se vacinou contra a gripe no último dia do ano, e isso pressionada pela imprensa. Enquanto isso, a França cancelou a compra de 50 milhões de doses da vacina, que poderia ficar encalhada nas geladeiras de hospitais e postos de saúde.

A ministra francesa da Saúde tomou coragem e anunciou na televisão ter anulado a compra de 50 milhões de doses da vacina contra a gripe A, enquanto o apresentador da televisão suíça abria o telejornal com a pergunta - « Mas onde está a gripe A? »

Nada de se estranhar que, alguns dias antes, a diretora da Organização Mundial da Saúde, Margareth Chan, chinesa com curso de medicina no Canadá, se negasse a uma entrevista coletiva com a associação dos correspondentes da ONU em Genebra, preferindo selecionar apenas oito entre 150, provocando reações logo controladas.

Pudera, ela mesma, campeã da campanha de mobilização mundial contra a gripe A, só se vacinou no dia 30 de dezembro, faz portanto apenas uma semana, o que já é quase por si só um escândalo.

Essa talvez a primeira notícia mais importante aqui na Europa, neste ano 2010, que se inicia com uma inesperada baixa de temperatura, talvez numa tentativa da natureza de complicar o trabalho dos ecologistas, empenhados atualmente na pregação do próximo fim do mundo pelo aquecimento da temperatura.

E todos os nossos esforços para não poluir ainda mais a atmosfera com os gazes de nossos carros acabaram sendo vãos, pois um vulcão no Congo está vomitando lavas e uma espessa fumaça, equivalente à poluição de muitas cidades, cobre o céu de toda região, mostrando que a Natureza também não colabora, parecendo parceira dos responsáveis pelo fracasso da conferência sobre o clima de Copenhague.

A gripe foi um bug, para não dizer blefe ? A OMS sabendo ou sem saber fez a alegria dos laboratórios farmacêuticos produtores do Tamiflu e da vacina, porém essa foi a primeira boa notícia do ano.

Não precisamos mais ter pesadelos com a gripe suína, cuja periculosidade fica longe daquela gripe normal de todos os anos. Depois daquela mentira do presidente Bush de que o Iraque tinha armas de extermínio coletivo, o troféu Pinóquio vai para dona Margaret Chan, diretora da OMS, cujo blefe levou milhares de pessoas a comprarem máscaras de proteção e a fazerem filas para a vacina, sem se falar nos milhões gastos pelos países para comprar remédios e vacinas.

Em todo caso, nossa alegria pela morte anunciada do virus da gripe A, frustando seus marqueteiros em todo mundo, não muda muita coisa, só nos dá alguns anos de sursis.

A civilização dos Maias, que segundo nos contam teria se autodestruído, nos garante, numa profecia já transformada em filme, para dentro de dois anos um cataclisma, capaz de levar ao fim a vida humana no planeta.

Mas o episódio do nigeriano, cujo presente de Natal aos infiéis seria o de explodir o avião no qual viajavam para Detroit, nos deixa diante de outro suspense – se os talibãs conseguirem controlar o Paquistão ninguém nos livrará do sacrifício pela bomba atômica.

Os ateus comunistas soviéticos tinham a bomba, mas nunca iriam sacrificar sua população numa guerra atômica, porém os fundamentalistas salafistas, certos de uma sobrevivência e mesmo de uma recompensa após a devastação, não pensarão duas vezes se puderem ser kamikases nucleares.

Parece que as religiões sentem-se atraídas pelo apocalipse, pois os inofensivos testemunhas de jeová não se cansam de me colocar na caixa do correio suas revistinhas prevendo um próximo e devastador fim do mundo.(Correio do Brasil)

 

7/1/2010 Vacinação contra gripe suína deve acontecer nos próximos meses 

O Ministério da Saúde comprou 83 milhões de doses da vacina contra a influenza A (H1N1). A campanha de vacinação contra a gripe suína deve começar em março ou abril. Todas as doses chegam ao país até março. O desembolso total com a compra das vacinas é de R$ 1,006 bilhão, o equivalente, segundo o ministério, a todo o orçamento do Programa Nacional de Imunizações, que inclui, por exemplo, as vacinas contra poliomielite e febre amarela. A verba para a compra das vacinas para combate à gripe suína veio de crédito suplementar de R$ 2,1 bilhões.

O anúncio sobre das cidades e setores da população receberão as primeiras vacinas será feito em fevereiro. Grávidas, profissionais da área de saúde, crianças de seis meses a dois anos de idade, indígenas e pacientes com doenças crônicas preexistentes, como cardíacas, pulmonares ou renais terão prioridade de imunização. (Barbacena Online)

 

7/1/2010 Antecipar aos problemas

O primeiro semestre do ano passado no hemisfério Norte do Planeta foi marcado por uma epidemia de gripe suína, que começou pelo México, foi para os Estados Unidos e em pouco tempo já estava alastrada pela Europa e conseqüentemente pelo Mundo.

No Brasil, a gripe suína somente foi aparecer com força no segundo semestre do ano, ou seja, após seis meses dos primeiros registros da doença, quando a temperatura em algumas regiões do país fica mais amena e propícia para a proliferação do vírus. O problema é que mesmo sabendo da situação no hemisfério norte com seis meses de antecedência, as autoridades brasileiras demoraram a se manifestar sobre o assunto e o resultado foi um grande número casos registrados no país e com mortes em diversas regiões. Ao que tudo indica, a gripe suína demorou a ser combatida no país. Vale lembrar que até mesmo aqui no cerrado mato-grossense a gripe suína esteve presente e registramos em Rondonópolis também morte em conseqüência da doença. Quem acompanhou de perto a situação percebeu como foram complicadas as ações por aqui.

Para este ano, parece que o Governo Federal começou a se movimentar. Esta semana foi anunciada que haverá vacinas para o combate da gripe suína. Por outro lado, vale dizer, que as vacinas que vão chegar ao país, não são fabricadas no Brasil, são importadas da França e da Inglaterra e serão a principio mais de 80 milhões de doses. O Brasil, no entanto, somente terá capacidade de produzir localmente a vacina contra a gripe suína a partir de 2011.

O fato do Governo Federal estar se mobilizando não deixa claro como será o posicionamento dos estados e dos municípios com relação ao problema, que fatalmente estará de volta a partir do começo do segundo semestre deste ano, pois os primeiros casos já começaram a ter registro na Europa e nos Estados Unidos. Tanto é verdade que a ministra Dilma Rousseff, voltou da Europa recentemente com suspeita da doença.

A questão é que os estados e municípios devem estar em sintonia com o governo federal, pois em caso contrário, pouco vai adiantar ter a vacina à disposição e ela não chegar de maneira rápida e precisa a quem mais precisa.(A Tribuna –Mato Grosso)

 

7/1/2010 Gripe suína causa 9 mortes em 24 horas na Romênia

A gripe suína matou nove pessoas nas últimas 24 horas na Romênia, onde foram registrados 120 novos casos da doença, informou hoje o Ministério da Saúde, em comunicado.

Mais de 40 mil pessoas foram vacinadas nos primeiros dias do ano, e o número de romenos que pediu para ser imunizado é dez vezes maior que em dezembro de 2009.

A morte na terça-feira por causa da gripe A do conhecido ator Tony Tecuceanu contribuiu para gerar o alarme entre a população.

Até o momento, segundo os dados do Ministério da Saúde, foram registrados na Romênia 6,061 mil casos de gripe A, e o número de mortos é de 82. (Terra)

 

6/1/2010 Governo compra 83 milhões de doses de vacina contra gripe suína

BRASÍLIA - O Ministério da Saúde comprou 83 milhões de doses da vacina contra o vírus H1N1, da gripe suína, para a campanha de vacinação que deve ter início em março ou abril deste ano. As doses foram adquiridas de três laboratórios diferentes. A maior parte, 40 milhões de doses, foi comprada do laboratório inglês Glaxo Smith Kline (GSK), em novembro de 2009. Cada uma pelo custo de US$ 6,43, totalizando desembolso de R$ 444,7 milhões.

O segundo lote, de 33 milhões de doses, foi encomendado ao Instituto Butantan. O instituto informou nesta terça-feira que já recebeu 600 mil doses prontas do laboratório francês Sanofis-Pasteur. O preço unitário é de US$ 7,6, o maior a ser pago pelo governo federal devido ao custo de transferência de tecnologia da organização francesa para a produção da vacina no Brasil. O gasto total é de R$ 438,9 milhões.

Os 10 milhões de doses restantes virão do Fundo Rotatório de Vacinas da Organização Pan Americana de Saúde (Opas) ao custo de R$ 122,5 milhões. O contrato de compra foi fechado na última semana.

Todas as doses chegarão ao Brasil até março. O desembolso total com a compra das vacinas é de R$ 1,006 bilhão, o equivalente, segundo o ministério, a todo o orçamento do Programa Nacional de Imunizações, que inclui, por exemplo, as vacinas contra poliomielite e febre amarela. A verba para a compra das vacinas para combate à influenza A (H1N1) - gripe suína vieram de crédito suplementar de R$ 2,1 bilhões.

O ministério deve anunciar no próximo mês a estratégia de vacinação, ou seja, quais cidades e setores da população receberão as primeiras vacinas. Alguns dos grupos prioritários são grávidas, profissionais da área de saúde, crianças de 6 meses a 2 anos de idade, indígenas e pacientes com doenças crônicas preexistentes, como cardíacas, pulmonares ou renais. (Globo)

 

6/1/2010 Instituto Butantan testa substância para dobrar potência de vacina de gripe suína

SÃO PAULO - O Instituto Butantan, em São Paulo, vai testar um adjuvante na vacina de gripe suína com poder para dobrar o número de doses. O secretário estadual de Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, pediu autorização à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para realizar os testes em duas mil doses do lote entregue ao Instituto Butantan.

- Já fizemos esta experiência com outras vacinas e deu certo. Agora, queremos ver se é possível dobrar a potência das 17 milhões de doses que vamos receber e transformá-las em 34 milhões de frascos de vacina de gripe suína - afirmou Barradas .(Globo)

 

6/1/2010 Instituto Butantan recebe primeiros lotes de vacina contra gripe suína

SÃO PAULO - O Instituto Butantan recebeu os primeiros lotes da vacina contra influenza A (H1N1), conhecida como gripe suína, que serão usadas na campanha nacional de imunização contra a doença neste ano.

Na última quarta-feira, o Butantan recebeu da França 600 mil doses prontas e 5 milhões de doses concentradas, que terão de ser manipuladas pelo instituto para serem aplicadas.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, a campanha de vacinação nacional deverá ter início em março ou abril. O Butantan vai receber no total, até março, 41 milhões de doses da vacina. Desses, 23 milhões serão de doses prontas vindas dos Estados Unidos e 1 milhão de doses prontas da França.

O instituto vai receber ainda mais 17 milhões de doses concentradas da França que, após a manipulação pelo Butantã, poderão ser multiplicadas.

De acordo com os critérios de vacinação definidos pelo Ministério da Saúde, os primeiros a serem vacinados deverão ser os trabalhadores da área da saúde envolvidos no atendimento aos infectados pela gripe, seguidos de gestantes, da população indígena e de portadores de doenças crônicas.(Globo)

 

6/1/2010 Confirmados primeiros casos de gripe suína entre Yanomamis

A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) informou nesta terça-feira que foram confirmados os dois primeiros casos de gripe suína entre indígenas da etnia Yanomami, no fim de dezembro. Os dois são homens, têm 28 anos e são de uma aldeia próxima à cidade de Santa Isabel do Rio Negro (AM), a 630 km de Manaus. Segundo o órgão, há ainda um indígena de 10 anos, da mesma aldeia, com suspeita da doença.

No último domingo, o menino foi levado de helicóptero de volta para a sede do município de Santa Isabel do Rio Negro e internado em um hospital. Ele foi medicado, passa bem e deverá ficar em observação por tempo indeterminado.

A suspeita de que o vírus Influenza A (H1N1) possa estar circulando nessa região do Amazonas levou a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), vinculada a Secretaria de Saúde do Amazonas, a determinar o deslocamento de uma equipe médica para Santa Isabel do Rio Negro. Conforme disse o diretor da FVS, Bernardino Albuquerque, o objetivo da ação é identificar as dimensões do problema.

"Segundo a secretaria de Saúde do município não há nenhuma anormalidade, mas queremos prevenir e manter o combate contra essa doença", disse. O Amazonas tem 194 casos de gripe suína confirmados. Além de Manaus, a FVS informou que houve transmissão da doença nos municípios de Tefé, Tabatinga e Manacapuru.(Terra)

 

6/1/2010 Escolas do PR mudam calendário e ampliam férias de julho para prevenir gripe suína

A fim de prevenir o contágio dos estudantes com a gripe suína no próximo inverno, o Paraná modificou o calendário escolar da rede estadual de ensino e ampliou as férias de julho deste ano em uma semana.

O recesso de 2010 irá durar um mês, em vez das tradicionais três semanas, e começará em 19 de julho, uma semana depois do habitual. O término das férias está previsto para o dia 15 de agosto.

O Paraná registrou 288 mortes provocadas pela gripe A até agora, e tem a maior taxa de mortalidade do país (2,69 mortes para cada 100 mil habitantes, contra a média nacional de 0,8 morte).

Com a medida, as secretarias da Saúde e da Educação do Estado pretendem evitar o contato dos estudantes com o vírus no início de agosto, época que registrou o pico da epidemia no Paraná em 2009.

No entendimento das secretarias, liberar os estudantes para as aulas em meados de agosto é mais seguro porque nessa época a temperatura começa a esquentar, o que diminui o risco de contágio.

A mudança vale apenas para as escolas estaduais do Paraná, onde estudam cerca de 1,4 milhão de alunos. A Secretaria da Educação de Curitiba não modificou a duração do recesso para a rede municipal. Já a rede privada de ensino também deve ampliar as férias de julho. O Sinepe (Sindicato das Escolas Particulares do Paraná) recomendou aos estabelecimentos que ampliem em uma semana o recesso escolar --de duas para três semanas. A recomendação, porém, não é obrigatória.

A reportagem entrou em contato com os Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais, onde estão concentrados cerca de 70% dos casos de gripe A no país, mas nenhum deles alterou a duração do recesso de julho.(Folha Online)

 

5/1/2010 Técnica gera vacina de gripe suína três vezes mais rápido

REINALDO JOSÉ LOPES

Em vez de serem cultivadas em ovos de galinha, como acontece hoje, as vacinas de gripe do futuro poderão ser obtidas a partir de células de mariposas, num processo bem mais rápido do que o disponível atualmente.

Pesquisadores austríacos demonstraram a viabilidade da ideia ao obter uma imunização contra o vírus da gripe suína com as células de insetos.

A equipe liderada por Florian Krammer, da Universidade de Recursos Naturais e Ciências da Vida Aplicadas de Viena, testou com sucesso a vacina obtida em camundongos, constatando que os roedores tinham o sistema imune (de defesa) de seu organismo ativado pelo produto.

O avanço é importante quando se leva em conta a metodologia quase arcaica que predomina na fabricação das vacinas contra os vírus da gripe mundo afora. O processo de cultivo em embriões de galinha é complicado e relativamente lento, levando a um ciclo de produção que dura cerca de seis meses.

Já o grupo austríaco, em artigo na revista científica "Biotechnology Journal", afirma ser capaz de chegar ao mesmo resultado em cerca de dois meses. O tempo mais curto de produção poderia fazer grande diferença no número de vidas salvas durante uma pandemia (epidemia mundial) causada por um vírus muito agressivo.

Vírus contra vírus

Krammer e seus colegas se aproveitaram das propriedades de outro agente patogênico, do grupo dos baculovírus, para realizar seus experimentos.

Os baculovírus infectam invertebrados -até onde se sabe, não são capazes de fazer o mesmo com mamíferos como o homem. Como muitos outros vírus, eles "convencem" as células de seus hospedeiros a produzirem seus componentes.

O grupo austríaco, portanto, modificou geneticamente os baculovírus para que eles carregassem a receita genética de dois componentes essenciais dos vírus da gripe.

Depois, usaram esses vírus alterados para infectar, em laboratório, células de duas espécies de mariposas, bem conhecidas dos cientistas porque, na fase de lagarta, elas são pragas da agricultura.

O truque deu certo: os vírus modificados fizeram com que as células produzissem os componentes da gripe, que não chegavam perto de ter as propriedades do vírus verdadeiro.

Mesmo assim, eles eram suficientes para alertar o sistema de defesa do organismo a ponto de ele produzir anticorpos contra o vírus H1N1 que andou aterrorizando o mundo no ano passado. Um desses componentes é a hemaglutinina, uma espécie de "pé-de-cabra" molecular que o vírus da gripe usa para se grudar à membrana das células e então invadi-las.

Os dados obtidos em camundongos de laboratório sugerem que a estratégia é promissora.

Antes, porém, é preciso garantir, por exemplo, que o baculovírus não contrabandeie nada de indesejável para as células dos vacinados.

Um sinal de que isso é possível é que uma vacina contra o vírus HPV, causador do câncer de colo do útero, é fabricada utilizando a mesma abordagem e já está disponível no mercado da Europa.(Folha Online)

 

5/1/2010 Dobradinha de vírus H1N1 com bactéria piora gripe suína

REINALDO JOSÉ LOPES

da Folha de S. Paulo

Apesar do aparente fim do pânico mundial em relação à gripe suína, a doença ainda inspira cuidados, já que se trata de um vírus pouco conhecido.

Uma pesquisa na revista científica "PLoS One", assinada por pesquisadores nos EUA e na Argentina, dá mais um passo para tentar explicar por que a doença é inofensiva para alguns e letal para outros.

Segundo os pesquisadores, uma possibilidade é a ação conjunta do vírus H1N1 e da bactéria Streptococcus pneumoniae.

A presença dos dois vilões microscópicos no organismo dos mesmos pacientes pode estar por trás da violência inicial com que a doença atingiu Argentina, sugere a equipe liderada por Gustavo Palacios, da Universidade Columbia (EUA).

Afinal, embora o primeiro caso da doença tenha sido registrado no país apenas em 17 de maio de 2009, dois meses depois já havia 3.056 casos e 137 mortes --um índice de mortalidade de 4,5%, considerado um bocado alto diante do comum para a gripe sazonal.

Palacios e companhia examinaram amostras de 199 casos argentinos, procurando sinais de outros micróbios no organismo dos pacientes.

Verificaram que o Streptococcus pneumoniae estava presente em 56,4% dos casos graves, contra só 25% dos casos leves. E o efeito nocivo da bactéria parecia ser maior em pacientes que não faziam parte dos grupos de risco da doença.(Folha Online)

 

5/1/2010 Gripe suína: sobra de vacina causa polêmica na Europa

Agência Estado

 Os gastos dos países europeus com a compra de vacinas contra a gripe suína está causando atrito entre governo e oposição. Ontem, a França anunciou a venda de parte do estoque de 94 milhões de doses e a oposição agora quer uma investigação sobre o motivo que levou o governo a comprar uma quantidade tão grande.

Na Sérvia, deputados da oposição se recusaram a ser vacinados, em protesto por não ter havido licitação para a compra.

No início da pandemia, milhões de doses de vacinas contra o vírus H1N1 foram encomendadas pelos governos dos países ricos. Só a França gastou US$ 1,2 bilhão. Dos mais de 60 milhões de habitantes, porém, apenas 5 milhões foram vacinados. Além da baixa procura, estudos mostraram que apenas uma dose é suficiente - e não duas como se imaginava.

A Alemanha ainda não recebeu as 50 milhões de doses que comprou, mas já começou a revendê-las. Somente 5% da população foi vacinada. Parte da vacina irá para o Leste Europeu e Afeganistão. O governo holandês venderá 19 milhões das 34 milhões de vacinas que comprou para a população de 12 milhões de pessoas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

5/1/2010 Transmissão do vírus da gripe suína é menor em casa

Agência Estado

  O vírus da Influenza A (H1N1), popularmente conhecida como gripe suína, consegue se espalhar rapidamente entre jovens escolares.

Mas, diferentemente do vírus comum, contamina menos pessoas que vivem com os jovens em casa, apontaram estudos que avaliaram os padrões de transmissão da doença, publicados na New England Journal of Medicine.

Aqueles com 18 anos ou menos tiveram duas vezes mais chance de pegar o vírus do que os mais velhos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

5/1/2010 França é criticada por compra excessiva de vacinas para gripe suína

da France Presse, em Paris

O governo francês está enfrentando uma onda de críticas externas e internas pela compra excessiva de vacinas contra a gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1)-- que motivou, inclusive, uma demanda de investigação parlamentar.

Até o deputado Bernard Debré, da União por um Movimento Popular (UMP), o partido do presidente Nicolas Sarkozy, denunciou que a França comprou 10% das vacinas de todo mundo e que falta prudência na política de governo contra a pandemia. "Temos um terço do Tamiflu mundial", declarou Debré.

O Partido Socialista (PS, oposição) e o Novo Centro (NC, aliado do partido no poder) pediram hoje abertura de uma CPI para fazer o balanço desta campanha, um dia depois da revelação de que a França já começou a vender seu excedente de vacinas para o exterior.

A França encomendou, há seis meses, 94 milhões de doses de vacinas por um total de 869 milhões de euros, segundo o ministério da Saúde, que contou uma dupla injeção por pessoa. Entretanto, somente 5 milhões de pessoas foram vacinadas, pois a campanha suscitou pouco entusiasmo e teve de lidar com problemas logísticos.

Para o porta-voz do PS, Benoît Hamon, "os laboratórios farmacêuticos são os grandes beneficiários" desta gestão desastrosa.

O governo também foi criticado por seus próprios aliados. "A França fracassou neste caso, apesar dos fortes investimentos", avaliou o presidente executivo do NC, Jean-Christophe Lagarde. "O custo é superior ao deficit de todos os hospitais franceses. Um pouco mais de prudência teria sido necessária", insistiu Debré.

"O que as pessoas teriam falado se a epidemia tivesse sido grave?", perguntou, em resposta, o chanceler francês, Bernard Kouchner, lembrando que "o inverno ainda não acabou".(Folha Online)

 

5/1/2010 Gripe suína se espalha por áreas rurais da China, diz governo

da Reuters, em Pequim

A gripe suína --como é conhecida a gripe A (H1N1)-- está se espalhando rapidamente pelas vastas áreas rurais da China e pode haver um surto de casos no período do Ano Novo Lunar quando milhões de chineses retornam às suas regiões de origem, informou o Ministério da Saúde.

A nação mais populosa do mundo já reportou 648 mortes em consequência da doença conhecida como gripe suína, uma porção mínima das 12.220 mortes estimadas no mundo. Mas o país lançou uma grande campanha de vacinação.

"Os casos em Pequim, Xangai, outras grandes cidades e escolas têm sofrido um declínio evidente, mas o vírus continua a se espalhar por vilas e comunidades", informou o ministério em um comunicado em seu site na internet.

O governo está especialmente preocupado com a perspectiva do período mais rigoroso do inverno e a chegada dos feriados do Ano Novo Lunar em fevereiro, quando milhões de pessoas retornam às suas cidades de origem --potencialmente levando a gripe com eles.

"O risco de se contaminar com o H1N1 vai aumentar, e a situação de prevenção do vírus ainda é severa", afirmou o ministério. "A expectativa é que no próximo período o vírus irá se espalhar rapidamente."(Folha Online)