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| — clipping 2009 | |
| 16/8/2010 |
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O Estado de S.Paulo Depois de ter assustado o mundo inteiro com o risco
de uma pandemia causada pelo vírus da gripe H1N1, fazendo lembrar o da
gripe espanhola de 1918, que matou cerca de 50 milhões de pessoas - mas
com a qual quase nada teve a ver -, a Organização Mundial da Saúde
(OMS) declarou oficialmente o fim dessa ameaça. É uma boa notícia, mas
não se trata de uma vitória da campanha global contra o vírus da
chamada gripe suína, lançada em maio de 2009. Na verdade, esse episódio
abalou a credibilidade do regulamento sanitário daquele organismo da ONU,
na parte que trata do monitoramento e prevenção de ameaças à saúde pública
internacional. Milhões de vacinas antivirais específicas foram
produzidas por laboratórios farmacêuticos - que com isto muito lucraram
- para enfrentar a ameaça e grandes estoques foram acumulados em diversos
países, entre eles o Brasil. Tudo está a indicar, porém, que a OMS
criou um pânico desnecessário. Por isso, ela decidiu realizar estudos
sobre a questão, que podem levar a uma reforma do protocolo de 2007, que
estabeleceu parâmetros para a declaração da ocorrência de uma
pandemia. Seu comitê técnico concluiu que a situação exige uma definição
mais precisa do que significa tecnicamente aquele termo e dos
procedimentos que devem ser adotados pelo organismo. Pelos padrões
utilizados até agora, configura-se uma pandemia quando surgem surtos de
doenças transmissíveis, potencialmente letais, em duas das regiões em
que a OMS divide o mundo. A direção da OMS temia uma devastadora transmissão
do vírus da gripe suína por causa do deslocamento diário de centenas de
milhares de pessoas pelos meios modernos de transporte transcontinental.
Assim, um surto localizado em determinadas áreas poderia rapidamente
transformar-se em um risco global, afetando em especial os países mais
pobres. A gripe suína ocasionou 18,4 mil mortes, número não muito
superior ao dos surtos de influenza de 1957 e 1968. Mortes para as quais
contribuíram também, é preciso lembrar, o estado físico dos infectados
e as condições sanitárias em cada país. Apesar de tudo isso, a diretora da OMS, Margaret
Chan, considera que o saldo foi positivo. "Tratava-se", afirmou,
"de um novo vírus e uma população não imunizada. Com 350 milhões
de pessoas vacinadas em um ano no mundo, em muitos países até 40% da
população estaria imunizada." O que nem ela nem os técnicos da OMS
esclareceram é se o mesmo efeito não poderia ser obtido por meio da
vacinação anual contra o vírus da influenza, à qual milhões de
pessoas recorrem voluntariamente durante os meses de inverno. Para muitos especialistas não se tratava de um novo
vírus, mas de uma mutação, que continua circulando. De certa forma,
isso foi reconhecido pelas autoridades sanitárias brasileiras, que
decidiram que a vacinação deveria ser concentrada em pessoas jovens,
gestantes ou os chamados grupos de risco. As pessoas de mais de 60 anos,
com boa saúde, não foram incluídas, porque já haviam sido imunizadas
por ocasião de surtos anteriores de influenza. Generalizam-se hoje as suspeitas de que a OMS falhou
cientificamente ao superestimar a gravidade da gripe H1N1. Como se
recorda, o surto começou no México e se estendeu à Costa Oeste dos
Estados Unidos. A sua expansão pelo resto do mundo - que de fato ocorreu
como era esperado - exigia providências das autoridades sanitárias, mas
não uma mobilização tão grande, com vultosas encomendas de vacinas a
laboratórios farmacêuticos. |
| 16/8/2010 |
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Dos 15 membros, pelo menos 5 especialistas tinham vínculos
com a indústria farmacêutica GENEBRA - O comitê de especialistas que aconselhou
a Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o início e o fim da
pandemia de gripe suína atuou de forma "independente e declarando
antecipadamente seus interesses", disse nesta quinta-feira, 12, o
porta-voz do órgão sanitário, Gregory Hartl. Hartl reagiu às críticas surgidas após a publicação
- na última quarta, pela OMS - da lista com os nomes dos 15 membros do
Comitê de Emergência, após 14 meses de pandemia, na qual cinco deles
declaram ter ou já ter tido vínculos com a indústria farmacêutica. O porta-voz defendeu que esses vínculos são
"dados irrelevantes, que não expõem nenhum conflito de interesses
das acusações atribuídas". Os nomes do grupo, entre cientistas e professores de
quatro continentes, foram publicados pela OMS após ela decretar o fim da
pandemia no dia anterior, demora que tinha acarretado críticas sobre a
suposta falta de transparência do órgão. Uma das acusações mais contundentes foi a do
presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da
Europa, Wolfgang Wodarg, que atribuiu publicamente culpa à OMS e aos
governos por gerar uma preocupação desnecessária com a gripe A (H1N1),
devido aos vínculos com a indústria farmacêutica. Hartl disse que a OMS elegeu o melhor grupo de
especialistas e adotou a política correta. Com relação à espera para
revelar os nomes, o porta-voz explicou que decidiu agir dessa forma
"desde o princípio" e que se tratou de uma medida pensada para
"proteger os membros do comitê de pressões externas". Com os nomes divulgados e a fase pós-pandemia
decretada, só falta a OMS receber as conclusões de um "comitê de
revisão" formado por 29 especialistas que se reúnem de forma periódica
desde abril e devem entregar um relatório no ano que vem. |
| 16/8/2010 |
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Chefe do principal departamento de saúde, o CDC,
diz que HINI está em mutação e pode ficar parecido com o vírus
influenza sazonal Agência Fapesp Logo após o aparecimento dos primeiros casos da
gripe suína, no México, em abril de 2009, o Centro de Controle e Prevenção
de Doenças (CDC, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, divulgou que a
doença poderia se transformar em uma pandemia – o que de fato ocorreu.
Um ano e meio depois, os cientistas do CDC continuam tentando entender a
patologia do vírus da influenza A H1N1, causador da gripe. De acordo com Sherif Zaki, chefe do Departamento de
Patologia e Doenças Infecciosas do CDC, o H1N1 pode estar se
transformando e adquirindo uma patologia semelhante à do vírus da
influenza sazonal, que causa a gripe comum. Zaki explica que o H1N1 continua circulando e os
surtos podem voltar a ocorrer. Mas com o avanço do conhecimento sobre as
possíveis mudanças em suas características, com desenvolvimento de
novas vacinas e com a continuidade das campanhas de educação e prevenção,
os riscos serão baixos. Por outro lado, as pesquisas têm mostrado que, nos
casos fatais de influenza, a incidência de coinfecções com bactérias
é maior do que se imaginava. Zaki participou, na semana passada, do 3º Encontro
de Patologia Investigativa e da 13ª Jornada Internacional de Patologia,
realizados pelo Hospital A.C. Camargo, em São Paulo. Leia a seguir a
entrevista concedida pelo cientista norte-americano à Agência FAPESP. Há um ano e meio surgiu o surto de gripe A, que
matou mais de 100 pessoas no México e marcou o início de uma pandemia.
Hoje, o CDC continua estudando o H1N1. O que há de especial na patologia
desse vírus? Sherif Zaki: Há
muitas diferenças entre os vírus da influenza sazonal, que causam a
gripe comum, e o H1N1. Eles atacam diferentes partes do pulmão. O vírus
da influenza sazonal envolve mais as vias superiores, traqueia e brônquios.
É uma doença das vias respiratórias superiores. O H1N1 ataca mais a
parte periférica, ou inferior, dos pulmões, causando mais pneumonia.
Essas diferenças têm a ver com as partes dos pulmões a que estão
ligados os receptores desses vírus. As doenças que eles causam,
portanto, são um tanto diferentes. Essas diferenças também se refletem na gravidade
da doença? Zaki: A
questão é que os pacientes que têm certas condições subjacentes –
como obesidade extrema, diabetes, câncer ou algum tipo de imunossupressão
– são mais suscetíveis a forma severa da doença. E os mais jovens são
mais suscetíveis à influenza do H1N1 do que à sazonal. Essa última
normalmente atinge com maior incidência gente acima de 60 anos. A gripe
do H1N1 envolve mais a faixa dos 20 aos 55 anos por uma questão
relacionada à imunidade. As pessoas nessa faixa não foram expostas a vírus
similares, enquanto as mais velhas já foram e, por conta disso,
desenvolveram algum tipo de imunidade a eles. Há ainda desafios científicos envolvidos com a
patologia desses vírus? Zaki: Sim, ainda há muitas coisas que não
entendemos. Acho que o próximo desafio será prever o que acontecerá em
relação à influenza no próximo outono no hemisfério Norte. Não
sabemos com que intensidade ela voltará, quantas pessoas serão afetadas,
qual a disponibilidade de vacina ou como as novas vacinas serão incluídas
nos programas regulares de vacinação. No caso da H1N1, essas perguntas são
muito importantes porque não sabemos se esse vírus está aqui para
ficar. Não sabemos se ele se tornará uma outra influenza sazonal, ou se
é algo que passará. Há algumas evidências de que o vírus pode estar
se modificando com o tempo, aproximando-se da patologia da influenza
sazonal. Há muitas perguntas a fazer e temos que continuar pesquisando. Depois de abril de 2009 o surto do vírus H1N1 gerou
muitas manchetes nos jornais. Mas, agora, parece que o assunto arrefeceu.
A pandemia foi superada? Qual o desafio daqui em diante em termos de
epidemiologia? Zaki: Essa é uma questão muito boa e que nos
intriga. O vírus ainda está aí, gerando novos casos da doença. Mas,
como ocorre com a gripe sazonal, dependendo da localização de cada país
– no hemisfério Norte ou Sul –, há diferenças na estação em que
ocorrem os surtos de gripe. O fato é que o vírus não desapareceu, ele
ainda está circulando. A pergunta agora é: a cepa que causou o último
surto foi ou não substituída por uma nova cepa? É típico do vírus da
influenza ter uma cepa circulando quando, subitamente, ela é substituída
por uma nova. É possível prever qual será a próxima cepa a
circular? Zaki: Sempre temos várias linhagens em ação – a
questão é saber qual delas vai predominar. É por isso que a vacina muda
a cada ano. Temos que tentar prever qual será a principal cepa no próximo
ano. Precisamos de vários meses para preparar as vacinas e as decisões
devem ser feitas cinco ou seis meses antes. Especialistas de todo o mundo
se encontram, discutem sobre as linhagens, trocam informações e fazem
recomendações para a OMS sobre quais as novas linhagens que devem ser
incluídas na vacina do ano seguinte. As
vacinas são eficientes? Zaki: Elas são eficientes em 60% a 70% dos casos. São
altamente recomendadas para os muito jovens ou muito velhos, além de
pessoas com doenças como diabetes, câncer ou asma. Grupos suscetíveis a
essas e outras doenças devem tomar a vacina. Mas há um aspecto muito
importante: não se trata só da vacina da influenza. Um dos problemas da
influenza é que muitas vezes há coinfecções bacterianas. E estamos
constatando que o vírus H1N1 tem uma incidência maior de coinfecções
com bactérias do que pensávamos antes. O vírus abre as portas do organismo para as bactérias?
Zaki: Sim, basicamente ele abre as portas
danificando as defesas do corpo. É importante saber quais são as bactérias
com maior incidência nesses casos, pois temos vacinas também para
algumas delas. Esse é um componente muito importante para a prevenção,
não só para a influenza, mas também para outras bactérias associadas
– em especial a infecção por estreptococos, que sabemos ser comum
entre pacientes de gripe. E essas infecções afetam especialmente pessoas
com aquelas condições que mencionamos, como crianças e diabéticos. A doença causada pelo vírus H1N1 é realmente
muito mais grave do que a gripe comum? Zaki: Essa é uma questão difícil de ser
respondida. Ela é mais severa em alguns casos, porque não temos
imunidade nessa grande faixa etária dos 20 a 55 anos e 90% dos pacientes
podem ter alguma condição subjacente. Mas nem todos têm a gripe em sua
manifestação severa. Em geral, a gripe suína não parece causar mais
mortalidade do que a gripe sazonal comum. Podemos dizer que é importante destacar as diferenças
entre os dois tipos de gripe, mas que não há razão para pânico em caso
de um novo surto do vírus H1N1? Zaki: Exato. Não há razão alguma para pânico.
Precisamos conhecer o inimigo, vacinar, prevenir e continuar a campanha
educativa, que inclui lavar as mãos, seguir regras de higiene, etc. Esse
é o ponto. Mas não é preciso se preocupar com essa gripe mais do que
fazemos com a gripe sazonal. Trata-se apenas de mais uma forma de gripe
sobre a qual precisamos saber mais. Não é mais mortal, nem mais
perigosa. É apenas diferente. E precisamos nos preparar para essas
diferenças. Em relação
ao vírus H1N1 e à influenza de modo geral, qual é o foco da pesquisa,
atualmente, no seu grupo do CDC? Zaki: Estamos observando as transformações do
H1N1. Cada vez mais estamos vendo casos envolvendo as vias superiores. Então,
nossa principal questão é saber se o vírus permanecerá o mesmo, ou se
vai se adaptar e ficar mais parecido com a variedade sazonal em relação
à patologia. Os esforços, então, estão voltados para
compreender o próprio vírus? Zaki: Sim, mas não estamos tão ocupados como há
cinco meses. Agora, podemos fazer estudos de rotina e levar adiante
trabalhos de epidemiologia. Fazemos estudos a partir de cerca 800 casos
fatais que recebemos, sendo que em metade deles foi confirmado que a morte
foi causada por influenza. Daqui em diante, o importante é também
aprimorar os diagnósticos clínicos. Em muitos casos achamos que o
paciente morreu de gripe, mas que ele tinha várias doenças ao mesmo
tempo. É preciso aprender sobre essas doenças também. Infelizmente,
quando se tem uma pandemia, todo mundo pensa só na influenza e tende a
atribuir tudo ao vírus. É preciso definir melhor os diagnósticos e
educar a população em relação a quais são as características de
influenza, distinguindo-as melhor de outros casos. |
| 16/8/2010 |
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O Ministério da Saúde afirmou nesta terça-feira
que continuará as ações de monitoramento e prevenção da gripe suína.
Mesmo sem altas incidências, o vírus circula no mundo com comportamento
semelhante ao da gripe comum. O comunicado veio logo após a Organização
Mundial de Saúde anunciar o fim da epidemia da gripe. Em três meses, a campanha de vacinação no Brasil
atingiu 88 milhões de pessoas. Segundo o ministério, no período entre 1º
de janeiro e 31 de julho deste ano, foram confirmados 753 casos de pessoas
com gripe suína que precisaram de internação e 95 mortes. Em 2009,
foram 46.100 casos graves e 2.051 óbitos. Mesmo com a redução no número de casos graves e
mortes pela doença desde março deste ano, o ministério manterá, junto
com os Estados e os municípios, o monitoramento da gripe. Além do vírus,
o Brasil também apresenta uma proporção de pessoas com doenças
respiratórias agudas que varia entre baixa e moderada. Segundo o ministério,
é necessário que a população mantenha os cuidados típicos do período
do inverno, como lavar as mãos frequentemente e usar lenços descartáveis. |
| 10/8/2010 |
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AE-AP - Agência Estado A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que a pandemia da
Influenza A (H1N1), a chamada gripe suína, chegou ao fim, meses depois de
muitos países terem começado a cancelar os pedidos de vacina e terem
encerrado linhas de emergência para atender infectados. A diretora-geral
da entidade, Margaret Chan, disse que o mundo está na direção da fase
"pós pandemia". Ela afirmou que a pandemia "em grande
parte concluiu seu ciclo". O número de mortes causada pela gripe suína caiu drasticamente nos últimos meses. Na semana passada, a OMS informou que pelo menos 18.449 pessoas haviam morrido em todo mundo desde que o surto teve início, em abril de 2009, embora tenha notado que os números verdadeiros devem ser mais altos. Ainda assim, os casos confirmados por testes de laboratório subiram em apenas cerca de 300 nos últimos dois meses. |
| 10/8/2010 |
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Chefe do principal departamento de saúde, o CDC, diz que HINI está em
mutação e pode ficar parecido com o vírus influenza sazonal Logo após
o aparecimento dos primeiros casos da gripe suína, no México, em abril
de 2009, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em
inglês), nos Estados Unidos, divulgou que a doença poderia se
transformar em uma pandemia – o que de fato ocorreu. Um ano e meio
depois, os cientistas do CDC continuam tentando entender a patologia do vírus
da influenza A H1N1, causador da gripe. De acordo
com Sherif Zaki, chefe do Departamento de Patologia e Doenças Infecciosas
do CDC, o H1N1 pode estar se transformando e adquirindo uma patologia
semelhante à do vírus da influenza sazonal, que causa a gripe comum. Zaki
explica que o H1N1 continua circulando e os surtos podem voltar a ocorrer.
Mas com o avanço do conhecimento sobre as possíveis mudanças em suas
características, com desenvolvimento de novas vacinas e com a
continuidade das campanhas de educação e prevenção, os riscos serão
baixos. Por outro
lado, as pesquisas têm mostrado que, nos casos fatais de influenza, a
incidência de coinfecções com bactérias é maior do que se imaginava. Zaki
participou, na semana passada, do 3º Encontro de Patologia Investigativa
e da 13ª Jornada Internacional de Patologia, realizados pelo Hospital
A.C. Camargo, em São Paulo. Leia a seguir a entrevista concedida pelo
cientista norte-americano à Agência FAPESP. Há um ano e meio surgiu o surto de gripe A, que matou mais de 100
pessoas no México e marcou o início de uma pandemia. Hoje, o CDC
continua estudando o H1N1. O que há de especial na patologia desse vírus? Essas diferenças também se refletem na gravidade da doença? Há ainda desafios científicos envolvidos com a patologia desses vírus? Depois de abril de 2009 o surto do vírus H1N1 gerou muitas manchetes nos
jornais. Mas, agora, parece que o assunto arrefeceu. A pandemia foi
superada? Qual o desafio daqui em diante em termos de epidemiologia? É possível prever qual será a próxima cepa a circular? As
vacinas são eficientes? O vírus abre as portas do organismo para as bactérias? A doença causada pelo vírus H1N1 é realmente muito mais grave do que a
gripe comum? Podemos dizer que é importante destacar as diferenças entre os dois
tipos de gripe, mas que não há razão para pânico em caso de um novo
surto do vírus H1N1? Em relação ao vírus H1N1 e à influenza de modo geral, qual é o
foco da pesquisa, atualmente, no seu grupo do CDC? Zaki: Sim, mas não estamos tão ocupados como há cinco meses. Agora, podemos fazer estudos de rotina e levar adiante trabalhos de epidemiologia. Fazemos estudos a partir de cerca 800 casos fatais que recebemos, sendo que em metade deles foi confirmado que a morte foi causada por influenza. Daqui em diante, o importante é também aprimorar os diagnósticos clínicos. Em muitos casos achamos que o paciente morreu de gripe, mas que ele tinha várias doenças ao mesmo tempo. É preciso aprender sobre essas doenças também. Infelizmente, quando se tem uma pandemia, todo mundo pensa só na influenza e tende a atribuir tudo ao vírus. É preciso definir melhor os diagnósticos e educar a população em relação a quais são as características de influenza, distinguindo-as melhor de outros casos. |
| 30/6/2010 |
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Os
professores e funcionários de escolas públicas e privadas já podem ser
vacinados contra a gripe suína --a gripe H1N1-- nos postos de saúde de
todo o Estado de São Paulo. Poderão receber a dose os profissionais com
mais de 40 anos, que atuam em estabelecimentos de ensino fundamental e médio.
De
acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, foram selecionados os
professores dessa faixa etária, por que não estavam inclusos entre os
grupos prioritários da campanha de vacinação, que encerra hoje no
Estado. A vacinação para esse novo grupo se estenderá até 16 de julho.
A única contraindicação é para quem tem alergia a ovo de galinha. "Os
professores e demais funcionários são profissionais que atuam
diretamente com muitas crianças. O objetivo é evitar que o professor
fique doente e prejudique o ano letivo dos alunos", afirma Helena
Sato, diretora de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde. Segundo
levantamento da secretaria, foram vacinadas no Estado, até o dia 24 de
junho, 20.008.481 pessoas, o que representa o que representa 47,5% de toda
a população estimada para o Estado segundo a Fundação Seade. Apesar do
término da campanha acontecer hoje, crianças de seis meses a 4 anos e 11
meses ainda poderão receber a segunda dose da vacina. A
segunda dose da vacina não precisa ser aplicada exatamente 30 dias após
a primeira, mas é importante que as crianças recebam a dose
complementar, afirma a secretaria. "É fundamental que a criança
receba a segunda dose para que ela esteja totalmente protegida como a nova
gripe", diz Helena Sato, diretora de Imunização da Secretaria |
| 30/6/2010 |
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A
Secretaria da Saúde do Mato Grosso confirmou a primeira morte por gripe
suína naquele Estado em 2010. O exame de um caminhoneiro de 47 anos, com
resultado positivo, foi divulgado na terça-feira. De
acordo com a assessoria da secretaria de saúde, são 75 casos suspeitos
sendo tratados na região. Além disso, o teste de outra suposta vítima
fatal da gripe é aguardado. Outros quatro casos de morte deram negativo. A
secretaria alerta para a importância de buscar a vacinação contra o vírus
enquanto durarem os estoques de imunização. Além disso, ressalta que são
importantes os cuidados de higiene e prevenção. Como evitar aglomerações
de pessoas, não compartilhar alimentos, copos toalhas e outros itens de
uso pessoal e lavar as mãos frequentemente. |
| 30/6/2010 |
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Segundo
comunicado, Hun Sen, de 59 anos, passou por 'tratamento urgente' e está
se recuperando PHNOM
PENH - O primeiro-ministro do Camboja, Hun Sen, e outros cinco membros do
governo contraíram o vírus H1N1, causador da gripe suína, segundo
fontes oficiais. Segundo
comunicado do Ministério da Saúde, Hun Sen, de 59 anos, passou por
"tratamento urgente" após a reunião semanal que seu gabinete
mantém todas as sextas-feiras. "Após tratamento dos médicos, o
primeiro-ministro está se recuperando", acrescentou a nota. Por
conta da doença, Hun Sen não pôde participar dos atos de comemoração
do 59º aniversário da fundação de sua formação política, o Partido
do Povo do Camboja, que aconteceu na última segunda. O
comunicado acrescentou que outros cinco membros do governo (entre eles um
dos vice-primeiro ministros, Yim Chhay Ly) também contraíram o vírus,
embora não tenham sido divulgados detalhes sobre seu estado de saúde. Desde
que foi declarado o primeiro caso, em junho do ano passado, a influenza A
afetou cerca de 600 pessoas e causou a morte de seis no Camboja. |
| 29/6/2010 |
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O
governo mexicano anunciou hoje a retirada do alerta sanitário pela gripe
suína após 14 meses, nos quais morreram no país 1.289 pessoas e foram
registrados 72 mil casos, anunciou hoje em entrevista coletiva o secretário
da Saúde, José Ángel Córdova Villalobos. Esta
decisão foi adotada na segunda-feira por unanimidade pelo conselho que
avalia a epidemia após comprovar a evolução, a última vítima fatal
foi em maio. Em
outubro de 2009, havia 216 pessoas hospitalizadas, em 25 de junho só 22.
"A circulação do vírus é mínima", explicou Córdova. O
país não baixará guarda em termos epidemiológicos e conserva ainda 875
mil vacinas. Córdova cifrou o custo total da gripe o México em 4,5 bilhões
de pesos (US$ 354 milhões) e afirmou que, graças aos acordos com laboratórios,
economizou 1,8 bilhão de pesos (US$ 141 milhões) na compra de vacinas. Em
11 de junho completou um ano desde a declaração de pandemia. No
mesmo dia, a OMS publicou um documento no qual mencionou, entre outras ações,
que durante a propagação o vírus H1N1 mostrou padrões diferentes dos
da gripe estacional, como "altos níveis de infecção durante o verão"
em países do hemisfério norte. Terra.com.br |
| 28/6/2010 |
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Termina
na próxima quarta-feira (30) a campanha de vacinação contra a gripe suína
--H1N1-- em todo o Estado de São Paulo. Depois dessa data, os postos de
saúde só irão vacinar crianças de seis meses a 4 anos e 11 meses e
aquelas portadoras de doenças crônicas até oito anos que precisem
receber a segunda dose da vacina. Segundo
levantamento da Secretaria Estadual de Saúde, foram vacinadas no Estado,
desde o dia 8 de março, 20.008.481 pessoas, o que representa 47,5% de
toda a população estimada para o Estado segundo a Fundação Seade. A única
contraindicação da vacina é para quem tem alergia a ovo de galinha. A
segunda dose da vacina não precisa ser aplicada exatamente 30 dias após
a primeira, mas é importante que as crianças recebam a dose
complementar, afirma a secretaria. "É fundamental que a criança
receba a segunda dose para que ela esteja totalmente protegida como a nova
gripe", diz Helena Sato, diretora de Imunização da Secretaria. Doenças crônicas para vacinação Obesidade grau 3 (antiga obesidade mórbida)
em crianças, adolescentes e adultos Doença respiratória crônica desde a
infância (ex: fibrose cística, displasia broncopulmonar) Asma (forma grave) Doença neuromuscular com comprometimento
da função respiratória (ex: distrofia neuromuscular) Imunodepresão por uso de medicação ou
relacionada às doenças crônicas Diabetes Doença pulmonar obstrutiva crônica e
outras doenças crônicas com insuficiência respiratória Doença hepática (ex: atresia biliar,
cirrose, hepatite crônica) Insuficiência renal crônica,
principalmente em doentes em diálise Doença hematológica (ex:
hemoglobinopatias) Menores de 18 anos com terapêutica contínua
com salicilatos (ex: doença reumática autoimune, doença de Kawasaki) Síndrome Clínica de Insuficiência Cardíaca
Cardiopatia estrutural (ex: hipertensão
arterial pulmonar e valvulopatia) Cardiopatia isquêmica ou hipertensiva
com disfunção ventricular Cardiopatias congênitas cianóticas Cardiopatias congênitas acianóticas (não
corrigidas cirurgicamente ou por intervenção) Miocardiopatia (dilatada, hipertrófica
ou restritiva) Pericardiopatia Fonte:
Ministério da Saúde |
| 28/6/2010 |
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Agência
Estado Termina
na próxima quarta-feira a campanha de vacinação contra o vírus da
Influenza A (H1N1), popularmente conhecida como gripe suína, em todo o
Estado de São Paulo. Após essa data, os postos de saúde irão vacinar
apenas as crianças de seis meses a quatro anos e 11 meses e aquelas
portadoras de doenças crônicas até 8 anos que necessitam receber a
segunda dose da vacina. De
acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, desde o dia 8 de março,
quando a campanha foi iniciada, até o último dia 24 foram imunizados
20.008.481 paulistas, o que representa 47,5% de toda a população
estimada para o Estado, segundo a Fundação Seade. A proporção de
vacinados é maior do que a média nacional e também supera a de países
como os Estados Unidos. Entretanto,
as crianças até 8 anos precisam tomar duas doses da vacina para ficarem
completamente imunizadas. A segunda dose não precisa ser aplicada
exatamente 30 dias após a primeira, mas é importante que as crianças
recebam a dose complementar. "É
fundamental que a criança receba a segunda dose para que ela esteja
totalmente protegida contra a nova gripe. Por isso, elas devem retornar
aos postos de saúde", diz Helena Sato, diretora de Imunização da
Secretaria. A campanha segue orientações da Organização Mundial da Saúde
(OMS). A vacina é segura e eficaz. A única contraindicação é para
quem tem alergia a ovo de galinha. |
| 28/6/2010 |
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DA AGÊNCIA BRASIL Depois
de lançar o teste nacional para o diagnóstico da Influenza A (H1N1)
--gripe suína, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse que a
nova tecnologia deixa o Brasil menos dependente de outros países e menos
vulnerável no enfrentamento da doença. Temporão
lembrou que na primeira onda de gripe, em 2009, o governo encontrou
dificuldades de importar os testes por falta de volume disponível nos
laboratórios estrangeiros para atender à demanda brasileira. De abril a
dezembro do ano passado, o Brasil importou 73.121 testes. "No
ano passado, quando a OMS [Organização Mundial da Saúde] declarou que
uma nova doença havia surgido no mundo, houve uma corrida dos países
para ter acesso ao reagente, que era a única maneira de fazer o diagnóstico.
Isso deixou o Brasil numa situação vulnerável. Dependíamos de um único
produtor mundial para poder fazer o exame", disse Temporão. Fabricado
pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) --por meio do Laboratório de
Bio-Manguinhos e do Instituto Carlos Chagas-- em parceria com os
institutos paranaenses de biologia molecular (IBMP) e de tecnologia (Tecpar),
o primeiro lote, com 30 mil testes nacionais, será distribuído para a
Fiocruz (RJ), o Instituto Evandro Chagas (PA), o Instituto Adolfo Lutz
(SP) e três laboratórios públicos no Distrito Federal, Paraná e na
Bahia --únicas instituições que realizam o diagnóstico do vírus
Influenza A (H1N1) no país. Os
primeiros testes serão destinados a pacientes internados com suspeita da
doença. O exame é indicado também para surtos em comunidades e
investigação de mortes. A meta é fabricar 80 mil testes por mês para
suprir a demanda nacional. De
acordo com o ministério, o teste nacional é mais barato, mais rápido e
confiável. O kit deve sair por R$ 45 --no mínimo, metade do preço pago
pelo governo ao teste importado. Outra novidade é a redução no tempo
para a análise da amostra-- que vai passar de oito para quatro horas. Temporão
afirmou ainda que a tecnologia ajudará o país no desenvolvimento de
testes rápidos para outras doenças, como dengue, malária e tuberculose.
O teste nacional está disponível somente para a rede pública. Não há
expectativa para fornecimento aos laboratórios privados. |
| 28/6/2010 |
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Agência
Estado O
Ministério da Saúde anunciou hoje o lançamento de tecnologia brasileira
para a realização de exames que identifiquem o vírus da gripe suína.
Segundo o governo, foram investidos R$ 3,36 milhões no projeto. Com a
tecnologia nacional, o tempo de análise será reduzido pela metade: de 8h
para 4h. O Kit Nacional para Diagnóstico da Influenza H1N1 será
fabricado por um consórcio entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por
meio do Laboratório de Bio-Manguinhos e do Instituto Carlos Chagas; o
Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e o Instituto de
Tecnologia do Paraná (Tecpar). O primeiro lote terá 30 mil testes para
detectar a doença em pacientes internados com suspeita de gripe suína. Ainda
de acordo com o ministério, o teste brasileiro é cerca de 60% mais
barato que os insumos importados. O material produzido em outros países
custa entre R$ 100 e R$ 150, enquanto o kit nacional custa R$ 45,
aproximadamente. "O produto brasileiro é mais eficiente, mais barato
e vai nos permitir trabalhar no diagnóstico de outras doenças. Estamos
apresentando não só um exame, mas uma nova plataforma tecnológica",
disse o ministro José Gomes Temporão, que participou do lançamento do
kit nacional em Brasília. Estadão.com.br |
| 28/6/2010 |
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A
Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo divulgou os pontos específicos
do Estado em que fará a distribuição do medicamento Oseltamivir, contra
a gripe suína --Influenza A H1N1. Receberão
os medicamentos os pacientes com diagnóstico de síndrome respiratória
aguda e gripe associada a fatores de risco, como gravidez e doença crônica,
que tenham prescrição dos médicos. Para
receber o remédio, será necessário apresentar a receita em duas vias,
uma delas ficará retida. A receita terá validade de apenas cinco dias e
irá expirar após o prazo. O Oseltamivir (Tamiflu) teve sua classificação
alterada pela Anvisa em dezembro do ano passado, passando a ser uma substância
de controle especial. Veja
os locais de retirada do medicamento definidos pela Secretaria da Saúde
no site www.cve.saude.sp.gov.br. |
| 14/4/2010 |
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Ao apresentar sintomas, gestante tem que ir imediatamente ao médico Um novo surto de Influenza A (H1N1) - popular gripe suína - é esperado
no Brasil para o próximo inverno. Junto com ele vem o medo das pessoas de
se infectarem, em especial das grávidas. A doença causou número
expressivo de mortes em 2009. Segundo levantamento do Ministério da
Saúde, a mortalidade em gestantes foi 50% maior que na população geral
em 2009. Em 2010, 20% dos casos graves registrados até 3 de abril
ocorreram com gestantes, 74 ao todo. No mesmo período, 16 morreram, número equivalente
a 32%. Este
receio ficou ainda mais evidente pela baixa adesão à segunda etapa de
vacinação contra a gripe suína, que precisou ser prorrogada. Nela
estava focada gestantes, crianças de seis meses a dois anos e
doentes crônicos. Para tirar
estas dúvidas, o R7 consultou um obstetra e um
infectologista. Assim como o Ministério da Saúde, os especialistas são
favoráveis à vacinação de grávidas em qualquer momento da gestação,
assim como pelo tratamento com o oseltamivir (Tamiflu) se a gestante
apresentar a SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave). Segundo o
ginecologista e obstetra Alexandre Pupo Nogueira, do hospital Sírio-libanês,
o primeiro passo da gestante é descobrir se realmente está com a gripe
suína. Para isso, deve contar com seu médico obstetra que vai avaliar os
sintomas e pedir, se for o caso, exame laboratorial. - A
paciente que apresentar sintomas gripais ou da suína entre imediatamente
em contato com seu médico que, a partir daí, vai decidir se vai
encaminhar para um serviço para fazer o diagnóstico ou observar, ou se
vai encaminhá-la para um infectologista. Grávida
sobreviveu à gripe depois de internação Para o médico, a gripe suína em grávidas deve ser vista com cuidado,
mas sem alarde, pois, segundo ele, a mortalidade de gestantes pela gripe
comum é maior do que pela vírus da gripe A (H1N1). Se a gestante apresentar febre acima de 38,5º C, dores no corpo e na
cabeça e tosse seca, mas não muito pronunciada, está na hora de ser
avaliada pelo seu médico. Essa é a dica do infectologia Gustavo Johanson,
da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Confirmado o diagnóstico,
segundo o infectologista, a gestante tem que ficar em observação e ser
internada imediatamente se tiver sintomas mais graves, principalmente se
for um quadro de SRAG. Já se não for necessariamente grave, não há
necessidade de internação. - A comparação é feita só em laboratório. Mas o médico só tem que
solicitar o teste se a gestante apresentar a Síndrome Respiratória Aguda
Grave. A gestante está mais suscetível ao vírus do que boa parte da população,
pois apresenta uma imunidade mais baixa em decorrência da gravidez.
Qualquer reação inflamatória, não somente a do vírus H1N1, portanto,
são perigosas para a mulher grávida, explica Nogueira. A boa notícia,
entretanto, é que não há indícios que comprovem a passagem do vírus
para o bebê. De todo
modo, o mais indicado é se prevenir. Segundo os médicos, a gestante deve
evitar ir a locais com grandes aglomerações durante a gravidez e tomar a
vacina. Se antes, a gripe aparecer, não há motivos para pânico, segundo
o infectologista. - Na
grande maioria das grávidas o vírus não evolui de forma grave. Por isso
não há o que temer. Tratamento A Febrasgo
(Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia) lançou um
protocolo de atendimento às gestantes com quadro suspeito de SRAG, no
qual explica os procedimentos que devem ser adotados em grávidas doentes. Um deles
explica que se a grávida se queixar de gripe ou resfriado, o médico que
for examiná-la deve usar uma máscara cirúrgica e colocar uma no rosto
da paciente. Se ela apresentar febre alta, tosse, dor de garganta e/ou
falta de ar, aversão a luz, dores nas articulações e nos músculos, ardência
ocular e mal-estar, há indicação do uso do Tamiflu, de 75 mg, de 12 em
12 horas, por cinco dias. Em seguida, deve-se definir a gravidade e
necessidade de internação ou não. Se a febre
estiver acima de 38ºC, a pressão baixa, tiver tosse, falta de ar, nível
de oxigênio no sangue menor do que 94% e frequência respiratória maior
do que 25 movimentos por minuto, significa gravidade e deve-se recorrer a
internação. Caso contrário, basta tomar o Tamiflu, ficar em casa de
repouso e só retornar ao hospital se sentir piora depois de 48 horas,
deve tomar o antibiótico Azitromicina. A gestante
deve usar a máscara mesmo no trabalho de parto e depois do nascimento,
manter o uso quando o bebê estiver próximo, assim como manter as mãos
lavadas e as roupas trocadas. Durante a internação, pode-se considerar o
afastamento do recém-nascido por 48 horas. O leite
materno não é um potencial transmissor. O bebê pode ser alimentado com
ele, desde que seja retirado o leite das mamas e dado ao recém-nascido em
um recipiente a parte. Se o bebê estiver infectado, terá de
receber os mesmos cuidados para o controle da infecção durante a internação.
O Tamiflu só é liberado para pacientes com mais de um ano de idade.
Não é recomendado o uso em crianças com menos de três meses. |
| 14/4/2010 |
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Agência Estado São Paulo - A Organização Mundial
da Saúde (OMS) admitiu pela primeira vez que falhou na gerência da crise
envolvendo a gripe suína e em sua estratégia para lidar com a primeira
pandemia de influenza em 40 anos. Ontem, o Brasil deu o tom nos debates e
sugeriu que a entidade redefina critérios para estabelecer a severidade
de futuras pandemias e o impacto das medidas adotadas pelos países para
lidar com surtos. A proposta foi apresentada no primeiro
dia de reuniões da entidade máxima de saúde em Genebra para começar a
revisão da pandemia e gripe suína. Um ano após o primeiro surto, a OMS
iniciou uma reavaliação completa do que seria uma pandemia e como deve
reagir em futuros casos. Criticada por supostamente ter sido
influenciada por setor farmacêutico e por ter criado desnecessário pânico
ao declarar a pandemia, a OMS tenta restabelecer sua credibilidade, em um
processo que promete ser longo. |
| 14/4/2010 |
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Um menino de 1 mês e 23 dias estava
com problemas respiratórios e hemorragia; Secretaria da Saúde também
investiga possibilidade de dengue hemorrágica Hélia Araujo Um bebê pode ser a primeira vítima
da gripe suína neste ano em Ribeirão Preto. O menino de um mês e 23
dias morreu no final da manhã desta terça-feira, no Hospital São Paulo,
com problemas respiratórios e hemorragia. A diretora do Departamento de Vigilância
e Saúde do município, Maria Luiza Santa Maria, afirmou que o caso já
havia sido notificado no final de semana, quando o menino foi internado.
Além de gripe suína, também está sendo investigada a hipótese de
dengue hemorrágica. No ano passado, 190 pessoas tiveram
gripe suína em Ribeirão e três delas morreram. Neste ano, foram quatro
casos suspeitos, mas nenhum deles havia sido confirmado. Desde o mês passado, o Ministério da
Saúde vem realizando uma campanha de vacinação contra a doença. Até o
final desta semana, devem ser vacinados os jovens com idades entre 20 e 29
anos, crianças entre seis meses e dois anos e doentes crônicos. As grávidas
podem se imunizar até o final da campanha. |
| 14/4/2010 |
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SOLANGE SPIGLIATTI - Agência Estado Agentes da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) e da Polícia Federal (PF) apreenderam na sexta-feira
vacinas falsificadas, entre elas contra Influenza A (H1N1), em uma
drogaria do município de Dom Cavati, na região da cidade mineira de
Governador Valadares (MG). O proprietário e a farmacêutica responsável
do estabelecimento foram presos. Foram apreendidas também a vacina
Tetavax, contra tétano, proibida desde 2006, e vacinas contra gripe
sazonal de origem desconhecida. Também foi constatada a venda de
medicamentos controlados sem escrituração. Os produtos imitavam vacinas
registradas do laboratório Sanofi-Pasteur. Ao saber da ação dos fiscais, outra
drogaria, no município vizinho de Fernandes Tourinho, procurou a PF
porque suspeitava da qualidade das vacinas contra a gripe suína que tinha
adquirido. Essas vacinas também foram identificadas como produtos
falsificados. Os números dos lotes impressos nas embalagens também
simulavam produtos registrados. Os dois casos levaram a equipe de
fiscalização à Soros e Vacinas Spardini, uma distribuidora fantasma que
funciona numa residência em Governador Valadares. O proprietário está
desaparecido. Alerta Por conta da apreensão das vacinas
falsificadas, a Anvisa alerta que a venda de quaisquer vacinas em farmácia
e drogarias é proibida. As vacinas vendidas nesses estabelecimentos são
provavelmente falsificadas ou de produção clandestina. A vacina contra a Influenza A (H1N1)
está sendo distribuída gratuitamente nos postos de saúde. Já os cidadãos
de faixas etárias não cobertas pela campanha pública de vacinação do
Ministério da Saúde podem adquirir a vacina, mas somente em hospitais e
clínicas privadas autorizadas pela vigilância sanitária. |
| 14/4/2010 |
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Pessoas que não estão em grupos
prioritários podem tomar vacina em clínicas e hospital particulares Agência
Brasil A Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) faz um alerta à população e avisa que drogarias e
farmácias não estão autorizadas a vender vacinas contra a influenza A
(H1N1) - gripe suína. Na última sexta-feira, a Anvisa e agentes da Polícia
Federal encontraram vacinas falsas em estabelecimentos em Minas Gerais. A campanha de imunização contra a
doença tem sido realizada nos postos públicos de saúde para gestantes,
doentes crônicos, crianças de seis meses a menores de dois anos de idade
e jovens de 20 a 29 anos. Também estão entre os grupos prioritários os
adultos de 30 a 39 anos de idade que devem tomar a dose da vacina no período
de 10 a 21 de maio. Quem está fora da lista do Ministério
da Saúde, pode tomar a vacina em hospitais e clínicas particulares,
mediante pagamento. Até o momento, apenas o laboratório Abbott pode
comercializar a vacina que imuniza contra a doença, por já ter
conseguido o registro de preços. A empresa informou que a partir desta
semana as clínicas devem começar a receber o produto. A Anvisa já autorizou dois outros
laboratórios - Sanofi-Pasteur e GlaxoSmithKline - a produzir as vacinas
contra a gripe suína, porém eles ainda não solicitaram a definição de
preços, documento exigido para iniciar o comércio. De acordo com a Anvisa, farmácias e
drogarias só podem aplicar vacinas quando participarem de campanhas públicas
de imunização, o que não ocorre na campanha contra a influenza A (H1N1)
- gripe suína. Nesses casos, os estabelecimentos não podem cobrar pelo
produto nem pelo serviço. Caso suspeite de ter recebido uma dose
de vacina falsa, a pessoa deve procurar orientação médica para checar a
possibilidade de risco de reações graves, já que a composição é
desconhecida. As denúncias podem ser feitas à autoridade local de vigilância
sanitária, à Anvisa ou pelo telefone 0800 642 9782. |
| 14/4/2010 |
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Apenas 34,8% do público alvo da
campanha nacional foi imunizado até esta terça-feira LÍGIA FORMENTI - Agência Estado Assustado com a baixa adesão ao
programa de vacinação, o governo estuda prorrogar a campanha contra
gripe suína. Números reunidos até ontem mostram que 20,4 milhões de
pessoas foram vacinadas contra a doença, o que representa apenas 34,8% do
público alvo. Um desempenho abaixo do esperado, mesmo depois do Dia D,
esforço feito no sábado para tentar ampliar o comparecimento aos postos. O ministro da Saúde, José Gomes
Temporão, disse hoje estar preocupado com a adesão de gestantes, doentes
crônicos e população entre 20 e 29 anos. Foram vacinadas até agora
48,7% das grávidas, 44,2% dos doentes crônicos e 20,2% dos adultos
jovens (entre 20 e 29 anos). "É preciso que as pessoas compareçam.
A vacina é eficaz, é segura", afirmou mais uma vez o ministro.
Entre profissionais de saúde, a meta de vacinação já foi atingida. O
grupo entre crianças maiores de seis meses e menores de dois anos também
apresenta um bom indicador, 75,3%, bem próximo da meta que é 80%. Diante do baixo comparecimento aos
postos de parte dos grupos de risco, semana passada o ministro enviou um
apelo aos presidentes de entidades médicas, para que eles reforcem com
associados a necessidade de esclarecer pacientes sobre a importância da
vacina. A ideia é tentar evitar ao máximo a prorrogação da campanha.
Mas, caso os indicadores estejam bem abaixo do planejado, esse recurso
poderá ser adotado. O Ministério da Saúde adquiriu 113
milhões de doses para vacinar 91 milhões de pessoas contra gripe. A meta
é imunizar pelo menos 80% do público alvo. A campanha vai até o dia 23
para gestantes, doentes crônicos, crianças entre seis meses e menores de
dois anos e para população de 20 a 29 anos. Depois será a vez dos
idosos e, por fim, da população entre 30 e 39 anos. Pelo calendário
inicial, o último dia da campanha será 21 de maio. Em razão do feriado
de Páscoa, o cronograma já foi prorrogado uma vez, para grupos de
gestantes, crianças e portadores de doenças crônicas. Até 3 de abril, foram registrados 361
casos de pessoas com doença respiratória grave em todo o País. No período,
foram contabilizadas 50 mortes, a maior parte no Pará: 25. Apesar do alto
índice de casos da doença e das altas taxas de mortalidade, apenas 33,1%
da população alvo do Estado foi vacinada. As melhores coberturas foram
registradas até agora no Paraná, Maranhão, Goiás, Distrito Federal ,
Minas e Santa Catarina. |
| 14/4/2010 |
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Na rede particular, criança com menos
de 9 anos paga duas vezes por vacina Agência
BOM DIA Quem não se encaixa nos grupos de
risco estipulados pelo Ministério da Saúde para a campanha nacional
contra a gripe suína deve preparar o bolso. A indicação é para que crianças
com menos de 9 anos tomem o medicamento em duas etapas, com intervalo de
30 dias. O que significa que os pais devem pagar duas vezes para imunizá-las. A Unimed, que iniciou o serviço em
Rio Preto nesta terça, cobra R$ 50 a dose para conveniados da unidade e
R$ 60 para os demais. Assim, o custo da vacina por criança pequena seria
de R$ 100 ou R$ 120. No primeiro dia de vacinação, a clínica
vendeu 132 doses para pacientes de todas as faixas etárias. Na Uninfância, a previsão é de que
as vacinas cheguem até o fim do mês. |
| 14/4/2010 |
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Agência Brasil BRASÍLIA - O Ministério da Saúde
anunciou nesta terça-feira um reforço de R$ 70,3 milhões para custear a
ampliação e a qualificação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva
(UTI) no Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é enfrentar uma
segunda onda da epidemia de gripe suína. A medida cria 471 novos leitos e
aumenta o repasse de recursos em 63 hospitais distribuídos em 11 Estados
- Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte, Goiás, Distrito Federal, Paraná,
Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas
Gerais. Das novas unidades, 262 são para o
tratamento de adultos - maior demanda do País - enquanto 156 são para o
atendimento de recém-nascidos e 53 para crianças. De acordo com o
Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (Cnes), o SUS conta,
atualmente, com 16.875 leitos de UTI. Na rede particular, são 10.286,
totalizando 27.161 unidades. |
| 14/4/2010 |
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da France Presse, em Genebra A Organização Mundial da Saúde
(OMS) afirmou nesta terça-feira (13) que as novas mídias de comunicação
como o Twitter, blogs e e-mails perturbaram a informação sobre a gripe
suína, também conhecida como H1N1 "Houve informações, rumores,
muita especulação e críticas em inúmeras mídias", afirmou, em
Genebra, o conselheiro especial da OMS para as gripes, Keiji Fukuda, em
relação às dificuldades encontradas na comunicação sobre a pandemia. Enfermeira aplica vacina da gripe suína
em paciente; OMS disse que redes como Twitter difundiram fatos errados
sobre a pandemia "A mídia tradicional transmitiu
as informações das autoridades, assim como os debates, as dúvidas e as
polêmicas em torno da nova gripe, assim como as novas mídias, como
Twitter, os blogs e os e-mails", afirmou. "É muito difícil corrigir as
ideias erradas uma vez elas circulem pela internet e redes sociais",
declarou por sua parte um ex-chefe de doenças contagiosas da OMS, David
Heymann. No entanto, segundo um estudo
apresentado nesta terça-feira em um congresso de especialistas em doenças
infecciosas em Viena, o Twitter poderá servir de sistema de alerta
precoce em caso de epidemia. Um comitê de especialistas iniciou na
segunda-feira, em Genebra, um exame sobre a gestão internacional da gripe
H1N1 que fez a OMS ser alvo de inúmeras críticas. "Queremos saber o que funcionou
bem. Queremos saber o que não funcionou e por que. Queremos saber o que
poderia ser melhorado e como", explicou a diretora-geral da OMS,
Margaret Chan, na abertura dos debates. O comitê, formado por 29
especialistas de 28 países, é uma resposta da OMS às acusações
segundo as quais a organização exagerou a ameaça da primeira pandemia
do século 21 influenciada pelos laboratórios farmacêuticos o que levou
seus 193 países membros a comprar muito mais vacinas que o necessário. Os especialistas, que devem entregar
seu primeiro informe provisório antes de maio, abordam uma questão
crucial: a dificuldade de avaliar a virulência de uma enfermidade
contagiosa em termos de mortalidade e não apenas por sua expansão geográfica.
Em junho de 2009, dois meses depois de
sua descoberta no México e Estados Unidos, a OMS declarou que este novo
tipo de gripe era uma pandemia, baseando-se em sua rápida progressão. O vírus H1N1 causou 17.700 mortos
confirmados em laboratório em mais de 200 países e territórios, segundo
a OMS, uma cifra muito inferior ao número de mortos causados por uma
gripe tradicional. |
| 25/2/2010 |
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Cerca de
835 mil moradores do Grande ABC devem ser vacinados contra a Influenza A
H1N1, popularmente conhecida como gripe suína. O anúncio foi feito nesta
quarta-feira pela Secretaria da Saúde de São Paulo, que pretende
imunizar 13,6 milhões de pessoas no Estado. De acordo
com a pasta, o primeiro lote de vacinas adquirido pelo Ministério da Saúde
começará a ser distribuído até a próxima semana aos municípios
paulistas, que ficarão encarregados de organizar a campanha localmente. A
campanha, inicialmente destinada a profissionais da área da saúde e
moradores de aldeias indígenas, começa no próximo dia 8 e se estende até
o dia 19 de março. Os funcionários serão vacinados no próprio local de
trabalho. Já a imunização da população indígena será feita
diretamente nas aldeias, em parceria com a Funasa (Fundação Nacional de
Saúde). Os
profissionais de saúde a receberam a vacina são aqueles que trabalham em
serviços de saúde, envolvidos diretamente na resposta à pandemia, em
6,4 mil serviços de saúde do Estado, público, privados e conveniados,
entre hospitais, pronto-socorros, Unidades Básicas de Saúde, ambulatórios
e unidades de Saúde da Família. Etapas
— A segunda fase da vacinação contra a nova gripe incluirá as
gestantes, crianças a partir de seis meses e menores de 2 anos de idade e
os portadores de doenças crônicas. As grávidas poderão ser vacinadas
entre 22 de março e 7 de maio, ao passo que os demais integrantes do
grupo têm até o dia 2 de abril para vacinarem-se. Entre os
dias 5 e 23 de abril, será vacinada a população entre 20 e 29 anos de
idade. E de 24 de abril a 7 de maio receberão a vacina os idosos com 60
anos ou mais portadores de doenças crônicas. Fonte: Diário
Online |
| 25/2/2010 |
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Imunização
começa a ser feita no dia 8 de março e vai até o dia 7 de maio Rio Preto
vai vacinar 133 mil pessoas contra a gripe suína. A imunização começa
a ser feita no dia 8 de março e vai até o dia 7 de maio. O
primeiro lote de vacinas chega ao município na próxima semana. De acordo
com a Secretaria de Saúde da cidade, a quantidade de doses ainda não foi
informada pela Secretaria Estadual de Saúde. Ao todo
serão quatro etapas de vacinação. A primeira, que começa no dia 8, será
para profissionais de saúde. Deverão
ser imunizados médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem,
recepcionistas, pessoal de limpeza e segurança, motoristas de ambulância,
equipes de laboratório e profissionais que atuam em investigação
epidemiológica. A segunda
fase da vacinação será para gestantes, crianças com idades entre seis
meses e 2 anos e portadores de doenças crônicas. A
terceira e quarta etapas serão para adultos entre 20 e 29 anos e idosos. |
| 25/2/2010 |
Adultos
de 30 a 39 anos serão vacinados contra gripe suína |
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O grupo
de pessoas que poderá tomar gratuitamente a vacina contra a gripe A,
conhecida como suína, foi ampliado. Técnicos das secretarias de estado
de saúde do País já receberam informação de que a parcela entre 30 e
39 anos também deve receber as doses preventivas do vírus H1N1. O Ministério
da Saúde não confirmou oficialmente a informação, mas o iG apurou que
a nova medida deve ser anunciada em coletiva nesta quinta-feira às 10h.
Em janeiro, quando o plano nacional de vacinação contra a gripe foi lançado
pelo governo federal, esta faixa-etária não estava contemplada. As regras
iniciais determinavam que a vacinação seria feita em etapas. Primeiro os
profissionais de saúde e população indígena seriam imunizados. Na
segunda fase, gestantes, crianças a partir de seis meses e menores de
dois anos, além de portadores de doenças crônicas – diabéticos,
imunodeprimidos (portadores do vírus HIV, por exemplo), cardiopatas e
portadores de doenças respiratórias crônicas. Na terceira, adultos saudáveis
entre 20 e 29 anos. Incluir o
grupo de 30 a 39 anos foi uma reivindicação de infectologistas e
autoridades de saúde de vários países. O secretário de saúde do Rio
Grande do Sul, Osmar Terra, por exemplo, pessoalmente pediu ao ministro
José Gomes Temporão que estendesse a vacinação para esta faixa etária.
O motivo é que esta parcela foi uma das que mais apareceu entre os mais
de 20 mil brasileiros infectados. Temporão
e a equipe de vigilância epidemiológica do Ministério deixaram o pedido
em análise. A decisão de ampliar o benefício da vacinação gratuita já
foi comunicada a alguns representantes do Sul, Sudeste e Nordeste do País.
No total, o governo federal comprou de 83 milhões de doses para fazer a
cobertura nacional contra a gripe suína. Vacina em
março A previsão
dos especialistas é que uma nova onda de contágio do vírus H1N1 chegue
ao Brasil entre maio e junho. A vacinação gratuita começa no dia 8 de
março e se estende até 7 de maio, para contemplar todos os grupos
escolhidos como alvo. Ainda não está definido em quais épocas as
pessoas entre 30 e 39 anos serão vacinadas. Último
Segundo |
| 25/2/2010 |
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A
Diretoria do Hospital Estadual Mário Covas acaba de divulgar o Relatório
de Atividades 2009. O material registra o crescimento da unidade de saúde
no último ano, com aumento do número de consultas ambulatoriais, exames,
procedimentos e principalmente de atendimentos de emergência. Em conseqüência
da pandemia de gripe A (H1N1), o HEMC foi eleito pela Secretaria de Estado
da Saúde hospital referência no ABC e se adaptou rapidamente para
atender à demanda. Tendo o Setor de Emergência como porta de entrada,
foram realizados ao todo 16.199 atendimentos - 62,88% a mais que em 2008. Na área
de exames o avanço também foi evidente. A Patologia Clínica, por
exemplo, realizou 818.343 exames em 2009 contra 795.144 no ano anterior.
Os exames de imagem cresceram 4% no geral, com ênfase nos 4,43% de
aumento na Radiologia (de 59.112 para 61.734) e de 7,63% na
Ultrassonografia (de 15.967 para 17.186). Outro destaque ficou por conta
dos Exames Especializados / Terapêuticas, que tiveram acréscimo de
7,79%. Ao todo foram 183.289 procedimentos, com aumentos no Serviço de
Reabilitação (11,98%) e Quimioterapia (12,6%). O Banco
de Sangue recebeu no ano passado 23.700 doadores - 6,34% a mais que em
2008. |
| 25/2/2010 |
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O
ministro da Saúde, José Gomes Temporão, abre nesta quinta-feira a
primeira reunião preparatória para a campanha de combate à gripe suína.
Será às 10h, no Hotel Grand Bittar, em Brasília. Participam
coordenadores estaduais de programas de imunização. No evento, o
ministro deve anunciar medidas complementares para a vacinação da população
brasileira contra a doença. |
| 25/2/2010 |
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A
Secretaria de Saúde do Estado do Pará registrou seis mortes 19 casos
confirmados de gripe suína -a gripe A (H1N1)- apenas neste ano. O dados
do balanço foram atualizados ontem (24). Ao todo,
foram notificados 67 casos. Desse total, 36 foram descartados e 12 casos
suspeitos estão sendo analisados em laboratório. Das mortes registrados,
quatro tinham algum fator de risco como gravidez e diabetes |
| 25/2/2010 |
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Luciane
Evans - Estado de Minas “Não
se preocupem. No verão não é época de gripe suína”, disseram os médicos
à família do universitário Wagner Colini Boy, de 29 anos. O ledo engano
foi um dos motivos que levaram Wagner a morrer na segunda-feira em decorrência
da doença, tornando-se a segunda vítima do influenza A (H1N1) em Minas
Gerais este ano. Revoltados com a lentidão dos diagnósticos e com a
falta de preparação da classe médica que atendeu Wagner, parentes do
universitário desabafaram durante o velório, que ocorreu terça-feira no
Cemitério do Bonfim, na Região Noroeste, e contaram que até mesmos os
infectologistas confessaram a eles não saber nada sobre o vírus.
“Foram 28 dias de tortura. Ele esteve em vários hospitais particulares,
onde disseram que os sintomas não passavam de uma gripe comum. Somente
depois de ter sido internado no CTI, em estado grave, que o H1N1 foi
diagnosticado. Mas foi tarde demais”, lamenta a contadora Elizabeth
Colini, prima-irmã de Wagner. Com muita
tosse, febre e diarreia – principais sintomas da gripe suína –,
Wagner, que cursava contabilidade na PUC Barreiro e, segundo familiares,
tinha uma vida saudável e nem sequer gripava, passou por cinco hospitais
particulares, onde médicos o mandaram voltar para casa com diagnóstico
de gripe sazonal. “Eles descartavam a hipótese de ser o novo vírus”,
lembra, indignado, o administrador José Aluísio Vieira, parente do
jovem. De acordo com ele, os primeiros sinais de que doença teria
atingido Wagner começaram em 16 de janeiro, mas somente no dia 23, com a
intensificação dos sintomas, que o universitário foi internado às
pressas. “No dia
25, ele foi para o CTI em coma”, conta José Aluísio, acrescentando
que, ao ser internado, foi feito o exame para a gripe suína. “Mas o
resultado foi indeterminado. Como isso pode ocorrer? Somente no segundo
exame, quando ele já estava em estado muito grave, que o outro teste deu
positivo para o H1N1”, lembra Elizabeth, contando que o rapaz tomou o
medicamento Tamiflu, mas de nada adiantou. “O vírus atingiu o pulmão,
fazendo com que ele tivesse muita dificuldade para respirar. Ele foi
entubado, mas morreu ao ter uma parada cardíaca”, acrescenta a
prima-irmã do universitário, com a certeza de que o mal silencioso pode
ser pior se pensarmos que ele acaba no verão. De acordo
com o presidente da Sociedade Brasileira de Virologia, Paulo Roehe, o vírus
não foi embora, só houve uma diminuição na incidência dos casos.
“No inverno, o fato de as pessoas ficarem mais próximas umas das outras
faz com que a transmissão ocorra mais facilmente. Mas aquele que não
teve contato com a doença em 2009 corre risco de se infectar. Os que
passaram pela doença estão imunes a ela”, diz, acrescentando que é
uma ilusão pensar que a gripe A só surge em determinada estação. “Se
fosse assim, o pessoal do Alasca (EUA) viveria gripado.” Segunda
onda Dos três
casos confirmados do vírus em Minas em 2010, dois foram a óbito. Além
do universitário, no sábado a gripe matou uma belo-horizontina de 30
anos, que contraiu a doença em Carajás (PA), onde trabalhava. Ela veio a
Belo Horizonte para se tratar e acabou morrendo em um hospital particular
da capital. Ainda que as mortes não sejam consideradas por profissionais
da saúde como um sinal de que a segunda onda do Influenza A já bate à
porta do estado, autoridades se mobilizam para enfrentar os novos casos
que poderão surgir. Nesta
quarta e na quinta, técnicos da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) se
reúnem com profissionais da saúde para informar sobre a vacinação que
começa no dia 8. A expetativa é de que 1,3 milhão de belo-horizontinos
sejam vacinados. “Esta semana vamos cadastrar os profissionais de saúde,
que vão ser os primeiros a ser imunizados. A ideia é organizar a aplicação
da injeção para que o atendimento nos postos e nas Unidades de Pronto
Atendimento (UPAs) não seja comprometido”, ressalta o secretário
adjunto da SMSA, Fabiano Pimenta. Na semana
que vem, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) volta a acionar o Comitê
Estadual de Enfrentamento ao Influenza A (H1N1), que foi criado no ano
passado por causa da epidemia, e chegou a se reunir semanalmente. Este
ano, as reuniões vão ocorrer, em princípio, a cada 15 dias, para que as
autoridades possam avaliar os quadros clínicos da doença no estado. A
preocupação não é em vão. Nada menos do que 1,7 mil pessoas morreram
em decorrência do H1N1 no ano passado em todo o mundo; em Minas, foram
145 pessoas que perderam a vida |
| 24/2/2010 |
SP vai vacinar mais de 13 milhões contra gripe suína |
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SÃO PAULO - Cerca de 13,3 milhões de
paulistas serão vacinados contra a Influenza A (H1N1), popularmente
conhecida como gripe suína. O número foi definido hoje pela Secretaria
de Estado da Saúde. De acordo com a pasta, a primeira etapa da campanha
começa no dia 8 e vai até o dia 19 para 704,7 mil profissionais da área
da saúde e 4,6 mil moradores de aldeias indígenas. Os profissionais de saúde a serem
vacinados são aqueles que trabalham em serviços envolvidos diretamente
na resposta à pandemia. Seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde,
deverão receber a vacina médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem,
recepcionistas, pessoal de limpeza e segurança, motoristas de ambulância,
equipes de laboratório e profissionais que atuam em investigação
epidemiológica. A vacinação desses profissionais
ocorrerá no próprio local de trabalho. A secretaria irá encaminhar as
doses aos municípios, que ficarão encarregados de organizar a campanha
no local. Já a imunização da população indígena será feita
diretamente nas aldeias, em parceria com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Segunda
e terceira fases A segunda fase da vacinação contra a
doença, que começa no dia 22, incluirá as gestantes, crianças a partir
de seis meses e menores de dois anos de idade, além de portadores de doenças
crônicas, asmáticos graves, diabetes, pessoas imunodeprimidas,
cardiopatas e portadores de doenças respiratórias crônicas, dentre
outros. As gestantes poderão ser vacinadas entre o dia 22 de março e 7
de maio. Já a vacinação para crianças de seis meses a dois anos e para
os portadores de doenças crônicas terminará em 2 de abril. Na terceira etapa da campanha, que
ocorrerá entre os dias 5 e 23 de abril, será vacinada a população
paulista de 20 a 29 anos de idade. E de 24 de abril a 7 de maio vão
receber a vacina os idosos com 60 anos ou mais e portadores de doenças crônicas.
Os demais idosos irão tomar a vacina contra a gripe comum (sazonal). |
| 24/2/2010 |
Para OMS, gripe suína ainda é pandêmica |
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SÃO PAULO - A Organização Mundial
da Saúde (OMS) decidiu manter o status de pandemia para o vírus H1N1 e
avaliar o comportamento da gripe suína no próximo inverno da América do
Sul para tomar uma decisão definitiva sobre a classificação. O alerta
de pandemia é dado quando uma doença se alastra para vários países do
mundo. O comitê consultivo da OMS, que reúne
15 especialistas, sugeriu ontem que "é prematuro concluir que todas
as partes do mundo tenham atingido um pico de transmissão do vírus
H1N1" e que "um tempo e informações adicionais serão necessários
para determinar o novo status da pandemia". Na Europa e Ásia, a tendência tem
sido a de uma queda importante no número de novos casos. Mas a OMS estima
que o inverno do Hemisfério Sul, que começa nos próximos meses, ainda
terá de ser observado. Uma das principais regiões que servirá de teste
será a do Cone Sul - Brasil, Uruguai, Argentina e Chile. A discussão sobre uma possível revisão
do nível de alerta foi vista como uma reação às críticas feitas às
regras da OMS para investigar e declarar emergências de saúde. A doença
apresentou no Hemisfério Norte comportamento bem menos agressivo do que
havia sido previsto. Compradas pelos governos, milhões de doses da vacina
encalharam. Parlamentares europeus sugeriram que o cenário mais grave
previsto pela OMS poderia estar relacionado a uma eventual influência
indevida de companhias farmacêuticas na organização. A ideia ontem era tentar encontrar uma
fórmula para resgatar a credibilidade da OMS. Uma das alternativas seria
declarar a fase pós-pico, em que o vírus teria um comportamento mais próximo
ao da gripe sazonal. Isso significaria que alguns países, não todos,
teriam experimentado o auge da gripe. Embora a alternativa representasse
uma transição gradual para o fim da pandemia, uma corrente avaliou que a
medida poderia desestimular a adesão à vacinação no Sul. As informações
são do jornal O Estado de S. Paulo. |
| 24/2/2010 |
Coreia do Sul envia desinfetante contra gripe suína à
Coreia do Norte
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A Coreia do Sul enviou nesta terça-feira
à Coreia do Norte a carga prometida de 200 mil litros de desinfetante de
mãos para ajudar o país comunista a combater a gripe suína, informou a
agência de notícias sul-coreana Yonhap. Esta é a segunda carga de ajuda
humanitária direta do governo de Seul desde que o conservador Lee
Myung-bak assumiu a Presidência sul-coreana em fevereiro de 2008. No fim
do ano passado, a Coreia do Sul doou 500 mil doses de Tamiflu e Relenza,
remédios utilizados para combater o vírus A (H1N1). Os produtos enviados nesta terça-feira,
avaliados em cerca de R$ 1,5 milhão, saíram de Seul em 25 caminhões de
carga com destino à estação Bondong, na cidade fronteiriça
norte-coreana de Kaesong. Os primeiros casos de gripe suína
reconhecidos pela Coreia do Norte foram divulgados no último dia 9 de
dezembro. O país comunista não anunciou nenhuma morte causada pela doença.
O envio aconteceu enquanto as duas
Coreias tratam de fixar data e lugar para realizar uma reunião militar
para abordar a melhoria das restrições do transporte e comunicações no
complexo industrial conjunto de Kaesong, em território norte-coreano. Além disso, ocorre em meio aos esforços
internacionais para retomar a reunião de seis lados com China, Japão,
EUA e Rússia sobre o desarmamento nuclear norte-coreano, paralisada desde
o final de 2008. O negociador sul-coreano para o diálogo
nuclear, Wi Sung-lac, inicia nesta terça-feira uma viagem de dois dias a
Pequim para abordar o reatamento das negociações. O enviado especial dos EUA para Coreia
do Norte, Stephen Bosworth, inicia nesta semana uma viagem por China, Japão
e Coreia do Sul para tentar avançar o processo de desnuclearização da
Coreia do Norte. |
| 23/2/2010 |
OMS avalia se pode decretar o fim da pandemia |
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Entidade reúne seus especialistas para determinar se doença já superou sua fase mais aguda. Diante de uma crise de
credibilidade, a Organização Mundial da Saúde (OMS) prepara um plano
gradual e uma fase de transição a fim de decretar o fim da pandemia de
gripe suína. Amanhã (23), a entidade reúne seus maiores especialistas
em influenza para determinar se a gripe suína já superou sua fase mais
aguda. Se isso for constatado, esse seria o primeiro passo para a declaração
do fim da pandemia do vírus H1N1. |
| 14/1/2010 | Transcrição da coletiva de imprensa concedida por Dr. Keiji Fukuda, Consultor Especial da Diretoria Geral para Influenza Pandêmica da Organização Mundial da Saúde – OMS |
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14 de janeiro
de 2010 NYKA
ALEXANDER:
Boa tarde. Queremos dar nossas boas vindas a todos os presentes a essa
coletiva de imprensa virtual, realizada hoje, 14 de janeiro de 2010. Meu
nome é Nyka Alexander. Está conosco Dr. Keiji Fukuda, Consultor Especial
da Diretoria Geral para Influenza Pandêmica da OMS. Ele vai iniciar nos
fazendo um resumo atualizado da situação, falará mais detalhadamente
sobre alguns tópicos e então responderá às suas perguntas. Antes que
ele comece, gostaria de informar que um vídeo deste nosso briefing de
hoje estará disponível no nosso site. Preparamos, também, dois áudios
e um B-roll com Dr. Fukuda, distribuído via EBU para os que possam estar
interessados nesse formato. Por favor, entrem em contato com a equipe de
comunicações se tiverem interesse em maiores detalhes sobre esse
assunto. Com a palavra, Dr. Fukuda. Obrigada a todos. KEIJI FUKUDA – Obrigado, Nyka.
Gostaria de dar minhas boas vindas a todos os presentes a esta coletiva
virtual. Antes de começar com o tópico principal do dia, que é a
pandemia de influenza, gostaria de dispor de um momento para me referir ao
grave terremoto que atingiu o Haiti e a República Dominicana. A OMS
gostaria de expressar sua profunda solidariedade a todos os que foram
afetados pelas graves perdas de vidas e pela destruição naqueles países.
Sei que, provavelmente, haverá muitas perguntas sobre esse evento e, se
tiverem questões adicionais, por favor entrem em contato com a equipe de
comunicação. O
que eu gostaria de fazer hoje é, novamente, iniciar a conferência com um
brevíssimo relato da situação epidemiológica, e, então, entrar em
alguns dos tópicos principais previstos para hoje. Em
termos da situação atual, no momento a atividade pandêmica mais intensa
continua a ser registrada em alguns locais do mundo, tais como o Norte da
África e o Sul da Ásia, e em partes do Leste e do Sudeste da Europa. Em
outras partes do mundo, vemos que essa atividade está declinando ou já
declinou, porém continuamos a ver, nessas áreas, a transmissão do vírus,
portanto ele não desapareceu, e não voltou ao nível da linha de base.
Com base em tal situação, nossa avaliação atual é que ainda é muito
cedo para dizer que a pandemia acabou. Isso porque ainda vemos atividade
contínua em níveis elevados em alguns países. E também porque ainda não
está claro se veremos, no hemisfério norte, durante os próximos meses
de inverno e primavera, outra onda significativa de atividade, e também
porque não sabemos ainda o que vai mudar no hemisfério sul, durante seus
meses de inverno. Assim, por tais motivos, consideramos que a pandemia
ainda continua. Na
qualidade de agência de saúde internacional, porém, lidando com os mais
importantes eventos globais de saúde, a OMS compreende que fica exposta a
críticas e questionamentos sobre o que fez e, quanto a esse aspecto, as
críticas realmente são bem vindas sempre que construtivas, porque nos
ajudam significativamente a melhorar a maneira como trabalhamos.
Recentemente, fomos convidados pelo Conselho da Europa a participar de
audiências relacionadas à influenza pandêmica, e aproveitamos essa
oportunidade de falar sobre a pandemia para divulgar informações
corretas e esclarecer conceitos errôneos. Uma vez, porém, que ainda
existem concepções errôneas sendo veiculadas pelos meios de comunicação
de massa; agora, o que eu
gostaria de fazer, hoje, é tratar de algumas dessas questões diretamente
e de outras questões que têm nos chegado nos últimos dias. A
primeira questão que eu tratarei é a que indaga se seria realmente uma
pandemia, a segunda se refere a se a OMS mudou sua definição de panemia;
o terceiro tópico indaga se a OMS teria exagerado a pandemia, e o quarto
tema pergunta se a OMS teria sido influenciada pela indústria. Vamos,
então, tratar da primeira questão. Esta seria, de fato, uma pandemia? Aqui
está a resposta e ela é bem clara: sim. A
alegação, colocada por algumas pessoas, de que a pandemia da H1N1 seria
falsa é cientificamente errada e historicamente inexata. Começo
percorrendo alguns aspectos básicos, para que possa informar a vocês o
contexto pelo qual podemos dizer isso com tanta clareza. Com as doenças
infecciosas, os cientistas muitas vezes falam sobre grupos de infecções
e usam termos diferentes. Assim, por exemplo, quando falamos sobre um
pequeno número de pessoas sendo infectado, podemos usar o termo cluster
ou podemos empregar a palavra casos. Quando estamos lidando com algo
maior, então, podemos usar palavras como surto ou epidemia. Esses não são
termos precisos, porém dão um sentido de diferença relativa em tamanho.
Quando falamos do maior tamanho, que envolve a maioria do mundo, falamos
de uma pandemia. Se examinarmos especificamente a pandemia de H1N1,
podemos ver que a OMS foi notificada sobre a ocorrência de casos de infecção
em seres humanos, pela primeira vez, em abril. Nesse momento, tinhamos
informações laboratoriais que nos diziam que esse vírus da influenza
era genetica e antigênicamente muito diferente dos vírus de influenza
normais em circulação no mundo. Obtivemos informações epidemiológicas
que nos foram relatadas, inicialmente, dos países da América do Norte
– México, Canadá e Estados Unidos – o que demonstrou
convincentemente de que havia transmissão de pessoa para pessoa ocorrendo
desde o início. Então obtivemos informações clínicas, provenientes
especificamente do México, que nos diziam que esse vírus poderia causar
infecções graves, que ameaçavam a vida. No momento, esses relatos em si
não nos diziam que tínhamos uma situação pandêmica, porém eles
emitiam um fortíssimo aviso às autoridades de saúde pública de todo o
mundo, incluindo a OMS, de que deveríamos nos preparar para uma pandemia. Vamos,
então, à sequência dos eventos, à época. No dia 29 de abril de 2009,
a OMS relatou infecções confirmadas em 9 países. Cerca de seis semanas
depois, no dia 11 de junho, a OMS relatou que casos confirmados em laboratório
estavam sendo relatados em 74 países e territórios. Poucas semanas
depois, em 1º de julho, a OMS relatou que foram confirmadas infecções
em 120 países e territórios em todo o mundo. É essa disseminação
global que leva a OMS a declarar fases crescentes, como fizemos, e também
a, eventualmente, comunicar ao mundo que uma pandemia definitivamente
estava em curso. Não
vamos fazer jogos de palavras, e não vamos ser indiretos com esse
assunto. Trata-se de um novo vírus que emergiu em 2009, na América do
Norte. Na contagem mais conservadora que temos, estimamos, acreditamos ou
sabemos que cerca de 13.000 pessoas morreram em razão de ter contraído
esse vírus. Quando as estimativas finais forem traçadas, para todo o
mundo, em algum momento do futuro, antevemos que esses dados serão muito
maiores do que vemos. A alegação de que não se trata de uma pandemia é
cientificamente errada e historicamente inexata. Quero também notar, a
esse respeito, que essa afirmação, em certa medida, desrespeitosa em
relação às muitas pessoas que foram diretamete atingida pela Quero,
agora, passar para a segunda questão. Teria a OMS alterado sua definiçao
de pandemia? A resposta é não. A OMS não mudou sua definiação. Novamente, quero retomar o contexto para essa resposta. Começo salientando
que existem fontes às quais vocês podem recorrer, buscando a palavra
pandemia, e encontrar a definição;
e vocês podem mesmo encontrá-las em livros de referência, como também
podem encontrar a resposta digitando, nos mecanismos de busca da internet,
“definição de pandemia”. O que vocês vão encontrar é que as
definições podem ser descritas com termos um pouco diferentes, porém
todas elas, basicamente, concordam que uma pandemia é a disseminação
mundial de uma infecção ou de uma doença. Diferentes doenças podem ter
diferentes aspectos quando causam uma pandemia. A pandemia de HIV/Aids,
por exemplo, tem aspectos que são muito diferentes de uma pandemia de
influenza. Mesmo examinando pandemias de influenza, veremos que existem
diferenças significativas entre as pandemias; a pandemia causada pelo vírus
de 1918, por exemplo, resultou no maior número de mortes que conhecemos e
mais do que vimos em 1957 ou em 1968,bem como em 2009. A idéia básica,
porém, é a mesma: existe a disseminação mundial da doença. A OMS
enfatizou, consistentemente, essas definições. A definição formal de pandemia da OMS pode ser vista nas diretrizes que
foram divulgadas aos países. Essas diretrizes foram traçadas, pela
primeira vez, em 1999 e então atualizadas subsequentemente em 2005 e também
em 2009. Quando você as examina, vê como as centenas de cientistas que
trabalham com a OMS nessas definições e nessas diretrizes realmente se
esforçaram para melhorar as definições e esclarecê-las através das
diretrizes. Uma das coisas que a OMS não fez em qualquer dessas definições
foi colocar a gravidade como parte da definição. E o motivo pelo qual o
fez foi muito simples: quando deixamos a história nos contar os fatos,
vemos que o impacto das pandemias pode variar de muito brando a bastante
grave. Sabemos disso e, portanto, sabemos, quando vemos a disseminação
dessas novas infecções, que o impacto da pandemia pode eventualmente
variar de um extremo para o outro. O documento é bastante técnico, porém
gostaria que vocês o lessem, para ver o que realmente dizem as definições. Permitam-me,
agora, passar para a terceira questão: teria a OMS exagerado a pandemia?
A resposta, aqui, é não, não o fez. Eu gostaria de lembrar a vocês a
fala da Diretora Geral desta Organização, Margaret Chan, quando ela
anunciou a pandemia. Nessa conversa com o mundo, o que ela disse foi que tínhamos
motivos para acreditar que a pandemia seria de “gravidade moderada”. Desde
o começo, a OMS envidou os maiores esforços para informar a todos que o
rumo futuro da pandemia era incerto, que não tínhamos bola de cristal e
não poderíamos dizer a vocês, no começo, que rumo ela tomaria. Isso é
verdade até hoje, como foi então. É verdade, porém, ainda que seja uma
dura verdade, que muitas vezes o público e a midia podem reagir com muita
radicalidade a uma tal emergência de saúde pública, no iníc Dada
esta realidade, não existe autoridade em saúde, incluindo a OMS, que
possa se dar ao luxo de sentar e pensar antes de tomar deciões, e ações
que têm de ser tomadas, porque temos de dar apoio aos países e a outras
instituições, trabalhando para reduzir o impacto da situação. Ao
divulgar tais informações, a OMS tem sido sempre muito equilibrada e
penso que sóbria, ao divulgar suas avaliações. Trabalhamos
muito para nem exagerar nem subestimar a situação e trabalhamos duro
para reduzir a confusão e não para criá-la. Agora, como sempre soubemos
e repetidamente afirmamos, as pandemias podem variar de brandas a graves,
e também ressaltamos que a gravidade pode mudar no meio do evento. Dada
tal situação, a OMS e outras autoridades responsáveis em saúde
adotaram uma abordagem cautelosa segundo a qual tentamos preparar todos
para o pior, esperando o melhor. Nesse
ponto, penso que o impacto em saúde desta pandemia pode ser classificado,
com justeza, como moderado, se comaprado ao impacto em saúde de algumas
pandemias do passado. Gostaria, porém, de salientar que os meios e as ações
adotados pelos países para lidar com essa pandemia foram, de longe, os
melhores já registrados em toda a história. Não sabemos quantas infecções
ou mortes foram evitadas ou prevenidas pelas ações realizadas pelos países
e não sabemos quanto desses esforços ajudaram a mediar o efeito geral da
pandemia, porém acreditamos, firmemente, que tais esforços não devam
ser descontinuados. Gostaria,
agora, de passar para a quarta questão: teria a OMS sido influenciada, de
maneira inapropriada, pela indústria farmacêutica? E a resposta é não. Novamente,
quero me referir ao contexto. Quando a OMS respondeu à pandemia, uma das
coisas que fizemos o mais rápido possível foi reunir um amplo painel de
especial A
questão, então, não é se tivemos contato com as indústrias, porém se
alguma influência indevida foi exercida sobre nos, com referência a
interesses comerciais. A resposta é não. A OMS há tempos reconheceu que
a reunião de um grupo de tal forma amplo de especialistas e grupos de
interesses inclui o risco de
conflitos de interesse em potencial, que podem ser trazidos à organização.
Assim sendo, para proteger a integridade das recomendações recebidas
pela OMS, para continuar livres de quaisquer influências indevidas, a OMS
tem estabelecidas salvaguardas de rotina contra potenciais conflitos de
interesse envolvendo o aconselhamento feito. Essa é uma prática que está
há tempos estabelecida, e que continua sendo mantida sempre, e certamente
bem antes desta pandemia, porém também durante esse evento. A
OMS requer que os especialistas que atuam como consultores da organização
declarem todos seus interesses pessoais e financeiros, ou outras formas de
envolvimento profissional com esses interesses comerciais. Essa informaçao
é compartilhada com outros membros, compartilhada dentro da instituição,
de maneira a que se possa buscar impropriedades, e então, caso a pessoa
seja parte de um grupo consultor, compartilhada com os outros integrantes
desses grupos e avaliada pela OMS, para examinar se os especialistas
envolvidos devem ou não continuar atuando como consultores da organização. Aqui,
finalmente, gostaria de salientar que quaisquer alegações de conflito de
interesse que não sejam relatados são encarados com muita seriedade pela
OMS que responde a eles imediatamente e de maneira apropriada. Assim
quero, ainda, terminar com outro ponto, que é o fato de termos recebido
algumas questões sobre se a OMS estará sendo submetida a um processo de
revisão e a resposta é sim, estaremos realizando um
processo de auto-revisão sobre o que aconteceu durante essa
pandemia. A exemplo de qualquer outra organização que se preocupa com a
qualidade do trabalho que desempenha, a OMS avalia sua performance durante
as experiências mais importantes e procura aprender com essas práticas
– as chamadas “lições aprendidas”, e então melhorar a partir
desse aprendizado. Neste momento, a OMS e os países do mundo operam em
consonância com o Regulamento Sanitário Internacional, que pede avaliações
sobre como foram implementadas as diretrizes desse Regulamento e, assim
sendo, a OMS vai usar essa oportunidade para começar uma avaliação de
seu próprio desempenho. Gostaria
de concluir com três breves colocações. Primeiramente,
quero enfatizar que o mundo atravessa uma pandemia real. A descrição
desse evento como falso é tão errada quanto irresponsável. O
segundo ponto é que a OMS foi equilibrada e transparente quanto à
informação divulgada para o público. Não subestimou nem exagerou os
riscos da pandemia. O
terceiro ponto é que a OMS buscou todos os parceiros que poderiam ajudar
a reduzir os danos causados pela pandemia, porém tomamos extremo cuidado
para assegurar que o aconselhamento recebido não fosse influenciado
indevidamente por interesses comerciais ou que não tivessem foco em
objetivos não ligados à saúde pública. Com
esses pontos, concluo e estou à disposição para as perguntas de vocês. NYKA ALEXANDER: Obrigado ao Dr. Fuluda.
Antes de prosseguirmos com as questões, gostaria de lembrar que há um
audio da fala de Dr. Fukuda disponível no centro de midia da OMS e em
breve estará disponivel também a transcrição dessa fala. A
primeira pergunta é de Martin Enserink, do periódico “Science”
. Martin Enserink, Science:
Poderia ser mais específico sobre a revisão mencionada? Você mencionou
auto-revisão. O que isso quer dizer? Não seria mais apropriado ter algum
tipo de equipe independente externa? KEIJI FUKUDA – Obrigado, Martin, e
deixe-me ser bem claro aqui. O Regulamento Sanitário Internacional requer
um acordo entre todos os estados membros com a OMS atuando comom uma espécie
de secretariado desse Regulamento. O próprio Regulamento pede uma avaliação
de como as diretrizes preconizadas foram implementadas. Tendo em vista que
passamos por uma importante experiência nesses últimos meses, que ainda
não terminou, decidimos que esta seria uma excelente oportunidade para
usar essa avaliação para ver, ou começar a ver a resposta à pandemia. Assim
a avaliação em si, é lógico, envolve muitas pessoas não relacionadas
ao RSI, ou que não têm qualquer relação com a OMS. Essas serão
pessoas que não integram a OMS porém serão convidadas a realizar suas
avaliações e realizar a revisão da pandemia e de nosso desempenho. De
certo modo, não é, na realidade, uma avaliação feita por nós mesmos.
Será feita por outros. O que quis dizer, em meu comentário, foi que
reconhecemos que precisamos usar essas oportunidades para melhorar de fato
nosso desempenho e, quanto a esse aspecto, a OMS está, de fato,
encorajando que essa avaliação seja feita. Obrigado. Eva Cruz, rádio
pública da Espanha: Minha pergunta é sobre o caso da
Espanha. Sei que é o mesmo em outros países. A Espanha comprou 37 milhões
de doses da vacina dos quais somente 13 milhões foram usados. Haverá
medidas estabelecidas para economizar recursos nesse tipo de estratégia
de prevenção no futuro? O que podemos aprender com a compra excessiva de
tais vacinas? KEIJI FUKUDA: Esta é uma ótima questão.
As decisões tomadas pelos países quanto à compra das vacinas e qual a
quantidade de vacinas que deveriam adquirir foram tomadas pelos próprios
países, que não pediram à OMS consultoria sobre tais decisões e nem
chamaram a organização a delas participar. Quero
salientar, porém, que as autoridades de saúde pública envolvidas nessas
discussões realmente tiveram uma tarefa muito difícil ao se defrontar
com questões sobre quanta vacina comprar, por exemplo. No
início da pandemia e mesmo durante o período em que ela ocorreu, não
ficou muito claro qual seria o real impacto dela. Quantas pessoas poderiam
morrer, quantas pessoas sofreriam a forma grave da doença e assim por
diante. Às voltas com esse tipo de incerteza, as autoridades de saúde
tiveram, mesmo assim, de prosseguir e tomar decisões sobre o que comprar.
Assim sendo, penso que é realmente impossível contestar a sabedoria
dessas decisões. Penso que, no momento em que elas foram tomadas, a
consideração principal era “o que precisa ser feito para reduzir danos
causados pela pandemia”. Penso
que nesse ponto, novamente – e quero de novo salientar que a pandemia
continua vigente – caso o vírus pandêmico sofra mutações e começarmos
a ver doença bem mais grave causada por ele, é bem possível que os países
sejam questionados sobre por que não compraram mais vacinas. Quero, então,
salientar que essa é uma decisão muito difícil que tem de ser tomada,
ainda diante do fato de que não se dispõe de todas as informações que
se gostaria de ter. Obrigado. Helen Branwell, imprensa
canadense:
Oá! Se eu pudesse fazer algumas perguntas, Dr Fukuda, o senhor falava
sobre a revisão, respondendo ao Martin, e eu estava pensando se você nos
poderia dizer o que vai acontecer com os relatos que serão feitos desse
processo, se eles serão tornados públicos, como a OMS se sente quanto a
compartilhar os resultados desse processo. A
outra pergunta me ocorreu quando você falava sobre a sugestão de que a
definição de pandemia teria sido alterada. Você falou sobre o fato de
que houve uma série de interações. Penso que você disse que a
gravidade não foi retirada da definiçao, porém eu penso que estava
incluída em uma versão anterior. Isso é verdade? KEIJI
FUKUDA: Obrigado pelas duas
perguntas. Primeiro, quero tratar do IRS. Uma das primeiras coisas que vai
acontecer é que o comitê executivo da OMS vai se reunir na semana que
vem, e assim sendo, a idéia de avaliação será discutida pelo comitê.
Haverá discussão e penso que vamos receber orientações dos países
membros, sobre como conduzir alguns aspectos da avaliação. Estou certo
de que os resultados dessas avaliações serão divulgados. Não posso
dizer, agora, quando essa informação estará disponível, porém é
certo que será útil para a OMS e também para diversas outras organizações
e países, por isso já afirmo que os resultados de tal avaliação serão,
sim, divulgados. Em
termos da definição de pandemia, penso eu que houve muita confusão,
porque houve grande número de documentos diferentes que falavam sobre
pandemia. Alguns desses documentos traziam descrições de pandemias e,
particularmente, algumas das descrições de pandemias em potencial foram
redigidas durante o momento em que era muito forte a preocupação com a
infecção pelo vírus aviário
H5N1. Penso que em algumas dessas descrições, uma, por exemplo, que foi
traçada em 2005, havia ênfase no impacto potencialmente mais grave de
uma pandemia. Penso, também, que algumas pessoas se confundiram com isso,
confundiram esse tipo de descrição com a definição de pandemia. Quando
voltamos às diretrizes, porém, e há diretrizes produzidas em 1999, 2005
e 2009, você verá que, embora existam discussões rodeando essas definições
de pandemia, e exista um esforço para torná-las cada vez mais claras, a
gravidade em si não é parte da definição. Obrigado. Deborah MacKenzie, New
Scientist:
Temos visto muito na imprensa, recentemente, comentários de diversos
tipos dizendo “não foi grande coisa, era a influenza comum”.
Obviamente isso não é verdade, como você disse. Porém existe um
sentimento por aí, certo ou errado, de que foi muito alarme e muitas
vacinas foram compradas, e acabou não sendo grande
coisa. Você acha que existe chance de que possa haver um retardo e que
essa visão possa prejudicar futuros esforços de preparo contra pandemias
e outros tipos de eventos de saúde? Existe algo que você queira dizer
sobre isso? KEIJI FUKUDA: Penso que, nesse tipo de
situação, o maior perigo advém de muita informação incorreta sendo
divulgada, e penso que também advém de concepções erradas sobre o que
foi feito. Novamente, quero afirmar, e ser muito claro a esse respeito,
que no início da pandemia, quando as autoridades de saúde pública de
todo o mundo llidavam com essa situação e se defrontavam com muitas
coisas desconhecidas, nesse momento tiveram de tomar diversas decisões
sobre o que fazer. É quando muitas das decisões mais difíceis se
colocaram durante a pandemia. Penso, portanto que, de maneira gerall, o
que as autoridades de saúde – inclusive a OMS – colocaram como meta
mais improtante foi assegurar que tudo fosse feito para proteger as
pessoas de danos. Assim sendo, em tal situação, penso que essa é uma
aplicação do chamado princípio de precaução: prepare para o pior e
espere o melhor. O que eu espero que é as pessoas compreendam que as
decisões que foram tomadas o foram à luz da maior sobriedade. Foram
tomadas reconhecendo que a pandemia poderia ser mais branda e poderia ser
mais grave e que as decisões tomadas foram muito prudentes, tentando
dar todos os passos práticos e todas as decisões práticas que poderiam
ser tomadas para minimizar os danos às pessoas. Penso, também, que, se
as pessoas compreenderem isso, vão compreender que seus governos estavam tomando
decisões que precisavam ser tomadas em face de uma nova ameaça global de
saúde. Obrigado. Martin Dublin, Irlanda:
Dr. Fukuda, o senhor falou de conflitos de interesse, e como a KEIJI FUKUDA: Martin, você sabe que
os conflitos de interesse são identificados por diversos meios, e algumas
vezes são levantados em grupos consultores específicos. Temos, por
exemplo, um gru El
Mundo:
Gostaria de perguntar sobre o grupo de especialistas que vai avaliar se a
OMS exagerou no que diz respeito à pandemia. Quem vai indicar esse grupo
de especialistas? KEIJI FUKUDA
: O próprio RSI define essas diretrizes. Novamente, o IRS se
constitui, basicamente, de regras que foram estabelecidas por todos os
estados membros da OMS, 193 países. Essas são as regras pelas quais os
membros serão selecionados para conduzir a revisão. Vamos seguir esse
regulamento. Obrigado. Andrea Gerlin, Bloomberg:
Você pode nos dizer se a OMS está apresentando testemunho ante o
Conselho da Europa ou se está planejando dar alguma resposta quanto a
comparecer à sessão plenária na qual vão discutir alguns dos casos e
que será realizada no dia 28 de janeiro? KEIJI
FUKUDA: A OMS foi convidada pelo Conselho da Europa para participar em uma
audência prevista para dia 26 de janeiro. Até o momento, estamos
tentando descobrir os detalhes do que significa, de fato, esse convite, e
não fomos informados exatamente o que significa essa participação e o
que será solicitado à OMS. Também não fomos convidados a participar de
outros encontros ou de quaisquer outros eventos patrocinados pelo Conselho
da Europa. Estamos ansiosos para participar, porém precisamos que o
Conselho da Europa nos dê maiores detalhes. Obrigado. Joseph, The
Sun:
Dr. Fukuda, existem países que acham que têm um excesso de vacinas, ou
que não precisam mais das vacinas, tendo a impressão de que a pandemia já
perdeu a força. Estão tentando vender suas estoques; qual seria seu
conselho para eles? Outra pergunta – o conceito de falso, dessa pandemia
ser “muito barulho à toa”, como a OMS vai reeducar a comunidade
mundial de que existe, de fato, uma importante pandemia por aí? KEIJI
FUKUDA: Em termos de sua primeira pergunta, sobre o conselho para os países
quanto a seus estoques pandêmicos, repito que essa não é uma questão
dos países estarem procurando o aconselhamdento da OMS. Estas são, em
geral, decisões que estão sendo ponderadas e discutidas nos próprios países,
porque as vacinas são deles e eles são os que têm de tomar decisões
sobre elas. Suspeito que diferentes países podem tomar diferentes decisões.
Neste momento ninguém pediu aconselhamento à OMS e não estamos sando
qualquer consultoria sobre o que fazer com os estoques de vacina. Neste
momento, porém, a OMS enfatiza que a vacinação é uma parte muito
importante do gerenciamento da pancemia. Existe, ainda, grande número de
pessoas por aí que estão em alto risco de graves complicações causadas
por essa infecção. Novamente, isso inclui as grávidas. Inclui pessoas
que têm diversas condições crônicas clínicas. Essas são as pessoas
que, em geral, desenvolveram as complicações mais graves ocasionadas
pela infecção. Continuar a vacinar essas pessoas é uma das melhores
coisas que um país pode fazer, caso tenha vacina disponivel. Esse é um
ponto, então, que eu gostaria de deixar muito claro e muito enfatizado. Quando
à segunda pergunta, sobre o que a OMS faz, o que uma organização como a
OMS pode faer no sentido de tratar da dúvida quanto a ser ou não uma
pandemia real e educar as pessoas. Há
muitas coisas que podemos fazer. Uma
das mais importantes é procurar a midia e conversar com vocês, em
discussões como esta, esperando que vocês se tornem parte da divulgação
da informação, informação real, exata; esperando que vocês ajudem a
combater as informações falsas e as concepções erradas que apareçam.
Além disso, continuamos a trabalhar com diversos grupos diferentes,
veiculando informação diretamente na internet, e através de documentos,
de interações em encontros. Assim sendo, vamos continuar a fazer todas
essas coisas, e vamos continuar a divulgar o máximo de informações que
pudermos. Obrigado. The
Independent, África
do Sul: Minha pergunta já foi, na
realidade, respondida pelos que me precederam. Eu gostaria de perguntar
se, com os países reduzindo suas vacinas, as empresas farmacêuticas não
vão tentar descarregar seus estoques nos países africanos. Sei que você
já disse que a OMS não se envolve em dar consultoria aos governos sobre
a quantidade de vacinas que devem adquirir, porém gostaria de saber sua
opinião sobre se as nações africanas precisem estar alerta quanto a
essa possibilidade. KEIJI
FUKUDA: Quero salientar alguns aspectos importantes nos quais a OMS esteve
envolvida e que envolvem diretamente a África, para tratar desta questão. Há
alguns meses, de fato, uma das coisas mais importantes que a Direção
Geral fez, em articulação com o Secretariado Geral das Nações Unidas,
foi divulgar uma conclamação à solidariedade global, ou seja, que os países
que tivessem vacinas, que os países mais ricos, ajudassem os outros que não
tinham acesso à vacina. Isso
aconteceu há muitos meses, e se repetiu e, em razão dessa chamada à ação,
uma das coisas que aconteceu foi que muitos países, a exemplo de empresas
comerciais, doaram vacinas à OMS. Doaram vacinas, à OMS, bem como algus
dos suprimentos estratégicos como seringas e caixas de segurança e,
assim sendo, tentar levar as vacinas aos países que não têm acesso a
elas, cuja ampla maioria
representa países de renda média que, sem tal apoio, não teria acesso
à vacinação. Vamos contrinuar a trabalhar nisso. Muitos desses países
se situam na África, e vamos continuar a enviar vacinas para eles o mais
rápido possível. Acreditamos, portanto, que a vacina, em uma situação
pandêmica, pode ser usada para proteger pessoas que estejam em maior
risco de complicações e espero que possamos avançar nesse esforço. Nathalie: Conversei com pessoas do
Conselho da Europa, e elas disseram que a OMS não quer um debate público,
no dia 28 ou no dia 26.e que vocês teriam pedido que a sessão fosse
feita a portas fechadas. Gostaria de saber se isso é verdade. E também,
segunda pergunta, sobre a vacina. Vejo que alguns contratos firmados com
as empresas para a produçao de vacinas foram feitos já em 2007 e depois
da gripe aviária e que, em muitos desses contratos, as empresas
produziriam as vacinas quando surgisse a pandemia e que o governo pagaria
por elas. Não houve mesmo opção de cancelamento. Assim sendo, penso que
isso pode representar um dos problemas, aqui, e gostaria de saber qual a
reação a isso. KEIJI FUKUDA: Obrigado pelas
perguntas.Quanto à primeira pergunta, quero ser bem direto e muito claro.
O Conselho da Europa não perguntou à OMS se prefere encontro aberto ou
fechado, e a OMS não colocou nenhuma condição ao Conselho da Europa
pedindo uma audiência fechada. Isso não é verdade. Quanto à segunda
pergunta referente aos contratos para produção das vacinas, novamente a
OMS não tem participado de quaisquer das discussões de contrato entre os
países e as empresas. São consideradas discussões particulares dos países
e das empresas. Por isso, não temos conhecimento dos contratos
individuais que são feitos entre países e empresas. Penso, porém, ser
justo salientar que o planejamento do preparo para a pandemia reconhece
que as vacinas, quando disponíveis, seriam parte importante da resposta
à pandemia, e seria uma das melhores maneiras
de evitar que as pessoas se infectem com o vírus pandêmico da
influenza. Assim sendo, não ficaria surpreso se as discussões ou planos
de preparo feitos pelos países ou pelas empresas fizessem parte da reflesão
geral sobre preparo para a pandemia. Novamente, porém, não posso
comentar sobre aspectos específicos porque não tenho tal informação. NKKA ALEXANDER: E isso encerra a
coletiva de hoje. Peço desculpas aos jornalistas que não puderam fazer
pergutnas. Esta foi a coletiva de imprensa virtual transmitida da sede da
OMS, concedida por Dr. KEIJI FUKUDA. No nosso site, você encontrará um
arquivo de audio e, posteriormente, trabscrião da entrevista. Nosso site
é www.who.int/pandemicflu.. Obrigado a todos e tenham um bom
dia. |
| 11/1/2010 | Três chilenos são infectados duas vezes pela gripe suína |
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O vírus da gripe suína infectou duas
vezes o mesmo paciente, como comprovou o Centro Clínico da Universidade
Católica do Chile, onde foram registrados três casos com estas características. Uma adolescente de 14 anos, uma mulher
de 62 e um homem de 38 que já haviam contraído a doença novamente foram
contaminados, de acordo com os especialistas Carlos Pérez, Marcela Flores
e Jaime Labarca. Nos três episódios, os doentes
receberam tratamento com antiviral, após o contágio pela primeira vez e
se recuperaram por completo, mas posteriormente voltaram a contrair o vírus,
o que foi comprovado com os exames de PCR (Reação em Cadeia pela
Polimerase), uma técnica avançada de biologia molecular. No caso da adolescente, ela contraiu a
doença 20 dias depois de receber alta, já a mulher adulta sentiu os
sintomas passados 14 dias e o homem 18 dias mais tarde. Os casos foram notificados ao Centro
de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos
Estados Unidos, que decidiu incluí-los na primeira edição de 2010 da
revista especializada "Emerging Infectius Diseases". Em declarações ao jornal "La
Nación", o médico Carlos Pérez, um pelos responsáveis pela
pesquisa, disse que os casos de uma nova contaminação por gripe, em
qualquer de suas variantes, não são frequentes, por isso que este episódio
servirá para os médicos não descartarem uma recaída em pessoas
infectadas pelo vírus H1N1. Esta situação serve de alerta ainda
sobre a importância das pessoas que já contraíram a doença serem
vacinadas, porque não têm garantida sua imunidade, acrescentou. Segundo Pérez, estes foram os
primeiros casos de recontágio de gripe notificados no mundo e até agora
não se sabe a causa dos doentes terem contraído duas vezes a doença. Integrante do comitê de especialistas
convocados pelo Ministério da Saúde para enfrentar à pandemia no ano
passado, Pérez destacou a probabilidade de em 2010 a pandemia "não
se comportar com a mesma intensidade" registrada no ano passado. As autoridades de saúde dispõem de 3
milhões de doses da vacina que serão aplicadas gratuitamente a partir de
março nos grupos de risco no Chile. Conforme os últimos números oficiais
divulgadas pelo Ministério da Saúde, até 15 de dezembro, foram
notificados 367.946 casos de gripe A no Chile, em 2009, dos quais 12.287
foram confirmados e 1.618 foram graves, causando 150 mortes. (TERRA) |
| 11/1/2010 | Vigilância em Saúde do AM monitora casos suspeitos de gripe suína em aldeias |
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Agência
Brasil A equipe médica destacada pela FVS
(Fundação de Vigilância em Saúde) do Amazonas para acompanhar os casos
suspeitos de influenza A (H1N1) --chamada de gripe suína-- em Santa
Isabel do Rio Negro, município localizado a 630 km de Manaus, inicia
nesta sexta-feira o trabalho de monitoramento na área rural e indígena
do município. Segundo o diretor da fundação,
Bernardino Albuquerque, a equipe também irá coletar amostras de secreções
de pacientes com gripe a fim de diagnosticar se os casos são de influenza
A (H1N1). O grupo conta com apoio de outros profissionais da Secretaria de
Saúde Municipal. A decisão de realizar essa ação
específica em Santa Isabel surgiu depois que um indígena de 10 anos, da
etnia yanomami, precisou ser internado com fortes sintomas da gripe suína.
De acordo com a Funasa (Fundação Nacional de Saúde), existem outros
dois registros da doença na localidade --ambos confirmados
laboratorialmente. Tratam-se de dois adultos do sexo masculino. A criança
e os dois homens pertencem a uma mesma aldeia localizada próxima a Santa
Isabel. O coordenador técnico do Distrito de
Saúde Indígena do Alto Rio Negro, Sizinando Pontes, disse que a população
local está preocupada com a possibilidade de um surto da doença na região,
mas que espera o fim dos trabalhos da vigilância para conhecer o
verdadeiro quadro da situação. A influenza A (H1N1) - pode ter chegado
ao município por meio de agentes de saúde que trabalham não só nessa
área, mas também entre os Yanomami que vivem na região de fronteira
entre Roraima e Venezuela. "Entre outubro e novembro do ano
passado, houve um surto de gripe A na fronteira de Roraima com a
Venezuela. Os profissionais de saúde que atuaram lá na época são os
mesmos que também trabalham aqui [Santa Isabel]. Isso aumentou as
possibilidades de contágio", disse Pontes. Ainda de acordo com a Funasa, até
dezembro de 2009, foram registrados 338 casos de influenza A (H1N1),
confirmados por exames laboratoriais ou por vínculo epidemiológico.
Desde o início do monitoramento, no segundo semestre do ano passado,
foram registrados 14 mil casos de síndrome gripal também entre indígenas.(Folha
Online) |
| 11/1/2010 | Europa tenta se livrar da vacina contra gripe A |
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Europeus não sabem o que fazer com o excedente de vacina contra a
influenza A(H1N1). (Keystone) Vários
países europeus, entre eles a Suíça, tentam se livrar do excesso de
vacinas contra a gripe A(H1N1), a chamada gripe suína, que não foi tão
forte quanto previsto. Berna comprou 13 milhões de doses. Agora uma parte deverá ser doada ou
vendida ao exterior, a outra será mantida em estoque para uma eventual próxima
pandemia. Em meio a uma polêmica sobre sua cara campanha de vacinação contra a
gripe suína, a França anunciou na última segunda-feira que cancelaria a
compra de 50 milhões das 94 milhões de doses que havia encomendado. Cancelamentos A Alemanha também está tentando se livrar dos excedentes e renegociar
as encomendas feitas durante a fase inicial da onda de gripe A(H1N1). Na
quinta-feira (7/1), Berlim começou a negociar com a GSK um corte de
metade das 50 milhões de doses da vacina Pandemrix encomendadas. Mina de ouro Diante disso, os analistas estão cada vez mais pessimistas quanto à
receita dos fabricantes de vacinas e as perspectivas de lucros com a
pandemia da gripe A(H1N1), que já era considerada uma mina de ouro do
setor. "Fiasco extravagante" A decisão do governo francês veio depois de fortes críticas de políticos
e cientistas. O Partido Socialista, de oposição, descreveu a campanha
nacional francesa como um fiasco "extravagante" e exigiu uma
investigação parlamentar. |
| 11/1/2010 | Cubanos recebem complexo homeopático para aumentar defesas contra gripe |
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O ministério da Saúde de Cuba está
aplicando em todos os cidadãos um complexo homeopático produzido na ilha
contra a gripe suína (A H1N1 e doenças respiratórias em geral, para
estimular a "resposta" imunológica da população. O produto, cujo nome comercial é
NoDegrip, é elaborado nos laboratórios do Instituto Finlay de Cuba e
indicado como tratamento preventivo contra a dengue, a gripe epidêmica e
outras doenças virais, segundo o prospecto ao qual a agência de notícias
Efe teve acesso. O texto acrescenta que o uso de
NoDegrip pode ser "altamente efetivo em condições de alto risco
epidêmico". Em sua elaboração são misturadas
substâncias homeopáticas e componentes da vacina contra a gripe sazonal.
As autoridades cubanas ordenaram a
administração do produto a toda a população, mediante os consultórios
médicos de atendimento básico que ficam em cada bairro e povoado do país.
Durante três dias seguidos os cubanos
vão ao consultório, cada um com sua própria colher, para receber uma
dose de cinco gotas, que voltam a ser administradas após uma semana para
completar o efeito preventivo. Embora a dose só tenha qualidades
homeopáticas, popularmente muitas pessoas a recebem como se fosse uma
"vacina" contra a gripe suína e divulgam a notícia para que
ninguém fique sem ser "vacinado". Esta medida se soma à vacinação
contra a gripe sazonal, que começou em 2009 entre os grupos de alto
risco, como idosos, grávidas, diabéticos, asmáticos e pessoas com o vírus
HIV ou insuficiência renal crônica. Até dezembro passado a gripe suína
havia causado 41 mortes e 1.000 infecções na ilha, segundo dados
oficiais.(Folha Online) |
| 7/1/2010 | Fábrica de vacinas do governo de São Paulo está parada |
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AE - Agencia Estado SÃO PAULO - Após dois anos de atraso
- e de ter sido mostrada recentemente em propaganda política supostamente
funcionando -, a fábrica de vacinas contra as gripes sazonal e suína do
governo de São Paulo está parada, admitiu ontem a administração. A
unidade ainda não obteve nem mesmo a validação dos seus processos por
parte do laboratório francês Sanofi-Aventis. A aprovação é o primeiro passo para
São Paulo começar a fabricação nacional de vacinas contra a doença. A
unidade, que funcionará na Fundação Butantã, também deverá completar
o processo de produção de doses a granel contra gripe suína enviadas
pela empresa, que transferiu tecnologia para a fabricação. A situação, a princípio, não deverá
afetar a vacinação deste ano contra as gripes suína e sazonal. Isso
porque o Ministério da Saúde adquiriu doses prontas importadas e o
governo José Serra (PSDB) promete medidas para dar conta da demanda de 33
milhões de doses contra o vírus H1N1 encomendadas pelo ministério. Defesa Em nota oficial divulgada na tarde de
ontem, a fundação afirmou que a nova fábrica, apesar de pronta e
equipada, ainda está "em fase de validação, qualificação e
certificação do processo produtivo, legalmente necessária para que seja
possível a produção comercial de imunobiológicos". No local, tem
ocorrido apenas testes e capacitação de pessoal. Ainda de acordo com a nota, além da
validação pela Sanofi, a fábrica ainda demanda certificação da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o processo só será concluído
no fim do ano. A fundação prometeu que utilizará uma outra linha de
produção para completar a fabricação de doses a granel e, assim, não
prejudicar a vacinação. O governo, porém, havia divulgado que
as atividades na nova fábrica já tinham começado e que as primeiras
vacinas nacionais contra a gripe suína seriam entregues neste mês. Em
outubro, em propaganda do PSDB, o governador, possível candidato à
Presidência, afirmou: "Nós fizemos aqui a primeira fábrica de
vacinas contra a gripe comum e a gripe suína." Depois, surgiam
imagens da fábrica funcionando. Em seguida, o locutor informava: "A
produção começa agora em outubro." A notícia de que a fábrica não está
validada foi classificada como "surpresa" pelo secretário de Ciência
do ministério, Reinaldo Guimarães, que destacou, porém, que não faltarão
vacinas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. |
| 7/1/2010 | Diretora da OMS não tinha se vacinado |
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Por Rui Martins - correspondente em
Genebra É um escândalo já devidamente
abafado - a própria diretora-geral da OMS só se vacinou contra a gripe
no último dia do ano, e isso pressionada pela imprensa. Enquanto isso, a
França cancelou a compra de 50 milhões de doses da vacina, que poderia
ficar encalhada nas geladeiras de hospitais e postos de saúde. A ministra francesa da Saúde tomou
coragem e anunciou na televisão ter anulado a compra de 50 milhões de
doses da vacina contra a gripe A, enquanto o apresentador da televisão suíça
abria o telejornal com a pergunta - « Mas onde está a gripe A? » Nada de se estranhar que, alguns dias
antes, a diretora da Organização Mundial da Saúde, Margareth Chan,
chinesa com curso de medicina no Canadá, se negasse a uma entrevista
coletiva com a associação dos correspondentes da ONU em Genebra,
preferindo selecionar apenas oito entre 150, provocando reações logo
controladas. Pudera, ela mesma, campeã da campanha
de mobilização mundial contra a gripe A, só se vacinou no dia 30 de
dezembro, faz portanto apenas uma semana, o que já é quase por si só um
escândalo. Essa talvez a primeira notícia mais
importante aqui na Europa, neste ano 2010, que se inicia com uma
inesperada baixa de temperatura, talvez numa tentativa da natureza de
complicar o trabalho dos ecologistas, empenhados atualmente na pregação
do próximo fim do mundo pelo aquecimento da temperatura. E todos os nossos esforços para não
poluir ainda mais a atmosfera com os gazes de nossos carros acabaram sendo
vãos, pois um vulcão no Congo está vomitando lavas e uma espessa fumaça,
equivalente à poluição de muitas cidades, cobre o céu de toda região,
mostrando que a Natureza também não colabora, parecendo parceira dos
responsáveis pelo fracasso da conferência sobre o clima de Copenhague. A gripe foi um bug, para não dizer
blefe ? A OMS sabendo ou sem saber fez a alegria dos laboratórios farmacêuticos
produtores do Tamiflu e da vacina, porém essa foi a primeira boa notícia
do ano. Não precisamos mais ter pesadelos com
a gripe suína, cuja periculosidade fica longe daquela gripe normal de
todos os anos. Depois daquela mentira do presidente Bush de que o Iraque
tinha armas de extermínio coletivo, o troféu Pinóquio vai para dona
Margaret Chan, diretora da OMS, cujo blefe levou milhares de pessoas a
comprarem máscaras de proteção e a fazerem filas para a vacina, sem se
falar nos milhões gastos pelos países para comprar remédios e vacinas. Em todo caso, nossa alegria pela morte
anunciada do virus da gripe A, frustando seus marqueteiros em todo mundo,
não muda muita coisa, só nos dá alguns anos de sursis. A civilização dos Maias, que segundo
nos contam teria se autodestruído, nos garante, numa profecia já
transformada em filme, para dentro de dois anos um cataclisma, capaz de
levar ao fim a vida humana no planeta. Mas o episódio do nigeriano, cujo
presente de Natal aos infiéis seria o de explodir o avião no qual
viajavam para Detroit, nos deixa diante de outro suspense – se os talibãs
conseguirem controlar o Paquistão ninguém nos livrará do sacrifício
pela bomba atômica. Os ateus comunistas soviéticos tinham
a bomba, mas nunca iriam sacrificar sua população numa guerra atômica,
porém os fundamentalistas salafistas, certos de uma sobrevivência e
mesmo de uma recompensa após a devastação, não pensarão duas vezes se
puderem ser kamikases nucleares. Parece que as religiões sentem-se
atraídas pelo apocalipse, pois os inofensivos testemunhas de jeová não
se cansam de me colocar na caixa do correio suas revistinhas prevendo um
próximo e devastador fim do mundo.(Correio do Brasil) |
| 7/1/2010 | Vacinação contra gripe suína deve acontecer nos próximos meses |
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O Ministério da Saúde comprou 83
milhões de doses da vacina contra a influenza A (H1N1). A campanha de
vacinação contra a gripe suína deve começar em março ou abril. Todas
as doses chegam ao país até março. O desembolso total com a compra das
vacinas é de R$ 1,006 bilhão, o equivalente, segundo o ministério, a
todo o orçamento do Programa Nacional de Imunizações, que inclui, por
exemplo, as vacinas contra poliomielite e febre amarela. A verba para a
compra das vacinas para combate à gripe suína veio de crédito
suplementar de R$ 2,1 bilhões. O anúncio sobre das cidades e setores
da população receberão as primeiras vacinas será feito em fevereiro.
Grávidas, profissionais da área de saúde, crianças de seis meses a
dois anos de idade, indígenas e pacientes com doenças crônicas
preexistentes, como cardíacas, pulmonares ou renais terão prioridade de
imunização. (Barbacena Online) |
| 7/1/2010 | Antecipar aos problemas |
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O primeiro semestre do ano passado no
hemisfério Norte do Planeta foi marcado por uma epidemia de gripe suína,
que começou pelo México, foi para os Estados Unidos e em pouco tempo já
estava alastrada pela Europa e conseqüentemente pelo Mundo. No Brasil, a gripe suína somente foi
aparecer com força no segundo semestre do ano, ou seja, após seis meses
dos primeiros registros da doença, quando a temperatura em algumas regiões
do país fica mais amena e propícia para a proliferação do vírus. O
problema é que mesmo sabendo da situação no hemisfério norte com seis
meses de antecedência, as autoridades brasileiras demoraram a se
manifestar sobre o assunto e o resultado foi um grande número casos
registrados no país e com mortes em diversas regiões. Ao que tudo
indica, a gripe suína demorou a ser combatida no país. Vale lembrar que
até mesmo aqui no cerrado mato-grossense a gripe suína esteve presente e
registramos em Rondonópolis também morte em conseqüência da doença.
Quem acompanhou de perto a situação percebeu como foram complicadas as ações
por aqui. Para este ano, parece que o Governo
Federal começou a se movimentar. Esta semana foi anunciada que haverá
vacinas para o combate da gripe suína. Por outro lado, vale dizer, que as
vacinas que vão chegar ao país, não são fabricadas no Brasil, são
importadas da França e da Inglaterra e serão a principio mais de 80 milhões
de doses. O Brasil, no entanto, somente terá capacidade de produzir
localmente a vacina contra a gripe suína a partir de 2011. O fato do Governo Federal estar se
mobilizando não deixa claro como será o posicionamento dos estados e dos
municípios com relação ao problema, que fatalmente estará de volta a
partir do começo do segundo semestre deste ano, pois os primeiros casos já
começaram a ter registro na Europa e nos Estados Unidos. Tanto é verdade
que a ministra Dilma Rousseff, voltou da Europa recentemente com suspeita
da doença. |
| 7/1/2010 | Gripe suína causa 9 mortes em 24 horas na Romênia |
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A gripe suína matou nove pessoas nas
últimas 24 horas na Romênia, onde foram registrados 120 novos casos da
doença, informou hoje o Ministério da Saúde, em comunicado. Mais de 40 mil pessoas foram vacinadas
nos primeiros dias do ano, e o número de romenos que pediu para ser
imunizado é dez vezes maior que em dezembro de 2009. A morte na terça-feira por causa da
gripe A do conhecido ator Tony Tecuceanu contribuiu para gerar o alarme
entre a população. Até o momento, segundo os dados do
Ministério da Saúde, foram registrados na Romênia 6,061 mil casos de
gripe A, e o número de mortos é de 82. (Terra) |
| 6/1/2010 | Governo compra 83 milhões de doses de vacina contra gripe suína |
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BRASÍLIA - O Ministério da Saúde comprou 83 milhões de doses da
vacina contra o vírus H1N1, da gripe suína, para a campanha de vacinação
que deve ter início em março ou abril deste ano. As doses foram
adquiridas de três laboratórios diferentes. A maior parte, 40 milhões
de doses, foi comprada do laboratório inglês Glaxo Smith Kline (GSK), em
novembro de 2009. Cada uma pelo custo de US$ 6,43, totalizando desembolso
de R$ 444,7 milhões. O segundo lote, de 33 milhões de doses, foi encomendado ao Instituto
Butantan. O instituto informou nesta terça-feira que já recebeu 600 mil
doses prontas do laboratório francês Sanofis-Pasteur. O preço unitário
é de US$ 7,6, o maior a ser pago pelo governo federal devido ao custo de
transferência de tecnologia da organização francesa para a produção
da vacina no Brasil. O gasto total é de R$ 438,9 milhões. Os 10 milhões de doses restantes virão do Fundo Rotatório de Vacinas
da Organização Pan Americana de Saúde (Opas) ao custo de R$ 122,5 milhões.
O contrato de compra foi fechado na última semana. Todas as doses chegarão ao Brasil até março. O desembolso total com a
compra das vacinas é de R$ 1,006 bilhão, o equivalente, segundo o ministério,
a todo o orçamento do Programa Nacional de Imunizações, que inclui, por
exemplo, as vacinas contra poliomielite e febre amarela. A verba para a
compra das vacinas para combate à influenza A (H1N1) - gripe suína
vieram de crédito suplementar de R$ 2,1 bilhões. |
| 6/1/2010 | Instituto Butantan testa substância para dobrar potência de vacina de gripe suína |
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SÃO PAULO - O Instituto Butantan, em São Paulo, vai testar um adjuvante
na vacina de gripe suína com poder para dobrar o número de doses. O
secretário estadual de Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, pediu
autorização à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para
realizar os testes em duas mil doses do lote entregue ao Instituto
Butantan. |
| 6/1/2010 | Instituto Butantan recebe primeiros lotes de vacina contra gripe suína |
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SÃO PAULO - O Instituto Butantan recebeu os primeiros lotes da vacina
contra influenza A (H1N1), conhecida como gripe suína, que serão usadas
na campanha nacional de imunização contra a doença neste ano. Na última quarta-feira, o Butantan recebeu da França 600 mil doses
prontas e 5 milhões de doses concentradas, que terão de ser manipuladas
pelo instituto para serem aplicadas. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, a campanha de
vacinação nacional deverá ter início em março ou abril. O Butantan
vai receber no total, até março, 41 milhões de doses da vacina. Desses,
23 milhões serão de doses prontas vindas dos Estados Unidos e 1 milhão
de doses prontas da França. O instituto vai receber ainda mais 17 milhões de doses concentradas da
França que, após a manipulação pelo Butantã, poderão ser
multiplicadas. |
| 6/1/2010 | Confirmados primeiros casos de gripe suína entre Yanomamis |
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A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) informou nesta terça-feira que
foram confirmados os dois primeiros casos de gripe suína entre indígenas
da etnia Yanomami, no fim de dezembro. Os dois são homens, têm 28 anos e
são de uma aldeia próxima à cidade de Santa Isabel do Rio Negro (AM), a
630 km de Manaus. Segundo o órgão, há ainda um indígena de 10 anos, da
mesma aldeia, com suspeita da doença. No último domingo, o menino foi levado de helicóptero de volta para a
sede do município de Santa Isabel do Rio Negro e internado em um
hospital. Ele foi medicado, passa bem e deverá ficar em observação por
tempo indeterminado. A suspeita de que o vírus Influenza A (H1N1) possa estar circulando
nessa região do Amazonas levou a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS),
vinculada a Secretaria de Saúde do Amazonas, a determinar o deslocamento
de uma equipe médica para Santa Isabel do Rio Negro. Conforme disse o
diretor da FVS, Bernardino Albuquerque, o objetivo da ação é
identificar as dimensões do problema. |
| 6/1/2010 | Escolas do PR mudam calendário e ampliam férias de julho para prevenir gripe suína |
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A fim de prevenir o contágio dos estudantes com a gripe suína no próximo
inverno, o Paraná modificou o calendário escolar da rede estadual de
ensino e ampliou as férias de julho deste ano em uma semana. O recesso de 2010 irá durar um mês, em vez das tradicionais três
semanas, e começará em 19 de julho, uma semana depois do habitual. O término
das férias está previsto para o dia 15 de agosto. O Paraná registrou 288 mortes provocadas pela gripe A até agora, e tem
a maior taxa de mortalidade do país (2,69 mortes para cada 100 mil
habitantes, contra a média nacional de 0,8 morte). Com a medida, as secretarias da Saúde e da Educação do Estado
pretendem evitar o contato dos estudantes com o vírus no início de
agosto, época que registrou o pico da epidemia no Paraná em 2009. No entendimento das secretarias, liberar os estudantes para as aulas em
meados de agosto é mais seguro porque nessa época a temperatura começa
a esquentar, o que diminui o risco de contágio. A mudança vale apenas para as escolas estaduais do Paraná, onde estudam
cerca de 1,4 milhão de alunos. A Secretaria da Educação de Curitiba não
modificou a duração do recesso para a rede municipal. Já a rede privada
de ensino também deve ampliar as férias de julho. O Sinepe (Sindicato
das Escolas Particulares do Paraná) recomendou aos estabelecimentos que
ampliem em uma semana o recesso escolar --de duas para três semanas. A
recomendação, porém, não é obrigatória. |
| 5/1/2010 | Técnica gera vacina de gripe suína três vezes mais rápido |
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REINALDO
JOSÉ LOPES Em
vez de serem cultivadas em ovos de galinha, como acontece hoje, as vacinas
de gripe do futuro poderão ser obtidas a partir de células de mariposas,
num processo bem mais rápido do que o disponível atualmente. Pesquisadores
austríacos demonstraram a viabilidade da ideia ao obter uma imunização
contra o vírus da gripe suína com as células de insetos. A
equipe liderada por Florian Krammer, da Universidade de Recursos Naturais
e Ciências da Vida Aplicadas de Viena, testou com sucesso a vacina obtida
em camundongos, constatando que os roedores tinham o sistema imune (de
defesa) de seu organismo ativado pelo produto. O
avanço é importante quando se leva em conta a metodologia quase arcaica
que predomina na fabricação das vacinas contra os vírus da gripe mundo
afora. O processo de cultivo em embriões de galinha é complicado e
relativamente lento, levando a um ciclo de produção que dura cerca de
seis meses. Já
o grupo austríaco, em artigo na revista científica "Biotechnology
Journal", afirma ser capaz de chegar ao mesmo resultado em cerca de
dois meses. O tempo mais curto de produção poderia fazer grande diferença
no número de vidas salvas durante uma pandemia (epidemia mundial) causada
por um vírus muito agressivo. Vírus
contra vírus Krammer
e seus colegas se aproveitaram das propriedades de outro agente patogênico,
do grupo dos baculovírus, para realizar seus experimentos. Os
baculovírus infectam invertebrados -até onde se sabe, não são capazes
de fazer o mesmo com mamíferos como o homem. Como muitos outros vírus,
eles "convencem" as células de seus hospedeiros a produzirem
seus componentes. O
grupo austríaco, portanto, modificou geneticamente os baculovírus para
que eles carregassem a receita genética de dois componentes essenciais
dos vírus da gripe. Depois,
usaram esses vírus alterados para infectar, em laboratório, células de
duas espécies de mariposas, bem conhecidas dos cientistas porque, na fase
de lagarta, elas são pragas da agricultura. O
truque deu certo: os vírus modificados fizeram com que as células
produzissem os componentes da gripe, que não chegavam perto de ter as
propriedades do vírus verdadeiro. Mesmo
assim, eles eram suficientes para alertar o sistema de defesa do organismo
a ponto de ele produzir anticorpos contra o vírus H1N1 que andou
aterrorizando o mundo no ano passado. Um desses componentes é a
hemaglutinina, uma espécie de "pé-de-cabra" molecular que o vírus
da gripe usa para se grudar à membrana das células e então invadi-las. Os
dados obtidos em camundongos de laboratório sugerem que a estratégia é
promissora. Antes,
porém, é preciso garantir, por exemplo, que o baculovírus não
contrabandeie nada de indesejável para as células dos vacinados. Um
sinal de que isso é possível é que uma vacina contra o vírus HPV,
causador do câncer de colo do útero, é fabricada utilizando a mesma
abordagem e já está disponível no mercado da Europa.(Folha Online) |
| 5/1/2010 | Dobradinha de vírus H1N1 com bactéria piora gripe suína |
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REINALDO
JOSÉ LOPES da
Folha de S. Paulo Apesar
do aparente fim do pânico mundial em relação à gripe suína, a doença
ainda inspira cuidados, já que se trata de um vírus pouco conhecido. Uma
pesquisa na revista científica "PLoS One", assinada por
pesquisadores nos EUA e na Argentina, dá mais um passo para tentar
explicar por que a doença é inofensiva para alguns e letal para outros. Segundo
os pesquisadores, uma possibilidade é a ação conjunta do vírus H1N1 e
da bactéria Streptococcus pneumoniae. A
presença dos dois vilões microscópicos no organismo dos mesmos
pacientes pode estar por trás da violência inicial com que a doença
atingiu Argentina, sugere a equipe liderada por Gustavo Palacios, da
Universidade Columbia (EUA). Afinal,
embora o primeiro caso da doença tenha sido registrado no país apenas em
17 de maio de 2009, dois meses depois já havia 3.056 casos e 137 mortes
--um índice de mortalidade de 4,5%, considerado um bocado alto diante do
comum para a gripe sazonal. Palacios
e companhia examinaram amostras de 199 casos argentinos, procurando sinais
de outros micróbios no organismo dos pacientes. |
| 5/1/2010 | Gripe suína: sobra de vacina causa polêmica na Europa |
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Agência
Estado Os
gastos dos países europeus com a compra de vacinas contra a gripe suína
está causando atrito entre governo e oposição. Ontem, a França
anunciou a venda de parte do estoque de 94 milhões de doses e a oposição
agora quer uma investigação sobre o motivo que levou o governo a comprar
uma quantidade tão grande. Na
Sérvia, deputados da oposição se recusaram a ser vacinados, em protesto
por não ter havido licitação para a compra. No
início da pandemia, milhões de doses de vacinas contra o vírus H1N1
foram encomendadas pelos governos dos países ricos. Só a França gastou
US$ 1,2 bilhão. Dos mais de 60 milhões de habitantes, porém, apenas 5
milhões foram vacinados. Além da baixa procura, estudos mostraram que
apenas uma dose é suficiente - e não duas como se imaginava. |
| 5/1/2010 | Transmissão do vírus da gripe suína é menor em casa |
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Agência
Estado
O vírus da Influenza A (H1N1), popularmente conhecida como gripe
suína, consegue se espalhar rapidamente entre jovens escolares. Mas,
diferentemente do vírus comum, contamina menos pessoas que vivem com os
jovens em casa, apontaram estudos que avaliaram os padrões de transmissão
da doença, publicados na New England Journal of Medicine. Aqueles
com 18 anos ou menos tiveram duas vezes mais chance de pegar o vírus do
que os mais velhos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. |
| 5/1/2010 | França é criticada por compra excessiva de vacinas para gripe suína |
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da
France Presse, em Paris O
governo francês está enfrentando uma onda de críticas externas e
internas pela compra excessiva de vacinas contra a gripe suína --como é
chamada a gripe A (H1N1)-- que motivou, inclusive, uma demanda de
investigação parlamentar. Até
o deputado Bernard Debré, da União por um Movimento Popular (UMP), o
partido do presidente Nicolas Sarkozy, denunciou que a França comprou 10%
das vacinas de todo mundo e que falta prudência na política de governo
contra a pandemia. "Temos um terço do Tamiflu mundial",
declarou Debré. O
Partido Socialista (PS, oposição) e o Novo Centro (NC, aliado do partido
no poder) pediram hoje abertura de uma CPI para fazer o balanço desta
campanha, um dia depois da revelação de que a França já começou a
vender seu excedente de vacinas para o exterior. A
França encomendou, há seis meses, 94 milhões de doses de vacinas por um
total de 869 milhões de euros, segundo o ministério da Saúde, que
contou uma dupla injeção por pessoa. Entretanto, somente 5 milhões de
pessoas foram vacinadas, pois a campanha suscitou pouco entusiasmo e teve
de lidar com problemas logísticos. Para
o porta-voz do PS, Benoît Hamon, "os laboratórios farmacêuticos são
os grandes beneficiários" desta gestão desastrosa. O
governo também foi criticado por seus próprios aliados. "A França
fracassou neste caso, apesar dos fortes investimentos", avaliou o
presidente executivo do NC, Jean-Christophe Lagarde. "O custo é
superior ao deficit de todos os hospitais franceses. Um pouco mais de prudência
teria sido necessária", insistiu Debré. |
| 5/1/2010 | Gripe suína se espalha por áreas rurais da China, diz governo |
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da
Reuters, em Pequim A
gripe suína --como é conhecida a gripe A (H1N1)-- está se espalhando
rapidamente pelas vastas áreas rurais da China e pode haver um surto de
casos no período do Ano Novo Lunar quando milhões de chineses retornam
às suas regiões de origem, informou o Ministério da Saúde. A
nação mais populosa do mundo já reportou 648 mortes em consequência da
doença conhecida como gripe suína, uma porção mínima das 12.220
mortes estimadas no mundo. Mas o país lançou uma grande campanha de
vacinação. "Os
casos em Pequim, Xangai, outras grandes cidades e escolas têm sofrido um
declínio evidente, mas o vírus continua a se espalhar por vilas e
comunidades", informou o ministério em um comunicado em seu site na
internet. O
governo está especialmente preocupado com a perspectiva do período mais
rigoroso do inverno e a chegada dos feriados do Ano Novo Lunar em
fevereiro, quando milhões de pessoas retornam às suas cidades de origem
--potencialmente levando a gripe com eles. "O
risco de se contaminar com o H1N1 vai aumentar, e a situação de prevenção
do vírus ainda é severa", afirmou o ministério. "A
expectativa é que no próximo período o vírus irá se espalhar
rapidamente."(Folha Online) |