Informações sobre a GRIPE A/H1N1

CLIPPING - JULHO/09

— clipping: próximo
31/7/2009 Hospital do Rio confirma morte de grávida por gripe suína; seis morrem no Estado

O Hospital Rocha Faria confirmou nesta sexta-feira a morte de uma grávida em decorrência da gripe suína --a chamada gripe A (H1N1). Com os novos números, sobe para seis o total de mortes causada pela doença no Rio, sendo a segunda gestante. A morte aconteceu na tarde de quinta-feira (30). No país, cerca de 60 pessoas morreram em decorrência da doença.

Segundo informações da administração do hospital, a gestante, de 24 anos, estava internada na CTI (Centro de tratamento Intensivo) do hospital, em Campo Grande (zona oeste), desde o dia 21 de julho e já tinha o diagnóstico confirmado para a doença. Antes, ela foi internada no hospital universitário Clementino Fraga Filho, na Ilha do Fundão.

Essa é a segunda grávida morta devido à nova gripe no Estado. A primeira foi uma mulher de 29 anos, que morreu no dia 17 de julho, após apresentar quadro de pneumonia. As outras vitimas da doença no Rio são duas crianças e uma outra mulher.

De acordo com um estudo realizado por pesquisadores do CDC (Centro de Prevenção e Controle de Doenças) dos EUA e publicado na revista "Lancet", mulheres grávidas que são contaminadas com o vírus da gripe suína têm risco maior de desenvolver sintomas graves e de morrer.

Na semana passada, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, recomendou que as gestantes evitem frequentar locais fechados e com aglomeração de pessoas, por causa da facilidade de transmissão do vírus.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório.

Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).

Folha Online

 

31/7/2009 França identifica dezenas de doentes de gripe suína em cruzeiro

Pelo menos 60 dos 1.500 tripulantes de um cruzeiro ancorado em Villefranche-sur-Mer, sul da França, receberam diagnóstico de gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1)--, de acordo com as autoridades locais. Outros 70 tripulantes têm sintomas da doença, e não há confirmação sobre o número de casos existentes entre os 3.600 passageiros.

Já foram confirmados mais de mil casos de gripe suína na França.

De acordo com as autoridades francesas, o cruzeiro saiu de Nápoles, na Itália, e tem como destino final Marselha, também na França. Os tripulantes que já tiveram o diagnóstico irão permanecer a bordo do cruzeiro, batizado de Voyager of the Seas (viajante dos mares, em inglês). Já os passageiros poderão desembarcar durante o dia. O barco partirá à tarde.

Nesta quinta-feira (30), a França confirmou o primeiro caso de morte suspeita de gripe suína. A paciente era uma menina de 14 anos que tinha uma doença grave complicada por infecção pulmonar severa. O diagnóstico de gripe suína ainda carece de comprovação laboratorial.

Folha Online

Gripe suína: Museu Catavento suspende visitação pública até 17 de agosto

SÃO PAULO - A Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo decidiu seguir a recomendação da Secretaria de Estado da Saúde e suspender a visitação do público ao Museu Catavento, localizado no Parque Dom Pedro II, na região central de São Paulo, por conta do avanço da gripe suína. A reabertura está prevista para o próximo dia 17 de agosto.

De acordo com a Secretaria da Cultura, a medida 'tem como objetivo contribuir para a redução do risco de transmissão do vírus Influenza A (H1N1)'. Diz ainda a pasta que 'o Catavento é um espaço cultural com instalações e equipamentos interativos, o que nos leva a adoção desta medida'.

O Globo

 

31/7/2009 Estudantes de medicina criticam suspensão de aulas devido à gripe suína

Estudantes do curso de medicina da USP organizaram um movimento contrário à decisão de suspender as aulas até 17 de agosto, como tentativa de conter a propagação da gripe suína. Para eles, a medida é inócua e vai prejudicar o calendário escolar desnecessariamente, já que não há comprovação de que o fechamento de escolas diminui a propagação do vírus.

Na quinta-feira (30), cerca de 200 estudantes do 1º ao 4º anos (são cerca de 720, no total) se reuniram com a direção da faculdade para discutir a medida. Para os estudantes do 5º e do 6º ano as aulas continuam normalmente, já que eles realizam atividades como internos nos hospitais. Como muitos moram em repúblicas, os estudantes afirmam também que a medida é ineficaz, já que os que não terão aulas podem ser contaminados pelos que terão.

"Não faz sentido suspender para parte dos alunos. Tem que manter a aula para todo mundo. A mortalidade desse vírus é igual à da gripe sazonal", diz Aline Twardowsky, estudante do 4º ano. "Teríamos só três semanas de férias em dezembro. Agora não vamos ter nada", diz.

Para o diretor da faculdade, Marcos Boulos, o adiamento não prejudicará o calendário escolar. "Já tivemos greves mais longas. Vamos repor isso nos momentos em que eles teriam folga." Ele, porém, acha que a suspensão das aulas pode não ser tão eficaz.

Estudantes da USP de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) também reclamaram. Para Danilo Balero Sorgini, vice-presidente do centro acadêmico de odontologia, além dos alunos, a população será prejudicada pela interrupção dos serviços prestados pela universidade, que funcionam apenas durante o período letivo. "As consultas que estavam agendadas serão suspensas e terão que ser repostas", disse.

Na UFRJ também houve críticas à medida. "Não somos crianças nem pessoas com problemas de saúde. Seria mais prudente orientar as pessoas com sintomas de gripe a não irem à aula. Isso diminuiria o prejuízo para os alunos", diz o presidente do centro acadêmico de medicina, Bruno Novaes.

Outros Estados

As escolas e universidades públicas do Paraná também resolveram suspender as aulas e retomá-las em 10 de agosto.

A UFPR (Universidade Federal do Paraná) também anunciou ontem que suspenderá as aulas até a mesma data. Vários Estados já haviam adiado as aulas. Em São Paulo, por exemplo, elas serão retomadas no dia 17.

Folha Online

 

31/7/2009 OMS confirma alerta a grávidas por transmissão de gripe suína

da Folha Online

A OMS (Organização Mundial da Saúde) confirmou nesta sexta-feira acreditar que grávidas têm mais risco de contrair gripe e que, por isso, elas devem reforçar a prevenção perante a atual pandemia de gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1). O último balanço da pandemia de gripe suína indica que, no mundo, mais de 134 mil pessoas já se infectaram com o novo vírus. Destas, 816 morreram.

Segundo a OMS, a gripe suína afeta mais os jovens e, como grávidas tendem a ser jovens, elas têm mais risco. O grupo, além de aumentar os mecanismos preventivos, deve buscar consultar um médico logo após o aparecimento dos primeiros sintomas. A OMS não possui restrições quanto à prescrição de antivirais às grávidas, desde que mediante controle.

Quando a vacina para a gripe suína estiver pronta, as grávidas deverão receber atendimento prioritário, ainda conforme a OMS.

O alerta da OMS às grávidas faz eco a um estudo realizado por pesquisadores do CDC (Centro de Prevenção e Controle de Doenças) dos EUA e publicado na revista "Lancet" segundo o qual, além das gestantes, mães de recém-nascidos, crianças e jovens com 6 meses a 24 anos e pessoas de 25 a 64 anos com asma, diabetes e doenças cardíacas também deverão receber as primeiras vacinas.

Na semana passada, o ministro da Saúde do Brasil, José Gomes Temporão, recomendou que as gestantes evitem frequentar locais fechados e com aglomeração de pessoas, por causa da facilidade de transmissão do vírus.

Folha Online

 

31/7/2009 OMS confirma alerta a grávidas por transmissão de gripe suína

da Folha Online

A OMS (Organização Mundial da Saúde) confirmou nesta sexta-feira acreditar que grávidas têm mais risco de contrair gripe e que, por isso, elas devem reforçar a prevenção perante a atual pandemia de gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1). O último balanço da pandemia de gripe suína indica que, no mundo, mais de 134 mil pessoas já se infectaram com o novo vírus. Destas, 816 morreram.

Segundo a OMS, a gripe suína afeta mais os jovens e, como grávidas tendem a ser jovens, elas têm mais risco. O grupo, além de aumentar os mecanismos preventivos, deve buscar consultar um médico logo após o aparecimento dos primeiros sintomas. A OMS não possui restrições quanto à prescrição de antivirais às grávidas, desde que mediante controle.

Quando a vacina para a gripe suína estiver pronta, as grávidas deverão receber atendimento prioritário, ainda conforme a OMS.

O alerta da OMS às grávidas faz eco a um estudo realizado por pesquisadores do CDC (Centro de Prevenção e Controle de Doenças) dos EUA e publicado na revista "Lancet" segundo o qual, além das gestantes, mães de recém-nascidos, crianças e jovens com 6 meses a 24 anos e pessoas de 25 a 64 anos com asma, diabetes e doenças cardíacas também deverão receber as primeiras vacinas.

Na semana passada, o ministro da Saúde do Brasil, José Gomes Temporão, recomendou que as gestantes evitem frequentar locais fechados e com aglomeração de pessoas, por causa da facilidade de transmissão do vírus.

O Globo

 

31/7/2009 Gripe suína já causou 96 mortes no Chile

O número de mortos no Chile por causa da gripe suína chegou a 96 e o de casos a 11.860, dos quais 1.022 requererão hospitalização por causa de sua gravidade, segundo um relatório divulgado hoje pelo Ministério de Saúde chileno.

Apesar dos números (atualizados no dia 28 de julho), segundo o texto a autoridade assinala que na última semana se observa uma tendência descendente no número de casos, salvo nas regiões de Atacama, La Araucanía e Aysén, nas quais se mantêm índices similares aos da semana anterior.

O relatório informa que desde que o vírus da gripe suína foi detectado no Chile, no dia 17 de maio, foram notificados no país 328.173 casos, dos quais 11.860 foram confirmados como positivos.

O estudo reflete também que ao se completar a 29ª semana da pandemia, o vírus H1N1 representa 89,2% do total de vírus circulantes no país.

O índice de mortos foi de 0,6 por cada cem mil habitantes, e o de hospitalização por critério de gravidade foi de seis por cada cem mil habitantes, com uma idade média de 31 anos nas mulheres e de 29 anos entre os homens.

Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados.

EFE

 

31/7/2009 Secretaria de Saúde de SP só vai divulgar dados de gripe suína às sextas

Plantão | Publicada em 30/07/2009 às 19h01m

SÃO PAULO - O secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Luiz Roberto Barradas Barata, disse que a partir de agora o número de mortes por gripe suína no estado será divulgado semanalmente, a exemplo do que acontece com o Ministério da Saúde. Os dados serão anunciados todas as sextas. Barata afirmou que a quantidade de mortos é grande e não há sentido divulgar um balanço diário das mortes. O último balanço da secretaria, divulgado na terça-feira, informa 27 mortos por gripe suína no estado de São Paulo. Barata espera uma redução no número de infectados no meio de agosto, quando as temperaturas estarão mais elevadas.

O  GLOBO

 

31/7/2009 Grávida de 8 meses morre de gripe suína em SP

SÃO PAULO - Uma mulher grávida de 8 meses morreu de gripe suína em Araraquara, a 272 quilômetros da capital paulista. Ela foi internada em Ibitinga, onde morava, e depois transferida para o Hospital Beneficência Portuguesa, em Araraquara. Segundo a Secretaria de Saúde de Ibitinga, Kelly Regina Pereira Venturini tinha 38 anos. Ela chegou ao hospital com pneumonia grave aguda. A mulher passou por uma cesariana para tentar salvar o bebê, mas ele também não resistiu.

Kelly teve três paradas cardíacas e morreu no dia seguinte à internação, em 23 de julho. O marido e uma outra filha pequena de Kelly estão sendo monitorados, mas não apresentam sintomas da doença. É o segundo caso de morte provocada pelo Influenza A (H1N1) na região central do estado. A primeira foi confirmada esta semana em São Carlos.

Na região de Campinas, mais uma morte foi anunciada. Uma mulher de 31 anos que morava em Sumaré morreu no dia 25. Ela estava internada no Hospital Estadual, mantido pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A vítima foi internada com sintomas da doença no último dia 15, e morreu 10 dias depois. A Prefeitura de Sumaré não divulgou mais detalhes a pedido da família da vítima.

O município de Sumaré tem outros 3 casos confirmados da doença, mas, segundo a Prefeitura, todos os pacientes passam bem. Outros oito casos são investigados. Na quarta-feira, a Secretaria Municipal de Campinas tinha confirmado a segunda morte causada pela gripe suína na cidade, a de uma mulher de 48 anos.

O secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Luiz Roberto Barradas Barata, disse que o número de mortes no estado será divulgado semanalmente, a exemplo do que acontece com o Ministério da Saúde. Os dados serão anunciados todas as sextas. Barata afirmou que a quantidade de mortos é grande e não há sentido divulgar um balanço diário das mortes. O último balanço da secretaria, divulgado na terça-feira, informa 27 mortos por gripe suína no estado de São Paulo. Ele disse que espera uma redução no número de infectados no meio de agosto, quando as temperaturas estarão mais elevadas.

Várias medidas estão sendo adotadas em São Paulo para evitar o contágio. Nas igrejas evangélicas, o tradicional cumprimento entre os fiéis no início ou fim dos cultos foi suspenso. Os católicos também estão recebendo nova orientação. Por determinação do arcebispo da Arquidiocese de São Paulo, dom Odilo Scherer, além de deixar de lado o cumprimento durante a missa, os fiéis não devem rezar o Pai Nosso de mãos dadas. A hósia não deve ser colocada pelo sacerdote na boca das pessoas, mas sim entregue na mão das pessoas.

Nas escolas, as férias de 11 milhões de estudantes em todo o país foram prorrogadas para os dias 10 e 17 de agosto. Os governos do Distrito Federal, Rio de Janeiro , além de Rio Grande do Sul e São Paulo decidiram ampliar o recesso escolar nos estabelecimentos de ensino municipal e estadual para evitar o avanço da nova gripe. Agora, são as escolas particulares que começam a prorrogar as férias. O país já registrou pelo menos 60 mortes.

Em São Paulo, grandes instituições de ensino como Pueri Domus, Visconde Porto Seguro e Rio Branco já prorrogaram as férias . No Paraná, pelo menos 2000 escolas particulares vão adiar o retorno dos alunos, assim como os estabelecimentos privados de São Luís, no Maranhão. A expectativa é que outros estados anunciem o adiamento das aulas, previstas para recomeçar no próximo dia 3.

Nesta quarta-feira, a prefeitura de São Caetano do Sul, em São Paulo, anunciou a suspensão das aulas em estabelecimentos municipais, após a morte suspeita de uma funcionária de creche. A cidade também confirmou a primeira morte pela doença nesta quarta. A vítima é um homem de 38 anos.

Na terça-feira, o governo de São Paulo já havia adiado o reinício das aulas para cerca de 5,3 milhões de estudantes da rede estadual, mesma medida adotada pela prefeitura da capital, afetando outros 1,7 milhão de alunos. As universidades públicas paulistas USP, Unesp, Unicamp e Unifesp também prorrogaram as férias de universitários.

No Paraná, que já registrou quatro mortes, o sindicato das escolas particulares decidiu suspender todas as atividades até o dia 10 de agosto. A Secretaria da Educação, no entanto, não fez alterações no calendário escolar da rede pública. Nesta quinta, a rede municipal de ensino de Curitiba anunciou o adiamento da volta às aulas.

No Rio de Janeiro, as aulas só serão retomadas no dia 10 de agosto. O retorno estava programado para a próxima segunda-feira. A decisão, que afeta 1,5 milhão de alunos, será reavaliada no dia 5 de agosto pelas autoridades do setor.

Na rede municipal de ensino da capital fluminense, as férias também foram prorrogadas até o dia 10 de agosto para cerca de 705 mil alunos.

Nos últimos dias, três grávidas morreram no Rio com suspeita de terem contraído a doença. A nova doença já fez ao menos cinco vítimas fatais no Estado.

No Rio Grande do Sul, o recesso foi estendido até dia 17 de agosto. O retorno de 1,2 milhão de alunos estava programado para o dia 3.

- Sabemos que postergação do recesso não vai influenciar na diminuição significativa do número de casos, mas vai retardar a velocidade da transmissão - afirmou o secretário de Saúde gaúcho, Osmar Terra.

 O GLOBO

 

31/7/2009 Região de Campinas, em SP, confirma 7ª morte pela gripe suína

SÃO PAULO - A região de Campinas, no interior de São Paulo, confirmou no fim da tarde desta quarta-feira mais uma morte pela gripe suína, a sétima. Trata-se de uma mulher de 31 anos, moradora de Sumaré, que estava internada no Hospital Estadual, mantido pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A vítima foi internada com sintomas da doença no último dia 15, e morreu 10 dias depois. A Prefeitura de Sumaré não divulgou mais detalhes a pedido da família da vítima.

O município de Sumaré tem outros 3 casos confirmados da doença, mas, segundo a Prefeitura, todos os pacientes passam bem. Outros oito casos são investigados.

Nesta quarta-feira, a Secretaria Municipal de Campinas confirmou a segunda morte causada pela gripe suína, a de uma mulher de 48 anos.

O  GLOBO

 

30/7/2009 Fiocruz vai distribuir 210 mil kits para tratamento da gripe suína

DIANA BRITO

Colaboração para a Folha Online, no Rio

A Farmanguinhos, laboratório da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), informou na tarde desta quinta-feira que produziu 210 mil kits de tratamento para inibir a proliferação do vírus da gripe suína --a chamada gripe A (H1N1). A distribuição do medicamento começa ainda hoje.

Segundo o diretor da unidade, Hayme Felipe da Silva, o medicamento, chamado Oseltamivir, é similar ao Tamiflu, ambos produzidos pelo laboratório suíço Roche. "Os efeitos são os mesmos do Tamiflu, cada kit é composto por dez comprimidos. A pessoa toma duas cápsulas por dia", afirmou Silva.

A Farmanguinhos distribuirá já nesta quinta-feira 150 mil tratamentos pelo país, sendo que 5.000 são destinados à Secretaria Estadual de Saúde do Rio. Outros 60 mil kits serão enviados nesta sexta (31) a unidades de referência de outros Estados.

"Provavelmente São Paulo e Rio Grande do Sul serão os locais com maior oferta devido ao número de casos da nova gripe". De acordo com Silva, dependendo do aumento de casos da nova gripe daqui em diante, a produção de remédios pode aumentar.

"Esses tratamentos serão distribuídos através de critérios do Ministério da Saúde para hospitais de referência. O Oseltamivir não pode ser comercializado porque está protegido pela patente da Roche", explicou. Segundo o ministério, o princípio ativo guardado pode gerar nove milhões de tratamentos.

Em caso de aumento significativo de casos, o laboratório pode pedir apoio aos laboratórios da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, para a produção.

O diretor informou que a matéria-prima do remédio foi produzida pela Roche e estava armazenada desde 2006 --época de uma possível epidemia de gripe aviária-- com o Ministério da Saúde. A partir desse ano, a unidade já estava autorizada a fabricar o remédio similar ao Tamisul, já que o governo brasileiro havia recebido um documento de licença voluntária da Roche.

A única recomendação da Roche junto à Farmanguinhos foi que o laboratório mudasse a cor das cápsulas de branca (Tamisul) para laranja (Oseltamivir).

Folha Online

 

30/7/2009 Sumaré (SP) confirma primeira morte na cidade por gripe suína

A Prefeitura de Sumaré (118 km de São Paulo) confirmou na manhã desta quinta-feira a primeira morte na cidade por gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1). A vítima é uma mulher de 31 anos, que morreu no último dia 25.

De acordo com a prefeitura, ela estava internada no Hospital Estadual Sumaré desde o dia 15. A administração municipal não informou, no entanto, se ela tinha fatores de risco.

Sumaré tem três casos confirmados da doença --todos os pacientes estão fora de risco-- e outros oito casos suspeitos.

Balanço da Secretaria Estadual da Saúde contabilizava, até a última terça (28), 27 mortes em consequência da gripe suína em São Paulo --Estado com maior número de vítimas. Novo balanço dos casos confirmados e mortes no país deve ser divulgado nesta quinta pelo Ministério da Saúde.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório.

Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).

Folha Online

 

30/7/2009 Gripe suína: MP-RJ pede mais leitos a hospitais federais

SOLANGE SPIGLIATTI - Agencia Estado

SÃO PAULO - O Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (MPF-RJ) divulgou ontem que pediu aos hospitais federais do município do Rio que disponibilizem mais leitos para os pacientes com suspeitas de gripe suína. Se o pedido não for cumprido, os responsáveis poderão responder a uma ação judicial, segundo o MPF. A recomendação foi feita porque existe, de acordo com o órgão, omissão por parte da direção geral desses hospitais e do próprio do Ministério da Saúde em disponibilizar leitos para a central estadual de regulação, conforme previsto na legislação do Sistema Único de Saúde (SUS).

A resolução foi feita em conjunto com as secretarias Municipal e Estadual de Saúde que determina que cada um dos hospitais federais disponibilize dois leitos de terapia intensiva para pacientes que apresentem sintomas graves de gripe ou doença respiratória aguda. De acordo com a recomendação, os hospitais da Lagoa, de Ipanema, Cardoso Fontes, do Andaraí, Servidores do Estado e Bonsucesso deverão também, em caso de necessidade futura, oferecer outros leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), além dos já determinados pelas secretarias, e também leitos de enfermaria.

Os procuradores da República Roberta Trajano, Daniel Prazeres e Marina Filgueira querem garantir a organização dos serviços de saúde no Estado para que seja possível atender os casos de gripe suína, como recomendado pelo Plano Nacional de Contingência de Influenza.

Estadão.com.br

 

30/7/2009 Gripe suína faz Justiça suspender greve de médicos em Vitória

Categoria estava paralisada desde 14 de maio e não cumpriu determinação de manter 80% do atendimento

SÃO PAULO - O Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJ-ES) determinou, na terça-feira, 28, a suspensão da greve dos médicos da rede pública de Vitória, em razão da gripe suína que atinge vários estados brasileiros. O Espírito Santo tem 13 casos confirmados e 31 suspeitos.

 A paralisação da categoria, que reivindica reajuste salarial, teve início em 14 de maio. Após vários recursos impetrados na Justiça, a Prefeitura de Vitória havia obtido do TJ-ES a determinação de que 80% dos médicos mantivessem o exercício regular de suas funções, o que não vinha sendo cumprido pela categoria.

  "Percebo que a classe dos médicos possui dificuldades para o exercício de sua função, no entanto esse momento infeliz e ímpar de pandemia exige um sacrifício ainda maior dessa classe. Em especial nesses meses de inverno, quando a disseminação da gripe se agrava", afirmou o desembargador Ronaldo Gonçalves de Sousa em sua decisão.

 O Sindicato dos Médicos do Espírito Santo (Simes) disse que acatará a decisão. Segundo Otto Baptista, presidente do Simes, o atendimento estará normalizado até sexta-feira, 31. Na decisão, o desembargador determinou também que o município de Vitória forneça segurança imediata aos médicos e funcionários dos postos de atendimento médico.

Estadão.com.br

 

30/7/2009 Mais uma vítima de gripe suína morre em Campinas: a sétima na cidade

JB Online

DA REDAÇÃO - Distante cerca de 100 km de São Paulo, Campinas confirmou nesta manhã mais uma morte por gripe suína. Foi a 31ª no estado paulista e a de número 62 no país.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a América Latina é a região mais atingida pela gripe suína, com maior número de contaminações e mortes.

Cerca de dois terços das 816 mortes em decorrência da nova gripe confirmadas no mundo aconteceram na América Latina.

A Argentina tem a maior quantidade de vítimas fatais na região, com 165 mortes registradas. Em relação ao resto do mundo, o país só fica atrás dos Estados Unidos.

Os demais países que encabeçam a lista latino-americana são: México (138 mortes), Chile (79), Brasil (56) e Peru e Uruguai (ambos com 23).

Acredita-se que estes números podem ser ainda maiores, já que outras mortes ainda estão sendo investigadas e podem ter sido provocadas pela gripe suína.

Com informações da GloboNews e Reuters.

 

30/7/2009 Gripe suína traz mais risco a grávidas, diz estudo Gripe suína traz mais risco a grávidas, diz estudo

FERNANDA BASSETTE
da Folha de S.Paulo

Mulheres grávidas que são contaminadas com o vírus da gripe suína --a chamada a gripe A (H1N1)-- têm risco maior de desenvolver sintomas graves e de morrer, sugere estudo realizado por pesquisadores do CDC (Centro de Prevenção e Controle de Doenças) dos EUA e publicado na revista "Lancet".

O estudo se baseou nas mortes de seis grávidas entre os 45 óbitos ligados ao vírus que foram notificados ao CDC entre 15 de abril e 16 de junho --o que representa 13% dos casos.

Até ontem (29), pelo menos sete grávidas --não há detalhes de todas as vítimas-- tinham morrido no Brasil em decorrência do vírus, entre os 61 casos relatados (11,5% do total).

Na semana passada, o ministro da Saúde José Gomes Temporão recomendou que as gestantes evitem frequentar locais fechados e com aglomeração de pessoas, por causa da facilidade de transmissão do vírus. Infectologistas e obstetras ouvidos pela Folha concordaram com a orientação do governo.

Especialistas do mesmo CDC recomendaram ontem que algumas pessoas devem ser vacinadas antes das demais, entre elas as grávidas.

A lista de prioridades inclui ainda mães de recém-nascidos, crianças e jovens na faixa de 6 meses a 24 anos e pessoas de 25 a 64 anos com asma, diabetes e doenças cardíacas.

A recomendação se deve à previsão de que não haverá vacina para todos os norte-americanos. As recomendações do CDC costumam ser acatadas pelo governo.

Mulheres saudáveis

Segundo o levantamento do CDC, as gestantes que morreram devido à gripe suína eram saudáveis antes de se contaminarem, desenvolveram pneumonia e tiveram que ser colocadas em respiração artificial.

Considerando-se que as grávidas representam cerca de 1% da população dos EUA, os pesquisadores consideram a mortalidade pela gripe muito alta.

Denise Jamieson, autora do estudo, reconhece que esse número é instável (porque depende do número de mortes relatadas naquele momento), mas orienta que as grávidas que têm alguma suspeita informem o médico imediatamente.

Ainda segundo ela, é preciso administrar medicamentos antivirais às grávidas rapidamente, de preferência nas primeiras 48 horas dos sintomas.

O infectologista Carlos Magno Fortaleza, chefe do Departamento de Doenças Infecciosas da Unesp, diz que a mortalidade entre as grávidas chama a atenção. De acordo com ele, gestantes com sintomas como febre alta e tosse ou dor de garganta devem ser internadas nos hospitais de referência.

"Estamos seguindo a recomendação do Ministério da Saúde de internar essas grávidas por precaução, já que os resultados dos exames demoram algum tempo para sair", diz.

Já o infectologista Francisco Hideo Aoki, professor da Unicamp, afirma que é muito cedo para afirmar que as grávidas têm risco aumentado.

"A série histórica ainda é muito pequena para fazer esse tipo de afirmação", pondera.

"Não devemos criar um alarde. Grávidas devem receber um olhar diferenciado e tomar as precauções, como lavar sempre as mãos e evitar locais fechados. Mas isso não justifica adiar uma gestação", diz a ginecologista Fabiana Sanches, coordenadora da Saúde da Mulher do Hospital Santa Marcelina.

Obesos

Já um estudo do CDC sobre obesos os afastou dos grupos de risco para a doença. Segundo o órgão, o percentual de obesos entre os mortos pela doença nos EUA (38%) é quase igual ao da população americana (34%).

Folha Online

 

30/7/2009 OMS: América Latina é região mais atingida pela gripe suína

REUTERS

GENEBRA - A América Latina é a região mais atingida pela gripe suína, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). A região tem o maior número de contaminações e mortes. Cerca de dois terços das 816 mortes em decorrência da nova gripe confirmadas no mundo aconteceram na América Latina.

A Argentina tem a maior quantidade de vítimas fatais na região, com 165 mortes registradas. Em relação ao resto do mundo, o país só fica atrás dos Estados Unidos.

Os demais países que encabeçam a lista latino-americana são: México (138 mortes), Chile (79), Brasil (56) e Peru e Uruguai (ambos com 23).

Acredita-se que estes números podem ser ainda maiores, já que outras mortes ainda estão sendo investigadas e podem ter sido provocadas pela gripe suína.

JB

 

30/7/2009 "Gripe suína" leva 4 Estados e DF a adiarem volta às aulas

O reinício das aulas de mais de 11 milhões de alunos em quatro Estados brasileiros e no Distrito Federal foi adiado para tentar frear a disseminação da "gripe suína" (rebatizada de gripe A H1N1 pela OMS) entre alunos e professores. Além de São Paulo e Distrito Federal, nesta quarta os Estados do Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul também decidiram adotar a medida.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, a prefeitura também prorrogou as férias nas escolas municipais e o recesso de 254 creches.

A medida também foi adotada pelos municípios de Duque de Caxias, Nova Iguaçu e Niterói, que fazem parte da Grande Rio e contam com de 183 mil alunos.

Com uma rede de 168 escolas e 92 mil alunos, Duque de Caxias, que começaria suas aulas no dia 3 de agosto, decidiu prorrogar as férias por dez dias. Niterói, que tem 26 mil alunos, também iniciaria as aulas nesta segunda-feira (03/08), mas prorrogou as férias escolares por mais uma semana; Nova Iguaçu, que encerraria suas férias no dia 5, adiou o início das aulas de seus 65 mil alunos, para o dia 10.

Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, a governadora Yeda Crusius divulgou nota nesta quarta-feira informando sobre o prolongamento das férias de cerca de 1,2 milhão de alunos.

Segundo ela, as aulas, que iriam voltar na próxima segunda-feira, só retornarão no dia 17 de agosto. A governadora recomenda que a decisão seja acompanhada pelas escolas municipais, particulares e universidades.

Paraná

O sindicato das escolas particulares decidiu suspender todas as atividades até o dia 10 de agosto. A Prefeitura de Curitiba também adiou as aulas que deveriam começar no próximo dia 4 para o dia 10.

A rede municipal de educação é formada por 175 escolas, com 110 mil alunos, e 168 Centros Municipais de Educação Infantil, com 30 mil crianças atendidas.

A Secretaria Municipal da Saúde recomendou ainda que escolas estaduais e particulares, faculdades e cursinhos pré-vestibulares suspendam suas atividades temporariamente para reduzir os riscos de transmissão do vírus da nova gripe.

São Paulo

Na terça-feira, as escolas estaduais e municipais de São Paulo prorrogaram as férias devido à "gripe suína" por orientação da Secretaria de Saúde do Estado. As aulas do segundo semestre começarão só no dia 17 de agosto.

As creches da capital também não funcionarão entre os dias 3 e 16 de agosto. Seguindo a mesma orientação, as três universidades estaduais paulistas (Unicamp, USP e Unesp) e as Etecs e Fatecs também decidiram adiar para a mesma data o início das aulas.

Com relação às escolas particulares, universidades públicas e privadas e escolas técnicas, o secretário informou que caberá a cada estabelecimento adotar ou não a recomendação. Conforme apurado pela reportagem do Último Segundo, as escolas particulares ainda estão decidindo se adotam a recomendação.

Entre algumas que já optaram pela prorrogação das férias estão FGV, Mackenzie, Colégios Renovação, Rio Branco, Santa Cruz e Sion, de acordo com o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo. O mesmo critério foi adotado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que só retornará suas atividades no dia 17 de agosto.

Distrito Federal

No último sábado, as secretarias de Educação e Saúde do Distrito Federal também decidiram adiar em uma semana o reinício das aulas da rede pública, ficando o retorno para o dia 3 de agosto.

“[A decisão pelo adiamento] é uma atitude preventiva, que não foi tomada a partir de um fato novo em relação à gripe, mas que visa a dar condições de que os professores recebam todas as informações necessárias para que saibam como agir diante dos casos de gripe”, explicou o secretário-adjunto de Saúde do Distrito Federal, Florêncio Cavalcante.

 

29/7/2009 Campinas confirma segunda morte por gripe suína

Vítima tinha problemas no sistema imunológico; outras 7 mortes são investigadas na cidade

Fabiana Marchezi, Central de Notícias

SÃO PAULO - A Secretaria Municipal de Saúde de Campinas, no interior paulista, confirmou, nesta quarta-feira, 29, a segunda morte por causa da gripe suína. A vítima é uma mulher de 48 anos que estava internada desde o último dia 22 e morreu na segunda-feira, 27. Ela tinha outra doença que comprometia o sistema imunológico.

 De acordo com a secretaria, outros sete óbitos suspeitos de Doença Respiratória Aguda Grave (SRAG) estão sendo analisados para várias doenças, inclusive para a gripe suína. Os exames destes pacientes estão sendo processados. São seis mulheres: de 54 anos; 34 anos; 22 anos; 32 anos; 36 anos; 56 anos; e um homem de 35 anos. Desse total, três já tinham outra doença que comprometia o sistema imunológico.

 A secretaria também confirmou outros três novos casos da doença em moradores da cidade: uma gestante de 17 anos, um homem de 26 anos e uma menina de 11 anos. Todos estão em processo de recuperação e passam bem.

 Com os novos casos, chega a 78 o número de infectados pela doença na cidade, contando com as duas mortes. A secretaria ressalta que o número é o resultado acumulado desde os primeiros registros confirmados de infecção em moradores de Campinas, no dia 19 de junho.

 

29/7/2009 Espanha registra 7ª morte causada por gripe suína

colaboração para a Folha Online

A Secretaria de Saúde e Bem-estar Social de Castela-La Mancha informou nesta quarta-feira a morte de um homem de 34 anos por gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1). Com isso, o total de mortes no país causada pela doença chegou a sete.

O paciente havia sido internado no último dia 12 em consequência de um "quadro respiratório compatível com sintomatologia gripal".

Desde então, permaneceu em estado "muito grave", até a morte --a primeira causada pela gripe suína na região de Castela-La Mancha.

A primeira morte pela doença na Espanha foi de uma mulher de origem marroquina, em 30 de junho, em Madri.

As autoridades de saúde espanholas anunciaram que todas as crianças até os 14 anos serão vacinados no país contra a gripe suína por formarem um grupo de risco ao vírus H1N1.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório.

Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).

Folha Online

 

29/7/2009 Adolescente com gripe suína deixa hospital após 36 dias internada em Santa Maria (RS)

Uma adolescente de 14 anos deixou o hospital Universitário de Santa Maria (RS) na tarde de terça-feira (28), após ficar internada por 36 dias devido à gripe suína --gripe A (H1N1). A jovem é moradora de São Gabriel (RS).

De acordo com o hospital, a garota foi internada no dia 21 de junho na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da instituição, com sintomas da doença. O diagnóstico foi confirmado apenas três dias depois.

A jovem apresentou problemas respiratórios e chegou a ter sinais de fibrose pulmonar, um problema que faz com que ela continue a depender de aparelhos para respirar. A adolescente deixou a UTI apenas no dia 22 deste mês.

Ainda segundo o hospital, a garota contraiu a doença durante uma viagem a Buenos Aires, na Argentina.

Ontem, o Estado do Rio Grande do Sul confirmou mais uma morte por gripe suína, subindo para 19 o número de vítimas no Estado e 56 no país. A morte confirmada em Uruguaiana é de um homem de 45 anos, sem doença preexistente, e que morreu no último dia 27.

Também na tarde de terça, o Estado de São Paulo confirmou novas mortes causadas pela nova gripe. Por conta do crescimento dos casos da doença, a Secretaria de Educação de São Paulo prorrogou as férias em todas as escolas da rede estadual. A volta às aulas também ficou para o dia 17 de agosto nas três universidades paulistas --USP, Unesp e Unicamp.

Folha Online

 

29/7/2009 Governo do Rio adia volta às aulas devido à gripe suína

da Folha Online

A Secretaria Estadual de Educação do Rio adiou em uma semana a volta às aulas devido à gripe suína --como é conhecido o vírus Influenza A (H1N1).

Segundo comunicado da pasta, em princípio, as aulas só devem ser retomadas no dia 10 de agosto. A rede estadual de ensino do Rio comporta cerca de 1,5 milhão de estudantes em 1.400 escolas.

A medida é a mesma que foi adotada ontem em São Paulo pelas secretarias Estadual e municipal de Educação.

O Estado do Rio tem cinco mortes confirmadas pela doença.

São Paulo é o Estado com maior número de mortos pela doença --27. Em todo o país, o número de mortes chegou a 56 nesta terça-feira. Nesta terça-feira, o Estado da Paraíba confirmou a primeira morte causada pela nova gripe na região Nordeste do Brasil, enquanto São Paulo e Rio Grande do Sul registraram mais 10 mortes.

Reunião

Segundo a Secretaria de Estado de Educação do Rio, no dia 5 de agosto haverá uma nova reunião entre as Secretarias de Estado de Saúde e de Educação para avaliar a situação e tomar as medidas necessárias à prevenção da gripe.

As cerca de 30 coordenadores regionais da rede de ensino do Estado realizarão um encontro com os diretores de suas áreas de atuação para orientá-los sobre o procedimento que deve ser adotado nas escolas sobre a gripe suína no caso de alunos que apresentem alguns dos sintomas relacionados ao desenvolvimento da doença.

Disque Gripe

Os moradores do Rio podem se valer de um serviço telefônico gratuito para obter orientações sobre a doença.

Por intermédio do 0800-28-10-100, as pessoas podem tirar dúvidas sobre a nova doença. A estratégia faz parte do plano de contingência do governo estadual para combater a gripe.

Folha ONLINE

 

29/7/2009 Gripe suína: residentes de SP ameaçam entrar em greve

AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - Os residentes do pronto-socorro do Hospital São Paulo ameaçam fazer uma paralisação de parte do atendimento a partir de hoje em razão da falta de infraestrutura adequada para a sobrecarga de trabalho ocorrida após o aumento de casos de gripe suína. Em carta afixada na porta do pronto-socorro do hospital público da zona sul, os residentes clínicos destacam que o aumento da demanda ocasionada pela Influenza A(H1N1) ?fez com que ficasse mais óbvio o descaso? com a categoria.

Eles afirmam que a nova doença obrigou os médicos a serem responsáveis também por pacientes com a suspeita da gripe, além das tarefas que já tinham de cumprir. E apontam dificuldades como atrasos de até três horas de exames na emergência, falta de colchões e ausência de segurança. Pacientes com suspeita de estarem contaminados pelo vírus da gripe suína, revoltados, chegaram a invadir consultórios, afirmam os médicos.

Segundo Patrícia Rocha, presidente da associação que reúne a categoria no hospital, 13 residentes clínicos têm de se dividir ao longo do dia entre o pronto-socorro, ambulatórios e enfermarias. Mas só no pronto-socorro ocorreu acréscimo de 30% da demanda após a nova gripe.

Na tarde de ontem, as negociações já tinham avançado com a direção do hospital, afirmou Patrícia, mas a possibilidade de greve não estava descartada. Caso seja confirmada, somente os casos graves serão atendidos. A direção clínica da unidade, que é vinculada à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), promete já para esta semana abrir uma unidade especial para atender casos de gripe das 8h à 0h. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

 

29/7/2009 RS é o terceiro estado a prorrogar férias escolares pela gripe suína

Portal Terra

PORTO ALEGRE - O reinício das aulas na rede estadual de ensino do Rio Grande do Sul foi adiado por causa da gripe suína. A decisão foi anunciada nesta manhã pelos secretários de Educação, Mariza Abreu, e de Saúde, Osmar Terra. São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal adotaram a mesma medida.

Os alunos, que deveriam retornar às salas de aula na próxima segunda-feira, dia 3 de agosto, só deverão voltar no dia 17. Serão afetados pela medida 1,2 milhão de estudantes em 2607 escolas. O Colégio da Brigada Militar também suspendeu as aulas.

- A medida de evitar aglomerações nas escolas nesse período de muito frio pode reduzir a velocidade do vírus, embora não impeça a transmissão em casa ou no shopping. Mas ela não muda os números finais. As pessoas que tiverem de ser contaminadas, serão - disse Terra.

Na terça-feira, as cidades gaúchas de Uruguaiana e Caxias do Sul confirmaram três mortes. Em São Paulo, a Secretaria de Saúde do Estado contabilizou mais sete vítimas fatais. Na Paraíba, foi registrado o primeiro óbito pela doença no Nordeste. Com as confirmações, o total de mortes pelo influenza A (H1N1) no país chega a 56.

Portal Terra

 

28/7/2009 Com cinco casos, Ribeirão confirma surto de gripe suína em entidade

Colaboração para a Folha Ribeirão

Ribeirão confirmou ontem (27) um surto de gripe suína --a chamada gripe A (H1N1)-- em uma entidade. Com cinco casos positivos para o vírus que causa a nova gripe, a instituição que atende crianças e jovens com deficiência mental, tem ainda seis pessoas internadas com sintomas da gripe.

Na segunda, o Estado de São Paulo confirmou mais quatro mortes causadas pela doença, sendo duas em Osasco (Grande São Paulo), uma em São Carlos (a 232 km de São Paulo) e outra em Mogi-Guaçu (164 km de São Paulo). Com os novos números, subiu para 45 o total de mortes no Brasil.

Outros dois casos de surto estão sendo investigados em Ribeirão, um em uma empresa da cidade e outro em uma casa de repouso. É considerado surto, quando há três casos ou mais em um ambiente fechado, em um intervalo de cinco dias.

Com os cinco casos do surto, subiu para 20 o total de confirmados em Ribeirão. Há ainda 12 suspeitos.

Segundo a chefe da Vigilância Epidemiológica de Ribeirão Preto, Ana Alice de Castro e Silva, a confirmação do surto não muda o procedimento na instituição. "Desde que foi notificada a suspeita, estamos monitorando o local e acompanhando o caso", disse.

No total, 17 pessoas na instituição apresentaram os sintomas, sendo que 15 precisaram de internação. Nove pacientes tiveram alta.

Não será coletado material dos demais pacientes porque os cinco exames já caracterizam o surto. "O resultado mostrou que é mesmo a gripe A, por isso, a medida agora é prosseguir com o tratamento."

Os outros dois surtos continuam em análise e, segundo Ana Alice, está sendo feito o levantamento de quantas pessoas estão com os sintomas de gripe. "Em cada um dos lugares posso dizer que há pelo menos três casos", disse.

A aposentada Maria Aparecida Rebello de Souza, 69, que morava na casa de repouso que está sendo investigada, faleceu na última sexta-feira, em decorrência de doença respiratória aguda grave.

Ontem, o boletim da Secretaria da Saúde informou que um caso suspeito foi descartado e surgiram mais dois que estão sendo investigados. No total, 12 pacientes aguardam o resultado dos exames, sendo que quatro estão internados --uma mulher continua na UTI.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório.

Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).

Folha Online

 

28/7/2009 Nordeste registra primeira morte por gripe suína; 46 morrem no Brasil

da Folha Online

A direção do hospital Lauro Wanderley, em João Pessoa (PB), confirmou nesta terça-feira a primeira morte por gripe suína, a chamada gripe A (H1N1), no Nordeste. Trata-se da 46ª vítima do país.

Segundo o hospital, a vítima é um homem. Antes de morrer ele sofreu duas paradas cardíacas graves.

 A morte ainda não foi confirmada pelo Ministério da Saúde --que divulga boletim semanal sobre a doença.

A diretora da divisão infecto-contagiosas do hospital, Romilda Abreu Fernandes, informou que a vítima é um estudante de 31 anos e foi internado na última quarta-feira (22). Dois dias antes ele esteve em um congresso de estudantes em Brasília.

Fernandes não soube informar se ele é da UFPB (Universidade Federal da Paraíba), responsável pelo hospital.

O jovem já apresentava problemas respiratórios e já havia sido internado em outras oportunidades. O caso foi confirmado após exame realizado no Instituto Evandro Chagas. As pessoas que tiveram contato com o estudante estão sendo monitorada mas até agora não houve confirmação de outros casos, segundo a diretora. O Estado da Paraíba tem sete casos confirmados da doença.

Folha Online

 

28/7/2009 Gripe suína adia volta às aulas na rede estadual de SP para dia 17 de agosto

A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo prorrogou as férias em todas as escolas da rede estadual como forma de prevenir novas contaminações pela gripe suína --a chamada gripe A (H1N1). O retorno às aulas deve acontecer no dia 17 de agosto.

Ontem (27), foram confirmados mais quatro mortes causadas pela doença no Estado de São Paulo, sendo duas em Osasco (Grande São Paulo), uma em São Carlos (a 232 km de São Paulo) e outra em Mogi-Guaçu (164 km de São Paulo). Com os novos números, subiu para 20 o total de mortes no Estado.

Segundo a pasta, a medida acontece por recomendação da Secretaria Estadual de Saúde. Algumas escolas já tinham retornado às aulas nesta semana e outras tinham o calendário programado para retornar do recesso na próxima segunda-feira (3).

Até a tarde de hoje, a secretaria ainda não tinha definido como será feita a reposição das aulas desse período.

Hoje, foi confirmada a primeira morte em decorrência da gripe suína no Nordeste. A vítima é um homem que estava internado no hospital Lauro Wanderley, em João Pessoa (PB). Antes de morrer ele sofreu duas paradas cardíacas graves. Com isso, sobe para 46 o número de mortes em devido a gripe no país.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório.

Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).

Folha Online

 

28/7/2009 São Paulo confirma mais sete mortes por gripe suína; total chega 53 no Brasil

A Secretaria de Saúde de São Paulo confirmou na tarde desta terça-feira mais sete mortes causadas pela gripe suína --a chamada gripe A (H1N1). Com isso, o número de mortes sobe para 27 no Estado e 53 no Brasil.

Apesar da confirmação, até as 14h40, a pasta não havia divulgado os municípios em que os casos foram confirmados, ou detalhes sobre os pacientes.

Na segunda (27), foram confirmadas outras quatro mortes causadas pela doença no Estado, sendo duas em Osasco (região metropolitana), uma em São Carlos (a 232 km de São Paulo) e outra em Mogi-Guaçu (164 km de São Paulo).

Nesta terça foi confirmada também a primeira morte em decorrência da gripe suína no Nordeste. A vítima é um homem que estava internado no hospital Lauro Wanderley, em João Pessoa (PB).

Aulas

A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo prorrogou as férias em todas as escolas da rede estadual como forma de prevenir novas contaminações pela gripe suína. O retorno às aulas está programado para o dia 17 de agosto.

Segundo a pasta, a medida segue recomendação da Secretaria Estadual de Saúde. Algumas escolas já tinham retornado às aulas nesta semana e outras tinham o calendário programado para retornar do recesso na próxima segunda-feira (3).

Folha Online

 

28/7/2009 Brasil tem 55 mortos por gripe suína. Nordeste tem 1ª vítima fatal

O total de mortes pela gripe suína no Brasil subiu para 55 nesta terça-feira. No começo da tarde, a Secretaria de Saúde de São Paulo confirmou sete novas vítimas fatais da doença no estado, enquanto a Secretaria de Saúde de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, confirmou a morte de dois homens infectados pelo vírus A (H1N1). Mais cedo, a Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa, na Paraíba, confirmou na o primeiro caso de morte por gripe suína no estado.

O paciente paraibano morreu na madrugada desta terça no Hospital Universitário Lauro Vanderlei, que fica no campus da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), onde estava internado desde o último dia 21. Ele teria se infectado durante um congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), em Brasília.

De acordo com a secretaria, a vítima, de 31 anos, teve a doença confirmada na semana passada pelo Instituto Evandro Chagas, em Belém (PA). Ele apresentava histórico de doenças pulmonares, como pneumopatia crônica e má formação congênita no tórax. De acordo com a secretaria, o corpo será ensacado por duas vezes e o caixão não poderá ser aberto durante o velório.

Em São Paulo, a Secretaria de Saúde não forneceu muitas informações sobre as novas vítimas. Não foram divulgados os municípios onde ocorreram as mortes nem detalhes a respeito dos pacientes. O número de vítimas fatais da nova gripe no estado já chega a 27. Em Caxias também não foram divulgadas mais informações a respeito dos mortos. A cidade já registra três óbitos causados pela doença.

 Veja Online

 

28/7/2009 Gripe suína expõe falhas da OMS ao lidar com pandemia

AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - A pandemia de gripe suína revela que ainda não existe uma coordenação internacional para lidar com problemas globais de saúde. Pressionada politicamente e refém de interesses comerciais, a Organização Mundial da Saúde (OMS), agência da Organização das Nações Unidas (ONU), não conta com uma estratégia de vacinação nem de distribuição de antivirais. ?Não temos uma política para isso, vamos explorar todas as opções?, disse o porta-voz da entidade Gregory Hartl. Além disso, a OMS não conseguiu contabilizar os casos da doença a contento nem criar um fundo para lidar com a doença.

A entidade não consegue montar uma estratégia de vacinação. Originalmente, a diretora da OMS, Margaret Chan, afirmou que a vacina teria de começar a ser produzida assim que decretada a pandemia. Quando isso ocorreu, Chan mudou de ideia porque as empresas deveriam concluir a produção de vacinas sazonais que já estava em andamento. Agora, ela está de férias. A OMS convocou então farmacêuticas de todo o mundo para que fosse montada uma estratégia de vacinação e de distribuição de antivirais. Três meses depois, não há estratégia.

Ontem, a OMS decidiu publicar novos números de casos. Seriam 134,5 mil em todo o mundo, com 816 mortes. Mas esses números são de 22 de julho e só foram divulgados cinco dias depois. A região mais afetada seria o continente americano, com 87,9 mil casos, contra 16,5 mil na Europa e 21,5 mil no Oeste Pacífico. As Américas teriam mais de dois terços dos casos e 86% das mortes, com 707 óbitos entre os 816 contabilizados.

Mas o próprio comunicado deixa claro que os números não representam a realidade. Só no Reino Unido seriam mais de 100 mil casos e 1 milhão nos Estados Unidos. Além disso, a OMS não recomenda se escolas devem ou não ser fechadas. Na semana passada, o órgão admitiu que o maior número de casos foi inicialmente registrado em pessoas entre 12 e 17 anos, mas que, com a expansão da doença, a média de idade havia subido. Fechar escolas teria uma função, mas com custos proibitivos. A entidade, então, não recomendou estratégia. As informações são do jornal

Estadão.com

 

28/7/2009 Tamiflu pode se tornar resistente ao vírus da gripe suína

O uso indiscriminado do Tamiflu para combater gripes que nem sempre são caracterizadas como gripe suína, pode levar à ineficiência do medicamento quando ele for de fato necessário. A opinião é do médico Peter Holden, especialista em pandemia de gripe da Associação Médica Britânica. Segundo ele, naGrã-Bretanha, a responsabilidade é das autoridades de saúde que costumam se contradizer em orientações dadas à população. “Alguns afirmam que o remédio pode ser usado quando a pessoa quiser, outros dizem que é preciso prescrição médica”, argumentou Holden.

O número de pessoas que sofrem com os efeitos colaterais - náusea, vômito, diarreia e dor de cabeça – do antiviral também aumentou, segundo o especialista. “Todos dos dias médicos se deparam com pacientes que manifestam efeitos do Tamiflu”, disse. Para ele, a prescrição deste medicamento deveria ser feita com a mesma cautela de um antibiótico.

Uruguaiana – No Brasil, a preocupação é outra. Recentemente, em uma entrevista exclusiva a VEJA.com, o pneumologista Cláudio Crespo, que atende cerca de cem pacientes com suspeita de gripe suína em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, disse que provavelmente faltaria Tamiflu para tratar as pessoas infectadas.

Crespo estima que 4% da população de Uruguaiana esteja com algum tipo de gripe, mas é impossível saber se é suína ou não. A preocupação do pneumologista deve-se ao fato que a cidade recebera cerca de 100 doses de Tamiflu, quantidade considerada baixa para o número de pessoas que possam estar com a Influenza A. 

Veja .Com

 

28/7/2009 OMS diz que pandemia de gripe suína continua moderada

colaboração para a Folha Online

A OMS (Organização Mundial da Saúde) afirmou nesta terça-feira que a pandemia de gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1)-- continua sendo moderada e, na grande maioria de casos, as pessoas infectadas apresentam sintomas leves e que são semelhantes aos de qualquer outro tipo de gripe.

A porta-voz da organização, Aphaluck Bhatiasevi, reiterou que o vírus continua se propagando, principalmente entre crianças e adolescentes (predominantemente entre 12 e 17 anos).

No entanto, a média de idade aumenta consideravelmente quando se trata de doentes que desenvolvem sintomas graves e que requerem hospitalização.

Sobre o tratamento, a porta-voz disse que continua a recomendação de utilizar o antiviral Tamiflu nas pessoas com o vírus, independente do grupo de idade.

Nas últimas semanas, foram notificados casos de pessoas que desenvolveram resistência a esse remédio, mas se considera que são situações isoladas.

Copa do Mundo

A OMS está discutindo com o governo da África do Sul como reduzir o risco de a doença se espalhar durante a Copa do Mundo de 2010.

As conversas são parte de um esforço da organização em evitar que os fãs de futebol, reunidos em massa, causem um maior número de casos.

"Estamos analisando os planos do governo e todas as medidas que eles estão colocando em prática para lidar com surtos de qualquer tipo de doença que podem acontecer na Copa do Mundo", disse Bhatiasevi.

O torneio será disputado em junho e julho de 2010 --o pico de gripe comum no inverno do hemisfério sul. Espera-se que cerca de 450 mil turistas viagem à África do Sul para o evento.

Na última Copa do Mundo, na Alemanha, em 2006, a OMS alertou aos torcedores que se vacinassem contra sarampo para evitar serem expostos à doença, que se propagava em algumas escolas europeias.

Folha Online

 

27/7/2009 Disque Gripe Suína começa a funcionar no Rio para evitar superlotação em hospitais

DIANA BRITO
colaboração para a Folha Online, no Rio

Começou a funcionar nesta segunda-feira (27) no Estado do Rio um serviço de teleatendimento chamado Disque Gripe Suína. Um dos intuitos do serviço é o de evitar que as pessoas que apresentarem sintomas procurem imediatamente médicos, gerando assim superlotação.

Por intermédio do 0800-28-10-100 as pessoas podem tirar dúvidas sobre a nova doença. A estratégia faz parte do plano de contingência do governo estadual para combater a gripe.

O Disque Gripe Suína vai funcionar das 6h às 23h30 na mesma central de atendimento do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, o principal objetivo do Disque Gripe Suína é o de evitar que pessoas que estejam com suspeita de gripe procurem imediatamente hospitais ou UPAs (Unidades de Pronto Atendimento). A estratégia é tida como uma forma de evitar a transmissão do vírus da nova gripe.

Cerca de 250 pessoas serão capacitadas para realizar o serviço de teleatendimento.

Portal

A partir desta segunda-feira o Estado também colocou em funcionamento um portal contra a gripe A, o www.riocontragripea.rj.gov.br.

No site é possível obter informações sobre os sintomas, onde ir em caso de suspeita e recomendações aos profissionais de saúde.

Folha Online

 

27/7/2009 Número de mortes por gripe suína na Espanha chega a seis

O governo da Espanha anunciou nesta segunda-feira a sexta morte no país causada pela gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1).

A vítima, sobre o qual não foram informados dados pessoais, apenas a idade --53--, estava internada em estado "muito grave" em um hospital da localidade de Alzira, em Valência, e tinha uma doença prévia.

A morte é a segunda causada pela gripe A que ocorre na região de Valência.

Na mesma região, há atualmente três pessoas hospitalizadas com a doença, entre elas uma mulher de 28 anos com quadro de saúde "muito grave".

A primeira morte por causa da gripe suína na Espanha ocorreu em 30 de junho, quando uma mulher de origem marroquina e que no dia anterior tinha feito uma cesariana morreu em um hospital de Madri.

Depois, morreram um homem de 41 anos que tinha uma doença crônica, uma mulher nigeriana de 33 anos e um homem de 71 com uma doença broncopulmonar.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).

Folha Online

 

27/7/2009 OMS registra mais de 134 mil casos e 816 mortes por gripe suína

A OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgou nesta segunda-feira que já foram registrados 134.503 casos de gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1)-- no mundo. Em 816 casos, os pacientes morreram.

Trata-se do primeiro balanço oficial divulgado pela OMS desde 6 de julho.

No último dia 17, a organização havia informado que não irá mais emitir boletins globais sobre o número de doentes, porque manter a conta de infectados é muito dispendioso, pois o vírus se espalha rapidamente.

Segundo a OMS, a contagem dos casos individuais já não é essencial (nos países mais afetados) para seguir o nível ou a natureza do risco causado pelo vírus ou para dar indicações sobre a melhor resposta para a doença.

Porém, a agência disponibilizou nesta segunda-feira uma atualização dos dados, mas mudou a maneira de fazer públicos --agora, a contagem não é mais país a país, mas por zonas geográficas.

Os dados informam que o maior número de caso está concentrado no continente americano, onde foram registrados 87.965 infectados e 707 mortes causadas pela doença.

Em seguida vem a região ocidente do oceano Pacífico, com 21.577 casos e 30 mortes.

Na Europa, foram contabilizados 16.556 casos de gripe suína e 34 mortes. No sudeste da Ásia, a OMS registrou 7.358 infectados pelo vírus da doença; 44 pessoas morreram.

A região denominada Leste do Mediterrâneo já contabilizou 890 casos e uma morte. A região menos afetada pela doença é a África, com 157 casos e nenhuma morte.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório.

Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).

Folha  Online

 

27/7/2009 Israel registra primeira morte causada por gripe suína

O Ministério da Saúde de Israel confirmou nesta segunda-feira a primeira morte causada por gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1)--, a de um homem de 35 anos residente no sul do país que tinha sido internado na semana passada.

A autópsia determinou que o paciente, chamado Shimon Azran, morreu no último sábado (25) por complicações associadas ao vírus, após ser admitido no centro médico de sua localidade de residência, Eilat, com sintomas de pneumonia.

Israel registra mais de 1.300 casos confirmados da gripe suína, segundo dados do Ministério da Saúde.

O governo impôs controles estritos nos aeroportos e nas fronteiras do país, em particular para quem regressa de viagem ao México, país onde foram detectados os primeiros casos da doença, em março.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) confirmou 800 mortes relacionadas à gripe suína em 160 países.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).

Folha Online

 

27/7/2009 Gripe suína não deve impedir crianças de irem a locais públicos

DANIEL BERGAMASCO
da Folha de S.Paulo

Com o aumento da circulação da gripe suína no inverno, pais de crianças se questionam: devem proibir os filhos de frequentar ambientes coletivos, como igrejas, restaurantes ou mesmo a escola?

Três infectologistas ouvidos pela Folha dizem que, se tivessem filhos pequenos, não os privariam dessas atividades. Contudo, diante das incertezas sobre o vírus, nenhum deles condena a cautela dos pais.

Os médicos também dizem que vale seguir orientação de órgãos governamentais. O ministro José Gomes Temporão (Saúde) recomendou, especialmente a mulheres grávidas, que se evite aglomerações.

"Se eu tivesse um filho de seis anos, mandaria ele para a escola. A letalidade dessa gripe não é maior que a da sazonal e não vejo motivo para pânico. Mas se um pai me disser que está deixando o filho em casa, este é um direito dele. Trata-se de um vírus novo e há muitas dúvidas", diz David Uip, diretor do Instituto Emílio Ribas.

Uip conta que nada mudou na rotina de seu neto de 1 ano, que mora no Guarujá (SP) e vive entre a casa e passeios na rua e na praia. "O único efeito da gripe na minha família foi minha filha de 23 anos ter desistido de viajar à Argentina."

Caio Rosenthal, também infectologista do Instituto Emílio Ribas, faz coro a Uip. Diz que não vetaria ida de filhos pequenos a lugares com muita gente, mas que ainda assim vale prudência. "Se o pai sabe que em determinado local há alguém com a gripe, tudo bem evitar que o filho vá até lá."

Mas, em tempos de aumento da transmissão do vírus, como saber onde estão os casos? "Não dá pra saber, mas não vejo motivo para pânico e alterar hábitos de rotina."

Esper Kallas, infectologista da Universidade de São Paulo, afirma que, apesar da grande divulgação e preocupação em torno da doença, é comum que novos tipos de gripe, como a suína, apareçam todos os anos.

"É normal. Todo outono e inverno é assim. Qualquer tipo de gripe pode trazer problemas, pois diminui a defesa do organismo. Não é à toa que o governo manda vacinar a população
mais velha", afirma.

Médicos aprovam as decisões de prefeituras que adiaram a volta às aulas para conter a disseminação da gripe, já que a temporada de frio favorece a transmissão. Já se sabe que a gripe suína é contraída mais facilmente que os outros tipos da doença e, por isso, vem se espalhando mais rapidamente.

Grupos de risco

A onda de gripe suína traz pânico entre mães de crianças que têm ou já tiveram problemas mais sérios de saúde --mesmo que já superados.

"Cem por cento das nossas mães estão trancando os filhos em casa e até evitando visitas", conta Maria Julia Miele, presidente do Instituto Abrace, ONG na qual mães que já tiveram filhos em UTI prestam apoio às que passam hoje pela mesma situação.

"As mães nos contam que estão tirando as crianças da fisioterapia, da equoterapia, com medo da doença. Todo mundo que passa pela porta das casas precisa lavar bem as mãos e passar álcool em gel. Se estiver gripado, melhor nem ir."

A origem do medo é a sucessiva divulgação de casos de morte de pessoas que já tinham outros problemas de saúde.

Kallas recomenda nesses casos que se peça avaliação dos médicos que cuidam dos problemas de saúde pré-existentes, para que possam avaliar os riscos trazidos pela nova gripe. Isso também vale para adultos.

"Por exemplo: eu atendo pacientes com HIV, que me perguntam sobre a gripe. Se eles estão com a imunidade boa, digo para que levem uma vida normal", afirma.

Folha ONLINE

 

27/7/2009 Gripe suína: países revisam lista de fatores de risco

SÃO PAULO - A lista de fatores de risco para a gripe suína está sob revisão. Especialistas de vários países, incluindo do Brasil, analisam o real impacto de características específicas e problemas de saúde preexistentes para o agravamento da doença. O esforço se explica pelas estatísticas até agora. No País, dos 222 casos de gripe suína com maior gravidade, somente 33,7% apresentam fatores de alerta. A maior parte dos pacientes graves atendidos no Brasil (pelo menos 66,3%) não tinha nenhuma doença pré-existente, não era idoso, gestante ou criança.

De acordo com os resultados do trabalho, fatores podem ser incluídos, outros descartados?, antecipa o diretor de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Eduardo Hage. A primeira análise mais detalhada sobre casos graves e fatores de risco é esperada para quarta-feira.

O diretor conta que a lista que hoje é usada por autoridades sanitárias foi feita com base no histórico de complicações de gripe comum e na experiência colhida nos primeiros casos da Influenza A (H1N1). ?É natural que ajustes sejam feitos. Mas isso não significa que a lista atual será invalidada.? Uma mudança já foi sentida: obesidade mórbida foi incorporada aos fatores de risco há algumas semanas.

O gerente de vigilância em saúde, prevenção e controle de doenças da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Jarbas Barbosa, adverte que a lista de fatores de risco não pode ser considerada como algo definitivo e excludente. E conta que, das mortes registradas no mundo até agora, 30% ocorreram num grupo de adultos jovens sadios. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão.com.br

 

27/7/2009 SP: homem morre vítima da gripe suína em Mogi-Guaçu

A Secretaria de Saúde do município de Mogi-Guaçu, no interior de São Paulo, confirmou nesta segunda-feira a morte de um paciente infectado pelo vírus Influenza A (H1N1), causador da gripe suína. A vítima era um homem de 58 anos, que morreu no domingo.

De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, o paciente estava internado desde o dia 16 de julho na Santa Casa de Mogi-Guaçu, que atua como hospital de referência para o tratamento da doença na região. Ele chegou ao hospital com uma forte pneumonia que evoluiu para uma insuficiência respiratória aguda grave.

No dia 18, ainda de acordo com a prefeitura, a saúde do paciente se agravou e ele foi transferido para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do próprio hospital, onde ficou em isolamento. Dois dias depois, passou a receber tratamento contra a doença, por meio do medicamento conhecido como Tamiflu.

A Vigilância Sanitária do município investiga a possibilidade de o homem ter mantido contato com pessoas provenientes do Chile. De acordo com a prefeitura, não há informações se a vítima pertencia a algum grupo de risco. O homem foi sepultado na manhã desta segunda-feira.

A prefeitura informou ainda que a família do paciente não apresentava sintomas da doença até esta segunda-feira. O município acompanha ainda outro paciente com suspeita da doença, que está internado em estado grave na Santa Casa da cidade. O resultado do exame deve sair amanhã.

Até as 13h, a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo não havia divulgado atualização no número total de mortes provocadas pela nova gripe no Estado.

TERRA

 

22/7/2009 Gripe suína: ministro da Saúde diz que vacina testada na Austrália só chegará ao Brasil em 2010

SÃO PAULO - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo, que a vacina contra a gripe suína que está sendo testada na Austrália só poderá ser usada no Brasil no inverno de 2010. A vacina está sendo testada para ser aplicada durante o próximo inverno no hemisfério norte. Segundo o ministro, o Instituto Butantã de São Paulo, será uma das instituições que vai produzir a vacina no Brasil.

- Isso é uma boa notícia. Esse vírus da nova gripe sofreu uma mutação. Recebemos uma nova vacina e começaremos a testar nas pessoas. Isso vai nos permitir avaliar os efeitos colaterais. No hemisfério norte, a vacina já estará disponível em outubro ou novembro deste ano. No Brasil, a vacina só estará pronta em 2010 - afirmou.

José Gomes Temporão disse que o país tem atualmente 9 milhões de kits para tratamento da gripe e deve receber mais 150 mil em breve. Nesta terça, mais 50 mil kits foram recebidos pelo Ministério da Saúde. Eles serão distribuídos aos estados que registram mais casos da nova gripe, como o Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

O ministro reafirmou que a gripe suína tem características "extremamente semelhantes" a uma gripe comum e é tratada da mesma maneira.

- Tratamos a nova gripe da mesma maneira que tratamos a gripe comum. O medicamento usado é o mesmo. A conduta médica é a mesma e os sintomas são parecidos. É como se tivéssemos dois vírus circulando no país. Praticamente, isso não muda muito para nós da área de saúde - afirmou.

Ele comparou o número de mortes pela gripe suína no país - 22 até agora - com o número de mortes pela gripe comum registradas no ano passado:

- Um dado importante para a população saber: em julho do ano passado, morreram no Brasil, de complicações da gripe comum, 4.500 pessoas.

O ministro disse que além de crianças pequenas e idosos, integram o grupo de risco mulheres grávidas, pessoas com doenças crônicas ou que se tratam de doenças que podem baixar a imunidade, como transplante de órgãos e AIDS. O ministro afirmou que o medicamento específico para tratar os casos mais graves da doença não está sendo vendido nas farmácias para evitar a automedicação e uma possível resistência do vírus ao remédio.

O ministro disse também que o controle da medicação no país foi uma decisão tomada pelo fabricante e não pelo Ministério da Saúde.

- Se tivéssemos muito medicamento nas farmácias, haveria uma corrida muito grande aos estabelecimentos. A automedicação é perigosa, porque ela tem efeito colateral. O fabricante resolveu reduzir o número de caixas disponíveis por causa do aumento da demanda no mundo inteiro.

O ministro afirmou que as pessoas que possuírem planos de saúde devem buscar os hospitais credenciados, e aqueles que usam o SUS, devem procurar os postos de saúde de seus bairros, as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) de sua cidade.

O Globo

 

22/7/2009 Gripe suína: repasse de antiviral pode parar na Justiça

SÃO PAULO - A Defensoria Pública da União estuda entrar com uma ação civil pública contra o Ministério da Saúde por causa da centralização dos estoques do antiviral Tamiflu. O medicamento, que tem como princípio ativo o oseltamivir, é usado no tratamento dos casos mais graves de gripe suína. ?Está havendo uma centralização excessiva. O ministério tem de ter diálogo e parceria com entidades privadas?, diz o defensor público da União André Ordacgy. Ele já enviou ofícios interpelando as três esferas de governo sobre uma série de procedimentos adotados para a prevenção e controle da epidemia de gripe suína. Se as respostas não forem satisfatórias, ele afirma que entrará com a ação.

A Assessoria de Imprensa do Ministério da Saúde informou que o governo não está monopolizando o estoque do medicamento, mas fez uma compra de 9 milhões de doses para serem encapsuladas e 800 mil doses já prontas, que estão sendo repassadas aos Estados na medida em que eles são solicitados. Os Estados repassam aos municípios e esses, para as unidades. Segundo o ministério, se o medicamento não está disponível em clínicas particulares e farmácias, é porque o laboratório não está fornecendo. O Estado tentou ouvir a Roche, laboratório que produz o Tamiflu, mas não obteve resposta.

Além da centralização do medicamento, que é mais eficaz quando usado nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas, Ordacgy questiona a desorganização do sistema de saúde e a demora na realização de exames de diagnóstico. ?O que estamos vendo nas emergências é uma mistura geral. Quem quebrou o pé, quem tem catapora e casos suspeitos de gripe suína estão todos juntos no mesmo ambiente fechado?, disse.

Para ele, as tendas de hidratação usadas na epidemia de dengue de 2008 no Rio e o auxílio do Exército deveriam ser utilizados para a montagem de postos de triagem de gripe. Ordacgy também defende que seja ampliado o número de laboratórios para diagnosticar a doença. Atualmente, apenas três laboratórios públicos realizam todos os exames e não estão dando conta da demanda. A pasta informou que estuda credenciar mais três laboratórios, mas por enquanto esses são os únicos com tecnologia e pessoal treinado para esse fim.

Estadão.com.br

 

22/7/2009 Austrália inicia hoje teste de vacina contra gripe suína em humanos

Os primeiros testes clínicos em humanos de uma vacina para a gripe suína começaram nesta quarta-feira na Austrália, que lidera assim os esforços internacionais para frear a pandemia do vírus A (H1N1) que deixa 700 mortos, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde).

A empresa Vaxine, em Adelaide, realiza testes com 300 voluntários, segundo a agência de notícias Associated Press. Já a CSL Biotherapies, com sede em Melbourne, começa um teste com 240 pessoas.

"Nós estamos no hemisfério sul e esse é o problema agora", disse o diretor de pesquisas da Vaxine, Nikolai Petrovsky. "A demanda existia há tempos. Nós estamos no meio de um surto de casos de gripe suína", completou, ressaltando que no inverno, as pessoas ficam mais vulneráveis a este tipo de doença.

Petrovsky afirmou que levará de seis a oito semanas antes dos resultados provarem se a fórmula é efetiva. "Não há garantia de que qualquer destas vacinas funcionará. A gripe suína é uma variação muito peculiar, um vírus diferente. Mas estamos esperançosos", completou.

Em comunicado, a CSL informa que espera poder começar a distribuir em setembro o medicamento contra o vírus A, que atinge 14.703 pessoas no país e causou 41 mortes.

A empresa pagou cerca de 400 dólares australianos (US$ 320) para cada voluntário que se submeter ao tratamento oferecido pelo Hospital Real da cidade de Adelaide.

Primeiro, os integrantes do grupo fizeram um exame de sangue. Em seguida, metade dos participantes dos testes recebeu uma injeção com uma dose da vacina, enquanto o restante tomou duas doses.

Dentro de duas semanas eles passarão por novos exames. No próximo dia 4 de agosto, começam os testes em crianças e jovens, segundo a CSL.

A vacina é similar à já existente para a gripe comum. Ela apenas inclui a cepa da gripe suína.

"Quando se tiver a confirmação de que a vacina não apresenta qualquer perigo e que é eficaz, assegurarei de colocá-la em andamento no país", afirmou o ministro da Saúde, Nicola Roxon.

As autoridades australianas encomendaram 21 milhões de doses de vacina à CSL, quantidade suficiente para cobrir toda a população contra o vírus.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada por um novo tipo de vírus influenza A (H1N1). Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório.

Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1.

Folha Online

 

22/7/2009 Osasco confirma terceira morte por gripe suína

A terceira morte causada pela influenza A (H1N1) gripe suína foi confirmada pela Secretaria de Saúde da Prefeitura de Osasco na noite de ontem (21). A vítima, uma moça de 23 anos, morava na zona sul da cidade e estava internada desde a semana passada no Hospital Regional, em Osasco, que pertence à rede estadual de saúde. Mais 13 pessoas apresentam os sintomas da gripe e estão em tratamento.

De acordo com a Prefeitura de Osasco, este caso não tem relação com as duas mortes registradas no município. A segunda vítima da gripe foi um rapaz de 21 anos, que estava internado no Hospital Sino-Brasileiro desde o dia 1º de julho e morreu na madrugada do último dia 11 com um quadro de pneumonia. A primeira vítima foi uma menina de 11 anos que morreu no dia 30 de junho em um hospital particular da cidade.

A Prefeitura de Osasco começou ontem um treinamento com mais de 1,4 mil médicos que trabalham na rede municipal de saúde para prevenir e combater a gripe suína no município. O objetivo é atualizar os profissionais sobre o procedimento e protocolo do Ministério da Saúde para o atendimento da doença.

A Secretaria Municipal de Saúde também orientará os funcionários do Poupatempo da cidade, unidade que atende em média três mil pessoas por dia. Também receberão as orientações representantes de 400 escolas particulares.

As ações em andamento incluem a distribuição de folhetos à população, ligações telefônicas com mensagens sobre a doença para os 130 mil telefones da cidade, serviço de esclarecimento de dúvidas por meio do telefone 08007744644 e a montagem de barracas pelo Exército onde será feita a triagem para o correto encaminhamento das pessoas com sintomas.

Até agora foram confirmadas nove mortes em decorrência da influenza A (H1N1) gripe suína no estado de São Paulo. No país, são 22 mortes causadas pela gripe, com mais 11 vítimas no Rio Grande do Sul, uma no Paraná, uma no Rio de Janeiro.

Agência Brasil

 

22/7/2009 Escola Naval suspende aulas devido à gripe suína  

RIO - Depois do caso de um marinheiro, o cabo Alexandre Pinto Ferreira, tripulante do Navio-Escola "Brasil", que morreu com suspeita de ter contraído a gripe suína, o Centro de Instrução Almirante Alexandrino e a Escola Naval interromperam as aulas até a próxima segunda-feira, 27 de julho.

Segundo o 1º Distrito Nava, a suspensão das aulas se deve ao aumento do número de casos de militares com sintomas de gripe e obedecem às orientações do "Protocolo de Manejo Clínico e Vigilância Epidemológica da Influenza", do Ministério da Saúde. No dia 27, as escolas farão uma nova avaliação dos casos.

Jornal do Brasil

 

22/7/2009 Instituto Butantan será responsável pela produção da vacina contra gripe suína no Brasil  

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, informou, ontem (21) à noite, que o Instituto Butantan, de São Paulo, será responsável pela produção da vacina contra o vírus Influenza H1N1, causador da gripe suína. Durante entrevista ao programa Observatório da Imprensa, da TV Brasil, o ministro informou que o instituto tem um contrato de transmissão de tecnologia com um laboratório francês que está trabalhando na produção da vacina contra a gripe suína.

"Há uma corrida, especialmente de quatro laboratórios multinacionais, pela produção da vacina para o inverno no Hemisfério Norte, que começa agora em dezembro. No Brasil, nós poderemos vacinar a população no ano que vem. Estamos em contato com vários laboratórios", afirmou Temporão.

Ele ressaltou que, quando for encontrada a vacina, haverá escassez do produto no mundo. "Outras questão é da propriedade intelectual. As populações mais pobres não podem ser privadas de uma patrimônio que é da humanidade. Acho que a OMS [Organização Mundial da Saúde] tem uma responsabilidade importante para determinar quais serão os mecanismos para que os países mais pobres tenham acesso a essa tecnologia."

Questionado sobre o fato de que o medicamento para tratar a doença, o tamivir, só estar disponível na rede pública de saúde, Temporão disse que é bom que ele não esteja à venda nas farmácias. "Não tem na farmácia porque, em função da demanda mundial, o laboratório não tem o medicamento para entrega. Mas, se tivesse, nós teríamos uma corrida às farmácias de pessoas que iam se automedicar. É uma irresponsabilidade dar remédio para todo mundo como se fosse jujuba. Se isso ocorresse, nós perderíamos a única arma que temos para combater a doença, que é a eficácia do medicamento" afirmou.

O ministro disse que o governo tem 9 milhões de doses do tratamento disponíveis e mais 1 milhão estocadas. A distribuição deve ser organizada pelas secretarias estaduais e municipais de Saúde.

Temporão ressaltou que a principal forma de combater a doença é a informação. Ele recomenda à população que acesse o site do Ministério da Saúde ou telefone para o Disque Saúde (0800611997) para esclarecer qualquer dúvida sobre a doença.

Folha Online

 

21/7/2009 Austrália faz primeiro teste de vacina para gripe suína em humanos

A empresa australiana CSL Ltd., com sede em Melbourne, será a primeira a realizar testes da vacina contra a gripe suína, denominada oficialmente gripe A (H1N1), em humanos. O teste deve ser realizado nesta quarta-feira, segundo reportagem da rede de televisão americana CNN.

Ao todo, 240 voluntários receberão doses da nova fórmula em meio a declarações da OMS (Organização Mundial da Saúde) de que, com a velocidade sem precedentes de transmissão do novo vírus, todo mundo deveria ser vacinado.

"O vírus já não pode ser detido e que todos os necessitarão de vacina. Virtualmente, os 6,8 bilhões de habitantes do planeta poderão ser infectados", afirmou o porta-voz da OMS, Gregory Hartl, citado pela agência de notícias France Presse.

O teste, segundo a CNN, será conduzido em adultos saudáveis com idade entre 18 e 64 anos. Os participantes receberão duas doses da nova vacina com um período de três semanas de distância. Testes sanguíneos determinarão se eles estão respondendo de maneira adequada à fórmula.

A OMS informou nesta terça-feira que a gripe suína já provocou mais de 700 mortes ao redor do mundo. O último balanço oficial da organização, divulgado em 6 de julho passado, indicava 429 mortes causadas pela gripe A (H1N1).

No Brasil, o Ministério de Saúde confirmou nesta segunda-feira 15 casos da gripe que resultaram em mortes no país. O ministério informou que há transmissão sustentada --sem contato-- no país.

Na sexta-feira passada, a OMS alertou que o vírus da gripe suína está se propagando a uma velocidade sem precedentes e comunicou que deixaria de disponibilizar balanços sobre a evolução da pandemia no mundo.

"Nas pandemias anteriores, os vírus gripais precisaram de mais de seis meses para se propagar tanto como aconteceu com o novo vírus A (H1N1) em menos de seis semanas", afirma, em um comunicado, a organização, com sede em Genebra.

A organização reiterou, contudo, que o nível pandêmico decretado em junho refere-se à velocidade da propagação e não à letalidade do vírus, que afetou de forma leve a maioria dos pacientes. "O vírus tem um caráter benigno para a grande maioria dos pacientes que, em geral, se restabelecem, inclusive sem tratamento médico, uma semana depois da aparição dos primeiros sintomas".

Assim, a OMS mudou de estratégia e passará a controlar apenas os casos incomuns ou com novos padrões.

Folha Online  

 

21/7/2009 Critério para a classificação de morte por gripe suína pode mudar

O Ministério da Saúde estuda adotar critério em conjunto com outros países, a princípio com os integrantes do Mercosul, para calcular de forma unificada a letalidade da gripe suína. A proposta é calcular o índice de mortes em relação ao número de casos graves.

Uma questão a ser padronizada é a identificação do óbito por gripe suína --o vírus pode estar presente, mas não ter necessariamente provocado a morte. Há uma reunião com países do bloco nesta semana.

Desde que os governos, apoiados pela OMS, deixaram de testar em laboratório todos os casos suspeitos, a taxa de letalidade como vinha sendo feita (mortes por total de casos registrados) perdeu o sentido, segundo o diretor de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Eduardo Hage.

A última taxa de letalidade registrada foi de 0,45%, próxima do índice internacional.

O ministério confirmou ontem as quatro mortes anunciadas no Rio Grande do Sul no final de semana, elevando os óbitos para 15. O relato de transmissão sustentada no Estado em questão foi reconhecido.

Onze das mortes estão associadas a fatores de risco, que ainda não são totalmente conhecidos, diz o ministério.

Folha Online

 

21/7/2009 RS instala comitê de enfrentamento da gripe suína

SÃO PAULO - O Governo do Rio Grande do Sul instalou ontem o primeiro Comitê Estadual de Enfrentamento da gripe suína, instituído por decreto pela governadora Yeda Crusius (PSDB). O Comitê Estadual para Enfrentamento de Pandemia Influenza A (H1N1) vai reforçar as medidas de proteção e informação aos gaúchos sobre a doença e promover as condições necessárias para o desenvolvimento de estratégias de prevenção e controle da pandemia, segundo informações do governo estadual. "Vamos criar protocolos e unificar as ações, desde a equipe da Rede Comunitária da Saúde, passando pela equipe dos hospitais de pequeno e médio portes, até os hospitais de alta complexidade", informou o secretário da Saúde, Osmar Terra.

Grupos técnicos irão trabalhar em três eixos, considerados fundamentais. O primeiro é de Vigilância em Saúde, formado pelas secretarias estadual e municipal da Saúde, além do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que darão a dimensão da epidemia em cada momento, acompanhando casos suspeitos e estabelecendo procedimentos adequados de encaminhamentos pela rede de assistência.

O segundo eixo é o de Assistência, que fará o mapeamento do atendimento nos postos de saúde e nos laboratórios, além de estruturar a rede de atendimento ambulatorial e hospitalar, conforme os parâmetros necessários ao enfrentamento da pandemia. O grupo também deve cuidar do transporte de pacientes. Deste eixo, fazem parte as faculdades de Medicina do Estado, conselhos regionais de Medicina e de Enfermagem, hospitais, fundações, laboratórios gaúchos e Ministério da Saúde.

O terceiro eixo é o de Comunicação Social e Educação em Saúde, integrado pela Secretaria da Saúde e Assessoria de Comunicação Social, Ministério da Saúde, Anvisa e Casa Militar. De acordo com Osmar Terra, a população tem que ter a ideia real do que está acontecendo, sem se deixar levar por alarmes falsos.

Estadão.com.br

 

21/7/2009 Gripe suína já matou mais de 700 pessoas no mundo, diz OMS

Cifra anterior, divulgada pela organização no último dia 6, era de 429 mortes relacionadas à pandemia da doença

SÃO PAULO -  A gripe suína já provocou a morte de mais de 700 pessoas em todo o mundo desde o início do surto, há cerca de quatro meses, informou nesta terça-feira a Organização Mundial de Saúde (OMS). 

 A cifra anterior, divulgada pela OMS no último dia 6, era de 429 mortes relacionadas à pandemia. Hoje, em Genebra, Aphaluck Bhatiasevi, uma porta-voz da entidade, disse que agora as mortes "já passam de 700".

O anúncio ocorre apenas alguns dias depois de a OMS ter anunciado que suspenderia a contagem de casos da doença. As informações são da Dow Jones. 

Estadão.com.br

 

21/7/2009 Número de casos de gripe suína volta a aumentar no México

A epidemia de gripe suína, denominada oficialmente gripe A (H1N1), voltou a registrar aumento do número de vítimas na região sudeste do México, onde o Ministério da Saúde registrou 5.318 casos da doença e a morte de 23 pessoas.

O novo aumento do número de casos provocou uma nova polêmica já que o governo de Chiapas, o Estado mais pobre do México, acusou o governo central mexicano de limitar o apoio para conter a epidemia na região.

O governo regional também rejeitou os dados que apontam Chiapas como o Estado com mais pessoas infectadas pela gripe suína.

"Chiapas é o primeiro lugar em diagnóstico e registro de casos, não em enfermos reais", informou o governo do Estado para a imprensa local.

"O importante é tratar os casos para que as pessoas não morram, e conter o problema porque, senão, [a gripe] volta para todo o país", respondeu o ministro da Saúde, José Ángel Córdoba.

O Ministério informou que do total de casos detectados, 2.205 foram registrados em Chiapas, onde também morreram 15 pessoas devido á doença. Outras oito pessoas morreram no Estado vizinho, Yucatán.

Estas são os primeiros casos fatais mortes registrados desde o fim da emergência sanitária, decretada no final de maio. Eles se somam às 125 mortes ocorridas em todo o México desde o início da epidemia.

Pobreza

Para evitar que o vírus volte a se espalhar, o Ministério da Saúde enviou equipes médicas para as cidades e comunidades rurais de Chiapas e estabeleceu um cerco epidemiológico nos Estados vizinhos para impedir o contágio.

Nos hospitais públicos de Chiapas foram criadas áreas especiais para isolar os infectados pela gripe suína e, em alguns casos, as cirurgias foram restritas apenas a casos de urgência.

O governo recomendou à população que evite frequentar locais fechados ou grandes concentrações, mas diferentemente do que se fez durante a emergência decretada em maio, não foram cancelados os eventos públicos.

E, segundo o governo mexicano, a situação se complica na região devido ao alto índice de pobreza no Estado, o que torna ainda mais difícil o estabelecimento das medidas sanitárias necessárias.

"Estamos preocupados porque é o lugar onde temos tidos mais doentes graves", disse o ministro Córdoba.

De acordo com os números divulgados pelo Instituto de Estatística e Geografia 47% dos habitantes de Chiapas sofrem de deficiências alimentares, especialmente nas comunidades indígenas, que representam um quarto da população total do Estado.

Folha Online

 

20/7/2009 Uruguaiana (RS) decreta emergência devido à gripe suína; doença causa 15 mortes no Brasil

O prefeito José Francisco Sanchotene Felice (PSDB) decretou situação de emergência em Uruguaiana (RS) devido ao aumento de casos de gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1)-- e o registro de três mortes no município. O país tem, no total, 15 mortes confirmadas em consequência da doença desde 28 de junho.

Com o decreto --assinado domingo (19) e que ainda precisa ser homologado pelo governo estadual--, Uruguaiana poderá comprar medicamentos e contratar médicos sem licitação. De acordo com a prefeitura, o objetivo é contratar emergencialmente seis médicos.

A cidade tem 25 casos suspeitos de gripe suína --ainda aguardam exames que podem comprovar a doença. Quinze pacientes estão internados --cinco deles em estado grave-- e outros dez cumprem isolamento domiciliar.

O prefeito de Uruguaiana se reúne na manhã desta segunda-feira com o secretário estadual de Saúde, Osmar Terra, em Porto Alegre, para discutir ações contra a doença.

Uruguaiana não é a única cidade do Estado que decretou emergência devido à gripe suína. São Gabriel foi a primeira a adotar a medida, seguida pela cidade de Itaqui.

Mortes

Das 15 mortes registradas em consequência da doença no país, 11 foram confirmadas no Rio Grande do Sul. Os outros casos ocorreram em São Paulo (3) e no Rio (1).

Veja a relação de vítimas por Estados:

Rio Grande do Sul:

Uruguaiana:
- gestante de 36 anos - morreu no dia 16 de julho
- menina de 5 anos - morreu em 15 de julho
- caminhoneiro Dirlei Pereira, 35 - morreu dia 16 de julho

Santa Maria:
- serralheiro de 40 anos - morreu dia 17 de julho
- homem de 26 anos - morreu dia 13 de julho
- homem de 31 anos - morreu no início de julho

Passo Fundo:
- comerciante de 42 anos - morreu dia 8 de julho
- homem de 31 anos - morreu dia 8 de julho
- caminhoneiro Vanderlei Vial, primeira vítima da doença no país - morreu em 28 de junho

São Borja:
- caminhoneiro de 29 anos - morreu dia 6 de julho

Sapuacaia do Sul:
- menino de 9 anos - morreu dia 5 de julho

São Paulo

Osasco:
- rapaz de 21 anos - morreu dia 11 de julho
- menina de 11 anos - morreu dia 30 de junho

Botucatu:
- homem de 28 anos - morreu dia 10 de julho

Rio de Janeiro
- mulher de 37 anos - morreu dia 13 de julho.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório.

Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).

Folha Online

 

20/7/2009 Gripe suína: escolas de Caxias do Sul antecipam férias

SÃO PAULO - As escolas públicas e privadas do município gaúcho de Caxias do Sul anteciparam para quarta-feira o início das férias escolares como medida para combater a Influenza A (H1N1), a chamada gripe suína, na cidade. Segundo informações da assessoria da prefeitura, ainda não há prazo previsto para retorno das aulas. Já as escolas de educação infantil do município continuarão funcionando normalmente. As férias nas escolas da cidade estavam programadas para começar na segunda-feira da semana que vem.

A medida foi tomada na sexta-feira, em reunião entre o prefeito em exercício, Alceu Barbosa Velho, e a secretária da Saúde, Maria do Rosário Antoniazzi. Entre as medidas definidas estão o cancelamento das atividades da Secretaria do Esporte e Lazer que envolvem aglomeração de pessoas, como por exemplo os grupos de convivência de idosos. Se o número de casos da doença aumentar na cidade, a prefeitura cogita também restringir missas, sessões de cinema e outras formas de aglomeração.

A prefeitura de Caxias do Sul já tomou outras medidas para o combate à doença, entre eles a de abrir o Pronto Atendimento com o objetivo de aliviar a demanda do novo Postão 24h, a compra de mais medicação e insumos necessários para enfrentar o estado gripal da população e a ampliação de leitos.

estadão.com

 

20/7/2009 Religiões adaptam tradições em razão da gripe suína

AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - Cristãos e muçulmanos estão sendo obrigados a mudar de hábitos diante da gripe suína. A Organização Mundial da Saúde (OMS) vem se reunindo com o Vaticano, com lideranças muçulmanas e de outras religiões para estabelecer um guia sobre como se deve agir caso a pandemia avance. Ontem, uma fatwa - espécie de lei religiosa do Islã - sugeriu que muçulmanos possam deixar de fazer a peregrinação a Meca por causa da gripe.

Pela primeira vez, líderes religiosos e a OMS estão conversando?, explicou Ted Karpf ao Estado. Ele é o responsável, na OMS, por manter o diálogo com entidades religiosas. Sua meta é estabelecer um guia para as religiões até o fim do ano. ?Durante a peste na Idade Média, tudo fechou. Mas as igrejas ficaram abertas. Em 1918, ocorreu o mesmo com a gripe espanhola?, afirmou Karpf. ?Desta vez, atuamos com base na ciência e estamos conseguindo de líderes religiosos que estabeleçam orientações aos centros espalhados pelo mundo sobre eventuais mudanças de comportamentos e rituais, além da possibilidade futura de fecharem suas paróquias.?

Ontem, a principal liderança xiita do Líbano, o aiatolá Mohammed Hussein Fadlallah, alertou as pessoas que temem o novo vírus a não fazer neste ano a peregrinação a Meca e Medina, na Árabia Saudita. Mas, na fatwa que emitiu, avisou que o hajj - o evento de ir até Meca - não deveria ser cancelado por inteiro. O hajj ocorre em dezembro e autoridades sanitárias dos países islâmicos estão preocupadas, pois o evento chega a reunir 3 milhões de pessoas. O Ministério da Saúde da Arábia Saudita já recomendou que crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas evitem o hajj.

Cristãos

Cristãos também se adaptaram. Na Argentina, a Igreja Católica recomendou a padres que façam a comunhão sem colocar a hóstia na boca dos fiéis. A saudação de paz também foi suspensa. No Reino Unido, a Igreja Anglicana recomendou evitar água benta. Nos EUA, a Igreja Batista cancelou missas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão.com.br

 

20/7/2009 Gripe suína: 178 britânicos e americanos em quarentena na China

PEQUIM, China (AFP) - Pelo menos 178 alunos e processores britânicos e americanos foram colocados em quarentena em Pequim para evitar a propagação da gripe suína, e outros dez foram hospitalizados com os sintomas do vírus A(H1N1), anunciou nesta segunda-feira a embaixada da Grã-Bretanha.

Esta nova cifra de 178 representa um grande aumento em relação aos 52 alunos e docentes britânicos colocado em quarentena depois de sua chegada a Pequim, na semana passada, para uma viagem de estudo.

A mesma coisa acontece com os estrangeiros doentes hospitalizados, que passaram de quatro para dez.

Cerca de 1.500 casos de gripe suína foram registrados na China e, por ora, não houve mortes.

Yahho Notícias

 

15/7/2009 Mortalidade da gripe suína é 'impossível de prever', diz estudo britânico

Cientistas do Imperial College de Londres alertaram para fatores que causam divergências nas estatísticas sobre a doença

Cientistas do Imperial College, em Londres, alertaram nesta quarta-feira para a precariedade das estatísticas sobre os casos e fatalidades da gripe suína nos diferentes países do mundo, e afirmaram que só com dados precisos será possível planejar adequadamente o combate à doença.

Eles listaram os principais fatores que contribuem tanto para subestimar quanto para superestimar a gravidade dos casos da influenza A (H1N1), que chegam a quase 100 mil no mundo, segundo a OMS, com quase 500 mortes.

Na maioria dos países, "à primeira vista, os dados parecem indicar que este novo vírus é relativamente brando, com taxas de fatalidade por volta de 0,5%, similares aos da faixa superior daquela causada pela gripe sazonal", eles afirmaram.

Porém, os números podem estar sendo influenciados pela precariedade nos métodos de diagnose dos casos.

Por outro lado, disseram os cientistas, em regiões fortemente afetadas pela doença, a atenção concentrada em casos hospitalares pode acabar inflando as estatísticas.

"Sem uma estimativa precisa da gravidade (da gripe suína), não estaremos provendo aos formuladores de políticas de saúde, médicos e enfermeiras a informação de que eles precisam para combater a pandemia."

Estatísticas divergentes

O artigo foi coordenado pela doutora Tini Garske e publicado na revista científica "British Medical Journal". A pesquisa listou os fatores que lançam uma sombra sobre as estatísticas de fatalidade da gripe suína.

Um boletim da OMS divulgado no último dia 10 indicava que os casos da doença já chegavam a quase 100 mil no mundo, com 492 mortes registradas.

Nos Estados Unidos, o país com maior número de casos (mais de 37 mil), as 211 mortes significaram uma taxa de fatalidade - a divisão do número de mortes pelo número total de casos - de 0,57%.

No México, país com 11,7 mil casos e onde a doença se manifestou, as mortes chegaram a 121 e a taxa de mortalidade, a 1,03%.

No Canadá, 39 pessoas morreram em 9,7 mil casos, o que indica uma taxa de mortalidade de 0,4%.

Mais baixas, as taxas para a Grã-Bretanha e União Européia são, respectivamente, 0,14% e 0,12%.

De acordo com o último balanço do Ministério da Saúde brasileiro, divulgado na semana passada, o número de casos da gripe suína no Brasil chega a 1.027, com quatro mortes registradas até aqui.

Precariedade

Para os cientistas, a explicação para a variação nas estatísticas sobre a gripe suína passa pela precariedade dos cálculos.

Por um lado, as estatísticas são distorcidas pela falta de registro dos casos "brandos" ou "assintomáticos" - ou seja, quando o paciente não externa sintomas, eles disseram.

Por outro lado, também há precariedade de registro de mortes que não são atribuídas à gripe suína.

"Comprovou-se que as infecções de gripe sazonal podem temporariamente elevar os riscos de eventos vasculares, o que pode levar a um excesso de mortalidade que não é atribuída à influenza", eles afirmaram. "O mesmo efeito provavelmente também está presente na gripe pandêmica."

Outro fator que poderia elevar a gravidade da gripe suína seria o lapso de tempo entre o diagnóstico da gripe suína em um paciente e a sua morte e mortes que não são atribuídas à gripe suína.

"Entre os casos registrados em qualquer ponto do tempo, pode haver pessoas que morrerão, mas que estão vivas no momento da análise."

De acordo com o artigo, fenômeno semelhante ocorreu com a gripe SARS, levantando suspeitas de que o vírus estava em mutação e se tornando mais fatal.

Diferenças regionais

Outros fatores, como diferentes abordagens para tratar a gripe e a concentração em casos mais graves, também colaboram para lançar uma sombra sobre os números da pandemia. A comparação entre a região das Américas e a Europa seria um exemplo.

"Embora a alta taxa de fatalidade no México possa ser atribuída a uma versão mais virulenta do vírus, é mais provável que a identificação dos casos seja mais fortemente focada nos casos mais graves, e que o número total de casos seja maior", escreveram os pesquisadores.

"Em menor extensão, o mesmo fenômeno poderia estar ocorrendo agora nos EUA, pela tendência de que os testes se concentrem em casos graves e hospitalizações."

Isto explicaria por que as taxas são mais baixas na Grã-Bretanha, onde as taxas de hospitalizações são menores que nas Américas.

Para resolver o problema estatístico, eles sugerem maneiras de tentar padronizar a identificação dos casos de gripe suína e pedem um acompanhamento mais detalhado da pandemia.

"Estimar com precisão a gripe suína é um trabalho capcioso, e nossa pesquisa mostra que isto só pode ser realizado com dados colhidos de acordo com protocolos bem desenhados, e analisados de forma mais sofisticada que a prática atual." BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

ESTADÃO.COM.BR

 

15/7/2009 Gripe suína avança pelo hemisfério Sul em pleno inverno

MELBOURNE, Austrália (AFP) - Mais de 10.000 casos de gripe suína e 22 mortes já foram registrados na Austrália, um dos países mais afetados do hemisfério Sul em pleno inverno junto com a Argentina, onde o vírus A (H1N1) já matou 137 pessoas e os casos confirmados somam mais de 3.000.

Os australianos informaram nesta quarta-feira que o número total de casos no país chega a 10.387, mais de 10% do total de casos contabilizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), cujo último balanço situa em 94.500 a quantidade de pessoas infectadas e em 429 o número de mortos (estas estimativas não levam em conta as últimas cifras argentinas).

Duas novas mortes elevaram para 22 o número de vítimas fatais da doença na Austrália, segundo anunciou na segunda-feira Nicola Roxon, ministra da Saúde.

Roxon indicou que o número de infectados pode aumentar à medida que o inverno avança no hemisfério Sul.

"Esperamos que os números atinjam um pico em agosto", acrescentou, afirmando que a gripe A (H1N1) estava se tornando o principal tipo de gripe deste inverno no país.

O inverno também provocou a expansão da pandemia na Argentina, que na terça-feira anunciou um drástico aumento do número de vítimas fatais em relação às 94 mortes informadas no último sábado.

"As análises confirmaram 3.056 casos, 2.395 foram descartados, com 137 mortos", indicou o ministério da Saúde argentino.

Estes números transformam a Argentina no segundo país mais afetado do mundo em número de mortes, à frente do México (124), onde a doença começou, e a atrás dos Estados Unidos (211).

O ministro da Saúde, Juan Manzur, declarou na semana passada que, de acordo com as últimas projeções, estima-se que 100.000 pessoas devem contrair gripe suína na Argentina.

O Chile, por sua vez, elevou na terça-feira para 33 o número de mortos e para 10.491 o número de contaminados.

No México, a secretaria de Saúde advertiu que a gripe suína estava fora de controle no estado de Chiapas (sudoeste), onde todos os dias são registrados "entre 100 e 130 casos" diários. O último relatório, publicado na segunda-feira, situava em 124 a cifra de mortos e em 12.521 a de pessoas infectadas.

O Brasil, com 1.027 casos confirmados segundo o balanço divulgado na última sexta-feira, registrou a quarta morte por gripe suína no país, um homem que sofria de obesidade mórbida no interior de São Paulo.

A OMS alertou nesta quarta-feira que uma vacina eficaz contra o vírus não deve estar pronta antes dos próximos dois ou três meses.

"Não há vacina. Uma deve chegar logo, em agosto. Mas ter a vacina à disposição não é o mesmo que ter uma vacina que tenha provado sua eficácia", indicou a diretora da OMS, Margaret Chan, em uma entrevista ao jornal inglês The Guardian.

"Os resultados dos testes clínicos não serão conhecidos antes de dois ou três meses", acrescentou

A Austrália já reservou uma encomenda de 21 milhões de doses da vacina contra o vírus A (H1N1), o suficiente para imunizar toda a população.

Nesta quarta-feira, se reunirão em Buenos Aires os ministros da Saúde de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Uruguai e Paraguai, que discutirão maneiras de "avançar na harmonização de medidas conjuntas para fazer frente à pandemia", segundo um comunicado oficial.Y

Yahoo Notícias

 

15/7/2009 Homem que morreu com gripe suína em SP tinha obesidade mórbida

da Folha Online

O homem de 28 anos que morreu em Botucatu (238 km de São Paulo) em consequência da gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1)-- tinha obesidade mórbida. Segundo o secretário de Saúde do município, Carlos Alberto Macharelli, o fato pode ter contribuído para a morte.

A afirmação foi feita nesta quarta-feira em entrevista ao "Bom Dia São Paulo", da Rede Globo. De acordo com o secretário, há uma dificuldade respiratória associada à obesidade mórbida, o que pode ter agravado o quadro clínico do paciente.

A morte do homem --a segunda no Estado e a quarta no país-- não é motivo para pânico, segundo Macharelli. Ele disse que o município adotará medidas de Vigilância Sanitária e que os médicos devem ficar atentos a casos suspeitos da doença.

A vítima, que não teve o nome divulgado, começou a apresentar os sintomas --febre, dor de cabeça, náusea, vômito, tosse e congestão nasal-- no último dia 1º e morreu no dia 10 no Hospital de Clínicas de Botucatu.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde informou que uma investigação preliminar aponta que o paciente não viajou ao exterior, mas teve contato com argentinos e chilenos que estavam no Brasil.

Outros casos

Na terça (14), a prefeitura de Osasco (Grande São Paulo), informou que exames comprovaram que a avó e três primos da menina de 11 anos que morreu no último dia 30 de junho em consequência da gripe suína também contraíram a doença.

A morte da garota foi confirmada na sexta-feira (10). A suspeita de gripe suína surgiu dias depois da morte, quando o irmão da menina apresentou sintomas da doença. Os pais também tiveram diagnóstico confirmado na ocasião.

De acordo com a prefeitura, a avó, o pai e um dos primos estão internados, mas o estado de saúde deles é bom. As identidades e idades dos membros da família também estão sendo mantidas em sigilo.

Em Santa Catarina, a Secretaria da Saúde confirmou nesta terça mais quatro casos da doença. Com isso, sobe para 60 o número de infectados no Estado.

De acordo com a secretaria, os pacientes são um homem de 54 anos, morador de Florianópolis, que viajou para a Argentina; um africano de 37 anos, tripulante de um navio mercante procedente da Europa; uma criança de 8 anos, residente em Concórdia; e uma mulher de 40 anos, moradora de Florianópolis. As duas últimas tiveram contato com casos confirmados provenientes da Argentina.

Mortes no RS

Além das duas mortes registradas em São Paulo, outras duas ocorreram no Rio Grande do Sul. Segundo o Ministério da Saúde, a letalidade média da nova gripe no mundo é de 0,45%, igual à da gripe sazonal.

Uma das vítimas no Rio Grande do Sul é um menino de nove anos, morador de Sapucaia do Sul (RS), que morreu no último dia 5. O caso foi informado pela Secretaria da Saúde do Estado na última segunda-feira (13)

Segundo a secretaria, o menino apresentava outros problemas de saúde antes, o que teria contribuído para agravar o quadro da doença. Ele contraiu a gripe do irmão que, por sua vez, foi contaminado por um professor --cujo nome não foi revelado--, que havia retornado de uma viagem à Argentina.

A outra vítima é o caminhoneiro Vanderlei Vial, 29, que morreu em junho no Hospital São Vicente de Paulo, em Passo Fundo (RS). Ele esteve na Argentina por sete dias e começou a apresentar os sintomas de febre, tosse e dor muscular ainda no país vizinho.

Folha Online

 

15/7/2009 Homem morre com suspeita de 'gripe suína' no interior do Rio Grande do Sul

PORTO ALEGRE – Um homem com suspeita de “gripe suína” (rebatizada de gripe A H1N1) morreu no início da manhã desta quarta-feira no Hospital Universitário de Santa Maria, no interior do Rio Grande do Sul. De acordo com a unidade de saúde, resultados de exames ainda irão confirmar se o paciente estava infectado pelo vírus Influenza A.

“Por enquanto é somente uma suspeita porque ainda não temos a confirmação do laudo”, informou o infectologista Alexandre Vargas. Segundo o médico, o paciente procurou a unidade na semana passada porque estava com sintomas de gripe, como tosse, dor de cabeça e febre baixa.

Ele foi medicado e orientado a retornar, caso o quadro piorasse no prazo de cinco dias. Na sexta-feira, terceiro dia de monitoramento, ele voltou ao hospital com falta de ar. “Pedimos para que ficasse atento porque ele tinha um histórico de ter viajado recentemente à Argentina e ao Uruguai”, disse Vargas.

De acordo com o infectologista, o material para a identificação se o paciente estava ou não com a “gripe suína” foi coletado na primeira vez em que ele esteve no hospital. No entanto, o resultado do exame ainda não saiu.

“Estamos demorando muito para receber os resultados. A Fiocruz, no Rio de Janeiro, que está concentrando as análises, está saturada. O resultado dos exames tem demorado cerca de duas semanas, quando geralmente ficam prontos em oito horas”, avaliou.

Mortes no Brasil

Nesta terça-feira foi confirmada a quarta morte em decorrência da "gripe suína" no Brasil. O homem de 28 anos, morador de Botucatu, no interior de São Paulo, tinha obesidade mórbida, segundo a assessoria do Hospital das Clínicas de Botucatu. De acordo com os médicos que atenderam o paciente, a obesidade pode ter agravado o estado de saúde e contribuido para o óbito.

A terceira morte causada pelo vírus Inluenza A foi divulgada na segunda-feira no Rio Grande do Sul. Um menino de nove anos, portador de uma doença crônica, morreu no dia cinco de julho no Hospital das Clínicas de Porto Alegre. Ele havia sido infectado pelo seu irmão, que pegou a doença de uma professora que viajou para a Argentina.

No dia 10 de julho foi confirmada a segunda morte, que ocorreu dia 30 de junho. A vítima foi uma menina de 11 anos, na cidade de Osasco, na Grande São Paulo. O pai da garota está internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas para tratamento da doença. Nesta terça, foi divulgado que seus primos também foram contaminados.

A primeira morte confirmada por "gripe suína" no País foi registrada no final de junho, no Rio Grande do Sul. Um caminhoneiro de Erechim, que havia voltado de uma viagem de sete dias à Argentina, começou a apresentar os sintomas da doença logo chegou ao País. Mesmo tendo sido assistido, ele não resistiu e morreu.

Segundo boletim divulgado pelo Ministério da Saúde na última sexta-feira, 52 novos casos da gripe foram confirmados. Com isso, o Brasil registra 1027 casos da doença. Até 8 de julho, eram acompanhados 2.973 casos suspeitos no País. Outros 1.538 casos haviam sido descartados.

Último Segundo

 

15/7/2009 Brasil desenvolve exame para diagnóstico de gripe suína

São Paulo - Institutos brasileiros desenvolveram e devem testar na próxima semana o primeiro exame feito no País para diagnosticar infecções por gripe suína. Fruto de uma parceria dos Institutos Oswaldo Cruz, Biomanguinhos, Carlos Chagas e Biologia Molecular do Paraná (IBPM), o teste é feito com a mesma metodologia dos exames importados - o PCR em tempo real. O custo do produto nacional representa cerca de 10% do valor de mercado do teste importado. Mas, atualmente, o País não paga pelo kits - por se tratar de uma emergência mundial, o produto é doado pela Organização Mundial da Saúde.

Depois de validado, o exame será ofertado para o Ministério da Saúde. “Caberá ao governo a decisão de incorporá-lo ou não”, afirmou o pesquisador Marco Aurélio Krieger, integrante do Instituto Carlos Chagas e do IBPM. Além de Krieger, foram responsáveis pelo projeto Marilda Siqueira, do Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz, e Antonio Ferreira, do Instituto Carlos Chagas.

Por meio da assessoria de imprensa, o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, informou que a validação é uma etapa indispensável para a aplicação prática do novo exame. Caso ele não passe pela certificação, programada para ser realizada na próxima semana, os estudos devem continuar. Krieger conta que o trabalho para desenvolvimento do teste nacional começou há dois meses, logo depois da notícia dos primeiros casos da doença e da dificuldade de o País receber os primeiros kits importados.

Quando foram confirmados no mundo os casos iniciais de gripe suína, o Brasil teve de aguardar cerca de 20 dias para receber os kits de diagnóstico. “Com a produção nacional, ganhamos maior autonomia. Podemos nos planejar e adaptar o volume de produção dos testes de acordo com a demanda.” Krieger, no entanto, diz que a produção nacional é importante, mesmo que para isso seja preciso pagar pelo produto. “Dominar a tecnologia é uma questão estratégica. É importante porque garantimos autonomia e agilidade para a produção do teste.” Além dos kits, os institutos desenvolveram insumos e reagentes usados nos testes. As informações são do jornal

O Estado de S. Paulo.

 

15/7/2009 OMS diz que vacina contra gripe suína vai demorar a chegar ao mercado

A diretora-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde) disse acreditar que a vacina contra a gripe suína ainda vai demorar alguns meses para chegar, embora empresas farmacêuticas tenham anunciado que conseguiram criar medicamentos para combater o vírus Influenza A (H1N1), causador da doença. Em entrevista ao jornal "The Guardian", Margaret Chan afirmou que isso ocorre porque ainda não há garantias de que essas primeiras doses sejam seguras.

"Não há uma vacina. Ela deveria estar disponível em breve. Mas ter uma vacina disponível não é a mesma coisa do que ter uma que tenha resultados seguros", explicou. "Os dados dos testes não estarão disponíveis antes de dois ou três meses."

A diretora de vacinas da OMS, Marie-Paule Kieny, afirmou nesta segunda-feira (14) que a pandemia não pode ser contida e que, por isso, todos os países precisam da vacina contra o novo vírus.

Margaret Chan, da OMS, afirmou que ter uma vacina disponível não é a mesma coisa do que ter uma que tenha resultados seguros.

Atualmente, grandes laboratórios europeus e americanos trabalham no desenvolvimento da vacina. No mês passado, a farmacêutica Baxter, autorizada pela Agência Europeia de Medicamentos (EMEA, na sigla em inglês) a produzir um protótipo do medicamento, confirmou que terminou os testes e já está começando a produção.

Dias antes, a empresa farmacêutica Novartis informou ter produzido com sucesso o primeiro lote de uma vacina contra a gripe suína, que será utilizado para a avaliação pré-clínica e testes --que começam a ser realizados neste mês. Nenhum dos dois apontou para uma eventual distribuição gratuita dos medicamentos.

Antivirais

A boa notícia é que o vírus causador da gripe suína é vulnerável a drogas antivirais já existentes, como o Tamiflu e o Relenza. Os resultados da pesquisa foram divulgados pela revista "Nature"

O primeiro estudo detalhado caracterizando a ação do vírus em proveta e em modelos animais, feito por uma equipe de 52 pesquisadores do Japão e dos EUA, mostrou que o novo vírus é capaz de infectar células profundamente nos pulmões, o que aumenta o risco de pneumonia e de morte.

O estudo sugere que, apesar dos potenciais danos que pode causar ao sistema respiratório, a gripe suína produz, na maioria dos casos, apenas sintomas leves e o vírus ainda é sensível aos antivirais.

Mortes no Brasil

A Secretaria de Saúde de São Paulo confirmou na noite desta terça-feira a segunda morte em consequência da gripe suína. É a quarta no país --outras duas foram registradas no Rio Grande do Sul.

Nos aeroportos, quem apresentar sintomas deve procurar a Anvisa no terminal; passageiros usam máscaras em Guarulhos (SP)

Em nota, a secretaria informou que a vítima é um homem de 28 anos, que morreu no último dia 10 no Hospital de Clínicas de Botucatu (238 km de São Paulo). Ele começou a apresentar os sintomas --febre, dor de cabeça, náusea, vômito, tosse e congestão nasal-- no dia 1 de julho. De acordo com a Secretaria da Saúde, uma investigação preliminar aponta que o paciente teve contato com argentinos e chilenos que estavam no Brasil.

De acordo com o último boletim do ministério, o Brasil tem 1.027 casos confirmados da doença. São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro são os Estados com maior número de pessoas contaminadas.

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório.

Folha Online

 

15/7/2009 Itália prevê mais de 3 milhões de casos de gripe suína até março de 2010

O governo italiano calcula que sejam registrados entre 3 milhões e 4 milhões de casos de influenza A (H1N1) gripe suína no país até março de 2010. A projeção foi anunciada hoje (15) pelo ministro da Saúde da Itália, Ferrucio Fazio. Até o momento, 224 pessoas foram infectadas no país, sem nenhum registro de morte. As informações são da agência portuguesa Lusa.

O ministro anunciou ainda que, até o final deste ano, 8,6 milhões de italianos devem ser vacinados contra a doença. Funcionários de equipes de saúde, pessoas com mais de 65 anos, doentes crônicos ou que apresentem fragilidade terão prioridade na campanha, além de bombeiros e policiais. Em uma segunda fase programada para fevereiro de 2010 pessoas entre 2 e 20 anos de idade vão receber a vacina.

O anúncio foi feito depois que a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou que o vírus que provoca a gripe suína não pode mais ser contido e que todos os países vão precisar de vacinas.

Terra Notícias

 

15/7/2009 Médica do HC de Ribeirão Preto (SP) pega gripe suína no trabalho

DANIELA MERCIER
colaboração para a Folha de S.Paulo, em Ribeirão Preto

Uma médica de 27 anos do HC (Hospital das Clínicas) --referência na região para atendimento à gripe suína-- está entre os cinco novos casos confirmados ontem pela Secretaria da Saúde de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo). A cidade tem 14 confirmações.

A profissional, que não teve o nome revelado, contraiu a doença durante o atendimento a três pacientes com suspeita da gripe, há duas semanas. Ela já foi liberada do isolamento domiciliar e passa bem, assim como os outros infectados.

A secretaria diz que a médica estava paramentada de acordo com normas do Ministério da Saúde. Na semana passada, quando o caso era suspeito, a titular da pasta, Carla Palhares, disse que a médica não usava máscara de proteção respiratória --recomendada pelo ministério na época aos profissionais envolvidos na assistência a casos suspeitos ou confirmados de infecção pelo vírus H1N1.

"Eu estava enganada. Conversei com a médica no dia seguinte e ela me garantiu que usou a máscara", disse Palhares ontem à Folha.

A falta de equipamentos de proteção levou ao isolamento domiciliar outra médica, Maria Dolores Biasoli, 47 anos, que é gerente da UBS (Unidade Básica de Saúde) São José.

"Atendi a mãe que veio dos Estados Unidos e o filho que estava com sintomas. Atendi sem estar paramentada, porque na época ainda não se tinha claro quais eram os procedimentos adequados", disse.

Ela deveria ter usado uma máscara M95, mais espessa, feita de um filtro que impede que gotículas do paciente infectem o profissional. Por precaução, a Vigilância Epidemiológica do município determinou que Biasoli ficasse afastada por uma semana, apesar de não ter tido sintoma da gripe.

O caso da médica é o quarto de transmissão autóctone (interna) em Ribeirão. O terceiro, também confirmado ontem, é de uma criança, prima do garoto que pegou a doença da mãe.

Dos outros casos divulgados ontem, três são de pessoas que estiveram nos Estados Unidos, Chile e Austrália. Há ainda quatro casos suspeitos.

Folha Online

 

15/7/2009 Especialista questiona dados sobre gripe suína e propõe mudar forma de contagem

da Folha Online

As estatísticas sobre o número de casos e de óbitos ligados à gripe suína não são confiáveis, especialmente porque a maior parte das pessoas contaminadas não são computadas, revela um estudo publicado nesta quarta-feira pelo British Medical Journal, que destaca a importância de se dispor de números confiáveis sobre o vírus, que poderá sofrer mutação e ampliar sua virulência e contágio.

Segundo o último relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), divulgado no último dia 6, já foram registrados 94.512 casos de gripe A (H1N1), com 429 óbitos.

O índice de mortalidade é de 0,5%, apenas um pouco acima do índice da gripe comum, semelhante à mortalidade causada pela gripe comum, que mata entre 250 mil e 500 mil pessoas no mundo todos os anos.

Mas especialistas do Imperial College de Londres advertem para "interpretações simplistas destas cifras". A coordenadora do estudo, Tini Garske, disse que, diferentemente da gripe comum, a nova doença tem atingido com gravidade alguns jovens e crianças previamente saudáveis.

Um dos problemas é que não entram nas estatísticas as pessoas contaminadas que não apresentam sintomas ou que têm apenas sintomas leves.

Os pesquisadores apontam também para as grandes disparidades nos índices de mortes em cada país. No México, por exemplo, morreram 119 das 10.292 pessoas diagnosticadas com gripe suína, uma taxa duas vezes superior à do Canadá, Estados Unidos e Europa.

A explicação poderia estar na maior virulência do vírus que circula no México, mas também na possibilidade de o número real de contaminados ser muito superior ao apurado pelas autoridades mexicanas. O estudo adverte ainda para um possível aumento de infartos e paradas cardíacas ligados à nova gripe, que não apareceriam nas estatísticas.

"Predizer com exatidão a gravidade desta pandemia de gripe suína é uma tarefa muito complicada, e nossa pesquisa mostra que isso só poderá ser alcançado se os dados forem recolhidos de acordo com protocolos de estudo bem concebidos e analisados de uma forma mais sofisticada do que está frequentemente sendo realizado no momento" disse Garke.

"Se não conseguirmos obter uma previsão precisa de gravidade, não estaremos fornecendo aos planejadores de saúde, médicos e enfermeiros as informações de que eles precisam para garantir que estão mais bem preparados para lutar contra a pandemia quando nos aproximamos da estação de gripe neste outono [no hemisfério norte]", afirmou a especialista.

A equipe de Garske desenvolveu formas de melhorar as estimativas, incluindo a utilização de algumas cidades como amostras.

Analisar famílias também podem ajudar a dar uma idéia de como a gripe se propaga. Se um membro doente da família infecta um outro membro da família, ou dois, ou três, esse número pode ser usado para estimar a taxa de infecção nos locais em que casos não sejam diagnosticados e registrados de forma adequada, disse a especialista.

Folha ONLINE

 

15/7/2009 A gripe suína pode causar uma pane nas redes?

Enquanto os casos de gripe suína não param de aumentar pelo mundo afora, surge uma nova discussão na área de tecnologia. Com tanta gente de quarentena em casa, será que as redes vão dar conta da demanda extra?

Não são apenas os pacientes realmente contaminados que vão inflacionando os acessos de casa. Quem fica na suspeita de gripe suína (e tem muita gente com uma gripe comum que acaba entrando na paranoia) também é orientado a esperar o resultado em casa. Muitos deles continuam trabalhando remotamente.

O site da inglesa BBC traz hoje uma matéria sobre essa questão. Eles foram investigar se a British Telecom, a maior operadora do país, está preparada por os aumentos de acesso a partir de casa. A BT afirmou num comunicado que está, sim. Mas quem andou penando com as falhas do Speedy em São Paulo, pode não ter tanta certeza...

A matéria da BBC levanta outra questão, que seria ainda mais crítica que a das operadoras: como as próprias empresas vão dar conta do aumento de acesso remoto dos funcionários a seus sistemas? Os picos que são mais comuns à noite ou em horários em que as pessoas estão fora do escritório poderiam se repetir várias vezes por dia.

De fato, dependendo da forma como a gripe suína continue a se expandir, os sistemas podem ficar sobrecarregados. Ainda é cedo para tanto alarde por aqui, mas não custa nada ficar de olho.

Info Online

 

14/7/2009 OMS alerta que ritmo de produção de vacina contra gripe suína é insuficiente

da Efe, em Genebra

A capacidade de produção de vacinas contra a gripe suína, denominada oficialmente gripe A (H1N1), é inadequada para uma população mundial na qual "praticamente todos são suscetíveis de ser infectados por este vírus novo e altamente contagioso", alertou nesta terça-feira a diretora-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Margaret Chan.

Em discurso durante uma conferência internacional sobre propriedade intelectual, Chan afirmou que em um caso de pandemia como a da gripe suína é previsível que a maior parte das vacinas produzidas seja destinada aos países ricos.

A diretora-geral reconheceu que isto será um novo exemplo de como a falta de recursos resulta em negar aos mais pobres o acesso aos serviços e produtos de saúde. A OMS já pediu diversas vezes que os países mais ricos e laboratórios ajudem no fornecimento da fórmula para os países mais pobres.

Chan revelou que a vacina ideal para a atual pandemia de gripe seria uma que ao mesmo tempo proteja da versão comum da doença e também dos potenciais vírus pandêmicos --fórmula que ainda não foi desenvolvida.

Saúde

Chan afirmou ainda que a pobreza é um obstáculo para a criação de produtos para tratar de uma série de doenças deixadas de lado porque afetam, justamente, os mais pobres. Segundo suas estimativas, as despesas vinculadas à saúde empurram 100 milhões de pessoas para abaixo da linha da pobreza anualmente.

Em tom crítico, ela questionou se é possível esperar que a indústria farmacêutica, cujo objetivo é obter lucros, invista na pesquisa sobre doenças que afetam grupos de população sem poder aquisitivo.

"Temos aqui um problema crítico. Os sistemas e regras, tais como os de propriedade intelectual e de proteção de patentes que fazem sentido em muitos setores, geram algumas perguntas quando se aplicam à saúde humana", sustentou a diretora-geral.

Em consequência, ressaltou, "as forças do mercado e os incentivos, como a proteção de patentes, não podem resolver por si próprios as necessidades de saúde dos países em desenvolvimento".

Sintomas

O México é considerado epicentro do vírus que foi identificado em março e se espalha ainda sem controle pelo mundo. A OMS (Organização) declarou nível pandêmico em 11 de junho passado, alerta que se refere à rápida transmissão do vírus e não a periculosidade da doença.

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).

Folha Online

 

14/7/2009 Gripe suína: três primos de vítima fatal em SP têm a doença

SÃO PAULO - A Secretaria de Saúde de Osasco, na Grande São Paulo, confirmou que os três primos da menina de 11 anos, que morreu em decorrência da gripe suína em Osasco, na Grande São Paulo, estão contaminados pelo vírus Influenza A (H1N1). Com isso, são sete casos na família: a mãe e o irmão caçula da vítima já tiveram alta, e o pai deve ser liberado ainda esta semana. A avó também está com suspeita de estar com a doença.

Nesta segunda-feira, o Rio Grande do Sul anunciou a morte de um menino de 9 anos pela doença. É a segunda morte no estado e a terceira no país desde que a epidemia começou.

Passados quatro dias do anúncio da morte da menina em Osasco, parentes da menina não aceitam o fato de a Secretaria Estadual de Saúde ter comunicado o caso à imprensa antes de avisar a família. Jurandir Pedro Vieira, de 59 anos, tio da vítima, fez duras críticas às autoridades pela forma como o assunto foi tratado.

- Deveriam ter falado com a família antes. Alarmaram a vizinhança, sem saber o que aconteceu - disse Vieira.

A Secretaria Estadual de Saúde não quis comentar as declarações por "respeitar a dor da família em um momento difícil".

O tio confirma que a menina passou a apresentar dor abdominal, vômito e febre, no dia 28 de junho, mas diz que foi precipitado anunciar que a morte foi pelo H1N1, como anunciou o secretário Luiz Barradas Barata em entrevista na última sexta-feira.

- Do que minha sobrinha morreu? Não sei. Essa semana vou buscar o resultado. Ninguém sabe o resultado. E por que não avisaram antes a família de que era gripe suína?

A menina passou pelo médico no dia em que começou a se sentir mal. Voltou ao mesmo local no dia 29, mas desta vez com febre de 39 graus, tosse, dores no corpo e vômito. Depois de medicada, foi liberada. No dia seguinte, deu entrada no Hospital Sino-Brasileiro com infecção generalizada e não resistiu a uma parada cardíaca.

O corpo foi para o Serviço de verificação de Óbito (SVO), que atestará a causa da morte.

- Minha sobrinha teve pneumonia com 7 anos. Não era uma criança frágil como foi falado.

O pai da menina está internado no Instituto Emílio Ribas. Sua gripe evoluiu para pneumonia. Segundo seu irmão, apenas o caçula da família, de 7 anos, foi infectado, mas já está recuperado e foi para Campinas com a mãe, que também foi contaminada.

- Somos uma família muito unida e está difícil aguentar tudo isso. Minha cunhada teve de deixar a casa por não ter sossego para cuidar do meu sobrinho. Está todo mundo perguntando e se afastando da gente. Não temos paz - disse Vieira.

Globo Online

 

14/7/2009 OMS lamenta desigualdades no acesso à vacina contra a gripe suína

GENEBRA (AFP) - A diretora da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, lamentou nesta terça-feira os privilégios dos países mais ricos no acesso à vacina contra a gripe suína, em detrimento dos habitantes dos Estados mais pobres.

As capacidades de produção de vacinas contra a gripe não são infinitas e são, infelizmente, insuficientes para um mundo de 6,8 bilhões de pessoas, das quais quase todas são suscetíveis a ser contaminadas por este vírus completamente novo e altamente contagioso", afirmou Chan em uma conferência da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).

"A melhor parte destes recursos limitados seguirá para os países mais ricos. Mais uma vez nós vemos que o acesso é recusado pela impossibilidade de pagar pelos mesmos", criticou.

"Em termos de saúde, as políticas públicas continuarão sendo imperfeitas enquanto o acesso às ações que salvam vidas continuar favorável aos mais ricos", completou.

Na segunda-feira, a médica Marie-Paule Kieny, diretora do departamento de pesquisas de vacinas da OMS, afirmou que a pandemia de gripe suína não pode ser detida e, portanto, todos os países precisarão de vacina.

"Os especialistas consultados pela OMS determinaram como prioridade a vacinação de todos os que trabalham no setor de saúde para que possam manter o sistema de saúde em andamento", declarou.

Durante uma reunião no início de julho, os países em desenvolvimento e a OMS pediram a adoção de para garantir o acesso dos países mais pobres às vacinas, como doações, preços vantajosos ou a cessão de parte das reservas dos países mais ricos.

Yahoo Notícias

 

14/7/2009 México já registra 124 mortes provocadas por gripe suína

O Ministério da Saúde do México já confirma 12.645 casos de influenza A (H1N1) gripe suína no país. Segundo comunicado oficial, a doença provocou 124 mortes, sendo que 52% das vítimas eram mulheres e o restante, homens. De acordo com o ministério, 70,2% tinham entre 20 e 54 anos.

A maior parte dos casos foi confirmada no Distrito Federal. Em seguida vem os seguintes estados: Chiapas, Yucatán, Tabasco, Jalisco, Guerrero, San Luis Potosí e Michoacán.

O governo tem reforçado a necessidade de a população adotar medidas preventivas como lavar as mãos frequentemente e cobrir a boca ao espirrar.

O ministério destacou que a gripe suína é uma doença que responde ao tempo e que é "geralmente curável". A orientação é que, a qualquer sinal de sintomas de doença, a população procure imediatamente uma unidade de saúde.

O último balanço divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) indicava 10.262 casos confirmados no México e 119 mortes provocadas pela doença

Terra

 

14/7/2009 Governo tailandês confirma mais três mortes pela gripe suína

A Tailândia confirmou nesta terça a morte de mais três pessoas por causa da gripe suína, o que coloca o número oficial em 24, enquanto o número de contágios não para de crescer na região do Sudeste Asiático, mas há Governos que deixaram de informar pontualmente sobre cada nova infecção, como o de Cingapura.

As mais recentes vítimas fatais na Tailândia morreram no domingo passado e são três mulheres de 67, 57 e 32 anos, a primeira com câncer de pulmão, a segunda diabética, e a terceira tinha sobrepeso e morreu de pneumonia.

O Governo da Tailândia convocou hoje uma reunião de emergência para buscar medidas preventivas e falar da situação no país, com 4 mil contágios desde que foi detectado o primeiro.

As autoridades de Bangcoc anunciaram o fechamento, a partir de amanhã e durante cinco dias, de 435 colégios, 200 institutos de formação a assistentes técnicos sanitários e 13 centros de formação profissional, para conter a propagação do vírus.

A Indonésia, com 64 casos de contágios, investiga hoje a morte de um paciente em um hospital de Denpasar, capital da ilha de Bali, o principal destino do turismo internacional.

Se os exames de laboratório confirmarem a presença do vírus A (H1N1) nas amostras colhidas do paciente, seria o primeiro caso fatal na Indonésia.

Outros países que combatem a pandemia na região do Sudeste Asiático são Mianmar (com 1 infectado), Brunei (300), Camboja (7), Filipinas (2,668 mil), Laos (24), Malásia (772) e Vietnã (299), além de Cingapura, que deixou de informar pontualmente quando estava com mais de mil casos.

No entanto, só foram registradas mortes na Tailândia (24) e nas Filipinas (3).

Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados

Terra

 

14/7/2009 Austrália encomenda vacinas contra gripe suína para toda população

A Austrália encomendou nesta terça-feira 21 milhões de vacinas contra a gripe suína, quantidade suficiente para toda a população do país, após a advertência da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que a pandemia não pode ser contida.

O ministro da Saúde, Jim Bishop, manifestou preocupação pelo fato do vírus infectar joves e pessoas com boa saúde.

Bishop anunciou que o governo deve iniciar em outubro uma grande campanha de vacinação em todo o país, onde 9.000 pessoas já foram infectadas pelo vírus da gripe A(H1N10, que provocou 19 mortes na ilha.

Bishop também está preocupado com uma possível segunda onda da doença, que seria mais grave que a primeira.
Terra

 

14/7/2009 Nova gripe aumenta atendimentos e leva hospitais a reforçar equipe médica

Samaritano atende cerca de 150 pacientes por dia com quadro gripal.
Sírio-Libanês diz que, em junho, houve crescimento de 30% nas consultas.

Hospitais particulares que integram a rede de referência para os casos suspeitos da nova gripe registraram aumento nos atendimentos em São Paulo. Com o crescimento do número de pessoas que procura o pronto-socorro desses hospitais, alguns tiveram que reforçar a equipe médica. Mesmo assim, pacientes precisam esperar mais tempo pela consulta.

O governo de São Paulo convidou, no dia 30 de junho, hospitais privados de São Paulo a integrar a rede de referência. A medida foi tomada para descentralizar o atendimento das pessoas que possuem planos de saúde. As instituições que passaram a fazer parte da rede são: Sírio-Libanês, Albert Einstein, São Luiz (que possui três unidades na capital paulista), Santa Catarina, Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa, Samaritano, Cema, Santa Paula, 9 de Julho e Sabará.

O infectologista Jorge Amarante, do Hospital Samaritano, diz que o hospital está atendendo cerca de 150 pacientes por dia com quadro gripal. Segundo ele, esse número representa de duas a três vezes mais do que o normal. “É um número bem maior do que o habitual. As pessoas que antes não viriam ao hospital por causa de uma gripe, hoje vêm”, diz.

Desde junho, o hospital fez 38 notificações de casos suspeitos e colheu amostras para exames no Instituto Adolfo Lutz. Um deles acabou confirmado. Segundo o médico, 25% dos casos foram descartados e o resultado dos outros ainda é aguardado. A vítima da nova gripe era uma criança que chegou a ficar internada, mas já recebeu alta e passa bem.

Amarante conta que o aumento dos atendimentos mexeu com a rotina do hospital. Foi preciso reforçar o número de médicos no pronto-socorro e alterar a carga horária dos enfermeiros. Mesmo assim, em alguns dias, os pacientes enfrentam mais tempo de espera pela consulta, segundo o infectologista. 

 Longa espera

A previsão do tempo de espera para os pacientes que procuraram o Pronto-Socorro do Hospital Samaritano, na segunda-feira (13), era de três horas a partir da pré-seleção na entrada para ser atendido, mas em alguns casos chegou quase a até quatro horas. Foi o caso da analista financeira Renata Watanabe, de 32 anos, que, incomodada por uma renite e uma sinusite, compareceu ao atendimento de emergência às 14h45 e só foi recebida pelo médico às 18h. Ela deixou o prédio do hospital por volta das 19h.

“Está lotado. É o pessoal que está gripado. Tinha muita gente de máscara”, contou. Segundo ela, as pessoas que se apresentavam na recepção para uma triagem com os sintomas de gripe tinham de colocar as máscaras de proteção fornecidas pelos funcionários.

Com um torcicolo e dores no lado direito do corpo, o mecânico de manutenção João Esteves, de 44 anos, teve mais sorte e foi atendido em pouco menos de duas horas. “Cheguei às 17h30 e ninguém me passou uma previsão em relação a tempo de espera, mas a maior demora é na recepção, que gasta mais da metade do tempo”, disse. De acordo com ele, havia muitas pessoas usando máscaras no hospital, menos os funcionários. “Se eu trabalhasse aqui, usaria com certeza”, disse.

O casal de estudantes Gustavo Machado e Rebeca Glender, de 23 e 24 anos, respectivamente, chegou por volta das 18h20 na emergência e ainda iria enfrentar uma longa espera pela frente. “Nos falaram que a espera é de três horas a partir da pré-avaliação. O atendimento é todo no mesmo lugar e, como está lotado, está demorando mais do que de costume”, disse Gustavo. A solução foi sair em busca de algum lugar para passar o tempo. “Vamos comer alguma coisa neste intervalo e depois a gente volta”, afirmou Rebeca. 

Boom no pronto-socorro

As três unidades do Hospital São Luiz que entraram na rede referenciada também tiveram um reforço na equipe médica, segundo o infectologista e pediatra Marco Aurélio Sáfadi. “A gente teve um 'boom' no pronto-socorro nesses 15 ou 20 dias. O movimento dos hospitais geralmente é mais baixo por causa das férias escolares, e não foi o que aconteceu. Nós tivemos que aumentar nossa equipe de médicos”, afirmou.

A média diária de atendimentos em julho, em relação a junho, cresceu 7,5% na unidade do Itaim e 10% na do Morumbi, ambas na Zona Sul de São Paulo. Segundo a assessoria do São Luiz, o aumento não foi significativo na unidade Anália Franco, na Zona Leste. Os médicos dos hospitais atribuem o maior número de consultas ao medo da nova gripe. De acordo com Sáfadi, o crescimento na procura também influenciou na fila de espera.

Os hospitais têm iniciativas próprias para alertar os pacientes sobre a doença. Na unidade Anália Franco do São Luiz, haverá uma palestra sobre a nova gripe na quarta-feira (15). Já o Hospital Samaritano criou um folder com informações da doença e disponibilizou um e-mail para tirar dúvidas dos pacientes.

 Outros hospitais

O Hospital Sírio-Libanês diz que, em junho, houve um aumento de 30% nos atendimentos no pronto-socorro em relação ao ano passado por causa da nova gripe. A assessoria do Beneficência Portuguesa informou que, logo após o anúncio de que o hospital entrou na rede de referência, ocorreu um crescimento na procura, que vem diminuindo nos últimos dias.

No Hospital Santa Catarina, no entanto, houve queda nos atendimentos. De janeiro a junho de 2008, 11.769 pacientes com quadro de gripe procuraram o hospital. No mesmo período deste ano, o total de consultas foi de 10.962. Em junho, houve 41 notificações de casos suspeitos de nova gripe atendidos no hospital.

G1

 

14/7/2009 Argentina convoca o Brasil para reunião sobre a nova gripe

Ministros de Chile, Uruguai, Paraguai e Bolívia também foram chamados.
Reunião, sem data definida, deve definir estratégias contra a epidemia.

O governo da Argentina convocou os ministros da Saúde de Brasil, Chile, Uruguai, Paraguai e Bolívia para participar esta semana de uma reunião para unificar estratégias contra a nova gripe.

"Trata-se de uma reunião com os ministros de países limítrofes que será realizada esta semana em Buenos Aires, mas ainda não temos data definida", segundo  porta-vozes do Ministério da Saúde da Argentina. O país tem pelo menos 94 mortos e mais de 100 mil infectados pela gripe.

 O governo de Cristina Kirchner quer o encontro para "compartilhar informação, definir posições e unificar critérios de olho em uma futura vacina, além de analisar os possíveis cenários da pandemia."

O ministro argentino Juan Manzur convocou seus colegas José Gomes Temporão (Brasil), Ramiro Tapia  (Bolívia), Alvaro Erazo (Chile), Esperanza Martínez (Paraguai) e María Julia Muñoz (Uruguai).

Segundo o ministério argentino, trata-se de uma reunião de perfil político, mas não está descartada a participação de especialistas.

Vacina

Marie-Paule Kieny, diretora de Pesquisa de Vacinas da Organização Mundial da Saúde (OMS), disse nesta segunda que a pandemia da gripe não pode ser evitada  e que, por isso, todos os países precisam da vacina contra o vírus.

O ministro da Saúde argentino, Juan Manzur, afirmou este fim de semana que "é provável" que a quantidade de mortes seja superior às 94 confirmadas oficialmente, depois que números extra-oficiais apontaram que as vítimas passariam de 100 no país.

Manzur também reconheceu que o governo não soube combater a gripe com um "critério único" ao longo do país, que registra o maior número de mortos pela doença da América do Sul e o terceiro do mundo, atrás apenas de Estados Unidos e México, onde a doença surgiu.

Dias atrás, o ministro disse também que o número de infectados na Argentina poderia chegar a 100 mil.

Devido à doença, a capital e a maioria das províncias decretaram emergência de saúde, além de restringir e até suspender as atividades em escolas, universidades, teatros e tribunais.

Segundo os dados mais recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), a pandemia atinge 94.512 pessoas em mais de 120 países e matou 429 pessoas, em sua maioria na América.

Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados.

G1