Informações sobre a GRIPE A/H1N1

CLIPPING - AGOSTO/09

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31/8/2009 OMS se diz preocupada com a rapidez da nova gripe

A Organização Mundial da Saúde (OMS) está preocupada com o alto número de jovens adultos que não sobrevivem ao vírus da Influenza A (H1N1), popularmente conhecida como gripe suína, e aponta que a taxa de disseminação da nova gripe é quatro vezes superior à das sazonais. As afirmações são da diretora da OMS, Margaret Chan, em entrevista publicada neste fim de semana no jornal francês "Le Monde". "O vírus viaja em uma rapidez inacreditável, quase jamais vista", diz.

Segundo ela, 30% da população de países com alta taxa de urbanização devem ser afetados e 40% dos mortos são jovens adultos. "Mais da metade das mortes ocorreram com pessoas com algum problema de saúde. Mas isso significa que 40% tinham boas condições", afirma. "Isso é o mais preocupante."

A potência do vírus em se propagar também chama a atenção. "Em seis semanas, ele viaja uma distância que outros levariam seis meses", conta. A OMS já indicou que a Influenza A é predominante no mundo entre os vírus da gripe. Chan também está preocupada com o fato de que o número elevado de casos em alguns países vem sobrecarregando o sistema de saúde público - o que pode levar à redução de recursos para outras doenças. "Não podemos roubar Pedro para pagar Paulo."

Vítimas fatais

Na última conta publicada pela OMS, 2,1 mil pessoas haviam morrido da gripe. Mais de 209 mil casos de infecções foram registrados. Para Chan, ainda levará meses antes que uma vacina chegue à população carente. Segundo ela, a capacidade de produção de vacinas no mundo será de 900 milhões de doses por ano para uma população mundial de 6,8 bilhões. A OMS alerta para o fato de que o número de casos da gripe suína deve voltar a crescer de forma importante na Europa e Estados Unidos a partir de outubro, quando temperaturas mais baixas chegarão a essas regiões do mundo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

31/8/2009 Gripe suína causará prejuízos de US$ 1,4 bilhões à Espanha

colaboração para a Folha Online

A propagação da gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1)-- custará às empresas da Espanha cerca de 1 bilhão de euros (US$ 1,4 bilhões), segundo um estudo feito pelo grupo de trabalho suíço Adecco, publicado nesta segunda-feira.

"Levando em conta os custos trabalhistas computados durante o processo de falta de um trabalhador [basicamente benefícios e contribuições] e a duração provável dos recessos [sete dias], o custo aproximado para as empresas será de cerca de 1 bilhão de euros", diz o estudo.

O Adecco se baseia em uma hipótese, segundo a qual perto de 12% dos trabalhadores do países serão infectados pelo vírus da doença.

"A previsão de 50% de faltas [de funcionários] feita por outras fontes é excessivo e provocaria uma situação de caos no mundo empresarial, com consequências incalculáveis", afirma o relatório, que no entanto, afirma que "há muitas incógnitas a serem resolvidas para dimensionar seu impacto [da gripe suína]".

Em 28 de agosto, a OMS (Organização Mundial da Saúde) havia estimado que a gripe A, a primeira pandemia do século 21, já afetou cerca de 210 mil pessoas e causou 2.200 mortes.

O número de mortes pela doença na Espanha chegou a 21, e entre 16 e 22 de agosto foram registrados 15.112 novos casos no país, segundo o último balanço do Ministério da Saúde espanhol.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório.

Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e deram resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).(Folha Online)

 

31/8/2009 Torre Eiffel compra máscaras e álcool para evitar a gripe suína

colaboração para a Folha Online

A Torre Eiffel, em Paris, o monumento pago mais visitado do mundo, comprará milhares de máscaras e soluções hidroalcoólicas para que seus funcionários se protejam de um possível surto de gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1)-- na França. A informação foi divulgada nesta segunda-feira pelo jornal "Le Parisien".

O ponto turístico, que a cada ano recebe cerca de 7 milhões de visitantes do mundo todo, é, exatamente por este motivo, um dos locais do país mais expostos a eventuais contaminações pela doença.

Pensando nisso, os administradores da torre decidiram implementar uma série de medidas preventivas, segundo o "Le Parisien".

No começo do mês, um caso suspeito de gripe A foi detectado entre os funcionários da Torre Eiffel. Na ocasião, os funcionários do monumento foram orientados a evitar o contato físico direto com os visitantes.

No entanto, segundo os administradores, ninguém precisa ficar paranoico, já que o número de visitas ao ponto turístico está aumentando, depois de ter caído 10% no primeiro semestre.

"Não temos nenhuma razão para entrar em pânico. Não é necessário negar a existência de um certo risco, mas mostrar zelo demais também seria prejudicial", destacou Jean-Bernard Bros, presidente da empresa que explora a torre.

Um eventual fechamento do monumento, no entanto, não está descartado. Mas esta decisão ficará a cargo da Prefeitura de Paris, ressaltou o "Le Parisien".

Além da Torre Eiffel, segundo a publicação, o Museu do Louvre, o Centro Pompidou, o Museu de Orsay e todas as pinacotecas da rede de museus da França adotarão medidas para garantir a oferta de serviços mínimos caso o nível de alerta pela doença seja elevado a 6.

Na última sexta-feira, a OMS (Organização Mundial da Saúde) havia estimado que a gripe A, a primeira pandemia do século 21, já afetou cerca de 210 mil pessoas e causou 2.200 mortes.(Folha Online)

 

31/8/2009 Com gripe suína, Uribe governará pela internet

Presidente vai administrar o governo pelo seu BlackBerry; sintomas apareceram após encontro da Unasul

Reuters

Uribe acompanha Cristina Kirchner durante a cúpula da Unasul, em Bariloche

BOGOTÁ - O presidente colombiano, Álvaro Uribe, cumprirá seus compromissos de governo via internet pelo menos até a próxima terça-feira, já que ele se recupera da gripe suína (H1N1), diagnosticada após a reunião da União das Nações Sul-Americanas (Unasul). Segundo a imprensa local, o mandatário deverá resolver parte dos assuntos internos se comunicando por meio da internet, de seu BlackBerry, e do telefone fixo de seu gabinete no Palácio de Nariño (sede da presidência), onde está de repouso.

 Caso sinta-se disposto fisicamente, Uribe poderá participar ainda de eventos e reuniões por meio de videoconferências, a fim de evitar que outros funcionários do Executivo do país corram riscos de serem contaminados. De acordo com a Presidência, Uribe foi examinado na sexta-feira passada, assim que apresentou sintomas da doença durante a viagem de volta à Colômbia, após o encontro da Unasul, realizado em Bariloche, na Argentina.

 Em decorrência disto, o governo colombiano enviou uma mensagem aos outros 11 líderes que participaram do evento, para que estes "tomem as medidas correspondentes". O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava entre os chefes de Governo presentes no encontro.

 A reunião, realizada em caráter de urgência, tinha como objetivo discutir o acordo militar entre Estados Unidos e Colômbia, que permitirá o envio de até 1.400 efetivos norte-americanos a bases colombianas. Contudo, terminou sem um consenso e o tema passará a ser analisado pelo Conselho Sul-Americano de Defesa.

 Uribe é o segundo chefe de governo a registrar o vírus da gripe A. Antes, a Costa Rica confirmou que o presidente Oscar Arias estava com a doença. O costa-riquenho já se recuperou. O presidente equatoriano, Rafael Correa, chegou a ficar em observação por alguns dias e viajou a Cuba para realizar uma bateria de exames, a convite do governo da ilha. Três dos funcionários da presidência do Equador foram contagiados.

 O jornal colombiano El Tiempo informou, citando dados do Instituto Nacional de Saúde (INS), que Uribe é a 621ª pessoa no país diagnosticada com o vírus da nova gripe. A publicação também ressalta que a equipe médica responsável pelo tratamento do presidente garante que seu quadro de saúde não é grave. Ontem, ele já apresentou melhoras.(O Estado de São Paulo)

 

31/8/2009 Itália decide não adiar volta às aulas por causa da gripe suína

Agência ANSA

ROMA - A Federação Italiana de Pediatras (FIP) informou hoje que não adiará a volta às aulas para enfrentar a difusão da gripe suína, seguindo as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo informou o presidente da entidade, Giuseppe Mele, o órgão compartilha das recomendações da OMS, que nunca pediu para adiar o retorno às aulas, medida considerada de pouco ou nenhum efeito. Os italianos retornam das férias no mês de setembro e a FIP considera apenas o eventual fechamento de uma ou mais instituições de ensino.

O país também já se prepara para as estações de outono e inverno, quando deve registrar um grande número de casos suspeitos de gripe.

- Estamos treinados para as emergências, mas não nego que para algumas regiões, principalmente aquelas afetadas pela crise econômica, a pandemia representa um agravante - informou Cinzia Barletta, representante de uma sociedade médica.

Para a especialista, os maiores riscos estão "nas regiões como Campania, Lazio, Molise e Ligúria, onde há dificuldades para se obter balanços".

Segundo último relatório da OMS, a nova gripe já causou a morte de mais de duas mil pessoas. Na Itália, a campanha de vacinação contra o novo vírus deve começar no mês de outubro. O programa será realizado em duas etapas, ainda sem datas exatas. (Jornal do Brasil)

 

28/8/2009 Gripe suína atinge mais de 209 mil pessoas; metade está nas Américas

da Folha Online

Mais de 209 mil pessoas em todo o mundo já foram contaminadas pela gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1)--, conforme o novo balanço divulgado nesta sexta-feira pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Mais da metade desses casos confirmados da nova doença estão concentrado nas Américas. O continente menos atingido pela pandemia é a África, com menos de 2% do total de casos.

Em relação às mortes, houve ao menos 2.185, o que representa 1% do total de contágios. Nas Américas, presumivelmente, estão a maioria das mortes, 85% do total.

Segundo a OMS, no hemisfério sul, a maior parte dos países "parece ter passado o pico de atividade de influenza" e retornado "para níveis básicos". A organização cita como exemplos Chile, Argentina, Nova Zelândia e Austrália, porém, segundo o Ministério de Saúde, também é esta a situação do Brasil.

Conforme dados divulgados nesta quarta-feira (26) pelo ministério, foram identificados 1.578 doentes graves na primeira semana de agosto, 826 na segunda e 273 na semana passada. Desde que a gripe suína foi identificada, o Brasil registrou mais de 5.200 casos da doença e 557 mortes, conforme o governo --o número deve chegar a 576, segundo governo estaduais.

O próprio balanço da OMS, no entanto, aponta que, em algumas regiões, ainda existe um alto nível de atividade do vírus. É o caso da África do Sul e da Bolívia.

Na última semana, mais três países --Camarões, Madagascar e Moçambique-- entraram nas estatísticas ao confirmarem seus primeiros casos de gripe suína.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório.

Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e deram resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos)(Folha Online)

 

28/8/2009 Nicarágua declara emergência por causa da gripe suína

AE-AP - Agencia Estado

MANÁGUA - O governo da Nicarágua declarou emergência sanitária de 60 dias por causa do aumento do número de casos de gripe suína e das mortes relacionadas à doença no país. O ministro da Saúde, Guillermo González, disse à emissora Radio Ya que a medida foi decretada após o número de casos subir para 840 em agosto e de registrar da morte de quatro mulheres.

Porém, ontem, González afirmou que a maioria dos pacientes já recebeu alta dos hospitais. A nação centro-americana anunciou seu primeiro óbito relacionado à Influenza A (H1N1) no dia 14 de agosto. O ministro não especificou quais passos serão tomados para combater a enfermidade. Segundo ele, os hospitais estarão abertos para tratar possíveis vítimas 24 horas por dia.

Na Austrália, o governo anunciou hoje que um grande programa de vacinação começará em outubro, mas advertiu sobre a possibilidade de uma "segunda onda" de casos de gripe suína. Já houve 147 mortes relacionadas à doença e quase 35 mil casos no país. Autoridades do setor de saúde alertaram para a possibilidade de novos contágios e já encomendaram 21 milhões de vacinas da companhia CSL, capazes de imunizar toda a população local.

Grávidas, pessoas com doenças crônicas, crianças em escolas especiais e trabalhadores do setor de saúde terão prioridade na vacinação. Já a Grécia anunciou que espera receber as primeiras doses da vacina em algumas semanas. Com informações da Dow Jones.(estadão.com.br)

 

28/8/2009 SinMed e Defensoria da União fiscalizam internação de pacientes com gripe suína

RIO - A Defensoria Pública da União e o Sindicato dos Médicos do Rio vão fiscalizar o cumprimento da liminar da Justiça Federal relativa aos leitos de UTI destinados para a epidemia de gripe suína. Quem quiser fazer denúncias, poderá utilizar os telefones 2220-1746 (Defensoria) e 2220-5596 (SinMed). Se for constatada a necessidade de se internar em leito de UTI um paciente da nova gripe, mesmo que inexista leito regular disponível na rede pública de saúde, o Sistema Único de Saúde (União Federal, Estado do Rio e prefeitura) deverá promover a internação do paciente em UTI, no prazo máximo de 24 horas, conforme determinação da 5ª Vara Federal Cível da Capital. A multa diária para o descumprimento de decisão é de mil reais por paciente. O defensor federal André Ordacgy informou que cópias da decisão liminar serão afixadas em cada unidade hospitalar para que o paciente esteja devidamente informado dos seus direitos.(O GLOBO)

 

28/8/2009 Nicarágua declara emergência por causa da gripe suína

AE-AP - Agencia Estado

MANÁGUA - O governo da Nicarágua declarou emergência sanitária de 60 dias por causa do aumento do número de casos de gripe suína e das mortes relacionadas à doença no país. O ministro da Saúde, Guillermo González, disse à emissora Radio Ya que a medida foi decretada após o número de casos subir para 840 em agosto e de registrar da morte de quatro mulheres.

Porém, ontem, González afirmou que a maioria dos pacientes já recebeu alta dos hospitais. A nação centro-americana anunciou seu primeiro óbito relacionado à Influenza A (H1N1) no dia 14 de agosto. O ministro não especificou quais passos serão tomados para combater a enfermidade. Segundo ele, os hospitais estarão abertos para tratar possíveis vítimas 24 horas por dia.

Na Austrália, o governo anunciou hoje que um grande programa de vacinação começará em outubro, mas advertiu sobre a possibilidade de uma "segunda onda" de casos de gripe suína. Já houve 147 mortes relacionadas à doença e quase 35 mil casos no país. Autoridades do setor de saúde alertaram para a possibilidade de novos contágios e já encomendaram 21 milhões de vacinas da companhia CSL, capazes de imunizar toda a população local.

Grávidas, pessoas com doenças crônicas, crianças em escolas especiais e trabalhadores do setor de saúde terão prioridade na vacinação. Já a Grécia anunciou que espera receber as primeiras doses da vacina em algumas semanas. Com informações da Dow Jones.

 

28/8/2009 Gripe suína: Cabral estende licença a grávidas

RIO - Por causa da gripe suína, o governador Sérgio Cabral estendeu até 11 de setembro a licença para servidoras grávidas do estado. Mesmo observando a redução de casos em gestantes, a Secretaria estadual de Saúde considerou necessário o cuidado preventivo. Para obter a licença, as grávidas devem apresentar um requerimento ao órgão a que faz parte. (O GLOBO)

 

28/8/2009 Dois terços dos americanos querem tomar vacina contra gripe suína

da Reuters, em Washington

Mais de 90% dos norte-americanos pretendem fazer algo para se proteger da pandemia da gripe suína --a chamada gripe A (H1N1)-- e mais de 60% pretendem se vacinar, segundo uma pesquisa da Cruz Vermelha Americana, divulgada na quinta-feira.

Só 11% dos entrevistados se dizem muito preocupados com a nova gripe suína, e outros 29% se dizem moderadamente preocupados. O resto --cerca de 60%-- diz não estar preocupado. Mas quase todos pretendem fazer algo, mesmo que seja apenas usar lenços de papel ou lavar as mãos com mais frequência, disse a pesquisa feita com 1.002 adultos.

A Corporação Caravan de Pesquisas de Opinião fez a pesquisa telefônica para a Cruz Vermelha em julho. A margem de erro é de cerca de 3 pontos percentuais.

A nova cepa da gripe suína está se espalhando pelo mundo e se manifestou em todo o território dos EUA durante o verão no hemisfério norte --algo que não acontece com a gripe sazonal comum. Sanitaristas preveem que a doença se tornará ainda mais comum quando o clima esfriar e as férias escolares terminarem.

Médicos e cientistas concordam que há pouco a fazer para conter o vírus, embora os laboratórios se apressem em preparar vacinas para uma imunização em massa. Thomas Frieden, diretor do Centro de Prevenção e Controle de Doenças, disse nesta semana que a vacinação não poderá começar antes de meados de outubro.

Enquanto isso, as autoridades orientam a população a se proteger mantendo as mãos limpas, cobrindo tosses e espirros e permanecendo em casa quando estiverem doentes.

Elas também recomendam as pessoas que se preparem para ficar até duas semanas em casa para cuidar de filhos e parentes doentes, ou caso a gripe se agrave e haja necessidade de interditar escolas, locais de trabalho e ambientes de reunião pública.

A pesquisa mostrou que há menos pessoas preparadas para tal contingência. Apenas 46% disseram estar estocando comida, água e remédios que seriam necessários para a quarentena de duas semanas.

E 39% dos pais dizem que não receberam orientações de escolas e creches sobre as precauções. Apenas 29% pretendem evitar aglomerações.

"Embora a maioria dos norte-americanos não esteja muito preocupada com o vírus, eles parecem interessados em tomar medidas para proteger a si e sua família", disse Scott Conner, vice-presidente sênior da Cruz Vermelha Americana. (FOLHA ONLINE)

 

28/8/2009 Espanha prevê vacinação contra gripe suína entre outubro e novembro

da Folha Online

A vacina para a gripe suína --a chamada gripe A (H1N1)-- na Espanha só estará disponível entre o final de outubro e o começo de novembro, disse a ministra da Saúde do país, Trinidad Jiménez, nesta quinta-feira. Ela acrescentou que, embora a Espanha tenha adquirido doses para 40% da população, os grupos de risco que serão imunizados aumentarão apenas "se houver consenso" entre todas as comunidades autônomas do país.

A ministra deu as declarações após visitar o Centro Militar e de Farmácia da Defesa, onde estão sendo produzidas antivirais da gripe suína.

Jiménez explicou que o ritmo de contágio pelo vírus da gripe suína praticamente se manteve. Segundo a última recontagem no país, na semana entre 16 e 22 de agosto ocorreram 15.112 casos da gripe, contra 15.013 na semana imediatamente anterior.

Segundo a ministra, 26 pessoas seguem internadas em estado grave por causa da gripe suína, que já matou 17 no país.

Jiménez afirmou que a Espanha conta com antivirais em quantidade suficiente para tratar todos os casos da gripe suína que são suscetíveis de tratamento. Segundo ela, existem 10 milhões de tratamentos completos com Tamiflu ou Relenza nas mãos das comunidades autônomas ou do Ministério da Saúde. Além disso, mais 5,4 milhões de antivirais comprados pela Espanha em julho estão próximos de serem entregues.

Esses 10 milhões de tratamentos completos foram adquiridos entre 2006 e 2007 pela Espanha, em função da ameaça da gripe aviária que atingia o mundo na ocasião. Destes, 2 milhões já foram encapsulados e postos em uso. 500 mil fazem parte de uma reserva estratégica do Ministério da Saúde, e o restante foram repartidas entre as comunidades autônomas.(Folha Online)

 

28/8/2009 Número de mortes por gripe suína na Espanha chega a 18

colaboração para a Folha Online

Um homem de 32 anos com obesidade mórbida morreu nesta quinta-feira em Barcelona, na Espanha, tornando-se a 18ª morte causada pela gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1) no país.

O Departamento de Saúde da região da Catalunha confirmou, em comunicado, que o homem, internado na UTI de um hospital de Barcelona desde 23 de junho, morreu devido a uma insuficiência respiratória.

Com esta morte, já são duas as mortes causadas pela nova gripe na Catalunha.

O primeiro óbito causado pela doença na Espanha foi registrado em 20 de junho, quando uma mulher de 20 anos, de origem marroquina e que havia acabado de dar à luz, morreu em Madri.(Folha Online)

 

28/8/2009 Paraná confirma mais 19 mortes por gripe suína no Estado; total chega a 576

da Folha Online

A Secretaria de Saúde do Paraná confirmou na quarta-feira mais 19 mortes por gripe suína --a gripe A (H1N1). Com os dados, sobe para 170 o total de óbitos no Estado e para 576 no país.

Segundo a secretaria, a região de Curitiba concentra o maior número de mortes, com 63 confirmadas, seguida por Foz do Iguaçu e Cascavel. Até quarta-feira (26), o Estado registrava 3.073 casos da nova gripe. Outros 1.583 casos suspeitos foram descartados.

Apesar da confirmação, as novas mortes ainda não foram contabilizadas no balanço do Ministério da Saúde, que aponta 151 mortes em decorrência da nova gripe no Estado do Paraná.

Segundo dados do Ministério, São Paulo é o Estado com o maior número de mortes no país em decorrência da gripe A (H1N1), com 223 óbitos confirmados, seguido pelo Paraná, com 170, agora.

Em seguida, estão: Rio Grande do Sul (98), Rio de Janeiro (55), Santa Catarina (11), Minas (8), Distrito Federal (2), Paraíba (2), Bahia (2), Mato Grosso do Sul (1), Pernambuco (1), Rondônia (1), Pará (1) e Rio Grande do Norte (1).

Os dados do Ministério da Saúde são parciais. Dados atualizados de secretarias estaduais da Saúde apontam maior número de mortes em alguns locais, como em Santa Catarina, que aponta 12 morte, e Minas, com 14. As secretarias do Amazonas (2) e do Acre (1), por exemplo, também confirmaram mortes.(Folha Online)

 

28/8/2009 Gripe suína: Temporão constesta cálculo do indicador de mortes

Portal Terra

BRASÍLIA - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse hoje (27) que lamenta o número de mortes registradas no país por influenza A (H1N1) gripe suína, mas admitiu que o ministério já previa que isso aconteceria.

"Estamos no Hemisfério Sul em pleno período de frio. A situação, com certeza, vai mudar bastante", disse, Temporão em entrevista coletiva. Ele condenou a forma de cálculo de mortos pela doença, que leva em consideração o número absoluto e desconsidera a proporção com a população. Para ele, "não é um indicador razoável". O cálculo correto considera o número de mortes por grupos de 100 mil habitantes.

"É muito precoce para fazermos análises quantitativas. Estamos no início de uma pandemia que atingiu o mundo inteiro e em um período muito curto."

Temporão lembrou a autorização do governo para a liberação de um crédito extraordinário no valor  de R$ 2 bilhões para o enfrentamento da doença. Segundo ele, o país vai fazer uma licitação internacional para comprar vacinas em quantidade superior à capacidade de produção do Instituto Butantan.

O ministro acredita que os recursos serão liberados rapidamente. "Pedimos recursos olhando o problema da doença como um todo, desde a prevenção à capacitação, para estarmos preparados para uma eventual chegada de uma segunda onda da doença", disse.

Sobre o monitoramento de pacientes que estão usando o medicamento Tamiflu, ele afirmou que, por se tratar de uma doença nova, é preciso desenvolver estudos com base em aspectos clínicos e na eficácia do remédio. "Como o microorganismo não existia, um medicamento que foi desenvolvido para enfrentar outra doença gripe aviária está sendo usado", afirmou. (TERRA)

 

28/8/2009 Com redução de casos de gripe suína, Osasco (SP) desativa tendas de triagem

da Folha Online

A Secretaria de Saúde de Osasco (Grande São Paulo) informou que vai desativar a partir da noite de sexta-feira (28) as barracas de triagem de pacientes com suspeita de gripe suína --gripe A (H1N1)-- montadas nos prontos-socorros do Jardim Helena Maria e do Jardim Santo Antônio, além da tenda montada no calçadão da rua Antônio Agu.

Segundo a secretaria, a decisão de desativar os centros de triagem acontece devido à "diminuição da procura por atendimento de pessoas com sintomas de gripe". As barracas começaram a funcionar no dia 24 de julho.

Ainda de acordo com a secretaria, a tenda do Jardim Helena Maria chegou a atender 45 pessoas em um único dia, no mês de julho. Esse número reduziu gradativamente durante o mês de agosto e chegou a ser de 27 na última terça-feira. Já na unidade do Jardim Santo Antônio, os atendimentos que eram de 57 pessoas no dia 25 de julho, passaram a ser de 22, nesta semana.

"Com a redução, estas unidades retornam as atividades de atendimento normal e com as mesmas medidas de prevenção à gripe das demais unidades de saúde", afirmou o diretor de atendimento secundário da Secretaria da Saúde, Ewandro Ruck.

Até esta quinta-feira a Secretaria de Saúde do município tinha registrados sete morte em decorrência da gripe suína. No total, foram confirmados 481 casos da doença, sendo que 34 permanecem em monitoramento.

Ontem, o Minsitério da Saúde divulgou balanço apontando 557 mortes em decorrência da doença em todo o país. Com isso, o Brasil se tornou o país com maior número de mortes causadas pela nova gripe no mundo.(Folha Online)

 

28/8/2009 Temporão diz que Brasil se prepara para "nova onda" da "gripe suína"

BRASÍLIA – O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que o país está se preparando para uma “segunda onda” da "gripe suína" (rebatizada de gripe A H1N1 pela OMS), em 2010. “Estamos investindo para estarmos preparados para uma segunda onda [da "gripe suína"] no ano que vem”, atenta o ministro.

A pasta promete investir em capacitação profissional, pesquisas, aumento de leitos, compra de equipamentos e de material para diagnóstico do vírus H1N1.

O ministro indicou que com a liberação de R$ 2,1 bilhões do governo federal até setembro para o combate à nova gripe serão comprados mais de 70 milhões de doses de vacina e mais de 10 milhões de kit de tratamentos.  “Faremos uma licitação internacional para que o Brasil possa ter um estoque confortável”, promete Temporão. 

Nesta quarta-feira (26/08), o ministério confirmou que, até o dia 22 de agosto, o país registrou 557 óbitos, que faz o Brasil estar em primeiro lugar no mundo, em número absoluto de mortes. O ministro, no entanto, voltou a defender que a análise deve ser feita comparando ao total da população, o que o deixa na posição de número sete em relação aos demais países do mundo.

Sobre a determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de monitorar os usuários do Tamiflu, Temporão alegou que o procedimento é de praxe e que é comum que se verifique  os efeitos colaterais e eficiência do medicamento. (Ùltimo Segundo)

 

28/8/2009 Países da UE encaram gripe suína com diferentes planos de vacinação

da Efe, em Bruxelas

Os países da União Europeia (UE) se preparam para combater a expansão da gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1)-- no outono (primavera no Brasil) com diferentes planos de vacinação, que preveem imunizar parcelas da população que vão desde o 100% no Reino Unido até 30% em Portugal, apesar das tentativas de harmonizar as ações contra o novo vírus na região.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) advertiu que o pior da pandemia ainda pode estar por vir e chamou à comunidade internacional a preparar-se para uma segunda onda do vírus nos próximos meses.

Embora os 27 países chegarem a um acordo esta semana sobre as linhas gerais de orientação perante um possível agravamento da pandemia, cada país planeja vacinar quantidades diferentes da população em função de sua política sanitária nacional e de suas possibilidades econômicas.

Na primeira fase da vacinação, que se terá início quando o novo fármaco estiver disponível, a partir de meados de setembro segundo a OMS, os países da UE darão prioridade a três grupos de população: os doentes crônicos, as mulheres grávidas e os agentes sanitários.

Estes critérios comuns servem de orientação mas não são obrigatórios, levando em conta que não haverá vacinas suficientes para que todos os países imunizem simultaneamente a porcentagem da população que achem necessário.

Após a primeira fase, cada país continuará utilizando as vacinas segundo seus planos nacionais.

A França, com 94 milhões de dose compradas, é o país que mais vacinas reservou até o momento e planeja imunizar toda sua população, da mesma forma que o Reino Unido --o país europeu mais castigado pelo novo vírus--, que encomendou 90 milhões de dose.

Os países acham que serão necessárias duas dose para imunizar cada pessoa, embora a OMS advirta que se deve esperar os resultados dos primeiros testes clínicos para confirmá-lo.

A Alemanha, o país mais povoado da UE, ocupa o terceiro lugar em número de dose reservadas (50 milhões), que servirão para vacinar 25 milhões de pessoas, embora as autoridades alemãs pretendam acumular doses suficientes para 65 dos 80 milhões de habitantes do país.

O governo espanhol reservou 37 milhões de doses com as quais tentará imunizar 40% da população.

Já a Itália vai receber 24 milhões de dose, com as quais deve vacinar de 30% a 40% de sua população total.

A Holanda e a Áustria pretendem imunizar toda sua população, encomendando 34 e 16 milhões de doses, respectivamente.

Entre os países que reservaram menor volume da vacina está Portugal, com três milhões de doses, que cobrirão 30% de sua população.

Prioridades

Todos os países começarão imunizando os grupos prioritários, embora alguns governos tenham identificado alguns grupos "de risco" adicionais.

Na Espanha, além dos três grupos citados se somarão as crianças de até 14 anos, os professores e os trabalhadores dos serviços essenciais, como transporte público e forças de segurança.

O Reino Unido também prevê vacinar de forma prioritária os maiores de 65 anos e os bebês, enquanto que na Alemanha entram nessa lista os farmacêuticos e na Itália os funcionários dos Correios e de companhias telefônicas.

Além disso, a data em que cada país da UE disporá do novo fármaco dependerá do laboratório com o qual tenha assinado o acordo, de modo que a primeira fase de vacinação acontecerá em uns países antes que em outros.

Enquanto Espanha ou França preveem começar a vacinação "no outono" (que vai do começo de setembro ao fim de novembro), o governo britânico foi mais preciso e disse que começaria no "fim de setembro e começo de outubro".

Outros países planejam começar mais tarde, como a Itália, que fixou em 15 de novembro sua primeira fase de vacinação, ou Portugal, que começará entre dezembro e janeiro.

Alguns governos já disseram que as injeções serão gratuitas pelo menos para os grupos prioritários --é o caso do Reino Unido, Alemanha, Itália, Holanda e Portugal--, enquanto em outros países, como a França ou Áustria, não se decidiu ainda.

Na Espanha, os fármacos serão custeados pelo Estado e as Comunidades Autônomas e por enquanto o Ministério da Saúde não especificou se os grupos de risco serão vacinados de forma gratuita, mas assim o deu a entender.

Seguindo as recomendações do Comitê de Segurança Sanitária da UE, os governos descartaram atrasar o início do ano letivo para evitar a expansão da epidemia.

No entanto, alguns países elaboraram um plano de crise caso se produzam contágios maciços em um mesmo centro educacional.

A França fechará durante sete dias os centros com pelo menos três casos com sintomas de gripe em uma mesma semana, enquanto na Espanha, Itália, Áustria e Reino Unido se estudará cada caso particular para decidir sobre o possível fechamento preventivo de um colégio.

Por último, Espanha, da mesma forma que França, Bélgica e Holanda, elaborou um "guia de emergência" geral, perante a possibilidade de que a epidemia ameace o funcionamento dos serviços básicos nacionais. (Folha Online)

 

28/8/2009 Síria registra primeira morte causada pela gripe suína

2 horas, 14 minutos atrás

A Síria registrou sua primeira morte causada pela Influenza A (H1N1), a chamada gripe suína. O Ministério da Saúde informou que um homem de 24 anos, morador de um subúrbio de Damasco, morreu ontem após ter contraído a doença. A vítima tinha séria infecção pulmonar e falência renal, o que complicou o caso. A Síria já registrou 25 casos de gripe suína, a maioria em pessoas que voltaram de viagens internacionais.

A Síria também se uniu a outros países muçulmanos ao anunciar que evitará que crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas realizem a peregrinação do Hajj, para locais sagrados na Arábia Saudita. O próprio governo saudita já anunciou as restrições com o objetivo de impedir a disseminação do vírus. O Hajj ocorrerá este ano no fim de novembro.

O Egito, nação árabe mais populosa, também anunciou restrições para viagens à Arábia Saudita pelo mesmo motivo. No ano passado, aproximadamente 3 milhões de muçulmanos participaram do Hajj. As informações são da Dow Jones.(Yahoo Notícias)

 

28/8/2009 Gripe suína começa a perder força no Brasil

RICARDO WESTIN
da Folha de S.Paulo

Novos números sobre a gripe suína --gripe A (H1N1)-- confirmam a tendência de enfraquecimento da epidemia no Brasil. O país, porém, acaba de superar os Estados Unidos em número de mortes, com 557 mortes confirmadas pelo Ministério da Saúde.

Segundo dados divulgados ontem (26) pelo ministério, foram identificados 1.578 doentes graves na primeira semana de agosto, 826 na segunda e 273 na semana passada. É a primeira vez que os novos casos caem por um período tão longo.

A tendência se repete em São Paulo. Estudo da Secretaria de Estado da Saúde obtido pela Folha mostra que as internações diárias por suspeita de gripe caíram de 43 na primeira semana de agosto para 35 na terceira. Os dados são dos 12 maiores hospitais privados e públicos do Estado.

No Instituto Emílio Ribas, 75 doentes (por gripe e outras doenças) buscaram o pronto-socorro no último domingo (23). Dois domingos antes, o número de pacientes havia sido de 115. No auge, foram 250 em um dia.

"Aos poucos nos aproximamos da média habitual, de 70 pessoas por dia", diz David Uip, diretor do Emílio Ribas.

O estudo paulista incluiu exames para o H1N1 (vírus da gripe suína) feitos pelo Instituto Adolfo Lutz, do governo estadual. Estão menos frequentes os resultados positivos.

O Ministério da Saúde adota um tom cauteloso e diz que a tendência de queda pode não ser definitiva. São Paulo, por outro lado, afirma que a epidemia caminha para o final.

A principal explicação para a queda é o fato de a fase mais rigorosa do inverno já ter passado. "Na gripe comum, há uma curva que começa em maio e junho e vai até agosto. Com o H1N1, não vai ser diferente", diz Wladimir Taborda, assessor médico do governo paulista.

Segundo Taborda, o H1N1 continua em circulação. As pessoas, portanto, não devem abandonar as medidas de prevenção, como lavar as mãos com frequência. Ele lembra que o vírus deve voltar no próximo inverno, como ocorre a cada ano com a gripe comum.

Situação mundial

Segundo o Ministério da Saúde, o número de mortes pela gripe suína chegou a 557. Os dados anteriores, da semana passada, antes das novas confirmações, indicavam 368.

Com isso, o Brasil se tornou o país com o maior número de mortes, ultrapassando os Estados Unidos (522). Os EUA, que entrarão no outono no final do mês que vem, se preparam para uma nova onda de infecções.

Considerando-se a população total, o Brasil fica em sétimo lugar no ranking mundial de mortos, segundo o Ministério da Saúde, com 0,29 morte por 100 mil habitantes. Os primeiros são Argentina e Chile.

Para enfrentar a doença, o governo federal enviou ontem ao Congresso uma medida provisória para liberar R$ 2,1 bilhões em crédito extraordinário. Metade da verba deverá ser usada na compra de vacinas.(Folha Online)

 

28/8/2009 Estudo mostra que gripe suína é mais letal do que gripe comum

PORTO ALEGRE - A taxa de mortalidade da gripe A, conhecida como gripe suína, é pelo menos duas a três vezes superior à da sazonal. A avaliação foi conduzida por cientistas franceses e divulgada pelo Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças, que acaba de concluir o primeiro perfil completo da nova doença, quatro meses depois da eclosão dos casos nos Estados Unidos e no México. O centro é uma agência da União Européia criada com o objetivo de reforçar as defesas da continente contra as doenças infecciosas. Nesta quarta, o Ministério da Saúde informou que o Brasil registra 557 mortes, ultrapassando os Estados Unidos, que lideravam os óbitos decorrentes de gripe suína no mundo.

Apesar de ser mais virulenta do que a sazonal, a gripe A ainda é mais branda do que o vírus que gerou a gripe espanhola em 1918 e que matou 40 milhões de pessoas no mundo, conforme estimativas. Segundo o estudo, de cada mil pessoas contaminadas, entre quatro e seis não resistem ao vírus H1N1. Isso representaria uma letalidade de 0,4% a 0,6%. Já na gripe espanhola, a taxa de letalidade era 10 vezes maior à da gripe A.

" Uma das conclusões é a comprovação de que diabéticos e obesos têm mais chances de não sobreviver ao vírus "

O perfil ainda mostra que mais da metade dos casos de mortes - 51% - ocorreram com pessoas entre 20 e 49 anos e que não estavam nos grupos de risco considerados vulneráveis à gripe sazonal. Quarenta e nove por cento dos mortos já sofriam de outros problemas de saúde antes de ser contaminados.

A avaliação foi feita em julho com dados de 28 países de todo o mundo, inclusive com os casos registrados no Brasil. A variação entre continentes, porém, é considerada significativa. Em alguns países, a taxa foi superior à média mundial. No México, ela chegou a 6% nos três primeiros meses. Na Argentina, foi de 4,5% entre maio e julho.

Uma das conclusões é a comprovação de que diabéticos e obesos têm mais chances de não sobreviver ao vírus. O que o estudo também revela é que nem crianças nem idosos estão entre os grupos de maior risco, como foi inicialmente indicado. Apenas 12% dos mortos até agora tinham mais de 60 anos. Noventa por cento dos óbitos gerados pela gripe sazonal ocorrem em pessoas com mais de 65 anos. Por ano, entre 250 mil e 500 mil pessoas morrem no mundo de gripe comum.

Uma das teorias avaliadas pelo estudo é de que os mais idosos estariam mais protegidos porque, no passado, podem ter sido expostos a um vírus parecido ao H1N1 ou a uma versão mais leve do mesmo vírus. A estimativa é de que as pessoas que nasceram antes de 1957 podem ter desenvolvido uma resistência a um vírus que se desenvolveu após a gripe espanhola, em 1918. Mas o perfil ainda mostra que, quando idosos são contaminados pelo vírus H1N1, a taxa de mortalidade é alta.

O estudo também indica a necessidade de proteger mulheres grávidas. Nesta semana, a Comissão Europeia divulgou sua estratégia de vacinação, que deve começar já em meados de setembro. Gestantes, médicos e enfermeiras e pessoas com problemas de saúde devem ser os primeiros a receber a vacina. A UE admite, porém, que será "improvável" que haja vacinas para todos em um primeiro momento.

- Será necessário definir prioridades - disse. (O GLOBO)

 

28/8/2009 Governo quer crédito de R$ 2,1 bi para combater gripe suína

O governo federal enviou ao Congresso uma medida provisória que pede e a liberação de crédito suplementar no valor de R$ 2,1 bilhões para o combate da gripe suína no País.

Os recursos, de acordo com nota do Ministério da Saúde, vão servir para a compra de 73 milhões de doses de vacina e 11,2 milhões de kits de tratamentos, além de aumento no número de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), compra de equipamentos e de material para diagnóstico, capacitação profissional e pesquisas sobre a doença.

Ao todo, R$ 1,06 bilhão será usado apenas para a compra de vacinas. A previsão do governo é de que, no primeiro semestre de 2010, pelo menos 36,5 milhões de pessoas sejam imunizadas.

Do total de vacinas, 33 milhões de doses serão fabricadas pelo Instituto Butantan, e as 40 milhões de doses restantes serão compradas do Fundo Rotatório de Vacinas da Organização Panamericana de Saúde (Opas) e de empresas privadas.

Os 11,2 milhões de kits de tratamentos serão distribuídos aos Estados a partir de setembro. Parte da nova remessa de 2 milhões de kits será produzida por laboratórios oficiais do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, sob a supervisão do Laboratório de Farmanguinhos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). As instituições militares, segundo o ministério, vão receber um investimento de R$ 20 milhões em infraestrutra.

O atendimento de pacientes em estado grave será ampliado com o aumento do número de leitos de UTI e de UTI Neonatal, uma vez que as grávidas fazem parte do chamado grupo de risco da doença.

Outros R$ 22,72 milhões serão destinados à compra de equipamentos de proteção, sobretudo, para profissionais de saúde, além de material para diagnóstico, como 3 mil embalagens para transporte de amostras infecciosas e 110 mil máscaras.

A verba da medida provisória deve financiar ainda cinco pesquisas sobre o comportamento do vírus. Do total, R$ 5 milhões serão destinados a estudos sobre a efetividade do medicamento Tamiflu (fosfato de osetalmivir) na redução dos sintomas e da gravidade da doença. Será feita também uma análise das mutações genéticas do vírus.

A previsão é de que as duas pesquisas fiquem prontas em um prazo de até um ano. As três restantes, sobre fatores de risco, transmissão, gravidade, mortalidade e validação do insumo produzido no país para o diagnóstico da doença, serão finalizadas até o fim deste ano. A intenção, de acordo com o ministério, é validar o produto fabricado no Brasil e nacionalizar a produção.(Terra)

 

28/8/2009 Congresso deixa "gripe suína" nas mãos do governo

O Congresso não vai criar obstáculos para a aprovação das medidas que o governo federal julgar necessárias para combater a "gripe suína", que matou pelo menos 582 pessoas no País. A oposição cedeu na quarta-feira aos argumentos do Executivo e desistiu de apresentar na Câmara uma proposta que liberava as grávidas de suas atividades profissionais por 30 dias por causa do risco de contágio da nova gripe.

O autor da proposição, deputado Alceni Guerra (DEM-PR), disse que cedeu ao “apelo emocional” do Ministério da Saúde e aos números do Ministério do Planejamento sobre o impacto que a mudança provocaria para engavetar, momentaneamente, a matéria. O afastamento, segundo o deputado, poderia beneficiar 4 milhões de grávidas em todo o País.

“São dois ministérios importantes. O [José Gomes] Temporão [ministro da Saúde] e o Paulo Bernardo [ministro do Planejamento] farão apelo aos empresários nesse sentido”, ponderou Alceni, que havia anunciado para esta semana a apresentação de um requerimento para que o Executivo determinasse ao poder público e à iniciativa privada o afastamento temporário das grávidas de seus serviços. (Último Segundo)

 

21/8/2009 OMS adverte contra segunda onda da gripe suína

PEQUIM, China (AFP) - A diretora da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, pediu nesta sexta-feira à comunidade internacional que se prepare para uma provável segunda onda da gripe suína, ao mesmo tempo em que destacou que os governos enfrentarão o desafio do fornecimento de vacinas.

"Não podemos dizer que o pior já passou ou está a ponto de passar", declarou Chan, em uma mensagem de vídeo gravada e exibida na abertura de um congresso em Pequim sobre a gripe na região Ásia Pacífico.

"Devemos nos preparar para qualquer surpresa que nos reserve este novo vírus caprichoso (...) uma mutação constante e imprevisível é o mecanismo de sobrevivência do mundo microbiano", completou.

"Também devemos nos preparar para uma segunda, e inclusive uma terceira, onda como aconteceu em pandemias anteriores".

A diretora da OMS afirmou que é preciso enfrentar sem rodeios o fornecimento de vacinas. Mais de 20 empresas farmacêuticas no mundo inteiro se preparam para produzir vacinas seguras e eficazes.

"Precisamos obter opiniões sobre grupos prioritários para uma proteção inicial", disse.

"É uma das decisões mais difícies que os governos terão que tomar, sobretudo porque o fornecimento será extremamente limitado durante vários meses".

O vírus A (H1N1) da gripe suína já matou 1.799 pessoas em todo o mundo, a maioria no continente americano, desde o surgimento no fim de março, segundo os dados mais recentes da OMS.

A organização declarou a primeira pandemia de gripe do século XXI no dia 11 de junho. No total, 170 países confirmaram casos(Yahoo Notícias)

 

21/8/2009 Criança deve ser foco de vacina contra a gripe suína, afirma estudo

da Folha de S.Paulo

Crianças em idade escolar e adultos entre 30 e 39 anos deveriam ser o foco das campanhas de vacinação contra a gripe suína --a gripe A (H1N1)--, diz estudo realizado por pesquisadores das universidades Yale e Clemson, dos EUA.

Segundo um artigo publicado ontem (20) na "Science", as crianças que vão à escola são as maiores responsáveis pela transmissão da doença e seus pais servem como "ponte" para o resto da população. Vaciná-los, então, poderia ajudar a reduzir o contágio.

O estudo analisou a transmissão da gripe A nos EUA e de outras pandemias em 1918 e 1957.
Segundo os cientistas, quando a possibilidade da vacina é limitada --como é o caso da imunização contra a gripe-- ou quando seu nível de eficácia é baixo, é necessário determinar com precisão quais devem ser os principais alvos da vacinação.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) afirma que não será possível vacinar toda a população mundial contra a nova gripe.

Testes

Em SP, o governo estadual realiza um estudo para avaliar se a vacinação entre crianças que frequentam a escola ajuda realmente a reduzir a transmissão do vírus.

O Instituto Butantan vacinou 1.600 crianças entre 6 e 15 anos de nove escolas públicas --metade contra a gripe comum e a outra metade contra meningite C ou catapora-- e avalia se os familiares das vacinadas terão menos a doença do que os pais das demais. O resultado sairá em setembro.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha o vírus, e examinada em laboratório.

Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).(Folha Online)

 

21/8/2009 BB e Caixa ignoram orientação de afastar grávidas devido à gripe suína

SHEILA D'AMORIM
LARISSA GUIMARÃES
da Folha de S.Paulo, em Brasília

O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal se recusam a adotar a orientação da Febraban de afastar temporariamente as grávidas do trabalho por causa do risco da gripe suína --a gripe A (H1N1).

Os dois são os únicos entre os grandes bancos brasileiros a adotar essa conduta. O governo federal, ao qual BB e Caixa são ligados, é que comanda a estratégia de defesa do país contra o vírus da nova gripe. Como são orientações, elas não precisam obrigatoriamente serem implantadas.

A Folha apurou que BB e Caixa argumentaram na Febraban (Federação Brasileira de Bancos) que são empresas públicas e que a adoção da medida poderia abrir precedente para todo o funcionalismo.

BB e a Caixa tentaram retirar do texto divulgado pela federação, há uma semana, a menção específica às grávidas.

No dia 13 deste mês, a Febraban orientou seus associados a afastar as gestantes, que teriam prazo de dez dias para procurar um médico e pedir um relatório recomendando a permanência ou o afastamento.

A Folha procurou os cinco maiores bancos do país para saber se estavam seguindo a recomendação. Bradesco, Itaú/ Unibanco e Santander informaram que seguem a medida.

O BB disse, por meio da sua assessoria, que transferiu as gestantes do atendimento direto ao público para funções internas e que ainda analisa se adotará as recomendações específicas para esses casos.

A Caixa disse, também via assessoria, que, como empresa pública, adota as medidas fixadas pelo Ministério da Saúde.

Em nota enviada à Folha, não faz menção específica a grávidas. Diz apenas que entre as medidas gerais adotadas está o afastamento dos empregados, condicionado à decisão do médico responsável.

Tanto a CEF quanto o BB passaram a seguir outras recomendações da Febraban, como disponibilização de álcool gel nas agências e orientação para as empresas responsáveis pela limpeza intensificarem a higienização de maçanetas, botões de elevadores e torneiras.

Questionado pela Folha, o Ministério da Saúde informou que, assim como não recomendou o adiamento da volta às aulas para todo o país, não há recomendação geral para afastamento de grávidas do trabalho.

O protocolo do ministério recomenda que as grávidas evitem aglomerações e procurem um médico imediatamente ao surgirem sintomas. (Folha Online)

 

21/8/2009 Chile detecta e controla surto de gripe suína em perus

da BBC Brasil

O Serviço Agrícola e Pecuário do Chile (SAG, na sigla em espanhol) detectou a presença do vírus H1N1, da gripe suína, em perus de duas granjas da região de Valparaíso.

Segundo o governo chileno, a descoberta será comunicada à Organização Mundial de Saúde Animal.

Em uma nota publicada no site do governo na internet, as autoridades afirmam que foram adotadas as medidas de precaução destinadas a evitar a transmissão da doença e garantir a saúde da população.

De acordo com o governo, o SAG identificou o vírus depois que a empresa produtora de perus Sopraval comunicou ao órgão, no último dia 13, uma queda na produção de ovos em duas granjas da região central, perto de Santiago.

As autoridades investigaram o caso e determinaram a quarentena em todo o local, aumentaram a segurança dos funcionários e das instalações e fixaram controles de movimento das aves.

Na quarta-feira, no entanto, o governo descartou que as aves estariam contaminadas com o vírus H5N1, comum aos animais. Na quinta-feira, as autoridades identificaram que o vírus que teria infectado os perus seria o H1N1, da gripe suína.

Apesar disso, o SAG afirmou que as pessoas podem "consumir com absoluta confiança e tranquilidade" os produtos derivados da carne de peru.

"A aplicação dos protocolos e das medidas de prevenção e controle, de acordo com as recomendações das agências internacionais, permitem garantir que a carne de peru e os produtos derivados comercializados no mercado interno e internacional são totalmente aptos para consumo", diz a nota emitida pelo governo.

Na quarta-feira, Ministério da Saúde do Chile informou, em um relatório, que o número de mortes causadas pela gripe A (H1N1) subiu para 116 no país.(Folha Online)

 

21/8/2009 Prefeitura confirma 11ª morte por gripe suína em Campinas (SP)

da Folha Online

A Secretaria de Saúde de Campinas (a 93 km de São Paulo) confirmou nesta quinta-feira mais uma morte em consequência da gripe suína --a gripe A (H1N1)-- elevando para 11 o número de óbitos na cidade. Em todo o país, são 407 mortes confirmadas pela doença.

De acordo com a secretaria, a vítima é um homem jovem que estava internado desde o dia 3 de agosto e morreu hoje. O diagnóstico que comprovava a contaminação pela gripe suína saiu em 10 de agosto. Ainda segundo a prefeitura, ele não tinha nenhum fator de risco.

Ao todo, 11 pessoas morreram na cidade em consequência da doença, sendo oito mulheres --entre elas uma gestante-- e três homens. A média de idade das vítimas era de 35 anos.

Apesar da confirmação, o óbito ainda não havia sido incluído no balanço da Secretaria Estadual de Saúde que, segundo o último boletim sobre a gripe divulgado, contabilizava 134 mortes em São Paulo, Estado com o maior número de vítimas, seguido pelo Paraná, com 119, Rio Grande do Sul (84), Rio (39), Santa Catarina (10), Minas (8), Paraíba (2), Bahia (1), Rondônia (1) e Amazonas (1), além do Distrito Federal (1).

Outros Estados

Mais cedo, a Secretaria da Saúde de Minas confirmou mais uma morte por gripe suína --gripe A (H1N1)--, elevando para oito o número de óbitos no Estado e para 406 no país. Apesar da confirmação, a secretaria destaca que duas das mortes de mineiros não aconteceu no Estado, e sim em São Paulo e Pernambuco.

Hoje foi confirmada a primeira morte em decorrência da nova gripe no Amazonas, elevando para três o número de óbitos devido à doença na região Norte. Também foram confirmados mais 12 óbitos no Paraná, onde totalizam 119 mortes e 1.851 casos confirmados.(Folha Online)

 

21/8/2009 Após gripe suína, jovem de Ponta Grossa (PR) relata como foram dias de isolamento

FABIANA SERAGUSA
colaboração para a Folha Online

"Logo que fui isolada, disseram que meu caso era delicado e que eu poderia morrer." Quando Valéria Vendrami, 26, brincou ironicamente com amigos dizendo que tinha tanta sorte que era capaz de ser "uma das primeiras a pegar a gripe suína", ela não esperava que seria o 12º caso confirmado na cidade de Ponta Grossa (PR). O Estado do Paraná já tem 119 mortes causadas pela gripe A (H1N1).

De acordo com Valéria, os primeiros sintomas --forte dor no corpo, nas costas e falta de ar-- surgiram em 25 de julho, mas a situação piorou na semana seguinte, quando ela procurou o pronto-socorro. "Cheguei lá com insuficiência respiratória grave e fui isolada imediatamente, monitorada por vários aparelhos."

Após coleta de sangue e fluidos, veio a confirmação de que ela estava com a gripe A (H1N1). "O médico disse que eu demorei a buscar atendimento, que meu caso era delicado e que eu poderia morrer." Valéria ficou em isolamento total durante 24 horas, acompanhada apenas por enfermeiras e por médicos devidamente equipados com roupas especiais, máscaras, luvas e toucas: "Ninguém chegava perto de mim sem toda a proteção".

Tratamento em casa

Depois de passar um dia no hospital, Valéria foi liberada para voltar para casa, mas teve que seguir à risca as recomendações dos médicos. "Eu não podia ficar sem máscara, tinha que lavar as mãos várias vezes ao dia, passar álcool em todos os locais que encostasse e deixar separado e esterilizar tudo o que eu fosse usar."

Durante uma semana, ela teve que almoçar e jantar trancada em seu quarto (pelo risco de ficar sem a máscara), sem ver ninguém, nem sair de casa, e manter o tratamento com o medicamento Tamiflu.

"Eu apenas tinha breves contatos com minha mãe. Fora ela, eu não via mais ninguém", disse Valéria, que recebia telefonemas do departamento de saúde todos os dias. "Qualquer mudança no quadro, eu teria que correr pro hospital." Mas como não houve piora nem alterações significativas, 13 dias após sentir os primeiros sintomas, Valéria já estava livre da gripe.

Exagero ou precaução?

Após passar por todo o tratamento e se recuperar totalmente, Valéria diz que "as pessoas têm que parar de achar que qualquer gripinha é suína". A paciente disse acreditar que o medo está causando uma superlotação em hospitais e prontos-socorros.

A jovem alerta para o fato de que, ao frequentar lugares de riscos, como hospitais, as pessoas se tornam foco da doença e podem sair prejudicadas, além de "dificultar o atendimento de pessoas que realmente estejam em estado grave". (Folha Online)

 

21/8/2009 Holanda lança videogame que simula pandemia de gripe

Inder Bugarin

De Bruxelas para a BBC Mundo

Estratégia é chave para vencer o jogo, que simula uma pandemia

Além dos métodos tradicionais, como tratamentos médicos e distribuição de remédios, a Holanda está utilizando uma arma inusitada para tentar conter a pandemia de gripe suína: um jogo de videogame.

O jogo, batizado de A Grande Gripe, foi desenvolvido por especialistas do Centro Médico Erasmus, de Roterdã, e propõe ao jogador que tome diversas medidas para tentar conter a dispersão de um novo vírus de gripe pelo mundo.

“O game foi desenvolvido a partir da necessidade de alertar o público a respeito da ameaça que representa uma pandemia e sobre as medidas que estão sendo tomadas para contê-la”, afirma Albert Osterhaus, virologista no centro médico e um dos médicos que participou da criação do jogo.

Osterhaus afirma que, apesar de ser uma maneira nova de fornecer informações ao público a respeito do avanço de uma pandemia, “o jogo não tem o objetivo de substituir os conselhos dados pelas autoridades médicas”.

Recursos

O game é jogado online e pede que os participantes tomem medidas para conter um novo vírus. À medida que o tempo passa, mais pessoas vão ficando infectadas, morrem, e a doença se espalha para mais países.

Os jogadores podem usar diversas ferramentas para tentar conter a pandemia, como lançar alertas para a população, distribuir máscaras e remédios e estimular a pesquisa científica.

Para lidar com situações mais graves, o participante pode, inclusive, ordenar o fechamento de escolas, aeroportos e empresas, além de colocar em quarentena as pessoas com os sintomas da doença.

A chave para o jogo é a estratégia, já que os recursos em dinheiro para tomar medidas contra a gripe são limitados e podem ser bastante caras.

Os jogadores podem ainda escolher que tipo de vírus pretendem combater.

O vídeo de introdução do game informa os jogadores sobre outras pandemias que atingiram o planeta, como a gripe espanhola, em 1918, que deixou mais de 40 milhões de mortos.(BBC Brasil)

 

21/8/2009 Em 3 meses, Brasil gasta 11% da verba contra gripe

Alessandra Corrêa

Da BBC Brasil em São Paulo

Em quase três meses, o governo federal gastou 11,2% do total de recursos previstos para o combate à gripe suína, indica um levantamento feito pela ONG Contas Abertas por meio de dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi).

Dos R$ 129,2 milhões autorizados em 20 de maio (por meio da Medida Provisória 463) para ações de prevenção, preparação e enfrentamento da nova doença, R$ 14,5 milhões haviam sido efetivamente pagos até a última quarta-feira.

A maior parte dos recursos (R$ 102,4 milhões) é destinada ao Ministério da Saúde. A pasta também é responsável por quase a totalidade dos valores pagos até agora (R$ 14,3 milhões).

Até o momento, 97% (R$ 14 milhões) do montante já pago foi destinado a ações de publicidade de utilidade pública, inclusive campanhas de esclarecimento da população sobre a doença que, até quarta-feira, já havia provocado 192 mortes no Brasil.

Especialistas ouvidos pela BBC Brasil afirmam que, no caso de uma pandemia como a de gripe suína, é importante que grande parte dos recursos sejam destinados a campanhas de esclarecimento.

"A campanha é importante no sentido de manter a população informada sobre as medidas básicas, que diminuem a probabilidade de infecção", diz o epidemiologista Eliseu Alves Waldman, professor do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP.

De acordo com Waldman, doenças que têm transmissão por via respiratória e para as quais ainda não há vacina, caso da gripe suína, não são controláveis. "Os textos técnicos sobre a gripe suína não falam em controle, falam apenas em mitigar a doença."

O infectologista Stefan Cunha Ujvari, médico do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, e autor do livro A história da humanidade contada pelos vírus, também afirma que a estratégia adotada pelo Brasil é correta. No entanto, segundo ele, as campanhas poderiam ter sido iniciadas mais cedo.

“As propagandas só foram lançadas com mais intensidade quando se viu que o vírus já estava circulando no país”, diz. “Mas a mídia acabou fazendo esse papel, então não foi um grande problema.”

Medicamentos

Segundo os dados do Siafi, o percentual de recursos empenhados até agora (com destinação certa, mas que ainda não foram pagos) pelo governo federal chega a 52,9% (R$ 68,4 milhões).

Questionado sobre o ritmo de gastos, o Ministério da Saúde informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que do total repassado, “a Pasta já comprometeu 77,5%” (a conta inclui recursos pagos e empenhados).

Disse ainda que a recomendação da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) é de que "os governos devem agir com parcimônia, já que as pandemias são eventos prolongados".

Para os especialistas consultados pela BBC Brasil, além de campanhas de esclarecimento, a principal destinação de recursos em um caso como o da gripe suína deve ser para compra de medicamentos e vacinas.

Por parte do Ministério da Saúde, além da "produção e veiculação de campanhas de utilidade pública na mídia", os recursos já empenhados foram aplicados em material de proteção individual (luvas, aventais, respiradores, óculos e álcool gel), compra de cápsulas de fosfato de oseltamivir (medicamento antiviral), produção e distribuição do medicamento e equipamentos para área de vigilância em saúde, informou a assessoria de imprensa.

Ainda não há vacina contra a gripe suína, mas a expectativa da Organização Mundial da Saúde é de que os primeiros lotes estejam prontos já em setembro.(BBC Brasil)

 

21/8/2009 Gripe suína atinge tribo amazônica isolada no Peru

ONG alertou para vulnerabilidade dos organismos dos nativos

O Ministério da Saúde do Peru confirmou que pelo menos sete membros da tribo Matsigenka, que vivem isolados na Amazônia peruana, foram contaminados com o vírus da gripe suína.

A confirmação levou nesta quarta-feira uma organização ambiental, a Survival International, a expressar preocupação, reforçando o temor de contágio em populações isoladas e vulneráveis.

De acordo com um comunicado da ONG, as populações que vivem na área estão “particularmente vulneráveis” a doenças trazidas pelo contato com pessoas de fora “porque têm menos imunidade, vivem na pobreza e possuem altas taxas de doenças crônicas, como diabetes e doenças cardíacas”.

Um pesquisador ouvido pela ONG, o professor de medicina da Universidade de Bristol Stafford Lightman, disse que o efeito da gripe suína sobre os indígenas pode ser “devastador”.

As preocupações ganham mais força pelo fato de os Matsigenka manterem contatos intermitentes com outras tribos que vivem isoladas ao longo do Rio Urubamba, e que também poderiam contrair o vírus H1N1.

Povos nativos

A Survival International deu exemplos de como a pandemia tem afetado povos indígenas em outros países.

Na Austrália, por exemplo, onde os aborígenes já têm uma expectativa de vida até 20 anos mais curta que não-aborígenes, as fatalidades de nativos já correspondem a 10% do total causado pela gripe suína, disse a ONG.

Em Manitoba, uma província do Canadá, as taxas de infecção entre os nativos chegam a 130 por 100 mil, cerca de cinco vezes e meia a taxa de não-nativos.

Apesar da confirmação de gripe suína na tribo Matsigenka, o diretor regional de Saúde de Cusco, Santiago Mendez, disse que a doença está controlada e que grande parte dos 353 pacientes diagnosticados em seu departamento já recebeu alta.

De acordo com um boletim do Ministério da Saúde divulgado na terça-feira, a gripe suína já atingiu mais de 5,7 mil pessoas no país e levou à morte de 45 pessoas.

No mundo, a doença já afeta cerca de 200 mil pessoas, matando cerca de 1,6 mil. Desses óbitos, cerca de 90 foram registrados no Brasil.(BBC Brasil)

 

19/8/2009 Mortes por gripe suína no mundo chegam a 1.799, diz OMS  

colaboração para a Folha Online

A OMS (Organização Mundial da Saúde) informou nesta quarta-feira que o número de pessoas infectadas pela gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1)-- no mundo chegou a 182.166. Desse total, 1.799 pessoas morreram.

O último balanço da organização mostra que foram confirmadas 337 novas mortes em uma semana. No entanto, a OMS lembrou que a quantidade de pessoas infectadas pelo vírus da doença é apenas uma representação da realidade, já que os países não são mais obrigados a comunicar cada caso. Isso porque a maioria deles é de leve intensidade, e não são realizadas análises em laboratórios para confirmar a existência do vírus.

Segundo os dados divulgados nesta quarta, a região mais afetada pela gripe suína continua sendo a América, com 105.782 casos e 1.579 mortes.

Em seguida vem a Europa, com "mais de 32 mil casos". No continente, 53 pessoas morreram por causa da doença.

A região do Pacífico Ocidental já registrou 27.111 casos e 50 mortes. O Sudeste Asiático tem 13.172 casos e 106 mortes.

Por último, aparece a África, com 1.469 casos de gripe suína e apenas três mortes.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório.

Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e deram resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos). (Folha Online)

 

19/8/2009 Mais de 400 crianças com suspeita de gripe suína já foram internadas na cidade do Rio

da Agência Brasil

Mais de 400 crianças foram internadas com suspeita de gripe suína --influenza A (H1N1)-- na cidade do Rio desde o surgimento dos primeiros casos da doença. Do total, 36 continuam hospitalizadas. Ao menos sete mortes de crianças de até dez anos provocadas pela gripe foram confirmadas no município.

As informações foram divulgadas pela Secretaria Municipal de Saúde do Rio, que inaugurou nesta quarta-feira um serviço de teleatendimento voltado a orientar pais de crianças de até 12 anos de idade com suspeita da doença.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann, a ideia é que o serviço seja uma fonte de informação no período de retorno das aulas após as férias escolares. "É para a gente acompanhar esse primeiro período de volta às aulas, para, se houver alguma necessidade, a população ter mais uma opção de tirar suas dúvidas e avaliar suas crianças. Isso para que a gente possa sempre antecipar o diagnóstico e, se for necessário, antecipar as medidas de tratamento", disse Dohmann.

Os estudantes da rede estadual e os alunos do 4º ao 9º ano do ensino fundamental da rede municipal do Rio voltaram às aulas na última segunda-feira (17), depois de terem as férias prorrogadas por duas semanas, devido à gripe. Na próxima segunda (24), é a vez de os alunos de educação infantil e do 1º ao 3º ano do ensino fundamental da rede municipal voltarem às atividades.

De acordo com Dohmann, desde a última semana, é possível verificar uma tendência de redução dos casos da gripe na cidade. "Para que a gente possa ficar absolutamente tranquilos, precisamos de mais uma semana ou dez dias de manutenção dessa tendência de queda, para que a gente possa, de fato, afirmar isso definitivamente", disse. "Mas tudo leva a crer que o pior está passando."

Em todo o Estado do Rio já foram confirmadas 43 mortes, sendo 13 de crianças de até dez anos de idade. Os últimos quatro óbitos foram confirmados ontem (18): um bebê de 6 meses, uma criança de 1 ano e dois homens, um de 27 anos e outro de 44. (Folha Online)

 

19/8/2009 Cidades de SP confirmam 2 mortes por gripe suína

Rose Mary de Souza
Direto de Campinas

As secretarias de Saúde de Jundiaí e de Piracicaba, no interior de São Paulo, confirmaram nesta quarta-feira duas mortes por gripe suína nos municípios. Em Jundiaí, o paciente é a quinta vítima da doença na cidade, enquanto que o óbito registrado em Piracicaba é o terceiro do município.

A vítima em Jundiaí é um homem com 34 anos, morador de Várzea Paulista e que procurou o primeiro atendimento médico no município de Campo Limpo Paulista. Depois, o paciente foi transferido para o Hospital São Vicente de Paulo, em Jundiaí, vindo a falecer no final de semana.

Das cinco vítimas fatais pela doença no município, todas neste mês, apenas uma era moradora da cidade, sendo três de Várzea Paulista e uma de Cajamar. A vigilância aguarda resultados de exames feitos em uma moradora de Campo Limpo Paulista para confirmar se o óbito também ocorreu em decorrência da gripe suína.

Em Piracicaba, o paciente era uma mulher de 27 anos, portadora de cardiopatia crônica, síndrome de Down e pneumopatia crônica. Ela foi internada na Santa Casa de Piracicaba no dia 9 de agosto e morreu no dia 12.

O número de mortes pela doença registradas pelas secretarias estaduais de Saúde de todo o País chega a 384. Os Estados que tiveram óbitos foram São Paulo (134), Paraná (107), Rio Grande do Sul (78), Rio de Janeiro (43), Santa Catarina (9), Minas Gerais (5), Paraíba (2), Mato Grosso do Sul (1), Bahia (1), Distrito Federal (1), Pernambuco (1), Rondônia (1) e Pará (1).(Terra)

 

19/8/2009 Para secretário, fase crítica da gripe suína no PR passou

A queda no registro de casos graves e internações devido às complicações de saúde provocadas pela gripe suína nos últimos dias no Paraná é um indicativo de que a fase mais crítica de transmissão do vírus já passou. A avaliação é do secretário de Saúde do Estado, Gilberto Martin. Para ele, a preocupação e os cuidados da população em relação à doença e o pronto atendimento por parte das autoridades do setor de saúde foram determinantes.

Em Curitiba, de acordo com balanço da Secretaria Municipal de Saúde, foi registrada queda de 34% nos atendimentos de casos da gripe suína entre as semanas de 26 de julho a 1º de agosto e de 9 a 15 de agosto.

Os atendimentos na rede municipal, que chegaram a 5,2 mil de 26 de julho a 1º de agosto, caíram para 3,4 mil no período de 9 a 15 de agosto. A doença provocou 30 mortes, do dia 16 de julho a 11 de agosto, de pacientes com idade média de 36 anos. A secretaria municipal investiga outras 22 mortes por doença respiratória aguda grave e confirmou três por gripe comum. No total, são 55 mortes confirmadas por gripe ou sob investigação.

Segundo Martin, o Ministério da Saúde enviou para o Paraná 83 mil tratamentos para a gripe suína. Desse total, mais da metade foi distribuída para as regionais de saúde em todo o Estado, que têm reserva do remédio. A central de distribuição de Curitiba ainda tem também uma grande quantidade em estoque e toda semana recebe um novo lote, o que descarta qualquer possibilidade de faltar medicamento no Paraná, garante o secretário.

Martin avalia também como medida correta, tomada para evitar a propagação da doença, a suspensão das aulas por duas semanas em todas as escolas da rede pública do Estado. Ele tranquiliza os pais no retorno às aulas, mesmo com a queda na temperatura e as chuvas dos últimos dias, e lembra que em todas as escolas, em todos os turnos, há um profissional, o "cuidador da gripe" preparado para tomar as medidas que julgar necessárias.

Os 107 óbitos e 1.883 casos confirmados até agora no Paraná podem ser considerados números significativos, mas o secretário explica que o Estado apresenta um quadro real da doença porque os exames da gripe suína são feitos no Laboratório Central (Lacen). "Enquanto os três outros laboratórios do Ministério da Saúde realizaram 6 mil exames, o Lacen divulgou até agora 3,9 mil resultados", observou o secretário.(Agência Brasil)

 

19/8/2009 Hospitais de São Paulo atendem a menos casos da gripe suína

TALITA BEDINELLI
JOHANNA NUBLAT
da Folha de S.Paulo

A procura de pacientes com gripe nos hospitais de São Paulo caiu. A Folha consultou na terça-feira (18) seis das dez instituições privadas de referência e quatro disseram ter notado diminuição na busca pelo pronto-socorro. O mesmo ocorreu no Hospital das Clínicas.

O Ministério da Saúde também informou ontem que os casos da gripe suína --gripe A (H1N1)-- podem estar mesmo recuando no país. De 9 a 15 de agosto, foram registrados 111 casos graves da nova gripe e 3 da sazonal --outros 4.171 estão em investigação. Na semana anterior, foram 794 casos graves e, nas últimas semanas de julho, a média foi de 800.

No total, o país registra 368 mortes pela doença, 151 no Estado de São Paulo (no último boletim estadual eram 134).

A pasta diz que os dados podem ser um "indicativo preliminar" de tendência de queda, mas ressalva que, talvez, não reflitam a realidade, pois muitos Estados não os atualizaram. No boletim da semana anterior, por exemplo, havia registro de 102 casos graves --que foram atualizados para 794.

No Hospital Albert Einstein, o número de pacientes com síndrome gripal caiu de 40% a 50% na semana passada, em relação à anterior. No Sírio-Libanês, a queda foi de 30% nos últimos cinco dias, a mesma do HC.

A tendência de recuo também foi observada pelo laboratório Fleury, que faz exames de hospitais privados. Segundo o responsável pelo setor de infectologia, Celso Granato, o número de exames diários caiu de 140 para 50. Isso, diz ele, pode ser reflexo da redução do número de casos graves, já que eles são a maioria dos testados.

Além disso, atualmente, de 10% a 15% dos testes dão positivo para gripe A. Nas semanas anteriores, eram de 50% a 70%.

Granato pondera, entretanto, que é cedo para dizer que a doença está recuando. Os novos resultados dos exames podem ser reflexo de mudanças recentes em São Paulo, onde grávidas e crianças de dois anos, mesmo com sintomas leves, passaram a ser testadas. Antes, o exame só era feito em casos graves.

Um dos fatores para a mudança, dizem especialistas, é a melhora do tempo. Mas eles avisam que a procura pode crescer com a volta às aulas. (Folha Online)

 

19/8/2009 Frente Nacional de Prefeitos discute medidas contra a gripe suína

Agência Brasil

RIO - As medidas de prevenção e combate à gripe suína serão discutidas, no Rio de Janeiro, durante a 55ª Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitos (FNP). O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, é um dos convidados para o encontro, que começa nesta quarta-feira, no Hotel Sofitel. A FNP reúne cerca de 200 prefeitos.

A questão da mobilidade urbana também está na pauta da reunião. Foram convidados para o debate o ministro das Cidades, Marcio Fortes, e o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), relator da proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata dos precatórios, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Outros temas a serem discutidos são segurança pública e meio ambiente. (JB Online)

 

19/8/2009 Especialistas desmentem mitos sobre nova gripe disseminados na internet

E-mails chamam vacina de 'assassina' e passam remédios caseiros.
Entidades e pessoas citadas nas mensagens desmentem afirmações.

Marília Juste Do G1, em São Paulo

 Com medo da nova gripe, internautas estão caindo na armadilha de hackers, de teorias conspiratórias e até de pessoas bem-intencionadas que acabam, sem querer, espalhando pânico e desinformação pela internet. O G1 ouviu especialistas para tentar esclarecer os principais mitos em relação aos e-mails que circulam sobre a gripe A (H1N1) na rede.

Um dos e-mails mais disseminados traz uma suposta conversa em um comunicador instantâneo entre um usuário identificado apenas como “deco”, que se diz médico de Curitiba filiado à Unimed, e uma mulher, também de Curitiba, chamada Lívia Aguiar (que usa o nome “Lilis” na conversa).

 O nome de Lívia também assina o email, se identificando como “doutora” e “fisioterapeuta especialista em acunpuntura”, ao lado de dois números de telefone, um fixo e um de celular.

O G1 ligou para os dois números. O celular caiu direto na caixa postal lotada. O telefone fixo ficou chamando, sem ser atendido, até cair em uma gravação que dizia que o número não existia.

 O Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacinal do Paraná afirma que não pode dar informações sobre se existe ou não uma Lívia Aguiar registrada na entidade. Em nota, a diretoria do órgão disse que “tomou conhecimento do caso em questão e imediatamente deu início à apuração rigorosa deste episódio.”

 Na conversa, “deco” conta a “Lilis” sobre supostas mortes entre os médicos da capital paranaense após “reuniões com uns medicos da Unimed” [sic].

 Na mensagem, ele afirma: “morreram 12 medicos em Curitiba já, 3 deles cooperados da Unimed”; “as operadoras de saude, tao recebendo oficios do governo pra nao divulgar dados” [sic].

A Unimed Curitiba divulgou nota desmentindo a afirmação. “Trata-se de um documento apócrifo que traz fatos que não correspondem à verdade e que lamentavelmente acaba por alarmar a população de modo absolutamente irresponsável”, afirma a entidade.


Segundo “deco”, um jantar entre médicos teria sido desmarcado por um “Dr. Marclo Tizzot, que foi o cara que diagnosticou o primeiro caso da gripe em Ctba” [sic]. Nos registros do Conselho Regional de Medicina do Paraná não existe nenhum “Marclo Tizzot”. Também não existem Marco Tizzot, Marcos Tizzot ou Márcio Tizzot. Há um Marcelo Tizzot, endocrinologista de Curitiba.

A citação a Tizzot no e-mail fez tantas pessoas o procurarem que ele parou de divulgar e atender seu próprio telefone. Na sede da empresa de planos de saúde Uniclínicas, a qual Tizzot é filiado, a telefonista afirma que está proibida de passar o número do médico. “Ele passou a orientação apenas de dizer para todo mundo que liga que é mentira essa história do e-mail. Ele não tem nada a ver com a gripe”, diz ela.

Na mensagem, “deco” faz outras afirmações enganosas. Por exemplo: “eles não sabem o que fazer a partir do quinto dia da doença se não curar até lá”, “tão colocando as pessoas em coma induzido para amenizar o sofrimento” e “a solução é só se diagnistitcar ela ante do vírus chegar no pulmao” [sic].

O infectologista Edimilson Migowski, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), explica que a maioria dos casos da doença, mesmo os que evoluem para pneumonia, tem sintomas leves.

 “A maior parte evolui muito bem, sem maiores problemas. Se a pessoa receber uma assistência adequada, a chance de recuperação é grande”, afirma.

A avaliação é a mesma do também infectologista Antônio Pignatari, do Hospital 9 de Julho, de São Paulo. “Não há motivo para pânico. A grande maioria é bem levinho, tranquilo. É só procurar o médico caso os sintomas sejam mais fortes”, afirma.

Migowski também esclarece: “não há ninguém em coma induzido. Isso é aquele exagero que surge nessas situações em que a população está assustada.” 

 'Vacina assassina'

Outro email que tem espalhado medo na população diz que a vacina contra a nova gripe é uma forma de fazer um “genocídio em massa do planeta”.

A mensagem começa com um erro básico logo nas primeiras linhas, ao confundir a vacina com o Tamiflu. “Principalmente, sobre NÃO tomar essa vacina assassina que estão querendo que seja compulsória acho que é Tamiflu” [sic].

 O Tamiflu não é a vacina. É o remédio antiviral usado para o tratamento da doença. A confusão entre o medicamento e a vacina se repete outras vezes ao longo da mensagem.

 Segundo o e-mail, a vacina seria fatal por conter duas substâncias que chama de “altamente tóxicas”, mas que são, na verdade, não apenas seguras, mas utilizadas em outras vacinas: o mercúrio e o óleo de esqualeno.

 O mercúrio usado na nova vacina não é o mesmo mercúrio tóxico, que existe na natureza. Ele é na verdade, o “etilmercúrio”, um composto completamente diferente do venenoso “metilmercúrio”, explica Edimilson Migowski. “O etilmercúrio é um conservante que mantém a vacina própria para uso depois que o frasco foi aberto”, afirma o médico.

 O infectologista Renato Grinbaum, do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual, de São Paulo, também ressalta a segurança do conservante. “É um mercúrio diferente, perfeitamente seguro”, afirma.

 O etilmercúrio é usado em outras vacinas, que constam do calendário brasileiro, conta Migowski. “Toda vacina que vem em frascos de múltiplas doses tem esse conservante”, explica o médico. Exemplos? A vacina contra hepatite B, a dupla bacteriana, a tríplice contra difteria, tétano e coqueluche e a vacina contra gripe comum. 

O “óleo de esqualeno”, por sua vez, é uma substância natural produzida por plantas, animais e até seres humanos. Todas as pessoas já têm esqualeno em seu organismo: ele é produzido pelo fígado e se espalha pelo sistema circulatório.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a substância é utilizada como aditivo nas vacinas contra os vírus influenza – ela aumenta a resposta imune do organismo. “O esqualeno é adicionado para melhorar a eficácia de diversas vacinas experimentais, como a da gripe pandêmica e a da malária, que estão me desenvolvimento”, afirma a entidade.

 Desde 1997, a OMS já administrou mais de 22 milhões de doses de vacinas contra gripe contendo esqualeno. “Nenhum efeito colateral severo foi encontrado”, afirma a organização. 

Erva-doce

Outro email que tem circulado bastante prega que as pessoas usem erva-doce contra a nova gripe no lugar do Tamiflu.

 A mensagem começa com uma informação verdadeira: a de que o medicamento contém um princípio ativo retirado de uma especiaria chamada de “anis estrelado”, encontrada na China.

 A partir disso, o autor orienta que “como é difícil encontrar o anis estrelado aqui no Brasil”, as pessoas usem erva-doce, que teria o mesmo princípio ativo.

Segundo o médico Edimilson Migowski, isso não é verdade. “O fato de um anis na China ter um princípio ativo qualquer não significa que um anis no Brasil vá ter também”, explica o infectologista. “Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Não é por que uma uva dá um bom vinho, que outra uva de outro lugar vá fazer uma bebida da mesma qualidade”, diz ele.

O laboratório Roche, fabricante do Tamiflu, não se manifesta sobre emails da internet, mas em seu site a farmacêutica tem um tira-dúvidas sobre o medicamento. Ali, explica: “a matéria-prima do processo produtivo do Tamiflu é o ácido chiquímico, extraído das vagens (a parte que embrulha as sementes, em forma de um octágono) do anis estrelado”, afirma a nota. “A Roche usa um tipo específico de anis encontrado em quatro províncias montanhosas no sudoeste da China que oferece uma pureza e uma safra muito maiores do que os encontrados em outros locais.”

Para o infectologista Antônio Pignatari, não há nada errado na população consumir o chá de erva-doce. “Minha avó já dizia: a cura da gripe é repouso e caldo de galinha. Se o caso não for grave, pode tomar à vontade”, afirma o médico. “Se os sintomas piorarem, no entanto, a pessoa precisa procurar o médico para tomar o Tamiflu”, orienta.

Tire suas dúvidas

O Ministério da Saúde mantém uma página na internet que responde perguntas sobre a nova gripe. A população pode se informar também através do telefone do Disque Saúde: 0800 61 1997.(Globo.com)

 

18/8/2009 Paraná confirma mais 28 mortes por gripe suína; Brasil soma 370 óbitos

da Folha Online

A Secretaria da Saúde do Paraná confirmou na segunda-feira (17) mais 28 mortes causadas pela gripe suína --gripe A (H1N1). Com os novos dados, o número de óbitos sobe para 107 no Estado e para 370 no país.

De acordo com a secretaria, dos 28 novos casos computados, três aconteceram desde o último boletim, na sexta-feira (14). Os outros 25 óbitos confirmados aconteceram entre os dias 20 de julho e 13 de agosto e aguardavam exames laboratoriais.

Até ontem, o Estado do Paraná registrava 3.967 casos notificados da doença, sendo que 1.833 foram confirmados. A área com maior número de mortes confirmadas era a região metropolitana de Curitiba, com 55 óbitos.

São Paulo é o Estado com o maior número de mortes no país em decorrência da gripe A (H1N1), com 134 óbitos confirmados. O Paraná é o segundo em número de vítimas (107), seguido pelo Rio Grande do Sul (70), Rio (39), Santa Catarina (9), Minas (5), Paraíba (2), Pernambuco (1), Bahia (1) e Rondônia (1), além do Distrito Federal (1).

Propaganda

Na semana passada, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu proibir temporariamente a veiculação de propagandas de analgésicos e de antitérmicos usados para aliviar os sintomas da gripe comum devido ao grande número de casos da gripe suína no país.

De acordo com o texto, o objetivo da medida é evitar que o uso dos medicamentos mascare uma situação de risco à saúde --no caso, a gripe suína.

O texto proíbe propagandas de produtos à base de ácido acetilsalicílico e de outros medicamentos de venda isenta de prescrição médica com propriedades analgésicas e antitérmicas, além daqueles à base de paracetamol, dipirona sódica, ibuprofeno e associações.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório.

Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).(Folha Online)

 

18/8/2009 Alunos ignoram recomendações contra gripe suína

da Folha de S.Paulo
do Agora

Ontem, dia em que as escolas de São Paulo retomaram as aulas, muitos estudantes não seguiram as recomendações dos colégios para evitar a gripe suína. A volta às aulas deveria ter ocorrido duas semanas atrás, mas foi adiada para reduzir o contágio pelo vírus H1N1.

Uma cena que simboliza a despreocupação dos estudantes ocorreu no colégio Arquidiocesano, na Vila Mariana (zona sul). O diretor Ascânio João Sedrez contou que, ao acompanhar a entrada de alunos, chamou a atenção de um grupo do ensino médio que se abraçava pelo reencontro. Em vez de atenderem ao apelo, os estudantes foram abraçar o diretor.

Para prevenir a transmissão, os colégios adotaram medidas como manter janelas e portas abertas e ventiladores ligados e oferecer álcool em gel para que os alunos desinfetem as mãos. Também colocaram copos descartáveis ao lado dos bebedouros, para evitar contato com o local onde um possível doente tenha encostado a boca.

O Bandeirantes, na Vila Mariana (zona sul), não contava com a dificuldade de lidar com abraços e beijos entre os colegas. "Não adianta lutar contra. São uma manifestação da nossa cultura", disse Mauro de Salles Aguiar, diretor do colégio.

Fernando da Costa Gomes, do 3º ano do ensino médio, era pura despreocupação. Ao lado da namorada, Carolina Braga, da mesma série, debochava do que considera "exagero". "Passei as férias todas com ela. Se fosse para contrair alguma doença, já teria acontecido."

No colégio Rio Branco, em Higienópolis (região central), a celebração da volta às aulas, além de beijos e abraços, contou com refrigerantes e chocolates rodando de boca em boca.

Na hora da saída, o colégio Visconde de Porto Seguro, no Morumbi (zona oeste), reunia um grupo de alunas mascaradas. "Minha mãe mandou usar se achasse que a coisa ia ficar feia. Agora estamos só brincando mesmo", disse Patrícia Nunes, do 1º ano do ensino médio.

Um aluno do 7º ano do colégio Alfredo Castro, em Perdizes (zona oeste), foi retirado de sala após espirrar duas vezes. Um funcionário disse que ele tinha 38C de febre e coriza. Sua mãe foi chamada para buscá-lo.

Das cerca de 20 escolas públicas e privadas visitadas pela Folha, houve problemas em três da zona leste (duas estaduais e uma municipal). Alunos reclamaram da falta de orientações sobre a gripe e de sabonetes líquidos nos banheiros.

Pais de estudantes disseram ter dúvidas sobre a disseminação da gripe nas escolas. Foi o caso da decoradora Clara Marcelli, mãe de Kayque, aluno do 5º ano do Rio Branco. "A criançada se abraça e se beija. Eles acham que é brincadeira."

A dentista Maria Alice Toledo, que levou a filha Rafaela também ao Rio Branco, se disse aliviada por poder retornar à rotina. "De que adianta aumentar as férias se os outros alunos viajam, se encontram, vão para o shopping, vão ao cinema? É impossível mantê-los em casa por muito tempo", comentou. (Folha Online)

 

18/8/2009 Para Roche, antiviral permanece estável após período de 5 anos.  

Pará confirma primeira morte por gripe suína no Estado; total chega a 371 no país

da Folha Online

A Secretaria da Saúde do Pará confirmou nesta terça-feira a primeira morte por gripe suína --gripe A (H1N1)-- no Estado. Com o novo dado, sobe para dois o total de óbitos em decorrência da doença na região Norte e para 371 no país.

Segundo informações da secretaria, a vítima é uma mulher de 42 anos, que morreu na segunda-feira (17). Ainda de acordo com as informações, ela sofria de problemas respiratórios, o que a inclui no quadro de risco da doença.

O Estado do Pará confirmou até a manhã de hoje, 86 casos da doença. Apesar da confirmação, a secretaria não soube informar quantos desses pacientes permaneciam internados.

A primeira morte confirmada na região Norte aconteceu em Rondônia, no dia 31 de julho. A vítima foi um homem de 23 anos. Ele estava internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva do Cemetron (Centro de Medicina Tropical), em Porto Velho (RO).

São Paulo é o Estado com o maior número de mortes no país em decorrência da gripe A (H1N1), com 134 óbitos confirmados. O Paraná é o segundo em número de vítimas (107), seguido pelo Rio Grande do Sul (70), Rio (39), Santa Catarina (9), Minas (5), Paraíba (2), Pernambuco (1), Bahia (1), Rondônia (1) e Pará (1), além do Distrito Federal (1).

Propaganda

Na semana passada, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu proibir temporariamente a veiculação de propagandas de analgésicos e de antitérmicos usados para aliviar os sintomas da gripe comum devido ao grande número de casos da gripe suína no país.

De acordo com o texto, o objetivo da medida é evitar que o uso dos medicamentos mascare uma situação de risco à saúde --no caso, a gripe suína.

O texto proíbe propagandas de produtos à base de ácido acetilsalicílico e de outros medicamentos de venda isenta de prescrição médica com propriedades analgésicas e antitérmicas, além daqueles à base de paracetamol, dipirona sódica, ibuprofeno e associações.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório.

Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos). (Folha Online)

 

18/8/2009 Ribeirão Preto registra primeira morte por gripe suína

Criança de 11 anos vivia em entidade assistencial e tinha doença neurológica e pulmonar crônica

Solange Spigliatti, da Central de Notícias

SÃO PAULO - A Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, confirmou nesta terça-feira, 18, a primeira morte causada pelo vírus da gripe suína na cidade.

Uma criança de 11 anos, do sexo masculino, morreu após ter pneumonia e outras complicações. Ele vivia em uma entidade assistencial para crianças e jovens com necessidades especiais há um ano e dez meses e apresentava doença neurológica e pulmonar crônicas, o que caracterizava grupo de risco para a gripe suína.

 Esse quadro já o tinha levado por outras duas vezes a hospitais de Ribeirão Preto com diagnóstico de pneumonia de repetição. Desde o dia 17 de julho a criança estava internada e não apresentou melhoras.

 No caso específico não foi feita a coleta de secreção, porém a criança fez parte do surto confirmado na entidade, onde foram notificados 17 casos, seis confirmados por laboratório e 11 por vínculo epidemiológico.(estadão.com.br)

 

18/8/2009 Surto de gripe suína faz Uberlândia fechar portões na Série D

da Folha de S.Paulo

A primeira partida entre Uberlândia e Araguaia, hoje, às 20h, pela segunda fase da Série D do Campeonato Brasileiro, será realizada com portões fechados no estádio João Havelange, em Uberlândia (547 km de Belo Horizonte).

Este será o primeiro jogo oficial no país a ser realizado sem a presença de público por conta do surto de gripe suína. Até ontem, a cidade mineira registrava seis casos e uma morte causada pela doença.

A medida partiu do Comitê Municipal de Enfrentamento à Influenza A (H1N1) de Uberlândia, como forma de prevenção.

Há duas semanas, uma decisão judicial fez com que fossem distribuídas cerca de 20 mil máscaras para os torcedores que acompanharam a vitória do Santos sobre o Coritiba no estádio Olímpico Regional, em Cascavel (499 km de Curitiba).(Folha Online)

 

18/8/2009 Gripe suína altera rotina dos concursos públicos

A gripe suína começou a alterar a rotina dos concursos públicos. As organizadoras de seleções em todo o Brasil estão tomando medidas para evitar que haja disseminação do novo vírus durante a aplicação de provas, quando há aglomeração de muitos candidatos.

A principal medida é a diminuição do número de pessoas por sala. Ontem, também com a rotina modificada, voltaram às escolas os cerca de 2,3 milhões de alunos das redes pública e particular do Rio, após mais de um mês de férias forçadas.

Em relação aos concursos, algumas precauções que as instituições vão tomar são permitir o uso de máscaras cirúrgicas; deixar janelas abertas e ar condicionado desligado; separar locais especiais para grávidas; e disponibilizar álcool em gel e sabão nos banheiros.

Primeira empresa a tomar cuidados especiais, o Cespe/UnB (Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília) informou que nenhum candidato será impedido de fazer prova, caso tenha algum sintoma da gripe. Mas caberá a cada um avaliar se deve ou não comparecer. "É importante somar esforços, mas sem criar um ambiente de alarmismo", diz Joaquim José Soares Neto, diretor-geral do Cespe/UnB.

A Funrio, que no dia 6 de setembro vai aplicar as provas do Ministério da Justiça em diversos estados, inclusive no Rio, vai contactar um infectologista para decidir que medidas serão tomadas. A Fundação Cesgranrio, assim como a Ceperj (antiga Fesp) e a Fundação Carlos Chagas, vão permitir que os candidatos usem máscaras durante as provas. Mas deverão retirá-las para devida identificação antes de entrar no local do exame.(Terra)

 

18/8/2009 Paraná já tem 107 mortes por gripe suína

A maior parte dos óbitos (55) ocorreu na região metropolitana de Curitiba

Evandro Fadel

CURITIBA - O Paraná já tem 107 óbitos em decorrência da gripe suína. Os novos números foram divulgados em boletim da Secretaria de Estado da Saúde, na noite desta segunda-feira, 17. O boletim anterior, divulgado na sexta-feira, trazia a ocorrência de 79 mortes. No entanto, a secretaria esclareceu que, entre os dois boletins, houve apenas três mortes. As outras 25 ocorreram entre os dias 20 de julho e 13 de agosto e dependiam de exames laboratoriais para a confirmação.

  Até domingo, foram analisadas 3.967 amostras, das quais 81,4% pelo Laboratório Central do Paraná (Lacen) e o restante pelo laboratório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. Dessas amostras, 1.833 foram positivas. A região metropolitana de Curitiba lidera o número de óbitos, com 55 registros. A maior ocorrência de mortes foi no dia 5 de agosto, com 10 registros. O grupo de adultos jovens (20 a 40 anos) congrega 50,5% das mortes.(estadão.com.br)

 

18/8/2009 Organização Mundial da Saúde deixa a países decisão sobre validade do Tamiflu

Extensão do prazo em 2 anos teve sinal verde da fabricante.
Para Roche, antiviral permanece estável após período de 5 anos.

Da Reuters

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta terça-feira (18) que cabe às autoridades nacionais decidirem se ampliam em dois anos o prazo de validade do antiviral Tamiflu, conforme recomendou o laboratório suíço Roche.

A Agência Europeia de Medicamentos já ampliou de cinco para sete anos o prazo de armazenamento desse remédio, decisão seguida em julho pela Suíça, depois que a Roche apresentou novos dados mostrando que o antiviral permanece estável após esse período.

"A opinião da OMS é de que as prorrogações do prazo de validade são uma questão para as autoridades reguladoras nacionais", disse nota divulgada pelo porta-voz da OMS Gregory Hartl.

O Tamiflu, cujo nome genérico é oseltamivir, é um dos principais medicamentos usados no combate à pandemia da gripe H1N1. Os comprimidos atualmente no mercado têm um prazo de validade de cinco anos.(G1)

 

18/8/2009 Crianças com a gripe A no RJ receberão antiviral líquido similar ao Tamiflu

Medida visa facilitar ingestão e dar a dosagem correta do remédio.
Serão 14 mil frascos; primeiro lote com 380 será entregue nesta segunda.

Alícia Uchôa Do G1, no Rio

Estado vai produzir 14 mil frascos do remédio contra a doença

O Instituto Vital Brazil, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, vai produzir e distribuir nesta segunda-feira (17) 380 frascos de oseltamivir líquido. O remédio é um similar ao Tamiflu, antiviral usado para tratar a nova gripe. 

  As novas doses, segundo o responsável pelo órgão, devem ser utilizadas para tratar crianças com a doença. Ao todo, serão 14 mil frascos do remédio a serem entregues à Secretaria estadual de Saúde, que fará ao repasse aos centros de distribuição do estado. Ainda não há informações de quando a população terá acesso ao medicamento. 

Ingestão e dosagem

“Além da dificuldade de ingestão, a criança não tinha a dose certa. Havia casos em que a cápsula era aberta e diluída”, contou o diretor industrial do Instituto Vital Brazil, Jorge Coelho. Segundo ele, os comprimidos podiam causar ainda mais efeitos colaterais numa possível superdosagem.

“Vamos produzir e entregar 380 hoje e amanhã outros 380, sempre em pequenos lotes”, disse ele. Segundo a Secretaria estadual de Saúde, a pequena leva de produção visa não desperdiçar o princípio ativo, já que a versão líquida tem prazo de validade de apenas 21 dias.

Seis estados vão produzir remédio líquido

Laboratórios públicos de seis estados estão produzindo a versão líquida do similar do Tamiflu. O medicamento  deve ser usado, preferencialmente, por crianças, adultos com menos de 40 quilos e pessoas que não conseguem engolir cápsulas (por exemplo, pacientes hospitalizados que usam sonda no nariz). A medida foi tomada para agilizar o tratamento dessas pessoas em condições especiais.

Em crianças acima de 8 anos e pessoas com mais de 40 quilos, o tratamento para a nova gripe consiste de duas doses de 75 mg ao dia, de acordo com o Ministério da Saúde. Em crianças menores e adultos com menos de 40 quilos, a dose varia entre duas de 30 mg e duas de 60 mg ao dia.

O Paraná recebeu princípio ativo suficiente para fazer o maior número de tratamentos: 28.110. Em seguida, São Paulo, que tem o maior número de mortes pela gripe do país, produzirá 21.280, Rio Grande do Sul, 21.180, Santa Catarina, 14.190, Rio de Janeiro, 14.060, e Minas Gerais, 14.050. Cada “tratamento” consiste de um frasco de 50 ml – suficiente para duas doses diárias de 5 ml por cinco dias.(G1)

 

17/8/2009 Pernambuco desenvolve exame que detecta a gripe suína em 5 minutos

RECIFE - Pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) desenvolveram um teste rápido e barato para detectar o vírus da nova gripe. Agora, em apenas 5 minutos, vai ser possível identificar se a pessoa está com a doença. Um tempo que pode ser determinante para o tratamento do paciente, já que o procedimento tradicional leva em torno de 15 dias para apontar o resultado.

Além da velocidade, o teste tem um outro benefício. Cada exame deve custar R$ 0,75. Atualmente, os testes tradicionais para detectar a nova gripe só são feitos em quatro laboratórios do país: São Paulo, Belém, Paraná e Rio de Janeiro.

Os primeiros testes começaram há dois anos. Os pesquisadores do Departamento de Física da UFPE desenvolveram partículas fluorescentes para serem usadas nos diagnósticos de doenças provocadas tanto por bactérias quanto por vírus. Técnica que, agora, está sendo testada também para identificar o vírus da nova gripe, o H1N1.

Para fazer o procedimento que revela se o paciente está ou não infectado, os pesquisadores misturam, numa máquina, que é uma impressora de moléculas, o material genético coletado às partículas fluorescentes. O resultado do teste é rápido: fica pronto em cinco minutos. Mas, por enquanto, o novo método ainda não pode ser adotado nos hospitais do país. Ele precisa ser aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

- O nosso teste usa como vantagem a identificação do DNA. Então, ele pode ser usado para qualquer doença causada por um vírus ou por uma bactéria, por exemplo, para a qual nós saibamos qual é o segmento específico do DNA que caracteriza aquela doença - explica Celso Melo, coordenador da pesquisa.(O GLOBO)

 

17/8/2009 Gripe vira alvo de informação falsa

Mensagens na internet divulgam desde nº errado de mortos até chá que poderia prevenir a doença, mas não tem efeito

Simone Iwasso

Primeira pandemia declarada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) após o uso disseminado da internet, a gripe suína tem sido alvo de falsas informações divulgadas por e-mail, sites, blogs e comunidades virtuais. Textos apócrifos que estão circulando na rede apontam, por exemplo, que, de cada 3 infectados, 2 morrem - e que hospitais e operadoras de saúde recebem ofícios do governo para não divulgar os números verdadeiros.

Além de mortes de médicos relatadas por meio de conversas virtuais - com base em informações falsas -, há os que dizem que ingerir chá de erva-doce, duas vezes por dia, previne a contaminação. Ninguém sabe de onde esses textos vêm nem quem os escreveu. Mesmo assim, há quem acredite nos boatos. E, com a velocidade da internet, o que é boato em um dia vira pânico no dia seguinte.

"Recebi um e-mail que reproduzia um diálogo entre duas pessoas, que diziam que os médicos não sabiam o que fazer a partir do quinto dia da doença e que colocavam as pessoas em coma induzido para amenizar o sofrimento. Parecia tão real que acreditei", conta o advogado Alex Paes de Lima, de 32 anos. "Você não sabe em quem acreditar nessas horas."

O e-mail em questão traçava um quadro de filme de ficção científica e vinha assinado por uma suposta médica que colocava, até mesmo, um número de celular e um telefone fixo - todos eles falsos. O nome em questão não consta do cadastro do Conselho Federal de Medicina e os telefones não existem.

"A internet reproduz o mundo da rua, só que sem as distâncias do território e em tempo real", analisa o sociólogo especializado em mídias digitais Sérgio Amadeu da Silveira, professor da Faculdade Cásper Líbero. Ou seja, boatos, mitos e informações desencontradas não nascem na internet, apenas se reproduzem nela de maneira veloz. Além disso, essas correntes dão um termômetro do nível de informação que a população tem sobre determinado assunto - no caso, a gripe suína.

"A internet permite que as pessoas tenham acesso a informações de todo tipo, verdadeiras ou falsas. Por isso, autoridades precisam ser mais claras e didáticas na hora de divulgar informações, coisa que não estão acostumadas", completa.

Nessa linha, de tanto receber e-mails que falavam em mortes não divulgadas, o governo do Estado do Paraná criou um site só sobre gripe suína, para informar mais sobre a doença. Lá, em uma das sessões, estão os mitos e verdades.

"Qualquer nova informação desestabiliza a forma de pensar da sociedade. Um alerta do governo sobre gripe, uma coisa que as pessoas estão acostumadas a conviver, cria uma paranoia dirigida", explica o psicanalista Jorge Forbes, presidente do Instituto de Psicanálise Lacaniana. "O que você achava normal, passa a ser ameaça."

O problema, segundo Forbes, está na maneira como dados são apresentados. "Você fica contando mortos, todos os dias se divulga isso sem muito contexto. Os governos dão mensagens contraditórias, um mandando fechar escola, outro dizendo que ela pode funcionar. Isso dá margem para os apavorados de plantão."

Desse modo, as pessoas seguem reproduzindo informações como a que diz que o vírus A(H1N1) teria sido produzido em laboratório para as indústrias ganharem mais dinheiro ou que todos os leitos de UTI de todos os hospitais estariam ocupados apenas por doentes da gripe suína.

Além disso, em parte das mensagens de pânico que circulam na internet há, por trás, um medo de uma engenharia genética perigosa, como o que diz que a vacina contra a doença seria letal ao ser humano. "Isso gera muita ansiedade e faz com que as pessoas pensem que estão diante de uma coisa que nunca existiu. É o caso do medo da biotecnologia, do que é feito em laboratório", resume Luiz Fernando Lima Reis, diretor de pesquisa do Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa. "É preciso mostrar dados epidemiológicos, contextualizá-los e explicar que mutação de vírus sempre acontece. O segredo para combater a desinformação é insistir na informação."

MITOS E VERDADES

Mortes: Mensagens na internet afirmam que houve 115 médicos mortos pela gripe suína no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo e que funcionários, médicos e residentes do Hospital das Clínicas de Curitiba (PR) também teriam morrido. As duas informações são falsas e levaram a Universidade Federal do Paraná (UFPR) a divulgar uma nota

Unimed: Outra mensagem diz que médicos do plano de saúde que atenderam pacientes teriam morrido, e que a operadora estaria escondendo as informações. A mensagem é supostamente escrita por um médico da Unimed. A operadora divulgou nota na qual afirma que "que e-mails, spams ou chats sobre a gripe A(H1N1) envolvendo seu nome não são verdadeiros"

Vacina: Outra mensagem diz para "não tomar essa vacina assassina que estão querendo que seja compulsória". O texto é uma tradução de mensagens de grupos americanos que são contra qualquer tipo de vacina

Anis: Mensagem diz que "o anis estrelado é o extrato-base da produção do comprimido Tamiflu" e que "podemos usar a erva-doce,pois a erva possui as mesmas substâncias". O Tamiflu tem como princípio ativo uma substância extraída de um tipo de anis encontrado em quatro províncias da China. No entanto, ele passa por complexo e refinado processo químico, além de ser misturado a outras substâncias, para produzir o remédio

Números: E-mails assinados por pessoas que se dizem médicas dizem que, a cada 3 pessoas contaminadas com o A(H1N1), 2 morrem após alguns dias. Segundo o Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade dos casos confirmados é de 0,09 por 100 mil habitantes (estadão.com.br)

 

17/8/2009 Chega a seis o número de mortes por gripe suína na África do Sul

colaboração para a Folha Online

O Ministério da Saúde da África do Sul confirmou nesta segunda-feira que seis pessoas morreram em consequência da gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1). Segundo as autoridades, já foram registrados 2.844 casos da doença no país desde junho.

O porta-voz do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas, Fidel Hadebe, explicou em declarações divulgadas pela agência de notícias local Sapa que, durante o fim de semana, ocorreram três mortes de pessoas confirmadas com a nova gripe.

"As três estavam em grupos de alto risco", disse Hadebe, explicando que os pacientes eram uma mulher de 27 anos que sofria de diabetes, e outra de 23, grávida, além de um homem de 64 anos com diabetes e hipertensão.

A maioria dos doentes, segundo Hadebe, apresentou sintomas leves, entre eles congestão nasal, febre, dores musculares e tosse".

"Em casos mais graves também se apresentam problemas respiratórios, dor no peito, diarreia, vômitos e perda da consciência", assinalou.

O funcionário advertiu que as pessoas que sofrem de Aids, diabetes, doenças cardíacas ou pulmonares crônicas e as mulheres grávidas devem solicitar atendimento médico urgente se suspeitam que têm a gripe A, inclusive com sintomas leves.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório.

Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos). (Folha Online)

 

17/8/2009 Gripe suína muda calendário escolar das escolas e universidades públicas do Rio

da Agência Brasil
colaboração para a Folha Online

A opção por um novo adiamento do início do segundo semestre por causa da Influenza A (H1N1) --a gripe suína-- dividiu a opinião das universidades públicas fluminenses. Apesar delas terem prorrogado as férias por, pelo menos, uma semana, algumas descartaram uma nova prorrogação.

É o caso da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), que depois de adiar por duas semanas o reinício das aulas, que ocorreria no dia 3 de agosto, a instituição resolveu manter a volta às atividades para amanhã (17). Apesar disso, a universidade deu licença de 15 dias para as servidoras grávidas e aconselhou às alunas gestantes a ficar em casa neste período. Também orientou os estudantes com sintomas de gripe a procurarem um médico e se afastarem das atividades acadêmicas.

Mais uma universidade que reiniciaria o semestre no último dia 3 e prorrogou as férias por duas semanas é a Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro). Assim como a UFRJ, a Unirio volta às aulas nesta segunda-feira. A UFF (Universidade Federal Fluminense), que só prorrogou as férias por uma semana, também retorna amanhã.

Por outro lado, a UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) decidiu adiar novamente o reinício de suas aulas. O segundo semestre, que estava previsto inicialmente para começar no dia 10 de agosto, só recomeçará no próximo dia 31.

Já a Uenf (Universidade Estadual do Norte Fluminense), também depois de prorrogar as férias, reúne seu colegiado acadêmico amanhã para definir a nova data de reinício das aulas. Uma data possível é o próximo dia 24.

A Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) não precisou prorrogar suas férias por causa da gripe suína, porque seu calendário acadêmico já havia sido alterado, devido a uma greve de servidores no ano passado. Com isso, a Uerj só volta às aulas no dia 12 de setembro.

O Cefet (Centro Federal de Educação Tecnológica) do Rio, que possui cursos técnicos e de graduação e que também havia adiado o início do semestre para o dia 17, resolveu adiar o retorno às aulas por mais dois dias. Agora, os alunos voltam às salas de aula na quarta-feira (19).

Com relação à educação básica, a rede estadual de ensino do Rio de Janeiro também volta às aulas amanhã, depois de prorrogar as férias por duas semanas. As servidoras grávidas, no entanto, permanecem em casa até o dia 31 de agosto.

Já a rede municipal da capital fluminense, retoma as atividades apenas parcialmente. Amanhã, voltam às aulas, os alunos de 4º a 9º ano do ensino fundamental. No dia 24, é a vez dos alunos de 1o a 3o ano do ensino fundamental e da educação infantil. As servidoras grávidas só precisarão voltar ao trabalho no dia 31 de agosto.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório.

Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).( Folha Online)

 

17/8/2009 Gripe suína: 13 milhões voltam às aulas; veja as orientações

Guilherme Mergen

Às vésperas de retornar à sala de aula após um período de férias prolongado por causa da gripe suína, a estudante gaúcha Valentina Duque, 12 anos, está ansiosa para reencontrar os colegas, porém preocupada. "Estou feliz por voltar à escola, mas, por outro lado, um pouco apreensiva com essa nova gripe", admite. Assim como ela, outros 13 milhões de alunos das redes pública e privada de quatro estados brasileiros retomam as atividades na próxima segunda-feira com receio do risco de contaminação do vírus H1N1.

Ao voltar às instituições de ensino, grande parte dos estudantes encontrará uma realidade distinta daquela de julho, antes de sair de férias. Por recomendação do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais, colégios deverão orientar os estudantes sobre os cuidados com a higiene, manter as salas ventiladas, reforçar a limpeza dos ambientes e evitar atividades com concentração de várias turmas em locais como ginásios e anfiteatros - pelo menos pelas próximas semanas.

No Rio de Janeiro, onde 2,4 milhões de estudantes retomam as aulas, a secretaria estadual de Educação distribuiu mais de 20 mil cartilhas às escolas com informações sobre sintomas e transmissão da gripe suína . "Para evitar o uso dos mesmos recipientes entre os estudantes, encaminhamos 176 milhões de copos destacáveis, o suficiente para dois meses de uso", afirma a secretária Tereza Porto.

Para os professores, a recomendação é ficar em alerta e afastar imediatamente alunos que apresentarem sintomas de gripe. Eles devem permanecer em casa por pelo menos sete dias, segundo a infectologista Denise Brandão de Assis, diretora da divisão de infecção hospitalar do Estado de São Paulo, onde 7,1 milhões de alunos das redes privada e particular voltam às atividades na segunda-feira. "Mesmo com melhora nos sintomas, esses estudantes precisam passar esse tempo em casa, que é o período de transmissibilidade do vírus. Eles também devem evitar visitas de colegas", reforça.

No Paraná, onde as o retorno dos mais de 2 milhões de alunos foi adiado por duas vezes, as escolas terão auxílio de um profissional para monitorar e orientar os estudantes, os chamados "Cuidadores da Gripe". "Eles (os profissionais) têm formação específica e kits para fazer as primeiras intervenções necessárias. Caso seja detectado aluno com suspeita, o 'cuidador' vai encaminhá-lo para casa, orientar a família e avisar os agentes de saúde locais", diz a secretária estadual de Educação, Yvelise Arco-Verde.

Além de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, 1,8 milhão de estudantes do Rio Grande do Sul e 502 mil do Distrito Federal voltam às aulas nesta segunda-feira.

As precauções contra a gripe suína na escola
Com o auxílio do Ministério da Saúde e das secretarias dos quatro Estados cujo retorno das aulas foi adiado por causa da gripe suína, o Terra reuniu as principais dicas para estudantes, pais, professores e escolas. Além de medidas de higiene pessoal, procedimentos como a limpeza das escolas várias vezes ao dia podem impedir a disseminação do vírus H1N1 entre alunos. Veja as orientações abaixo.

Orientações a alunos, professores e funcionários
- Higienizar as mãos com água e sabonete/sabão antes das refeições, antes de tocar os olhos, boca e nariz;
- Evitar tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies como mesas, telefone, maçanetas e materiais escolares;
- Proteger com lenços (preferencialmente descartáveis) a boca e o nariz ao tossir ou espirrar - procedimento conhecido como "etiqueta respiratória". Na impossibilidade de serem usados lenços, médicos recomendam proteger a face junto à dobra do cotovelo ao tossir ou espirrar;
- Crianças e adolescentes não devem compartilhar objetos - nem durante as aulas, nem nos intervalos, principalmente talheres e copos;
- Alunos, professores e funcionários com síndrome gripal devem ser retirados de sala de aula e encaminhados para atendimento médico;
- Aqueles com sintomas devem permanecer por pelo menos sete dias em casa;
- Atividades que reúnam várias turmas em ambientes como ginásios, anfiteatros e laboratórios devem ser evitadas.

Medidas recomendadas às escolas
- Se possível, instalar lixeiras para o descarte de lenços e lixo - com acionamento por pedal, preferencialmente;
- Disponibilizar condições para higienização simples das mãos: lavatório/pia com dispensador de sabonete líquido, suporte para papel toalha, papel toalha, lixeira com tampa e abertura sem contato manual;
- Instalar, se possível, dispensadores com preparações alcoólicas para as mãos (sob as formas gel ou solução);
- Manter os ambientes ventilados;
- Realizar a limpeza e desinfecção das superfícies das salas de aula e demais espaços da escola (classes, cadeiras, mesas, entre outros).
- Aparelhos e equipamentos de educação física também devem ser higienizados após o uso.

Orientações para o transporte dos alunos
- Exigir da empresa de transporte o cuidado com a ventilação do veículo, com a finalidade de aumentar a troca de ar durante o deslocamento;
- As superfícies internas do veículo devem ser limpas e desinfetadas após a realização do transporte de estudantes, principalmente se houver casos suspeitos. A desinfecção pode ser feita com álcool a 70%. (Terra)

 

17/8/2009 Em campanha sobre gripe suína, ministra da Espanha "quebra regras"

da Reuters, em Madri

A ministra da Saúde da Espanha, Trinidad Jimenez, beijou no rosto duas vezes assistentes antes de participar de um evento sobre prevenção da gripe suína --a gripe A (H1N1).

Um dos conselhos é para que se evite este tipo de cumprimento. O "flagra" ganhou desta que no jornal "El Mundo".

O evento ocorre horas antes da 11º morte causada pela gripe no país. Saiba como evitar a propagação do vírus e conheça os sintomas da gripe.

 

17/8/2009 Atendimento particular para gripe suína em SP é mais rápido

Portal Terra

SÃO PAULO - O tratamento da gripe suína em São Paulo é considerado de excelência por especialistas, tanto na rede pública quanto nos hospitais particulares. Segundo médicos ouvidos pelo Terra, se as instalações são superiores em hospitais privados, os medicamentos e o procedimento adotados seguem as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde em todos os locais de atendimento para a doença. No entanto, escolher entre o pronto-atendimento público e um particular pode significar uma espera de horas.

A médica infectologista e pesquisadora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Nancy Bellei, afirmou que não há diferença essencial no tratamento dispensado a usuários do SUS e da rede particular, mas acredita que haja contrastes na qualidade das instalações, do material e a expertise dos próprios profissionais.

- Os dois têm competência para tratar. Pode ser que na rede particular a hotelaria seja melhor, mas a qualidade médica, que é o que interessa, é a mesma, inclusive muitas vezes com os mesmos profissionais - disse o médico infectologista David Uip, responsável pelo maior centro de tratamento de doenças infecto-contagiosas em São Paulo, o Instituto Emilio Ribas. Entre os cuidados destacados, a distribuição imediata de máscaras cirúrgicas para os pacientes com suspeita de gripe.

A primeira triagem no hospital, localizado no Pacaembu, é realizada ainda no acesso ao pronto-socorro, a cerca de 50 m da calçada. O paciente que afirma ter suspeita de gripe recebe uma máscara cirúrgica e tem a informação do tempo de espera para ser atendido: entre duas e quatro horas. A espera é localizada em uma área externa, ao ar livre, porém coberta. Cerca de 30 pacientes aguardavam a vez de serem recebidos por volta das 14h de quinta-feira. Os casos mais graves tem atendimento imediato. Pessoas de grupos de risco são encaminhadas ao vizinho Hospital das Clínicas.

No hospital Albert Einstein, no bairro do Morumbi, considerado o mais sofisticado da cidade, apenas três pacientes aguardavam com máscara cirúrgica na sala de espera do pronto-socorro. Uma enfermeira informou, no final da tarde de quinta-feira, que a espera não supera 1 hora. O hospital dispõe dos kits para exame e tratamento. No hospital 9 de Julho, que atende a maioria dos convênios, estão disponíveis os testes e o tamiflu, e o tempo médio de espera é de 1h30. O também particular Sírio-Libanês informa por um cartaz na entrada do pronto-socorro que o exame para gripe suína é realizado apenas em casos graves com vistas na internação.

Nova fase

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Januário Montone, a administração do tamiflu não aguarda mais a confirmação da gripe. Segundo ele, se a pessoa tiver os sintomas clássicos da doença, é tratada da mesma forma como se tivesse o diagnóstico do vírus H1N1.

- A gripe levou praticamente 80 dias até começar a circular no Brasil. Agora, sabemos que ele está aqui e precisamos combatê-lo. Seguimos todo o protocolo do Ministério da Saúde e temos medicamento suficiente para tratar a população - diz.

Para retirar o medicamento, o paciente terá de levar consigo uma receita médica, o cartão do SUS e um comprovante de residência. De acordo com o secretario, é importante lembrar que o medicamento não está sendo distribuído aleatoriamente.

- As pessoas precisam entender que, ao apresentar qualquer suspeita de gripe, devem procurar um médico. É esse profissional que irá definir o tratamento. Temos medicamento em número suficiente para atender a demanda - afirma.

Desde o agravamento dos casos de gripe suína, as AMAs da capital paulista estão funcionando em regime especial, inclusive aos finais de semana, para suprir a demanda de atendimentos. (JB Online)

 

17/8/2009 Gripe suína: Japão e Coreia do Sul têm primeiras mortes

AE-AP-DJ - Agencia Estado

TÓQUIO - O Japão e a Coreia do Sul registraram neste sábado as primeiras mortes causadas por gripe suína.

A vítima japonesa, um homem de cerca de 50 anos da ilha de Okinawa, no sul do país, estava infectado com o vírus A (H1N1) e morreu de pneumonia, segundo um funcionário do serviço de saúde local. O funcionário disse que o homem também sofria de uma doença crônica nos rins e de problemas cardíacos.

Na Coreia do Sul, um homem de 56 anos também morreu de pneumonia, aparentemente causada pelo vírus A (H1N1), segundo o Ministério da Saúde coreano.

O primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, pediu que a população fique em alerta total. "O governo está fazendo o máximo possível" para combater a disseminação da gripe suína, disse Aso em comunicado, de acordo com a agência de notícias Kyodo News.

Segundo o Ministério da Saúde do Japão, mais de 7.300 japoneses já foram infectados pelo vírus A (H1N1). Na Coreia do Sul, o número de pessoas infectadas está em 2.032.
(estadão.com.br)

 

12/8/2009 Gripe suína afeta tribo amazônica isolada no Peru

Pelo menos sete casos foram confirmados pelo governo; ONG alertou para efeito 'devastador' da pandemia.

O Ministério da Saúde do Peru confirmou que pelo menos sete membros da tribo Matsigenka, que vivem isolados na Amazônia peruana, foram contaminados com o vírus da gripe suína.

A confirmação levou nesta quarta-feira uma organização ambiental, a Survival International, a expressar preocupação, reforçando o temor de contágio em populações isoladas e vulneráveis.

De acordo com um comunicado da ONG, as populações que vivem na área estão "particularmente vulneráveis" a doenças trazidas pelo contato com pessoas de fora "porque têm menos imunidade, vivem na pobreza e possuem altas taxas de doenças crônicas, como diabetes e doenças cardíacas".

Um pesquisador ouvido pela ONG, o professor de medicina da Universidade de Bristol Stafford Lightman, disse que o efeito da gripe suína sobre os indígenas pode ser "devastador".

As preocupações ganham mais força pelo fato de os Matsigenka manterem contatos intermitentes com outras tribos que vivem isoladas ao longo do Rio Urubamba, e que também poderiam contrair o vírus H1N1.

Povos nativos

A Survival International deu exemplos de como a pandemia tem afetado povos indígenas em outros países.

Na Austrália, por exemplo, onde os aborígenes já têm uma expectativa de vida até 20 anos mais curta que não-aborígenes, as fatalidades de nativos já correspondem a 10% do total causado pela gripe suína, disse a ONG.

Em Manitoba, uma província do Canadá, as taxas de infecção entre os nativos chegam a 130 por 100 mil, cerca de cinco vezes e meia a taxa de não-nativos.

Apesar da confirmação de gripe suína na tribo Matsigenka, o diretor regional de Saúde de Cusco, Santiago Mendez, disse que a doença está controlada e que grande parte dos 353 pacientes diagnosticados em seu departamento já recebeu alta.

De acordo com um boletim do Ministério da Saúde divulgado na terça-feira, a gripe suína já atingiu mais de 5,7 mil pessoas no país e levou à morte de 45 pessoas.

No mundo, a doença já afeta cerca de 200 mil pessoas, matando cerca de 1,6 mil. Desses óbitos, cerca de 90 foram registrados no Brasil. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Estadão.com.br

 

12/8/2009 Secretaria de Saúde de São Paulo confirma 75 mortos por gripe suína no Estado

A Secretaria de Saúde de São Paulo confirmou nesta quarta-feira 75 mortes por gripe suína --a gripe A (H1N1)-- em todo o Estado. De acordo com o órgão, o balanço é relativo a todas as notificações de municípios feitas até a última segunda-feira (10). Com o dado, os óbitos causados pela doença sobem para 217 no país.

Apesar da confirmação, a secretaria não forneceu informações sobre os seis novos casos. No último balanço, divulgado na sexta-feira (7), o órgão apontava 69 mortes em decorrência da doença.

Hoje, mais quatro municípios de São Paulo -- Piracicaba, Votorantim, Americana e Itu, em São Paulo-- confirmaram seis mortes em decorrência da doença.

O Estado de São Paulo é o que tem mais mortes registrar em decorrência da doença, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 55 óbitos. Também registram mortes causadas pela nova gripe os Estados do Paraná (39), Rio (35), Santa Catarina (5), Minas (3), Paraíba (2), Pernambuco (1) e Bahia (1), além do Distrito Federal (1).

De acordo com balanço parcial do Ministério da Saúde, divulgado na terça (11), ao menos 192 pessoas morreram. Porém, com os dados mais recentes das secretarias estaduais de Saúde, o número no Brasil já chega a 217. Também já foram registrados 1.586 casos graves da gripe suína no país.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório.

Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).

Folha Online

 

12/8/2009 Piracicaba, Votorantim, Americana e Itu, em SP, confirmam mortes por gripe suína

As cidades de Piracicaba, Votorantim, Americana e Itu, em São Paulo, confirmaram na terça e nesta quarta-feira seis novas mortes causadas pela gripe suína --a gripe A (H1N1).

Dois dos casos foram confirmados na cidade de Piracicaba (162 km de São Paulo). Segundo a prefeitura, as vítimas são uma adolescente de 16 anos que estava grávida e uma mulher de 52 anos. As duas morreram no dia 3 de agosto, mas os exames confirmaram a doença como a causa da morte apenas na terça-feira (11).

Americana (127 km de SP) também confirmou as duas primeiras mortes na cidade em decorrência da nova gripe. De acordo com a prefeitura do município, as vítimas são uma mulher de 36 anos e um homem de 38. Ambos se enquadram no grupo de risco da doença. A morte de um homem de 52 anos também está sendo investigada.

Em Votorantim (105 km de SP), a primeira morte confirmada devido à doença foi de uma criança de quatro anos, que morreu na última sexta (7). Segundo a Secretaria de Saúde do município, existem outros seis casos confirmados da doença em Votorantim, e outros dez aguardam o resultado dos exames.

Já em Itu (101 km de SP), a primeira morte causada pela doença foi de um homem de 42 anos, que morreu no dia 5 de agosto, um dia depois de dar entrada no hospital Sanatorinhos. Outros dois óbitos estão sendo analisados.

De acordo com balanço parcial do Ministério da Saúde, divulgado na terça (11), ao menos 192 pessoas morreram. Porém, com os dados mais recentes das secretarias estaduais de Saúde, o número no Brasil já chega a 211. Também já foram registrados 1.586 casos graves da gripe suína no país.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório.

Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).

Folha Online

 

12/8/2009 Rabinos rezam contra gripe suína enquanto sobrevoam Israel; assista

da BBC Brasil

Cerca de 50 rabinos e líderes religiosos de Israel sobrevoaram o país com a missão de lançar suas bênçãos das alturas para espantar a gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1).

Os religiosos cantaram orações e tocaram a tradicional corneta Shofar, feita com chifre de carneiro.

Em entrevista ao jornal israelense "Yedioth Aharanot", o rabino Yitzhak Batzri disse que o objetivo do voo foi 'interromper a pandemia para que as pessoas parem de morrer da doença'.

A gripe suína é geralmente chamada de H1N1 em Israel, onde os porcos são considerados animais 'impuros'.

Segundo o Ministério da Saúde de Israel, já há mais de 2.000 casos de gripe suína no país, com cinco mortes até agora.

Folha Online

 

12/8/2009 Gripe suína: Mumbai fecha todas as escolas e cinemas

MUMBAI - Autoridades ordenaram hoje o fechamento de todas as escolas e salas de cinema de Mumbai, em meio ao temor diante do vírus da Influenza A (H1N1), popularmente conhecida como gripe suína. Algumas escolas da Índia já haviam sido fechadas após estudantes terem testes positivos para o vírus. Porém, esta é a primeira vez que todas as escolas e cinemas são fechados em uma grande cidade do país. Mumbai tem aproximadamente 14 milhões de habitantes. A metrópole atinge os 19 milhões de pessoas se forem somados os subúrbios próximos. Segundo dados oficiais, o número de mortes relacionadas à doença subiu para 15 no país.

Todas escolas e faculdades em Mumbai, capital financeira e de entretenimento da nação, permanecerão fechadas até a próxima quarta-feira. As salas de cinema reabrem apenas no dia 25. As mortes por gripe suína incluem duas em Mumbai e oito na cidade de Pune, no mesmo Estado de Maharashtra, segundo a imprensa local. A Índia já confirmou 1.078 casos da nova gripe, segundo o Ministério da Saúde, incluindo 589 pessoas que se recuperaram. Emissoras de televisão informaram hoje sobre as 15 mortes confirmadas.

Os canais de televisão têm realizado cobertura extensa sobre a disseminação do vírus. Milhares de pessoas correm aos hospitais do país, com medo de estarem com a doença. O governo indiano determinou que qualquer pessoa que chegue ao país com sintomas da Influenza A deve ser isolado a fim de evitar a transmissão do vírus. Já os casos suspeitos locais podem, desde a semana passada, esperar os resultados de exames em casa.

Estadão.com.br

 

12/8/2009 Vítimas da gripe suína quase triplicam em um mês na Argentina

Com 378 mortes, País é o segundo no ranking mundial de mortes pela gripe suína, atrás dos Estados Unidos

BUENOS AIRES - O número de mortes quase triplicou na Argentina em um mês. O País contabiliza 378 vítimas da gripe suína desde que o vírus começou a espalhar-se no país, na primeira semana de maio. Essa é a contabilidade realizada pelas secretarias da Saúde das 24 províncias argentinas e a capital federal. O número inclui as quinze novas mortes anunciadas nesta terça-feira à noite pelas autoridades sanitárias provinciais.

 Desta forma, a Argentina continua em segundo lugar no ranking mundial de mortes pela gripe suína, atrás dos Estados Unidos, que registra 436 pessoas mortas, segundo os últimos dados anunciados pelas autoridades americanas no dia 7 de agosto.

 A primeira morte em território argentino foi registrada no dia 15 de junho. No dia 14 de julho o governo federal admitiu o número de 135 mortes. Quatro semanas depois, o número de mortos quase triplicou para os atuais 378 mortos.

 Na semana passada o vice-ministro da Saúde, Máximo Diosque, afirmou que o número de mortos poderia superar a faixa de 700 pessoas em caso de confirmação de outros 400 falecimentos que ainda estão sendo avaliados pelas autoridades sanitárias.

 Segundo Diosque, o governo federal registrou 762 mil casos de pessoas que contraíram gripe em todo o país desde o início da pandemia. Desse total, segundo o vice-ministro, 93% teriam tido o vírus A H1N1.

 Há poucos dias, durante um seminário na Academia Nacional de Medicina, um dos mais prestigiados infectologistas do país, Daniel Stamboulian, estimou que 20% da população argentina foi contaminada pela gripe suína. Isto equivale a um total de 7,5 milhões de pessoas que já foram contagiadas em toda a Argentina desde o primeiro caso, no dia 7 de maio

Estadão.com.br

 

12/8/2009 Uberlândia (MG) suspende cirurgias eletivas e proíbe aglomerações devido à gripe suína

da Folha Online

A cidade de Uberlândia (MG) decidiu nesta semana suspender as aulas --na rede pública e privada-- e todas as cirurgias eletivas (sem urgência) previstas no município, como forma de evitar novos casos da gripe suína --a gripe A (H1N1)-- e de garantir a reserva de leitos para pacientes com suspeita da doença.

De acordo com comunicado divulgado pela prefeitura da cidade, a decisão foi tomada pelo Comitê Municipal de Enfrentamento à Influenza A (H1N1), que também determinou a suspensão de eventos que provoquem grande aglomeração de pessoas. Dentre esses eventos adiados está a comemoração pelos 121 anos de Uberlândia.

Ainda de acordo com o comitê, os paciente que têm cirurgias agendadas devem procurar o médico e adiar a operação. Já as aulas ficam suspensas por tempo indeterminado. De acordo com a prefeitura, o comitê deve se reunir semanalmente para avaliação e para decidir sobre a manutenção da medida.

Nesta terça-feira (11), a cidade de Cascavel também proibiu a aglomeração de pessoas em locais fechados e sem ventilação, como shoppings, igrejas, cinemas, casas noturnas, entre outros estabelecimentos, que deverão ficar fechados devido à doença.

A determinação não deve abranger transportes coletivos e supermercados. "Serviços essenciais ficarão abertos, alguns com entrada regulada de pessoas, por exemplo, os bancos. Em locais com ambiente fechado, no caso das escolas, cinemas, entre outros, será determinado a suspensão até o dia 17 desse mês", afirmou o secretário de Saúde, Ildemar Canto.

De acordo com o Ministério da Saúde, ao menos 192 pessoas morreram, porém, com os dados das secretarias estaduais de Saúde, o número de óbitos no Brasil já chega a 211. Também já foram registrados 1.586 casos graves da gripe suína no país.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório.

Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).

Folha Online

 

12/8/2009 Deputado do PSB é o 1º caso de gripe suína entre parlamentares

Capitão Assumção (ES) está isolado para tratamento; dois outros deputados estão com sintomas da doença

BRASÍLIA - O deputado Capitão Assumção (PSB-ES) é o primeiro caso confirmado de suína entre os parlamentares. Na Casa, há a suspeita de que outros dois parlamentares também tenham sido infectados pela nova gripe, segundo a assessoria de imprensa da Câmara.

Assumção, que confirmou o diagnóstico na terça-feira, 11, já foi medicado e está em isolamento em um hotel, em Vitória (ES). O deputado é casado e sua esposa, grávida de 38 semanas, também manifestou sintomas da gripe, como tosse. Segundo a assessoria do parlamentar, o filho de 3 anos do casal também está com suspeita de contaminação de gripe suína e tem febre, um dos sintomas da doença. 

  Desde a semana passada, a Câmara dos Deputados vem adotando medidas para evitar a proliferação do vírus. Na última sexta-feira, 7, foram instalados os primeiros equipamentos com álcool em gel para assepsia das mãos. Além disso, desde segunda-feira, 10, os servidores da área de relações públicas da Casa orientam os visitantes e servidores sobre os cuidados para evitar o contágio. O posto médico também presta orientações sobre as forma de prevenção à gripe suína.

 Já o Senado decidiu suspender o acesso de visitantes às dependências da instituição por causa da primeira morte provocada por gripe suína no Distrito Federal. O programa "Tour pelo Senado" foi suspenso por tempo indeterminado. Na terça-feira seguranças do Senado ficaram de prontidão nos acessos à Casa, impedindo a entrada de pessoas que não estivessem devidamente credenciadas e autorizadas.

 Preocupado com o crescimento do número de pessoas infectadas e mortes causadas pela gripe suína, o deputado Wilson Picler (PDT-PR) anunciou que vai lançar, ainda nesta semana, a campanha Cumprimento Saudável. A ideia é que as pessoas se cumprimentem sem o tradicional aperto de mão, apenas por meio de referências ou tapinhas nas costas.

Estadão.com.br

 

12/8/2009 Governo estuda quarentena obrigatória em caso de emergência, diz Hage

Para diretor da Vigilância, Brasil se adequaria a regras internacionais.
Segundo ele, não seria necessária quarentena devido à nova gripe.

O diretor de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Eduardo Hage, disse nesta terça-feira (11), após audiência pública na Câmara dos Deputados, que o governo prepara um anteprojeto de lei para dar amparo legal, por exemplo, a medidas que envolvam quarentenas obrigatórias em casos de emergências de saúde pública.

“O Ministério da Saúde trabalhou num anteprojeto de lei para emergências de saúde pública, não somente para essa, e sujeito a avaliação para ver sua adequação à presente emergência. Ele dá respaldo jurídico a uma série de medidas que podem vir a ser adotadas em qualquer emergência, como, por exemplo, a definição de grupos para vacinação, que todos os países vão adotar; uso de medicamentos em situações específicas e, havendo necessidade, que não é o caso nessa presente pandemia [a nova gripe], a adoção de medida de quarentena obrigatória”, disse.

De acordo com Hage, as quarentenas adotadas até hoje no Brasil no caso da nova gripe foram voluntárias. Ele citou o caso da gripe aviária, no sudeste asiático, como um exemplo de emergência na qual houve quarentena obrigatória.

Segundo ele, a proposta encaixa o Brasil no protocolo do regulamento sanitário internacional, divulgado em 2005 -e que entrou em vigor em 2007. Hage afirmou que, neste regulamento, há uma série de medidas previstas que não têm previsão legal no país. Segundo o secretário, esse anteprojeto vem sendo discutido desde a pandemia de gripe aviária.

De acordo com o diretor, as medidas que o ministério já tomou por conta do novo vírus têm base legal. No entanto, não existe, atualmente, nenhum respaldo jurídico que autorize o governo a tomar medidas em situações como a da quarentena obrigatória.

Na próxima semana, técnicos devem se reunir para dar formatação à proposta.

Yahoo Noticias

 

12/8/2009 Estado do Rio dá licença a servidoras grávidas até dia 28 de agosto

Segundo secretário de Saúde, decreto deve ser publicado na quinta (13).
Governo recomenda que empresas realoquem gestantes ou sigam licença.

Alícia Uchôa Do G1, no Rio

O governo estadual do Rio vai dar licença a todas as servidoras grávidas até o dia 28 de agosto. Segundo o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, a decisão será publicada em decreto assinado pelo governador Sérgio Cabral na próxima quinta-feira (13).

  “A maior parte dos servidores tem contato com o público”, explica ele. As grávidas, segundo o secretário, devem procurar o departamento de recursos humanos da sua unidade de trabalho, com exame atestando a gravidez. Já as professoras precisam apenas procurar seus diretores. Não há necessidade de atestado médico. 

Recomendação à iniciativa privada

Segundo Côrtes, a recomendação é que a decisão se estenda a outras esferas públicas e à iniciativa privada.

“Recomendamos a todas as esferas públicas que façam o mesmo. À iniciativa privada, recomendamos que tentem, num primeiro momento, realocar gestantes que tenham contato com o público para outras áreas. Se isso não for possível, que elas também tenham a licença médica”, sugere o secretário.

De acordo com ele, gestantes e empregadores poderão tirar dúvidas sobre a doença através do site, inclusive por email. O endereço é www.riocontragripea.rj.gov.br

 

12/8/2009 Aulas vão voltar dia 17

No mesmo dia, Côrtes anunciou ainda a volta às aulas da rede estadual de ensino para o próximo dia 17. O adiamento havia sido seguido pela maior parte das redes municipais e particulares do estado. A rede municipal deve anunciar sua decisão sobre as aulas ainda nesta tarde.

O retorno, no entanto, será feito sob a recomendação de que crianças com sintomas de gripe e febre não vão à escola. As faltas serão abonadas, desde que os responsáveis informem à escola o motivo da falta, sem necessidade de atestado médico.

A reposição das aulas, segundo a secretária estadual de Educação, Teresa Porto, será feita de duas maneiras: com oito sábados letivos a partir de setembro e uma semana a mais em dezembro.

Estado tem 35 mortes 

Na terça-feira (11), a Secretaria estadual de Saúde do Rio confirmou mais duas mortes provocadas pela nova gripe. Ao todo, 35 pessoas morreram da doença no estado

Entre as novas vítimas estão uma gestante, de 34 anos, e um homem, de 33. Na segunda-feira (10) foram confirmadas outras cinco mortes: três mulheres, de 25, 32 e 44 anos; um homem, de 41 anos; e uma menina de 10 anos.

G1

 

12/8/2009 Escola particular em São Paulo define se afastará grávidas

MARIANA BARROS
TALITA BEDINELLI
da Folha de S.Paulo

O sindicato das escolas particulares de São Paulo define nesta quarta-feira, após reunião com a Secretaria Estadual da Saúde, quais medidas tomar para evitar que funcionárias grávidas se contaminem com a gripe A (H1N1). Poderá até recomendar às escolas o afastamento delas.

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Saiba quais são os sintomas da gripe suína

O encontro foi agendado após o governo de São Paulo, conforme a Folha adiantou ontem, ter decidido limitar o trabalho das gestantes --mais vulneráveis à doença- em escolas e hospitais da rede pública. Dados da secretaria mostram que, dos 69 mortos no Estado pela nova gripe registrados até sexta, 13 eram gestantes.

De acordo com resolução que deve ser publicada no "Diário Oficial", essas funcionárias devem evitar contato com o público. Na impossibilidade de serem transferidas para outras áreas, devem ser pensadas alternativas legais de afastamento temporário.

Como é uma recomendação, as empresas não são obrigadas a segui-la. Alguns colégios particulares, porém, já optaram por afastar as grávidas antes mesmo da sugestão do governo. Os hospitais também estão fazendo o mesmo. No Albert Einstein, grávidas não atendem mais em áreas por onde circulam pacientes de gripe, mesmo a comum. No Sírio Libanês, elas foram afastadas do contato com pacientes.

Outras grandes empresas também discutem que medidas tomar. A Telefônica disse ontem que estuda transferir funcionárias gestantes para departamentos onde o risco de contrair a gripe seja menor.

Afastamento total

Mas a Apeoesp (sindicato dos professores do Estado) acha que não basta apenas transferir as professoras grávidas para outras áreas e hoje irá protocolar um pedido na Secretaria da Educação para que as gestantes sejam colocadas em licença compulsória, ao menos durante o período de pico da pandemia de gripe. Também defende que as alunas grávidas sejam afastadas.

"Não adianta colocar essa mulher no setor administrativo. Ela vai estar em um ambiente onde o vírus pode estar circulando. Além disso, vai ter que pegar ônibus e metrô lotados para ir trabalhar", afirma a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha.

Essa é justamente a preocupação da professora Vanessa Gustavo da Silva, 29. Grávida de seis meses, ela trabalha numa escola estadual de Parelheiros (zona sul). "O ônibus [até o trabalho] vai muito lotado, com as janelas fechadas. Se acontece alguma coisa comigo, quem vai ficar com meu bebê?"

A cozinheira Leutres Alves, 42, também grávida de seis meses, teme da mesma forma ser contaminada em transportes públicos. "A gente vê esses casos de grávidas morrendo e fica preocupada." Para trabalhar, numa empresa privada, ela pega todos os dias ônibus e metrô -trajeto de ao menos 30 minutos no horário de pico. Leutres diz que a empresa já pediu que ela se afastasse.

Em Ribeirão Preto (313 km de São Paulo), a prefeita Dárcy Vera (DEM) decidiu afastar do trabalho as 66 servidoras grávidas das áreas de saúde e educação. Professoras, médicas, enfermeiras e outras profissionais que atuam em contato com o público devem permanecer em casa até o dia 24.

Total

No Estado de São Paulo, os casos de gripe suína já somam 90% do total de registros de gripe em geral, segundo o infectologista David Uip, diretor do Instituto Emílio Ribas. O percentual é superior ao registrado no país -77%, de acordo com o Ministério da Saúde.

Colaboraram a Folha Ribeirão e a Folha de S.Paulo, em Brasília

 

12/8/2009 Parto em casa deve ser evitado em casos de gripe suína

ANAÍSA CATUCCI
colaboração para a Folha Online

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), mulheres grávidas estão nos grupos de risco da gripe suína por terem mais chances de apresentar sintomas graves da doença. Especialista ouvida pela reportagem diz que partos domiciliares devem ser evitados caso a mulher apresente quadro de gripe suína .

Infectologistas não sabem ao certo por quais motivos as grávidas são mais susceptíveis à gripe. O que se sabe é que, durante a gravidez, a imunidade da mulher fica mais baixa.

Segundo a enfermeira obstétrica Kátia Zeny Assumpção Pedroso, mesmo com o risco do contágio em função da epidemia, a gestante deve avaliar a assistência específica na hora do parto que o hospital oferece. O parto domiciliar é contraindicado caso a gestante apresente os sintomas da gripe suína, como dificuldades respiratórias.

Seguindo as recomendações do Ministério da Saúde, que solicita evitar lugares com aglomeração de pessoas e cuidados com a higiene, Bianca Cruz Magdalena, grávida de 37 semanas, disse que apesar de ter escolhido pelo parto normal em casa, a preocupação maior é a possibilidade de ter que precisar utilizar um hospital público e ficar em contato com outras pessoas contaminadas com o vírus da Influenza A (H1N1).

Folha Online

 

12/8/2009 Governo determina que visita a preso use máscara para evitar gripe suína

da Agência Brasil
da Folha Online

O Depen (Departamento Penitenciário Nacional), do Ministério da Justiça, determinou que a visita a presos seja permitida apenas com o uso de máscara descartável para evitar casos de gripe suína --a gripe A (H1N1). A portaria nº 157, publicada na edição desta quarta-feira do "Diário Oficial da União", faz parte do conjunto de medidas para conter o avanço doença.

A máscara será obrigatória também para os servidores que mantenham contato direto com presos e visitantes. A medida entra em vigor hoje e vale até que as autoridades sanitárias declarem que não há mais risco de contágio.

Antes de entrar na área de segurança da unidade prisional, o visitante terá que lavar as mãos com água e sabão e, em seguida, usar solução de álcool 70%. Antes do contato com o preso, o visitante ou o advogado que apresentar sintomas da doença será avaliado por profissional de saúde da penitenciária, que deverá manter cadastro dos atendimentos prestados.

De acordo com a portaria, deverá procurar o serviço de saúde imediatamente o servidor ou o colaborador do presídio que apresentar febre igual ou maior a 38ºC e tosse ou dor de garganta associada a pelo menos dois dos seguintes sintomas: dificuldade para respirar, cianose (coloração azulada da pele), dor torácica, calafrios, dor nos músculos, dor nas articulações, diarreia, vômitos, náuseas, prostração, inapetência, cefaleia e coriza.

País

Em todo o país, a gripe suína causou ao menos 217 mortes desde o fim de junho, de acordo com balanço parcial das secretarias estaduais da Saúde e do Ministério da Saúde.

São Paulo é o Estado com maior número de vítimas (75 mortos), seguido do Rio Grande do Sul (55) e Paraná (39). Também registram mortes os Estados do Rio (35), Santa Catarina (5), Minas (3), Paraíba (2), Pernambuco (1) e Bahia (1), além do Distrito Federal (1).

Folha Online

 

6/8/2009 Vacina contra gripe suína deve estar pronta em setembro, diz OMS

Segundo o governo, primeiras doses só devem chegar ao Brasil em dezembro.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou, nesta quinta-feira, que os primeiros lotes de vacinas contra a gripe suína devem estar licenciados e prontos para a imunização da população já no mês de setembro.

Em uma entrevista coletiva nesta quinta-feira, a diretora de Pesquisa de Vacinas da OMS, Marie-Paul Kieny, afirmou que alguns laboratórios já produziram lotes iniciais da vacina e que testes clínicos já estão sendo realizados.

A informação já havia sido confirmada por Kieny em uma entrevista à BBC Brasil no último mês de julho.

Leia também na BBC Brasil: Vacina contra gripe suína virá em setembro, diz OMS

Durante a entrevista desta quinta-feira, Marie-Paul Kieny também afirmou que as vacinas contra o vírus da influenza A (H1N1) serão "seguras", já que serão feitas a partir de uma "tecnologia antiga e testada".

Segurança

Nos últimos meses, alguns especialistas levantaram dúvidas a respeito da segurança deste tipo de imunização, já que, em 1976, após uma campanha de vacinação contra a gripe suína nos Estados Unidos, alguns pacientes desenvolveram uma rara condição neurológica conhecida como Síndrome de Guillain-Barré.

Na época, cerca de 500 pessoas foram afetadas pela síndrome - que causa uma paralisia temporária e pode ser letal - depois de terem sido vacinadas.

De acordo com Kieny, no entanto, a "qualidade do controle de vacinas atualmente é muito maior que há 30 anos".

Além disso, as agências regulatórias dos diversos países irão monitorar qualquer reação adversa, ressaltou.

Brasil

Embora os primeiros lotes já devam estar prontos em setembro, de acordo com o Ministério da Saúde, a previsão é de que as primeiras vacinas só cheguem ao Brasil no final do ano.

Segundo o ministério, o governo comprará 1 milhão de doses de vacina contra a gripe suína que estarão prontas para uso em dezembro.

Outras 17 milhões de doses serão produzidas pelo Instituto Butantan, em São Paulo, e estarão disponíveis no primeiro semestre de 2010, para imunizar a população contra uma possível segunda onda da doença.

Ainda não foram definidos quais serão os grupos populacionais que serão priorizados na vacinação. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Estadão.com.br

 

6/8/2009 Gripe suína faz Irã proibir peregrinações a Meca durante o Ramadã

da BBC

As autoridades de saúde do Irã proibiram todas as peregrinações para a Arábia Saudita no período conhecido como Ramadã --o mês sagrado para os muçulmanos que, neste ano, vai de 22 de agosto a 19 de setembro-- para tentar evitar a dispersão da gripe suína no país.

Em entrevista à agência de notícias iraniana Fars, o ministro da Saúde do país, Kamran Baqeri-Lankarani, afirmou que todos os peregrinos iranianos devem se retirar da Arábia Saudita antes do início do Ramadã e que nenhum iraniano deve realizar a Umrah (conhecida como "pequena peregrinação" a Meca)

Embora possam fazê-lo em qualquer época do ano, muitos muçulmanos preferem realizar a Umrah no Ramadã, período durante o qual os muçulmanos guardam jejum do amanhecer ao anoitecer. Segundo o ministro, o fato de muitas pessoas estarem concentradas nos locais de peregrinação no mês sagrado aumenta o risco de dispersão do vírus e pode fazer com que peregrinos voltem ao Irã contaminados com a doença.

De acordo com o Ministério da Saúde do Irã, foram registrados até agora 145 casos de gripe suína no país, mas nenhuma morte.

O ministro da Saúde também afirmou que serão impostas restrições também ao Hajj, a grande peregrinação anual à Meca, que este ano acontece em novembro que vem.

Kamran Baqeri-Lankarani afirmou que deve haver uma proibição para que maiores de 65 anos e menores de dez anos participem do Hajj e que novas restrições podem ser impostas.

Peregrinações a outros locais sagrados do islamismo no Iraque e na Síria não sofrerão restrições, já que o número de visitantes nestes locais é menor do que em Meca, de acordo com o ministro. Em julho passado, ministros de Saúde árabes já haviam recomendado que crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas não participem do Hajj devido à gripe su

Folha Online

 

6/8/2009 Metade das mortes pela gripe suína ocorre em até 7 dias

JOHANNA NUBLAT
ANGELA PINHO
da Folha de S.Paulo, em Brasília

Pelo menos metade das mortes pela gripe suína --chamada A (H1N1)-- aconteceu em até sete dias após o início dos sintomas, segundo dados do Ministério da Saúde.

A gripe sazonal, dizem especialistas, costuma levar à morte em tempo superior, pois geralmente mata por complicações da doença inicial.

O levantamento do ministério considera 96 mortes notificadas à pasta até 1º de agosto. Segundo os dados, a mediana (valor central de uma mostra ordenada, significa que pelo menos 50% dos dados têm valor igual ou inferior ao central) do período entre o início dos sintomas e a morte é sete dias.

Entre os casos graves da doença, pelo menos metade das pessoas que foram tratadas recebeu a medicação em até três dias do início dos sintomas, ainda segundo a pasta.

O recomendado pela bula do remédio e pelo ministério é que o Tamiflu seja tomado em até 48 horas do começo dos sintomas, quando é mais eficaz.

O tratamento tardio pode ser explicado pelo período que a doença leva até mostrar os sinais de agravamento. "O tempo para um paciente que está com sintoma ficar [em estado] grave não é 48 horas, geralmente é depois de três dias. Então, esses pacientes estão começando a ser tratados tardiamente", diz Nancy Bellei, da Unifesp.

A alteração no protocolo do ministério feita nesta semana, que prevê a possibilidade de o médico prescrever o Tamiflu de forma diferente do recomendado pelo governo, vai dar autonomia ao especialista para também antecipar o começo do uso do Tamiflu para antes das primeiras 48 horas, diz Juvencio Furtado, da Sociedade Brasileira de Infectologia.

"[O Tamiflu] é a única possibilidade que se tem, nos sentimos obrigados a tratar mesmo que a eficácia seja menor."

A morte pela nova gripe em tempo mais rápido do que na gripe sazonal, por sua vez, pode ser explicada pelo fato de ela matar geralmente pelo próprio vírus. "Quando evolui mal, é rápido", afirma Bellei.

A forma sazonal costuma começar a complicar mais tarde. "A pessoa tem um quadro infeccioso, depois vai se arrastando, complica com uma pneumonia, que complica com outra manifestação respiratória. E aí que culmina com a morte", explica Furtado.

Aumento nos casos

Os novos dados do ministério mostram aumento do número de casos confirmados --de 1.958 até o dia 25 de julho para 2.959 uma semana depois (1º de agosto). Das 96 mortes, 14 foram de grávidas (15%).

Folha Online

 

6/8/2009 Gripe suína preocupa 28% da população mundial, diz pesquisa

Uma pesquisa realizada em 19 países e divulgada nesta quinta-feira mostrou o nível de preocupação mundial a respeito da gripe suína e o quanto os governos estão preparados para enfrentar a doença. Segundo o levantamento, que ouviu 18.558 pessoas durante o mês de julho, 28% da população está preocupada com o vírus H1N1.

Os dados, obtidos pelo Ibope em parceria com a rede global de pesquisas Worldwide Independent Network of Market (WIN), são referentes aos seguintes países: Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Bolívia, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Holanda, Islândia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Suíça.

A China é o país onde a população está mais preocupada: 64% dos entrevistados declararam-se consternados pela ameaça representada pela gripe aviária. Na América do Sul, os bolivianos são os pais preocupados, com 59% da população. Depois vem os argentinos (41%), os brasileiros (36%) e os mexicanos e (33%), segundo a pesquisa.

Na Europa o quadro muda um pouco. Em geral, segundo a pesquisa, os países da União Europeia estão entre os menos preocupados. Com exceção de França e Itália, nações em que 40% e 27% das populações, respectivamente, manifestaram preocupação. No Canadá, país com maior número de casos por habitante (231 casos por milhão de habitantes) o índice também é baixo: 20%.

O levantamento também perguntou aos entrevistados sobre a capacidade dos governos em enfrentar a doença. Chineses e europeus são os que têm maior confiança em seus governantes: 60% e 71%, respectivamente, acreditam que seus países estão preparados para enfrentar o vírus. Os menores índices vêm da Argentina e da Bolívia: 14% e 12%, respectivamente.

Globalmente, as mulheres (32%) tendem a se preocupar mais com a gripe suína e com a capacidade de seus governos em enfrentá-la do que os homens (24%). Os dados mostram ainda que os jovens enxergam a doença com mais consternação. Entre quem tem menos de 35 anos, 32% declaram-se preocupados. Entre os que possuem de 35 a 54 anos, esse número é de 27%. Entre os maiores de 55 anos, cai para 23%, segundo a pesquisa.

Terra

 

6/8/2009 Exame de resultado rápido não é eficaz em detectar "gripe suína", diz estudo

Conforme a "gripe suína"  (rebatizada de gripe A H1N1 pela OMS) se expande, muitos médicos e hospitais passam a adotar exames laboratoriais que determinam em alguns minutos se um paciente contraiu o vírus A H1N1. A venda destes exames está aumentando.

Mas os exames têm uma severa limitação: eles podem gerar resultados imprecisos em mais da metade dos casos em que são usados para detectar a "gripe suína", de acordo com estudos publicados recentemente e especialistas em exames médicos.

A baixa sensibilidade dos testes está se tornando uma preocupação para as autoridades de saúde porque um falso resultado negativo pode levar o médico a não receitar os remédios necessários contra a gripe suína.

Este também é um dos grandes problemas enfrentados por diretores de laboratórios que se preparam para o que deve ser um grande aumento na demanda por exames no outono e inverno. Diversas companhias de diagnósticos esperam capitalizar com o aumento da necessidade de exames da gripe.

Os exames rápidos "estão deixando passar muitos contagiados pela gripe", disse Christine C. Ginocchio, diretora da divisão de microbiologia, virologia e diagnósticos moleculares do Sistema de Saúde de Long Island e North Shore, Nova York.

Para a gripe sazonal, os especialistas sempre souberam da baixa habilidade de confirmação através de exames rápidos. No entanto, os novos estudos sugerem que os exames não funcionam melhor, e talvez sejam até piores, para descobrir o vírus de influenza causador da "gripe suína", conhecido formalmente como o novo H1N1.

Em um estudo publicado recentemente no Jornal de Virologia Clínica, Ginocchio revelou que um exame rápido detectou apenas 10% das infecções com o vírus da "gripe suína" em relação ao que seria percebido por um exame em laboratório mais sofisticada. Um exame rápido diferente detectou 40%. (Ginocchio é consultora da Luminex, uma companhia que faz exames mais precisos, porém mais lento.)

O Centro de Controle e Prevenção de Doença dos EUA deve publicar seu próprio estudo sobre os exames rápidos em breve. Na semana passada, o órgão atualizou as orientações que pedem que médicos sejam cuidadosos ao confiar em seus resultados.

"Dizemos que é preciso entender as limitações destes exames", disse Dr. Timothy M. Uyeki, autor da orientação de CCPD. "O médico não deve basear sua decisão em tratar ou não apenas com base em um resultado negativo."

Mas alguns doutores dizem que não há nenhum um bom substituto para a simplicidade, velocidade e baixo custo destes exames. Além disso, os fabricantes dos exames afirmam que os produtos são úteis apenas se forem utilizados de maneira adequada. Ainda que um resultado negativo em exame rápido possa não ser confiável, um resultado positivo, pelo menos durante a temporada de gripe, geralmente indica que a pessoa está contagiada.

Yahoo Notícias

 

6/8/2009 Crianças espalham gripe suína pelo dobro de tempo dos adultos

da Folha Online

As crianças infectadas transmitem a gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1)-- por até 14 dias, enquanto um adulto por um período de sete dias. Para impedir o avanço da doença, universidades e escolas adiaram a volta às aulas.

Com a criançada dentro de casa por mais duas semanas, os pais precisaram se organizar para manter os pequenos atarefados. Veja, neste videocast, o relato de pais e dicas de uma especialista em brinquedos educativos para ocupar o tempo livre.

Folha Online

 

6/8/2009 Especialista dos EUA nega eficácia de fechar escolas contra gripe suína

MAGGIE FOX
da Reuters, em Washington

Fechar escolas, proibir aglomerações e outras medidas do gênero dificilmente impedirão uma maior difusão da pandemia de gripe suína, denominada oficialmente gripe A (H1N1), disseram especialistas americanos nesta quarta-feira.

Segundo eles, esta pandemia lembra muito a do vírus H2N2 em 1957 --quando logo ficou claro que havia pouco que as autoridades pudessem fazer. Naquele ano, cerca de 25% da população norte-americana adoeceu. Sanitaristas estimam que, em todo o mundo, 2 milhões tenham morrido.

"Esforços para mitigá-la foram fúteis", disse Brooke Courtney, do Centro para a Biosegurança do Centro Médico da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos.

Autoridades federais norte-americanas devem anunciar nesta sexta-feira recomendações para a suspensão de aulas --medida já adotada pelo governo brasileiro. Normalmente cabe às delegacias locais e estaduais de ensino tomarem essa decisão, mas sob aconselhamento federal.

No auge da epidemia, em maio, mais de 700 escolas fecharam nos EUA, segundo o Departamento de Educação.

No México, onde a pandemia começou, as autoridades fecharam escolas e prédios públicos durante cerca de duas semanas em abril e maio, além de estimularem as empresas a suspenderem suas operações.

Apesar dos esforços globais, o vírus H1N1 continua circulando em todo o mundo. A exemplo da influenza de 1957, sua cepa já contaminou mais do que os vírus tradicionais na atual temporada de frio no hemisfério sul.

Em seu último boletim, na semana passada, a OMS (Organização Mundial da Saúde) relatou 162.230 casos confirmados e 1.154 mortes. Mas especialistas dizem que isso provavelmente reflete apenas uma fração do total.

Estudiosos preveem que a gripe deve recrudescer quando o outono chegar no hemisfério norte, e um terço da população mundial --cerca de 2 bilhões de pessoas-- acabará sendo afetado.

Os governos adotam diferentes abordagens no controle do vírus. Em julho, pesquisadores britânicos alertaram que o fechamento de escolas ao primeiro sinal de uma nova pandemia poderia adiar o agravamento da situação, dando tempo para que as autoridades se preparassem, mas isso não impediria a difusão da doença.

Em artigo na revista Biosecurity and Bioterrorism, Courtney e colegas seus disseram que o vírus H1N1 já parece estar disseminado demais para que possa ser contido.

"Em 1957, decidiu-se bastante cedo que os esforços para colocar as pessoas de quarentena ou isolá-las não seria eficaz", disse Courtney.

Como ocorreu neste ano, aquele vírus surgiu primeiramente na primavera do hemisfério norte. No outono, ele piorou. "A volta às aulas em setembro pareceu ser um importante fator no início da epidemia nas comunidades", disse.

"As escolas não fecharam com o propósito de tentar controlar a difusão da doença. Elas fecharam porque havia muitos professores, administradores ou alunos afastados", disse Courtney

Folha Online

 

6/8/2009 OMS alerta países que anteciparem uso da vacina contra gripe suína

da Efe, em Genebra

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aconselhou nesta quinta-feira aos países que planejam administrar rapidamente a vacina contra a gripe suína a suas populações que realizem uma vigilância "intensa" sobre a segurança dos pacientes e a eficácia da fórmula depois da vacinação.

A OMS considera imprescindível esta vigilância, já que vários países, entre eles os da Europa e os Estados Unidos, planejam aprovar a vacina contra este novo vírus em caráter de urgência --o que implica em suspender alguns testes clínicos.

Em documento divulgado nesta quinta-feira, o organismo adverte que "alguns efeitos colaterais que aparecem raramente nos testes clínicos podem se tornar mais evidentes quando um grande número de pessoas recebe uma vacina pandêmica".

"A pressão do tempo significa que os dados clínicos no momento em que a vacina pandêmica for administrada serão inevitavelmente limitados. Serão necessários mais testes sobre a segurança e a eficácia, depois que se tiver começado a administração da vacina", alertou a OMS.

A recomendação da OMS ocorre depois que organismos reguladores como a Agência de Remédios Europeia (Emea, em inglês) e países como os EUA, assim como vários laboratórios, anunciaram que planejam desenvolver e administrar a vacina a partir de setembro, antes da chegada do inverno no hemisfério norte, o que implicaria em reduzir o processo de provas e testes clínicos.

A OMS calculava, até agora, que uma vacina contra este novo vírus pandêmico só estaria pronta pelo menos em novembro, passando por todos os testes clínicos de rigor.

Em seu documento, a OMS detalha os prós e contras de acelerar a aprovação desta vacina, que alguns países da Europa planejam administrar de forma maciça ou a grande parte da população.

Por um lado, lembra que, durante as pandemias de 1957 e 1968, as vacinas chegaram tarde demais para ser usadas como um meio efetivo de mitigação durante as fases mais graves, e, na de 1918, quando não houve vacinas, cerca de 50 milhões de pessoas morreram.

Por isso, a OMS indica que, desde 2007, trabalhou com as agências reguladoras, responsáveis sanitários e produtores de vacinas pandêmicas para buscar formas de diminuir o tempo entre o surgimento do vírus e a produção de uma vacina "segura e efetiva".

No entanto, adverte que "assuntos relacionados à segurança surgirão inevitavelmente durante uma pandemia, quando a vacina for administrada em grande escala".

Por um lado, a OMS considera que as campanhas de vacinação maciças têm "a parte positiva que podem gerar dados significativos sobre segurança em poucas semanas".

Mas ressalta que "será vital que se compartilhe em nível internacional os dados de vigilância posteriores ao início das campanhas, para poder avaliar a relação risco-benefício e determinar se são necessárias mudanças na política de vacinação".

Folha Online

Mas ressalta que "será vital que se compartilhe em nível internacional os dados de vigilância posteriores ao início das campanhas, para poder avaliar a relação risco-benefício e determinar se são necessárias mudanças na política de vacinação".

Folha Online

 

6/8/2009 Gripe suína preocupa 36% dos brasileiros, diz pesquisa

Pesquisa realizada entre o final de junho e início de julho deste ano aponta que 36% dos brasileiros declaram-se preocupados em relação à pandemia causada pelo vírus Influenza A (H1N1), da gripe suína. Já 40% dos entrevistados acreditam que o País está preparado para enfrentar o problema.

O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira pelo Ibope Inteligência, em parceria com a rede global de pesquisas Worldwide Independent Network of Market Research (WIN). O Brasil foi um dos 19 países onde a pesquisa foi realizada. No total, foram ouvidas 18.558 pessoas, sendo 2 mil brasileiros.

O Brasil está entre os cinco países que mais se preocupam com a pandemia, mesmo assim, o Ibope considera baixo o índice de 36% de preocupação. O maior nível foi verificado na China, com 64% de pessoas que disseram estar preocupadas.

O nível de percepção do preparo do País em relação à doença também é considerado baixo. O mais alto deles, entre os países pesquisados, é da Suíça, onde 83% consideram que o país está preparado para combater a gripe suína.

No Brasil, o maior índice de preocupação, se analisado o perfil socioeconômico dos entrevistados, está entre os mais pobres. Nas classes D-E a preocupação chega a 42%, sendo reduzido na medida em que aumenta a classe socioeconômica: 37% na classe C e 27% na A-B.

Em termos regionais, a população do Nordeste se mostra mais preocupada do que as demais: 44%. No Norte, os preocupados somam 34%. Já as regiões Sul e Sudeste apresentam índice de preocupação de 36% e 31%, respectivamente.

No Brasil, as 2 mil entrevistas foram realizadas em todo o território nacional. Os demais países onde foi feita a pesquisa são Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Bolívia, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Holanda, Islândia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Suíça.

Terra

 

6/8/2009 Paraná suspende por 30 dias cirurgias eletivas devido à gripe suína

da Agência Brasil
da Folha Online

Todas as cirurgias eletivas (sem urgência) que necessitem de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) foram adiadas por 30 dias no Paraná. A medida, anunciada na noite desta quarta-feira pela Secretaria de Saúde do Estado, tem o objetivo de criar uma reserva técnica de leitos para pacientes com doenças respiratórias agudas graves, como a gripe suína --a chamada gripe A (H1N1).

De acordo com a superintendência de Gestão em Saúde, a determinação garante que mais leitos de UTI fiquem disponíveis para o caso de necessidade de internação de pacientes que apresentem insuficiência respiratória aguda grave e outras complicações.

De acordo com a secretaria, trata-se de medida preventiva, já que não há nenhum paciente com insuficiência respiratória aguardando leito de UTI atualmente.

Até esta quarta-feira, o Paraná registrava 25 mortes em decorrência da gripe suína. O Estado o terceiro em número de mortes, atrás apenas dos Estados de São Paulo, com 50 óbitos, e do Rio Grande do Sul, onde 29 pessoas morreram.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório.

Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).

Folha Online

 

6/8/2009 Flávio Arns propõe que Temporão seja chamado a explicar falta de Tamiflu

O senador Flávio Arns (PT-PR) pediu, nesta quarta-feira (5), que o quadro da gripe suína seja debatido de forma mais aberta para que a população saiba dos riscos reais que está correndo e se encontrem as melhores estratégias para lidar com o problema. Ele sugeriu que a Comissão de Assuntos Sociais convoque o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, para explicar como está a distribuição do remédio Tamiflu.

- Crianças, jovens e gestantes estão morrendo. Embora se diga que uma discussão aberta pode causar pânico, precisamos falar claramente sobre o assunto e despertar a preocupação para um problema grave - afirmou o parlamentar.

Flávio Arns observou que, pelos cálculos dos especialistas, o país deve estar com cerca de 30 mil casos da gripe. Só em Curitiba, está morrendo uma pessoa por dia.

Ao propor que sejam ouvidos sobre o assunto infectologistas de renomada competência, o senador lembrou que a pressão pela mudança do protocolo de atendimento levou o governo a liberar a prescrição do Tamiflu também por médicos da rede privada - com as devidas precauções para se evitar estoques ilegais do produto.

Continua, entretanto, sem uma determinação coerente o momento da aplicação do remédio, que não faz mais efeito 48 horas depois de instalado o quadro da gripe. O senador se disse favorável a que se aplique o remédio aos primeiros sintomas característicos da doença.

Flávio Arns disse que há vários aspectos não esclarecidos sobre a capacidade do país de fazer frente à epidemia da gripe suína. Um deles é o da quantidade exata e das condições do Tamiflu adquirido quando do surto de gripe aviária, em 2005.

Da Redação / Agência Senado)

 

6/8/2009 Gripe Suína: Ministério da Saúde divulga balanço conflitante

Flávio Dilascio, JB Online

RIO DE JANEIRO - Enquanto o Brasil já soma 129 óbitos por gripe suína, o Ministério da Saúde divulgou, no início da noite desta quarta-feira, um balanço defasado do número de mortes pela H1N1 no país. O órgão máximo da saúde brasileira levou em conta apenas os registros até o dia 1º de agosto, em que os números apontavam 96 óbitos.

Tal tentativa do governo de 'evitar o pânico' está sendo criticada com veemência pela classe médica brasileira. Para o infectologista Alex Botsaris, esta tentativa de amenização da pandemia prejudica uma melhor análise da doença.

- Acho que, desde o aparecimento da gripe suína, o Ministério da Saúde vem tentando minimizar o problema. Existe um lado compreensível, que é evitar muito pânico, mas tinham de ter em vista uma outra questão: uma informação mais precisa leva a um diagnóstico melhor da doença e a possível análise dos fatores que estão desencadeando em mortes - comenta o médico.

Ele lembra ainda que tal postura do Ministério pode vir a prejudicar a erradicação de futuras epidemias que venham a aparecer no Brasil

- O acompanhamento dos dados é importante não só para tratar dessa doença, como para cuidar de futuras novas moléstias. Imagine se surgir uma epidemia de gripe aviária, com uma forma mais letal. Certamente teríamos dificuldade em combatê-la - afirma.

Botsaris destaca também a precariedade do sistema de saúde brasileiro que, ao seu ver, não consegue chegar à boa parte da população, fazendo com que muitos casos de gripe suína não cheguem ao conhecimento das autoridades.

- Não existe um esforço do Ministério da Saúde para mandar agentes para descobrir e tratar novos casos de gripe suína. Certamente, se houver um empenho maior, será possível descobrir um número de casos e óbitos mais próximo do real - conclui.

Percentuais

Ao divulgar os dados, o Ministério fez uma análise dos casos confirmados até o dia 1º de agosto, chegando à conclusão que a grande maioria (71,5%) apresentou sintomas leves, num total de 2.115 pessoas. Os restantes 28,5% (844) apresentaram febre, tosse e dificuldade respiratória. Desse total, 55,6% foram de mulheres. Foram ainda 844 casos graves da doença.

Segundo o ministério, gestação e doenças cardíacas e neurológicas são os principais fatores de risco para óbito. Nos casos graves com pessoas com pelo menos um fator de risco, a letalidade foi de 23,5%, enquanto que nos pacientes sem nenhum fator de risco a letalidade foi de 8,9%.

JB Online

 

4/8/2009 Para ministro, é um "disparate" adiar aulas por causa da gripe suína

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse ontem (3) considerar um "disparate" alunos sadios terem o início das aulas adiado por conta da gripe suína. Segundo ele, a recomendação do ministério é que devem ficar em casa apenas as crianças e funcionários com sintomas como febre e tosse.

"Quem não tem sintoma não tem que ficar em casa. Seria um disparate total", disse ontem em evento no Rio. Os governos de São Paulo, Rio, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas prorrogaram as férias escolares.

A decisão foi tomada após o próprio ministério divulgar nota, na semana passada, em que transferia aos Estados a decisão de adiar ou não o início das aulas como estratégia para conter a disseminação do vírus.

Em vários Estados, as aulas foram adiadas para o dia 17. O secretário da Saúde de SP, Luiz Roberto Barradas Barata, argumentou que, a partir desta data, a temperatura estará mais amena e já terá passado o prazo que costuma durar uma epidemia de gripe (cerca de oito semanas). Ele não comentou a declaração do ministro.

O secretário da Saúde do Rio Grande do Sul, Osmar Terra, afirmou que as aulas foram adiadas com base na opinião de um comitê de especialistas. Já o governador Aécio Neves (Minas) diz que "foi uma medida preventiva" e que o Estado está "atento, mas não alarmado".

Exagero

Além da rede pública, várias escolas particulares e universidades também prorrogaram as férias. Eitan Berezin, presidente do departamento científico de infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, acha que houve um certo exagero. "Até os adolescentes do ensino médio poderiam ter aulas", diz.

Berezin, porém, diz que a recomendação em relação às crianças é válida. "É uma medida importante para creches e escolas com crianças menores, porque elas se beijam e abraçam mais, têm mais contato."

O infectologista David Uip, diretor do Instituto Emílio Ribas, participou da reunião em SP que definiu pelo adiamento das aulas. Segundo ele, a decisão foi acertada, já que dados recentes mostram que a transmissão do vírus por crianças é o dobro da por adultos.

Esper Kallas, infectologista da USP, diz que o efeito da medida será pequeno, já que existem outras formas de aglomeração, como cinema e shopping, que não são evitadas.

Mas, em São Paulo, algumas das escolas que decidiram não suspender as aulas enfrentaram a resistência de pais.

Na  Agostiniano Mendel (zona leste de SP), pais foram à diretoria pedir a suspensão das atividades, que recomeçaram ontem. Os alunos foram informados que, nesta semana, haverá revisão de conteúdo, com presença obrigatória. Procurada, a escola não se manifestou.

No Liceu Pasteur (zona sul), os alunos afirmam que metade dos estudantes faltou, já que a presença não é obrigatória. "Liguei para a escola para saber se vão se responsabilizar se algum aluno ficar doente", diz a acupunturista Leila de Castro, 39, mãe de Giovanna, 15.

Temporão criticou previsões de expansão da doença. "Existem os futurólogos do caos que escrevem um monte de besteira. Saiu na imprensa que nós teríamos milhões de casos, [projeção] em cima do modelo matemático feito para um vírus diferente de uma doença que não existiu. Chega a ser patético."

Folha Online

 

4/8/2009 Campinas (SP) confirma sexta morte por gripe suína na cidade

A Secretaria de Saúde de Campinas (93 km de São Paulo) confirmou nesta terça-feira mais uma morte causada pela gripe suína --a gripe A (H1N1). Com isso, aumentam para seis os óbitos em decorrência da doença na cidade.

De acordo com a secretaria, a última morte confirmada foi de uma mulher de 63 anos, ocorrida no dia 29 de julho. Em toda a cidade, já foram confirmados 102 casos da doença. Dentre as mortes, cinco foram de mulheres e uma de um homem de 35 anos.

Ontem (3), foram confirmadas novas mortes causadas pela gripe também nos municípios de Cotia (Grande São Paulo) e de Itaí (287 km de SP). Embora os municípios tenham divulgado novas mortes, os casos ainda não foram contabilizados pela Secretaria de Saúde de São Paulo, que apontava 37 mortes no último balanço, divulgado na última sexta-feira (31).

O Estado de São Paulo tem o maior número de mortes confirmadas no país. No país, passa de 90 o número de mortes causadas pela doença, de acordo com o Ministério da Saúde e as Secretarias Estaduais da Saúde.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório.

Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).

Folha Online

 

4/8/2009 Fipe: gripe suína chegou à inflação

SÃO PAULO - A Influenza A (H1N1), a chamada gripe suína, parece ter chegado à inflação. É o que avalia o coordenador da Pesquisa de Preços da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Antonio Evaldo Comune. Segundo ele, o item Viagem (Excursão) representou a segunda maior queda do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com uma variação negativa de 2,30%, o que significou uma contribuição negativa de 5,65% para o indicador de 0,33% em julho na capital paulista.

De acordo com Comune, a inflação teria sido 5% maior do que o índice divulgado hoje, se não fossem os cancelamentos de viagens e excursões. Segundo ele, o maior número de cancelamentos deste serviço tinha como destino as Serras Gaúchas, no Rio Grande do Sul, Estado brasileiro que vem registrando vários casos da nova gripe.


Em decorrência dos cancelamentos, o item Despesas Pessoais fechou o mês passado com uma variação de 0,01%, ante uma alta de 0,21% registrada em junho. Também contribuíram para a desaceleração do grupo a queda de 0,21% no subgrupo Fumos e Bebidas. Neste caso, já havia sido registrada uma baixa de 0,15% para o segmento em junho.
estadão.com.br

 

4/8/2009 SP tem mais duas mortes por gripe suína confirmadas em Cotia e Itaí

Publicada em 04/08/2009 às 11h28m

SÃO PAULO - Mais duas cidades paulistas confirmaram nesta terça-feira mortes em decorrência da gripe suína: Cotia, na Grande São Paulo, e Itaí, na região de Itapetininga. Em Itaí, a vítima é uma funcionária pública de 46 anos. Segundo o coordenador municipal de saúde do município, Nelson Nardocci, ela fez a primeira consulta no dia 19 de julho, voltou ao médico no dia 20 e no dia 21 foi internada na Santa Casa da cidade com sintomas da gripe A. A transferência para o Hospital das Clínicas da Unesp de Botucatu foi feita no dia 22 de julho e no dia seguinte ela morreu de insuficiência respiratória provocada por pneumonia.

Nardocci afirmou que ela não foi medicada com Tamiflu durante o período em que foi atendida na cidade. Ele explicou que Itaí não tem o medicamento disponível, pois apenas os hospitais de referência receberam o Tamiflu para tratamento da gripe A. A expectativa é que a distribuição do remédio seja descentralizada na região a partir desta terça-feira. Mesmo assim, apenas as pessoas com fatores de risco devem ser tratadas com o antiviral.

A moradora de Itaí tinha hipertensão, era obesa e não havia feito viagens. A cidade teve outros 5 pacientes com sintomas da gripe suína, mas o tratamento evoluiu bem e não foram feitos exames laboratoriais para detectar a doença.

Em Cotia, a primeira vítima fatal da doença na cidade é um homem de 30 anos, que estava internado há 15 dias e o quadro também evoluiu para pneumonia. A Secretaria Municipal de Saúde de Cotia considera que o paciente pertencia ao grupo de risco porque era fumante. O município tem 12 casos confirmados da doença e outros 32 aguardam resultados de exames laboratoriais.

O estado de São Paulo registrou quatro mortes pela nova gripe entre sexta e segunda-feira nas cidades de Campinas, Bauru, Valinhos e Amparo. O último balanço oficial de mortes no estado foi divulgado na sexta-feira e indicava 37 mortes. Novos números só serão divulgados na próxima sexta.

Em São José do Rio Preto, noroeste paulista, estão internadas onze pessoas, três delas em estado grave. Os casos considerados graves são de um homem de 26 anos, morador de Araçatuba, um bebê de nove meses, de Mirassol, e uma criança de um ano, moradora da própria cidade.

O GLOBO

 

4/8/2009 Valinhos (SP) revê informação e diz que morto por gripe suína não esteve na Argentina

A Prefeitura de Valinhos (85 km de São Paulo) informou na manhã desta terça-feira que o rapaz de 30 anos que morreu na cidade no último dia 26 em consequência da gripe suína não esteve na Argentina. Ontem, ao confirmar a morte --a segunda na cidade--, a administração municipal havia afirmado que ele começou a apresentar os sintomas da doença após retornar do país vizinho.

Nesta terça, em nota, a prefeitura informou que houve um equívoco e que "não há registro de que ele tenha saído do país".

No total, a cidade tem 13 casos confirmados de gripe suína --influenza A (H1N1)--, com duas mortes. Outros 11 casos deram negativo para a doença e 11 ainda aguardam resultado de exames.

Outras mortes

Na segunda-feira (3), outras duas cidades de São Paulo confirmaram mortes em decorrência da nova gripe. Elas ocorreram em Cotia (Grande São Paulo) e em Itaí (287 km de SP)

Embora os municípios tenham divulgado novas mortes, os casos ainda não foram contabilizados pela Secretaria de Saúde de São Paulo, que apontava 37 óbitos no último balanço, divulgado na última sexta-feira (31). O Estado tem o maior número de mortes confirmadas no país.

No país, passa de 90 o número de mortes causadas pela gripe suína, de acordo com o Ministério da Saúde e as Secretarias Estaduais da Saúde.

Folha Online