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CLIPPING - AGOSTO/09 |
| clipping: próximo |
| 31/8/2009 | OMS se diz preocupada com a rapidez da nova gripe |
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A
Organização Mundial da Saúde (OMS) está preocupada com o alto número
de jovens adultos que não sobrevivem ao vírus da Influenza A (H1N1),
popularmente conhecida como gripe suína, e aponta que a taxa de disseminação
da nova gripe é quatro vezes superior à das sazonais. As afirmações são
da diretora da OMS, Margaret Chan, em entrevista publicada neste fim de
semana no jornal francês "Le Monde". "O vírus viaja em
uma rapidez inacreditável, quase jamais vista", diz. Segundo
ela, 30% da população de países com alta taxa de urbanização devem
ser afetados e 40% dos mortos são jovens adultos. "Mais da metade
das mortes ocorreram com pessoas com algum problema de saúde. Mas isso
significa que 40% tinham boas condições", afirma. "Isso é o
mais preocupante." A
potência do vírus em se propagar também chama a atenção. "Em
seis semanas, ele viaja uma distância que outros levariam seis
meses", conta. A OMS já indicou que a Influenza A é predominante no
mundo entre os vírus da gripe. Chan também está preocupada com o fato
de que o número elevado de casos em alguns países vem sobrecarregando o
sistema de saúde público - o que pode levar à redução de recursos
para outras doenças. "Não podemos roubar Pedro para pagar
Paulo." Vítimas
fatais Na
última conta publicada pela OMS, 2,1 mil pessoas haviam morrido da gripe.
Mais de 209 mil casos de infecções foram registrados. Para Chan, ainda
levará meses antes que uma vacina chegue à população carente. Segundo
ela, a capacidade de produção de vacinas no mundo será de 900 milhões
de doses por ano para uma população mundial de 6,8 bilhões. A OMS
alerta para o fato de que o número de casos da gripe suína deve voltar a
crescer de forma importante na Europa e Estados Unidos a partir de
outubro, quando temperaturas mais baixas chegarão a essas regiões do
mundo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. |
| 31/8/2009 | Gripe suína causará prejuízos de US$ 1,4 bilhões à Espanha |
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colaboração
para a Folha Online A
propagação da gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1)-- custará
às empresas da Espanha cerca de 1 bilhão de euros (US$ 1,4 bilhões),
segundo um estudo feito pelo grupo de trabalho suíço Adecco, publicado
nesta segunda-feira. "Levando
em conta os custos trabalhistas computados durante o processo de falta de
um trabalhador [basicamente benefícios e contribuições] e a duração
provável dos recessos [sete dias], o custo aproximado para as empresas
será de cerca de 1 bilhão de euros", diz o estudo. O
Adecco se baseia em uma hipótese, segundo a qual perto de 12% dos
trabalhadores do países serão infectados pelo vírus da doença. "A
previsão de 50% de faltas [de funcionários] feita por outras fontes é
excessivo e provocaria uma situação de caos no mundo empresarial, com
consequências incalculáveis", afirma o relatório, que no entanto,
afirma que "há muitas incógnitas a serem resolvidas para
dimensionar seu impacto [da gripe suína]". Em
28 de agosto, a OMS (Organização Mundial da Saúde) havia estimado que a
gripe A, a primeira pandemia do século 21, já afetou cerca de 210 mil
pessoas e causou 2.200 mortes. O
número de mortes pela doença na Espanha chegou a 21, e entre 16 e 22 de
agosto foram registrados 15.112 novos casos no país, segundo o último
balanço do Ministério da Saúde espanhol. Sintomas A
gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A,
chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas
semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de
cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos
olhos e fluxo nasal. Para
diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada
nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada
espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os
antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são
eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e deram
resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças
dos Estados Unidos).(Folha Online) |
| 31/8/2009 | Torre Eiffel compra máscaras e álcool para evitar a gripe suína |
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colaboração
para a Folha Online A
Torre Eiffel, em Paris, o monumento pago mais visitado do mundo, comprará
milhares de máscaras e soluções hidroalcoólicas para que seus funcionários
se protejam de um possível surto de gripe suína --como é chamada a
gripe A (H1N1)-- na França. A informação foi divulgada nesta
segunda-feira pelo jornal "Le Parisien". O
ponto turístico, que a cada ano recebe cerca de 7 milhões de visitantes
do mundo todo, é, exatamente por este motivo, um dos locais do país mais
expostos a eventuais contaminações pela doença. Pensando
nisso, os administradores da torre decidiram implementar uma série de
medidas preventivas, segundo o "Le Parisien". No
começo do mês, um caso suspeito de gripe A foi detectado entre os
funcionários da Torre Eiffel. Na ocasião, os funcionários do monumento
foram orientados a evitar o contato físico direto com os visitantes. No
entanto, segundo os administradores, ninguém precisa ficar paranoico, já
que o número de visitas ao ponto turístico está aumentando, depois de
ter caído 10% no primeiro semestre. "Não
temos nenhuma razão para entrar em pânico. Não é necessário negar a
existência de um certo risco, mas mostrar zelo demais também seria
prejudicial", destacou Jean-Bernard Bros, presidente da empresa que
explora a torre. Um
eventual fechamento do monumento, no entanto, não está descartado. Mas
esta decisão ficará a cargo da Prefeitura de Paris, ressaltou o "Le
Parisien". Além
da Torre Eiffel, segundo a publicação, o Museu do Louvre, o Centro
Pompidou, o Museu de Orsay e todas as pinacotecas da rede de museus da
França adotarão medidas para garantir a oferta de serviços mínimos
caso o nível de alerta pela doença seja elevado a 6. Na
última sexta-feira, a OMS (Organização Mundial da Saúde) havia
estimado que a gripe A, a primeira pandemia do século 21, já afetou
cerca de 210 mil pessoas e causou 2.200 mortes.(Folha
Online) |
| 31/8/2009 | Com gripe suína, Uribe governará pela internet |
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Presidente vai administrar o governo pelo seu BlackBerry; sintomas
apareceram após encontro da Unasul Reuters Uribe acompanha Cristina Kirchner durante a cúpula da Unasul, em
Bariloche BOGOTÁ - O presidente colombiano, Álvaro Uribe, cumprirá
seus compromissos de governo via internet pelo menos até a próxima terça-feira,
já que ele se recupera da gripe suína (H1N1), diagnosticada após a
reunião da União das Nações Sul-Americanas (Unasul). Segundo a
imprensa local, o mandatário deverá resolver parte dos assuntos internos
se comunicando por meio da internet, de seu BlackBerry, e do telefone fixo
de seu gabinete no Palácio de Nariño (sede da presidência), onde está
de repouso. Caso sinta-se disposto fisicamente, Uribe poderá participar ainda
de eventos e reuniões por meio de videoconferências, a fim de evitar que
outros funcionários do Executivo do país corram riscos de serem
contaminados. De acordo com a Presidência, Uribe foi examinado na
sexta-feira passada, assim que apresentou sintomas da doença durante a
viagem de volta à Colômbia, após o encontro da Unasul, realizado em
Bariloche, na Argentina. Em decorrência disto, o governo colombiano enviou uma mensagem aos
outros 11 líderes que participaram do evento, para que estes "tomem
as medidas correspondentes". O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
estava entre os chefes de Governo presentes no encontro. A reunião, realizada em caráter de urgência, tinha como objetivo
discutir o acordo militar entre Estados Unidos e Colômbia, que permitirá
o envio de até 1.400 efetivos norte-americanos a bases colombianas.
Contudo, terminou sem um consenso e o tema passará a ser analisado pelo
Conselho Sul-Americano de Defesa. Uribe é o segundo chefe de governo a registrar o vírus da gripe
A. Antes, a Costa Rica confirmou que o presidente Oscar Arias estava com a
doença. O costa-riquenho já se recuperou. O presidente equatoriano,
Rafael Correa, chegou a ficar em observação por alguns dias e viajou a
Cuba para realizar uma bateria de exames, a convite do governo da ilha. Três
dos funcionários da presidência do Equador foram contagiados. |
| 31/8/2009 | Itália decide não adiar volta às aulas por causa da gripe suína |
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Agência
ANSA ROMA
- A Federação Italiana de Pediatras (FIP) informou hoje que não adiará
a volta às aulas para enfrentar a difusão da gripe suína, seguindo as
orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo
informou o presidente da entidade, Giuseppe Mele, o órgão compartilha
das recomendações da OMS, que nunca pediu para adiar o retorno às
aulas, medida considerada de pouco ou nenhum efeito. Os italianos retornam
das férias no mês de setembro e a FIP considera apenas o eventual
fechamento de uma ou mais instituições de ensino. O
país também já se prepara para as estações de outono e inverno,
quando deve registrar um grande número de casos suspeitos de gripe. -
Estamos treinados para as emergências, mas não nego que para algumas
regiões, principalmente aquelas afetadas pela crise econômica, a
pandemia representa um agravante - informou Cinzia Barletta, representante
de uma sociedade médica. Para
a especialista, os maiores riscos estão "nas regiões como Campania,
Lazio, Molise e Ligúria, onde há dificuldades para se obter balanços".
Segundo
último relatório da OMS, a nova gripe já causou a morte de mais de duas
mil pessoas. Na Itália, a campanha de vacinação contra o novo vírus
deve começar no mês de outubro. O programa será realizado em duas
etapas, ainda sem datas exatas.
(Jornal do Brasil) |
| 28/8/2009 | Gripe suína atinge mais de 209 mil pessoas; metade está nas Américas |
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da Folha Online Mais
de 209 mil pessoas em todo o mundo já foram contaminadas pela gripe suína
--como é chamada a gripe A (H1N1)--, conforme o novo balanço divulgado
nesta sexta-feira pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Mais da
metade desses casos confirmados da nova doença estão concentrado nas Américas.
O continente menos atingido pela pandemia é a África, com menos de 2% do
total de casos. Em
relação às mortes, houve ao menos 2.185, o que representa 1% do total
de contágios. Nas Américas, presumivelmente, estão a maioria das
mortes, 85% do total. Segundo
a OMS, no hemisfério sul, a maior parte dos países "parece ter
passado o pico de atividade de influenza" e retornado "para níveis
básicos". A organização cita como exemplos Chile, Argentina, Nova
Zelândia e Austrália, porém, segundo o Ministério de Saúde, também
é esta a situação do Brasil. Conforme
dados divulgados nesta quarta-feira (26) pelo ministério, foram
identificados 1.578 doentes graves na primeira semana de agosto, 826 na
segunda e 273 na semana passada. Desde que a gripe suína foi
identificada, o Brasil registrou mais de 5.200 casos da doença e 557
mortes, conforme o governo --o número deve chegar a 576, segundo governo
estaduais. O
próprio balanço da OMS, no entanto, aponta que, em algumas regiões,
ainda existe um alto nível de atividade do vírus. É o caso da África
do Sul e da Bolívia. Na
última semana, mais três países --Camarões, Madagascar e Moçambique--
entraram nas estatísticas ao confirmarem seus primeiros casos de gripe suína.
Sintomas A
gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A,
chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas
semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de
cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos
olhos e fluxo nasal. Para
diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada
nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada
espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os
antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são
eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e deram
resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças
dos Estados Unidos)(Folha Online) |
| 28/8/2009 | Nicarágua declara emergência por causa da gripe suína |
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AE-AP - Agencia
Estado MANÁGUA - O
governo da Nicarágua declarou emergência sanitária de 60 dias por causa
do aumento do número de casos de gripe suína e das mortes relacionadas
à doença no país. O ministro da Saúde, Guillermo González, disse à
emissora Radio Ya que a medida foi decretada após o número de casos
subir para 840 em agosto e de registrar da morte de quatro mulheres. |
| 28/8/2009 | SinMed e Defensoria da União fiscalizam internação de pacientes com gripe suína |
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RIO - A Defensoria Pública da União e o Sindicato
dos Médicos do Rio vão fiscalizar o cumprimento da liminar da Justiça
Federal relativa aos leitos de UTI destinados para a epidemia de gripe suína.
Quem quiser fazer denúncias, poderá utilizar os telefones 2220-1746
(Defensoria) e 2220-5596 (SinMed). Se for constatada a necessidade de se
internar em leito de UTI um paciente da nova gripe, mesmo que inexista
leito regular disponível na rede pública de saúde, o Sistema Único de
Saúde (União Federal, Estado do Rio e prefeitura) deverá promover a
internação do paciente em UTI, no prazo máximo de 24 horas, conforme
determinação da 5ª Vara Federal Cível da Capital. A multa diária para
o descumprimento de decisão é de mil reais por paciente. O defensor
federal André Ordacgy informou que cópias da decisão liminar serão
afixadas em cada unidade hospitalar para que o paciente esteja devidamente
informado dos seus direitos.(O GLOBO) |
| 28/8/2009 | Nicarágua declara emergência por causa da gripe suína |
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AE-AP - Agencia
Estado MANÁGUA - O
governo da Nicarágua declarou emergência sanitária de 60 dias por causa
do aumento do número de casos de gripe suína e das mortes relacionadas
à doença no país. O ministro da Saúde, Guillermo González, disse à
emissora Radio Ya que a medida foi decretada após o número de casos
subir para 840 em agosto e de registrar da morte de quatro mulheres. |
| 28/8/2009 | Gripe suína: Cabral estende licença a grávidas |
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RIO - Por causa da gripe suína, o governador Sérgio
Cabral estendeu até 11 de setembro a licença para servidoras grávidas
do estado. Mesmo observando a redução de casos em gestantes, a
Secretaria estadual de Saúde considerou necessário o cuidado preventivo.
Para obter a licença, as grávidas devem apresentar um requerimento ao órgão
a que faz parte. (O GLOBO) |
| 28/8/2009 | Dois terços dos americanos querem tomar vacina contra gripe suína |
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da Reuters, em Washington Mais
de 90% dos norte-americanos pretendem fazer algo para se proteger da
pandemia da gripe suína --a chamada gripe A (H1N1)-- e mais de 60%
pretendem se vacinar, segundo uma pesquisa da Cruz Vermelha Americana,
divulgada na quinta-feira. Só
11% dos entrevistados se dizem muito preocupados com a nova gripe suína,
e outros 29% se dizem moderadamente preocupados. O resto --cerca de 60%--
diz não estar preocupado. Mas quase todos pretendem fazer algo, mesmo que
seja apenas usar lenços de papel ou lavar as mãos com mais frequência,
disse a pesquisa feita com 1.002 adultos. A
Corporação Caravan de Pesquisas de Opinião fez a pesquisa telefônica
para a Cruz Vermelha em julho. A margem de erro é de cerca de 3 pontos
percentuais. A
nova cepa da gripe suína está se espalhando pelo mundo e se manifestou
em todo o território dos EUA durante o verão no hemisfério norte --algo
que não acontece com a gripe sazonal comum. Sanitaristas preveem que a
doença se tornará ainda mais comum quando o clima esfriar e as férias
escolares terminarem. Médicos
e cientistas concordam que há pouco a fazer para conter o vírus, embora
os laboratórios se apressem em preparar vacinas para uma imunização em
massa. Thomas Frieden, diretor do Centro de Prevenção e Controle de Doenças,
disse nesta semana que a vacinação não poderá começar antes de meados
de outubro. Enquanto
isso, as autoridades orientam a população a se proteger mantendo as mãos
limpas, cobrindo tosses e espirros e permanecendo em casa quando estiverem
doentes. Elas
também recomendam as pessoas que se preparem para ficar até duas semanas
em casa para cuidar de filhos e parentes doentes, ou caso a gripe se
agrave e haja necessidade de interditar escolas, locais de trabalho e
ambientes de reunião pública. A
pesquisa mostrou que há menos pessoas preparadas para tal contingência.
Apenas 46% disseram estar estocando comida, água e remédios que seriam
necessários para a quarentena de duas semanas. E
39% dos pais dizem que não receberam orientações de escolas e creches
sobre as precauções. Apenas 29% pretendem evitar aglomerações. "Embora
a maioria dos norte-americanos não esteja muito preocupada com o vírus,
eles parecem interessados em tomar medidas para proteger a si e sua família",
disse Scott Conner, vice-presidente sênior da Cruz Vermelha Americana.
(FOLHA ONLINE) |
| 28/8/2009 | Espanha prevê vacinação contra gripe suína entre outubro e novembro |
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da
Folha Online A
vacina para a gripe suína --a chamada gripe A (H1N1)-- na Espanha só
estará disponível entre o final de outubro e o começo de novembro,
disse a ministra da Saúde do país, Trinidad Jiménez, nesta
quinta-feira. Ela acrescentou que, embora a Espanha tenha adquirido doses
para 40% da população, os grupos de risco que serão imunizados aumentarão
apenas "se houver consenso" entre todas as comunidades autônomas
do país. A
ministra deu as declarações após visitar o Centro Militar e de Farmácia
da Defesa, onde estão sendo produzidas antivirais da gripe suína. Jiménez
explicou que o ritmo de contágio pelo vírus da gripe suína praticamente
se manteve. Segundo a última recontagem no país, na semana entre 16 e 22
de agosto ocorreram 15.112 casos da gripe, contra 15.013 na semana
imediatamente anterior. Segundo
a ministra, 26 pessoas seguem internadas em estado grave por causa da
gripe suína, que já matou 17 no país. Jiménez
afirmou que a Espanha conta com antivirais em quantidade suficiente para
tratar todos os casos da gripe suína que são suscetíveis de tratamento.
Segundo ela, existem 10 milhões de tratamentos completos com Tamiflu ou
Relenza nas mãos das comunidades autônomas ou do Ministério da Saúde.
Além disso, mais 5,4 milhões de antivirais comprados pela Espanha em
julho estão próximos de serem entregues. Esses
10 milhões de tratamentos completos foram adquiridos entre 2006 e 2007
pela Espanha, em função da ameaça da gripe aviária que atingia o mundo
na ocasião. Destes, 2 milhões já foram encapsulados e postos em uso.
500 mil fazem parte de uma reserva estratégica do Ministério da Saúde,
e o restante foram repartidas entre as comunidades autônomas.(Folha
Online) |
| 28/8/2009 | Número de mortes por gripe suína na Espanha chega a 18 |
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colaboração
para a Folha Online Um
homem de 32 anos com obesidade mórbida morreu nesta quinta-feira em
Barcelona, na Espanha, tornando-se a 18ª morte causada pela gripe suína
--como é chamada a gripe A (H1N1) no país. O
Departamento de Saúde da região da Catalunha confirmou, em comunicado,
que o homem, internado na UTI de um hospital de Barcelona desde 23 de
junho, morreu devido a uma insuficiência respiratória. Com
esta morte, já são duas as mortes causadas pela nova gripe na Catalunha.
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| 28/8/2009 | Paraná confirma mais 19 mortes por gripe suína no Estado; total chega a 576 |
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da
Folha Online A
Secretaria de Saúde do Paraná confirmou na quarta-feira mais 19 mortes
por gripe suína --a gripe A (H1N1). Com os dados, sobe para 170 o total
de óbitos no Estado e para 576 no país. Segundo
a secretaria, a região de Curitiba concentra o maior número de mortes,
com 63 confirmadas, seguida por Foz do Iguaçu e Cascavel. Até
quarta-feira (26), o Estado registrava 3.073 casos da nova gripe. Outros
1.583 casos suspeitos foram descartados. Apesar
da confirmação, as novas mortes ainda não foram contabilizadas no balanço
do Ministério da Saúde, que aponta 151 mortes em decorrência da nova
gripe no Estado do Paraná. Segundo
dados do Ministério, São Paulo é o Estado com o maior número de mortes
no país em decorrência da gripe A (H1N1), com 223 óbitos confirmados,
seguido pelo Paraná, com 170, agora. Em
seguida, estão: Rio Grande do Sul (98), Rio de Janeiro (55), Santa
Catarina (11), Minas (8), Distrito Federal (2), Paraíba (2), Bahia (2),
Mato Grosso do Sul (1), Pernambuco (1), Rondônia (1), Pará (1) e Rio
Grande do Norte (1). Os
dados do Ministério da Saúde são parciais. Dados atualizados de
secretarias estaduais da Saúde apontam maior número de mortes em alguns
locais, como em Santa Catarina, que aponta 12 morte, e Minas, com 14. As
secretarias do Amazonas (2) e do Acre (1), por exemplo, também
confirmaram mortes.(Folha Online) |
| 28/8/2009 | Gripe suína: Temporão constesta cálculo do indicador de mortes |
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Portal
Terra BRASÍLIA
- O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse hoje (27) que lamenta
o número de mortes registradas no país por influenza A (H1N1) gripe suína,
mas admitiu que o ministério já previa que isso aconteceria. "Estamos
no Hemisfério Sul em pleno período de frio. A situação, com certeza,
vai mudar bastante", disse, Temporão em entrevista coletiva. Ele
condenou a forma de cálculo de mortos pela doença, que leva em consideração
o número absoluto e desconsidera a proporção com a população. Para
ele, "não é um indicador razoável". O cálculo correto
considera o número de mortes por grupos de 100 mil habitantes. "É
muito precoce para fazermos análises quantitativas. Estamos no início de
uma pandemia que atingiu o mundo inteiro e em um período muito
curto." Temporão
lembrou a autorização do governo para a liberação de um crédito
extraordinário no valor de R$
2 bilhões para o enfrentamento da doença. Segundo ele, o país vai fazer
uma licitação internacional para comprar vacinas em quantidade superior
à capacidade de produção do Instituto Butantan. O
ministro acredita que os recursos serão liberados rapidamente.
"Pedimos recursos olhando o problema da doença como um todo, desde a
prevenção à capacitação, para estarmos preparados para uma eventual
chegada de uma segunda onda da doença", disse. Sobre
o monitoramento de pacientes que estão usando o medicamento Tamiflu, ele
afirmou que, por se tratar de uma doença nova, é preciso desenvolver
estudos com base em aspectos clínicos e na eficácia do remédio.
"Como o microorganismo não existia, um medicamento que foi
desenvolvido para enfrentar outra doença gripe aviária está sendo
usado", afirmou. (TERRA) |
| 28/8/2009 | Com redução de casos de gripe suína, Osasco (SP) desativa tendas de triagem |
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da
Folha Online A
Secretaria de Saúde de Osasco (Grande São Paulo) informou que vai
desativar a partir da noite de sexta-feira (28) as barracas de triagem de
pacientes com suspeita de gripe suína --gripe A (H1N1)-- montadas nos
prontos-socorros do Jardim Helena Maria e do Jardim Santo Antônio, além
da tenda montada no calçadão da rua Antônio Agu. Segundo
a secretaria, a decisão de desativar os centros de triagem acontece
devido à "diminuição da procura por atendimento de pessoas com
sintomas de gripe". As barracas começaram a funcionar no dia 24 de
julho. Ainda
de acordo com a secretaria, a tenda do Jardim Helena Maria chegou a
atender 45 pessoas em um único dia, no mês de julho. Esse número
reduziu gradativamente durante o mês de agosto e chegou a ser de 27 na última
terça-feira. Já na unidade do Jardim Santo Antônio, os atendimentos que
eram de 57 pessoas no dia 25 de julho, passaram a ser de 22, nesta semana.
"Com
a redução, estas unidades retornam as atividades de atendimento normal e
com as mesmas medidas de prevenção à gripe das demais unidades de saúde",
afirmou o diretor de atendimento secundário da Secretaria da Saúde,
Ewandro Ruck. Até
esta quinta-feira a Secretaria de Saúde do município tinha registrados
sete morte em decorrência da gripe suína. No total, foram confirmados
481 casos da doença, sendo que 34 permanecem em monitoramento. |
| 28/8/2009 | Temporão diz que Brasil se prepara para "nova onda" da "gripe suína" |
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A
pasta promete investir em capacitação profissional, pesquisas, aumento
de leitos, compra de equipamentos e de material para diagnóstico do vírus
H1N1. O
ministro indicou que com a liberação de R$ 2,1 bilhões do governo
federal até setembro para o combate à nova gripe serão comprados mais
de 70 milhões de doses de vacina e mais de 10 milhões de kit de
tratamentos. “Faremos uma licitação internacional para que o
Brasil possa ter um estoque confortável”, promete Temporão. Nesta
quarta-feira (26/08), o ministério confirmou que, até o dia 22 de
agosto, o país registrou 557 óbitos, que faz o Brasil estar em primeiro
lugar no mundo, em número absoluto de mortes. O ministro, no entanto,
voltou a defender que a análise deve ser feita comparando ao total da
população, o que o deixa na posição de número sete em relação aos
demais países do mundo. Sobre
a determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
de monitorar os usuários do Tamiflu, Temporão alegou que o procedimento
é de praxe e que é comum que se verifique os efeitos colaterais e
eficiência do medicamento. (Ùltimo
Segundo) |
| 28/8/2009 | Países da UE encaram gripe suína com diferentes planos de vacinação |
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da
Efe, em Bruxelas Os
países da União Europeia (UE) se preparam para combater a expansão da
gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1)-- no outono (primavera no
Brasil) com diferentes planos de vacinação, que preveem imunizar
parcelas da população que vão desde o 100% no Reino Unido até 30% em
Portugal, apesar das tentativas de harmonizar as ações contra o novo vírus
na região. A
OMS (Organização Mundial da Saúde) advertiu que o pior da pandemia
ainda pode estar por vir e chamou à comunidade internacional a
preparar-se para uma segunda onda do vírus nos próximos meses. Embora
os 27 países chegarem a um acordo esta semana sobre as linhas gerais de
orientação perante um possível agravamento da pandemia, cada país
planeja vacinar quantidades diferentes da população em função de sua
política sanitária nacional e de suas possibilidades econômicas. Na
primeira fase da vacinação, que se terá início quando o novo fármaco
estiver disponível, a partir de meados de setembro segundo a OMS, os países
da UE darão prioridade a três grupos de população: os doentes crônicos,
as mulheres grávidas e os agentes sanitários. Estes
critérios comuns servem de orientação mas não são obrigatórios,
levando em conta que não haverá vacinas suficientes para que todos os países
imunizem simultaneamente a porcentagem da população que achem necessário.
Após
a primeira fase, cada país continuará utilizando as vacinas segundo seus
planos nacionais. A
França, com 94 milhões de dose compradas, é o país que mais vacinas
reservou até o momento e planeja imunizar toda sua população, da mesma
forma que o Reino Unido --o país europeu mais castigado pelo novo vírus--,
que encomendou 90 milhões de dose. Os
países acham que serão necessárias duas dose para imunizar cada pessoa,
embora a OMS advirta que se deve esperar os resultados dos primeiros
testes clínicos para confirmá-lo. A
Alemanha, o país mais povoado da UE, ocupa o terceiro lugar em número de
dose reservadas (50 milhões), que servirão para vacinar 25 milhões de
pessoas, embora as autoridades alemãs pretendam acumular doses
suficientes para 65 dos 80 milhões de habitantes do país. O
governo espanhol reservou 37 milhões de doses com as quais tentará
imunizar 40% da população. Já
a Itália vai receber 24 milhões de dose, com as quais deve vacinar de
30% a 40% de sua população total. A
Holanda e a Áustria pretendem imunizar toda sua população, encomendando
34 e 16 milhões de doses, respectivamente. Entre
os países que reservaram menor volume da vacina está Portugal, com três
milhões de doses, que cobrirão 30% de sua população. Prioridades Todos
os países começarão imunizando os grupos prioritários, embora alguns
governos tenham identificado alguns grupos "de risco"
adicionais. Na
Espanha, além dos três grupos citados se somarão as crianças de até
14 anos, os professores e os trabalhadores dos serviços essenciais, como
transporte público e forças de segurança. O
Reino Unido também prevê vacinar de forma prioritária os maiores de 65
anos e os bebês, enquanto que na Alemanha entram nessa lista os farmacêuticos
e na Itália os funcionários dos Correios e de companhias telefônicas. Além
disso, a data em que cada país da UE disporá do novo fármaco dependerá
do laboratório com o qual tenha assinado o acordo, de modo que a primeira
fase de vacinação acontecerá em uns países antes que em outros. Enquanto
Espanha ou França preveem começar a vacinação "no outono"
(que vai do começo de setembro ao fim de novembro), o governo britânico
foi mais preciso e disse que começaria no "fim de setembro e começo
de outubro". Outros
países planejam começar mais tarde, como a Itália, que fixou em 15 de
novembro sua primeira fase de vacinação, ou Portugal, que começará
entre dezembro e janeiro. Alguns
governos já disseram que as injeções serão gratuitas pelo menos para
os grupos prioritários --é o caso do Reino Unido, Alemanha, Itália,
Holanda e Portugal--, enquanto em outros países, como a França ou Áustria,
não se decidiu ainda. Na
Espanha, os fármacos serão custeados pelo Estado e as Comunidades Autônomas
e por enquanto o Ministério da Saúde não especificou se os grupos de
risco serão vacinados de forma gratuita, mas assim o deu a entender. Seguindo
as recomendações do Comitê de Segurança Sanitária da UE, os governos
descartaram atrasar o início do ano letivo para evitar a expansão da
epidemia. No
entanto, alguns países elaboraram um plano de crise caso se produzam contágios
maciços em um mesmo centro educacional. A
França fechará durante sete dias os centros com pelo menos três casos
com sintomas de gripe em uma mesma semana, enquanto na Espanha, Itália,
Áustria e Reino Unido se estudará cada caso particular para decidir
sobre o possível fechamento preventivo de um colégio. |
| 28/8/2009 | Síria registra primeira morte causada pela gripe suína |
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2 horas, 14 minutos atrás A
Síria registrou sua primeira morte causada pela Influenza A (H1N1), a
chamada gripe suína. O Ministério da Saúde informou que um homem de 24
anos, morador de um subúrbio de Damasco, morreu ontem após ter contraído
a doença. A vítima tinha séria infecção pulmonar e falência renal, o
que complicou o caso. A Síria já registrou 25 casos de gripe suína, a
maioria em pessoas que voltaram de viagens internacionais. A
Síria também se uniu a outros países muçulmanos ao anunciar que evitará
que crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas realizem a
peregrinação do Hajj, para locais sagrados na Arábia Saudita. O próprio
governo saudita já anunciou as restrições com o objetivo de impedir a
disseminação do vírus. O Hajj ocorrerá este ano no fim de novembro. O
Egito, nação árabe mais populosa, também anunciou restrições para
viagens à Arábia Saudita pelo mesmo motivo. No ano passado,
aproximadamente 3 milhões de muçulmanos participaram do Hajj. As informações
são da Dow Jones.(Yahoo Notícias) |
| 28/8/2009 | Gripe suína começa a perder força no Brasil |
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RICARDO
WESTIN Novos
números sobre a gripe suína --gripe A (H1N1)-- confirmam a tendência de
enfraquecimento da epidemia no Brasil. O país, porém, acaba de superar
os Estados Unidos em número de mortes, com 557
mortes confirmadas pelo Ministério da Saúde. Segundo
dados divulgados ontem (26) pelo ministério, foram identificados 1.578
doentes graves na primeira semana de agosto, 826 na segunda e 273 na
semana passada. É a primeira vez que os novos casos caem por um período
tão longo. A
tendência se repete em São Paulo. Estudo da Secretaria de Estado da Saúde
obtido pela Folha mostra que as internações diárias por suspeita
de gripe caíram de 43 na primeira semana de agosto para 35 na terceira.
Os dados são dos 12 maiores hospitais privados e públicos do Estado. No
Instituto Emílio Ribas, 75 doentes (por gripe e outras doenças) buscaram
o pronto-socorro no último domingo (23). Dois domingos antes, o número
de pacientes havia sido de 115. No auge, foram 250 em um dia. "Aos
poucos nos aproximamos da média habitual, de 70 pessoas por dia",
diz David Uip, diretor do Emílio Ribas. O
estudo paulista incluiu exames para o H1N1 (vírus da gripe suína) feitos
pelo Instituto Adolfo Lutz, do governo estadual. Estão menos frequentes
os resultados positivos. O
Ministério da Saúde adota um tom cauteloso e diz que a tendência de
queda pode não ser definitiva. São Paulo, por outro lado, afirma que a
epidemia caminha para o final. A
principal explicação para a queda é o fato de a fase mais rigorosa do
inverno já ter passado. "Na gripe comum, há uma curva que começa
em maio e junho e vai até agosto. Com o H1N1, não vai ser
diferente", diz Wladimir Taborda, assessor médico do governo
paulista. Segundo
Taborda, o H1N1 continua em circulação. As pessoas, portanto, não devem
abandonar as medidas de prevenção, como lavar as mãos com frequência.
Ele lembra que o vírus deve voltar no próximo inverno, como ocorre a
cada ano com a gripe comum. Situação
mundial
Segundo
o Ministério da Saúde, o número de mortes pela gripe suína chegou a
557. Os dados anteriores, da semana passada, antes das novas confirmações,
indicavam 368. Com
isso, o Brasil se tornou o país com o maior número de mortes,
ultrapassando os Estados Unidos (522). Os EUA, que entrarão no outono no
final do mês que vem, se preparam para uma nova onda de infecções. Considerando-se
a população total, o Brasil fica em sétimo lugar no ranking mundial de
mortos, segundo o Ministério da Saúde, com 0,29 morte por 100 mil
habitantes. Os primeiros são Argentina e Chile. |
| 28/8/2009 | Estudo mostra que gripe suína é mais letal do que gripe comum |
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PORTO ALEGRE - A taxa de mortalidade da gripe A,
conhecida como gripe suína, é pelo menos duas a três vezes superior à
da sazonal. A avaliação foi conduzida por cientistas franceses e
divulgada pelo Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças, que
acaba de concluir o primeiro perfil completo da nova doença, quatro meses
depois da eclosão dos casos nos Estados Unidos e no México. O centro é
uma agência da União Européia criada com o objetivo de reforçar as
defesas da continente contra as doenças infecciosas. Nesta quarta, o
Ministério da Saúde informou que o Brasil registra 557 mortes,
ultrapassando os Estados Unidos, que lideravam os óbitos
decorrentes de gripe suína no mundo. Apesar de ser mais virulenta do que a sazonal, a
gripe A ainda é mais branda do que o vírus que gerou a gripe espanhola
em 1918 e que matou 40 milhões de pessoas no mundo, conforme estimativas.
Segundo o estudo, de cada mil pessoas contaminadas, entre quatro e seis não
resistem ao vírus H1N1. Isso representaria uma letalidade de 0,4% a 0,6%.
Já na gripe espanhola, a taxa de letalidade era 10 vezes maior à da
gripe A. " Uma das conclusões
é a comprovação de que diabéticos e obesos têm mais chances de não
sobreviver ao vírus " O perfil ainda mostra que mais da metade dos casos
de mortes - 51% - ocorreram com pessoas entre 20 e 49 anos e que não
estavam nos grupos de risco considerados vulneráveis à gripe sazonal.
Quarenta e nove por cento dos mortos já sofriam de outros problemas de saúde
antes de ser contaminados. A avaliação foi feita em julho com dados de 28 países
de todo o mundo, inclusive com os casos registrados no Brasil. A variação
entre continentes, porém, é considerada significativa. Em alguns países,
a taxa foi superior à média mundial. No México, ela chegou a 6% nos três
primeiros meses. Na Argentina, foi de 4,5% entre maio e julho. Uma das conclusões é a comprovação de que diabéticos
e obesos têm mais chances de não sobreviver ao vírus. O que o estudo
também revela é que nem crianças nem idosos estão entre os grupos de
maior risco, como foi inicialmente indicado. Apenas 12% dos mortos até
agora tinham mais de 60 anos. Noventa por cento dos óbitos gerados pela
gripe sazonal ocorrem em pessoas com mais de 65 anos. Por ano, entre 250
mil e 500 mil pessoas morrem no mundo de gripe comum. Uma das teorias avaliadas pelo estudo é de que os
mais idosos estariam mais protegidos porque, no passado, podem ter sido
expostos a um vírus parecido ao H1N1 ou a uma versão mais leve do mesmo
vírus. A estimativa é de que as pessoas que nasceram antes de 1957 podem
ter desenvolvido uma resistência a um vírus que se desenvolveu após a
gripe espanhola, em 1918. Mas o perfil ainda mostra que, quando idosos são
contaminados pelo vírus H1N1, a taxa de mortalidade é alta. O estudo também indica a necessidade de proteger
mulheres grávidas. Nesta semana, a Comissão Europeia divulgou sua estratégia
de vacinação, que deve começar já em meados de setembro. Gestantes, médicos
e enfermeiras e pessoas com problemas de saúde devem ser os primeiros a
receber a vacina. A UE admite, porém, que será "improvável"
que haja vacinas para todos em um primeiro momento. |
| 28/8/2009 | Governo quer crédito de R$ 2,1 bi para combater gripe suína |
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O governo federal enviou ao Congresso uma medida
provisória que pede e a liberação de crédito suplementar no valor de
R$ 2,1 bilhões para o combate da gripe suína no País. Os recursos, de acordo com nota do Ministério da Saúde,
vão servir para a compra de 73 milhões de doses de vacina e 11,2 milhões
de kits de tratamentos, além de aumento no número de leitos de Unidades
de Terapia Intensiva (UTI), compra de equipamentos e de material para
diagnóstico, capacitação profissional e pesquisas sobre a doença. Ao todo, R$ 1,06 bilhão será usado apenas para a
compra de vacinas. A previsão do governo é de que, no primeiro semestre
de 2010, pelo menos 36,5 milhões de pessoas sejam imunizadas. Do total de vacinas, 33 milhões de doses serão
fabricadas pelo Instituto Butantan, e as 40 milhões de doses restantes
serão compradas do Fundo Rotatório de Vacinas da Organização
Panamericana de Saúde (Opas) e de empresas privadas. Os 11,2 milhões de kits de tratamentos serão
distribuídos aos Estados a partir de setembro. Parte da nova remessa de 2
milhões de kits será produzida por laboratórios oficiais do Exército,
da Marinha e da Aeronáutica, sob a supervisão do Laboratório de
Farmanguinhos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). As instituições
militares, segundo o ministério, vão receber um investimento de R$ 20
milhões em infraestrutra. O atendimento de pacientes em estado grave será
ampliado com o aumento do número de leitos de UTI e de UTI Neonatal, uma
vez que as grávidas fazem parte do chamado grupo de risco da doença. Outros R$ 22,72 milhões serão destinados à compra
de equipamentos de proteção, sobretudo, para profissionais de saúde, além
de material para diagnóstico, como 3 mil embalagens para transporte de
amostras infecciosas e 110 mil máscaras. A verba da medida provisória deve financiar ainda
cinco pesquisas sobre o comportamento do vírus. Do total, R$ 5 milhões
serão destinados a estudos sobre a efetividade do medicamento Tamiflu
(fosfato de osetalmivir) na redução dos sintomas e da gravidade da doença.
Será feita também uma análise das mutações genéticas do vírus. A previsão é de que as duas pesquisas fiquem
prontas em um prazo de até um ano. As três restantes, sobre fatores de
risco, transmissão, gravidade, mortalidade e validação do insumo
produzido no país para o diagnóstico da doença, serão finalizadas até
o fim deste ano. A intenção, de acordo com o ministério, é validar o
produto fabricado no Brasil e nacionalizar a produção.(Terra) |
| 28/8/2009 | Congresso deixa "gripe suína" nas mãos do governo |
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O
Congresso não vai criar obstáculos para a aprovação das medidas que o
governo federal julgar necessárias para combater a "gripe suína",
que matou pelo menos 582 pessoas no País. A oposição cedeu na quarta-feira
aos argumentos do Executivo e desistiu de apresentar na Câmara uma
proposta que liberava as grávidas de suas atividades profissionais por 30
dias por causa do risco de contágio da nova gripe. O
autor da proposição, deputado Alceni Guerra (DEM-PR), disse que cedeu ao
“apelo emocional” do Ministério da Saúde e aos números do Ministério
do Planejamento sobre o impacto que a mudança provocaria para engavetar,
momentaneamente, a matéria. O afastamento, segundo o deputado, poderia
beneficiar 4 milhões de grávidas em todo o País. “São
dois ministérios importantes. O [José Gomes] Temporão [ministro da Saúde]
e o Paulo Bernardo [ministro do Planejamento] farão apelo aos empresários
nesse sentido”, ponderou Alceni, que havia anunciado para esta semana a
apresentação de um requerimento para que o Executivo determinasse ao
poder público e à iniciativa privada o afastamento temporário das grávidas
de seus serviços. (Último
Segundo) |
| 21/8/2009 | OMS adverte contra segunda onda da gripe suína |
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PEQUIM,
China (AFP) - A diretora da Organização Mundial da Saúde (OMS),
Margaret Chan, pediu nesta sexta-feira à comunidade internacional que se
prepare para uma provável segunda onda da gripe suína, ao mesmo tempo em
que destacou que os governos enfrentarão o desafio do fornecimento de
vacinas. "Não
podemos dizer que o pior já passou ou está a ponto de passar",
declarou Chan, em uma mensagem de vídeo gravada e exibida na abertura de
um congresso em Pequim sobre a gripe na região Ásia Pacífico. "Devemos
nos preparar para qualquer surpresa que nos reserve este novo vírus
caprichoso (...) uma mutação constante e imprevisível é o mecanismo de
sobrevivência do mundo microbiano", completou. "Também
devemos nos preparar para uma segunda, e inclusive uma terceira, onda como
aconteceu em pandemias anteriores". A
diretora da OMS afirmou que é preciso enfrentar sem rodeios o
fornecimento de vacinas. Mais de 20 empresas farmacêuticas no mundo
inteiro se preparam para produzir vacinas seguras e eficazes. "Precisamos
obter opiniões sobre grupos prioritários para uma proteção
inicial", disse. "É
uma das decisões mais difícies que os governos terão que tomar,
sobretudo porque o fornecimento será extremamente limitado durante vários
meses". O
vírus A (H1N1) da gripe suína já matou 1.799 pessoas em todo o mundo, a
maioria no continente americano, desde o surgimento no fim de março,
segundo os dados mais recentes da OMS. A organização declarou a primeira pandemia de gripe do século XXI no dia 11 de junho. No total, 170 países confirmaram casos(Yahoo Notícias) |
| 21/8/2009 | Criança deve ser foco de vacina contra a gripe suína, afirma estudo |
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da
Folha de S.Paulo Crianças
em idade escolar e adultos entre 30 e 39 anos deveriam ser o foco das
campanhas de vacinação contra a gripe
suína --a gripe A (H1N1)--, diz estudo realizado por
pesquisadores das universidades Yale e Clemson, dos EUA. Segundo
um artigo publicado ontem (20) na "Science", as crianças que vão
à escola são as maiores responsáveis pela transmissão da doença e
seus pais servem como "ponte" para o resto da população. Vaciná-los,
então, poderia ajudar a reduzir o contágio. O
estudo analisou a transmissão da gripe A nos EUA e de outras pandemias em
1918 e 1957. A
OMS (Organização Mundial da Saúde) afirma que não será possível
vacinar toda a população mundial contra a nova gripe. Testes Em
SP, o governo estadual realiza um estudo para avaliar se a vacinação
entre crianças que frequentam a escola ajuda realmente a reduzir a
transmissão do vírus. O
Instituto Butantan vacinou 1.600 crianças entre 6 e 15 anos de nove
escolas públicas --metade contra a gripe comum e a outra metade contra
meningite C ou catapora-- e avalia se os familiares das vacinadas terão
menos a doença do que os pais das demais. O resultado sairá em setembro.
Sintomas A
gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A,
chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas
semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de
cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos
olhos e fluxo nasal. Para
diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada
nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada
espalha o vírus, e examinada em laboratório. |
| 21/8/2009 | BB e Caixa ignoram orientação de afastar grávidas devido à gripe suína |
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SHEILA
D'AMORIM O
Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal se recusam a adotar a orientação
da Febraban de afastar temporariamente as grávidas do trabalho por causa
do risco da gripe
suína --a gripe A (H1N1). Os
dois são os únicos entre os grandes bancos brasileiros a adotar essa
conduta. O governo federal, ao qual BB e Caixa são ligados, é que
comanda a estratégia de defesa do país contra o vírus da nova gripe.
Como são orientações, elas não precisam obrigatoriamente serem
implantadas. A
Folha apurou que BB e Caixa argumentaram na Febraban (Federação
Brasileira de Bancos) que são empresas públicas e que a adoção da
medida poderia abrir precedente para todo o funcionalismo. BB
e a Caixa tentaram retirar do texto divulgado pela federação, há uma
semana, a menção específica às grávidas. No
dia 13 deste mês, a Febraban orientou seus associados a afastar as
gestantes, que teriam prazo de dez dias para procurar um médico e pedir
um relatório recomendando a permanência ou o afastamento. A
Folha procurou os cinco maiores bancos do país para saber se
estavam seguindo a recomendação. Bradesco, Itaú/ Unibanco e Santander
informaram que seguem a medida. O
BB disse, por meio da sua assessoria, que transferiu as gestantes do
atendimento direto ao público para funções internas e que ainda analisa
se adotará as recomendações específicas para esses casos. A
Caixa disse, também via assessoria, que, como empresa pública, adota as
medidas fixadas pelo Ministério da Saúde. Em
nota enviada à Folha, não faz menção específica a grávidas.
Diz apenas que entre as medidas gerais adotadas está o afastamento dos
empregados, condicionado à decisão do médico responsável. Tanto
a CEF quanto o BB passaram a seguir outras recomendações da Febraban,
como disponibilização de álcool gel nas agências e orientação para
as empresas responsáveis pela limpeza intensificarem a higienização de
maçanetas, botões de elevadores e torneiras. Questionado
pela Folha, o Ministério da Saúde informou que, assim como não
recomendou o adiamento da volta às aulas para todo o país, não há
recomendação geral para afastamento de grávidas do trabalho. O
protocolo do ministério recomenda que as grávidas evitem aglomerações
e procurem um médico imediatamente ao surgirem sintomas. (Folha Online) |
| 21/8/2009 | Chile detecta e controla surto de gripe suína em perus |
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da
BBC Brasil O
Serviço Agrícola e Pecuário do Chile (SAG, na sigla em espanhol)
detectou a presença do vírus H1N1, da gripe suína, em perus de duas
granjas da região de Valparaíso. Segundo
o governo chileno, a descoberta será comunicada à Organização Mundial
de Saúde Animal. Em
uma nota publicada no site do governo na internet, as autoridades afirmam
que foram adotadas as medidas de precaução destinadas a evitar a
transmissão da doença e garantir a saúde da população. De
acordo com o governo, o SAG identificou o vírus depois que a empresa
produtora de perus Sopraval comunicou ao órgão, no último dia 13, uma
queda na produção de ovos em duas granjas da região central, perto de
Santiago. As
autoridades investigaram o caso e determinaram a quarentena em todo o
local, aumentaram a segurança dos funcionários e das instalações e
fixaram controles de movimento das aves. Na
quarta-feira, no entanto, o governo descartou que as aves estariam
contaminadas com o vírus H5N1, comum aos animais. Na quinta-feira, as
autoridades identificaram que o vírus que teria infectado os perus seria
o H1N1, da gripe suína. Apesar
disso, o SAG afirmou que as pessoas podem "consumir com absoluta
confiança e tranquilidade" os produtos derivados da carne de peru. "A
aplicação dos protocolos e das medidas de prevenção e controle, de
acordo com as recomendações das agências internacionais, permitem
garantir que a carne de peru e os produtos derivados comercializados no
mercado interno e internacional são totalmente aptos para consumo",
diz a nota emitida pelo governo. Na
quarta-feira, Ministério da Saúde do Chile informou, em um relatório,
que o número de mortes causadas pela gripe A (H1N1) subiu para 116 no país.(Folha
Online) |
| 21/8/2009 | Prefeitura confirma 11ª morte por gripe suína em Campinas (SP) |
|
da
Folha Online A
Secretaria de Saúde de Campinas (a 93 km de São Paulo) confirmou nesta
quinta-feira mais uma morte em consequência da gripe suína --a gripe A
(H1N1)-- elevando para 11 o número de óbitos na cidade. Em todo o país,
são 407 mortes confirmadas pela doença. De
acordo com a secretaria, a vítima é um homem jovem que estava internado
desde o dia 3 de agosto e morreu hoje. O diagnóstico que comprovava a
contaminação pela gripe suína saiu em 10 de agosto. Ainda segundo a
prefeitura, ele não tinha nenhum fator de risco. Ao
todo, 11 pessoas morreram na cidade em consequência da doença, sendo
oito mulheres --entre elas uma gestante-- e três homens. A média de
idade das vítimas era de 35 anos. Apesar
da confirmação, o óbito ainda não havia sido incluído no balanço da
Secretaria Estadual de Saúde que, segundo o último boletim sobre a gripe
divulgado, contabilizava 134 mortes em São Paulo, Estado com o maior número
de vítimas, seguido pelo Paraná, com 119, Rio Grande do Sul (84), Rio
(39), Santa Catarina (10), Minas (8), Paraíba (2), Bahia (1), Rondônia
(1) e Amazonas (1), além do Distrito Federal (1). Outros
Estados
Mais
cedo, a Secretaria da Saúde de Minas
confirmou mais uma morte por gripe suína --gripe A (H1N1)--, elevando
para oito o número de óbitos no Estado e para 406 no país. Apesar da
confirmação, a secretaria destaca que duas das mortes de mineiros não
aconteceu no Estado, e sim em São Paulo e Pernambuco. |
| 21/8/2009 | Após gripe suína, jovem de Ponta Grossa (PR) relata como foram dias de isolamento |
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FABIANA
SERAGUSA "Logo
que fui isolada, disseram que meu caso era delicado e que eu poderia
morrer." Quando Valéria Vendrami, 26, brincou ironicamente com
amigos dizendo que tinha tanta sorte que era capaz de ser "uma das
primeiras a pegar a gripe suína", ela não esperava que seria o 12º
caso confirmado na cidade de Ponta Grossa (PR). O Estado do Paraná já
tem 119
mortes causadas pela gripe A (H1N1). De
acordo com Valéria, os primeiros sintomas --forte dor no corpo, nas
costas e falta de ar-- surgiram em 25 de julho, mas a situação piorou na
semana seguinte, quando ela procurou o pronto-socorro. "Cheguei lá
com insuficiência respiratória grave e fui isolada imediatamente,
monitorada por vários aparelhos." Após
coleta de sangue e fluidos, veio a confirmação de que ela estava com a
gripe A (H1N1). "O médico disse que eu demorei a buscar atendimento,
que meu caso era delicado e que eu poderia morrer." Valéria ficou em
isolamento total durante 24 horas, acompanhada apenas por enfermeiras e
por médicos devidamente equipados com roupas especiais, máscaras, luvas
e toucas: "Ninguém chegava perto de mim sem toda a proteção".
Tratamento
em casa
Depois
de passar um dia no hospital, Valéria foi liberada para voltar para casa,
mas teve que seguir à risca as recomendações dos médicos. "Eu não
podia ficar sem máscara, tinha que lavar as mãos várias vezes ao dia,
passar álcool em todos os locais que encostasse e deixar separado e
esterilizar tudo o que eu fosse usar." Durante
uma semana, ela teve que almoçar e jantar trancada em seu quarto (pelo
risco de ficar sem a máscara), sem ver ninguém, nem sair de casa, e
manter o tratamento com o medicamento Tamiflu. "Eu
apenas tinha breves contatos com minha mãe. Fora ela, eu não via mais
ninguém", disse Valéria, que recebia telefonemas do departamento de
saúde todos os dias. "Qualquer mudança no quadro, eu teria que
correr pro hospital." Mas como não houve piora nem alterações
significativas, 13 dias após sentir os primeiros sintomas, Valéria já
estava livre da gripe. Exagero
ou precaução?
Após
passar por todo o tratamento e se recuperar totalmente, Valéria diz que
"as pessoas têm que parar de achar que qualquer gripinha é suína".
A paciente disse acreditar que o medo está causando uma superlotação em
hospitais e prontos-socorros. |
| 21/8/2009 | Holanda lança videogame que simula pandemia de gripe |
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Inder Bugarin De Bruxelas para a BBC Mundo Estratégia é chave para vencer o jogo, que simula uma pandemia Além dos métodos tradicionais, como tratamentos médicos e distribuição
de remédios, a Holanda está utilizando uma arma inusitada para tentar
conter a pandemia de gripe suína: um jogo de videogame. O jogo, batizado de A Grande Gripe, foi desenvolvido por
especialistas do Centro Médico Erasmus, de Roterdã, e propõe ao jogador
que tome diversas medidas para tentar conter a dispersão de um novo vírus
de gripe pelo mundo. “O game foi desenvolvido a partir da necessidade de alertar o público
a respeito da ameaça que representa uma pandemia e sobre as medidas que
estão sendo tomadas para contê-la”, afirma Albert Osterhaus,
virologista no centro médico e um dos médicos que participou da criação
do jogo. Osterhaus afirma que, apesar de ser uma maneira nova de fornecer informações
ao público a respeito do avanço de uma pandemia, “o jogo não tem o
objetivo de substituir os conselhos dados pelas autoridades médicas”. Recursos O game é jogado online e pede que os participantes tomem medidas para
conter um novo vírus. À medida que o tempo passa, mais pessoas vão
ficando infectadas, morrem, e a doença se espalha para mais países. Os jogadores podem usar diversas ferramentas para tentar conter a
pandemia, como lançar alertas para a população, distribuir máscaras e
remédios e estimular a pesquisa científica. Para lidar com situações mais graves, o participante pode, inclusive,
ordenar o fechamento de escolas, aeroportos e empresas, além de colocar
em quarentena as pessoas com os sintomas da doença. A chave para o jogo é a estratégia, já que os recursos em dinheiro
para tomar medidas contra a gripe são limitados e podem ser bastante
caras. Os jogadores podem ainda escolher que tipo de vírus pretendem combater. O vídeo de introdução do game informa os jogadores sobre outras
pandemias que atingiram o planeta, como a gripe espanhola, em 1918, que
deixou mais de 40 milhões de mortos.(BBC
Brasil) |
| 21/8/2009 | Em 3 meses, Brasil gasta 11% da verba contra gripe |
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Alessandra Corrêa Da BBC Brasil em São Paulo Em
quase três meses, o governo federal gastou 11,2% do total de recursos
previstos para o combate à gripe suína, indica um levantamento feito
pela ONG Contas Abertas por meio de dados do Sistema Integrado de
Administração Financeira (Siafi). Dos
R$ 129,2 milhões autorizados em 20 de maio (por meio da Medida Provisória
463) para ações de prevenção, preparação e enfrentamento da nova
doença, R$ 14,5 milhões haviam sido efetivamente pagos até a última
quarta-feira. A
maior parte dos recursos (R$ 102,4 milhões) é destinada ao Ministério
da Saúde. A pasta também é responsável por quase a totalidade dos
valores pagos até agora (R$ 14,3 milhões). Até
o momento, 97% (R$ 14 milhões) do montante já pago foi destinado a ações
de publicidade de utilidade pública, inclusive campanhas de
esclarecimento da população sobre a doença que, até quarta-feira, já
havia provocado 192 mortes no Brasil. Especialistas
ouvidos pela BBC Brasil afirmam que, no caso de uma pandemia como a de
gripe suína, é importante que grande parte dos recursos sejam destinados
a campanhas de esclarecimento. "A
campanha é importante no sentido de manter a população informada sobre
as medidas básicas, que diminuem a probabilidade de infecção", diz
o epidemiologista Eliseu Alves Waldman, professor do Departamento de
Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP. De
acordo com Waldman, doenças que têm transmissão por via respiratória e
para as quais ainda não há vacina, caso da gripe suína, não são
controláveis. "Os textos técnicos sobre a gripe suína não falam
em controle, falam apenas em mitigar a doença." O
infectologista Stefan Cunha Ujvari, médico do Hospital Alemão Oswaldo
Cruz, em São Paulo, e autor do livro A história da humanidade contada
pelos vírus, também afirma que a estratégia adotada pelo Brasil é
correta. No entanto, segundo ele, as campanhas poderiam ter sido iniciadas
mais cedo. “As
propagandas só foram lançadas com mais intensidade quando se viu que o vírus
já estava circulando no país”, diz. “Mas a mídia acabou fazendo
esse papel, então não foi um grande problema.” Medicamentos Segundo os dados do Siafi, o percentual de recursos empenhados até agora
(com destinação certa, mas que ainda não foram pagos) pelo governo
federal chega a 52,9% (R$
68,4 milhões). Questionado
sobre o ritmo de gastos, o Ministério da Saúde informou, por meio de sua
assessoria de imprensa, que do total repassado, “a Pasta já comprometeu
77,5%” (a conta inclui recursos pagos e empenhados). Disse
ainda que a recomendação da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas)
é de que "os governos devem agir com parcimônia, já que as
pandemias são eventos prolongados". Para
os especialistas consultados pela BBC Brasil, além de campanhas de
esclarecimento, a principal destinação de recursos em um caso como o da
gripe suína deve ser para compra de medicamentos e vacinas. Por
parte do Ministério da Saúde, além da "produção e veiculação
de campanhas de utilidade pública na mídia", os recursos já
empenhados foram aplicados em material de proteção individual (luvas,
aventais, respiradores, óculos e álcool gel), compra de cápsulas de
fosfato de oseltamivir (medicamento antiviral), produção e distribuição
do medicamento e equipamentos para área de vigilância em saúde,
informou a assessoria de imprensa. Ainda
não há vacina contra a gripe suína, mas a expectativa da Organização
Mundial da Saúde é de que os primeiros lotes estejam prontos já em
setembro.(BBC Brasil) |
| 21/8/2009 | Gripe suína atinge tribo amazônica isolada no Peru |
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ONG alertou para vulnerabilidade dos organismos dos nativos O
Ministério da Saúde do Peru confirmou que pelo menos sete membros da
tribo Matsigenka, que vivem isolados na Amazônia peruana, foram
contaminados com o vírus da gripe suína. A
confirmação levou nesta quarta-feira uma organização ambiental, a
Survival International, a expressar preocupação, reforçando o temor de
contágio em populações isoladas e vulneráveis. De
acordo com um comunicado da ONG, as populações que vivem na área estão
“particularmente vulneráveis” a doenças trazidas pelo contato com
pessoas de fora “porque têm menos imunidade, vivem na pobreza e possuem
altas taxas de doenças crônicas, como diabetes e doenças cardíacas”.
Um
pesquisador ouvido pela ONG, o professor de medicina da Universidade de
Bristol Stafford Lightman, disse que o efeito da gripe suína sobre os indígenas
pode ser “devastador”. As
preocupações ganham mais força pelo fato de os Matsigenka manterem
contatos intermitentes com outras tribos que vivem isoladas ao longo do
Rio Urubamba, e que também poderiam contrair o vírus H1N1. Povos
nativos
A
Survival International deu exemplos de como a pandemia tem afetado povos
indígenas em outros países. Na
Austrália, por exemplo, onde os aborígenes já têm uma expectativa de
vida até 20 anos mais curta que não-aborígenes, as fatalidades de
nativos já correspondem a 10% do total causado pela gripe suína, disse a
ONG. Em
Manitoba, uma província do Canadá, as taxas de infecção entre os
nativos chegam a 130 por 100 mil, cerca de cinco vezes e meia a taxa de não-nativos.
Apesar
da confirmação de gripe suína na tribo Matsigenka, o diretor regional
de Saúde de Cusco, Santiago Mendez, disse que a doença está controlada
e que grande parte dos 353 pacientes diagnosticados em seu departamento já
recebeu alta. De
acordo com um boletim do Ministério da Saúde divulgado na terça-feira,
a gripe suína já atingiu mais de 5,7 mil pessoas no país e levou à
morte de 45 pessoas. No
mundo, a doença já afeta cerca de 200 mil pessoas, matando cerca de 1,6
mil. Desses
óbitos, cerca de 90 foram registrados no Brasil.(BBC Brasil) |
| 19/8/2009 | Mortes por gripe suína no mundo chegam a 1.799, diz OMS |
|
colaboração para a Folha Online A OMS (Organização Mundial da Saúde) informou nesta quarta-feira que o
número de pessoas infectadas pela gripe suína --como é chamada a gripe
A (H1N1)-- no mundo chegou a 182.166. Desse total, 1.799 pessoas morreram.
O último balanço da organização mostra que foram confirmadas 337
novas mortes em uma semana. No entanto, a OMS lembrou que a quantidade de
pessoas infectadas pelo vírus da doença é apenas uma representação da
realidade, já que os países não são mais obrigados a comunicar cada
caso. Isso porque a maioria deles é de leve intensidade, e não são
realizadas análises em laboratórios para confirmar a existência do vírus.
Segundo os dados divulgados nesta quarta, a região mais afetada pela
gripe suína continua sendo a América, com 105.782 casos e 1.579 mortes. Em seguida vem a Europa, com "mais de 32 mil casos". No
continente, 53 pessoas morreram por causa da doença. A região do Pacífico Ocidental já registrou 27.111 casos e 50 mortes.
O Sudeste Asiático tem 13.172 casos e 106 mortes. Por último, aparece a África, com 1.469 casos de gripe suína e apenas
três mortes. Sintomas A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza
A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem
sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC,
tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações,
irritação dos olhos e fluxo nasal. Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser
coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa
infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária,
são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e deram
resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças
dos Estados Unidos). (Folha Online) |
| 19/8/2009 | Mais de 400 crianças com suspeita de gripe suína já foram internadas na cidade do Rio |
|
da Agência Brasil Mais de 400 crianças foram internadas com suspeita de gripe suína
--influenza A (H1N1)-- na cidade do Rio desde o surgimento dos primeiros
casos da doença. Do total, 36 continuam hospitalizadas. Ao menos sete
mortes de crianças de até dez anos provocadas pela gripe foram
confirmadas no município. As informações foram divulgadas pela Secretaria Municipal de Saúde do
Rio, que inaugurou nesta quarta-feira um serviço de teleatendimento
voltado a orientar pais de crianças de até 12 anos de idade com suspeita
da doença. Segundo o secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann, a ideia é que o
serviço seja uma fonte de informação no período de retorno das aulas
após as férias escolares. "É para a gente acompanhar esse primeiro
período de volta às aulas, para, se houver alguma necessidade, a população
ter mais uma opção de tirar suas dúvidas e avaliar suas crianças. Isso
para que a gente possa sempre antecipar o diagnóstico e, se for necessário,
antecipar as medidas de tratamento", disse Dohmann. Os estudantes da rede estadual e os alunos do 4º ao 9º ano do ensino
fundamental da rede municipal do Rio voltaram às aulas na última
segunda-feira (17), depois de terem as férias prorrogadas por duas
semanas, devido à gripe. Na próxima segunda (24), é a vez de os alunos
de educação infantil e do 1º ao 3º ano do ensino fundamental da rede
municipal voltarem às atividades. De acordo com Dohmann, desde a última semana, é possível verificar uma
tendência de redução dos casos da gripe na cidade. "Para que a
gente possa ficar absolutamente tranquilos, precisamos de mais uma semana
ou dez dias de manutenção dessa tendência de queda, para que a gente
possa, de fato, afirmar isso definitivamente", disse. "Mas tudo
leva a crer que o pior está passando." Em todo o Estado do Rio já foram confirmadas 43 mortes, sendo 13 de
crianças de até dez anos de idade. Os últimos quatro óbitos foram
confirmados ontem (18): um bebê de 6 meses, uma criança de 1 ano e dois
homens, um de 27 anos e outro de 44. (Folha
Online) |
| 19/8/2009 | Cidades de SP confirmam 2 mortes por gripe suína |
|
Rose Mary de
Souza As secretarias de Saúde de Jundiaí e de
Piracicaba, no interior de São Paulo, confirmaram nesta quarta-feira duas
mortes por gripe suína nos municípios. Em Jundiaí, o paciente é a
quinta vítima da doença na cidade, enquanto que o óbito registrado em
Piracicaba é o terceiro do município. A vítima em Jundiaí é um homem com 34 anos,
morador de Várzea Paulista e que procurou o primeiro atendimento médico
no município de Campo Limpo Paulista. Depois, o paciente foi transferido
para o Hospital São Vicente de Paulo, em Jundiaí, vindo a falecer no
final de semana. Das cinco vítimas fatais pela doença no município,
todas neste mês, apenas uma era moradora da cidade, sendo três de Várzea
Paulista e uma de Cajamar. A vigilância aguarda resultados de exames
feitos em uma moradora de Campo Limpo Paulista para confirmar se o óbito
também ocorreu em decorrência da gripe suína. Em Piracicaba, o paciente era uma mulher de 27 anos,
portadora de cardiopatia crônica, síndrome de Down e pneumopatia crônica.
Ela foi internada na Santa Casa de Piracicaba no dia 9 de agosto e morreu
no dia 12. O número de mortes pela doença registradas pelas
secretarias estaduais de Saúde de todo o País chega a 384. Os Estados
que tiveram óbitos foram São Paulo (134), Paraná (107), Rio Grande do
Sul (78), Rio de Janeiro (43), Santa Catarina (9), Minas Gerais (5), Paraíba
(2), Mato Grosso do Sul (1), Bahia (1), Distrito Federal (1), Pernambuco
(1), Rondônia (1) e Pará (1).(Terra) |
| 19/8/2009 | Para secretário, fase crítica da gripe suína no PR passou |
|
A queda no registro de casos graves e internações
devido às complicações de saúde provocadas pela gripe suína nos últimos
dias no Paraná é um indicativo de que a fase mais crítica de transmissão
do vírus já passou. A avaliação é do secretário de Saúde do Estado,
Gilberto Martin. Para ele, a preocupação e os cuidados da população em
relação à doença e o pronto atendimento por parte das autoridades do
setor de saúde foram determinantes. Em Curitiba, de acordo com balanço da Secretaria
Municipal de Saúde, foi registrada queda de 34% nos atendimentos de casos
da gripe suína entre as semanas de 26 de julho a 1º de agosto e de 9 a
15 de agosto. Os atendimentos na rede municipal, que chegaram a
5,2 mil de 26 de julho a 1º de agosto, caíram para 3,4 mil no período
de 9 a 15 de agosto. A doença provocou 30 mortes, do dia 16 de julho a 11
de agosto, de pacientes com idade média de 36 anos. A secretaria
municipal investiga outras 22 mortes por doença respiratória aguda grave
e confirmou três por gripe comum. No total, são 55 mortes confirmadas
por gripe ou sob investigação. Segundo Martin, o Ministério da Saúde enviou para
o Paraná 83 mil tratamentos para a gripe suína. Desse total, mais da
metade foi distribuída para as regionais de saúde em todo o Estado, que
têm reserva do remédio. A central de distribuição de Curitiba ainda
tem também uma grande quantidade em estoque e toda semana recebe um novo
lote, o que descarta qualquer possibilidade de faltar medicamento no Paraná,
garante o secretário. Martin avalia também como medida correta, tomada
para evitar a propagação da doença, a suspensão das aulas por duas
semanas em todas as escolas da rede pública do Estado. Ele tranquiliza os
pais no retorno às aulas, mesmo com a queda na temperatura e as chuvas
dos últimos dias, e lembra que em todas as escolas, em todos os turnos, há
um profissional, o "cuidador da gripe" preparado para tomar as
medidas que julgar necessárias. Os 107 óbitos e 1.883 casos confirmados até agora
no Paraná podem ser considerados números significativos, mas o secretário
explica que o Estado apresenta um quadro real da doença porque os exames
da gripe suína são feitos no Laboratório Central (Lacen).
"Enquanto os três outros laboratórios do Ministério da Saúde
realizaram 6 mil exames, o Lacen divulgou até agora 3,9 mil
resultados", observou o secretário.(Agência
Brasil) |
| 19/8/2009 | Hospitais de São Paulo atendem a menos casos da gripe suína |
|
TALITA BEDINELLI A procura de pacientes com gripe nos hospitais de São Paulo caiu. A Folha
consultou na terça-feira (18) seis das dez instituições privadas de
referência e quatro disseram ter notado diminuição na busca pelo
pronto-socorro. O mesmo ocorreu no Hospital das Clínicas. O Ministério da Saúde também informou ontem que os casos da gripe suína
--gripe A (H1N1)-- podem estar mesmo recuando no país. De 9 a 15 de
agosto, foram registrados 111 casos graves da nova gripe e 3 da sazonal
--outros 4.171 estão em investigação. Na semana anterior, foram 794
casos graves e, nas últimas semanas de julho, a média foi de 800. No total, o país registra 368 mortes pela doença, 151 no Estado de São
Paulo (no último boletim estadual eram 134). A pasta diz que os dados podem ser um "indicativo preliminar"
de tendência de queda, mas ressalva que, talvez, não reflitam a
realidade, pois muitos Estados não os atualizaram. No boletim da semana
anterior, por exemplo, havia registro de 102 casos graves --que foram
atualizados para 794. No Hospital Albert Einstein, o número de pacientes com síndrome gripal
caiu de 40% a 50% na semana passada, em relação à anterior. No Sírio-Libanês,
a queda foi de 30% nos últimos cinco dias, a mesma do HC. A tendência de recuo também foi observada pelo laboratório Fleury, que
faz exames de hospitais privados. Segundo o responsável pelo setor de
infectologia, Celso Granato, o número de exames diários caiu de 140 para
50. Isso, diz ele, pode ser reflexo da redução do número de casos
graves, já que eles são a maioria dos testados. Além disso, atualmente, de 10% a 15% dos testes dão positivo para gripe
A. Nas semanas anteriores, eram de 50% a 70%. Granato pondera, entretanto, que é cedo para dizer que a doença está
recuando. Os novos resultados dos exames podem ser reflexo de mudanças
recentes em São Paulo, onde grávidas e crianças de dois anos, mesmo com
sintomas leves, passaram a ser testadas. Antes, o exame só era feito em
casos graves. Um dos fatores para a mudança, dizem especialistas, é a melhora do
tempo. Mas eles avisam que a procura pode crescer com a volta às aulas.
(Folha Online) |
| 19/8/2009 | Frente Nacional de Prefeitos discute medidas contra a gripe suína |
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Agência
Brasil RIO
- As medidas de prevenção e combate à gripe suína serão discutidas,
no Rio de Janeiro, durante a 55ª Reunião Geral da Frente Nacional de
Prefeitos (FNP). O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, é um dos
convidados para o encontro, que começa nesta quarta-feira, no Hotel
Sofitel. A FNP reúne cerca de 200 prefeitos. A
questão da mobilidade urbana também está na pauta da reunião. Foram
convidados para o debate o ministro das Cidades, Marcio Fortes, e o
deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), relator da proposta de emenda à
Constituição (PEC) que trata dos precatórios, na Comissão de Constituição
e Justiça da Câmara dos Deputados. Outros temas a serem discutidos são
segurança pública e meio ambiente.
(JB Online) |
| 19/8/2009 | Especialistas desmentem mitos sobre nova gripe disseminados na internet |
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E-mails
chamam vacina de 'assassina' e passam remédios caseiros. Marília
Juste
Do G1, em São Paulo Com medo da nova gripe, internautas estão caindo na armadilha de hackers, de teorias conspiratórias e até de pessoas bem-intencionadas que acabam, sem querer, espalhando pânico e desinformação pela internet. O G1 ouviu especialistas para tentar esclarecer os principais mitos em relação aos e-mails que circulam sobre a gripe A (H1N1) na rede. Um
dos e-mails mais disseminados traz uma suposta conversa em um comunicador
instantâneo entre um usuário identificado apenas como “deco”, que se
diz médico de Curitiba filiado à Unimed, e uma mulher, também de
Curitiba, chamada Lívia Aguiar (que usa o nome “Lilis” na conversa). O
nome de Lívia também assina o email, se identificando como “doutora”
e “fisioterapeuta especialista em acunpuntura”, ao lado de dois números
de telefone, um fixo e um de celular. O
G1 ligou para os dois números. O celular caiu direto na caixa
postal lotada. O telefone fixo ficou chamando, sem ser atendido, até cair
em uma gravação que dizia que o número não existia. O
Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacinal do Paraná afirma
que não pode dar informações sobre se existe ou não uma Lívia Aguiar
registrada na entidade. Em nota, a diretoria do órgão disse que “tomou
conhecimento do caso em questão e imediatamente deu início à apuração
rigorosa deste episódio.” Na
conversa, “deco” conta a “Lilis” sobre supostas mortes entre os médicos
da capital paranaense após “reuniões com uns medicos da Unimed”
[sic]. Na
mensagem, ele afirma: “morreram 12 medicos em Curitiba já, 3 deles
cooperados da Unimed”; “as operadoras de saude, tao recebendo oficios
do governo pra nao divulgar dados” [sic]. A
Unimed Curitiba divulgou nota desmentindo a afirmação. “Trata-se de um
documento apócrifo que traz fatos que não correspondem à verdade e que
lamentavelmente acaba por alarmar a população de modo absolutamente
irresponsável”, afirma a entidade.
A
citação a Tizzot no e-mail fez tantas pessoas o procurarem que ele parou
de divulgar e atender seu próprio telefone. Na sede da empresa de planos
de saúde Uniclínicas, a qual Tizzot é filiado, a telefonista afirma que
está proibida de passar o número do médico. “Ele passou a orientação
apenas de dizer para todo mundo que liga que é mentira essa história do
e-mail. Ele não tem nada a ver com a gripe”, diz ela. Na
mensagem, “deco” faz outras afirmações enganosas. Por exemplo:
“eles não sabem o que fazer a partir do quinto dia da doença se não
curar até lá”, “tão colocando as pessoas em coma induzido para
amenizar o sofrimento” e “a solução é só se diagnistitcar ela ante
do vírus chegar no pulmao” [sic]. O
infectologista Edimilson Migowski, da Universidade Federal do Rio de
Janeiro (UFRJ), explica que a maioria dos casos da doença, mesmo os que
evoluem para pneumonia, tem sintomas leves. “A
maior parte evolui muito bem, sem maiores problemas. Se a pessoa receber
uma assistência adequada, a chance de recuperação é grande”, afirma. A
avaliação é a mesma do também infectologista Antônio Pignatari, do
Hospital 9 de Julho, de São Paulo. “Não há motivo para pânico.
A grande maioria é bem levinho, tranquilo. É só procurar o médico caso
os sintomas sejam mais fortes”, afirma. Migowski
também esclarece: “não há ninguém em coma induzido. Isso é aquele
exagero que surge nessas situações em que a população está
assustada.” 'Vacina
assassina' Outro email que tem espalhado medo na população diz que a vacina contra a nova gripe é uma forma de fazer um “genocídio em massa do planeta”. A
mensagem começa com um erro básico logo nas primeiras linhas, ao
confundir a vacina com o Tamiflu. “Principalmente, sobre NÃO tomar essa
vacina assassina que estão querendo que seja compulsória acho que é
Tamiflu” [sic]. O
Tamiflu não é a vacina. É o remédio antiviral usado para o tratamento
da doença. A confusão entre o medicamento e a vacina se repete outras
vezes ao longo da mensagem. Segundo
o e-mail, a vacina seria fatal por conter duas substâncias que chama de
“altamente tóxicas”, mas que são, na verdade, não apenas seguras,
mas utilizadas em outras vacinas: o mercúrio e o óleo de esqualeno. O
mercúrio usado na nova vacina não é o mesmo mercúrio tóxico, que
existe na natureza. Ele é na verdade, o “etilmercúrio”, um composto
completamente diferente do venenoso “metilmercúrio”, explica
Edimilson Migowski. “O etilmercúrio é um conservante que mantém a
vacina própria para uso depois que o frasco foi aberto”, afirma o médico. O
infectologista Renato Grinbaum, do Instituto de Assistência Médica ao
Servidor Público Estadual, de São Paulo, também ressalta a segurança
do conservante. “É um mercúrio diferente, perfeitamente seguro”,
afirma. O
etilmercúrio é usado em outras vacinas, que constam do calendário
brasileiro, conta Migowski. “Toda vacina que vem em frascos de múltiplas
doses tem esse conservante”, explica o médico. Exemplos? A vacina
contra hepatite B, a dupla bacteriana, a tríplice contra difteria, tétano
e coqueluche e a vacina contra gripe comum. O
“óleo de esqualeno”, por sua vez, é uma substância natural
produzida por plantas, animais e até seres humanos. Todas as pessoas já
têm esqualeno em seu organismo: ele é produzido pelo fígado e se
espalha pelo sistema circulatório. Segundo
a Organização Mundial de Saúde, a substância é utilizada como aditivo
nas vacinas contra os vírus influenza – ela aumenta a resposta imune do
organismo. “O esqualeno é adicionado para melhorar a eficácia de
diversas vacinas experimentais, como a da gripe pandêmica e a da malária,
que estão me desenvolvimento”, afirma a entidade. Desde
1997, a OMS já administrou mais de 22 milhões de doses de vacinas contra
gripe contendo esqualeno. “Nenhum efeito colateral severo foi
encontrado”, afirma a organização. Erva-doce Outro
email que tem circulado bastante prega que as pessoas usem erva-doce
contra a nova gripe no lugar do Tamiflu. A
mensagem começa com uma informação verdadeira: a de que o medicamento
contém um princípio ativo retirado de uma especiaria chamada de “anis
estrelado”, encontrada na China. A
partir disso, o autor orienta que “como é difícil encontrar o anis
estrelado aqui no Brasil”, as pessoas usem erva-doce, que teria o mesmo
princípio ativo. Segundo
o médico Edimilson Migowski, isso não é verdade. “O fato de um anis
na China ter um princípio ativo qualquer não significa que um anis no
Brasil vá ter também”, explica o infectologista. “Uma coisa não tem
nada a ver com a outra. Não é por que uma uva dá um bom vinho, que
outra uva de outro lugar vá fazer uma bebida da mesma qualidade”, diz
ele. O
laboratório Roche, fabricante do Tamiflu, não se manifesta sobre emails
da internet, mas em seu site a farmacêutica tem um tira-dúvidas sobre o
medicamento. Ali, explica: “a matéria-prima do processo produtivo do
Tamiflu é o ácido chiquímico, extraído das vagens (a parte que
embrulha as sementes, em forma de um octágono) do anis estrelado”,
afirma a nota. “A Roche usa um tipo específico de anis encontrado em
quatro províncias montanhosas no sudoeste da China que oferece uma pureza
e uma safra muito maiores do que os encontrados em outros locais.” Tire suas dúvidas O
Ministério da Saúde mantém uma página
na internet que responde perguntas sobre a nova gripe. A população
pode se informar também através do telefone do Disque Saúde: 0800
61 1997.(Globo.com) |
| 18/8/2009 | Paraná confirma mais 28 mortes por gripe suína; Brasil soma 370 óbitos |
|
da
Folha Online A
Secretaria da Saúde do Paraná confirmou na segunda-feira (17) mais 28
mortes causadas pela gripe suína --gripe A (H1N1). Com os novos dados, o
número de óbitos sobe para 107 no Estado e para 370 no país. De
acordo com a secretaria, dos 28 novos casos computados, três aconteceram
desde o último boletim, na sexta-feira (14). Os outros 25 óbitos
confirmados aconteceram entre os dias 20 de julho e 13 de agosto e
aguardavam exames laboratoriais. Até
ontem, o Estado do Paraná registrava 3.967 casos notificados da doença,
sendo que 1.833 foram confirmados. A área com maior número de mortes
confirmadas era a região metropolitana de Curitiba, com 55 óbitos. São
Paulo é o Estado com o maior número de mortes no país em decorrência
da gripe A (H1N1), com 134 óbitos confirmados. O Paraná é o segundo em
número de vítimas (107), seguido pelo Rio Grande do Sul (70), Rio (39),
Santa Catarina (9), Minas (5), Paraíba (2), Pernambuco (1), Bahia (1) e
Rondônia (1), além do Distrito Federal (1). Propaganda Na
semana passada, a Anvisa
(Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu proibir
temporariamente a veiculação de propagandas de analgésicos e de antitérmicos
usados para aliviar os sintomas da gripe comum devido ao grande número de
casos da gripe suína no país. De
acordo com o texto, o objetivo da medida é evitar que o uso dos
medicamentos mascare uma situação de risco à saúde --no caso, a gripe
suína. O
texto proíbe propagandas de produtos à base de ácido acetilsalicílico
e de outros medicamentos de venda isenta de prescrição médica com
propriedades analgésicas e antitérmicas, além daqueles à base de
paracetamol, dipirona sódica, ibuprofeno e associações. Sintomas A
gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A,
chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas
semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de
cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos
olhos e fluxo nasal. Para
diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada
nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada
espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).(Folha Online) |
| 18/8/2009 | Alunos ignoram recomendações contra gripe suína |
|
da
Folha de S.Paulo Ontem,
dia em que as escolas de São Paulo retomaram as aulas, muitos estudantes
não seguiram as recomendações dos colégios para evitar a gripe suína.
A volta às aulas deveria ter ocorrido duas semanas atrás, mas foi adiada
para reduzir o contágio pelo vírus H1N1. Uma
cena que simboliza a despreocupação dos estudantes ocorreu no colégio
Arquidiocesano, na Vila Mariana (zona sul). O diretor Ascânio João
Sedrez contou que, ao acompanhar a entrada de alunos, chamou a atenção
de um grupo do ensino médio que se abraçava pelo reencontro. Em vez de
atenderem ao apelo, os estudantes foram abraçar o diretor. Para
prevenir a transmissão, os colégios adotaram medidas como manter janelas
e portas abertas e ventiladores ligados e oferecer álcool em gel para que
os alunos desinfetem as mãos. Também colocaram copos descartáveis ao
lado dos bebedouros, para evitar contato com o local onde um possível
doente tenha encostado a boca. O
Bandeirantes, na Vila Mariana (zona sul), não contava com a dificuldade
de lidar com abraços e beijos entre os colegas. "Não adianta lutar
contra. São uma manifestação da nossa cultura", disse Mauro de
Salles Aguiar, diretor do colégio. Fernando
da Costa Gomes, do 3º ano do ensino médio, era pura despreocupação. Ao
lado da namorada, Carolina Braga, da mesma série, debochava do que
considera "exagero". "Passei as férias todas com ela. Se
fosse para contrair alguma doença, já teria acontecido." No
colégio Rio Branco, em Higienópolis (região central), a celebração da
volta às aulas, além de beijos e abraços, contou com refrigerantes e
chocolates rodando de boca em boca. Na
hora da saída, o colégio Visconde de Porto Seguro, no Morumbi (zona
oeste), reunia um grupo de alunas mascaradas. "Minha mãe mandou usar
se achasse que a coisa ia ficar feia. Agora estamos só brincando
mesmo", disse Patrícia Nunes, do 1º ano do ensino médio. Um
aluno do 7º ano do colégio Alfredo Castro, em Perdizes (zona oeste), foi
retirado de sala após espirrar duas vezes. Um funcionário disse que ele
tinha 38C de febre e coriza. Sua mãe foi chamada para buscá-lo. Das
cerca de 20 escolas públicas e privadas visitadas pela Folha,
houve problemas em três da zona leste (duas estaduais e uma municipal).
Alunos reclamaram da falta de orientações sobre a gripe e de sabonetes líquidos
nos banheiros. Pais
de estudantes disseram ter dúvidas sobre a disseminação da gripe nas
escolas. Foi o caso da decoradora Clara Marcelli, mãe de Kayque, aluno do
5º ano do Rio Branco. "A criançada se abraça e se beija. Eles
acham que é brincadeira." A
dentista Maria Alice Toledo, que levou a filha Rafaela também ao Rio
Branco, se disse aliviada por poder retornar à rotina. "De que
adianta aumentar as férias se os outros alunos viajam, se encontram, vão
para o shopping, vão ao cinema? É impossível mantê-los em casa por
muito tempo", comentou. (Folha
Online) |
| 18/8/2009 | Para
Roche, antiviral permanece estável após período de 5 anos. |
|
Pará confirma primeira morte por gripe suína no Estado; total chega a
371 no país da
Folha Online A
Secretaria da Saúde do Pará confirmou nesta terça-feira a primeira
morte por gripe suína --gripe A (H1N1)-- no Estado. Com o novo dado, sobe
para dois o total de óbitos em decorrência da doença na região Norte e
para 371 no país. Segundo
informações da secretaria, a vítima é uma mulher de 42 anos, que
morreu na segunda-feira (17). Ainda de acordo com as informações, ela
sofria de problemas respiratórios, o que a inclui no quadro de risco da
doença. O
Estado do Pará confirmou até a manhã de hoje, 86 casos da doença.
Apesar da confirmação, a secretaria não soube informar quantos desses
pacientes permaneciam internados. A
primeira morte confirmada na região Norte aconteceu em Rondônia, no dia
31 de julho. A vítima foi um homem de 23 anos. Ele estava internado na
UTI (Unidade de Terapia Intensiva do Cemetron (Centro de Medicina
Tropical), em Porto Velho (RO). São
Paulo é o Estado com o maior número de mortes no país em decorrência
da gripe A (H1N1), com 134 óbitos confirmados. O Paraná é o segundo em
número de vítimas (107), seguido pelo Rio Grande do Sul (70), Rio (39),
Santa Catarina (9), Minas (5), Paraíba (2), Pernambuco (1), Bahia (1),
Rondônia (1) e Pará (1), além do Distrito Federal (1). Propaganda Na
semana passada, a Anvisa
(Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu proibir
temporariamente a veiculação de propagandas de analgésicos e de antitérmicos
usados para aliviar os sintomas da gripe comum devido ao grande número de
casos da gripe suína no país. De
acordo com o texto, o objetivo da medida é evitar que o uso dos
medicamentos mascare uma situação de risco à saúde --no caso, a gripe
suína. O
texto proíbe propagandas de produtos à base de ácido acetilsalicílico
e de outros medicamentos de venda isenta de prescrição médica com
propriedades analgésicas e antitérmicas, além daqueles à base de
paracetamol, dipirona sódica, ibuprofeno e associações. Sintomas A
gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A,
chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas
semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de
cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos
olhos e fluxo nasal. Para
diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada
nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada
espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os
antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são
eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter
dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças
dos Estados Unidos). (Folha Online) |
| 18/8/2009 | Ribeirão Preto registra primeira morte por gripe suína |
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Criança de 11 anos vivia em entidade assistencial e tinha doença neurológica
e pulmonar crônica Solange Spigliatti, da Central
de Notícias SÃO PAULO - A Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão
Preto, no interior de São Paulo, confirmou nesta terça-feira, 18, a
primeira morte causada pelo vírus da gripe suína na cidade. Uma criança de 11 anos, do sexo masculino, morreu após ter pneumonia e
outras complicações. Ele vivia em uma entidade assistencial para crianças
e jovens com necessidades especiais há um ano e dez meses e apresentava
doença neurológica e pulmonar crônicas, o que caracterizava grupo de
risco para a gripe suína. Esse quadro já o tinha levado por outras duas vezes a hospitais de
Ribeirão Preto com diagnóstico de pneumonia de repetição. Desde o dia
17 de julho a criança estava internada e não apresentou melhoras. No caso específico não foi feita a coleta de secreção, porém a
criança fez parte do surto confirmado na entidade, onde foram notificados
17 casos, seis confirmados por laboratório e 11 por vínculo epidemiológico.(estadão.com.br) |
| 18/8/2009 | Surto de gripe suína faz Uberlândia fechar portões na Série D |
|
da
Folha de S.Paulo A
primeira partida entre Uberlândia e Araguaia, hoje, às 20h, pela segunda
fase da Série D do Campeonato Brasileiro, será realizada com portões
fechados no estádio João Havelange, em Uberlândia (547 km de Belo
Horizonte). Este
será o primeiro jogo oficial no país a ser realizado sem a presença de
público por conta do surto de gripe suína. Até ontem, a cidade mineira
registrava seis casos e uma morte causada pela doença. A
medida partiu do Comitê Municipal de Enfrentamento à Influenza A (H1N1)
de Uberlândia, como forma de prevenção. Há
duas semanas, uma decisão judicial fez com que fossem distribuídas cerca
de 20 mil máscaras para os torcedores que acompanharam a vitória do
Santos sobre o Coritiba no estádio Olímpico Regional, em Cascavel (499
km de Curitiba).(Folha Online) |
| 18/8/2009 | Gripe suína altera rotina dos concursos públicos |
|
A
gripe suína começou a alterar a rotina dos concursos públicos. As
organizadoras de seleções em todo o Brasil estão tomando medidas para
evitar que haja disseminação do novo vírus durante a aplicação de
provas, quando há aglomeração de muitos candidatos. A
principal medida é a diminuição do número de pessoas por sala. Ontem,
também com a rotina modificada, voltaram às escolas os cerca de 2,3 milhões
de alunos das redes pública e particular do Rio, após mais de um mês de
férias forçadas. Em
relação aos concursos, algumas precauções que as instituições vão
tomar são permitir o uso de máscaras cirúrgicas; deixar janelas abertas
e ar condicionado desligado; separar locais especiais para grávidas; e
disponibilizar álcool em gel e sabão nos banheiros. Primeira
empresa a tomar cuidados especiais, o Cespe/UnB (Centro de Seleção e de
Promoção de Eventos da Universidade de Brasília) informou que nenhum
candidato será impedido de fazer prova, caso tenha algum sintoma da
gripe. Mas caberá a cada um avaliar se deve ou não comparecer. "É
importante somar esforços, mas sem criar um ambiente de alarmismo",
diz Joaquim José Soares Neto, diretor-geral do Cespe/UnB. A
Funrio, que no dia 6 de setembro vai aplicar as provas do Ministério da
Justiça em diversos estados, inclusive no Rio, vai contactar um
infectologista para decidir que medidas serão tomadas. A Fundação
Cesgranrio, assim como a Ceperj (antiga Fesp) e a Fundação Carlos
Chagas, vão permitir que os candidatos usem máscaras durante as provas.
Mas deverão retirá-las para devida identificação antes de entrar no
local do exame.(Terra) |
| 18/8/2009 | Paraná já tem 107 mortes por gripe suína |
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A maior parte dos óbitos (55) ocorreu na região metropolitana de
Curitiba Evandro Fadel CURITIBA - O Paraná já tem 107 óbitos em decorrência da
gripe suína. Os novos números foram divulgados em boletim da Secretaria
de Estado da Saúde, na noite desta segunda-feira, 17. O boletim anterior,
divulgado na sexta-feira, trazia a ocorrência de 79 mortes. No entanto, a
secretaria esclareceu que, entre os dois boletins, houve apenas três
mortes. As outras 25 ocorreram entre os dias 20 de julho e 13 de agosto e
dependiam de exames laboratoriais para a confirmação. Até domingo, foram analisadas 3.967 amostras, das quais
81,4% pelo Laboratório Central do Paraná (Lacen) e o restante pelo
laboratório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.
Dessas amostras, 1.833 foram positivas. A região metropolitana de
Curitiba lidera o número de óbitos, com 55 registros. A maior ocorrência
de mortes foi no dia 5 de agosto, com 10 registros. O grupo de adultos
jovens (20 a 40 anos) congrega 50,5% das mortes.(estadão.com.br) |
| 18/8/2009 | Organização Mundial da Saúde deixa a países decisão sobre validade do Tamiflu |
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Extensão
do prazo em 2 anos teve sinal verde da fabricante. Da
Reuters A
Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta terça-feira (18) que
cabe às autoridades nacionais decidirem se ampliam em dois anos o prazo
de validade do antiviral Tamiflu, conforme recomendou o laboratório suíço
Roche. A
Agência Europeia de Medicamentos já ampliou de cinco para sete anos o
prazo de armazenamento desse remédio, decisão seguida em julho pela Suíça,
depois que a Roche apresentou novos dados mostrando que o antiviral
permanece estável após esse período. "A
opinião da OMS é de que as prorrogações do prazo de validade são uma
questão para as autoridades reguladoras nacionais", disse nota
divulgada pelo porta-voz da OMS Gregory Hartl. O
Tamiflu, cujo nome genérico é oseltamivir, é um dos principais
medicamentos usados no combate à pandemia da gripe H1N1. Os comprimidos
atualmente no mercado têm um prazo de validade de cinco anos.(G1) |
| 18/8/2009 | Crianças com a gripe A no RJ receberão antiviral líquido similar ao Tamiflu |
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Medida
visa facilitar ingestão e dar a dosagem correta do remédio. Alícia
Uchôa Do G1, no Rio
Estado
vai produzir 14 mil frascos do remédio contra a doença O
Instituto Vital Brazil, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, vai
produzir e distribuir nesta segunda-feira (17) 380 frascos de
oseltamivir líquido. O remédio é um similar ao Tamiflu, antiviral usado
para tratar a nova gripe. As
novas doses, segundo o responsável pelo órgão, devem ser utilizadas
para tratar crianças com a doença. Ao todo, serão 14 mil frascos do remédio
a serem entregues à Secretaria estadual de Saúde, que fará ao
repasse aos centros
de distribuição do estado. Ainda não há informações
de quando a população terá acesso ao medicamento. Ingestão e dosagem “Além
da dificuldade de ingestão, a criança não tinha a dose certa. Havia
casos em que a cápsula era aberta e diluída”, contou o diretor
industrial do Instituto Vital Brazil, Jorge Coelho. Segundo ele, os
comprimidos podiam causar ainda mais efeitos colaterais numa possível
superdosagem. Seis estados vão produzir remédio líquido
Em crianças acima de 8 anos e pessoas com mais de 40 quilos, o tratamento para a nova gripe consiste de duas doses de 75 mg ao dia, de acordo com o Ministério da Saúde. Em crianças menores e adultos com menos de 40 quilos, a dose varia entre duas de 30 mg e duas de 60 mg ao dia. O Paraná recebeu princípio ativo suficiente para fazer o maior número de tratamentos: 28.110. Em seguida, São Paulo, que tem o maior número de mortes pela gripe do país, produzirá 21.280, Rio Grande do Sul, 21.180, Santa Catarina, 14.190, Rio de Janeiro, 14.060, e Minas Gerais, 14.050. Cada “tratamento” consiste de um frasco de 50 ml – suficiente para duas doses diárias de 5 ml por cinco dias.(G1) |
| 17/8/2009 | Pernambuco desenvolve exame que detecta a gripe suína em 5 minutos |
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RECIFE - Pesquisadores da Universidade Federal de
Pernambuco (UFPE) desenvolveram um teste rápido e barato para detectar o
vírus da nova gripe. Agora, em apenas 5 minutos, vai ser possível
identificar se a pessoa está com a doença. Um tempo que pode ser
determinante para o tratamento do paciente, já que o procedimento
tradicional leva em torno de 15 dias para apontar o resultado. Além da velocidade, o teste tem um outro benefício.
Cada exame deve custar R$ 0,75. Atualmente, os testes tradicionais para
detectar a nova gripe só são feitos em quatro laboratórios do país: São
Paulo, Belém, Paraná e Rio de Janeiro. Os primeiros testes começaram há dois anos. Os
pesquisadores do Departamento de Física da UFPE desenvolveram partículas
fluorescentes para serem usadas nos diagnósticos de doenças provocadas
tanto por bactérias quanto por vírus. Técnica que, agora, está sendo
testada também para identificar o vírus da nova gripe, o H1N1. Para fazer o procedimento que revela se o paciente
está ou não infectado, os pesquisadores misturam, numa máquina, que é
uma impressora de moléculas, o material genético coletado às partículas
fluorescentes. O resultado do teste é rápido: fica pronto em cinco
minutos. Mas, por enquanto, o novo método ainda não pode ser adotado nos
hospitais do país. Ele precisa ser aprovado pela Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa). - O nosso teste usa como vantagem a identificação
do DNA. Então, ele pode ser usado para qualquer doença causada por um vírus
ou por uma bactéria, por exemplo, para a qual nós saibamos qual é o
segmento específico do DNA que caracteriza aquela doença - explica Celso
Melo, coordenador da pesquisa.(O
GLOBO) |
| 17/8/2009 | Gripe vira alvo de informação falsa |
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Mensagens na internet divulgam desde nº errado de mortos até chá que
poderia prevenir a doença, mas não tem efeito Simone Iwasso Primeira pandemia declarada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) após
o uso disseminado da internet, a gripe suína tem sido alvo de falsas
informações divulgadas por e-mail, sites, blogs e comunidades virtuais.
Textos apócrifos que estão circulando na rede apontam, por exemplo, que,
de cada 3 infectados, 2 morrem - e que hospitais e operadoras de saúde
recebem ofícios do governo para não divulgar os números verdadeiros. |
| 17/8/2009 | Chega a seis o número de mortes por gripe suína na África do Sul |
|
colaboração
para a Folha Online O
Ministério da Saúde da África do Sul confirmou nesta segunda-feira que
seis pessoas morreram em consequência da gripe suína --como é chamada a
gripe A (H1N1). Segundo as autoridades, já foram registrados 2.844 casos
da doença no país desde junho. O
porta-voz do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas, Fidel Hadebe,
explicou em declarações divulgadas pela agência de notícias local Sapa
que, durante o fim de semana, ocorreram três mortes de pessoas
confirmadas com a nova gripe. "As
três estavam em grupos de alto risco", disse Hadebe, explicando que
os pacientes eram uma mulher de 27 anos que sofria de diabetes, e outra de
23, grávida, além de um homem de 64 anos com diabetes e hipertensão. A
maioria dos doentes, segundo Hadebe, apresentou sintomas leves, entre eles
congestão nasal, febre, dores musculares e tosse". "Em
casos mais graves também se apresentam problemas respiratórios, dor no
peito, diarreia, vômitos e perda da consciência", assinalou. O
funcionário advertiu que as pessoas que sofrem de Aids, diabetes, doenças
cardíacas ou pulmonares crônicas e as mulheres grávidas devem solicitar
atendimento médico urgente se suspeitam que têm a gripe A, inclusive com
sintomas leves. Sintomas A
gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A,
chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas
semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de
cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos
olhos e fluxo nasal. Para
diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada
nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada
espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos). (Folha Online) |
| 17/8/2009 | Gripe suína muda calendário escolar das escolas e universidades públicas do Rio |
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da
Agência Brasil A
opção por um novo adiamento do início do segundo semestre por causa da
Influenza A (H1N1) --a gripe suína-- dividiu a opinião das universidades
públicas fluminenses. Apesar delas terem prorrogado as férias por, pelo
menos, uma semana, algumas descartaram uma nova prorrogação. É
o caso da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), que depois de
adiar por duas semanas o reinício das aulas, que ocorreria no dia 3 de
agosto, a instituição resolveu manter a volta às atividades para amanhã
(17). Apesar disso, a universidade deu licença de 15 dias para as
servidoras grávidas e aconselhou às alunas gestantes a ficar em casa
neste período. Também orientou os estudantes com sintomas de gripe a
procurarem um médico e se afastarem das atividades acadêmicas. Mais
uma universidade que reiniciaria o semestre no último dia 3 e prorrogou
as férias por duas semanas é a Unirio (Universidade Federal do Estado do
Rio de Janeiro). Assim como a UFRJ, a Unirio volta às aulas nesta
segunda-feira. A UFF (Universidade Federal Fluminense), que só prorrogou
as férias por uma semana, também retorna amanhã. Por
outro lado, a UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) decidiu
adiar novamente o reinício de suas aulas. O segundo semestre, que estava
previsto inicialmente para começar no dia 10 de agosto, só recomeçará
no próximo dia 31. Já
a Uenf (Universidade Estadual do Norte Fluminense), também depois de
prorrogar as férias, reúne seu colegiado acadêmico amanhã para definir
a nova data de reinício das aulas. Uma data possível é o próximo dia
24. A
Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) não precisou prorrogar
suas férias por causa da gripe suína, porque seu calendário acadêmico
já havia sido alterado, devido a uma greve de servidores no ano passado.
Com isso, a Uerj só volta às aulas no dia 12 de setembro. O
Cefet (Centro Federal de Educação Tecnológica) do Rio, que possui
cursos técnicos e de graduação e que também havia adiado o início do
semestre para o dia 17, resolveu adiar o retorno às aulas por mais dois
dias. Agora, os alunos voltam às salas de aula na quarta-feira (19). Com
relação à educação básica, a rede estadual de ensino do Rio de
Janeiro também volta às aulas amanhã, depois de prorrogar as férias
por duas semanas. As servidoras grávidas, no entanto, permanecem em casa
até o dia 31 de agosto. Já
a rede municipal da capital fluminense, retoma as atividades apenas
parcialmente. Amanhã, voltam às aulas, os alunos de 4º a 9º ano do
ensino fundamental. No dia 24, é a vez dos alunos de 1o a 3o ano do
ensino fundamental e da educação infantil. As servidoras grávidas só
precisarão voltar ao trabalho no dia 31 de agosto. Sintomas A
gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A,
chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas
semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de
cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos
olhos e fluxo nasal. Para
diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada
nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada
espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).( Folha Online) |
| 17/8/2009 | Gripe suína: 13 milhões voltam às aulas; veja as orientações |
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Guilherme Mergen Às vésperas de retornar à sala de aula após um
período de férias prolongado por causa da gripe suína, a estudante gaúcha
Valentina Duque, 12 anos, está ansiosa para reencontrar os colegas, porém
preocupada. "Estou feliz por voltar à escola, mas, por outro lado,
um pouco apreensiva com essa nova gripe", admite. Assim como ela,
outros 13 milhões de alunos das redes pública e privada de quatro
estados brasileiros retomam as atividades na próxima segunda-feira com
receio do risco de contaminação do vírus H1N1. Ao voltar às instituições de ensino, grande parte
dos estudantes encontrará uma realidade distinta daquela de julho, antes
de sair de férias. Por recomendação do Ministério da Saúde e das
secretarias estaduais, colégios deverão orientar os estudantes sobre os
cuidados com a higiene, manter as salas ventiladas, reforçar a limpeza
dos ambientes e evitar atividades com concentração de várias turmas em
locais como ginásios e anfiteatros - pelo menos pelas próximas semanas. No Rio de Janeiro, onde 2,4 milhões de estudantes
retomam as aulas, a secretaria estadual de Educação distribuiu mais de
20 mil cartilhas às escolas com informações sobre sintomas e transmissão
da gripe suína . "Para evitar o uso dos mesmos recipientes entre os
estudantes, encaminhamos 176 milhões de copos destacáveis, o suficiente
para dois meses de uso", afirma a secretária Tereza Porto. Para os professores, a recomendação é ficar em
alerta e afastar imediatamente alunos que apresentarem sintomas de gripe.
Eles devem permanecer em casa por pelo menos sete dias, segundo a
infectologista Denise Brandão de Assis, diretora da divisão de infecção
hospitalar do Estado de São Paulo, onde 7,1 milhões de alunos das redes
privada e particular voltam às atividades na segunda-feira. "Mesmo
com melhora nos sintomas, esses estudantes precisam passar esse tempo em
casa, que é o período de transmissibilidade do vírus. Eles também
devem evitar visitas de colegas", reforça. No Paraná, onde as o retorno dos mais de 2 milhões
de alunos foi adiado por duas vezes, as escolas terão auxílio de um
profissional para monitorar e orientar os estudantes, os chamados "Cuidadores
da Gripe". "Eles (os profissionais) têm formação específica
e kits para fazer as primeiras intervenções necessárias. Caso seja
detectado aluno com suspeita, o 'cuidador' vai encaminhá-lo para casa,
orientar a família e avisar os agentes de saúde locais", diz a
secretária estadual de Educação, Yvelise Arco-Verde. Além de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, 1,8
milhão de estudantes do Rio Grande do Sul e 502 mil do Distrito Federal
voltam às aulas nesta segunda-feira. As precauções contra a gripe suína na escola Orientações a alunos, professores e funcionários Medidas recomendadas às escolas Orientações para o transporte dos alunos |
| 17/8/2009 | Em campanha sobre gripe suína, ministra da Espanha "quebra regras" |
|
da
Reuters, em Madri A
ministra da Saúde da Espanha, Trinidad Jimenez, beijou no rosto duas
vezes assistentes antes de participar de um evento sobre prevenção da
gripe suína --a gripe A (H1N1). Um
dos conselhos é para que se evite este tipo de cumprimento. O
"flagra" ganhou desta que no jornal "El Mundo". O
evento ocorre horas antes da 11º morte causada pela gripe no país. Saiba
como evitar a propagação do vírus e conheça os sintomas da gripe. |
| 17/8/2009 | Atendimento particular para gripe suína em SP é mais rápido |
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Portal
Terra SÃO
PAULO - O tratamento da gripe suína em São Paulo é considerado de excelência
por especialistas, tanto na rede pública quanto nos hospitais
particulares. Segundo médicos ouvidos pelo Terra, se as instalações são
superiores em hospitais privados, os medicamentos e o procedimento
adotados seguem as recomendações da Organização Mundial da Saúde
(OMS) e do Ministério da Saúde em todos os locais de atendimento para a
doença. No entanto, escolher entre o pronto-atendimento público e um
particular pode significar uma espera de horas. A
médica infectologista e pesquisadora da Universidade Federal de São
Paulo (Unifesp), Nancy Bellei, afirmou que não há diferença essencial
no tratamento dispensado a usuários do SUS e da rede particular, mas
acredita que haja contrastes na qualidade das instalações, do material e
a expertise dos próprios profissionais. -
Os dois têm competência para tratar. Pode ser que na rede particular a
hotelaria seja melhor, mas a qualidade médica, que é o que interessa, é
a mesma, inclusive muitas vezes com os mesmos profissionais - disse o médico
infectologista David Uip, responsável pelo maior centro de tratamento de
doenças infecto-contagiosas em São Paulo, o Instituto Emilio Ribas.
Entre os cuidados destacados, a distribuição imediata de máscaras cirúrgicas
para os pacientes com suspeita de gripe. A
primeira triagem no hospital, localizado no Pacaembu, é realizada ainda
no acesso ao pronto-socorro, a cerca de 50 m da calçada. O paciente que
afirma ter suspeita de gripe recebe uma máscara cirúrgica e tem a
informação do tempo de espera para ser atendido: entre duas e quatro
horas. A espera é localizada em uma área externa, ao ar livre, porém
coberta. Cerca de 30 pacientes aguardavam a vez de serem recebidos por
volta das 14h de quinta-feira. Os casos mais graves tem atendimento
imediato. Pessoas de grupos de risco são encaminhadas ao vizinho Hospital
das Clínicas. No
hospital Albert Einstein, no bairro do Morumbi, considerado o mais
sofisticado da cidade, apenas três pacientes aguardavam com máscara cirúrgica
na sala de espera do pronto-socorro. Uma enfermeira informou, no final da
tarde de quinta-feira, que a espera não supera 1 hora. O hospital dispõe
dos kits para exame e tratamento. No hospital 9 de Julho, que atende a
maioria dos convênios, estão disponíveis os testes e o tamiflu, e o
tempo médio de espera é de 1h30. O também particular Sírio-Libanês
informa por um cartaz na entrada do pronto-socorro que o exame para gripe
suína é realizado apenas em casos graves com vistas na internação. Nova
fase De
acordo com o secretário municipal de Saúde, Januário Montone, a
administração do tamiflu não aguarda mais a confirmação da gripe.
Segundo ele, se a pessoa tiver os sintomas clássicos da doença, é
tratada da mesma forma como se tivesse o diagnóstico do vírus H1N1. -
A gripe levou praticamente 80 dias até começar a circular no Brasil.
Agora, sabemos que ele está aqui e precisamos combatê-lo. Seguimos todo
o protocolo do Ministério da Saúde e temos medicamento suficiente para
tratar a população - diz. Para
retirar o medicamento, o paciente terá de levar consigo uma receita médica,
o cartão do SUS e um comprovante de residência. De acordo com o
secretario, é importante lembrar que o medicamento não está sendo
distribuído aleatoriamente. -
As pessoas precisam entender que, ao apresentar qualquer suspeita de
gripe, devem procurar um médico. É esse profissional que irá definir o
tratamento. Temos medicamento em número suficiente para atender a demanda
- afirma. Desde o agravamento dos casos de gripe suína, as AMAs da capital paulista estão funcionando em regime especial, inclusive aos finais de semana, para suprir a demanda de atendimentos. (JB Online) |
| 17/8/2009 | Gripe suína: Japão e Coreia do Sul têm primeiras mortes |
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AE-AP-DJ - Agencia
Estado TÓQUIO - O Japão e
a Coreia do Sul registraram neste sábado as primeiras mortes causadas por
gripe suína. |
| 12/8/2009 | Gripe suína afeta tribo amazônica isolada no Peru |
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Pelo menos sete casos foram confirmados pelo governo; ONG alertou para
efeito 'devastador' da pandemia. O Ministério da Saúde do Peru confirmou que pelo menos sete membros da
tribo Matsigenka, que vivem isolados na Amazônia peruana, foram
contaminados com o vírus da gripe suína. Estadão.com.br |
| 12/8/2009 | Secretaria de Saúde de São Paulo confirma 75 mortos por gripe suína no Estado |
|
A
Secretaria de Saúde de São Paulo confirmou nesta quarta-feira 75 mortes
por gripe suína --a gripe A (H1N1)-- em todo o Estado. De acordo com o órgão,
o balanço é relativo a todas as notificações de municípios feitas até
a última segunda-feira (10). Com o dado, os óbitos causados pela doença
sobem para 217 no país. Apesar
da confirmação, a secretaria não forneceu informações sobre os seis
novos casos. No último balanço, divulgado na sexta-feira (7), o órgão
apontava 69 mortes em decorrência da doença. Hoje,
mais quatro
municípios de São Paulo -- Piracicaba, Votorantim, Americana
e Itu, em São Paulo-- confirmaram seis mortes em decorrência da doença.
O
Estado de São Paulo é o que tem mais mortes registrar em decorrência da
doença, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 55 óbitos. Também registram
mortes causadas pela nova gripe os Estados do Paraná (39), Rio (35),
Santa Catarina (5), Minas (3), Paraíba (2), Pernambuco (1) e Bahia (1),
além do Distrito Federal (1). De
acordo com balanço parcial do Ministério da Saúde, divulgado na terça
(11), ao menos 192 pessoas morreram. Porém, com os dados mais recentes
das secretarias estaduais de Saúde, o número no Brasil já chega a 217.
Também já foram registrados 1.586 casos graves da gripe suína no país.
Sintomas A
gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A,
chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas
semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de
cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos
olhos e fluxo nasal. Para
diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada
nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada
espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os
antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são
eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter
dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças
dos Estados Unidos). Folha Online |
| 12/8/2009 | Piracicaba, Votorantim, Americana e Itu, em SP, confirmam mortes por gripe suína |
|
As
cidades de Piracicaba, Votorantim, Americana e Itu, em São Paulo,
confirmaram na terça e nesta quarta-feira seis novas mortes causadas pela
gripe
suína --a gripe A (H1N1). Dois
dos casos foram confirmados na cidade de Piracicaba (162 km de São
Paulo). Segundo a prefeitura, as vítimas são uma adolescente de 16 anos
que estava grávida e uma mulher de 52 anos. As duas morreram no dia 3 de
agosto, mas os exames confirmaram a doença como a causa da morte apenas
na terça-feira (11). Americana
(127 km de SP) também confirmou as duas primeiras mortes na cidade em
decorrência da nova gripe. De acordo com a prefeitura do município, as vítimas
são uma mulher de 36 anos e um homem de 38. Ambos se enquadram no grupo
de risco da doença. A morte de um homem de 52 anos também está sendo
investigada. Em
Votorantim (105 km de SP), a primeira morte confirmada devido à doença
foi de uma criança de quatro anos, que morreu na última sexta (7).
Segundo a Secretaria de Saúde do município, existem outros seis casos
confirmados da doença em Votorantim, e outros dez aguardam o resultado
dos exames. Já
em Itu (101 km de SP), a primeira morte causada pela doença foi de um
homem de 42 anos, que morreu no dia 5 de agosto, um dia depois de dar
entrada no hospital Sanatorinhos. Outros dois óbitos estão sendo
analisados. De
acordo com balanço parcial do Ministério da Saúde, divulgado na terça
(11), ao menos 192 pessoas morreram. Porém, com os dados mais recentes
das secretarias estaduais de Saúde, o número no Brasil já chega a 211.
Também já foram registrados 1.586
casos graves da gripe suína no país. Sintomas A
gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A,
chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas
semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de
cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos
olhos e fluxo nasal. Para
diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada
nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada
espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os
antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são
eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter
dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças
dos Estados Unidos). Folha Online |
| 12/8/2009 | Rabinos rezam contra gripe suína enquanto sobrevoam Israel; assista |
|
da
BBC Brasil Cerca
de 50 rabinos e líderes religiosos de Israel sobrevoaram o país com a
missão de lançar suas bênçãos das alturas para espantar a gripe suína
--como é chamada a gripe A (H1N1). Os
religiosos cantaram orações e tocaram a tradicional corneta Shofar,
feita com chifre de carneiro. Em
entrevista ao jornal israelense "Yedioth Aharanot", o rabino
Yitzhak Batzri disse que o objetivo do voo foi 'interromper a pandemia
para que as pessoas parem de morrer da doença'. A
gripe suína é geralmente chamada de H1N1 em Israel, onde os porcos são
considerados animais 'impuros'. Segundo
o Ministério da Saúde de Israel, já há mais de 2.000 casos de gripe suína
no país, com cinco mortes até agora. Folha Online |
| 12/8/2009 | Gripe suína: Mumbai fecha todas as escolas e cinemas |
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MUMBAI - Autoridades ordenaram hoje o fechamento de todas as
escolas e salas de cinema de Mumbai, em meio ao temor diante do vírus da
Influenza A (H1N1), popularmente conhecida como gripe suína. Algumas
escolas da Índia já haviam sido fechadas após estudantes terem testes
positivos para o vírus. Porém, esta é a primeira vez que todas as
escolas e cinemas são fechados em uma grande cidade do país. Mumbai tem
aproximadamente 14 milhões de habitantes. A metrópole atinge os 19 milhões
de pessoas se forem somados os subúrbios próximos. Segundo dados
oficiais, o número de mortes relacionadas à doença subiu para 15 no país. Estadão.com.br |
| 12/8/2009 | Vítimas da gripe suína quase triplicam em um mês na Argentina |
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Com 378 mortes, País é o segundo no ranking mundial de mortes pela
gripe suína, atrás dos Estados Unidos BUENOS AIRES - O número de mortes quase triplicou na Argentina
em um mês. O País contabiliza 378 vítimas da gripe suína
desde que o vírus começou a espalhar-se no país, na primeira semana de
maio. Essa é a contabilidade realizada pelas secretarias da Saúde das 24
províncias argentinas e a capital federal. O número inclui as quinze
novas mortes anunciadas nesta terça-feira à noite pelas autoridades
sanitárias provinciais. Desta forma, a Argentina continua em segundo lugar no ranking
mundial de mortes pela gripe suína, atrás dos Estados Unidos, que
registra 436 pessoas mortas, segundo os últimos dados anunciados pelas
autoridades americanas no dia 7 de agosto. A primeira morte em território argentino foi registrada no dia 15
de junho. No dia 14 de julho o governo federal admitiu o número de 135
mortes. Quatro semanas depois, o número de mortos quase triplicou para os
atuais 378 mortos. Na semana passada o vice-ministro da Saúde, Máximo Diosque,
afirmou que o número de mortos poderia superar a faixa de 700 pessoas em
caso de confirmação de outros 400 falecimentos que ainda estão sendo
avaliados pelas autoridades sanitárias. Segundo Diosque, o governo federal registrou 762 mil casos de
pessoas que contraíram gripe em todo o país desde o início da pandemia.
Desse total, segundo o vice-ministro, 93% teriam tido o vírus A H1N1. Há poucos dias, durante um seminário na Academia Nacional de
Medicina, um dos mais prestigiados infectologistas do país, Daniel
Stamboulian, estimou que 20% da população argentina foi contaminada pela
gripe suína. Isto equivale a um total de 7,5 milhões de pessoas que já
foram contagiadas em toda a Argentina desde o primeiro caso, no dia 7 de
maio Estadão.com.br |
| 12/8/2009 | Uberlândia (MG) suspende cirurgias eletivas e proíbe aglomerações devido à gripe suína |
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da
Folha Online A
cidade de Uberlândia (MG) decidiu nesta semana suspender as aulas --na
rede pública e privada-- e todas as cirurgias eletivas (sem urgência)
previstas no município, como forma de evitar novos casos da gripe suína
--a gripe A (H1N1)-- e de garantir a reserva de leitos para pacientes com
suspeita da doença. De
acordo com comunicado divulgado pela prefeitura da cidade, a decisão foi
tomada pelo Comitê Municipal de Enfrentamento à Influenza A (H1N1), que
também determinou a suspensão de eventos que provoquem grande aglomeração
de pessoas. Dentre esses eventos adiados está a comemoração pelos 121
anos de Uberlândia. Ainda
de acordo com o comitê, os paciente que têm cirurgias agendadas devem
procurar o médico e adiar a operação. Já as aulas ficam suspensas por
tempo indeterminado. De acordo com a prefeitura, o comitê deve se reunir
semanalmente para avaliação e para decidir sobre a manutenção da
medida. Nesta
terça-feira (11), a cidade de Cascavel
também proibiu a aglomeração de pessoas em locais fechados e sem
ventilação, como shoppings, igrejas, cinemas, casas noturnas, entre
outros estabelecimentos, que deverão ficar fechados devido à doença. A
determinação não deve abranger transportes coletivos e supermercados.
"Serviços essenciais ficarão abertos, alguns com entrada regulada
de pessoas, por exemplo, os bancos. Em locais com ambiente fechado, no
caso das escolas, cinemas, entre outros, será determinado a suspensão até
o dia 17 desse mês", afirmou o secretário de Saúde, Ildemar Canto.
De
acordo com o Ministério da Saúde, ao menos 192 pessoas morreram, porém,
com os dados das secretarias estaduais de Saúde, o número de óbitos no
Brasil já chega a 211.
Também já foram registrados 1.586
casos graves da gripe suína no país. Sintomas A
gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A,
chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas
semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de
cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos
olhos e fluxo nasal. Para
diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada
nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada
espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os
antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são
eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter
dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças
dos Estados Unidos). |
| 12/8/2009 | Deputado do PSB é o 1º caso de gripe suína entre parlamentares |
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Capitão Assumção (ES) está isolado para tratamento; dois outros
deputados estão com sintomas da doença BRASÍLIA - O deputado Capitão Assumção (PSB-ES) é o
primeiro caso confirmado de suína entre os parlamentares. Na Casa, há a
suspeita de que outros dois parlamentares também tenham sido infectados
pela nova gripe, segundo a assessoria de imprensa da Câmara. Assumção, que confirmou o diagnóstico na terça-feira, 11, já foi
medicado e está em isolamento em um hotel, em Vitória (ES). O deputado
é casado e sua esposa, grávida de 38 semanas, também manifestou
sintomas da gripe, como tosse. Segundo a assessoria do parlamentar, o
filho de 3 anos do casal também está com suspeita de contaminação de
gripe suína e tem febre, um dos sintomas da doença. Desde a semana passada, a Câmara dos Deputados vem adotando
medidas para evitar a proliferação do vírus. Na última sexta-feira, 7,
foram instalados os primeiros equipamentos com álcool em gel para
assepsia das mãos. Além disso, desde segunda-feira, 10, os servidores da
área de relações públicas da Casa orientam os visitantes e servidores
sobre os cuidados para evitar o contágio. O posto médico também presta
orientações sobre as forma de prevenção à gripe suína. Já o Senado decidiu suspender o acesso de visitantes às dependências
da instituição por causa da primeira morte provocada por gripe suína no
Distrito Federal. O programa "Tour pelo Senado" foi suspenso por
tempo indeterminado. Na terça-feira seguranças do Senado ficaram de
prontidão nos acessos à Casa, impedindo a entrada de pessoas que não
estivessem devidamente credenciadas e autorizadas. Preocupado com o crescimento do número de pessoas infectadas e
mortes causadas pela gripe suína, o deputado Wilson Picler (PDT-PR)
anunciou que vai lançar, ainda nesta semana, a campanha Cumprimento Saudável.
A ideia é que as pessoas se cumprimentem sem o tradicional aperto de mão,
apenas por meio de referências ou tapinhas nas costas. Estadão.com.br |
| 12/8/2009 | Governo estuda quarentena obrigatória em caso de emergência, diz Hage |
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Para
diretor da Vigilância, Brasil se adequaria a regras internacionais. O
diretor de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Eduardo
Hage, disse nesta terça-feira (11), após audiência pública na Câmara
dos Deputados, que o governo prepara um anteprojeto de lei para dar amparo
legal, por exemplo, a medidas que envolvam quarentenas obrigatórias em
casos de emergências de saúde pública. “O
Ministério da Saúde trabalhou num anteprojeto de lei para emergências
de saúde pública, não somente para essa, e sujeito a avaliação para
ver sua adequação à presente emergência. Ele dá respaldo jurídico a
uma série de medidas que podem vir a ser adotadas em qualquer emergência,
como, por exemplo, a definição de grupos para vacinação, que todos os
países vão adotar; uso de medicamentos em situações específicas e,
havendo necessidade, que não é o caso nessa presente pandemia [a nova
gripe], a adoção de medida de quarentena obrigatória”, disse. De
acordo com Hage, as quarentenas adotadas até hoje no Brasil no caso da
nova gripe foram voluntárias. Ele citou o caso da gripe aviária, no
sudeste asiático, como um exemplo de emergência na qual houve quarentena
obrigatória. Segundo
ele, a proposta encaixa o Brasil no protocolo do regulamento sanitário
internacional, divulgado em 2005 -e que entrou em vigor em 2007. Hage
afirmou que, neste regulamento, há uma série de medidas previstas que não
têm previsão legal no país. Segundo o secretário, esse anteprojeto vem
sendo discutido desde a pandemia de gripe aviária. De
acordo com o diretor, as medidas que o ministério já tomou por conta do
novo vírus têm base legal. No entanto, não existe, atualmente, nenhum
respaldo jurídico que autorize o governo a tomar medidas em situações
como a da quarentena obrigatória. Na próxima semana, técnicos
devem se reunir para dar formatação à proposta. Yahoo Noticias |
| 12/8/2009 | Estado do Rio dá licença a servidoras grávidas até dia 28 de agosto |
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Segundo
secretário de Saúde, decreto deve ser publicado na quinta (13). Alícia
Uchôa
Do G1, no Rio O
governo estadual do Rio vai dar licença a todas as servidoras grávidas
até o dia 28 de agosto. Segundo o secretário estadual de Saúde, Sérgio
Côrtes, a decisão será publicada em decreto assinado pelo governador Sérgio
Cabral na próxima quinta-feira (13). “A
maior parte dos servidores tem contato com o público”, explica ele. As
grávidas, segundo o secretário, devem procurar o departamento de
recursos humanos da sua unidade de trabalho, com exame atestando a
gravidez. Já as professoras precisam apenas procurar seus diretores. Não
há necessidade de atestado médico. Recomendação à iniciativa privada Segundo
Côrtes, a recomendação é que a decisão se estenda a outras
esferas públicas e à iniciativa privada. “Recomendamos
a todas as esferas públicas que façam o mesmo. À iniciativa privada,
recomendamos que tentem, num primeiro momento, realocar gestantes que
tenham contato com o público para outras áreas. Se isso não for possível,
que elas também tenham a licença médica”, sugere o secretário. |
| 12/8/2009 | Aulas vão voltar dia 17 |
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No
mesmo dia, Côrtes anunciou ainda a volta
às aulas da rede estadual de ensino para o próximo dia 17. O
adiamento havia sido seguido pela maior parte das redes municipais e
particulares do estado. A rede municipal deve anunciar sua decisão sobre
as aulas ainda nesta tarde. O
retorno, no entanto, será feito sob a recomendação de que crianças com
sintomas de gripe e febre não vão à escola. As faltas serão abonadas,
desde que os responsáveis informem à escola o motivo da falta, sem
necessidade de atestado médico. A
reposição das aulas, segundo a secretária estadual de Educação,
Teresa Porto, será feita de duas maneiras: com oito sábados letivos
a partir de setembro e uma semana a mais em dezembro. Estado tem 35 mortes Na
terça-feira (11), a Secretaria estadual de Saúde do Rio confirmou
mais duas mortes provocadas pela nova gripe. Ao
todo, 35 pessoas morreram da doença no estado. G1 |
| 12/8/2009 | Escola particular em São Paulo define se afastará grávidas |
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MARIANA
BARROS O
sindicato das escolas particulares de São Paulo define nesta
quarta-feira, após reunião com a Secretaria Estadual da Saúde, quais
medidas tomar para evitar que funcionárias grávidas se contaminem com a
gripe A (H1N1). Poderá até recomendar às escolas o afastamento delas. SP
tem 176 postos de distribuição de remédio; veja lista O
encontro foi agendado após o governo de São Paulo, conforme a Folha
adiantou ontem, ter decidido limitar
o trabalho das gestantes --mais vulneráveis à doença- em
escolas e hospitais da rede pública. Dados da secretaria mostram que, dos
69 mortos no Estado pela nova gripe registrados até sexta, 13 eram
gestantes. De
acordo com resolução que deve ser publicada no "Diário
Oficial", essas funcionárias devem evitar contato com o público. Na
impossibilidade de serem transferidas para outras áreas, devem ser
pensadas alternativas legais de afastamento temporário. Como
é uma recomendação, as empresas não são obrigadas a segui-la. Alguns
colégios particulares, porém, já optaram por afastar as grávidas antes
mesmo da sugestão do governo. Os hospitais também estão fazendo o
mesmo. No Albert Einstein, grávidas não atendem mais em áreas por onde
circulam pacientes de gripe, mesmo a comum. No Sírio Libanês, elas foram
afastadas do contato com pacientes. Outras
grandes empresas também discutem que medidas tomar. A Telefônica disse
ontem que estuda transferir funcionárias gestantes para departamentos
onde o risco de contrair a gripe seja menor. Afastamento
total
Mas
a Apeoesp (sindicato dos professores do Estado) acha que não basta apenas
transferir as professoras grávidas para outras áreas e hoje irá
protocolar um pedido na Secretaria da Educação para que as gestantes
sejam colocadas em licença compulsória, ao menos durante o período de
pico da pandemia de gripe. Também defende que as alunas grávidas sejam
afastadas. "Não
adianta colocar essa mulher no setor administrativo. Ela vai estar em um
ambiente onde o vírus pode estar circulando. Além disso, vai ter que
pegar ônibus e metrô lotados para ir trabalhar", afirma a
presidente da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha. Essa
é justamente a preocupação da professora Vanessa Gustavo da Silva, 29.
Grávida de seis meses, ela trabalha numa escola estadual de Parelheiros
(zona sul). "O ônibus [até o trabalho] vai muito lotado, com as
janelas fechadas. Se acontece alguma coisa comigo, quem vai ficar com meu
bebê?" A
cozinheira Leutres Alves, 42, também grávida de seis meses, teme da
mesma forma ser contaminada em transportes públicos. "A gente vê
esses casos de grávidas morrendo e fica preocupada." Para trabalhar,
numa empresa privada, ela pega todos os dias ônibus e metrô -trajeto de
ao menos 30 minutos no horário de pico. Leutres diz que a empresa já
pediu que ela se afastasse. Em
Ribeirão Preto (313 km de São Paulo), a prefeita Dárcy Vera (DEM)
decidiu afastar do trabalho as 66 servidoras grávidas das áreas de saúde
e educação. Professoras, médicas, enfermeiras e outras profissionais
que atuam em contato com o público devem permanecer em casa até o dia
24. Total No
Estado de São Paulo, os casos de gripe suína já somam 90% do total de
registros de gripe em geral, segundo o infectologista David Uip, diretor
do Instituto Emílio Ribas. O percentual é superior ao registrado no país
-77%, de acordo com o Ministério da Saúde. Colaboraram
a Folha Ribeirão e a Folha de S.Paulo, em Brasília |
| 12/8/2009 | Parto em casa deve ser evitado em casos de gripe suína |
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ANAÍSA
CATUCCI Segundo
a OMS (Organização Mundial da Saúde), mulheres grávidas estão nos
grupos de risco da gripe suína por terem mais chances de apresentar
sintomas graves da doença. Especialista ouvida pela reportagem diz que
partos domiciliares devem ser evitados caso a mulher apresente quadro de
gripe suína . Infectologistas
não sabem ao certo por quais motivos as grávidas são mais susceptíveis
à gripe. O que se sabe é que, durante a gravidez, a imunidade da mulher
fica mais baixa. Segundo
a enfermeira obstétrica Kátia Zeny Assumpção Pedroso, mesmo com o
risco do contágio em função da epidemia, a gestante deve avaliar a
assistência específica na hora do parto que o hospital oferece. O parto
domiciliar é contraindicado caso a gestante apresente os sintomas da
gripe suína, como dificuldades respiratórias. Seguindo
as recomendações do Ministério da Saúde, que solicita evitar lugares
com aglomeração de pessoas e cuidados com a higiene, Bianca Cruz
Magdalena, grávida de 37 semanas, disse que apesar de ter escolhido pelo
parto normal em casa, a preocupação maior é a possibilidade de ter que
precisar utilizar um hospital público e ficar em contato com outras
pessoas contaminadas com o vírus da Influenza A (H1N1). Folha
Online |
| 12/8/2009 | Governo determina que visita a preso use máscara para evitar gripe suína |
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da
Agência Brasil O
Depen (Departamento Penitenciário Nacional), do Ministério da Justiça,
determinou que a visita a presos seja permitida apenas com o uso de máscara
descartável para evitar casos de gripe suína --a gripe A (H1N1). A
portaria nº 157, publicada na edição desta quarta-feira do "Diário
Oficial da União", faz parte do conjunto de medidas para conter o
avanço doença. A
máscara será obrigatória também para os servidores que mantenham
contato direto com presos e visitantes. A medida entra em vigor hoje e
vale até que as autoridades sanitárias declarem que não há mais risco
de contágio. Antes
de entrar na área de segurança da unidade prisional, o visitante terá
que lavar as mãos com água e sabão e, em seguida, usar solução de álcool
70%. Antes do contato com o preso, o visitante ou o advogado que
apresentar sintomas da doença será avaliado por profissional de saúde
da penitenciária, que deverá manter cadastro dos atendimentos prestados.
De
acordo com a portaria, deverá procurar o serviço de saúde imediatamente
o servidor ou o colaborador do presídio que apresentar febre igual ou
maior a 38ºC e tosse ou dor de garganta associada a pelo menos dois dos
seguintes sintomas: dificuldade para respirar, cianose (coloração
azulada da pele), dor torácica, calafrios, dor nos músculos, dor nas
articulações, diarreia, vômitos, náuseas, prostração, inapetência,
cefaleia e coriza. País Em
todo o país, a gripe suína causou ao menos 217 mortes desde o fim de
junho, de acordo com balanço parcial das secretarias estaduais da Saúde
e do Ministério da Saúde. São
Paulo é o Estado com maior número de vítimas (75 mortos), seguido do
Rio Grande do Sul (55) e Paraná (39). Também registram mortes os Estados
do Rio (35), Santa Catarina (5), Minas (3), Paraíba (2), Pernambuco (1) e
Bahia (1), além do Distrito Federal (1). |
| 6/8/2009 | Vacina contra gripe suína deve estar pronta em setembro, diz OMS |
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Segundo o governo, primeiras doses só devem chegar ao Brasil em
dezembro. A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou, nesta quinta-feira, que
os primeiros lotes de vacinas contra a gripe suína devem estar
licenciados e prontos para a imunização da população já no mês de
setembro. Estadão.com.br |
| 6/8/2009 | Gripe suína faz Irã proibir peregrinações a Meca durante o Ramadã |
|
da
BBC As
autoridades de saúde do Irã proibiram todas as peregrinações para a Arábia
Saudita no período conhecido como Ramadã --o mês sagrado para os muçulmanos
que, neste ano, vai de 22 de agosto a 19 de setembro-- para tentar evitar
a dispersão da gripe suína no país. Em
entrevista à agência de notícias iraniana Fars, o ministro da Saúde do
país, Kamran Baqeri-Lankarani, afirmou que todos os peregrinos iranianos
devem se retirar da Arábia Saudita antes do início do Ramadã e que
nenhum iraniano deve realizar a Umrah (conhecida como "pequena
peregrinação" a Meca) Embora
possam fazê-lo em qualquer época do ano, muitos muçulmanos preferem
realizar a Umrah no Ramadã, período durante o qual os muçulmanos
guardam jejum do amanhecer ao anoitecer. Segundo o ministro, o fato de
muitas pessoas estarem concentradas nos locais de peregrinação no mês
sagrado aumenta o risco de dispersão do vírus e pode fazer com que
peregrinos voltem ao Irã contaminados com a doença. De
acordo com o Ministério da Saúde do Irã, foram registrados até agora
145 casos de gripe suína no país, mas nenhuma morte. O
ministro da Saúde também afirmou que serão impostas restrições também
ao Hajj, a grande peregrinação anual à Meca, que este ano acontece em
novembro que vem. Kamran
Baqeri-Lankarani afirmou que deve haver uma proibição para que maiores
de 65 anos e menores de dez anos participem do Hajj e que novas restrições
podem ser impostas. Peregrinações
a outros locais sagrados do islamismo no Iraque e na Síria não sofrerão
restrições, já que o número de visitantes nestes locais é menor do
que em Meca, de acordo com o ministro. Em julho passado, ministros de Saúde
árabes já haviam recomendado que crianças, idosos e pessoas com doenças
crônicas não participem do Hajj devido à gripe su Folha Online |
| 6/8/2009 | Metade das mortes pela gripe suína ocorre em até 7 dias |
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JOHANNA
NUBLAT Pelo
menos metade das mortes pela gripe suína --chamada A (H1N1)-- aconteceu
em até sete dias após o início dos sintomas, segundo dados do Ministério
da Saúde. A
gripe sazonal, dizem especialistas, costuma levar à morte em tempo
superior, pois geralmente mata por complicações da doença inicial. O
levantamento do ministério considera 96 mortes notificadas à pasta até
1º de agosto. Segundo os dados, a mediana (valor central de uma mostra
ordenada, significa que pelo menos 50% dos dados têm valor igual ou
inferior ao central) do período entre o início dos sintomas e a morte é
sete dias. Entre
os casos graves da doença, pelo menos metade das pessoas que foram
tratadas recebeu a medicação em até três dias do início dos sintomas,
ainda segundo a pasta. O
recomendado pela bula do remédio e pelo ministério é que o Tamiflu seja
tomado em até 48 horas do começo dos sintomas, quando é mais eficaz. O
tratamento tardio pode ser explicado pelo período que a doença leva até
mostrar os sinais de agravamento. "O tempo para um paciente que está
com sintoma ficar [em estado] grave não é 48 horas, geralmente é depois
de três dias. Então, esses pacientes estão começando a ser tratados
tardiamente", diz Nancy Bellei, da Unifesp. A
alteração no protocolo do ministério feita nesta semana, que prevê a
possibilidade de o médico prescrever o Tamiflu de forma diferente do
recomendado pelo governo, vai dar autonomia ao especialista para também
antecipar o começo do uso do Tamiflu para antes das primeiras 48 horas,
diz Juvencio Furtado, da Sociedade Brasileira de Infectologia. "[O
Tamiflu] é a única possibilidade que se tem, nos sentimos obrigados a
tratar mesmo que a eficácia seja menor." A
morte pela nova gripe em tempo mais rápido do que na gripe sazonal, por
sua vez, pode ser explicada pelo fato de ela matar geralmente pelo próprio
vírus. "Quando evolui mal, é rápido", afirma Bellei. A
forma sazonal costuma começar a complicar mais tarde. "A pessoa tem
um quadro infeccioso, depois vai se arrastando, complica com uma
pneumonia, que complica com outra manifestação respiratória. E aí que
culmina com a morte", explica Furtado. Aumento
nos casos
Os
novos dados do ministério mostram aumento do número de casos confirmados
--de 1.958 até o dia 25 de julho para 2.959 uma semana depois (1º de
agosto). Das 96 mortes, 14 foram de grávidas (15%). |
| 6/8/2009 | Gripe suína preocupa 28% da população mundial, diz pesquisa |
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Uma pesquisa realizada em 19 países e divulgada
nesta quinta-feira mostrou o nível de preocupação mundial a respeito da
gripe suína e o quanto os governos estão preparados para enfrentar a
doença. Segundo o levantamento, que ouviu 18.558 pessoas durante o mês
de julho, 28% da população está preocupada com o vírus H1N1. Os dados, obtidos pelo Ibope em parceria com a rede
global de pesquisas Worldwide Independent Network of Market (WIN), são
referentes aos seguintes países: Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria,
Bolívia, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França,
Holanda, Islândia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Suíça.
A China é o país onde a população está mais
preocupada: 64% dos entrevistados declararam-se consternados pela ameaça
representada pela gripe aviária. Na América do Sul, os bolivianos são
os pais preocupados, com 59% da população. Depois vem os argentinos
(41%), os brasileiros (36%) e os mexicanos e (33%), segundo a pesquisa. Na Europa o quadro muda um pouco. Em geral, segundo
a pesquisa, os países da União Europeia estão entre os menos
preocupados. Com exceção de França e Itália, nações em que 40% e 27%
das populações, respectivamente, manifestaram preocupação. No Canadá,
país com maior número de casos por habitante (231 casos por milhão de
habitantes) o índice também é baixo: 20%. O levantamento também perguntou aos entrevistados
sobre a capacidade dos governos em enfrentar a doença. Chineses e
europeus são os que têm maior confiança em seus governantes: 60% e 71%,
respectivamente, acreditam que seus países estão preparados para
enfrentar o vírus. Os menores índices vêm da Argentina e da Bolívia:
14% e 12%, respectivamente. Globalmente, as mulheres (32%) tendem a se preocupar
mais com a gripe suína e com a capacidade de seus governos em enfrentá-la
do que os homens (24%). Os dados mostram ainda que os jovens enxergam a
doença com mais consternação. Entre quem tem menos de 35 anos, 32%
declaram-se preocupados. Entre os que possuem de 35 a 54 anos, esse número
é de 27%. Entre os maiores de 55 anos, cai para 23%, segundo a pesquisa. Terra |
| 6/8/2009 | Exame de resultado rápido não é eficaz em detectar "gripe suína", diz estudo |
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Conforme
a "gripe suína" (rebatizada de gripe A H1N1 pela OMS) se expande, muitos médicos
e hospitais passam a adotar exames laboratoriais que determinam em alguns
minutos se um paciente contraiu o vírus A H1N1. A venda destes exames está
aumentando. Mas
os exames têm uma severa limitação: eles podem gerar resultados
imprecisos em mais da metade dos casos em que são usados para detectar a
"gripe suína", de acordo com estudos publicados recentemente e
especialistas em exames médicos. A
baixa sensibilidade dos testes está se tornando uma preocupação para as
autoridades de saúde porque um falso resultado negativo pode levar o médico
a não receitar os remédios necessários contra a gripe suína. Este
também é um dos grandes problemas enfrentados por diretores de laboratórios
que se preparam para o que deve ser um grande aumento na demanda por
exames no outono e inverno. Diversas companhias de diagnósticos esperam
capitalizar com o aumento da necessidade de exames da gripe. Os
exames rápidos "estão deixando passar muitos contagiados pela
gripe", disse Christine C. Ginocchio, diretora da divisão de
microbiologia, virologia e diagnósticos moleculares do Sistema de Saúde
de Long Island e North Shore, Nova York. Para
a gripe sazonal, os especialistas sempre souberam da baixa habilidade de
confirmação através de exames rápidos. No entanto, os novos estudos
sugerem que os exames não funcionam melhor, e talvez sejam até piores,
para descobrir o vírus de influenza causador da "gripe suína",
conhecido formalmente como o novo H1N1. Em
um estudo publicado recentemente no Jornal de Virologia Clínica,
Ginocchio revelou que um exame rápido detectou apenas 10% das infecções
com o vírus da "gripe suína" em relação ao que seria
percebido por um exame em laboratório mais sofisticada. Um exame rápido
diferente detectou 40%. (Ginocchio é consultora da Luminex, uma companhia
que faz exames mais precisos, porém mais lento.) O
Centro de Controle e Prevenção de Doença dos EUA deve publicar seu próprio
estudo sobre os exames rápidos em breve. Na semana passada, o órgão
atualizou as orientações que pedem que médicos sejam cuidadosos ao
confiar em seus resultados. "Dizemos
que é preciso entender as limitações destes exames", disse Dr.
Timothy M. Uyeki, autor da orientação de CCPD. "O médico não deve
basear sua decisão em tratar ou não apenas com base em um resultado
negativo." Mas alguns doutores
dizem que não há nenhum um bom substituto para a simplicidade,
velocidade e baixo custo destes exames. Além disso, os fabricantes dos
exames afirmam que os produtos são úteis apenas se forem utilizados de
maneira adequada. Ainda que um resultado negativo em exame rápido possa não
ser confiável, um resultado positivo, pelo menos durante a temporada de
gripe, geralmente indica que a pessoa está contagiada. |
| 6/8/2009 | Crianças espalham gripe suína pelo dobro de tempo dos adultos |
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da
Folha Online As
crianças infectadas transmitem a gripe suína --como é chamada a gripe A
(H1N1)-- por até 14 dias, enquanto um adulto por um período de sete
dias. Para impedir o avanço da doença, universidades e escolas adiaram
a volta às aulas. Com
a criançada dentro de casa por mais duas semanas, os pais precisaram se
organizar para manter os pequenos atarefados. Veja, neste videocast, o
relato de pais e dicas de uma especialista em brinquedos educativos para
ocupar o tempo livre. Folha Online |
| 6/8/2009 | Especialista dos EUA nega eficácia de fechar escolas contra gripe suína |
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MAGGIE
FOX Fechar
escolas, proibir aglomerações e outras medidas do gênero dificilmente
impedirão uma maior difusão da pandemia de gripe suína, denominada
oficialmente gripe A (H1N1), disseram especialistas americanos nesta
quarta-feira. Segundo
eles, esta pandemia lembra muito a do vírus H2N2 em 1957 --quando logo
ficou claro que havia pouco que as autoridades pudessem fazer. Naquele
ano, cerca de 25% da população norte-americana adoeceu. Sanitaristas
estimam que, em todo o mundo, 2 milhões tenham morrido. "Esforços
para mitigá-la foram fúteis", disse Brooke Courtney, do Centro para
a Biosegurança do Centro Médico da Universidade de Pittsburgh, nos
Estados Unidos. Autoridades
federais norte-americanas devem anunciar nesta sexta-feira recomendações
para a suspensão de aulas --medida já adotada pelo governo brasileiro.
Normalmente cabe às delegacias locais e estaduais de ensino tomarem essa
decisão, mas sob aconselhamento federal. No
auge da epidemia, em maio, mais de 700 escolas fecharam nos EUA, segundo o
Departamento de Educação. No
México, onde a pandemia começou, as autoridades fecharam escolas e prédios
públicos durante cerca de duas semanas em abril e maio, além de
estimularem as empresas a suspenderem suas operações. Apesar
dos esforços globais, o vírus H1N1 continua circulando em todo o mundo.
A exemplo da influenza de 1957, sua cepa já contaminou mais do que os vírus
tradicionais na atual temporada de frio no hemisfério sul. Em
seu último boletim, na semana passada, a OMS (Organização Mundial da Saúde)
relatou 162.230 casos confirmados e 1.154 mortes. Mas especialistas dizem
que isso provavelmente reflete apenas uma fração do total. Estudiosos
preveem que a gripe deve recrudescer quando o outono chegar no hemisfério
norte, e um terço da população mundial --cerca de 2 bilhões de
pessoas-- acabará sendo afetado. Os
governos adotam diferentes abordagens no controle do vírus. Em julho,
pesquisadores britânicos alertaram que o fechamento de escolas ao
primeiro sinal de uma nova pandemia poderia adiar o agravamento da situação,
dando tempo para que as autoridades se preparassem, mas isso não
impediria a difusão da doença. Em
artigo na revista Biosecurity and Bioterrorism, Courtney e colegas seus
disseram que o vírus H1N1 já parece estar disseminado demais para que
possa ser contido. "Em
1957, decidiu-se bastante cedo que os esforços para colocar as pessoas de
quarentena ou isolá-las não seria eficaz", disse Courtney. Como
ocorreu neste ano, aquele vírus surgiu primeiramente na primavera do
hemisfério norte. No outono, ele piorou. "A volta às aulas em
setembro pareceu ser um importante fator no início da epidemia nas
comunidades", disse. "As
escolas não fecharam com o propósito de tentar controlar a difusão da
doença. Elas fecharam porque havia muitos professores, administradores ou
alunos afastados", disse Courtney |
| 6/8/2009 | OMS alerta países que anteciparem uso da vacina contra gripe suína |
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da
Efe, em Genebra A
Organização Mundial da Saúde (OMS) aconselhou nesta quinta-feira aos países
que planejam administrar rapidamente a vacina contra a gripe suína a suas
populações que realizem uma vigilância "intensa" sobre a
segurança dos pacientes e a eficácia da fórmula depois da vacinação. A
OMS considera imprescindível esta vigilância, já que vários países,
entre eles os da Europa e os Estados Unidos, planejam aprovar a vacina
contra este novo vírus em caráter de urgência --o que implica em
suspender alguns testes clínicos. Em
documento divulgado nesta quinta-feira, o organismo adverte que
"alguns efeitos colaterais que aparecem raramente nos testes clínicos
podem se tornar mais evidentes quando um grande número de pessoas recebe
uma vacina pandêmica". "A
pressão do tempo significa que os dados clínicos no momento em que a
vacina pandêmica for administrada serão inevitavelmente limitados. Serão
necessários mais testes sobre a segurança e a eficácia, depois que se
tiver começado a administração da vacina", alertou a OMS. A
recomendação da OMS ocorre depois que organismos reguladores como a Agência
de Remédios Europeia (Emea, em inglês) e países como os EUA, assim como
vários laboratórios, anunciaram que planejam desenvolver e administrar a
vacina a partir de setembro, antes da chegada do inverno no hemisfério
norte, o que implicaria em reduzir o processo de provas e testes clínicos.
A
OMS calculava, até agora, que uma vacina contra este novo vírus pandêmico
só estaria pronta pelo menos em novembro, passando por todos os testes clínicos
de rigor. Em
seu documento, a OMS detalha os prós e contras de acelerar a aprovação
desta vacina, que alguns países da Europa planejam administrar de forma
maciça ou a grande parte da população. Por
um lado, lembra que, durante as pandemias de 1957 e 1968, as vacinas
chegaram tarde demais para ser usadas como um meio efetivo de mitigação
durante as fases mais graves, e, na de 1918, quando não houve vacinas,
cerca de 50 milhões de pessoas morreram. Por
isso, a OMS indica que, desde 2007, trabalhou com as agências
reguladoras, responsáveis sanitários e produtores de vacinas pandêmicas
para buscar formas de diminuir o tempo entre o surgimento do vírus e a
produção de uma vacina "segura e efetiva". No
entanto, adverte que "assuntos relacionados à segurança surgirão
inevitavelmente durante uma pandemia, quando a vacina for administrada em
grande escala". Por
um lado, a OMS considera que as campanhas de vacinação maciças têm
"a parte positiva que podem gerar dados significativos sobre segurança
em poucas semanas". Mas
ressalta que "será vital que se compartilhe em nível internacional
os dados de vigilância posteriores ao início das campanhas, para poder
avaliar a relação risco-benefício e determinar se são necessárias
mudanças na política de vacinação". Folha Online Mas
ressalta que "será vital que se compartilhe em nível internacional
os dados de vigilância posteriores ao início das campanhas, para poder
avaliar a relação risco-benefício e determinar se são necessárias
mudanças na política de vacinação". |
| 6/8/2009 | Gripe suína preocupa 36% dos brasileiros, diz pesquisa |
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Pesquisa realizada entre o final de junho e início
de julho deste ano aponta que 36% dos brasileiros declaram-se preocupados
em relação à pandemia causada pelo vírus Influenza A (H1N1), da gripe
suína. Já 40% dos entrevistados acreditam que o País está preparado
para enfrentar o problema. O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira pelo
Ibope Inteligência, em parceria com a rede global de pesquisas Worldwide
Independent Network of Market Research (WIN). O Brasil foi um dos 19 países
onde a pesquisa foi realizada. No total, foram ouvidas 18.558 pessoas,
sendo 2 mil brasileiros. O Brasil está entre os cinco países que mais se
preocupam com a pandemia, mesmo assim, o Ibope considera baixo o índice
de 36% de preocupação. O maior nível foi verificado na China, com 64%
de pessoas que disseram estar preocupadas. O nível de percepção do preparo do País em relação
à doença também é considerado baixo. O mais alto deles, entre os países
pesquisados, é da Suíça, onde 83% consideram que o país está
preparado para combater a gripe suína. No Brasil, o maior índice de preocupação, se
analisado o perfil socioeconômico dos entrevistados, está entre os mais
pobres. Nas classes D-E a preocupação chega a 42%, sendo reduzido na
medida em que aumenta a classe socioeconômica: 37% na classe C e 27% na
A-B. Em termos regionais, a população do Nordeste se
mostra mais preocupada do que as demais: 44%. No Norte, os preocupados
somam 34%. Já as regiões Sul e Sudeste apresentam índice de preocupação
de 36% e 31%, respectivamente. No Brasil, as 2 mil entrevistas foram realizadas em
todo o território nacional. Os demais países onde foi feita a pesquisa são
Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Bolívia, Canadá, China,
Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Holanda, Islândia, Itália, Japão,
México, Reino Unido, Rússia e Suíça. |
| 6/8/2009 | Paraná suspende por 30 dias cirurgias eletivas devido à gripe suína |
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da
Agência Brasil Todas
as cirurgias eletivas (sem urgência) que necessitem de leitos de UTI
(Unidade de Terapia Intensiva) foram adiadas por 30 dias no Paraná. A
medida, anunciada na noite desta quarta-feira pela Secretaria de Saúde do
Estado, tem o objetivo de criar uma reserva técnica de leitos para
pacientes com doenças respiratórias agudas graves, como a gripe suína
--a chamada gripe A (H1N1). De
acordo com a superintendência de Gestão em Saúde, a determinação
garante que mais leitos de UTI fiquem disponíveis para o caso de
necessidade de internação de pacientes que apresentem insuficiência
respiratória aguda grave e outras complicações. De
acordo com a secretaria, trata-se de medida preventiva, já que não há
nenhum paciente com insuficiência respiratória aguardando leito de UTI
atualmente. Até
esta quarta-feira, o Paraná registrava 25 mortes em decorrência da gripe
suína. O Estado o terceiro em número de mortes, atrás apenas dos
Estados de São Paulo, com 50 óbitos, e do Rio Grande do Sul, onde 29
pessoas morreram. Sintomas A
gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A,
chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas
semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de
cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos
olhos e fluxo nasal. Para
diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada
nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada
espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os
antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são
eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter
dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças
dos Estados Unidos). Folha Online |
| 6/8/2009 | Flávio Arns propõe que Temporão seja chamado a explicar falta de Tamiflu |
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O senador Flávio Arns (PT-PR) pediu, nesta
quarta-feira (5), que o quadro da gripe suína seja debatido de forma mais
aberta para que a população saiba dos riscos reais que está correndo e
se encontrem as melhores estratégias para lidar com o problema. Ele
sugeriu que a Comissão de Assuntos Sociais convoque o ministro da Saúde,
José Gomes Temporão, para explicar como está a distribuição do remédio
Tamiflu. - Crianças, jovens e gestantes estão morrendo.
Embora se diga que uma discussão aberta pode causar pânico, precisamos
falar claramente sobre o assunto e despertar a preocupação para um
problema grave - afirmou o parlamentar. Flávio Arns observou que, pelos cálculos dos
especialistas, o país deve estar com cerca de 30 mil casos da gripe. Só
em Curitiba, está morrendo uma pessoa por dia. Ao propor que sejam ouvidos sobre o assunto
infectologistas de renomada competência, o senador lembrou que a pressão
pela mudança do protocolo de atendimento levou o governo a liberar a
prescrição do Tamiflu também por médicos da rede privada - com as
devidas precauções para se evitar estoques ilegais do produto. Continua, entretanto, sem uma determinação
coerente o momento da aplicação do remédio, que não faz mais efeito 48
horas depois de instalado o quadro da gripe. O senador se disse favorável
a que se aplique o remédio aos primeiros sintomas característicos da
doença. Flávio
Arns disse que há vários aspectos não esclarecidos sobre a capacidade
do país de fazer frente à epidemia da gripe suína. Um deles é o da
quantidade exata e das condições do Tamiflu adquirido quando do surto de
gripe aviária, em 2005. Da
Redação / Agência Senado) |
| 6/8/2009 | Gripe Suína: Ministério da Saúde divulga balanço conflitante |
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Flávio
Dilascio, JB Online RIO
DE JANEIRO - Enquanto o Brasil já soma 129 óbitos por gripe suína, o
Ministério da Saúde divulgou, no início da noite desta quarta-feira, um
balanço defasado do número de mortes pela H1N1 no país. O órgão máximo
da saúde brasileira levou em conta apenas os registros até o dia 1º de
agosto, em que os números apontavam 96 óbitos. Tal
tentativa do governo de 'evitar o pânico' está sendo criticada com veemência
pela classe médica brasileira. Para o infectologista Alex Botsaris, esta
tentativa de amenização da pandemia prejudica uma melhor análise da
doença. -
Acho que, desde o aparecimento da gripe suína, o Ministério da Saúde
vem tentando minimizar o problema. Existe um lado compreensível, que é
evitar muito pânico, mas tinham de ter em vista uma outra questão: uma
informação mais precisa leva a um diagnóstico melhor da doença e a
possível análise dos fatores que estão desencadeando em mortes -
comenta o médico. Ele
lembra ainda que tal postura do Ministério pode vir a prejudicar a
erradicação de futuras epidemias que venham a aparecer no Brasil -
O acompanhamento dos dados é importante não só para tratar dessa doença,
como para cuidar de futuras novas moléstias. Imagine se surgir uma
epidemia de gripe aviária, com uma forma mais letal. Certamente teríamos
dificuldade em combatê-la - afirma. Botsaris
destaca também a precariedade do sistema de saúde brasileiro que, ao seu
ver, não consegue chegar à boa parte da população, fazendo com que
muitos casos de gripe suína não cheguem ao conhecimento das autoridades.
-
Não existe um esforço do Ministério da Saúde para mandar agentes para
descobrir e tratar novos casos de gripe suína. Certamente, se houver um
empenho maior, será possível descobrir um número de casos e óbitos
mais próximo do real - conclui. Percentuais Ao
divulgar os dados, o Ministério fez uma análise dos casos confirmados até
o dia 1º de agosto, chegando à conclusão que a grande maioria (71,5%)
apresentou sintomas leves, num total de 2.115 pessoas. Os restantes 28,5%
(844) apresentaram febre, tosse e dificuldade respiratória. Desse total,
55,6% foram de mulheres. Foram ainda 844 casos graves da doença. Segundo
o ministério, gestação e doenças cardíacas e neurológicas são os
principais fatores de risco para óbito. Nos casos graves com pessoas com
pelo menos um fator de risco, a letalidade foi de 23,5%, enquanto que nos
pacientes sem nenhum fator de risco a letalidade foi de 8,9%. JB
Online |
| 4/8/2009 | Para ministro, é um "disparate" adiar aulas por causa da gripe suína |
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O
ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse ontem (3) considerar um
"disparate" alunos sadios terem o início das aulas adiado por
conta da gripe suína. Segundo ele, a recomendação do ministério é que
devem ficar em casa apenas as crianças e funcionários com sintomas como
febre e tosse. "Quem
não tem sintoma não tem que ficar em casa. Seria um disparate
total", disse ontem em evento no Rio. Os governos de São Paulo, Rio,
Rio Grande do Sul, Paraná e Minas prorrogaram as férias escolares. A
decisão foi tomada após o próprio ministério divulgar nota, na semana
passada, em que transferia aos Estados a decisão de adiar ou não o início
das aulas como estratégia para conter a disseminação do vírus. Em
vários Estados, as aulas foram adiadas para o dia 17. O secretário da Saúde
de SP, Luiz Roberto Barradas Barata, argumentou que, a partir desta data,
a temperatura estará mais amena e já terá passado o prazo que costuma
durar uma epidemia de gripe (cerca de oito semanas). Ele não comentou a
declaração do ministro. O
secretário da Saúde do Rio Grande do Sul, Osmar Terra, afirmou que as
aulas foram adiadas com base na opinião de um comitê de especialistas. Já
o governador Aécio Neves (Minas) diz que "foi uma medida
preventiva" e que o Estado está "atento, mas não
alarmado". Exagero Além
da rede pública, várias escolas particulares e universidades também
prorrogaram as férias. Eitan Berezin, presidente do departamento científico
de infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, acha que houve um
certo exagero. "Até os adolescentes do ensino médio poderiam ter
aulas", diz. Berezin,
porém, diz que a recomendação em relação às crianças é válida.
"É uma medida importante para creches e escolas com crianças
menores, porque elas se beijam e abraçam mais, têm mais contato." O
infectologista David Uip, diretor do Instituto Emílio Ribas, participou
da reunião em SP que definiu pelo adiamento das aulas. Segundo ele, a
decisão foi acertada, já que dados recentes mostram que a transmissão
do vírus por crianças é o dobro da por adultos. Esper
Kallas, infectologista da USP, diz que o efeito da medida será pequeno, já
que existem outras formas de aglomeração, como cinema e shopping, que não
são evitadas. Mas,
em São Paulo, algumas das escolas que decidiram não suspender as aulas
enfrentaram a resistência de pais. Na
Agostiniano Mendel (zona leste
de SP), pais foram à diretoria pedir a suspensão das atividades, que
recomeçaram ontem. Os alunos foram informados que, nesta semana, haverá
revisão de conteúdo, com presença obrigatória. Procurada, a escola não
se manifestou. No
Liceu Pasteur (zona sul), os alunos afirmam que metade dos estudantes
faltou, já que a presença não é obrigatória. "Liguei para a
escola para saber se vão se responsabilizar se algum aluno ficar
doente", diz a acupunturista Leila de Castro, 39, mãe de Giovanna,
15. Temporão
criticou previsões de expansão da doença. "Existem os futurólogos
do caos que escrevem um monte de besteira. Saiu na imprensa que nós teríamos
milhões de casos, [projeção] em cima do modelo matemático feito para
um vírus diferente de uma doença que não existiu. Chega a ser patético."
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| 4/8/2009 | Campinas (SP) confirma sexta morte por gripe suína na cidade |
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A
Secretaria de Saúde de Campinas (93 km de São Paulo) confirmou nesta terça-feira
mais uma morte causada pela gripe
suína --a gripe A (H1N1). Com isso, aumentam para seis os óbitos
em decorrência da doença na cidade. De
acordo com a secretaria, a última morte confirmada foi de uma mulher de
63 anos, ocorrida no dia 29 de julho. Em toda a cidade, já foram
confirmados 102 casos da doença. Dentre as mortes, cinco foram de
mulheres e uma de um homem de 35 anos. Ontem
(3), foram confirmadas novas
mortes causadas pela gripe também nos municípios de Cotia
(Grande São Paulo) e de Itaí (287 km de SP). Embora os municípios
tenham divulgado novas mortes, os casos ainda não foram contabilizados
pela Secretaria de Saúde de São Paulo, que apontava 37 mortes no último
balanço, divulgado na última sexta-feira (31). O
Estado de São Paulo tem o maior número de mortes confirmadas no país.
No país, passa de 90 o número de mortes causadas pela doença, de acordo
com o Ministério da Saúde e as Secretarias Estaduais da Saúde. Sintomas A
gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A,
chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas
semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de
cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos
olhos e fluxo nasal. Para
diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada
nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada
espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os
antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são
eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter
dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças
dos Estados Unidos). |
| 4/8/2009 | Fipe: gripe suína chegou à inflação |
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SÃO PAULO - A Influenza A (H1N1), a chamada gripe suína,
parece ter chegado à inflação. É o que avalia o coordenador da
Pesquisa de Preços da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe),
Antonio Evaldo Comune. Segundo ele, o item Viagem (Excursão) representou
a segunda maior queda do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com uma
variação negativa de 2,30%, o que significou uma contribuição negativa
de 5,65% para o indicador de 0,33% em julho na capital paulista. |
| 4/8/2009 | SP tem mais duas mortes por gripe suína confirmadas em Cotia e Itaí |
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Publicada em 04/08/2009 às 11h28m SÃO PAULO - Mais duas cidades paulistas confirmaram
nesta terça-feira mortes em decorrência da gripe suína: Cotia, na
Grande São Paulo, e Itaí, na região de Itapetininga. Em Itaí, a vítima
é uma funcionária pública de 46 anos. Segundo o coordenador municipal
de saúde do município, Nelson Nardocci, ela fez a primeira consulta no
dia 19 de julho, voltou ao médico no dia 20 e no dia 21 foi internada na
Santa Casa da cidade com sintomas da gripe A. A transferência para o
Hospital das Clínicas da Unesp de Botucatu foi feita no dia 22 de julho e
no dia seguinte ela morreu de insuficiência respiratória provocada por
pneumonia. Nardocci afirmou que ela não foi medicada com
Tamiflu durante o período em que foi atendida na cidade. Ele explicou que
Itaí não tem o medicamento disponível, pois apenas os hospitais de
referência receberam o Tamiflu para tratamento da gripe A. A expectativa
é que a distribuição do remédio seja descentralizada na região a
partir desta terça-feira. Mesmo assim, apenas as pessoas com fatores de
risco devem ser tratadas com o antiviral. A moradora de Itaí tinha hipertensão, era obesa e
não havia feito viagens. A cidade teve outros 5 pacientes com sintomas da
gripe suína, mas o tratamento evoluiu bem e não foram feitos exames
laboratoriais para detectar a doença. Em Cotia, a primeira vítima fatal da doença na
cidade é um homem de 30 anos, que estava internado há 15 dias e o quadro
também evoluiu para pneumonia. A Secretaria Municipal de Saúde de Cotia
considera que o paciente pertencia ao grupo de risco porque era fumante. O
município tem 12 casos confirmados da doença e outros 32 aguardam
resultados de exames laboratoriais. O estado de São Paulo registrou quatro mortes pela
nova gripe entre sexta e segunda-feira nas cidades de Campinas, Bauru,
Valinhos e Amparo. O último balanço oficial de mortes no estado foi
divulgado na sexta-feira e indicava 37 mortes. Novos números só serão
divulgados na próxima sexta. Em São José do Rio Preto, noroeste paulista, estão
internadas onze pessoas, três delas em estado grave. Os casos
considerados graves são de um homem de 26 anos, morador de Araçatuba, um
bebê de nove meses, de Mirassol, e uma criança de um ano, moradora da própria
cidade. |
| 4/8/2009 | Valinhos (SP) revê informação e diz que morto por gripe suína não esteve na Argentina |
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A
Prefeitura de Valinhos (85 km de São Paulo) informou na manhã desta terça-feira
que o rapaz de 30 anos que morreu na cidade no último dia 26 em consequência
da gripe suína não esteve na Argentina. Ontem, ao confirmar a morte --a
segunda na cidade--, a administração municipal havia afirmado que ele
começou a apresentar os sintomas da doença após retornar do país
vizinho. Nesta
terça, em nota, a prefeitura informou que houve um equívoco e que
"não há registro de que ele tenha saído do país". No
total, a cidade tem 13 casos confirmados de gripe suína --influenza A
(H1N1)--, com duas mortes. Outros 11 casos deram negativo para a doença e
11 ainda aguardam resultado de exames. Outras
mortes
Na
segunda-feira (3), outras duas
cidades de São Paulo confirmaram mortes em decorrência da
nova gripe. Elas ocorreram em Cotia (Grande São Paulo) e em Itaí (287 km
de SP) Embora
os municípios tenham divulgado novas mortes, os casos ainda não foram
contabilizados pela Secretaria de Saúde de São Paulo, que apontava 37 óbitos
no último balanço, divulgado na última sexta-feira (31). O Estado tem o
maior número de mortes confirmadas no país. No
país, passa de 90 o número de mortes causadas pela gripe suína, de
acordo com o Ministério da Saúde e as Secretarias Estaduais da Saúde. Folha
Online |