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| 16/12/2009 | SP: 61% dos novos médicos não sabem identificar sintomas da gripe suína, diz Cremesp |
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Karina Lignelli Comentários..SÃO PAULO - Apesar de
ter sido responsável por lotar hospitais de São Paulo e provocar mortes
no estado, 61% dos novos médicos em São Paulo não sabem identificar
seus sintomas. A conclusão é do Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp),
que aplicou exame de avaliação de desempenho entre setembro e outubro em
629 médicos recém-formados. Segundo o Cremesp, mais da metade dos
participantes, ou 56%, não passaram para a segunda fase do teste. De modo geral o exame do Cremesp
mostrou que a maioria desconhece diagnósticos ou tratamentos de saúde
comuns ou procedimentos básicos de emergência abordados nas 120 questões
do teste. A média de erros nas respostas foi de 75%. O número de reprovações no exame do
Cremesp se mantém nesse índice pelo terceiro ano consecutivo. - De 2005 até agora, quando o exame
começou a ser aplicado, essa é a média de reprovados, em uma prova que
avalia apenas se eles sabem o têm que saber. Não é uma espécie de
competição para tentar a residência médica. Isso dá uma noção clara
da deficiência dos formandos - lamentou o cardiologista Bráulio Luna
Filho, coordenador do exame. O exame mostrou deficiência dos
formando em áreas consideradas essenciais, como Clínica Médica, por ser
a porta de entrada dos pacientes para futuros diagnósticos e tratamentos
médicos. Nessa especialidade, o desempenho ficou em 48,5% em 2009, contra
56,7% de 2008. Com acertos menores de 60%, o resultado é considerado
insatifatório pelo Cremesp. utras áreas com baixo desempenho foram Saúde
Mental, com 51,2%, Clínica Cirúrgica com 53,6%, e Pediatria com 57%.
Apenas em áreas como Saúde Pública, Ginecologia e Obstetrícia e Bioética
os futuros médicos tiveram desempenho superior a 60%. Em sua quinta edição, o exame do
Cremesp não é obrigatório, e apenas 35% dos formandos em medicina fazem
a prova anualmente. Atualmente, São Paulo tem 31 escolas médicas em
atividade, sendo que seis ainda não formaram a primeira turma. Por ano,
cerca de de 2,6 mil médicos chegam ao mercado de trabalho, e boa parte
passa a exercer a medicina sem especialização. Para 12 mil médicos que se formam no
país, há apenas seis mil vagas em residência médica. De acordo com o presidente do Cremesp,
Henrique Carlos Gonçalves, o grande problema se concentra nos alunos saídos
de faculdades particulares, que não têm campo de treinamento para residência
médica e acabam indo trabalhar direto em hospitais do Sistema Único de
Saúde (SUS). - Esses novos médicos vão atender em
locais sem um profissional que o assista ou uma estrutura que complete sua
formação - disse. - Por esse motivo, das 1.400 denúncias
de erros médicos que o Cremesp recebia em 1993, o número hoje passa de
4.500 por ano, em geral de jovens médicos, a maioria que se formaram em
faculdades particulares - completou Luna Filho. Hoje, a entidade afirma pressionar
Congresso e Ministério da Educação (MEC) para aprovar projeto de lei
que determina que o exame para exercício da medicina seja obrigatório,
assim como o da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Outro projeto prevê
a proibição da abertura indiscriminada de escolas de medicina, "um
negócio muito lucrativo", segundo Gonçalves, além da fiscalização
constante e fechamento das que não têm estrutura para funcionar. - O MEC tem tomado providências,
chegou a fechar duas universidades, mas tudo acontece de forma tímida.
Para a situação melhorar, o ideal seria que as escolas com desempenho
satisfatório aumentem as vagas, mantenham unidades básicas de
atendimento e melhorem a qualificação de corpo docente - afirmou Cid
Carvalhaes, presidente do Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo (Simesp).
Segundo Carvalhaes, apesar do exame
depender da disposição voluntária do aluno, o exame do Cremesp tem seus
méritos por apontar problemas e questionamentos inerentes ao dia a dia da
prática da medicina. - Quando se mede nível de ensino,
alunos das instituições tradicionais, públicas, mais antigas, têm índice
de de aprovação muito melhor. O que não acontece com os das
particulares, sem tradição, com menos de 15 anos de atividade, e nem
estrutura básica ou hospital universitário. Por isso, as que sabidamente
não têm condições de funcionar teriam que fechar. Não dá para
corrigir vícios de formação - destacou. Outro problema recorrente é a deturpação
da formação bioética do aluno, que não assume pacientes e acha que sua
responsabilidade acaba com o fim da jornada. - A maioria desses jovens se direciona para especialidades de maior atração financeira e menor complexidade. Como exemplos disso estão a ociosidade em um terço das vagas em Pediatria para residência ou em programas de saúde da família. Apesar do exame não ser suficiente nem expressar verdades absolutas, o resultado final é preocupante - finaliza. (O Globo) |
| 16/12/2009 | EUA tiram de circulação 800 mil doses de vacina contra gripe suína |
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da Efe, em Washington O Centro de Controle e Prevenção de
Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) ordenou nesta terça-feira
a retirada de 800 mil doses da vacina contra a gripe suína --como é
chamada a gripe A (H1N1)-- fabricada pela empresa Sanofi Pasteur, com base
em testes de laboratório que apontam deficiências nas substâncias. As doses são seringas pré-carregadas
sem conservantes preparadas para crianças de entre seis meses e 3 anos,
que integram um dos grupos de mais risco de contágio da doença e que
devem se proteger com duas doses da vacina, informou o CDC. A agência
americana ainda não sabe ao certo quantas doses da vacina já foram
administradas, embora tenha descartado que as crianças devam voltar a ser
vacinadas. De acordo com o CDC, os lotes de
vacinas superaram os testes regulamentares antes da distribuição, porém
a sua potência se viu enfraquecida posteriormente entre 10% e 12%. A diretora do Centro de Doenças
Respiratórias do CDC, Anne Schuchat, afirmou aos meios de comunicação
que, uma vez que os médicos devolvam as doses não utilizadas da vacina,
não restarão mais lotes que necessitem de conservantes e que sejam
elaborados especificamente para menores de 2 anos. A gripe suína infectou cerca de 50 milhões de pessoas nos EUA e deixou aproximadamente 10 mil mortos entre abril e novembro últimos, segundo os últimos números do CDC.(Folha Online) |
| 16/12/2009 | Governo isenta remédio contra gripe suína de Imposto de Importação |
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SOFIA FERNANDES A Camex (Câmara de Comércio
Exterior) reduzirá Imposto de Importação de 8% para 0% do medicamento
Tamiflu e do seu princípio ativo, fosfato de oseltamivir. O medicamento
é usado no combate à gripe suína. A medida é limitada a 94,5 milhões
de cápsulas do medicamento. A cota autorizada para o insumo foi de 4.000
quilos. Segundo a Camex, não há escassez do
medicamento no Brasil. A medida visa aumentar oferta interna e estimular a
produção local. A resolução, que vai vigorar por 12 meses, será
publicada nesta quarta-feira no "Diário Oficial da União". Gripe suína A OMS (Organização Mundial de Saúde)
afirmou, em balanço semanal divulgado no último dia 11, que a gripe suína,
denominada oficialmente gripe A (H1N1), matou 9.596 pessoas em mais de 208
países e territórios. A organização ressalta, contudo, que o saldo
pode ser "significativamente" menor que os números reais, já
que muitos países deixaram de contabilizar individualmente os casos. A gripe suína é uma doença respiratória
causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de
pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com
febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e
nas articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal. Para diagnosticar a infecção, uma
amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros
dias da doença, quando a pessoa infectada espalha o vírus, e examinada
em laboratório. O tratamento precoce com os antivirais
Tamiflu ou Relenza pode ajudar a reduzir a gravidade e a duração da
infecção, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos
Estados Unidos).(Folha Online) |
| 16/12/2009 | Brasil define em janeiro quem será vacinado contra gripe suína |
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O Ministério da Saúde deve bater o
martelo sobre a vacinação contra a gripe suína em janeiro. A pasta
ainda estuda qual público será incluído nesta primeira fase da imunização.
Grávidas, crianças de até 2 anos,
indígenas e portadores de doenças crônicas devem ter preferência, mas
a lista também poderá incluir jovens e idosos saudáveis. A campanha
ocorrerá no primeiro semestre de 2010, antes do inverno --período que
propicia o contágio entre a população. No mês passado, o governo comprou o
primeiro lote de vacinas, com 40 milhões de doses, da GSK (Glaxo
SmithKline). Além deste primeiro lote, o governo também utilizará as
vacinas produzidas pelo Instituto Butantan.(Folha Online) |
| 15/12/2009 | Gripe suína: população entre 20 e 29 anos será vacinada |
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O Ministério da Saúde anunciou ontem
que adultos jovens e saudáveis, na faixa dos 20 aos 29 anos, serão
vacinados contra o vírus da Influenza A (H1N1), popularmente conhecida
como gripe suína, entre março e abril do próximo ano, naquela que deverá
ser uma das maiores campanhas de imunização já registradas no País.
Entre os idosos, somente os com doenças crônicas, como diabetes e
problemas cardíacos (as chamadas comorbidades), deverão receber a
imunização. Já os idosos saudáveis continuarão a receber apenas a
vacina contra a gripe sazonal, que já é fornecida todos os anos. Outra novidade é que indígenas também
farão parte do grupo prioritário para a imunização contra a gripe suína.
A pasta confirmou ainda que profissionais de saúde, grávidas, pessoas de
todas as faixas etárias que apresentem comorbidades e crianças de 6
meses a 2 anos deverão ser priorizadas, conforme vinha anunciando. Segundo o diretor de Vigilância
Epidemiológica do ministério, Eduardo Hage, foram reservadas 83 milhões
de doses para a megavacinação, sendo que 50 milhões, o maior
quantitativo, para adultos jovens e saudáveis dos 20 aos 34 anos.
"Muitos países não ofertaram vacina para essa população",
disse o diretor, durante simpósio sobre a pandemia organizado pelo
governo paulista. Ele explica que os jovens dos 20 aos
29 anos serão necessariamente cobertos em todo o País, mas em cada região
a cobertura poderá variar nessa população, chegando aos 34 anos, por
exemplo, caso essa faixa demonstre ser vulnerável. Hage destacou ainda
que as prioridades foram definidas com base em reuniões científicas com
especialistas de todo o mundo e discussões com representantes das
principais especialidades médicas. O diretor disse que a Organização
Mundial da Saúde (OMS) informou que os produtores poderiam optar por
produzir uma das duas vacinas contra gripe para idosos: trivalente (que
protegesse contra o vírus pandêmico da gripe e outros dois circulantes)
ou bivalente (sem o vírus pandêmico). A pasta optou pela bivalente para
que o Instituto Butantã, principal produtor público do País, pudesse
usar as cepas do H1N1 na fabricação da vacina contra a gripe suína para
quem corre maior risco. "A população acima de 60 anos
teria imunidade, seja porque os mais idosos tiveram contato anterior com o
vírus H1N1 ou pela vacinação sazonal", alegou. Não foi decidido
se os idosos poderão receber as duas vacinas. "Há possibilidade de
que uma interfira na outra." O diretor destacou, no entanto, que a
prioridade aos cidadãos que tenham comorbidades permitirá que parte dos
idosos seja imunizada. ( O Estado de S. Paulo) |
| 15/12/2009 | Paraná
registra mais de 45 mil casos de gripe suína |
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Desde o dia 20 de junho, data em que
foram confirmados os primeiros casos da gripe suína no Paraná, até 7 de
dezembro, foram confirmados 45.444 casos por exame laboratorial e por critérios
clínicos. O último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria
Estadual da Saúde, que traz novos números da doença, mostra que, até
agora, 286 pessoas morreram por causa da gripe suína. Do total de mortes ocorridas de 14 de
julho a 7 de dezembro, 55% eram mulheres e 45%, homens. Quanto à faixa etária,
61,5% das mortes ocorreram em pessoas que tinham entre 20 e 49 anos, 19,9%
entre 50 e 59 anos e 9,4% entre 5 e 19 anos. |
| 8/12/2009 | Cinco morrem na Suíça após serem vacinados contra gripe suína |
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da Efe, em Genebra Cinco das sete pessoas mortas em
decorrência da gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1)-- na Suíça
morreram depois de terem sido vacinadas, conforme os dados divulgados
nesta segunda-feira pela Swissmedic, o organismo suíço regulador de remédios.
Em quatro dos casos, a vacina
utilizada foi a Pandemrix, fabricada pela empresa farmacêutica
GlaxoSmithKline. Não foi divulgada a marca da administrada no quinto
caso. Todos os pacientes eram maiores de 60
anos --sendo um maior que 80-- e em quatro dos casos sofriam de doenças
crônicas graves. Por isso, "pode ser excluída a relação com a
vacina", informou a Swissmedic. Neste aspecto, a morte do paciente de
mais de 80 anos ainda está sendo investigada. Também foi registrada a morte de dois
fetos no útero após suas mães terem sido vacinadas com Focetria,
fabricada pela empresa Novartis. Em um dos casos, a morte fetal é atribuída
a "fatores de risco já existentes", enquanto o segundo caso
segue sob análise. No total, desde o início da vacinação, no final de
novembro, foram detectados 197 casos de efeitos secundários da vacina,
mas não se sabe o número de pessoas que foram imunizadas. Do total, 169 casos receberam
Pandemrix, 25, Focetria e 3, Celtura, outra vacina fabricada pela
Novartis. O porta-voz da Swissmedic, Joachim
Gross, explicou que estes dados não indicam que a Pandemrix seja a vacina
que fornece mais riscos, mas é a mais utilizada. |
| 8/12/2009 | Faixa de Gaza registra primeiros cinco casos de gripe suína |
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da Reuters, em Gaza A gripe suína --como é chamada a
gripe A (H1N1)-- chegou à Faixa de Gaza, afirmou o Ministério da Saúde
no domingo, preocupando palestinos que creditavam a ausência do vírus ao
bloqueio do território por Israel. O ministério disse que cinco pessoas
foram diagnosticadas com gripe suína no sábado. Funcionários do setor
de saúde disseram que aparentemente o vírus ainda não tinha chegado à
Faixa de Gaza devido ao limite no fluxo de pessoas e bens na região, que
é governada pelo grupo islâmico Hamas. "A doença atingiu Gaza",
disse o vice-ministro da Saúde da administração local, Hassan Khalaf.
"Concluímos um plano nacional para lidar com isso." Palestinos estavam receosos com o
risco de milhares de fiéis que recentemente voltaram da peregrinação a
Meca na Arábia Saudita trazerem consigo o vírus para Gaza. Khalaf recusou-se a confirmar ou negar
reportagens de que duas das cinco vítimas confirmadas da gripe suína
teriam morrido pela doença. A gripe suína, que surgiu em março,
tem sintomas moderados em muitos dos pacientes, mas representa um grande
perigo a mulheres grávidas, jovens e pacientes com outros problemas de saúde.
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| 8/12/2009 | Mutação de vírus da gripe suína causa 6ª morte |
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AE - Agencia Estado MADRI - Um pacientes infectado por uma
cepa que sofreu mutação do vírus da gripe suína, o A H1N1, morreu na
Espanha, informou hoje o Ministério da Saúde do país. Trata-se do sexto
caso fatal provocado por uma mutação do A H1N1 na Europa. Um caso foi
registrado na Holanda. França e Noruega tiveram dois casos cada. "Nós registramos três casos de
mutação, incluindo um que foi fatal. Esses são três casos isolados e não
houve transmissão para outras pessoas", disse o porta-voz do Ministério
à agência "France Presse". No mês passado, a Organização
Mundial da Saúde (OMS) disse que mutações do vírus foram observadas no
Brasil, China, Japão, México - onde a epidemia da doença começou - Ucrânia
e nos Estados Unidos já em abril. Na segunda-feira, a Itália também
reportou um caso de mutação do vírus, mas o paciente continua vivo. "As mutações parecem ocorrer
esporadicamente e espontaneamente. Até o momento, não foram descobertas
ligações entre o pequeno número de pacientes infectados com o vírus
que sofreu mutação e a mutação não parece se espalhar", disse a
OMS em comunicado divulgado no dia 20 de novembro. |
| 1/12/2009 | Sarkozy pede vacinação contra gripe suína também aos domingos |
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da Efe, em Paris da Folha Online O presidente francês, Nicolas Sarkozy, deu nesta segunda-feira instruções ao seu governo para que sejam ampliadas as capacidades dos centros de vacinação contra a gripe suína (H1N1), e para que os horários de funcionamento sejam estendidos para os domingos. Sarkozy pediu que autoridades responsáveis adotem "disposições complementares para garantir um melhor serviço à população", segundo comunicado divulgado pelo Palácio do Eliseu. A solicitação foi feita após uma reunião, na manhã de hoje, com o ministro do Interior francês, Brice Hortefeux; o da Educação, Luc Chatel; o da Defesa, Hervé Morin, e a da Saúde, Roselyne Bachelot, centrada exclusivamente em analisar a incidência da gripe e as medidas de combate à doença em território francês. Na mesma reunião, acrescenta o comunicado, os ministros apresentaram ao presidente as primeiras medidas adotadas com o objetivo de aumentar as capacidades de vacinação. Entre as medidas se destaca o reforço dos centros a partir de quarta-feira (2) com estudantes de medicina voluntários, médicos de empresa e soldados dos serviços sanitários do Exército. Também foi acordada a ampliação dos horários de vacinação durante a semana, medida que não pareceu suficiente ao presidente já que, segundo o Eliseu, ele defendeu que os centros operem também aos domingos. Mortes No sábado (28), o governo francês anunciou o reforço dos centros de vacinação da gripe H1N1, e comunicou que os militares da área de saúde do Exército vão se unir a tarefa. O anúncio foi feito um dia depois de o Instituto Nacional de Vigilância Sanitária (INVS) francês confirmar a morte de dois pacientes que apresentaram "mutações no genoma do vírus da gripe A". Segundo o organismo público, se trata da mesma mutação constatada na Noruega e que "poderia aumentar a capacidade do vírus" para alcançar as vias respiratórias e chegar com maior rapidez ao tecido pulmonar. Os dois mortos franceses não tiveram contato entre eles e estavam hospitalizados em cidades diferentes. Em um deles foi constatado "outra mutação conhecida por provocar resistência ao oseltamivir", um dos dois princípios ativos do antiviral Tamiflu, utilizado para combater a gripe.(Folha Online) |
| 1/12/2009 | Parte da população será vacinada contra gripe suína |
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CLARISSA
THOMÉ - Agencia Estado RIO -
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse hoje que grávidas,
idosos, crianças pequenas e portadores de doenças crônicas formam a
parcela da população que receberá a vacina contra o vírus H1N1 a
partir do ano que vem. O ministro ressaltou que a estratégia do ministério
para o combate à gripe suína ainda não está fechada e que a campanha
de imunização só deve começar em abril. "Há
uma dúvida ainda sobre (vacinar) a população com idade entre 20 a 39
anos, e essa questão está sendo analisada", afirmou Temporão,
referindo-se à faixa etária que registrou alto índice de contaminação
pelo vírus da gripe suína no último inverno. "Estamos analisando
todos os fatores com as sociedades brasileiras de Obstetrícia, de
Pediatria, e de Infectologia. O ministério vai ouvir os especialistas
para construir sua estratégia". Temporão
lembrou que a vacina exige tempo longo de produção e que os primeiros
lotes serão entregues ao ministério em janeiro e fevereiro, por isso a
campanha não iniciaria antes de abril. "Tivemos
queda substantiva (da contaminação por H1N1) e estamos nos preparando
para possível segunda onda da gripe, a partir do inverno do ano que vem.
Estamos comprando vacinas, estocando medicamentos, treinando pessoal,
comprando equipamentos para ampliar o número de leitos de UTI, enfim,
estamos planejando tudo o que precisa ser feito com uma equipe dedicada ao
assunto". O
ministro ressaltou que ainda não há motivos de preocupação a respeito
das mutações que o vírus sofreu, detectadas na Itália e na Coreia do
Sul. "Não há nenhuma evidência nem de que essas cepas mutantes
sejam mais graves e nem de que sejam resistentes aos medicamentos disponíveis.
Temos que aguardar mais estudos para traçar nossa estratégia. Até o
momento nada muda nem do ponto de vista do comportamento do vírus nem do
ponto de vista dos medicamentos que temos à disposição", afirmou
Temporão, que tem acompanhado relatórios diários da evolução da gripe
suína no hemisfério norte. (Folha online) |