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Em 28/12/06, a Secretaria de Vigilância em Saúde/
Ministério da Saúde (SVS/MS) informou que outros 2 municípios
na Bahia registraram novos casos
confirmados de sarampo. Além disso, notificou a ampliação do surto de rubéola no Rio de Janeiro e a possibilidade
de disseminação da doença com novos casos em Minas Gerais. Sarampo Bahia Desde novembro de 2006 até o presente momento, no
município de João
Dourado (445 km de Salvador, pop: 18.789 hab., Fonte: IBGE,
2006), 16 casos de sarampo foram confirmados laboratorialmente, todos em
pessoas sem história
vacinal. O vírus do sarampo genótipo D4 foi identificado neste
surto (com circulação na Europa e África). No mesmo período foi confirmado, também, um caso
na cidade de Irecê (pop:
62.197 hab, Fonte:
IBGE, 2006), município vizinho a João Dourado, na área da
Chapada Diamantina. Todas as medidas para controle e bloqueio do surto
foram adotadas, com quase 12 mil pessoas vacinadas em João
Dourado. Segundo a Secretaria de Vigilância em Saúde/ Ministério
da Saúde, os últimos casos confirmados nestes municípios
ocorreram há mais de 56 dias, sendo que os períodos de incubação
e transmissibilidade máximos já foram ultrapassados, porém a
fonte de infecção ainda não foi esclarecida. Ainda neste mesmo período, o município de Filadélfia
(374 km de Salvador, pop:17.340 hab, Fonte: IBGE, 2006),
pertencente à microrregião de Senhor
do Bonfim (pop: 56.119 hab., Fonte: IBGE, 2006),
também registrou
a ocorrência de casos de sarampo. Até o momento, foram notificados 39 casos, com sintomas que se iniciaram entre os meses
de setembro
e novembro; 10 casos já foram confirmados como sarampo, todos residentes em
Filadélfia. As medidas de controle estão sendo conduzidas, com
investigação epidemiológica na região para esclarecimento da
possibilidade de vínculo entre os 27
casos confirmados de
João Dourado - Irecê - Filadélfia. A figura 1, abaixo,
evidencia as regiões citadas.
Desde o ano 2000, estima-se que o vírus do sarampo não
circule endemicamente em todo o Brasil. Até 2005, os casos de sarampo que
ocorreram no Brasil foram relacionados direta ou indiretamente à importação
do vírus. Até o presente, não há registro de casos
confirmados de sarampo em 2006, no estado de São Paulo. O sarampo é uma doença aguda, altamente transmissível
através de secreções respiratórias. A vacina tríplice
viral (contra sarampo, caxumba e rubéola) é a medida de prevenção
mais eficaz contra o sarampo. A primeira dose da vacina deve ser
administrada a toda criança de um ano de idade e uma segunda dose àquelas
de quatro a seis anos de idade. Aos adolescentes e adultos, nascidos a partir de 1960,
sem comprovação de nenhuma dose, recomenda-se que recebam pelo menos uma
dose da vacina, assim como aos grupos de maior risco para a doença, tais
como: profissionais com atividades que envolvam viagens e turismo, profissionais da saúde, educação e
estudantes. A definição de caso suspeito de
sarampo é: “Toda
pessoa que apresente febre e exantema acompanhados de um ou mais dos
seguintes sinais e sintomas: tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite,
independente da idade e situação vacinal”. Rubéola Rio
de Janeiro A partir da semana epidemiológica 30 (julho) de 2006,
teve início na cidade do Rio de
Janeiro um surto de Rubéola, com número semanal crescente de casos. Atualmente, além da cidade do Rio de Janeiro, que
registra 247 casos confirmados de
rubéola, existem casos confirmados nos municípios de Angra dos Reis,
Mesquita, Petrópolis, São Gonçalo, Belford Roxo, São João do Meriti,
Niterói, Nova Friburgo, Maricá, Nilópolis, Nova Iguaçu, Itaguaí,
Teresópolis, São João do Vale do Rio Preto, Itaboraí e Duque de
Caxias, revelando que o surto amplia-se por todo o estado. A figura 2
ilustra os municípios com ocorrência de casos de rubéola. Regiões metropolitanas do Rio de Janeiro
Minas
Gerais A partir de julho de 2006, foi identificado surto de
rubéola em Belo Horizonte, sendo confirmados
239 casos, até 28/12/06. O número de casos na capital mineira vem regredindo,
mas observa-se ocorrência de novos casos
em outros municípios da Região
Metropolitana, indicando alto
risco de disseminação da doença. A figura 3 localiza Belo Horizonte e a
região metropolitana mineira.
Em 22/12/06, o estado de São Paulo registrou a ocorrência
de surto de rubéola no município de Osasco (714.950 hab., IBGE, 2006), na área
de abrangência da DIR V – Osasco, com 12 casos confirmados laboratorialmente, até o momento, em empresa
de construção de barcos. Ações de vacinação e bloqueio foram desencadeadas
pelas respectivas secretarias municipais e estaduais de saúde envolvidas nos
surtos. A rubéola, geralmente benigna, muitas vezes ocorre de
forma subclínica ou assintomática, dificultando a identificação de casos
índices e facilitando a disseminação do vírus. A infecção pelo vírus da rubéola durante a gestação
representa um importante problema em saúde pública, pelo risco de ocorrência
da Síndrome da Rubéola Congênita, que acarreta sérias complicações para
a mãe (aborto, natimorto), infecção crônica do feto e graves malformações
congênitas na criança. A vacina tríplice viral (que protege contra sarampo,
caxumba e rubéola) é medida de prevenção eficaz contra a rubéola. Além da vacinação de rotina, a detecção precoce
de casos suspeitos para a ação imediata de bloqueio vacinal das pessoas
suscetíveis é a principal medida de controle da rubéola. A definição
de caso suspeito de rubéola é: No período de férias de verão, a chance de deslocamento de pessoas para regiões, dentro e fora do Brasil, em situação endêmica e epidêmica de sarampo e rubéola, é muito elevada, sendo também elevado o risco de disseminação destas doenças para todas as regiões do estado de São Paulo e do Brasil. Desta forma, os viajantes devem estar com suas vacinas
em dia antes de viajar. Para sua completa proteção e de seus familiares,
o viajante não vacinado e nascido a partir de 1960 deve receber a vacina
tríplice viral 15 dias antes de viajar. A vacina tríplice viral encontra-se disponível nos
seguintes locais: ·
Unidades de Saúde do Estado. ·
Postos de vacinação dos aeroportos (Guarulhos, Congonhas e
Viracopos). ·
Terminais rodoviários do Tietê e Barra Funda. Recomenda-se às Regionais de Saúde incremento na
atenção aos casos suspeitos de doença exantemática, com intensificação das medidas de prevenção e controle (vacinação
de rotina, vacinação de bloqueio, busca de faltosos, vacinação de
grupos de risco, em especial, mulheres em idade fértil, pós-parto e pós-abortamento,
etc.), no intuito de evitar possível disseminação de sarampo e rubéola
no estado e o risco potencial da Síndrome da Rubéola Congênita . Ao viajante, recomenda-se atenção: se
apresentar febre e manchas avermelhadas pelo corpo até 30 dias após seu
regresso de região de risco, estes podem ser sintomas do sarampo ou da
rubéola. Procurar imediatamente um serviço de saúde e evitar
circular em locais públicos. Todo caso suspeito de sarampo ou surto de doença
exantemática deve ser notificado imediatamente à: ·
Secretaria Municipal de Saúde ou ·
Central de Vigilância/CVE/CCD/SES-SP, 24 horas, no telefone: 08000-
555466. Informações adicionais consultem os seguintes endereços
eletrônicos: |
| (Documento elaborado pela Equipe Técnica – DDTR/CVE/CCD/SES-SP, em 2/1/07; e-mail dvresp@saude.sp.gov.br ) |