Programa de Controle de Infecção Hospitalar  

 

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo através da Divisão de Infecção Hospitalar (DIH) do Centro de Vigilância Epidemiológica “Professor Alexandre Vranjac” (CVE) desenvolve um trabalho de coordenação das ações de prevenção e controle das Infecções Hospitalares.

A DIH vem trabalhando desde longo tempo com as 24 Direções Regionais de Saúde – DIRs, incentivando a criação de equipes regionais e municipais em Infecções Hospitalares em todos os municípios do Estado de São Paulo. Entre outras ações foram realizados programas de treinamento com as regionais, visando capacitar os profissionais para as ações no controle das Infecções Hospitalares.

 

Comitê de Infecção Hospitalar

 

Em 1999 a DIH/CVE instituiu o Comitê de Infecção Hospitalar com  a participação de órgãos da Secretaria e outras instituições públicas de referência para o controle de Infecção Hospitalar no Estado de São Paulo, bem como organizações não governamentais que atuam nesta área da saúde.

Este grupo foi formalizado através da Resolução SS-152, de 14/11/2000, com as seguintes atribuições:

I.    Recomendações de políticas estaduais de prevenção e controle das
      Infecções Hospitalares em consonância com as normas nacionais.

II.   Seleção e produção de informações técnicas sobre controle de
      Infecção Hospitalar.

III.  Divulgação de informações em Infecção Hospitalar

IV. Apoio aos programas de desenvolvimento de recursos humanos

V.  Elaboração de programa anual de trabalho, com planos e metas.

O Comitê é coordenado pela diretora da Divisão Técnica de Infecção Hospitalar e integrado por representantes das seguintes instituições:

  • Secretaria de Estado da Saúde

  • Centro de Vigilância Epidemiológica

  • Instituo Adolfo Lutz

  • Centro de Vigilância Sanitária

  • Coordenadoria da Região Metropolitana da Grande São Paulo

  • Coordenadoria de Saúde do Interior

  • Instituto de Infectologia Emílio Ribas

  • Associação Paulista de Estudos e Controle de Infecção Hospitalar – APECIH

  • Associação Paulista de Medicina – APM

  • Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo

  • Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo

  • Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de São Paulo

  • Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas

  • Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo

  • Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista

  • Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo

  • Instituto de Assistência Médica do Servidor Público Estadual

Metas da Divisão de Infecção Hospitalar

A portaria 2616, de 1998 determina a obrigatoriedade da implantação das CCIH em todo o território nacional. Contudo, esta situação não é uma realidade em todos os hospitais. Portanto, é alvo de maior atenção a implantação efetiva das CCIH, bem como sistemas de vigilância epidemiológica com busca ativa das Infecções Hospitalares. Partindo desta diretriz, as metas da DIH para o próximo biênio (setembro/2003 a setembro de 2004) são:

  • 95% de hospitais com CCIH atuante

  • 95% de CCIH com vigilância ativa das infecções hospitalares

 

Priorização de atividades da Divisão de Infecção Hospitalar

 

Para uma avaliação preliminar sobre a situação das Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) o Comitê de Infecção Hospitalar elaborou um questionário contendo 14 questões relativas ao programa de controle de Infecção Hospitalar. Este questionário foi aplicado pelas equipes regionais de vigilância sanitária, quando do cadastramento geral de hospitais, coordenado no estado de São Paulo pelo Centro de Vigilância Sanitária e nacional pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde).

Utilizando os dados obtidos através deste questionário, as DIR foram classificadas segundo dois critérios básicos:

Consideraram-se como valores críticos os percentuais inferiores a 50% para cada uma destas questões, a fim de objetivar a priorização das ações pela DIH com relação as DIR.

Deste modo, a definição de prioridades de ação foi assim estabelecida:

 

Prioridade 0 = Meta: seis meses

DIRs com <50% de CCIH formalmente constituída

 

Prioridade 1 = Meta: 1 ano

DIRS com >50% de CCIH formalmente constituída, porém entre estas, com <50% de registros de taxas de infecção hospitalar

 

Prioridade 2 = Meta: 2 anos

DIRs com >50% de CCIH formalmente constituídas e estas com >50% de registros de taxas de infecção hospitalar.

 

O objetivo do estabelecimento de prioridades regionais é o de permitir uma atuação imediata e concentrada nas regiões mais carentes de modo a favorecer uma mudança de patamar no que se refere a implantação das CCIH e implementação de vigilância epidemiológica com busca ativa das Infecções Hospitalares.

 

Membros da Divisão de Infecção Hospitalar

 

Enfª Maria Clara Padoveze – Diretora Técnica de Divisão

email: mpadoveze@saude.sp.gov.br

 

 

Maria Gomes Valente - Médica

email: mvalente@cve.saude.sp.gov.br 

 

Dra. Maristela Pinheiro Freire

 

Dr. Adolfo Edison Illanes Manrique