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SECRETARIA DE ESTADO DA
SAÚDE |
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NOTA TÉCNICA |
Os
endoscópios que entram em contato com tecido estéril, sistema vascular ou
cavidade (laparoscópio, artroscópio e
cistoscópio), são classificados como artigos
críticos e, portanto, devem ser esterilizados
a cada procedimento. Todos os acessórios e
instrumentais utilizados em procedimentos cirúrgicos endoscópicos devem ser
esterilizados por método químico ou físico. A escolha do método de
esterilização deve respeitar as orientações do fabricante dos equipamentos. O reprocessamento deve
ser realizado de acordo com protocolo estabelecido pelo serviço de forma a
atender o preconizado na Resolução RE - ANVISA nº 2606, de 11/08/2006 (www.anvisa.gov.br/legis/resol/2006/re/2606_06re.htm). Etapas do
reprocessamento 1. Limpeza A
limpeza dos artigos é um procedimento fundamental que tem como objetivo
principal a remoção da matéria orgânica e redução da carga microbiana para
permitir a adequada esterilização. Procedimentos de limpeza
inadequada podem resultar em falhas em qualquer processo de esterilização a ser
realizado. A limpeza dos
equipamentos deve ser criteriosa e realizada na Central de Material do
estabelecimento de assistência à saúde (EAS) Ações a serem realizadas:
Para limpeza mecânica dos endoscópios estão
disponíveis vários tipos de lavadoras, que devem ser utilizadas de acordo com a
recomendação do fabricante. 2. Esterilização Esterilização é o
processo que se utiliza de agentes químicos ou físicos para destruir todas as
formas de vida microbiana. Para
os equipamentos resistentes ao calor,
o método mais indicado é a autoclave a
vapor. No caso de equipamentos sensíveis ao calor a esterilização pode
ser realizada por meio de óxido de
etileno, plasma de peróxido de hidrogênio ou vapor a baixa temperatura com o gás
formaldeído. Na escolha do método de
esterilização, deve-se considerar as suas vantagens e desvantagens e a compatibilidade do aparelho e instrumentais
ao método escolhido. A utilização de soluções
químicas esterilizantes só deve ser realizada quando não for possível a
utilização dos métodos citados acima. A esterilização por método químico deve
ser desencorajada devido às dificuldades de operacionalização e garantia da
qualidade do processo. 2.1 – Esterilização por método químico Inicialmente deve ser
realizada avaliação junto ao fabricante do aparelho sobre o produto recomendado
para esterilização química, de modo a não danificar o equipamento. Os esterilizantes
químicos mais utilizados em nosso meio são o Glutaraldeído e o Ácido Peracético. Os esterilizantes
químicos devem ser utilizados de acordo com as orientações dos fabricantes,
sendo que na escolha do produto deve-se considerar: aprovação do fabricante par uso em
artigos delicados; poder de corrosão, odor e manchas; estabilidade do produto; tempo de exposição ao produto; toxicidade para o profissional de
saúde, paciente e meio ambiente. Vários fatores interferem na efetividade dos desinfetantes,
entre eles: §
manipulação
incorreta; §
contaminação
bacteriana durante sua manipulação; §
qualidade
da limpeza dos artigos e equipamentos previamente ao uso do desinfetante §
tempo
de imersão por período inferior ao recomendado; §
resistência
microbiana ao produto; §
concentração
da solução; §
diluição
do produto durante sua utilização ao longo dos dias; §
contaminação
da solução por microrganismos presentes nos artigos; §
contaminação
do recipiente no qual os equipamentos e instrumentais são imersos; Todos estes fatores devem ser avaliados e controlados para garantir a qualidade do reprocessamento. Ações a serem realizadas:
OBS: a validade da solução após a diluição ou ativação, assim como o
monitoramento da concentração da solução deve ser realizada de acordo com as
recomendações do fabricante. A cada troca da solução o recipiciente deve ser cuidadosamente
limpo antes da colocação de nova solução. Na opção pelo uso do Glutaraldeído 2%, seguir ainda as recomendações da Resolução SS-27, de 28-2-2007 que
Aprova Norma Técnica que institui medidas de controle sobre o uso do Glutaraldeído
nos Estabelecimentos Assistenciais de Saúde. Outras recomendações:
É da
responsabilidade dos serviços de saúde garantir a qualidade do reprocessamento
dos equipamentos acessórios e instrumentais;
Manter
registro de todo o processo de reprocessamento de forma a permitir a
rastreabilidade de todos os insumos (produtos e equipamentos) usados nos
procedimentos a que se referem esta nota técnica;
É
proibida a reutilização de pinças e tesouras não desmontáveis, de acordo com o
preconizado na Resolução RE - ANVISA nº 2605, de 11/08/2006;
Só
podem ser utilizados na limpeza e desinfecção de artigos produtos que possuem
registro no Ministério da Saúde – ANVISA. Divisão de Infecção HospitalarDezembro/2007 |