Secretaria
de Estado da Saúde
Coordenadoria
de Controle de Doenças
Centro
de Vigilância Sanitária e Centro de Vigilância Epidemiológica
Comunicado
Conjunto CVS/CVE nº 01 /2005 - retificado em 11 de abril de 2005
a ser publicado em D.O.E. de 12 de abril de 2005
Os Diretores Técnicos do Centro de Vigilância Sanitária e Centro de
Vigilância Epidemiológica, da Coordenadoria de Controle de Doenças, da
Secretaria de Estado da Saúde, considerando:
O recente hábito de
consumir peixes, em especial crus, no cardápio do brasileiro.
As notificações de casos de parasitose intestinal,
causada pela tênia do peixe no município de São Paulo, associadas ao consumo de
peixe cru ou mal cozido; e
A necessidade de transmitir noções de prevenção para
evitar doenças veiculadas por pescados como a difilobotríase;
Torna público a Cartilha “PESCADO – CONSUMA COM
SEGURANÇA” para distribuição junto à rede de saúde e população em geral:
O peixe é um alimento saboroso e de fácil digestão,
normalmente encontrado nos rios, lagoas e mares.
É excelente fonte de proteínas, sais minerais,
vitaminas, gorduras, portanto, rico em nutrientes, comparáveis à chamada carne
vermelha.
Os sais minerais estão presentes na maioria das
espécies de peixes e são: cálcio (principalmente na sardinha), ferro, iodo,
fósforo, cobre, magnésio e selênio.
As vitaminas mais encontradas são: A, complexo B (B1 e B2), D (depende da quantidade de gordura do peixe, sendo em maior quantidade na taínha e no atum).
Os peixes são ricos em gorduras polinsaturadas, como por exemplo, os peixes marinhos, geralmente de
águas mais frias, como o salmão, o bacalhau, o atum, o arenque, a sardinha e a
cavala.
O pescado é altamente perecível, exigindo cuidados especiais na sua conservação, manipulação e preparo.
Na hora da compra, verificar se os pescados
estão com bom aspecto: guelras vermelhas, escamas brilhantes e bem aderidas,
olhos salientes e brilhantes, pele firme, cor e cheiro próprios.
Nos supermercados, sacolões, feiras livres e
outros, os pescados devem estar expostos em bancas limpas, com bastante gelo ou
em balcões refrigerados.
O
pescado deve ser submetido ao congelado prévio à temperatura de – 20 ° C, por sete dias, se for destinado a consumo cru.
É importante que os
restaurantes, churrascarias, fast-foods, entre outros, adotem os procedimentos
de Boas Práticas, a fim de garantir a qualidade higiênico sanitária do alimento
preparado. Os serviços de alimentação devem implementar os Procedimentos
Operacionais Padronizados relacionados à higiene das instalações, equipamentos
e móveis, controle integrado de vetores e pragas urbanas, higienização do
reservatório de água, higiene e saúde dos manipuladores, controle e garantia de
qualidade dos alimentos.
É uma
doença intestinal de longa duração, causada por um parasita, Diphyllobothrium
ssp, a tênia do peixe, que pode persistir no intestino humano por mais de
10 anos, instalando-se no intestino delgado e podendo atingir até 10 metros de
comprimento.
A larva em peixes infectados não é visível a olho nu.
A
maioria das infecções é assintomática. Nas infecções sintomáticas apresenta-se
um quadro de dor e desconforto abdominal, flatulência, diarréia, vômito e perda
de peso, podendo ocorrer anemia megaloblástica por carência de vitamina B12.
Infecções severas podem resultar em obstrução intestinal ou do ducto biliar.
A infecção humana ocorre quando são consumidos peixes crus, defumados em temperatura inadequada ou mal cozidos que contém a larva infectante.
Pelo exame de fezes.
O pescado deve ser submetido
ao congelado prévio à temperatura de – 20 ° C, por sete dias, se for consumido cru. O congelamento é uma prática importante,
pois inativa o parasita. É recomendável a leitura dos Manuais dos
refrigeradores e freezers, no sentido de verificar se os mesmos atingem a
temperatura adequada.
Outra medida de prevenção é
o cozimento completo de peixes e mariscos a 60 ° C por 10 minutos.
Adotando os procedimentos de
congelamento prévio a - 20°
C, por sete dias para o consumo de peixes crus ou ingerindo esses produtos bem
cozidos ou assados.
Não
consuma pescado de origem duvidosa ou desconhecida.
Evite
consumir pescado cru, que não tenha sido submetido a congelamento prévio.
| IARA ALVES DE CAMARGO | CARLOS MAGNO C. B. FORTALEZA |
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Diretora Técnica Centro de Vigilância Sanitária |
Diretor Técnico Centro de Vigilância Epidemiológica |