INFLUENZA AVIÁRIA

CLIPPING "GRIPE DO FRANGO"

26/06/2006

Confirmado contágio humano da gripe aviária

A OMS (Organização Mundial de Saúde) confirmou na sexta-feira a suspeita de que o vírus H5N1, causador da gripe aviária, sofreu uma mutação que o tornou transmissível de uma pessoa para outra. A suspeita surgiu depois que sete membros de uma mesma família morreram de gripe aviária em maio, num vilarejo no norte da  ilha de Sumatra, na Indonésia.

A OMS destacou, porém, que o risco de transmissão entre seres humanos ainda é muito pequeno. O coordenador do Programa Global de Gripe da OMS, Keiji Fukuda, disse que o vírus H5N1 sofreu uma mutação, mas não para uma forma que possa ser facilmente transmitida de uma pessoa para outra — uma característica que poderia deflagrar uma epidemia mundial de gripe aviária capaz de matar milhões de pessoas.

Especialistas destacaram, no entanto, que o caso é um alerta para o grande risco de pandemia. 'O vírus mutante morreu. Ele não foi além daquela família', disse à revista britânica “New Scientist” o porta-voz da OMS,  Dick Thompson.

Já ocorreram pelo menos outros seis casos suspeitos de contágio interpessoal de gripe aviária. Mas este é o primeiro confirmado por testes de laboratório.

Nas outras vezes, não havia amostras das vítimas para analisar o vírus. Além disso, o vírus em geral passava de uma pessoa contaminada pelo contato com aves para uma outra. Desta vez, embora o ciclo de contágio tenha começado através do contato com uma ave, o vírus foi capaz de estabelecer uma cadeia de propagação.

Todavia, o H5N1 não precisou passar por mudanças drásticas para conseguir passar de uma pessoa para outra. Uma ínfima alteração genética mudou sua forma de propagação. O vírus alterado foi encontrado em amostras de sangue tiradas de duas das vítimas de Sumatra.

Uma mulher da família de Sumatra teria passado o vírus para mais de dez parentes. Sete pessoas, inclusive ela, morreram. Além disso, os cientistas descobriram que um dos irmãos da mulher não foi infectado diretamente por ela, mas pelo filho dele, que contraiu o H5N1 da tia. 'Isso é algo que nós nunca vimos antes. É preocupante, mas não há sinal de que qualquer outra pessoa que teve contato com os doentes tenha sido infectada. Esse surto parece estar sob controle', declarou Thompson

Nos últimos meses, o H5N1 tem se espalhado rapidamente pelo mundo e existe agora em mais de 40 países. Desde 2003, 196 pessoas adoeceram, das quais 130 morreram, 39 delas na Indonésia.

Fonte: Globo Online

 

8/06/2006

China detecta novo caso de gripe aviária em aves

Pequim, 8 jun (EFE).- O Ministério da Agricultura chinês confirmou hoje um novo caso de gripe aviária em aves de granja após a morte de um frango na região autônoma de Xinjiang, no oeste do país.

Os exames feitos no frango, que morreu dia 4 de junho "por uma doença pouco clara", confirmaram a presença do vírus H5N1, segundo os veterinários do laboratório nacional de gripe aviária.


O Ministério de Agricultura enviou especialistas à área da fazenda, no distrito de Hetian, para controlar um possível foco da doença.

Além disso, os departamentos veterinários locais criaram estações de reconhecimento para desinfetar os veículos e as pessoas que entrem ou saiam da zona infectada.

Neste ano já foram registrados na China sete focos de gripe aviária, basicamente entre aves selvagens.

Em 2005, a China registrou 31 focos entre aves, a maioria no outono e inverno. Foi preciso sacrificar 21 milhões de aves e vacinar toda a população aviária, de 14,2 bilhões de aves.

Até agora, o país contabiliza 18 casos de contágio em humanos, 12 deles mortais. A maior parte dos casos aconteceu em áreas onde não haviam sido detectados focos entre aves. Por isso, cientistas acreditam que algumas aves são portadoras do vírus sem chegar a desenvolver a doença nem mostrar sintomas. EFE prs mf

Yahoo. Notícias

 

6/06/2006

Câmara faz audiência pública sobre prevenção da gripe aviária

As medidas que vêm sendo adotadas pelo governo brasileiro para prevenir a entrada da gripe aviária no país e a situação da doença no mundo e seus reflexos para o mercado exportador nacional de frango são os temas principais de uma audiência pública que ocorre nesta terça na Câmara dos Deputados. Participam dos debates o ministro da Saúde, Agenor Álvares, e o presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antônio Ernesto de Salvo.

Também foram convidados representantes dos ministérios do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; da União Brasileira de Avicultura; e da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frango. A reunião – que começa às 14h30, no plenário 6 do anexo 2 da Câmara – é promovida pelas comissões de Agricultura e Reforma Agrária, do Senado, e de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, da Câmara.

NoOLhar

 

31/05/2006

Dados de gripe aviária 'podem estar incompletos

China, Indonésia e África podem estar relatando menos casos de gripe aviária do que realmente têm, alertou a Organização Mundial para a Saúde Animal (OIE) em uma conferência sobre a doença em Roma.

A responsável pela resposta à doença na entidade, Christianne Bruschke, disse que isso acontece principalmente porque os governos em questão não oferecem esquemas de compensação adequados para os fazendeiros.

Ao final da conferência internacional na capital italiana, Bruschke fez um apelo para que os países melhorem esses esquemas.

Mas a coordenadora da OIE disse que a subnotificação também ocorre por outras razões. No caso da África, disse Bruschke, a falta de instrução e de infra-estrutura são obstáculos ao estabelecimento de um quadro preciso da doença

Nós também achamos que as pessoas na África podem não reconhecer os sinais da doença. Seus serviços veterinários são muito fracos e muitos países não têm laboratórios - nós temos todos os ingredientes que podem levar à subnotificação."

Quase 'endêmico'
Na Indonésia, um dos problemas, segundo a coordenadora, seria que em algumas regiões o vírus que causa a gripe já está tão disseminado que as pessoas já não avisam as autoridades sobre todo novo caso que aparece.

De acordo com Bruschke, em regiões como a ilha de Java, o vírus "está se tornando mais ou menos endêmico".
Segundo a coordenadora, o problema não é falta de disposição dos países em relatar os casos e admitir a gravidade da crise.

"A China está se comunicando abertamente conosco e cooperando - mas é um país muito grande."
"Nós às vezes vimos surtos em animais selvagens - o que eles nem sempre detectam. Também não há um esquema de compensação muito bom em funcionamento, então nós achamos que pode estar havendo subnotificação. "

A OIE tem pedido que países desenvolvidos ajudem a financiar os esquemas de compensação. A idéia tem sido discutida em encontros de doadores, mas ainda não saiu nenhuma proposta concreta

CorreioWeb

 

31/05/2006

Indonésia determina quarentena de 54 pessoas por gripe aviária

A OMS (Organização Mundial da Saúde) informou nesta quarta-feira que não há sinais de que a gripe aviária tenha contaminado alguma das 54 pessoas que tiveram contato com uma família infectada pelo vírus H5N1 na Indonésia.

Ao menos seis integrantes da família do povoado indonésio de Kubu Simbelang morreram devido à gripe aviária, elevando os temores de que o vírus H5N1 tivesse sido transmitido entre seres humanos.

Até agora, só há notícias de contágios de seres humanos a partir do contato com aves, mas os cientistas temem que uma possível mutação do vírus levasse a doença a ser transmitida de uma pessoa para outra.

A OMS confirmou hoje, em Genebra, que não foi detectado nenhum novo caso de infecção desde 22 de maio entre os membros da família, assim como entre as 54 pessoas que eram mantidas em quarentena por terem tido contato com os afetados.

Também não foram observados contágios entre os funcionários de saúde envolvidos no atendimento aos doentes, apesar de, em alguns casos, os trabalhadores não terem utilizado proteção adequada ao tratar as vítimas.

A última pessoa contagiada na região foi um homem que mostrou os primeiros sintomas em 15 de maio e, depois de se negar a ser hospitalizado, morreu no dia 22.

A viúva dele está sob observação sem que, por enquanto, tenha desenvolvido qualquer sintoma, segundo a OMS. De acordo com o organismo, o vírus H5N1 não parece ter se propagado entre a população, "apesar das diversas oportunidades que teve".

Por tudo isso, a organização da ONU para assuntos sanitários decidiu manter o nível de alerta de pandemia, que agora está estabelecido na fase três de uma escala de seis.

Esse alerta refere-se à etapa na qual pode ter acontecido alguma transmissão ocasional do vírus entre humanos, mas não há evidências de que a doença se propague facilmente e de forma sustentada de uma pessoa a outra.

A OMS tinha previsto vigiar de perto a situação em Kubu Simbelang durante duas semanas a partir de 22 de maio, mas as autoridades indonésias decidiram prolongar a vigilância até 12 de junho.

A Indonésia, que acaba de sofrer um terremoto que matou mais de 5.000 pessoas, é o segundo país mais atingido pelo vírus da gripe aviária, depois do Vietnã.

Os números oficiais da Indonésia eram de 48 casos humanos contabilizados pela OMS, dos quais 36 levaram à morte dos doentes.

No entanto, as autoridades sanitárias indonésias anunciaram hoje a morte de um adolescente de Java, que deu positivo para o H5N1, segundo as análises locais, o que elevaria os números para 49 pessoas infectadas e 37 mortes.

O jovem de 15 anos morreu na terça-feira passada após ser internado no dia anterior em um hospital em Bandung, em Java Oriental, assinalou Hariyadi Wibisono, diretor do departamento do controle de doenças contagiosas do Ministério da Saúde.

Folha Online

 

30/05/2006

Rússia começa a testar vacina contra a gripe aviária em humanos

Moscou, 30 mai (EFE).- A Rússia começou hoje a testar em humanos uma vacina contra a gripe aviária obtida por especialistas russos, informou hoje o centro Microgen, fabricante do medicamento.

Inicialmente, a vacina será aplicada em 240 voluntários e depois em outros grupos, até o fim dos testes em agosto, disse um porta-voz da Microgen à agência "Interfax".

O início dos testes foi aprovado por uma comissão de especialistas do Ministério da Saúde russo, e todos os voluntários têm seguro contra riscos e receberam bonificação de 150 euros.

"Nos testes realizados em ratos, a vacina mostrou efetividade de 95%", disse o porta-voz.

A fonte afirmou que a vacina foi elaborada a partir de uma variante do vírus procedente do Vietnã e recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O diretor da Inspeção Estatal de Epidemias da Rússia, Gennady Onischenko, explicou ontem que essa vacina não defenderá os russos do risco de contrair a doença, porque foi usada uma das cepas do vírus que não é transmitida a humanos .

"Com estes testes, estamos facilitando o trabalho e reduzindo o prazo para obter uma vacina que nos permita enfrentar uma epidemia de gripe aviária entre a população", disse Onischenko.

A vacina russa poderá ser usada como medida de prevenção entre as pessoas do grupo de risco, ou seja, as que têm contato com aves que podem contrair a doença.

Apenas dez companhias no mundo trabalham na obtenção de vacinas contra a gripe aviária. Entre elas, apenas seis testaram o medicamento entre humanos.

A gripe aviária é uma doença infecciosa das aves endêmica na Ásia e, das quinze cepas identificadas do vírus que provoca essa patologia, apenas um - o H5N1 - pode ser letal para os humanos.

"Existe a possibilidade de que o H5NEM sofra mutação até o ponto de provocar uma epidemia, ou seja, quando a doença for transmitida de pessoa a pessoa", disse Onischenko. EFE apl na

Yahoo Notícias

 

30/05/2006

OMS divulga plano para conter gripe aviária entre humanos

A OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgou nesta terça-feira os detalhes de um plano para conter uma possível pandemia da gripe aviária, caso a doença comece a ser transmitida de humano para humano. A principal estratégia é o uso em massa do antiviral Tamiflu.

Segundo a organização, este plano só terá sucesso se as pessoas da zona de risco --região onde este tipo de transmissão for identificada-- receberem altas doses do medicamento nas três semanas seguintes à identificação da doença.

"O sucesso para conter este vírus está diretamente ligado ao tempo", diz um relatório da organização. Este documento tem como base recomendações de 70 especialistas internacionais que se reuniram em março.

Por conta da importância do tempo, os países devem notificar a OMS em até 24 horas, caso suspeitem de contaminação da gripe aviária de humano para humano. Um laboratório da organização terá outras 24 horas para confirmar uma possível mutação do vírus.

A Organização Mundial da Saúde conta com um estoque de Tamiflu suficiente para 3 milhões de tratamentos --esta quantidade foi doada pela farmacêutica Roche. Se a organização acionar a companhia suíça, a empresa deverá mandar o medicamento em até 24 horas para o aeroporto mais próximo do foco.

Fonte: Folha Online

 

29/05/2006

OMS confirma 6 novos casos de gripe aviária na Indonésia

A Organização Mundial da Saúde confirmou na segunda-feira seis novos casos humanos da gripe aviária em humanos e disse que três das pessoas contaminadas morreram.

Desde 2003, a doença já atingiu 224 pessoas em dez países, sendo que 127 morreram, segundo a OMS.

A entidade disse que esses novos casos não têm ligação com um surto registrado dentro de uma família no norte da ilha de Sumatra, e que aparentemente nenhuma das novas vítimas transmitiu a doença. "Os casos estão amplamente dispersos geograficamente", disse nota da OMS.

Embora algumas das pessoas aparentemente tenham tido contato com aves, a agência da ONU e autoridades locais ainda tentam descobrir como duas pessoas contraíram o vírus ¿ um homem de 43 anos, do sul de Jacarta, que apresentou sintomas em 6 de maio e se recuperou, e uma menina de Sumatra Ocidental, que adoeceu em 17 de maio e continua hospitalizada

Outro novo caso é de um rapaz de 18 anos de Bandung (ilha de Java), que antes havia tido resultados negativos em exames em Hong Kong. Agora foi confirmada a presença do vírus H5N1.

O adolescente é irmão de uma menina de dez anos que, segundo exame feito na semana passada em um laboratório de Hong Kong, tinha a doença. Ambos morreram na terça-feira.

Autoridades locais suspeitam que frangos contaminaram os dois irmãos, pois aves começaram a morrer na aldeia em que eles viviam dias antes de os dois jovens apresentarem os sintomas, segundo I Nyoman Kandund, diretor geral de controle de doenças transmissíveis.

Os irmãos de Kandung são considerados o sétimo núcleo familiar de casos na Indonésia, mas a contaminação deles não provoca tanta preocupação quanto a de uma família no norte de Sumatra, onde o H5N1 matou sete parentes.

Especialistas dizem que pode ter havido uma transmissão limitada do vírus entre os membros da família de Sumatra, enquanto os parentes sãos cuidavam dos que adoeciam.

Mas análises genéticas do vírus não apontaram qualquer sinal da temida mutação que permitiria o contrato direto e fácil entre pessoas, o primeiro passo de uma possível pandemia com milhões de mortos.

"Um caso adicional ocorreu em um homem de 39 anos, de Jacarta Ocidental. Ele desenvolveu os sintomas em 9 de maio, foi hospitalizado em 16 de maio e morreu em 19 de maio", disse a OMS em nota divulgada no seu site (www.who.int).

"A investigação determinou que o homem limpou fezes de pombos que bloqueavam a calha do seu telhado pouco antes do aparecimento dos sintomas. Não foi identificada outra fonte potencial de exposição."

Os pombos estão entre as dezenas de espécies de aves sabidamente contaminadas pelo H5N1. Nos últimos seis meses, a doença se espalhou para Oriente Médio, Europa e África.

A Indonésia já teve 49 casos e 36 mortes, segundo o Ministério da Saúde. A geografia do país dificulta a localização do vírus, pois são 17.508 ilhas espalhadas por 5.120 quilômetros, com mais de 500 línguas faladas por vários grupos étnicos.

Reuters

Terra Notícias

 

15/05/2006

Indonésia confirma cinco mortes em uma família por gripe aviária

O Ministério da Saúde da Indonésia confirmou nesta segunda-feira que cinco integrantes de uma mesma família, mortos com dias de diferença ao longo das últimas duas semanas, faleceram devido à gripe aviária.

"Os exames locais deram resultado positivo. Estamos esperando a confirmação da OMS (Organização Mundial da Saúde)", afirmou à EFE I Nyoman Kandun, responsável do Ministério pelo combate à doença.

As vítimas eram do norte de Sumatra, e, segundo Kandun, tinham mantido contato com aves doentes. O funcionário assinalou que o governo iniciou o sacrifício controlado de aves na região para evitar a propagação do foco.

O Ministério também analisa a possibilidade de o vírus H5N1 ter sido transmitido de pessoa para pessoa em pelo menos um dos casos.

A última vítima da doença foi uma criança de dez anos que morreu neste sábado em um hospital de Medan, 1.500 quilômetros ao norte de Jacarta.

Com as últimas vítimas, chega a 30 o número de mortos por gripe aviária na Indonésia, de acordo com as autoridades sanitárias do país asiático. No entanto, falta ainda a confirmação dos exames definitivos da OMS, que fala até agora em 25 mortos no arquipélago

A luta contra a gripe aviária será um dos temas em debate durante a 46ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), que teve início hoje, em Jacarta.

A Indonésia, que já registrou 25 mortes, é o segundo país mais afetado pelo vírus H5N1, que é transmitido por contato direto com aves infectadas. O Vietnã é o país mais afetado, com 42 mortes.

A doença matou 115 pessoas desde sua reaparição na Ásia em 2003, segundo dados oficiais da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Folha Online

 

15/05/2006

Romênia sacrifica 340 mil frangos devido à gripe aviária

Bucareste,- As autoridades romenas começaram hoje a sacrificar pelo menos 340 mil frangos de uma granja industrial da localidade de Codlea, no centro do país, depois que se confirmou a presença do vírus da gripe aviária em 2.800 aves mortas no local.

Além disso, se considera que também estão em perigo outras duas granjas localizadas na mesma localidade, uma com 600 mil frangos e o outro com 50 mil aves.

O ministro da Saúde Eugen Nicolaescu qualificou a situação como "a mais complicada e difícil de administrar" desde a aparição do vírus H5N1 na Romênia, já que é a primeira vez que a gripe aviária afeta uma granja industrial, que fornece carne e produtos a quatro distritos do país.

Aproximadamente 15 toneladas de carne de frango procedentes da granja Drakom Silva foram vendidas na última semana nos distritos de Brasov, Prahova, Vrancea e Covasna, e as autoridades retiraram do mercado o que ainda estava para ser vendido.

O ministro da Agricultura Gheroghe Flutur informou que outras 200 toneladas de carne de ave preparada para a comercialização proveniente da granja foram confiscadas.

A companhia infectada também vendeu à população frangos vivos que as pessoas costumam criar em seus pequenos sítios e assim propagaram a gripe aviária por uma extensa área no distrito de Brasov, onde a presença do vírus foi confirmada nas localidades de Hurez e Fagaras.

Em outras cinco localidades há suspeitas de que a gripe aviária tenha causado a morte de várias aves de granja.

As autoridades impuseram uma quarentena de 30 dias nos focos confirmados, o rápido sacrifício de todas as aves, e a desinfecção, conforme os procedimentos para a erradicação da gripe aviária da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os funcionários da granja de Codlea receberam tratamento com Tamiflu, mas preocupa o fato de que nem todos tenham recebido o tratamento, já que, segundo informações não confirmadas, aparentemente há pessoas que trabalhavam sem vínculos legais com a companhia.

"A situação é grave", disse Adrian Streinu Cercel, diretor do Instituto de Doenças Infecciosas e conselheiro do ministro da Saúde, que afirmou que "não se pode identificar todas as pessoas que entraram em contato com o H5N1".

Streinu Cercel pediu às pessoas que entraram em contato com as aves doentes que procurem imediatamente um médico, assim como a toda pessoa que apresente sintomas da gripe.

As autoridades sanitárias proibiram qualquer transporte avícola na Romênia e a caça de aves silvestres nos distritos afetados. Os controles e a vigilância sanitário-veterinária em todo o país foram intensificados. Flutur informou Bruxelas sobre os novos focos de gripe aviária detectados na Romênia. Outros 53 focos foram extintos no país entre outubro de 2005 e abril de 2006. Em sete meses, pelo menos 420 mil aves de curral de 16 mil granjas foram sacrificadas na Romênia. EFE av dgr

Yahoo Notícias

 

11/05/2006

Japão anuncia 16 possíveis casos de gripe aviária

As autoridades de saúde da província japonesa de Ibaraki informaram hoje que 16 pessoas desta área vizinha a Tóquio podem ter sido infectadas pela gripe aviária, embora não tenham desenvolvido os sintomas da doença.

Em declarações citadas pela agência Kyodo, o governo de Ibaraki indicou que não existe perigo de contagiar outras pessoas. Segundo tais informações, as 16 pessoas teriam sido infectadas pela cepa H5N2 da gripe aviária, que não é tão virulenta como a variante H5N1, que matou mais de cem pessoas no mundo todo.

Com estes possíveis casos de gripe aviária em humanos, sobe para 93 o número de pessoas que podem ter sido infectadas em algum momento pelo vírus no Japão - 86 em Ibaraki e sete na província vizinha de Saitama, ao noroeste de Tóquio.

O Banco de Desenvolvimento Asiático (BDA) alertou que uma pandemia de gripe aviária poderia custar cerca de US$ 283 bilhões só na Ásia. Além disso, provocaria uma recessão econômica no continente.

O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar do Japão iniciou um plano de choque para enfrentar uma eventual epidemia de gripe aviária, que em teoria poderia causar até 640 mil mortes no país se fosse transmitida entre humanos.

Este plano de choque contempla a declaração do estado de emergência no Japão em caso de epidemia, para reduzir o contágio e prevenir o pânico.

EFE

Terra Notícias

 

11/05/2006

Exames descartam gripe aviária em moradores de Brasília

As quatro pessoas que foram internadas nesta quarta-feira no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), em Brasília, com suspeita de gripe aviária, não estão com a doença. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou hoje que o resultado do exame de laboratório, feito com material da garganta dos pacientes, deu negativo.

Nesta quarta-feira, três pessoas de uma mesma família e um quarto paciente deram entrada no hospital com febre, dor no peito e sintomas de gripe. Segundo a Secretaria de Saúde, as quatro pessoas, que não quiseram ser identificadas, moram em Brasília e chegaram há alguns dias de uma viagem à China, com escala na África do Sul.

Após serem submetidos ontem a exames clínicos e epidemiológicos, os pacientes foram liberados. Mas a suspeita só poderia ser descartada depois do resultado do exame laboratorial, analisado pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen). Nesta quarta-feira, a diretora de Vigilância Epidemiológica de Saúde, Disney Antezana, já havia afastado o risco de contaminação, já que o grupo passou apenas por cidades grandes da China

Características
A gripe aviária é uma doença que acomete principalmente as aves. É causada pelo vírus influenza, da mesma família do vírus da gripe. O microorganismo está presente nas fezes, no sangue e nas secreções respiratórias dos animais infectados. Assim, a contaminação humana pode ocorrer pelo contato direto com as aves infectadas por meio da inalação dessas secreções ou durante abate e manuseio dos animais doentes.

Os sintomas da gripe aviária nos seres humanos podem ser parecidos com os de outras doenças, como gripe e resfriado. São também freqüentemente confundidos com outras viroses respiratórias. As pessoas contaminadas sentem febre, dor de garganta, tosse seca, espirros e coriza, além de apresentarem olhos avermelhados e lacrimejantes, pele quente e úmida. O diagnóstico só pode ser feito mediante exame laboratorial específico.

CorreioWeb

 

10/05/2006

Vacina experimental contra gripe aviária passa pelo primeiro teste

Uma vacina experimental contra o vírus H5N1 da gripe aviária passou com sucesso por seu primeiro teste clínico e demonstrou que é capaz de ativar uma resposta imunológica em seres humanos, segundo afirmou a revista médica The Lancet nesta quarta-feira em sua edição digital.

Desenvolvida por cientistas franceses para os laboratórios farmacêuticos Sanofi Pasteur, a vacina foi elaborada a partir de uma cepa modificada do vírus. O teste, dirigido pela médica Melanie Saville, tinha o objetivo de comprovar se a vacina é segura e capaz de produzir anticorpos neutralizadores nos humanos.

Segundo Saville, o composto testado "é seguro e induz a uma resposta imunológica que segue os requerimentos reguladores da União Européia para a licença de vacinas contra a gripe".

No entanto, a médica reconheceu que ainda não se sabe qual é o nível de anticorpos necessário para a proteção contra o H5N1.

Também na 'The Lancet', cientistas americanos do Centro de Controle e Prevenção de Doenças de Atlanta e da Faculdade Clínica de Medicina de Mayo, em Maryland, advertiram que ainda é preciso desenvolver uma vacina que seja suficientemente poderosa para combater uma eventual pandemia

Embora os laboratórios farmacêuticos tentem desenvolver possíveis antídotos para combater os sintomas de uma pandemia de gripe aviária, a vacina definitiva só pode ser elaborada quando as características do vírus forem totalmente conhecidas.

A cepa H5N1 da gripe aviária é considerada a mais perigosa, já que poderia sofrer uma mutação e ser transmitida entre humanos --até o momento, o vírus só é transmitido aos seres humanos por contato direto com aves doentes ou seus restos.

Desde que o vírus voltou a ser detectado, em 2003, na Coréia do Sul, a doença vem se espalhando e já atingiu ao menos 45 países de todo o mundo e matou ao menos 114 pessoas, a maioria das quais trabalhava ou vivia em contato com aves, segundo dados da OMS. Milhões de aves foram sacrificadas.

Folha Online

 

8/05/2006

Empresas dos EUA fazem planos para enfrentar gripe aviária

NOVA YORK, (Reuters) - A preocupação sobre como enfrentar a gripe aviária no caso de ela se transformar em uma pandemia fez com que empresas norte-americanas elaborassem planos de emergência, que incluem desde fazer os funcionários trabalharem de suas casas a permitir que eles durmam no escritório.

As empresas tentam descobrir formas de combater o que poderia ser uma doença altamente infecciosa que, segundo especialistas, seria capaz de contaminar até um terço da população. Até 40 por cento dos trabalhadores poderiam ficar em casa durante o pico da onda pandêmica.

"Há os profissionais que dizem que nada vai acontecer, e há os que dizem que a coisa será feia", disse Jack McKlveen, diretor gerente da United Parcel Service Inc (UPS).

"É preciso levar em conta esse espectro de opiniões e fazer planejamentos para todos os cenários, já que não sabemos qual deles se estabelecerá", acrescentou

A empresa, com sede em Atlanta e 407 mil funcionários, elaborou planos para permitir que seus empregados trabalhem em casa e façam turnos escalonados. A UPS também comprou grande quantidade de produtos para a limpeza de mãos e está ensinando seus funcionários a evitarem a disseminação da doença.

As empresas norte-americanas enfrentam uma série de problemas em potencial, desde a falta de trabalhadores que ficariam em casa por estar doentes a empregados que vão trabalhar doentes, desde uma sobrecarga da infra-estrutura devido ao serviço feito de casa a uma falta de recursos, disse Beth Maldin, da Universidade de Pittsburgh.

"Somos uma sociedade imediatista, e as pessoas não mantêm estoques de produtos", afirmou. "Precisamos pensar em todos os tipos de interdependência, que são muitos".

Entre as empresas que se preparam está a Nypro Inc., que aprendeu uma lição com o pânico provocado pelo surto de Sars (síndrome respiratória aguda grave), afirmou o porta-voz Al Cotton.

A doença, surgida em 2003, matou cerca de 800 pessoas no mundo, atingindo os setores de transporte aéreo e de turismo, particularmente na Ásia, e provocando bilhões de dólares em prejuízos

COCHILO NO TRABALHO?

Durante a Sars, a Nypro (uma empresa de modulação de plástico com cerca de 8.000 empregados na China) funcionou com um número limitado de trabalhadores, fez turnos escalonados e fechou sua cafeteria, tudo para minimizar o contato entre as pessoas, afirmou Cotton.

"Chegamos até a fixar um período de uma hora para apagar as luzes e deixar que as pessoas cochilassem", afirmou. "Isso permitiu que prolongássemos a jornada de trabalho".

O governo norte-americano divulgou na semana passada um novo plano para enfrentar uma eventual pandemia, sugerindo a restrição em viagens, o fechamento de escolas e a manutenção de trabalhadores a um metro de distância uns dos outros.

As autoridades também aconselharam o governo a tornar as horas de trabalho mais flexíveis, a depender menos dos meios públicos de transporte, a escolher um coordenador para os esforços de combate à pandemia e a treinar seu corpo de funcionários.

As empresas que deram início à elaboração desses planos, no entanto, são uma minoria, segundo revelou uma pesquisa feita pela Watson Wyatt Worldwide. Apenas 15 por cento das empresas norte-americanas possuem planos de combate à gripe aviária.

Empresas que não fazem planos do tipo tendem a adotar uma de duas posturas, afirmou Steven Ross, da empresa de auditoria Deloitte & Touche.

"Uma é: 'Nós já ouvimos essa onda antes'. A outra é: 'Vamos todos morrer. Não consigo nem mesmo começar a planejar'", disse Ross.

O assunto talvez seja delicado demais, afirmou Paul Striedl, chefe da Associação de Planejadores para Emergências.

"Nós pensamos em perder uma empresa, perder nossa tecnologia de informação, perder nossa cadeia de suprimento ou perder nosso pessoal?", afirmou.

"Quando se trata da perda de pessoal, não somos bons nisso. Acho que é porque as pessoas têm dificuldade para documentar sua própria morte".

O vírus H5N1 da gripe aviária, que está se espalhando pelas aves, não contamina os seres humanos facilmente. Desde 2003 ele matou pouco mais de cem pessoas. Especialistas, porém, temem que o vírus consiga adquirir, por meio de uma mutação, a capacidade de passar de uma pessoa a outra.

Até que o vírus sofra essa mutação, "o número de fatores desconhecidos é muito grande", disse McKlveen. "Então, há um nível de planejamento que precisa ser realizado e para o qual ainda não estamos preparados".

REUTERS

 

8/05/2006

Filme para TV dos EUA sobre gripe aviária preocupa especialista

Por Maggie Fox

WASHINGTON, - Um filme sobre uma pandemia imaginária de gripe aviária a ser exibido na televisão dos Estados Unidos, nesta terça-feira, está preocupando especialistas, que temem que o programa cause pânico em algumas pessoas e convença outras de que advertências legítimas são um exagero.

Entretanto, os mesmos especialistas estão aproveitando a publicidade em torno do filme feito para a televisão a fim de ressaltar o que vêem como necessidade para que indivíduos, empresas e autoridades locais façam o que puderem para se preparar.

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA divulgou um boletim a sua equipe, para o caso de os funcionários receberem questões suscitadas pelo filme, o Estado da Pensilvânia está lançando um novo site (http://www.pandemicflu.state.pa.us/) e uma linha telefônica para coincidir com a exibição e o Trust for Americas Health organizou um encontro para tentar separar a realidade da ficção.

O filme "Fatal Contact: Bird Flu in America" (Contato Fatal: Gripe Aviária na América) tem cenas com atores usando roupas protetoras semelhantes às de astronautas, uma população aterrorizada e uma cena final na qual a maioria dos moradores de um vilarejo africano morre.

"Não estou feliz", disse Mike Osterholm, especialista em saúde pública da Universidade de Minnesota, que tem advertido e dado consultoria sobre a ameaça de uma pandemia de influenza

Eu me preocupo que isso possa muito bem ser retratado por muitos como exemplo último de sensacionalismo", disse Osterholm a repórteres em uma entrevista por telefone na segunda-feira.

O vírus da gripe aviária H5N1 foi encontrado em pássaros de mais de 48 países. Ele matou 115 das 207 pessoas doentes o suficiente para serem levadas a um hospital.

Apenas raramente uma gripe aviária infecta humanos, mas cientistas concordam que ela pode evoluir para uma forma que seja transmitida diretamente de pessoa para pessoa. Se isso ocorrer, pode afetar centenas de milhões de pessoas em algumas semanas ou meses.

DESPERTANDO CONSCIÊNCIA

O secretário de Saúde e Serviços Humanos, Michael Leavitt, tem feito reuniões nos 50 Estados e territórios norte-americanos para convencer empresas, educadores e pessoas a se prepararem para uma pandemia que poderia tirar de ação 40 por cento da força de trabalho durante semanas.

"Uma vez que o filme serve para despertar consciência sobre uma gripe aviária e pandêmica, esperamos que ele inspire uma preparação - não pânico", diz o folheto do Departamento de Saúde dos EUA.

A indústria do entretenimento não tem uma história enaltecedora no que diz respeito a questões médicas. Na segunda-feira, um neurologista da Clínica Mayo disse que os filmes representam o coma de forma imprecisa.

"Em geral, há um padrão de imprecisão. É uma enorme caricatura", disse o médico Eelco Wijdicks em um comunicado. A maioria dos filmes exagera a frequência em que pacientes têm recuperação total de comas extensos", disse Wijdicks.

REUTERS.COM.BR

 

8/05/2006

Confirmada 25ª morte por gripe aviária na Indonésia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou a morte da 25ª pessoa na Indonésia em conseqüência da gripe aviária, anunciou nesta segunda-feira um funcionário do ministério indonésio da Saúde.

"Ontem (domingo), fomos contactados pelo escritório da OMS a respeito dos resultados de laboratório sobre o homem de 30 anos que faleceu no dia 26 de abril, que se revelaram positivos", declarou Joko Suyono, funcionário do centro de informações sobre a gripe aviária no ministério da Saúde.

"Foi confirmado como o 25º morto por causa da gripe aviária", acrescentou. O homem, que vivia em uma cidade da periferia de Jacarta, morreu em um hospital da capital. As primeiras análises realizadas no local destacaram que a gripe aviária como causa desta morte, mas estes resultados devem ser confirmadas por um laboratório afiliado à

Terra Notícias

 

4/05/2006

Egito registra quinta morte humana por gripe aviária

Uma mulher egípcia morreu nesta quinta-feira após ser infectada pelo vírus da gripe aviária, a quinta morte humana registrada no país em decorrência da doença.

"Mais uma pessoa morreu devido ao vírus H5N1, elevando para cinco os casos de morte humana por gripe aviária no país", informou um comunicado do Ministério de Saúde Pública.

A nova vítima é uma mulher de 27 anos, moradora do Cairo, que contraiu a doença em sua cidade natal, na Província de Menufiya (norte), depois de ter contato com aves de criação. Dos 13 casos da doença registrados no Egito, cinco resultara em morte --todas de mulheres.

Ela foi internada na segunda-feira (1), com febre alta, tosse intensa e dificuldades respiratórias, segundo a porta-voz do ministério da Saúde, Abdel Sabur Shahine. Segundo Shahine, os exames realizados pelo ministério confirmaram que se trata do vírus H5N1.

Desde que o primeiro caso da doença foi detectado no Egito, em fevereiro último, o vírus se espalhou para 19 das 26 províncias do país. O país fica na rota de aves migratórias.

A descoberta da gripe aviária em países do Oriente Médio causou alarme na região. No entanto, o Egito, o Iraque e a Turquia foram os únicos países onde foram registradas mortes humanas.

O vírus H5N1 já se espalhou por ao menos 45 países de todo o mundo e matou ao menos 114 pessoas, segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde). Milhões de aves foram sacrificadas.

Folha Online

 

4/05/2006

Genética diria por que algumas pessoas contraem gripe aviária

CIDADE DE CINGAPURA (Reuters) - As pessoas que foram contaminadas pelo vírus H5N1 seriam especialmente suscetíveis aos diferentes tipos de vírus da gripe aviária devido a fatores genéticos, sugeriram especialistas na quinta-feira.

Das 205 pessoas contaminadas pelo H5N1 desde 2003, há várias que possuem algum tipo de parentesco de sangue, tais como pai e filhos, mães e filhas. Do total de contaminações, 113 foram fatais.

"Há grupos familiares. Então, deve haver algum tipo de fator genético envolvido", afirmou Robert Webster, do Hospital de Pesquisa Pediátrica St Jude durante uma conferência realizada em Cingapura e organizada pela revista médica Lancet.

Um outro especialista importante, Hiroshi Kida, que passou mais de três décadas pesquisando os vírus, defende há muito tempo a mesma teoria.

"Não houve nenhum caso de contaminação envolvendo marido e mulher", disse Kida à Reuters em uma entrevista. O pesquisador trabalha no departamento de controle de doenças da Universidade Hokkaido (Japão).

Kida explicou que as pessoas contaminadas com o H5N1 possuem um receptor de carboidrato nas células presentes em sua garganta. O receptor -- chamado de alfa 2,3 -- é encontrado em aves e os vírus da gripe aviária gostam de se unir a esse tipo de receptor para se reproduzir.

Os vírus da gripe humana, porém, preferem se unir a um outro tipo de receptor, o alfa 2,6, que predomina entre os seres humanos.

"Acho que as pessoas contaminadas pelos vírus da gripe aviária são especiais. Elas precisam ter o receptor alfa 2,3", afirmou Kida.

Apesar de os seres humanos apresentarem alguma quantidade do alfa 2,3, os alfa 2,6, segundo o pesquisador, são muito mais abundantes na maior parte das pessoas.

PERIGOSO

Kida tenta agora analisar os que sobreviveram ao H5N1 no Vietnã e na Tailândia a fim de confirmar sua teoria. Se ela for verdadeira, isso significaria que a maior parte das pessoas não será contaminada pelo H5N1 facilmente, ao menos enquanto o vírus não sofrer certas mutações.

"Se ele mudar sua especificidade de receptor, então ele seria perigoso", afirmou Kida.

Muitos especialistas acreditam que o H5N1 pode provocar uma pandemia mundial de gripe que já deveria ter ocorrido. Mas essa hipótese só se materializará caso o vírus sofra as mutações necessárias para conseguir passar de uma pessoa a outra rapidamente -- algo que ainda não ocorreu.

A maior parte das vítimas contraiu o vírus no contato direto com aves doentes. E não há nenhum caso comprovado de transmissão do H5N1 de uma pessoa para outra.

Apesar de pouco ser conhecido sobre o vírus, há muitos trabalhos sendo desenvolvidos para saber como ele é transmitido e até para saber por que um número tão pequeno de pessoas foi contaminado até agora.

Um grupo de pesquisadores sugeriu recentemente que o vírus ainda não se mostrou tão contagioso quanto se temia porque ele ficaria abrigado no fundo dos pulmões, e não no trato respiratório superior, de onde poderia sair mais facilmente e disseminar-se.

Mas, apesar de Kida não descartar essa teoria, ele diz que não se trata da única.

Yahoo Notícias

 

4/05/2006

Vírus da gripe aviária é o pior já visto, diz especialista

CINGAPURA - Um dos maiores especialistas do mundo em gripe aviária disse, nesta quinta-feira, que o vírus H5N1 é diferente de tudo que ele já viu, e que ainda há muitas lacunas no planejamento e conhecimento para o mundo lidar com sucesso com uma possível pandemia.

"Eu trabalhei com gripe a minha vida inteira, e essa é o pior vírus de gripe que eu já vi", disse Robert G. Webster, um virologista do Hospital de Pesquisa Infantil St. Jude, nos Estados Unidos. "Nós temos que entender que esse vírus de gripe nas aves se tornar sistêmico... Se acontecer em humanos, Deus nos ajude".

Webster predisse que levaria pelo menos dez mutações antes que o vírus H5N1 pudesse se transmitir entre humanos. Mas ele disse que não há maneira de saber quanto tempo levaria para isso acontecer - ou mesmo se aconteceria.

"Todas essas mutações estão por aí, mas... o vírus não foi bem-sucedido em juntá-las", ele disse, no fim de uma conferência de dois dias sobre a gripe aviária em Cingapura, organizada pela revista médica The Lancet.

Especialistas temem que o vírus H5N1 da gripe aviária possa sofrer uma mutação e tornar-se facilmente transmissível entre humanos, potencialmente causando uma pandemia global. Até agora, a maioria dos casos em humanos foi ligada ao contato com aves infectadas.

Webster também pediu mais vacinas pré-pandemia para serem armazenadas, classificando os esforços atuais como "miseráveis

Ele disse que novos estudos em furões sugerem que a vacinação, com um vírus da gripe aviária que circulou anteriormente em Hong Kong, protegeu os animais da morte quando infectados pelo vírus H5N1 que circula atualmente no Vietnã. Essa vacina poderia também ser usada como um começo em humanos, ele disse.

Se um tipo pandêmico surgir "você provavelmente será infectado, ficará muito doente, mas provavelmente não irá morrer", ele disse. "Então acredito que estamos perdendo o alvo aqui".

Webster disse que mais pesquisa é necessária em muitas áreas para entender o comportamento e transmissibilidade do vírus. Segundo ele, problemas culturais também estão impedindo autópsias em vítimas do H5N1, impedindo pesquisas científicas valiosas. Em muitos países da Ásia, onde a maioria dos casos de morte em humanos ocorreu, as pessoas não acreditam em incomodar o corpo após a morte.

De acordo com ele, autópsias foram feiras em menos de seis das 113 pessoas mortas pela doença desde 2003.

Estadão.com.br

 

3/05/2006

Egito registra novo caso humano de gripe aviária

O Egito detectou mais um caso humano do vírus H5N1, o que eleva a 13 o número de pessoas que contraíram gripe aviária no país, anunciou o Ministério da Saúde. Entre os casos, quatro resultaram em mortes --todas de mulheres.

A nova vítima é uma mulher de 27 anos, moradora do Cairo, que contraiu a doença em sua cidade natal, na Província de Menufiya (norte), depois de ter contato com aves de criação.

Ela foi internada na segunda-feira (1), com febre alta, tosse intensa e dificuldades respiratórias, segundo a porta-voz do ministério da Saúde, Abdel Sabur Shahine. Segundo Shahine, os exames realizados pelo ministério confirmaram que se trata do vírus H5N1.

Desde que o primeiro caso da doença foi detectado no Egito, em fevereiro último, o vírus se espalhou para 19 das 26 províncias do país. O Egito fica na rota de aves migratórias.

A descoberta da gripe aviária em países do Oriente Médio causou alarme na região. No entanto, o Egito, o Iraque e a Turquia foram os únicos três países onde foram registradas mortes entre humanos.

O vírus H5N1 já se espalhou por ao menos 45 países de todo o mundo e matou ao menos 113 pessoas, segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde). Milhões de aves foram sacrificadas.

Folha Online

 

3/05/2006

EUA prevê caos no caso de uma pandemia de gripe aviária

Washington, 3 mai (EFE).- A Casa Branca prevê um caos social e econômico nos Estados Unidos caso aconteça uma pandemia de gripe aviária, segundo um relatório que será apresentado hoje pelo Governo.

Segundo foi adiantado à imprensa, o plano adverte às empresas e aos departamentos do Governo que se preparem para a ausência de até 40% de seus funcionários, fechamentos de escolas e restrições de viagens.

As primeiras informações divulgadas hoje pelos principais jornais dos EUA indicam que as perspectivas do Governo no caso de pandemia são desastrosas.

O relatório afirma que o Executivo tenta ampliar o estoque de medicamentos antivirais e está desenvolvendo uma vacina, mas reitera a importância das respostas das autoridades locais em uma possível pandemia.

De acordo com o plano, as empresas deveriam se planejar para manter seus empregados separados pelo menos 1 metro um do outro, e as universidades teriam que designar dormitórios onde os doentes seriam colocados em quarentena.

O documento acrescenta que as tripulações dos aviões deveriam ter máscaras para os passageiros que tossirem.

A dificuldade de um fechamento das fronteiras é destacada, mas o plano considera a possibilidade de restringir as viagens e de colocar passageiros doentes em quarentena.

"Ninguém sabe quando ou se acontecerá uma pandemia, mas os analistas temem que o vírus da gripe aviária que agora se propaga pelo planeta poderia desencadeá-la, caso sofra mutação para uma forma capaz de ser transmitida aos humanos", afirma o relatório.

Uma variação do vírus da gripe aviária, o H5N1 se espalhou principalmente pela Ásia, e desde 2003 contaminou mais de 200 pessoas, das quais quase a metade morreu.

As autoridades de saúde alegam que quase todas as vítimas contraíram o vírus pelo contato com aves infectadas ou as fezes dos animais.

O plano considera que a resposta coletiva influenciará no impacto médico, social e econômico da pandemia, e que as instituições que forem afetadas pela crise dependerão do trabalho de voluntários e do sentimento humanitário da população. EFE jab sb/an

Yahoo Notícias

 

3/05/2006

Analistas discutem gripe aviária em Fórum Médico Asiático

Quinhentos cientistas e analistas da área de saúde de todo o mundo abriram hoje em Cingapura o Fórum Médico Asiático, dois dias em que serão discutidas as dimensões da gripe aviária e de outras ameaças à saúde.

O Fórum conta com a presença de 300 organizações de 52 países e um painel de 23 especialistas em gripe aviária, em sua maioria dos EUA e do Reino Unido.

Entre os temas que serão discutidos no Fórum, que termina nesta quinta-feira, estão o desenvolvimento de vacinas contra a gripe aviária e as manifestações clínicas do vírus H5N1.

O Fórum é uma iniciativa da revista The Lancet, da editoria Elsevier Health Sciences e de instituições públicas e privadas de Cingapura e de outros países do Sudeste Asiático.

Cingapura mantém um programa de planejamento e implementação ativa de medidas contra pandemias desde 2003, quando o país foi afetado pela Síndrome Respiratória Aguda Grave.

A cidade-estado não registrou nenhum caso de gripe aviária, que matou 42 pessoas no Vietnã e 24 na Indonésia.

Na semana passada, as autoridades indonésias anunciaram uma nova morte por gripe aviária, que seria a 25º no país se for confirmada pela Organização Mundial da Saúde.

O vírus H5N1 é transmitido aos seres humanos somente pelo contato direto com aves doentes ou seus sedimentos, mas os epidemiológos temem que uma mutação permita a transmissão entre pessoas e desencadeie uma epidemia.

Desde a reaparição do vírus na Coréia do Sul, em dezembro de 2003, a doença se espalhou por Ásia, Europa e alguns países africanos e infectou mais de cem pessoas

Terra Notícias

 

3/05/2006

Apec quer implantar plano de ação contra gripe aviária no Vietnã

Agência EFE

Hanói, 3 mai (EFE).- A Conferência Ministerial do Fórum de Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico (Apec) escolheu o Vietnã como o país em que desenvolverá um plano de ação contra a gripe aviária para toda a região.

A Conferência, que começará na quinta-feira na cidade de Da Nang (centro), tenta tirar lições da experiência vietnamita, que, apesar de seu alto número de mortos desde 2003 (42), conseguiu conter a doença e não registrou nenhuma vítima mortal este ano.

A reunião proporá uma série de programas que sirvam para ajudar os 21 países do Apec a responder com efetividade a novos focos do vírus.

O fórum, que será encerrado no sábado, também iniciará o desenvolvimento de políticas de saúde pública e o uso de antivirais.

Em relação ao caso vietnamita, a Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou hoje em comunicado que a fórmula de sucesso se baseia em uma combinação de vontade política, interação entre diferentes áreas, vigilância animal e indenização a granjeiros.

No entanto, o diretor regional da OMS, Shigeru Omi, advertiu que "não se deve baixar a guarda devido à imprevisível natureza do vírus H5N1".

Segundo a OMS, a expansão da doença para fora das fronteiras da Ásia indica que a doença está longe de ser controlada, com mais de 40 países afetados e casos em animais domésticos.

Omi acrescentou que a região Ásia-Pacífico garantiu um estoque de remédios para lutar contra a doença após a doação do Governo do Japão à Associação de Nações do Sudeste Asiático de 500 mil unidades de Tamiflu e de 700 mil equipamentos de proteção para os funcionários da saúde.

O Apec é integrado por Estados Unidos, Rússia, China, Japão, México, Peru, Chile, Canadá, Austrália, Brunei, Hong Kong, Indonésia, Coréia do Sul, Malásia, Nova Zelândia, Papua Nova Guiné, Filipinas, Cingapura, Taipé, Tailândia e Vietnã. EFE kj dgr

Yahoo Notícias

 

3/05/2006

Nova vacina detém vírus da gripe aviária H5N1 em animais

Uma vacina contra a gripe aviária que está em fase experimental pode proteger não só contra o vírus H5N1, mas também contra outras formas de gripe, disseram pesquisadores na terça-feira.

Experiências em ratos e furões (tipo de mamífero) mostram que a vacina, desenvolvida pelo laboratório Vical, de San Diego, Califórnia, protege os animais contra o vírus H5N1, da gripe aviária. Além disso, protegeu os ratos também contra os vírus da gripe sazonal humana, o que significa que os cientistas podem estar no caminho de uma vacina "universal".

Mas Richard Webby, do Hospital Infantil de Pesquisas Saint Jude, de Memphis, Tennesse, que examinou a vacina, minimizou sua importância imediata. "É algo promissor, pelo menos em ratos, mas os ratos são provavelmente os mais fáceis dos animais para obtermos esta proteção cruzada, eu acho", afirmou Webby por telefone.

Apesar disso, a notícia fez as ações da Vical dispararem. Ao meio-dia, elas eram negociadas a 7,02 dólares, alta de 27 por cento.

Webby disse que o próximo passo é descobrir se a nova vacina também dá proteção universal aos furões, animais considerados o melhor "modelo" para infecções humanas da gripe.

"Uma vacina universal é o grande objetivo. Há várias abordagens tentando chegar lá, e esta é uma delas", explicou Webby.

A criação de uma vacina universal significaria que não é necessário formular uma nova vacina a cada temporada de gripe e que haveria chance de armazenar o produto antes de uma eventual pandemia.

Os vírus da gripe sofrem mutações facilmente, e por isso a vacina para a gripe sazonal precisa ser reformulada todos os anos.

Por enquanto, não há casos de transmissão da gripe aviária entre humanos ¿ só de animais para pessoas. Mesmo assim, a doença atingiu 205 pessoas e matou 115 desde 2003. Cientistas temem que o vírus H5N1 sofra uma mutação que permita o contágio entre pessoas e provoque uma pandemia com milhões de mortos.

As atuais vacinas ativam uma reação imunológica contra as regiões mais propensas a mutações no vírus, razão pela qual precisam ser alteradas todos os anos. Por isso, as vacinas contra o H5N1 que estão sendo desenvolvidas agora provavelmente não serviriam em caso de pandemia.

Mas há partes do vírus que sempre se conservam ¿ ou seja, não sofrem mutações. Especialistas tentam formular uma vacina que ajude o sistema imunológico a reconhecer essas proteínas.

A vacina da Vical usa três pedaços de DNA ¿ a parte "H5N1" do nome H5N1, relativa a genes que não são tão sujeitos a mutações -, além da nucleoproteína (NP) e da proteína matriz (M2).

Todos os ratos e furões que receberam essa vacina e foram expostos à forma humana do vírus H5N1 sobreviveram.

Ratos vacinados com uma versão simplificada, que só continha a NP e a M2, também estavam protegidos contra o H5N1, segundo o laboratório. Isso sugere ¿ sem comprovar ¿ que a vacina garante proteção contra vários vírus.

Fabricar vacinas contra a gripe é um grande negócio. Uma entidade do setor diz que há 31 vacinas contra a gripe aviária, de 15 laboratórios (de Austrália, Áustria, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Holanda, Suíça, Grã-Bretanha e Estados Unidos), em estágios de testes humanos ou clínicos.

Uma delas, do laboratório Merck, também se dispõe a ser uma vacina universal e tem como base a M2.

O grupo de pesquisas Datamonitor acredita que o mercado da vacina contra gripe pode superar os 3 bilhões de dólares até 2010 só nos sete principais mercados. Em 2005, o setor movimentou 1,6 bilhão de dólares.

Terra Notícias

 

2/05/2006

OMS pede rigidez para evitar epidemia de gripe aviária

A Organização Mundial da Saúde (OMS) ressaltou nesta terça que é possível evitar uma epidemia de gripe aviária, ou pelo menos frear seu avanço, se forem tomadas medidas rígidas de resposta e contenção.

A administração de antivirais, sistemas eficazes de quarentena, restrições de viagem e medidas de distanciamento social como o fechamento de escolas são algumas das precauções apontadas hoje pelo diretor regional da OMS, Shigeru Omi, durante um seminário na capital indonésia.

"Se estas intervenções tiverem êxito, poderíamos prevenir dezenas de milhões de graves infecções humanas e milhões de mortes. Mas se falharmos, as conseqüências para as sociedades, as economias e a saúde pública global podem ser enormes", disse Omi.

O vírus H5N1 da gripe aviária é endêmico em certos tipos de aves silvestres aquáticas, mas na última década contaminou muitas espécies novas, entre elas o ser humano.

Embora o vírus seja altamente contagioso entre aves, especialmente entre as domésticas, por terem o sistema imunológico mais fraco, sua transmissão ao ser humano ocorre apenas através do contato com animais doentes ou seus sedimentos.

No entanto, a OMS teme que o vírus sofra uma mutação e se adapte ao ser humano, permitindo a transmissão entre pessoas, o que poderia provocar uma pandemia de gripe de graves conseqüências, como as de 1918, 1956-58 e 1968.

Para poder impedir a expansão do vírus, Omi lembrou que seria necessário agir nas primeiras semanas de sua eventual mutação.

Muitos analistas dizem que para que a contenção tenha êxito será necessário agir em um tempo muito limitado: entre duas e três semanas", afirmou o diretor regional da OMS.

A gripe aviária foi detectada em seres humanos pela primeira vez em Hong Kong em 1997. A morte de seis pessoas por causa desta doença levou ao sacrifício de todas as aves domésticas da cidade, quase um milhão.

No entanto, o vírus reapareceu no Sudeste Asiático no final de 2003 e desde então contaminou 205 pessoas, das quais 113 morreram.

Estes números representam uma mortalidade superior a 50%, ou seja, pelo menos uma em cada duas pessoas infectadas morreu.

Nove países - Azerbaidjão, Camboja, China, Egito, Indonésia, Iraque, Tailândia, Turquia e Vietnã - detectaram casos humanos, mas poderiam aparecer novos casos em outros lugares em breve, já que o vírus chegou a criações de aves de grande parte do Sudeste Asiático e a vários países europeus e africanos.

Chairul Anwar Nidom, importante epidemiólogo indonésio, explicou que, apesar de o vírus não ter sofrido uma mutação e ter se tornado facilmente transmissível entre pessoas, o H5N1 se tornou mais resistente ao meio.

"Quando o vírus foi analisado em Hong Kong em 1997, ele resistia dois dias a 37 graus. Nas análises que estamos realizando agora, comprovamos que pode viver pelo menos cinco ou seis dias. Sua resistência aumentou consideravelmente", ressaltou.

Muitos países pesquisam vacinas contra a gripe aviária, mas as mais avançadas ainda estão em fase experimental e não se sabe se serão eficazes se o vírus sofrer uma mutação.

Também não se sabe qual será a eficácia dos antivirais, que não previnem o contágio da doença, apenas diminuem seus sintomas se forem administrados na fase preliminar da doença.

A OMS anunciou hoje que Cingapura será o centro armazenador e distribuidor de antivirais para o Sudeste Asiático, enquanto que no âmbito internacional este papel corresponde aos Estados Unidos e à Suíça. Até o momento, se dispõe de cerca de 3 milhões de doses de antivirais no mundo todo.

Terra Notícias

 

2/05/2006

Menina chinesa com gripe aviária está fora de perigo

Pequim, 2 mai (EFE).- A menina chinesa de 8 anos que por enquanto é o último caso de gripe aviária no país continua hospitalizada mas está fora de perigo, informou hoje o jornal oficial "China Daily".

O jornal oferece fotos da menina, Sun, sorrindo e sendo cuidada por seus parentes e por enfermeiras. É uma das primeiras fotos de uma pessoa contaminada pela gripe aviária publicada na China.

Sun, da província de Sichuan, foi diagnosticada como portadora do vírus H5N1 dia 16 de abril. Foi o 18º caso registrado na China, onde 12 pacientes morreram.

A menina está no hospital de Suining, e segundo os médicos "recuperou o apetite e uma temperatura corporal normal".

Segundo os últimos dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a gripe aviária, desde sua reaparição, em 2004, contaminou 205 pessoas, das quais 113 morreram, no Azerbaijão, Camboja, China, Egito, Indonésia, Iraque, Tailândia, Turquia e Vietnã.

No fim de semana também foi registrado um caso de gripe aviária num ganso selvagem da província chinesa de Qinghai, próxima a Sichuan. O caso renovou a preocupação com a transmissão do vírus por aves migratórias. EFE abc mf

Yahoo Notícias

 

1/05/2006

EUA encontram forma leve de gripe aviária em Nova Jersey

NOVA YORK, EUA (Reuters) - Autoridades dos EUA descobriram uma forma leve de gripe aviária em um mercado de aves de Nova Jersey, mas o vírus responsável pela doença não é o H5N1 que governos do mundo todo tentam deter, afirmou o Departamento de Agricultura do Estado.

"O vírus foi encontrado em um mercado do condado de Camden. Nenhuma das aves do mercado morreu em virtude da doença, um indício de que o vírus é pouco patogênico e de que não fará mal aos seres humanos", afirmou em um comunicado o secretário de Agricultura de Nova Jersey, Charles Kuperus.

Ainda não há informações sobre quando a gripe aviária foi descoberta no condado de Camden.

O vírus H5N1 não apenas mata galinhas rapidamente como também pode contaminar os seres humanos. Governos do mundo todo tentam conter a disseminação dele.

Cientistas temem que o vírus possa sofrer mutações tais que o permitam passar de uma pessoa a outra rapidamente, provocando uma pandemia na qual milhões morreriam.

O H5N1 já contaminou 205 pessoas e matou 113 desde 2003. Sua disseminação obrigou vários países a proibir a importação de aves de locais onde a doença havia sido encontrada.

O vírus saiu da Ásia e já atingiu a Europa, o Oriente Médio e a África

Segundo Kuperus, testes preliminares realizados pelo laboratório dos Serviços Nacionais de Veterinária não encontraram o vírus do tipo N1. Mais exames deve ser feitos pelos laboratórios do Departamento de Agricultura em Ames, Iowa, a fim de identificar o esse vírus.

"O proprietário do mercado tirou as aves voluntariamente do local e o estabelecimento realizou uma limpeza e uma descontaminação sob a supervisão da divisão de New Jersey do Departamento de Agricultura", afirmou Kuperus.

O mercado do condado de Camden será inspecionado novamente pela Divisão de Saúde Animal de New Jersey antes de ter permissão para reabrir as portas.

(Rene Pastor)

 

27/04/2006

Gripe aviária: Londres anuncia abate de 35 mil aves

Cerca de 35 mil frangos criados em uma fazenda no leste da Inglaterra serão abatidos após a descoberta de casos de gripe aviária em aves mortas no local, anunciou nesta terça-feira o porta-voz do Ministério britânico do Meio Ambiente.

Os primeiros testes mostraram que o vírus encontrado era do tipo H7, muito perigoso para a fauna aviária, e não o H5N1, potencialmente fatal para o homem, de acordo com o Departamento do Meio Ambiente e da Agricultura. De qualquer maneira, testes adicionais devem ser realizados para determinar o vírus exato.

"Testes preliminares mostraram esta noite que a gripe aviária estava presente em amostras de frangos mortos em uma granja perto de Dereham, em Norfolk", segundo o Ministério.

Casos de H7 foram registrados esporadicamente na Inglaterra em 1977 e 1985.

O vírus H5N1, que matou mais de 100 pessoas no mundo, sobretudo na Ásia, foi detectado em um cisne morto na Escócia no início do mês. Trata-se do primeiro caso na Grã-Bretanha, onde nenhum outro foi anunciado desde então.

Terra Notícias

 

26/04/2006

Costa do Marfim detecta seus primeiros casos de gripe aviária

As autoridades veterinárias da Costa do Marfim relataram os dois primeiros focos de gripe aviária no distrito de Abidjan, anunciou hoje a Organização Internacional de Epizootias (OIE).

Os animais afetados pelo vírus H5N1 são sete frangos, nove patos e um gavião, segundo a OIE, também conhecida como Organização Mundial da Saúde Animal.

Os dois focos se encontram nas localidades de Marcory Anoumabo e Treichville, na região de Lagunes. O diagnóstico foi feito pelo Laboratório Veterinário Central de Bingerville, e confirmado pelo Instituto Pasteur da Costa do Marfim, informou o comunicado da OIE.

Agora, a entidade espera a confirmação do seu laboratório de referência em Pádua (Itália).

As autoridades veterinárias da Costa do Marfim determinaram o sacrifício parcial das granjas infectadas, que estão em quarentena.

O transporte de aves domésticas dentro do país está sendo controlado.

Outra medida prevista é desinfetar e pulverizar as áreas afetadas, segundo a nota.

Além disso, começou uma campanha de conscientização e de informação da população, com o confinamento das aves e a intensificação das medidas de segurança

Terra Notícias

 

25/04/2006

Canadá apoiará pesquisa sobre a gripe aviária na Ásia

O Centro para o Desenvolvimento da Pesquisa Internacional canadense (IDRC, em inglês) apoiará a Associação Asiática de Pesquisa da Gripe Aviária, anunciou hoje em Pequim o diretor regional da entidade do Canadá.

"Hoje assinamos a associação", disse Stephen McGurk, diretor para o sudeste asiático do IDRC, em um encontro com jornalistas. "Esta associação representa uma oportunidade pouco comum para construir um trabalho conjunto entre as instituições de saúde, agricultura e ciência em vários países", acrescentou McGurk.

O centro canadense contribuirá com US$ 1,6 milhão para dois projetos concretos: um estudo nos países asiáticos atingidos pelo vírus H5N1 sobre a efetividade dos programas de vacinação, e ajuda à pesquisa sobre os vínculos sociais, culturais e ambientais na doença. A associação abordará diversas políticas fundamentais e pesquisas identificadas na reunião anterior da Associação Asiática de Pesquisa da Gripe Aviária, realizada em Bangcoc, na Tailândia, em dezembro de 2005.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), até o momento, o vírus H5N1 transmitido pelas aves afetou 204 pessoas, das quais 113 morreram, no Azerbaidjão, Camboja, China, Egito, Indonésia, Iraque, Tailândia, Turquia e Vietnã. No entanto, cada um dos países asiáticos atingidos enfrenta a doença com diferentes perspectivas. Por exemplo, a China, o Vietnã e a Indonésia estão vacinando as aves para que não peguem a doença, enquanto a Tailândia e o Camboja proíbem a medida

"Existem práticas muito diferentes na vacinação das aves. Estamos tentando ver qual o efeito destas diferentes práticas e pesquisas, quais são os riscos e o preço para os países, criadores e consumidores", informou McGurk.

As teorias sobre a eficácia da vacina diferem. "Há 3 ou 4 anos, havia um consenso sobre o fato de que não era preciso vacinar, agora, no entanto, é necessário. Mas o problema é como", afirma a minuta do programa. Zheng Shijun, professor de Microbiologia e Imunologia da Universidade Agrícola da China, disse que "a vacina às vezes pode facilitar a evolução do vírus, e às vezes controlá-lo".

Outro objetivo da associação é "entender como formular e iniciar protocolos para a quarentena e sacrifício das aves (afetadas), assim como as indenizações para os criadores e o comércio aviário". "Em Bangcoc, tivemos a sensação de que temos que ser prudentes sobre quem faz estas políticas. Ver se o que assumem realmente reflete um entendimento do sistema de fazendas asiático", disse McGurk.

"Este aspecto deve ser considerado com precaução. Não temos ainda um resultado", acrescentou, referindo ao fato de que em alguns destes países a produção de aves é uma das maiores fontes de renda dos camponeses, e seu consumo representa 60% das proteínas. A OMS anunciou há mais de um ano a possibilidade de que o eventual contágio entre humanos do H5N1 cause uma pandemia de dimensões mundiais, possibilidade que, segundo o cientista Frank Liu, da Academia Chinesa de Ciências Sociais, é baseada no caso de que aconteça uma mutação do vírus.

Terra Notícias

 

25/04/2006

Veterinários têm curso para combater gripe aviária

Veterinários das secretarias estaduais de Agricultura de 12 estados do Norte e Nordeste participam na Universidade Federal Rural de Pernambuco de um programa de capacitação oferecido pelo Ministério da Agricultura, para diagnosticar e tratar rapidamente possíveis focos de gripe aviária. Na segunda fase, o curso será estendido para profissionais do Centro-Oeste, Sul e Sudeste.

O coordenador de Sanidade Avícola do Ministério da Agricultura, Marcelo Mota, explicou que, embora sejam remotas as probabilidades da entrada no país do vírus H5N1, causador da doença, o treinamento é importante porque os sintomas da influenza aviária se confundem com os de outras enfermidades.

"As aves doentes apresentam um quadro de secreção nasal, tosse, conjuntivite, fraqueza, crista arroxeada e perda de penas, podendo evoluir para mortalidade", observou. Ele destacou que os participantes estão aprendendo, entre outros procedimentos, como coletar sangue e tecidos das aves para exames de laboratório, sem risco de contaminação.

Na opinião do professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Carlos Tadeu Piti Sali, que participa do evento, o treinamento vai possibilitar, caso a doença chegue ao Brasil, adoção de medidas emergenciais eficazes, que diminuirão o risco de contaminação dos plantéis avícolas e da população.

O Brasil é o maior exportador mundial de frangos. No ano passado a produção atingiu 932 milhões de toneladas, sendo 60% para consumo no mercado interno e o restante destinado a exportações.

Agência Brasil

Terra Notícias

 

24/04/2006

Especialistas africanos reúnem-se para debater a gripe aviária

Cientistas do setor agrícola de 19 nações africanas reuniram-se nesta segunda-feira para discutir como os países devem se preparar para uma possível epidemia de gripe aviária. Mazlan Jusoh, representando do Malavi na FAO, disse que, embora a maior parte da África ainda esteja livre da doença, há uma necessidade urgente de melhorar a vigilância.

"Em Malavi, como em muitos países africanos, serviços laboratoriais, médicos e veterinários inadequados, pouca educação sobre saúde e higiene e altos níveis de pobreza tornam o povo vulnerável", disse ele. Jusoh pediu que os governos da África intensifiquem campanhas de prevenção e de conscientização do público, e preparem um plano de reação rápida à doença.

A conferência africana deve durar cinco dias e atraiu cientistas especializados em agricultura, veterinária e vida silvestre de países africanos de língua inglesa, incluindo a Nigéria, que é uma das cinco nações da África que confirmaram a presença do vírus letal H5N1.

NoOlhar

 

24/04/2006

Curso em Recife sobre sintomas da gripe aviária

Médicos veterinários das secretarias de Agricultura de estados brasileiros participam, a partir de hoje, em Recife, de um curso que permitirá identificar rapidamente os primeiros sintomas da gripe aviária. Segundo o coordenador de Sanidade Avícola, Marcelo Mota, embora os trabalhos realizados recentemente pelo Ministério da Agricultura indiquem que não foi encontrada a presença de vírus nem na população avícola nem em aves migratórias, o País precisa continuar monitorando o sistema de defesa. Ele informou que estão previstas atividades semelhantes em outros estados ainda este ano.

NoOlhar

 

24/04/2006

Camboja investiga foco de gripe aviária

As autoridades sanitárias do Camboja investigam um suposto foco de gripe aviária no norte do país, onde se detectou um número incomum de pessoas com infecções respiratórias e febre após a morte de alguns animais, entre eles frangos.

A equipe de saúde enviada à região encontrou, no entanto, mais um problema, por causa das chuvas torrenciais e da pobre infra-estrutura viária, com estradas quase inexistentes em alguns trechos. Segundo o vice-governador Hor Kim Urinar, do distrito de O'Chum, na província de Ratanakirri, a nordeste de Phnom Penh, o carro em que a equipe viajava ficou atolado na lama porque "a chuva foi muito intensa e as estradas são ruins". O vice-governador acrescentou que espera que a equipe chegue na terça-feira à região afetada.

A epidemióloga da Organização Mundial da Saúde (OMS) Megge Miller explicou que o Ministério da Saúde cambojano enviou uma equipe à região para recolher amostras de todos os doentes com sintomas similares aos da gripe aviária. "Só teremos esses resultados na quinta-feira, porque (as amostras) têm que ser transportadas por estrada e é uma área muito remota. Estamos bastante interessados em ver os resultados", afirmou a especialista.

Miller ressaltou que Ratanakirri não é uma das províncias consideradas de alto risco em relaçao a um foco de gripe aviária devido à baixa concentração de frangos na região. No entanto, a província está localizada na fronteira com o Vietnã, um dos países mais afetado pelo vírus H5N1, e possui um parque nacional onde vivem animais selvagens e aves migratórias.

Desde 2003, quando a gripe aviária reapareceu, a doença causou a morte de 113 pessoas em nove países, entre elas 6 cambojanos e 42 vietnamitas, segundo os dados da OMS.

EFE – Terra Notícias

 

22/04/2006

OMS confirma 113 mortos por gripe aviária no mundo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou 12 casos de pessoas infectadas pela cepa H5N1 da gripe aviária no Egito, com quatro mortes. A confirmação dos quatro falecimentos por causa do H5N1 eleva a 113 o número de pessoas mortas no planeta por causa do vírus, de um total de 204 infectadas, afirma um comunicado publicado no site da OMS.

O ministério egípcio da Saúde e a unidade naval americana de pesquisas médicas, com base no Cairo, já haviam anunciado os 12 casos, mas a contabilização oficial só podia ser feita após a confirmação da OMS
.

"Os resultados dos exames destes casos foram totalmente confirmados por um laboratório que colabora com a OMS na Grã-Bretanha", acrescenta o comunicado, com data de sexta-feira. "Todos os casos anunciados pelo ministério (egípcio) da Saúde figuram agora no quadro da OMS de casos confirmados por um laboratório", afirma a nota.

Depois da Indonésia, onde 15 casos humanos de H5N1 foram detectados, Egito e Turquia aparecem em segundo lugar na lista, com 12 casos cada um, segundo a OMS.

AFP- Terra Notícias

 

21/04/2006

Dois novos casos de gripe aviária na França

PARIS (França) - Dois novos casos do mortal H5N1 da gripe aviária foram detectados em dois cisnes selvagens, encontrados mortos, no centro da França. O anúncio foi feito nesta sexta-feira pelo Ministério da Agricultura.

Os pássaros mortos foram descobertos em um pântano da região de Ain, onde todos os casos, exceto por um, da gripe aviária foram constatados no país.

Desde o começo do ano, e incluindo os últimos dois casos, 64 aves selvagens foram encontradas com o H5N1 na França. Destes, 63 foram na região de Ain e um na área de Bouches-du-Rhone, de acordo com informações do Ministério do Interior.

No total, 14 mil aves foram testadas para o vírus. Uma granja de Ain é o único estabelecimento comercial na União Européia a ser infectado. Nenhum caso de infecção humana da letal doença foi verificado na França.

Jornal do Comércio

 

21/04/2006

OMS confirma gripe aviária em 12 pessoas no Egito

GENEBRA (Reuters) - A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou nesta sexta-feira a ocorrência de 12 casos de gripe aviária em humanos no Egito, com quatro mortes.

Com a confirmação, passou para 113 o total de mortes causadas pela doença, de 204 casos registrados desde 2003, segundo a organização.

Autoridades egípcias haviam anunciado anteriormente os 12 casos, incluindo a quarta morte, que foi de uma garota de 18, anos na semana passada.

O vírus fatal da gripe aviária, o H5N1, foi detectado em aves no Egito em fevereiro, e atingiu a primeira pessoa no país em meados de março. As quatro vítimas foram mulheres, que geralmente ficam responsáveis por abater e cozinhar o frango.

Segundo a OMS, um dos infectados permanece hospitalizado e apresenta condições estáveis. Os demais pacientes se recuperaram completamente, de acordo com a organização.

Yahoo Notícias

 

20/04/2006