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O I Congresso Brasileiro de Aids, realizado de 29 de agosto a 1 de setembro, em
Recife(PE), juntamente com o V Congresso da Sociedade Brasileira de DST e o V
Congresso Brasileiro de Prevenção em DST e Aids, reuniu cerca de quatro mil congressistas que participaram de mais de 400 atividades,
como cursos, sessões culturais, mesas redondas, simpósios e conferências.
O CRT DST/Aids participou do evento com 34 pôsteres e quatro apresentações orais, entre elas "Uso de drogas, orientação sexual e percepção de risco em homens HIV positivo que fazem sexo com mulheres" (Elvira Filipe, Maria Inês Nemes, Naila Janilde Santos, Vera Paiva, Aluízio Segurado, Norman Hearst), "Importância da metodologia problematizadora em módulos de aconselhamento em treinamentos em DST/HIV/Aids (Sônia Prado Garcia, Márcia U. Brandimiller, Joselita M. Caraciolo, Cáritas R. Basso, Cledy E. dos Santos), "A vigilância de segunda geração do HIV
no Estado de São Paulo" (Mariza Tancredo, Naila Santos, Wong Alencar, Sirlene Caminada, Angela Tayra) e "Tendência da epidemia de Aids no município de São Paulo, 1985 a 2000" (Mariza Tancredo, Eliseu Alves
Waldman).
Dois pôsteres foram premiados no final do evento com o valor de R$
1.500,00: "A experiência do programa estadual DST/Aids com os municípios do Estado (2001-2003) para imunização contra a hepatite B em mulheres profissionais do sexo", de autoria da assistente social Márcia Giovanetti, Caio Westin, Téo Araújo, Cristiane Silva, Elvira Filipe; e "Feira criativa: geração de renda, cidadania, reinserção social", elaborado por Derli Barros, Cinthia Inocentini, Laura Bugameli, Angélica Santos, Analice Oliveira.
A "Importância da metodologia problematizadora em módulos de aconselhamento em treinamentos em DST/HIV/Aids" foi apresentado pela psicóloga Sônia Garcia Prado. Segundo ela, o estabelecimento de vínculo paciente-profissional e a qualidade dessa relação são fundamentais para garantir apoio emocional, ampliar as possibilidades de adesão ao tratamento e a prática de sexo seguro, por exemplo. "Entretanto, as formas de ser e de se comportar dos pacientes podem desencadear, nos profissionais de saúde, sentimentos que os levam a tomar atitudes que refletem seus próprios valores morais, suas crenças, e sentimentos
pessoais, em detrimento dos desejos, necessidades, valores e crenças dos pacientes, comprometendo a qualidade da relação e, conseqüentemente, do atendimento oferecido", comenta a psicóloga.
O trabalho "A experiência do programa estadual DST/Aids com os municípios do Estado (2001/2003) para imunização contra a hepatite B em mulheres profissionais do sexo" (Márcia Giovanetti, Caio Westin, Téo Araújo e Cristiane
Silva) foi realizado com objetivo de capacitar os profissionais
municipais de saúde para o desenvolvimento de ações que garantam o acesso à vacinação contra Hepatite B para mulheres profissionais do sexo. "Observamos que 16 municípios desenvolveram ações de prevenção com mulheres profissionais do sexo. Desses, 8 (50%) incluíram o encaminhamento monitorado para vacinação contra hepatite B. Esses municípios acessaram
1.033 mulheres e imunizaram 158 (15,29%).
As estratégias de capacitação do Programa Estadual fizeram com que um número significativo de municípios incluísse o encaminhamento monitorado das profissionais do sexo para vacinação contra hepatite B", comenta Giovanetti. "O processo mostrou que é possível aumentar o acesso à vacinação contra hepatite B, desde que o trabalho junto a essa população seja continuado e contextualizado", conclui.
Outro trabalho premiado foi "Feira criativa: geração de renda, cidadania, reinserção social", elaborado por Derli Barros, Cinthia Inocentini, Laura Bugameli, Analice Oliveira. Em 1996, uma assistente social e uma psicóloga criaram um projeto que visava a humanização do espaço hospitalar. Os profissionais passaram a oferecer atividades lúdicas no leito e atividades laborais nas chamadas "Oficinas Criativas".
Após um ano de oficinas, os usuários manifestaram interesse em ampliar suas possibilidades de geração de renda,
surgindo assim a idéia de se realizar uma feira, um espaço alternativo para divulgar e comercializar os produtos confeccionados nas oficinas. Segundo as autoras deste trabalho, a feira contribui de forma positiva no cotidiano dos usuários, além de permitir ganhos financeiros e psicossociais aos usuários do projeto.
Estes fatores potencializam o processo de autonomia e emancipação, uma vez que possibilita aos expositores que se apoderem de seu saber e sua criatividade, resgatando o sentido de sua vida modificada em decorrência da Aids.
Os trabalhos apresentados em Recife encontram-se no site www.crt.saude.sp.gov.br
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