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Agosto, 2004 Ano 1 Número
8
retorna
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Balanço da Campanha do Idoso 2004
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Divisão de Imunização do
Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac” (CVE-SES/SP)
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A influenza (gripe) é uma doença viral aguda do trato respiratório. Quando acomete idosos é freqüente a ocorrência de complicações como pneumonia e maiores as taxas de hospitalizações e mortalidade.
Os vírus influenza foram os responsáveis por pandemias e epidemias que ocorreram ao longo da história. A grande instabilidade que os caracteriza, reforça a hipótese de que temos que estar atentos para uma nova pandemia. Hoje, o intenso fluxo de viagens internacionais, o crescimento da população de maior vulnerabilidade e o desenvolvimento de resistência aos
antivirais são facilitadores da disseminação viral. Isso exige uma política nacional de saúde com estratégias adequadas, com atenção especial à ampliação das coberturas vacinais dos grupos de risco, qualificação dos serviços de vigilância epidemiológica, capacitação laboratorial, pesquisas e desenvolvimento de vacinas.
Desde 1999, são realizadas campanhas nacionais de vacinação contra influenza e no primeiro
ano no Estado de São Paulo, cerca de 84% dos idosos foram vacinados. Nos anos de 2000, 2001 e
2002 houve uma queda nas coberturas vacinais, atingindo-se 63,9%, 66,6% e 65,6%, respectivamente. A meta a ser alcançada é de 70%.
Preocupados com esta situação, e com o objetivo de identificar os motivos da redução da adesão à vacinação, foram realizadas pesquisas de opinião pública junto à população-alvo das campanhas. Os resultados foram semelhantes e os principais motivos da não adesão foram o medo das reações da vacina e a não preocupação com a gripe. A iniciativa própria e os familiares foram apontados como os principais incentivadores, enquanto o médico foi citado como fator incentivador em apenas 10% dos casos, apesar de 80% dos entrevistados freqüentarem os consultórios habitualmente. Estas pesquisas também
mostraram que quase a totalidade das pessoas vacinadas declarou não ter apresentado reação (90% em 2001 e 96% em 2002). As reações, quando citadas, foram febre, dores no corpo e na cabeça.
Considerando os resultados destas pesquisas, as equipes técnicas das regionais e dos municípios, começaram a incrementar as informações junto aos profissionais de saúde e imprensa, na tentativa de melhor esclarecer a população
de que a vacina contra influenza é bem tolerada, pouco reatogênica, e os seus reais benefícios
são a prevenção das complicações decorrentes da infecção pelo vírus, redução das hospitalizações e da mortalidade, nos idosos e nas pessoas com doenças crônicas cardiovasculares,pulmonares e diabetes.
Como resultado deste trabalho, em conjunto com as regionais e os municípios, em 2003 a cobertura vacinal no
Estado de São Paulo aumentou para 75% e, dentre os 645 municípios, 564 alcançaram índices iguais ou superiores à meta preconizada, representando uma homogeneidade de 87%.
Em 2004, repetiu-se a estratégia de incrementar as informações dos reais benefícios da vacina contra influenza e, como êxito, foi obtido um aumento da cobertura e da homogeneidade. Em comparação
ao ano de 2003, cerca de 2,7 milhões de pessoas com mais de 60 anos foram vacinadas, a cobertura vacinal foi de 78% e a homogeneidade foi de 96%, ou seja, apenas 26 municípios não atingiram a meta preconizada.
Dentre os idosos, a faixa etária de 65 anos ou mais é a que continua comparecendo em maior número (79,6%).
Entre 60 a 64 anos a cobertura é de 74,6%, no entanto, no decorrer destes anos, observa-se um incremento nesta faixa etária. No ano de 2004, as regionais de São José dos Campos (DIR-XXI), Registro (DIR-XVII) e Osasco
(DIR-V), atingiram as maiores coberturas vacinais, 88,73%, 88,25% e 88,16%, respectivamente.




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Agência Paulista de Controle de Doenças
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