|
INTRODUÇÃO
Coordenado pelos ministérios
da Saúde (MS) e da Educação (MEC),
com participação das Secretarias Estadual e Municipais de Saúde, o Programa
de Certificação e Contratualização dos Hospitais de Ensino foi implantado há
cinco anos e tem se revelado excelente oportunidade de interação intra e
interinstitucional no Estado de São Paulo.
A operacionalização do
programa inicia quando uma instituição manifesta intenção de ser
classificada como hospital de ensino (HE),
seguida da visita de uma comissão certificadora composta por representantes dos
dois Ministérios, com a presença das Secretarias de Saúde, que avalia a
possibilidade de enquadramento da unidade hospitalar como HE com base na
Portaria Interministerial nº 2.400, de 2 de outubro de 2007.1 O
programa prevê a contratualização dos procedimentos de média complexidade e
o monitoramento periódico dos hospitais, que é realizado pelas Secretarias de
Saúde.
Atualmente, em São Paulo,
são 37 hospitais de ensino (Tabela 1), distribuídos em quatro categorias: àqueles
ligados a universidades, os especializados (contendo hospitais ligados a
universidades, também), os diretamente ligados a faculdades e os que mantêm
convênios com elas. É possível classificá-los de outras maneiras, como por
porte, ou como as que se seguem: hospitais da administração direta (AD),
hospitais ligados a organizações sociais de saúde (OSS), hospitais estaduais
não vinculados diretamente à Secretaria de Estado da Saúde, hospitais
municipais e filantrópicos.
Tabela 1. Classificação dos hospitais de ensino.
Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo – 2009.
|
Classificação
|
Nº
de HE
|
|
Ligados a Universidades
|
08
|
|
Especializados
|
09
|
|
Ligados a Faculdades
|
15
|
|
Convênio com Faculdades
|
05
|
|
Total
|
37
|
Fonte:
www.saude.sp.gov.br (21/08/2009)
Em 2004, inicialmente a
responsabilidade pelo acompanhamento de todo o processo foi alocada, pela
Secretaria Estadual de Saúde (SES-SP), na Coordenadoria de Planejamento de Saúde (CPS). Em 2007, com a criação da Assessoria para
Acompanhamento dos Hospitais de Ensino esse acompanhamento passou a ser feito
pelo Gabinete do Secretário.
O relacionamento entre a
SES-SP e os hospitais tem sido fortalecido nas visitas, nas entrevistas com os
diretores, no contato com equipes de informações e num trabalho de apoio às
atividades específicas, que resultou na publicação, em 2007, da obra Hospitais de Ensino no Estado de São Paulo,2 que
descreve a trajetória do programa e traz, também, dados e informações sobre
os hospitais participantes.
A Secretaria da Saúde
realizou, também, três seminários sobre os resultados da certificação e
contratualização dos hospitais de ensino, sempre com participação expressiva
dos profissionais de saúde e administradores hospitalares.
Uma das formas de se medir
o desempenho é a comparação de indicadores numa série histórica de cada
hospital ao longo do tempo, visto que a dificuldade de comparar hospitais entre
si reside na complexidade dessas organizações, suas histórias variadas,
particularidades e diversidades de demandas. Entretanto, investimentos em
conhecimento e aperfeiçoamento no uso das informações passam a promover
comparações e análises mais consistentes entre as unidades.
Observar e interpretar as
interações ocorridas ou em curso na experiência particular do Estado de São
Paulo é um modo de obter progressos tanto técnicos como administrativos na área
de saúde.
Interação intrainstitucional
A interação intrainstitucional ocorre entre órgãos e áreas da
Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo que colaboram efetivamente na
coleta, armazenagem e análise de dados para o monitoramento da produção
quantitativa e qualitativa dos hospitais de ensino.
Assessoria
de Gabinete
Dados demográficos,
epidemiológicos e financeiros são
constantemente utilizados nas análises elaboradas pelos técnicos do Gabinete
da SES-SP, que apresentam como resultado oportunidades de melhoria da assistência,
ensino e pesquisa.
O projeto dos Ambulatórios
Médicos de Especialidades (AME), da
Assessoria Técnica de Gabinete para implantação das AME, é um equipamento
cujo modelo de atendimento é a “consulta única”, na qual o paciente tem
seu diagnóstico realizado em uma única visita ao ambulatório, e o
relacionamento com os HE será de grande importância para a referência e a
resolução do caso após diagnóstico firmado. Associações ou fundações
ligadas aos hospitais de ensino, como organizações sociais de saúde,
administram o AME, o que certamente trará retornos na qualidade da assistência
e do ensino.
Coordenadoria
de Planejamento de Saúde
Os técnicos da CPS são
responsáveis pelo trabalho com dados e informações, conhecimento de
faturamento do Sistema Único de Saúde e têm habilidade na utilização dos
recursos do Tabwin, programa de
tabulação de dados desenvolvido pelo Datasus (Departamento de Informática do
SUS), permitindo pesquisas no Sistema de Informação Hospitalar (SIH-SUS) e no
Sistema de Informação Ambulatorial (SIA-SUS), que podem orientar ações
regionais e os investimentos do Estado. Outras fontes de informação, como o
Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) e o Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE), também são utilizadas.
Além disso, a equipe de
tecnologia da informação (TI) da CPS desenvolveu e mantêm o Sistema
Informatizado de Avaliação de Hospitais de Ensino (SAHE) para coleta de dados
estruturais e de produção.
No site da Secretaria (www.saude.sp.gov.br), de responsabilidade
da CPS, pode ser encontrado material relacionado aos hospitais de ensino em
forma de notas, manual do usuário, publicações e as apresentações dos seminários. A avaliação do III Seminário de
Hospitais de Ensino, por exemplo, foi
realizada através do site, evitando-se impressão de formulários.
Coordenadoria
de Regiões de Saúde
Dos 17 Departamentos
Regionais de Saúde (DRS) – divisão administrativa da saúde paulista –,
vinculados à CRS, 12 possuem hospitais de ensino (Tabela 2), e são responsáveis
pelo relacionamento regional e acompanhamento das avaliações trimestrais nos
hospitais situados nessas regiões.
Tabela
2. Distribuição dos hospitais de ensino sob gestão estadual e
municipal segundo município e Departamento Regional de Saúde. Estado de São
Paulo, 2009.
|
|
|
DRS
|
Município
|
HE
gestão
estadual
|
HE
gestão
municipal
|
|
I
|
São
Paulo
|
9
|
3
|
|
IV
|
Baixada
Santista
|
1
|
1
|
|
V
|
Barretos
|
1
|
-
|
|
VI
|
Jau/Botucatu/Bauru
|
4
|
-
|
|
VII
|
Campinas/
Sumaré/ Bragança Paulista/ Jundiaí
|
4
|
3
|
|
IX
|
Marília
|
1
|
-
|
|
X
|
Limeira
|
|
1
|
|
XI
|
Presidente
Prudente
|
1
|
-
|
|
XIII
|
Ribeirão
Preto
|
1
|
1
|
|
XV
|
São
José do Rio Preto/Catanduva
|
3
|
-
|
|
XVI
|
Sorocaba
|
1
|
1
|
|
XVII
|
Taubaté
|
1
|
-
|
|
|
Total
|
27
|
10
|
|
Fonte:
SAHE 2009
|
|
|
Demandas e ofertas por
programas e serviços, entre outras questões, sempre são discutidas com as
regionais de saúde e/ou com a sua coordenação, por meio das equipes técnicas.
Não menos importante é a
participação dos próprios hospitais de ensino, inclusive como centros de
referência das redes hospitalares de
alta complexidade, sob a coordenação
da CRS: cardiologia, nefrologia, traumato-ortopedia, neurologia, oncologia,
auditiva e oftalmologia.
A CRS responde, ainda,
pelos contratos e convênios dos hospitais de ensino vinculados à SES-SP,
mantendo registro de metas de internação e atendimento ambulatorial, repasses
SUS e termos aditivos para unidades de saúde, informando a assessoria responsável
pelos HE sobre clausulas contratuais e valores.
Coordenadoria
de Controle de Doenças
Outro indicador importante
para a gestão dos hospitais de ensino diz respeito às
infecções hospitalares (IH). Os dados são coletados e trabalhados pela
Divisão de Infecção Hospitalar do Centro de Vigilância Epidemiológica
“Prof. Alexandre Vranjac” (CVE/CCD), que mantém relacionamento com grande
parte dos hospitais do Estado.
O universo analisado pela
CCD permite melhores comparações e conclusões com os resultados encontrados,
além da interação com a equipe do Sistema de Avaliação dos Hospitais de
Ensino.
Coordenadoria
de Serviços de Saúde e
Coordenadoria de Gestão de Contratos de
Serviços de Saúde
Dentre os hospitais
coordenados pela CSS e CGCSS, seis são
acompanhados também pela Assessoria dos Hospitais de Ensino, o que pressupõe
interação entre essas três instâncias.
A publicação do artigo “Comparação de grupos de hospitais no Estado de São
Paulo”,3 com dados de todos os HE e de alguns hospitais privados não
de ensino, comprova mais uma vez a possibilidade de utilizar as informações
como forma de integrar e orientar os diversos órgãos da SES-SP.
Interação
interinstitucional
Hospitais
de ensino
A principal interação
interinstitucional é, sem sombra de dúvidas, com os hospitais de ensino. Esse
tem sido um importante processo, não só para a Secretaria da Saúde de São
Paulo, mas também para os próprios hospitais.
Nos seminários promovidos
pela SES-SP os HE tomam conhecimento de seu desempenho em relação às outras
unidades hospitalares, das metodologias desenvolvidas pelos demais serviços
para aperfeiçoamento das atividades e dos cenários nacionais e internacionais
sobre qualidade.
A finalização do Sistema
de Avaliação dos Hospitais de Ensino contou
com a participação de grupos de profissionais dos HE. No período 2006/2007,
três grupos de trabalho com representantes dos hospitais de ensino e da SES-SP
foram formados: um primeiro para discutir informações básicas para compor o
SAHE, o segundo para avaliação de pesquisa e ensino e um terceiro para
epidemiologia e qualidade. Esses grupos trouxeram contribuições importantes e
deverão ser retomados.
O SAHE é utilizado
internamente por alguns hospitais de ensino como ferramenta para sua administração,
bem como os dados publicados são aproveitados como parâmetros por outros
hospitais da rede paulista.
O
sistema atende solicitações de coleta de dados de interesse dos HE, como foi o
caso dos salários pesquisados na planilha anual de 2009, para comparação da
situação particular de todos os hospitais de ensino. Ele é também um
instrumento que facilita comparações e
estimula medições, como o estudo sobre produtividade setorial nos HE
apresentado em congresso4 e publicado na revista Pratica Hospitalar.5
Como parte do processo,
quando solicitada a equipe SAHE visita as unidades, apresentando resultados dos
dados coletados e evidenciando a posição do hospital frente ao conjunto.
Em médio prazo, outras
formas de interação com o sistema de saúde os HE ocorrerão. Por exemplo, o
melhor aproveitamento de hospitais secundários de pequeno e médio porte,
alguns com baixas taxas de ocupação, nas diferentes regiões de saúde do
Estado de São Paulo. Essa estratégia possibilitará assistir pacientes crônicos,
sem prognóstico e idosos, dando suporte a esta tendência, criando novas
maneiras de lidar com esses pacientes, além de possibilitar ao aluno maior
proximidade com a realidade diferente da encontrada nos HE.
Ministérios
da Saúde e da Educação
São os dois órgãos federais com maior atuação no processo e fazem parte da Comissão
Interinstitucional. Portarias relacionadas à assistência e ao ensino emanam
desses Ministérios. Contudo, o relacionamento é maior com o Ministério da Saúde,
visto ser uma das fontes de instruções relativas à assistência médica-hospitalar
no País e fonte de parte do financiamento dos serviços prestados pelos
hospitais de ensino.
Os outros dois Ministérios
membros da Comissão Interinstitucional são o da Ciência e Tecnologia e o do
Planejamento, Orçamento e Gestão. Os demais componentes são: o Conselho
Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o Conselho Nacional de Secretários
Municipais de Saúde (Conasems), a Associação Brasileira de Hospitais
Universitários e de Ensino, a Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições
Federais de Ensino Superior, a Associação Brasileira de Reitores de
Universidades Estaduais e Municipais, a Associação Brasileira de Educação Médica,
a Associação Brasileira de Enfermagem e a Direção Nacional dos Estudantes de
Medicina. Grupos de trabalho foram constituídos com a participação dos
envolvidos no processo.
A maior interação dessas
entidades permitirá avaliações integradas entre assistência, ensino e
pesquisa – estas duas últimas exigem habilidades específicas diferentes das
utilizadas na primeira.
A avaliação e validação
de tecnologias emergentes nos produtos de saúde encontram nos HE um importante
aliado para o uso efetivo e seguro das mesmas, além de permitir estudos
conjuntos de viabilidade financeira para aplicação em maior escala.
Secretarias
Municipais de Saúde
Respondem pelo
acompanhamento dos hospitais sob gestão municipal, porém, tanto nestes como
naqueles sob gestão estadual existe a participação das Secretarias Estadual e
Municipal de Saúde na contratualização e nas avaliações trimestrais.
A interação entre
gestores públicos e prestadores de serviços permite adequação de metas,
ajustes na regulação, discussão de propostas assistenciais consistentes com
as necessidades comunitárias e, consequentemente, uma racionalização da
utilização de recursos.
Agencia
Nacional de Saúde Suplementar
No Estado de São Paulo a
cobertura dos planos de saúde atinge 40% da população, havendo municípios
onde este percentual atinge 60%. Dos 37 hospitais de ensino, 29 possuem leitos
destinados a atendimento de pacientes cobertos por esses planos. Baseados nesses
números e em outras variáveis, estudos de gestão em saúde no Estado,
obrigatoriamente, devem incluir o sistema supletivo.
Em 2007, foi assinado um
termo de cooperação entre a SES-SP e a ANS6 baseado no modelo da
Agency for Healthcare Research and Quality (AHRQ)7 de avaliação da
qualidade hospitalar. O escopo do protocolo da AHRQ utilizado nesse termo de
cooperação baseia-se em 22 indicadores distribuídos em volume, mortalidade
por procedimentos e doenças e utilização. Esse termo apresentou resultados
importantes, principalmente a melhoria de indicadores como redução das taxas
de mortalidade em procedimentos invasivos. Os resultados já foram apresentados
em seminário nacional8 e internacionais.9-11
Agência
Nacional de Vigilância Sanitária
A
participação de 21 hospitais de ensino no Programa de Hospitais Sentinela,
projeto criado em 2002 que congrega a Anvisa, o Sistema Nacional de Vigilância
Sanitária (SNVS) e o Programa para o Desenvolvimento das Nações Unidas
(PNUD) nas atividades de vigilância epidemiológica, hemovigilância,
farmacovigilância, tecnovigilância em saúde, vigilância em saúde do
trabalhador e padronização de medicamentos, é uma importante interação para
o aprimoramento de políticas de saúde e a segurança do paciente.
Agências
de fomento e indústria
Financiamentos específicos
oriundos de agências de fomento são importantes para ampliar o número de
projetos de pesquisas voltados às necessidades do SUS.
Nas pesquisas financiadas
pela indústria, o que é legítimo, a relação entre as partes deve ser
preservada por contratos, por valores cujos custos reais da infraestrutura
provida devem ser ressarcidos aos hospitais de ensino.
Ressalte-se como elemento
de aprovação de projetos a atuação das comissões de ética em pesquisa e o
seu papel na preservação dos interesses
do paciente.
Banco
Mundial
Das cinco instituições
que compõem o Grupo Banco Mundial, o
Bird, em entendimento com o Governo do Estado de São Paulo, deverá realizar
uma consultoria para a SES-SP pautada em quatro itens que contemplam também os
hospitais de ensino:
1.
desenvolvimento
de ferramenta de monitoramento e avaliação contínua dos hospitais estaduais;
2.
desenvolvimento
de grupo de indicadores para avaliar o desempenho dos hospitais sob diferentes
formas de gestão;
3.
desenvolvimento
de ferramenta de avaliação baseada nos três sistemas de coleta de dados: o
SAHE, dos hospitais de ensino, o Núcleo de Informação Hospitalar (NIH) da CSS
e o Sistema de Gestão Hospitalar das OSS da CGCSS. Essa atividade integrará
ainda mais as coordenadorias e a assessoria; e
4.
convite
ao diretor-executivo do Health
Services Cost Review Commission do Estado de Maryland (EUA) especialista em diagnosis-related
group (DRG),
classificação por grupos que permite gerar informações para gestão
hospitalar; ele deverá apresentar a sua experiência na obtenção dos custos
de 150 procedimentos selecionados, em novembro de 2009.
Essas oportunidades de
interação são prontamente aproveitadas, auxiliando o aperfeiçoamento
operacional.
Hospital
Geral Universitário de Cuiabá
Em 2009, a equipe do
Hospital Geral Universitário de Cuiabá,
vinculado à Universidade de
Cuiabá (Unic), solicitou acesso ao Sistema de Avaliação dos Hospitais de
Ensino (SAHE), passando a fazer parte do Programa de Avaliação dos Hospitais
de Ensino da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. A iniciativa
certamente contribuirá para o aperfeiçoamento dos estudos em andamento.
Secretaria
Municipal de Saúde de Belo Horizonte
A Secretaria de Saúde da
capital mineira manifestou interesse no SAHE, bem como em toda operacionalização
utilizada na SES-SP para os seus hospitais. Isso inclui preparação de equipe
local e treinamento para utilização de protocolos de avaliação e dados do
Datasus, valores e parâmetros encontrados nos hospitais de ensino paulistas e
diretrizes tomadas.
O Hospital Municipal
Odilon Behrens já está cadastrado e iniciando o preenchimento do SAHE.
CONSIDERAÇÕES
FINAIS
Na Secretaria de Estado da
Saúde de São Paulo o desenvolvimento do trabalho baseia-se em uma estrutura
enxuta, composta por um coordenador das atividades especializado em administração
de serviços e políticas de saúde; uma profissional especializada em
administração de sistemas e serviços de saúde, com conhecimento do SAHE,
ligação com os usuários diretos do sistema nos hospitais e equipe de informática;
e uma administradora de empresas com especialização em administração
hospitalar e conhecimento na obtenção de dados e informações dos sistemas do
Datasus.
Ancorada em informações
tanto do Datasus como do SAHE, a equipe produz
relatórios em planilhas no formato Excel, permitindo cálculos e cruzamentos de
dados e informações de maneira simples e ágil, para troca entre parceiros.
Os hospitais de ensino
realizam procedimentos custosos e complexos, diversidade de variáveis e
aspectos que influenciam a eficiência e a eficácia dos resultados. Portanto, a
padronização das informações e a racionalização dos processos são
importantes para a busca de qualidade, de atendimento humanizado, de aumento de
produtividade e redução de custos, proporcionando capacidade de ofertar
atendimento crescente para o sistema de saúde.
Dois membros da equipe estão
disponíveis para consultas por telefone, pessoalmente e pelo e-mail hospitaisdeensino@saude.sp.gov.br.
Tecnologias facilitadoras para comunicação, como teleconferência e outros
meios, poderão ser utilizadas.
Tendência mundial, a gestão
por projetos permite que profissionais isolados ou em pequenos grupos assumam a
responsabilidade pelos mesmos e, de acordo com a necessidade, agreguem outros
profissionais para o desenvolvimento de tarefas específicas ou subprojetos, sem
criação de custos permanentes e desnecessários. Estrutura enxuta em órgãos
centrais e aproveitamento dos potenciais locais ou periféricos, nos quais
efetivamente ocorrem as ações, geram bons resultados quando operam com
autonomia e infraestrutura qualificada, permitindo melhor aproveitamento dos
recursos humanos, materiais e tecnológicos.
REFERÊNCIAS
-
Ministério da Educação,
Ministério da Saúde. Portaria Interministerial no 2.400, de 2 de outubro
de 2007, Estabelece os requisitos para certificação de unidades
hospitalares como hospitais de ensino. Diário Oficial da União. 03 out
2007; Seção 2:26.
- Bittar OJNV, Magalhães A, editores. Hospitais de
ensino no Estado de São Paulo. São Paulo: Secretaria de Estado da Saúde,
Assessoria de Hospitais de Ensino; 2007.
- Barradas LRB, Bittar OJNV, Magalhães A, Alves S,
Carvalho ERAP. Comparação de grupos de hospitais no Estado de São Paulo.
Rev Adm Saúde. 2009;11(42):8-15.
- Bittar OJNV, Magalhães A, Costa TM, Zavitoski L.
Produtividade setorial em hospitais de ensino. Anais – 2009.
QUALIHOSP – IX Congresso Internacional de Qualidade em Serviços e
Sistemas de Saúde, 06 a 08 de abril de 2009.
- Magalhaes A, Gouveia RCA, Bittar OJNV,Costa,TM
Zavitosk, L. Produtividade Setorial nos Hospitais de ensino.
Prática Hospitalar. 2009;11(66).
- Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
Agencia Nacional de Saúde Suplementar. Termo de Cooperação Técnica.
Processo SS n. 001/0001/002.432/2007.
- Agency for Healthcare Research and Quality -
AHRQ. Guide to inpatient quality indicators: quality of care in hospitals
[conjunto de indicadores] Volume, Mortality,Utilization and Àrea.
Department of Health and Human Services [acesso em 11 set 2008].
Disponível em: http://www.qualityindicators.ahrq.gov.
- Seminário de Hospitais de Ensino do Estado de São
Paulo 3, 2009 [acesso em 9 set 2009] Secretaria de Estado da Saúde de São
Paulo. Disponível em: www.saude.sp.gov.br.
- QUALIHOSP – Congresso Internacional de
Qualidade em Serviços e Sistemas de Saúde, 9. São Paulo [acesso em 9 set 2009]
2009. Disponível em: www.qualihosp.com.br.
- Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS. Seminário
Internacional ATS e Qualificação dos Prestadores para a Qualidade na
Assistência à Saúde 1., 2009 Rio de Janeiro Rio de Janeiro - 15 e 16
de julho de 2009.www.ans.gov.br, acesso
09/09/09.
- International Conference – International Society
for Quality in Healthcare – ISQua [acesso em 9 set 2009]; 2009 Dublin.
Disponível em: http://www.isqua.org/.
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