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Resumo de Teses
Summary
of thesis
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Avaliação
da qualidade de vida dos pacientes portadores de sorologia positiva
para HIV, acompanhados no ambulatório do Instituto de Infectologia Emílio
Ribas
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Aretusa
Koutsohristos; Maria Cezira Fantini Nogueira Martins; Elvira Maria
Ventura Filipe. Instituto de Infectologia Emílio Ribas. São Paulo, SP, 2008 [Dissertação de Mestrado – Área de
Concentração: Infectologia em Saúde Pública – Programa de Pós-graduação
em Ciências; Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria de
Estado da Saúde de São Paulo]
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No contexto da
Aids, tem havido crescente preocupação com a qualidade de vida (QV) da
população contaminada pelo vírus HIV, face ao aumento do tempo de
vida permitido pela utilização da terapia antirretroviral.
Consequentemente, os sistemas de saúde do mundo todo têm procurado
continuamente, além de métodos de prevenção e controle, estratégias
para facilitar e aumentar o bem-estar dos portadores de HIV/Aids. Assim,
a Organização Mundial de Saúde (OMS) elaborou em 2002, na Suíça, um
questionário de avaliação da qualidade de vida, denominado WHOQOL-HIV
BREF, utilizado na presente pesquisa. Estudo transversal, descritivo,
com 131 pacientes com sorologia positiva para HIV, de ambos os sexos,
adultos a partir de 18 anos de idade, atendidos no Ambulatório de
Infectologia do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. A seleção dos
pacientes foi realizada no período de maio de
2007 a
maio de 2008. Essa pesquisa tem como objetivo responder duas questões
centrais: Será a presença de infecção pelo
HIV condição suficiente para diminuir a qualidade de vida? Será
necessária a presença de um conjunto de manifestações clínicas/disfunção
imunológica para que a qualidade de vida seja afetada?
Em
estudos
semelhantes não há consenso no que diz respeito à QV na infecção
pelo HIV. A análise das informações obtidas por meio desse questionário
demonstrou que 60,3% dos pacientes são do sexo masculino; idade
média de 44,36 anos; 39,7% têm o segundo grau completo; 51,9% são
solteiros; 51,1% têm Aids; 57,3% se contaminaram através de relação
sexual com homens. A percepção da QV por meio do WHOQOL-HIV BREF
demonstrou que o domínio que refletiu o pior score
foi o físico; em contrapartida 45% dos pacientes estão satisfeitos com
a sua saúde, 44,3% estão muito satisfeitos com o acesso aos serviços
de saúde e 49,6% consideram boa a sua QV.
Suporte Financeiro:
CCD/SES-SP e Coordenação de Pessoa de Nível Superior (Capes)
Evaluation of life quality of patients who have
positive serology for HIV, and whose follow up is made at the Instituto
de Infectologia Emilio Ribas
In the context of Aids, there is an increased concern with life quality (QV)
of the population of HIV virus carriers regarding the longer lifespan
ensued by antiretroviral therapies. As a consequence, health systems of
the whole world have searched continuously strategies designed to
facilitate and increase the well being of carriers of HIV/Aids, as well
as methods for prevention and control of the disease. Therefore, World
Health Organization – WHO - has
issued, in 2002, a questionnaire designed to evaluate life quality,
called WHOQOL-HIV BREF, employed in this research. This is a transversal
study, descriptive, with 131 patients with positive serology for HIV,
adults over 18 years of age of both sexes, attending the Infectology
outpatient clinic of the Instituto de Infectologia Emilio Ribas. Patient
selection was made during the period from May, 2007 to May 2008. This
research is designed to answer two central questions: Would the presence
of HIV infection be sufficient condition to impair life quality? Is it
necessary the presence of a set of clinical manifestations/immunologic
dysfunctions in order to affect life quality? In similar studies there
is no consensus regarding QV in the presence of HIV infection. Analysis
of the information obtained by this questionnaire shows that 60,3% of
the patients are males; average age 44,36 years; 39,7% are high school
graduates, 51,9% are single; 51,1% have Aids; 57,3% were contaminated in
sexual relationships with males. Perception of QV by WHOQOL-HIV BREF
showed that the domain ranking worst was the physical, and, on the other
hand, 45% of the patients considered themselves satisfied with their
health, 44,3% are very satisfied with the access to health services and
49,6% considered their Life Quality as good.
Financial
Support: Disease
Control Coordination
Correspondência/Correspondence
to:
Aretusa
Koutsohristos
Av. Dr. Arnaldo, 161 –
Cerqueira César
CEP: 01246-902 – São Paulo/SP – Brasil
Tel: 55 11 3896-1422
E-mail: arekout@ig.com.br
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Caracterização molecular de cepas de Enterococcus faecalis
resistentes aos glicopeptídeos, isoladas em hospitais da cidade de São
Paulo, no período de
1999 a
2007
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Andrey Guimarães
Sacramento;Rosemeire Cobo Zanella.Seção de Bacteripologia, Instituto
Adolfo Lutz. São Paulo, SP, 2008. [Dissertação de Mestrado – Área
de Concentração: Pesquisas Laboratoriais em Saúde Pública –
Programa de Pós-graduação em Ciências. Coordenadoria de Controle de
Doenças da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo]
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Enterococos são bactérias amplamente distribuídas na natureza,
podendo ser encontradas no solo, alimentos, águas, animais e insetos.
Entretanto, são importantes patógenos oportunista que frequentemente
possuem resistência a múltiplos antibióticos. Os enterococos têm-se
destacado, nos últimos anos, como patógenos importantes em infecção
hospitalar, estando particularmente associados a infecções do trato
urinário, de feridas cirúrgicas e bacteremias. A capacidade dessa bactéria
resistir à ação de muitos antimicrobianos e a habilidade de adquirir
e transferir novos determinantes de resistência têm complicado o
tratamento de infecções sistêmicas. Múltiplos genes estão
envolvidos na resistência aos glicopeptídeos e os genótipos vanA
e vanB são os de maior importância
clínica. O primeiro enterococo vanA
resistente aos glicopeptídeos foi isolado,
em 1997, na cidade de São Paulo. Durante o período de
1999 a
2007,
foi observada uma rápida disseminação de E.
faecalis resistente aos glicopeptídeos em vários hospitais da
capital paulista. Este estudo teve como objetivo investigar a
similaridade genética de amostras de enterococos resistentes aos
glicopeptídeos (GRE) isoladas em 14 hospitais da cidade de São Paulo,
no período de
1999 a
2007. Um total de 108 amostras de E.
faecalis GRE isoladas de casos de infecção foi caracterizado pela
técnica de eletroforese de campo pulsado (PFGE). As amostras estudadas
foram isoladas de sangue 41 (38%), urina 42 (38.9%) e líquidos cavitários
25 (23.1%). Os critérios para definição dos perfis genéticos foram
estabelecidos por Tenover et al. A tipagem
molecular identificou somente um padrão genético (tipo A) entre essas
amostras de E. Faecalis, e esse tipo incluiu 11
subtipos. Um total de 54 (50%) amostras foram tipadas como A8, 27 (25%)
como A1, 10 (9.3%) como A2 e 6 (5.6%) como A11.
As outras 11 (10.5%) amostras foram
distribuída em sete subtipos. A análise molecular dessas
amostras de GRE mostrou uma pequena diversidade genética entre elas,
destacando um subtipo
predominante e sugerindo uma disseminação inter-hospitalar na cidade
de São Paulo.
Suporte
financeiro:
Coordenadoria de Controle de Doenças e Coordenação de Pessoa de Nível
Superior (Capes)
Molecular characterization of
Enterococcus faecalis strains resistant to glycopeptides, isolated in
hospitals of the city of São Paulo, during the period from 1999 to 2007.
Enterococcus are widely distributed bacteria in nature, and may be
encountered in the land, in foods, water, animals and insects. They are,
though, important opportunist pathogens that are often resistant to
multiple antibiotics. Enterococcus have stood out, in recent years, as
important pathogens for hospital infections, and are particularly
associated to urinary tract infections, surgical wounds and bacteremia.
The ability of this bacteria to resist to the action of diverse
antimicrobials and the ability to acquire and transfer new resistance
determinants have complicated the treatment of systemic infections.
Multiple genes are involved in the resistance to glycopeptides and the
genotypes vanA and vanB
have the major clinical importance. The first enterococcus vanA
resistant to glycopeptides was isolated, in 1997 in the city of São
Paulo. During the period comprised between 1999 to 2007, it was possible
to observe a quick dissemination of E.
faecalis resistant to glycopeptides in diverse hospitals of this
city. This study had the objective to investigate the genetic similarity
of samples of enterococcus resistant to glycopeptides (GRE) isolated
from 14 hospitals in the city of São Paulo, during the period comprised
between 1999 to 2007. A total of 108 samples of E.
faecalis GRE isolated from infection cases was characterized by the
technique of electrophoresis of pulsing camp (PFGE). Samples studied
were isolated from blood 41 (38%), urine 42 (38,9%) and
cavitary liquids 25 (23,1&). Criteria for definition of the
genetic profiles were established by Tenover et al. Molecular type
selection identified a single genetic pattern (type A) among these
samples of E. Faecalis, and this type included 11 subtypes. A total of
54 (50%) samples were typed as A8, 27 (25%) as A1, 10 (9,3%) as A2 and 6
(5,6%) as A11. The remaining 11 (10,5%) samples were distributed in
seven subtypes. Molecular analysis of these GRE samples showed a small
genetic diversity among themselves, standing out a predominant subtype
and suggesting a inter hospital dissemination in the city of São Paulo.
Financial Support: Disease Control Coordination and Graduate Personnel Coordination
(Capes)
Correspondência/Correspondence
to:
Andrey
Guimarães Sacramento
Av. Dr. Arnaldo, 351, 9º andar – Cerqueira César
CEP: 01246-902 – São Paulo/SP, Brasil
Tel: 55 11 3068-2893
E-mail: ags139@yahoo.com.br
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Prevalência
de zoonoses parasitárias em morcegos do município de São Paulo,
Brasil
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Leyva Cecília
Vieira de Melo, Pedro Luiz Silva Pinto, Lucia Eiko Oishi Yai, Marly M.
Maeda, Adriana Ruckert da Rosa. Instituto Adolfo Lutz. São Paulo, SP,
Brasil, 2008. [Mestrado – Área de Concentração: Pesquisas Laboratoriais em Saúde
Pública –
Programa de Pós-graduação em Ciências. Coordenadoria de Controle de
Doenças da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo]
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São Paulo, com
seus mais de 10 milhões de habitantes, representa uma importante fonte
para estudos epidemiológicos e exige uma atenção constante por parte
da saúde pública. Os animais que convivem com a população são possíveis
reservatórios de patógenos com potencial zoonótico, e os morcegos
urbanos, embora estejam presentes em todas as regiões metropolitanas, são
pouco estudados. O Centro de Controle de Zoonoses do município
efetua capturas, contudo esses morcegos são utilizados
principalmente para o monitoramento da raiva. O objetivo deste trabalho
é ampliar o conhecimento a respeito de morcegos urbanos, focando seus
enteroparasitos e a possibilidade da existência de patógenos parasitários
em comum com a população humana. Os sistemas digestórios dos animais
são retirados e separados (esôfago e estômago, intestino delgado e
intestino grosso). Cada parte é analisada em estereomicroscópio e os
parasitos encontrados são fixados em álcool 70%, sendo que trematódeos
e cestódeos são previamente comprimidos. Para o estudo da presença de
trofozoítos, cistos e oocistos de protozoários, bem como ovos e larvas
de helmintos, o conteúdo intestinal é analisado em microscópio óptico
comum. Para a pesquisa de oocistos de Cryptosporidium
spp e esporos de microsporídeos
são confeccionados esfregaços a partir do material concentrado
pelas técnicas de centrífugo-extração e
de flutuação. As colorações de auramina-O e fucsina são
utilizadas, respectivamente, para a triagem e confirmação da
presença de oocistos. A coloração de Gram-cromotrope a quente,
modificada por Moura et al., é utilizada para a pesquisa de esporos de
microsporídeos. No período de abril de
2007 a
julho de 2008 foram analisados 564 morcegos, distribuídos em quatro famílias
Phyllostomidae, Molossidae, Vespertilionidae e Emballonuridae e 31
espécies, sendo as mais prevalentes: Molossus molossus (33%),
Glossophaga soricina (19%) e Tadarida brasiliensis (10%). Todos foram pesquisados para helmintos, e 89 (16%) animais estavam
infectados, sendo 42% por nematódeos, 25% por cestódeos, 21% trematódeos
e 12% biparasitados. Foram identificadas as superfamílias Trichinelloidea
e Trichostrongyloidea, subfamília Anoplostrongylinea, cestódeos do
gênero Hymenolepis e o trematódeo Edcaballerotrema
eduardocaballeroi. Foram pesquisados 217 morcegos e apenas em dois
exemplares encontrou-se protozoários do gênero Eimeria
sp. Até o momento não foram encontrados parasitos de importância médica
nos morcegos estudados.
Suporte
financeiro:
CCD-SES/SP, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp)
Prevalence of parasitary zoonosis in
bats in the city of São Paulo, Brazil
São Paulo, a city with more than 10 million inhabitants, represents an
important source for epidemiologic studies and demands constant
attention from the public health network. Animals that live together
with the population may be reservoirs of pathogens with zoonotic
potential and there are not many studies on urban bats, regardless of
their presence in all metropolitan regions. The Zoonosis Control Center
of the city captures them, but the major use of these bats is for
monitoring human rabies. The objective of this study is to further the
knowledge of urban bats, focusing their enteroparasites and the
possibility of the existence of parasitary pathogens in common with the
human population. Digestive systems of the animals are taken out and
separated (esophagus and stomach, small intestine and large intestine).
Each part is submitted to analysis in stereomicroscope and the parasites
found are laid in alcohol 70%, while trematodes and cestodes are
previously compressed. In order to study the presence of trophozoites,
cysts and oocysts of protozoaries, as well as eggs and larvae from
helmints, the contents of the intestines are analyzed in ordinary optic
microscope.
For the research of oocysts of Cryptosporidium
spp and microsporide spores, are employed swabs from the concentrated
material by the techniques of centrifugal extraction and floating.
Colorations of auramina-O and fucsine are employed, respectively, for
the sorting and confirmation of the presence of oocysts. Warm Gram
cromotrope coloration, modified by Moura et al, is employed for the
presence of microsporide spores. During the period of April, 2007 to
July, 2008, 564 bats were analyzed, distributed in four families Phyllostomidae,
Molossidae, Vespertilionidae and
Emballonuridae and 31 species, the more prevalent being: Molossus
molossus (33%),
Glossophaga soricina (19%) e Tadarida brasiliensis (10%).
All these were researched for helmints and presented 89 (16%) animals
infected, being 42% by nematoids, 25% by cestoids, 21% trematouds and
12% by parasitarian. The superfamilies identified were Trichinelloidea
e Trichostrongyloidea, subfamilies Anoplostrongylinea, cestodies of
the Hymenolepis gender and the trematoid Edcaballerotrema
eduardocaballeroi. We researched 217 bats and in only two of them we found
protozoaries of the Eimeria sp gender. Until now, no medically important
parasites were found in the bats under study.
Financial Support:
CCD-SES/SP,
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp)
Correspondência/Correspondence
to:
Leyva
Cecília Vieira de Melo
Instituto Adolfo Lutz
Av. Dr. Arnaldo, 351, 8º andar
CEP: 01246-902 – São Paulo/SP, Brasil
Tel.: 55 11 3068-2896
E-mail: leyvacecilia@gmail.com
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