Bepa Maio 2009; 6(65) ISSN 1806-4272
INFORME EPIDEMIOLÓGICO


Denise Brandão de Assis, Geraldine Madalosso, Sílvia Alice Ferreira, Yara Y. Yassuda
 

Divisão de Infecção Hospitalar. Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac”. Coordenadoria de Controle de Doenças. Secretaria de Estado da Saúde. São Paulo, SP, Brasil

   

Resumo

A tendência de aumento do número de hospitais notificantes ao Sistema de Vigilância das Infecções Hospitalares do Estado São Paulo, verificada em anos anteriores, manteve-se em 2008. Com isso, há a produção de dados consistente que permitem a comparação entre os hospitais e o direcionamento de ações de prevenção e controle de infecções hospitalares (IH). Esse aumento da adesão é resultado de ações desenvolvidas pela Divisão de Infecção Hospitalar do CVE/CCD/SES-SP, em parceria com os Grupos de Vigilância Epidemiológica (GVE) e municípios. A consolidação do sistema permite avançar na implantação de novos indicadores de IH que propiciam análises mais detalhadas do seu comportamento no Estado.

Palavras-chave: sistemas de vigilância; vigilância epidemiológica; infecção hospitalar.

Abstract

The increasing tendency of the number of hospitals reporting to the Hospital Infection Surveillance System of the State of São Paulo, also registered in previous years, has been maintained in 2008. This tendency ensues the collection of consistent data allowing comparison among the hospitals and the direction of preventive actions for the control of hospital infections (IH). This increase in adherence is the result of actions performed by the Hospital Infections Division of the Epidemiologic Surveillance Center (CVE/CCD/SES/-SP) of the Disease Control Coordination of the State Secretary of Health of São Paulo, in a partnership with the regional Epidemiologic Surveillance Groups (GVE) and the municipalities. Consolidation of this system allows us to go further in the implantation of new IH indicators that will result in more detailed analysis of the behavior of IH in the State.

Key words: surveillance systems; epidemiologic surveillance; nosocomial; infection

Introdução

O Sistema de Vigilância das Infecções Hospitalares do Estado de São Paulo vem produzindo e divulgando informações sobre infecções hospitalares (IH) desde sua implantação, em 2004. Essas informações são importantes tanto para os hospitais, que podem avaliar suas taxas de IH em relação às dos demais hospitais do Estado, como para os gestores em todos os níveis de gestão, pois permite o direcionamento das ações de prevenção e controle.

Em 2008, como nos anos anteriores, foram analisados os dados de IH em hospitais gerais, de longa permanência e psiquiátricos.

Métodos

A notificação dos dados de infecção hospitalar em 2008, como nos anos anteriores, foi realizada por meio das planilhas 1, 2, 3 e 5, preenchidas pelos hospitais gerais, e planilha 4, preenchida pelos hospitais especializados (psiquiátrico e de longa permanência), encaminhadas mensalmente, por via eletrônica, para a Divisão de Infecção Hospitalar do Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac” (DIH/CVE) – órgão da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (CCD/SES-SP).

Os indicadores epidemiológicos selecionados para hospitais gerais e de longa permanência/psiquiátricos foram os seguintes:

·         taxa de infecção em cirurgias limpas;

·         densidade de incidência de pneumonia associada à ventilação mecânica (VM), infecção de corrente sanguínea associada a cateter central (CVC) e infecção urinária associada à sonda vesical (SVD), e taxas de utilização desses dispositivos invasivos (DI) em unidade de terapia intensiva (UTI) (Adulto, Pediátrica e Coronariana);

·         densidade de incidência de pneumonia associada à VM, infecção de corrente sanguínea associada à CVC e taxas de utilização de DI em UTI Neonatal , em cada faixa de peso; e

·         densidade de incidência de pneumonia, escabiose e gastroenterites em hospitais de longa permanência e psiquiátricos.

A análise foi realizada utilizando-se os dados agregados do período, isto é, a soma do número de IH, dividida pela soma dos denominadores (número de cirurgias limpas, pacientes-dia, dispositivos invasivos-dia), para cada indicador, multiplicada por 1.000, no caso das infecções em UTI e hospitais especializados, ou por 100, no das infecções de sítio cirúrgico (ISC). As taxas de IH dos hospitais gerais e especializados notificantes foram distribuídas em percentis (10, 25, 50, 75 e 90).

Para evitar a dispersão de dados pela inclusão de hospitais com denominador extremamente pequeno, foram excluídos das análises os hospitais que notificaram menos de 250 cirurgias limpas, hospitais com menos de 500 pacientes-dia em UTI Adulto , Pediátrica e Coronariana e hospitais com menos de 50 pacientes-dia, para cada faixa de peso, em UTI Neonatal. Para a planilha 5, que solicita a notificação dos microrganismos isolados em hemoculturas, não foi utilizado critério de exclusão por tratar-se de uma análise qualitativa.

Resultados

1.   Adesão

Confirmando a tendência dos anos anteriores, houve aumento do número de hospitais notificantes em 2008, como mostra a Figura 1.


Figura 1. Número de hospitais notificantes ao Sistema de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo por mês. Estado de São Paulo, 2004 a 2008.

A taxa de adesão foi calculada tendo como base o Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (CNES)1, em 2008, e o número de hospitais que possuem critérios para notificação de dados de IH ao Sistema de Vigilância das infecções Hospitalares do Estado de São Paulo, informação obtida junto aos Grupos de Vigilância Epidemiológica do Estado (GVE/CCD/SES-SP) (Tabela 1). No ano passado, a meta de adesão pactuada pelo Estado, 80,0%, foi superada.

Tabela 1. Distribuição do número de hospitais notificantes ao Sistema de Vigilância das Infecções Hospitalares do Estado de São Paulo e taxa de resposta segundo GVE, cadastro no CNES e critérios para notificação de IH. Estado de São Paulo, 2008.

2.   Infecções cirúrgicas

 

A maioria dos hospitais notificantes, 83,6% (559/669), enviou dados de infecção cirúrgica. Foram realizadas 751.008 cirurgias limpas no período, e a Figura 2 mostra a distribuição dessas cirurgias segundo especialidade cirúrgica.


Figura 2. Distribuição do número de cirurgias limpas notificadas ao Sistema de Vigilância Epidemiológica das Infecções Hospitalares do Estado de São Paulo, por especialidade cirúrgica. Estado de São Paulo, 2008.

Do total de hospitais que enviaram dados de infecção cirúrgica, 81,2% (454/559) realizaram mais de 250 cirurgias, em 2008, e foram incluídos no cálculo dos percentis para cirurgia limpa do Estado. As Tabelas 2 e 3 apresentam a distribuição das taxas de infecção cirúrgica global e por especialidade cirúrgica, em percentis. Para alguns GVE não foi realizada a distribuição de taxas em percentis, uma vez que possuíam menos de dez hospitais com o critério de inclusão adotado para a análise. Entretanto, os dados referentes a esses GVE foram utilizados na análise de percentis do Estado.

Tabela 2. Distribuição das taxas de infecção cirúrgica em percentis dos hospitais que notificaram mais de 250 cirurgias limpas ao Sistema de Vigilância Epidemiológica das Infecções Hospitalares do Estado de São Paulo, segundo GVE. Estado de São Paulo, 2008.

Tabela 3. Distribuição das taxas de infecção cirúrgica por especialidade cirúrgica, em percentis, dos hospitais que notificaram mais de 250 cirurgias limpas ao Sistema de Vigilância Epidemiológica das Infecções Hospitalares do Estado de São Paulo. Estado de São Paulo, 2008.

3. Infecções em UTI

Em 2008, 354 hospitais enviaram dados de infecção em UTI Adulto , Pediátrica e Coronariana (UCO), por meio da planilha 2, correspondendo a 52,9% dos hospitais notificantes. As Tabelas 4 e 5 mostram o número de hospitais que enviaram planilha 2, segundo GVE e tipo de UTI.

Tabela 4. Distribuição do número de hospitais que enviaram planilha 2 ao Sistema de Vigilância Epidemiológica das Infecções Hospitalares do Estado de São Paulo, segundo GVE. Estado de São Paulo, 2008.

Tabela 5. Distribuição do número de hospitais que enviaram planilha 2 ao Sistema de Vigilância Epidemiológica das Infecções Hospitalares do Estado de São Paulo, segundo tipo de UTI e GVE. Estado de São Paulo, 2008.

Foram incluídos na análise das taxas de infecção em UTI Adulto , Pediátrica e Coronariana, respectivamente, 321 (93,0%), 109 (86,5%) e 46 (97,9%) hospitais, segundo critério adotado para análise.

As Tabelas 6, 7 e 8 apresentam a distribuição das taxas de infecção, em percentis, em UTI Adulto , Pediátrica e Coronariana, e as Tabelas 9, 10 e 11, as taxas de utilização de dispositivos invasivos, em percentis, para essas unidades.

Tabela 6. Distribuição das taxas de infecção associadas a dispositivos invasivos, em percentis, em UTI Adulto. Estado de São Paulo, 2008.

Infecção sob vigilância

Densidade de incidência
(por 1.000 dispositivos invasivos-dia)

Percentil

10

25

50

75

90

Pneumonia associada
à ventilação mecânica

5,00

10,38

16,25

24,64

31,69

Infecção de corrente sanguínea associada
a cateter central

0,00

1,59

4,85

8,84

14,59

Infecção de trato urinário associada à sonda vesical

1,17

3,50

6,67

10,27

15,48

 

Tabela 7. Distribuição das taxas de infecção associadas a dispositivos invasivos, em percentis, em UTI Pediátrica. Estado de São Paulo, 2008.  

Infecção sob vigilância

Densidade de incidência
(por 1.000 dispositivos invasivos-dia)

Percentil

10

25

50

75

90

Pneumonia associada
à ventilação mecânica

0,00

2,18

5,72

11,65

16,09

Infecção de corrente sanguínea associada
a cateter central

0,00

2,72

6,66

11,55

17,86

Infecção de trato urinário associada à sonda vesical

0,00

0,00

5,54

11,31

24,25

 

Tabela 8. Distribuição das taxas de infecção associadas a dispositivos invasivos, em percentis, em UTI Coronariana. Estado de São Paulo, 2008.  

Infecção sob vigilância

Densidade de incidência
(por 1
.000 dispositivos invasivos-dia)

Percentil

10

25

50

75

90

Pneumonia associada
à ventilação mecânica

2,04

11,46

21,06

30,63

41,41

Infecção de corrente sanguínea associada
a cateter central

0,00

2,16

3,75

6,57

8,55

Infecção de trato urinário associada à sonda vesical

0,65

3,18

5,71

7,63

13,46

 

Tabela 9. Distribuição das taxas de utilização de dispositivos invasivos, em percentis, em UTI Adulto. Estado de São Paulo, 2008.

Dispositivos invasivos

Taxa de utilização (%)

Percentil

10

25

50

75

90

Ventilação mecânica

25,09

34,37

46,62

58,31

67,38

Cateter central

29,69

44,81

56,26

68,69

76,44

Sonda vesical

44,45

57,86

70,23

80,46

87,56

 

Tabela 10. Distribuição das taxas de utilização de dispositivos invasivos, em percentis, em UTI Pediátrica. Estado de São Paulo, 2008.

Dispositivos invasivos

Taxa de utilização (%)

Percentil

10

25

50

75

90

Ventilação mecânica

20,20

27,35

46,42

59,77

74,46

Cateter central

16,94

24,82

38,16

54,05

69,86

Sonda vesical

4,44

9,14

18,09

31,28

42,21

 

Tabela 11. Distribuição das taxas de utilização de dispositivos invasivos, em percentis, em UTI Coronariana. Estado de São Paulo, 2008.

Dispositivos invasivos

Taxa de utilização (%)

Percentil

10

25

50

75

90

Ventilação mecânica

1,09

12,56

18,26

29,16

41,99

Cateter central

15,85

29,50

36,21

47,19

62,33

Sonda vesical

16,67

30,93

43,26

55,14

70,43

 

4. Infecções em UTI Neonatal

Do total de hospitais notificantes, 20,6% (138/669) enviaram dados de UTI Neonatal. A Tabela 12 mostra a distribuição desses hospitais segundo GVE.

Tabela 12. Distribuição do número de hospitais que enviaram planilha 3 ao Sistema de Vigilância Epidemiológica das Infecções Hospitalares do Estado de São Paulo, segundo GVE. Estado de São Paulo, 2008.

De acordo com o critério adotado para análise dos dados para esse tipo de unidade, 133 hospitais foram incluídos para cálculo das taxas de IH por faixa de peso. É importante destacar que um mesmo hospital pode ter sido incluído na análise de taxas de mais de uma faixa de peso. A Tabela 13 apresenta a distribuição do número de hospitais notificantes da planilha 3, incluídos na análise, por faixa de peso.

Tabela 13. Distribuição do número de hospitais que enviaram planilha 3 ao Sistema de Vigilância Epidemiológica das Infecções Hospitalares do Estado de São Paulo com mais de 50 pacientes-dia, por faixa de peso, segundo GVE. Estado de São Paulo, 2008.

As Tabelas 14 e 15 mostram as densidades de incidência de infecção associadas a dispositivos invasivos, distribuídas em percentis, por faixa de peso, em UTI Neonatal. As Tabelas 16 e 17 apresentam a distribuição das taxas de utilização de dispositivos invasivos, em percentis, por faixa de peso.

Tabela 14. Distribuição das taxas de pneumonia associada à ventilação mecânica, em percentis, em UTI Neonatal , segundo faixa de peso. Estado de São Paulo, 2008.

Tabela 15. Distribuição das taxas de infecção de corrente sanguínea associada a cateter central, em percentis, em UTI Neonatal , segundo faixa de peso. Estado de São Paulo, 2008.

Tabela 16. Distribuição das taxas de utilização de ventilação mecânica, em percentis, em UTI Neonatal , segundo faixa de peso. Estado de São Paulo, 200 8.

 

Tabela 17. Distribuição das taxas de utilização de cateter central, em percentis, em UTI Neonatal , segundo faixa de peso. Estado de São Paulo, 2008.

 

5. Hemocultura

No período, foram colhidas 118.928 hemoculturas em UTI Adulto e Coronariana, sendo que 14.798 pacientes com IH apresentaram hemocultura positiva.

Novamente os microrganismos mais frequentemente isolados em hemoculturas de pacientes com IH foram Staphylococcus epidermidis e outros Staphylococcus coagulase negativa. A Tabela 18 mostra a distribuição dos microrganismos isolados em hemoculturas de pacientes com IH e a Tabela 19, o perfil de resistência desses microrganismos.

Tabela 18. Distribuição de pacientes com IH e hemocultura positiva (número e porcentagem), segundo microrganismo isolado. Estado de São Paulo, 2008.

 

Tabela 19. Distribuição do perfil de resistência dos microrganismos isolados em hemocultura de pacientes com IH. Estado de São Paulo, 2008.

 

6. Hospitais psiquiátricos e de longa permanência

No período analisado, 56 hospitais psiquiátricos e de longa permanência enviaram dados de IH, representando aumento no número de hospitais notificantes, como mostra a Figura 3. Já a Tabela 20 mostra a distribuição desses hospitais segundo GVE.

Figura 3. Número de hospitais psiquiátricos e de longa permanência notificantes ao Sistema de Vigilância das Infecções Hospitalares do Estado de São Paulo, segundo ano. Estado de São Paulo, 2005 a 2008.

Tabela 20. Distribuição do número de hospitais que enviaram planilha 4 ao Sistema de Vigilância Epidemiológica das Infecções Hospitalares do Estado de São Paulo, segundo GVE. Estado de São Paulo, 2008.

A Tabela 21 mostra a distribuição das densidades de incidência de infecções, distribuídas em percentis, em hospitais psiquiátricos e de longa permanência em 2008.

Tabela 21. Distribuição das taxas de infecções, em percentis, em hospitais psiquiátricos e de longa permanência. Estado de São Paulo, 2008.

Densidade de Incidência de infecções (x1.000 pacientes-dia)

 

Percentil

Infecção

10

25

50

75

90

Pneumonia

0,00

0,04

0,17

0,67

2,07

Escabiose

0,00

0,00

0,16

0,60

1,45

Gastroenterite

0,00

0,00

0,05

0,81

2,79

Discussão

A tendência de aumento do número de hospitais notificantes, verificada em anos anteriores, manteve-se em 20082-5. Esse crescimento é resultado de capacitações para coleta e análise de dados, desenvolvidas pela Divisão de Infecção Hospitalar do CVE, em parceria com os GVE e municípios.

As taxas de infecção cirúrgica continuam abaixo do esperado6, sugerindo subnotificação. Essa característica pode ser explicada pela dificuldade de realização de vigilância pós-alta das infecções cirúrgicas.

O número de hospitais incluídos nas análises das taxas de infecções em UTI Adulto , Pediátrica e Coronariana foi maior em 2008, quando comparado aos anos anteriores, tornando a análise de dados mais consistente.

Em 2008, em UTI Neonatal houve redução do número de hospitais notificantes, quando comparado a 2007. Esse fato deve ser discutido com os GVE para avaliação de sua causa.

No período, houve aumento do número de hemoculturas colhidas e de pacientes com IH e hemoculturas positivas. Entretanto, os microrganismos mais frequentemente isolados em hemoculturas foram os mesmos dos anos anteriores.

Conclusões  

A crescente adesão ao Sistema de Vigilância das Infecções Hospitalares do Estado de São Paulo mostra a consolidação do sistema. A partir dessa consolidação, é possível avançar na implantação de novos indicadores de IH que permitam análises mais detalhadas do comportamento das IH no Estado.

A análise e divulgação anual de dados é uma etapa fundamental do Sistema de Vigilância das Infecções Hospitalares do Estado de São Paulo, e orienta ações de prevenção e controle das IH.

Referência bibliográfica

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  1. Assis DB, Madalosso G, Ferreira SA, Yassuda YY, Geremias AL. Análise dos dados de infecção hospitalar do Estado de São Paulo – Ano 2007. BEPA [periódico na interne]. 2008;5(53):12-23. Disponível em: ftp://ftp.cve.saude.sp.gov.br/doc_tec/outros/bol_bepa5308.pdf.

 

  1. Mangram AJ, Horan TC, Pearson ML, Silver LC, Jarvis WR. Guideline for prevention of surgical site infection, 1999. Infect Control Hosp Epidemiol. 1999;20(4):247-78.


Correspondência/Correspondence to:
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