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A
Divisão de Infecção Hospitalar do Centro de Vigilância Epidemiológica
“Prof. Alexandre Vranjac” (DIH/CVE) – órgão da Coordenadoria de
Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (CCD/SES-SP)
– recebeu até 8 de dezembro de 2008 a notificação de 24 casos
suspeitos de infecção por micobactérias de crescimento rápido (MCR)
pós-procedimentos cirúrgicos no Estado de São Paulo.
Todos
os casos estão sendo investigados em parceria com o Centro de Vigilância
Sanitária (CVS/CCD/SES-SP), Grupos de Vigilância Epidemiológica e
Sanitária (GVE e GVS), serviços municipais de vigilância epidemiológica
e sanitária e Instituto Adolfo Lutz (IAL/CCD/SES-SP), Central e Regional.
Do
total notificado, foram confirmados laboratorialmente os seguintes: 7 em Assis, 2 em Indaiatuba, 9 em Campinas e 1
caso
em Santos. São
considerados suspeitos, ainda, 3 casos de Assis, 1 de Campinas e 1 de São
Paulo.
No
que diz respeito aos procedimentos relacionados aos casos de infecção
por MCR em Assis, 9 casos ocorreram após colecistectomia por
videolaparoscopia e 1 após artroscopia. Em Campinas, Indaiatuba e
Santos os 13 casos ocorreram após cirurgia para implante de próteses
mamárias.
Foram
isoladas em amostras de cultura dos casos as seguintes MCR: Mycobacterium massiliense,
apenas nos casos de Assis; M. abscessus e M.
fortuitum, nos casos dos
demais municípios notificantes. Técnicas laboratoriais
complementares estão sendo realizadas no IAL Central para avaliação
genotípica das cepas.
Em
todos os casos investigados foi realizada inspeção da vigilância
sanitária nas instituições onde eles ocorreram, para avaliação
de processos de trabalho. É importante destacar que os casos de infecção
por MCR ocorreram em serviços públicos e privados.
A
principal hipótese para a ocorrência dos casos de infecção por MCR
no Estado é o reprocessamento inadequado de artigos médicos.
É importante destacar
que casos de infecção por MCR já foram investigados no Estado de São
Paulo anteriormente. Em 2004 foram notificados 14 casos de infecção
por MCR pós cirurgia para implante de próteses mamárias e, em 2005,
17 casos pós procedimentos estéticos.
A
DIH/CVE e o CVS publicaram os documentos “Orientações para o reprocessamento de artigos utilizados em cirurgias
endoscópicas” e o Comunicado CVS n° 193/2007 – GT Médico
Hospitalar/Sersa, disponíveis no site do CVE: http://www.cve.saude.sp.gov.br/htm/ih/ih_doc.html.
Além disso, foi elaborado o manual Prevenção
e Controle de Infecções Associadas a Procedimentos Estéticos, lançado
em setembro e também disponível no site da instituição:
ftp://ftp.cve.saude.sp.gov.br/doc_tec/IH/ih08_manual.pdf.
Todos
os casos de infecção por MCR do Estado de São Paulo foram notificados
à Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde
(Anvisa/MS),
por meio de relatórios e planilhas. A Divisão de Infecção
Hospitalar está desenvolvendo banco de dados compatível para
envio dos dados à Anvisa.
Reiteramos
as orientações do Informe Técnico, de 14/8/2008, sobre a importância
da notificação dos casos suspeitos e da intensificação das medidas
de prevenção e controle relacionados à infecção de sítio cirúrgico,
bem como da vigilância epidemiológica de infecções relacionadas a
procedimentos cirúrgicos. O informe está disponível no endereço
eletrônico: ftp://ftp.cve.saude.sp.gov.br/doc_tec/IH/IF08_ALERTAMCR.pdf.
Todo
caso suspeito de infecção por MCR relacionada a procedimentos cirúrgicos
deve ser notificado imediatamente aos seguintes órgãos: Secretaria
Municipal de Saúde ou; Divisão
de Infecção Hospitalar (DIH/CVE/CCD/SES-SP),
pelos telefones: 11 3066-8759 e 3066-8261; ou Central
de Vigilância CVE
(CVE/CCD/SES-SP), 24 horas, no telefone 0800-555466.
Informações
adicionais, consultar o seguinte endereço eletrônico: http://www.anvisa.gov.br
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