Agosto 2008    Volume 5    Número 56 ISSN 1806-4272
Atualização



Em 2007 foram investigados 443 casos suspeitos de malária no Estado de São Paulo. A Tabela 1 mostra a distribuição por mês de notificação da doença ao longo do ano passado.

Tabela 1 - Distribuição do número de casos suspeitos de malária no Estado de São Paulo por mês de notificação, 2007.

Mês Total (n°)
Janeiro 39
Fevereiro 38
Março 39
Abril 26
Maio 25
Junho 60
Julho 43
Agosto 50
Setembro 31
Outubro 35
Novembro 23
Dezembro 34
Total 443

Fonte: Sinan-NET. Atualizado em abril 2008

Para investigação de malária foi realizada pesquisa de hematozoário em sangue periférico (gota espessa), nos 443 casos. Desses, 237 foram confirmados com resultado positivo para Plasmodium sp. No ano de 2007 houve registro de apenas um óbito por malária no Estado de São Paulo.

O Plasmodium vivax foi a espécie responsável por mais de 70% dos diagnósticos, se incluídos os casos com P. vivax e apenas gametócitos de P. falciparum (V e V+FG), como apresentado na Tabela 2.

Ainda na Tabela 2 observa-se que entre os 237 casos confirmados, o Brasil representa o principal país como local provável de infecção (LPI), com 186 casos, seguido de Angola, com 13 casos.

Tabela 2 - Distribuição de casos de malária notificados, segundo local provável de infecção e espécie, no Estado de São Paulo, 2007.


Fonte: Banco de dados Sinan-NET, corrigido pela Div. Zoonoses – CVE/CCD/SES-SP

F = P.falciparum; F+FG = P.falciparum + gametócito de P.falciparum; FG = gametócito de P.falciparum; V = P.vivax; F+V = P.falciparum + P.vivax; V+FG = P.vivax + gametócito de P.falciparum; M = P.malariae.

Tabela 3 -  Distribuição de casos de malária notificados, segundo espécie, no Estado de São Paulo, 2007.

Plasmodium sp.

Total (n°)

Porcentagem (%)

F

45

19,0

F+FG

8

3,4

FG

2

0,8

V

163

68,8

F+V

7

3,0

V+FG

11

4,6

M

1

0,4

Total

237

100

Fonte: Banco de dados Sinan-NET, corrigido pela Div. Zoonose – CVE/CCD/SES-SP

F = P.falciparum; F+FG = P.falciparum + gametócito de P.falciparum; FG = gametócito de P.falciparum; V = P.vivax; F+V = P.falciparum + P.vivax; V+FG = P.vivax + gametócito de P.falciparum; M = P.malariae.

Entre os 237 casos confirmados de malária notificados em São Paulo em 2007, 210 (89%) eram residentes no próprio Estado. A maior parte dos casos foi importada, 42 importados de outros países e 140 de outros Estados. Apenas 46 casos (19,4%) eram autóctones do Estado de São Paulo.

A Tabela 4 apresenta a distribuição dos casos residentes em São Paulo por local provável de infecção (LPI). Nota-se que os pacientes com LPI no exterior eram residentes no Estado de São Paulo, com exceção de quatro (possivelmente incluídos no grupo de residência ignorada), provavelmente residentes no exterior.

Tabela 4 -  Distribuição do número de casos de malária em residentes no Estado de São Paulo por local provável de infecção, 2007.

Residência

Local provável de infecção

Total (n°)

Porcentagem (%)

SP

AC

2

0,95

 

AM

45

21,43

 

AP

1

0,48

 

ES

1

0,48

 

MG

1

0,48

 

MT

4

1,90

 

PA

12

5,71

 

PI

2

0,95

 

RJ

1

0,48

 

RO

52

24,76

 

SP

46

21,90

 

TO

1

0,48

 

Outro país

42

20,00

TOTAL

 

210

100

          Fonte: Banco Sinan-NET, corrigido pela Div. Zoonoses – CVE/CCD/SES-SP

Na Tabela 5 observam-se os locais prováveis de infecção dos casos autóctones do Estado de São Paulo.

Tabela 5 Distribuição do número de casos de malária autóctone do Estado de São Paulo por local provável de infecção, 2007.

Local provável de infecção

Total (n°)

Porcentagem (%)

Apiaí

1

2,17

Bertioga

2

4,35

Ilha Comprida

1

2,17

Iporanga

1

2,17

Itanhaém

1

2,17

Juquitiba

13

28,26

Mogi Guaçu

1

2,17

Porto Feliz

1

2,17

São Paulo

24

52,17

Tapirai

1

2,17

Total

46

100

Fonte: Sinan-NET, corrigido pela Div. Zoonoses – CVE/CCD/SES-SP

Os casos autóctones de malária do Estado de São Paulo têm um padrão de transmissão relativamente constante em áreas ainda preservadas de Mata Atlântica. Clinicamente, apresentam-se de forma variável, desde quadros oligosintomáticos a sintomáticos – os primeiros habitualmente diagnosticados por meio de busca ativa, após identificação de casos sintomáticos. Os principais vetores transmissores de malária nas regiões de Mata Atlântica, Anopheles (K.) cruzii e Anopheles (K.) bellator, não apresentam hábitos domiciliares, habitualmente não repousam nas paredes das casas após repasto sangüíneo, tornando as ações de controle vetorial medidas pouco eficazes para o controle da doença.

Tabela 6 -  Distribuição do número de casos autóctones de malária por município de local provável de infecção, no período de 2003 a 2007.

Local provável de infecção

2003
(n°)

2004
(n°)

2005
(n°)

2006
(n°)

2007
(n°)

Apiaí

0

0

0

0

1

Bertioga

0

0

0

9

2

Cananéia

0

1

0

0

0

Ibiúna

1

0

0

0

0

Ilha Comprida

0

0

0

0

1

Iporanga

0

0

0

1

1

Itanhaém

0

0

1

0

1

Juquitiba

1

3

10

16

13

Miracatu

2

0

1

1

0

Mogi Guaçu

0

0

0

0

1

Mongaguá

1

0

0

0

0

Paraibuna

0

0

0

1

0

Pedro de Toledo

1

0

9

1

0

Peruíbe

3

0

0

0

0

Pirassununga

0

1

0

0

0

Porto Feliz

0

0

0

0

1

Salesópolis

0

1

0

0

0

São José Barreiro

1

0

0

0

0

São Paulo

0

0

0

39

24

São Sebastião

0

0

1

4

0

Sete Barras

0

0

0

3

0

Tanabi

0

0

0

1

0

Tapiraí

1

2

0

6

1

Ubatuba

0

0

1

1

0

Ignorado

0

0

1

1

0

Total

11

8

24

84

46

Fonte: Bancos de dados Sinan-W e Sinan-NET, corrigido pela
Div. Zoonoses CVE/CCD/SES-SP


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