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A influenza (gripe) é uma doença viral aguda do trato
respiratório, caracterizada pelo início súbito de febre, calafrios,
dor de garganta, cefaléia, mialgia e tosse não produtiva. Nos idosos
é mais freqüente a ocorrência de complicações como pneumonia e
maiores taxas de hospitalizações e mortalidade. De acordo com os dados
da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que no mundo 600
milhões de pessoas/ano apresentam um episódio de gripe.
Os idosos, em especial os institucionalizados e os
portadores de doenças crônicas, são alvos de sérias complicações
em decorrência da infecção pelo vírus influenza, como a pneumonia
primária viral, pneumonia bacteriana secundária e exacerbação de
doença pulmonar ou cardíaca crônica.
É importante esclarecer que no mesmo período da
circulação da influenza
manifestações clínicas envolvendo o trato respiratório podem
ser causadas por numerosos outros tipos de vírus, como o rinovírus
(resfriado comum) e o vírus sincicial respiratório, que não
são prevenidos pela vacinação.
Desde 1999 são realizadas campanhas nacionais de
vacinação contra influenza; no primeiro ano no Estado de São Paulo
84% dos idosos foram vacinados. Em 2000, 2001 e 2002 houve uma queda nas
coberturas vacinais que atingiu 63,9%, 66,6% e 65,6%, respectivamente. A
meta a ser alcançada é de 70%.
Preocupada com esta situação, e com o objetivo de identificar os
motivos da redução da adesão à vacinação, a Secretaria de Estado da Saúde
realizou pesquisas
de opinião pública junto à população-alvo das campanhas. Os
resultados indicaram o medo das reações à vacina e a não preocupação
com a gripe entre os principais motivos da não-adesão. A iniciativa própria
e os familiares foram apontados como os principais incentivadores,
enquanto o médico foi citado como fator incentivador em apenas 10% dos
casos, apesar de 80% dos entrevistados freqüentarem os consultórios
habitualmente. Estas pesquisas também mostraram que quase a totalidade
das pessoas vacinadas declarou não ter apresentado reação (90% em
2001 e 96% em 2002). As reações, quando citadas, foram febre, dores no
corpo e na cabeça.
Considerando os resultados destas pesquisas, as
equipes técnicas das Regionais de Saúde e dos municípios começaram a
incrementar as informações junto aos profissionais da área e à
imprensa, na tentativa de melhor esclarecer a população de que a
vacina contra influenza é bem tolerada e pouco reatogênica, e os seus
reais benefícios são a prevenção das complicações decorrentes da
infecção pelo vírus, redução das hospitalizações e da mortalidade
nos idosos e nas pessoas com doenças crônicas cardiovasculares,
pulmonares e diabetes.
Como resultado deste trabalho, em 2003 a cobertura
vacinal no Estado de São Paulo aumentou para 75% e dentre os 645 municípios,
564 alcançaram índices iguais ou superiores à meta preconizada,
representando uma homogeneidade de 87%.
Desde 2003, as equipes de saúde vêm incrementando as
informações sobre os benefícios
da vacina contra influenza; como resultado, verifica-se que ano a ano as
nossas coberturas vacinais e a homogeneidade vêm aumentando e superando
as metas preconizadas pelo Ministério da Saúde.
Em 2006 foram vacinadas 2.920.479 pessoas com 60 anos
ou mais, com cobertura vacinal de 80,22% e homogeneidade de 94,26%. Em
2007 foram vacinadas 2.998.206 pessoas (cobertura vacinal de 81,26%) e
apenas 36 municípios não atingiram a meta de vacinar 70% das pessoas
com 60 anos ou mais (homogeneidade de 94,41%). O Grupo de Vigilância Epidemiológica X – Osasco e XXIII
– Registro alcançaram as maiores coberturas vacinais, respectivamente
94,53% e 92,31%. Todos os GVEs alcançaram a homogeneidade de pelo menos
70%.
Além da divulgação nos meios de comunicação dos
benefícios da vacinação, os esclarecimentos sobre os principais mitos
em relação à vacina contra influenza, a ação integrada com as
equipes de saúde das Regionais e dos municípios, incluindo a realização
de “cafés da manhã”, bingos, participação nos “bailes da
saudade” e sorteio de presentes, são iniciativas fundamentais para
que o Estado de São Paulo continue vacinando cada vez mais a população
com 60 anos ou mais.
Campanha Estadual de Vacinação do Idoso (pessoas com 60 anos ou mais), cobertura vacinal e homogeneidade, 1999-2007
| Ano |
População |
Doses
aplicadas |
Cobertura
vacinal |
Municípios
<70% |
Homogeneidade
(%) |
| 1999* |
1.937.783 |
1.628.466 |
84,04 |
84 |
87 |
| 2000 |
2.974.804 |
1.901.796 |
63,93 |
329 |
49 |
| 2001 |
3.364.622 |
224.059 |
66,61 |
306 |
52,56 |
| 2002 |
3.409.103 |
2.234.970 |
65,56 |
248 |
61,55 |
| 2003 |
3.451.858 |
2.575.241 |
74,60 |
81 |
87,44 |
| 2004 |
3.494.555 |
2.727.952 |
78,06 |
39 |
93,95 |
| 2005 |
3.591.383 |
2.792.380 |
77,75 |
53 |
91,78 |
| 2006 |
3.640.716 |
2.920.479 |
80,22 |
37 |
94,26 |
| 2007 |
3.689.623 |
2.998.206 |
81,26 |
36 |
94,42 |
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Pessoas vacinadas com 65 anos ou mais |
| Fonte:
API/Divisão de imunização |
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