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Introdução
As meningites bacterianas são um sério
problema de saúde pública mundial. Estima-se que ocorram cerca de
170.000 mortes por ano no mundo, e entre 10% a 20% dos sobreviventes
ainda adquiram seqüelas neurológicas irreversíveis (http://www.who.int/vaccine_research/diseases/soa_bacterial/en/index2.html#
introduction). Os principais agentes causadores da doença são
Neisseria meningitidis, Streptococcus pneumoniae e
Haemophlius influenzae b, este em menor proporção desde a introdução
da vacina conjugada, no segundo semestre de 1999.
No Estado de São Paulo, entre 2000
e 2006, foram notificados 74.449 casos de meningite, mas somente 24,7%
deles tiveram sua etiologia determinada. Dentre esses, 8.710 casos
(11,7%) foram diagnosticados como doença meningocócica, 3.497 (4,7%)
como meningite pneumocócica e 489 (0,6%) como meningite causada por Hib.
Outros 14.990 casos (20%) foram considerados como de possível causa
bacteriana, porém sem identificação do agente etiológico (http://www.cve.saude.sp.gov.br/htm/CVE_DAT.HTM).
É de extrema importância
discriminar as meningites bacterianas, com a identificação do agente
etiológico, pois permite: (I) o controle da doença pelas autoridades
em saúde pública através de quimioprofilaxia e vacinação; (II) a
introdução de terapia correta nos pacientes, uma vez que muitas cepas
bacterianas, especialmente os pneumococos,
apresentam resistência a múltiplos antibióticos; (III) o
desenvolvimento de novas vacinas baseadas na distribuição epidemiológica
das meningites, uma vez que a resposta imune é específica ao sorogrupo
e/ou sorotipo da bactéria.
O diagnóstico laboratorial
definitivo das meningites bacterianas exige o isolamento de bactérias
por cultura do líquido cefalorraquidiano (LCR) e/ou sangue.
Entretanto, em torno de 50% dos casos suspeitos de meningite bacteriana
não são confirmados por esta técnica, devido a problemas relacionados
com a semeadura e transporte inadequado da amostra clínica e/ou uso de
antibióticos antes da coleta do material.
Métodos microbiológicos tradicionais, como a coloração de
Gram ou a aglutinação por látex, estão disponíveis para a detecção
de alguns agentes, mas não são suficientemente sensíveis para
detectar esses agentes quando em pequenas concentrações, como
geralmente encontrados em amostras clínicas de pacientes submetidos à
antibioticoterapia.
Método da reação em cadeia da polimerase (PCR) para o
diagnóstico
A PCR, nos últimos anos, é
amplamente aplicada em
centenas de procedimentos laboratoriais e considerada como o método de
escolha no diagnóstico e caracterização molecular de diversos agentes
bacterianos. A principal vantagem desta metodologia em relação à
cultura é a redução do tempo de obtenção de resultados e a detecção
do microrganismo sem necessidade de um cultivo
prévio. Além disso, a PCR apresenta maior sensibilidade e
especificidade que a cultura, representando um método laboratorial rápido
e seguro.
Duas versões do método da PCR são
bem conhecidas e utilizadas em laboratórios de diagnóstico: a PCR
convencional e a PCR em tempo real, uma modificação da técnica tradicional.
A PCR em tempo real identifica o DNA alvo com maior sensibilidade, uma
vez que a detecção da amplificação é feita através da captação
de fluorescência. Esta técnica
apresenta também maior especificidade devido à utilização de
uma sonda específica para o fragmento alvo na reação. A amplificação
e a detecção do DNA são realizadas simultaneamente em um sistema
fechado, dispensando procedimentos adicionais como a corrida eletroforética
dos produtos em gel de agarose e fotodocumentação.
Com a eliminação destas etapas, os resultados são obtidos mais
precocemente pela PCR em tempo real quando comparada à convencional.
A escolha do método dependerá de vários
fatores como: equipamento disponível, demanda de exames, custo e
pessoal técnico especializado. As duas versões da PCR diferem
em vários aspectos, como sensibilidade, especificidade, limite mínimo
de detecção e equipamentos requeridos, entre outros. As principais
características comparativas destes dois métodos estão descritas na
Tabela 1.
Tabela 1. Características dos métodos
de PCR convencional e em tempo real padronizados no IAL.
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Características
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PCR convencional
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PCR em tempo real
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Equipamentos necessários
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Três (termociclador; sistema de eletroforese:
cuba+fonte de alimentação; sistema de fotodocumentação)
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Um único equipamento (amplificação e detecção
simultânea)
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Especificidade
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Menor especificidade em relação à PCR em
tempo real
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Maior especificidade em relação ao PCR
convencional devido à presença de uma sonda
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Sensibilidade1
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Limite de detecção entre 2 a 20 pg/reação
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Limite de detecção em torno de 200 fg/reação
(10 a 100 x maior)
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Sistema
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Não-automatizado
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Automatizado
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Resultados
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Não são expressos em números
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São expressos em números
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Interpretação dos resultados
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Baseado na observação de banda em gel de
agarose
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Baseado em valores de Ct, determinados por um
software
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Quantificação do DNA
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Não permite
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Permite
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Sim
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Não
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Tempo de execução
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6 a 8 horas
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2 a 3 horas
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N. amostras por corrida
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42 amostras em duplicata + controles
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Custo
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Menor em relação ao PCR em tempo real
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Maior em relação ao PCR convencional
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Limitações do método (proposto pelo IAL)1
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podem detectar eventuais falsos positivos para Spn3
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Não detectam cepas de Hi2 dos
sorotipos e/f e cepas não-capsuladas; podem detectar eventuais
falsos positivos para Spn3
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1. Dados do IAL
2. Haemophilus influenzae
3. Streptococcus pneumoniae
Padronização da PCR
convencional e em tempo real no IAL
O Instituto Adolfo Lutz
(IAL) padronizou as metodologias de PCR convencional e em tempo real
para a detecção, em amostras clínicas, dos três principais agentes
causadores de meningites bacterianas (Men, Spn e Hi), baseados em
trabalhos anteriormente publicados por Carvalho1, Corless2, Forbs3, Mothershed4 e Taha5. Nestes
métodos os ensaios foram padronizados no formato triplex para a detecção de N.
meningitidis, S. pneumoniae e H. influenzae.
Padronização
da PCR convencional
A
metodologia de PCR convencional padronizada no IAL baseia-se na
detecção simultânea de três genes:
o crgA, envolvido no processo de adesão de N. meningitidis
à mucosa de orofaringe humana; o lytA, responsável pela
produção de autolisina em S. pneumoniae;
e o ompP2, responsável por uma proteína de membrana externa em H.
influenzae.
Algumas restrições para esta metodologia são:
I)
como as cepas
de H. aegyptius também são portadoras
do gene ompP2,
a detecção deste gene poderia ser um resultado positivo para H.
influenzae ou H. aegyptius, entretanto, o H.
aegyptius é raramente encontrado no líquor, sendo mais freqüente
no soro e apenas nos casos de febre purpúrica brasileira e
II)
como algumas
cepas de Streptococcus do grupo viridans possuem o gene lytA,
a detecção da presença deste poderia
indicar um resultado positivo para S. pneumoniae ou para Streptococcus
do grupo viridans, porém, cepas do grupo viridans com
o gene lytA não foram, até o momento, isoladas de LCR
e/ou soro em nossos laboratórios.
Padronização
da PCR em tempo real
A PCR em tempo real proposta pelo IAL baseia-se na
detecção simultânea de três genes na mesma reação: o gene ctrA,
que está envolvido no processo de transporte da cápsula
polissacarídica através da membrana externa de N. meningitidis;
o gene lytA, responsável pela produção da autolisina em S.
pneumoniae; e o gene bexA, responsável pela expressão da cápsula
polissacarídica em H. influenzae.
As restrições para esta metodologia são:
I)
o gene bexA,
alvo para a detecção de H. influenzae, apresenta diferenças
estruturais entre os seis sorotipos de H. influenzae.
Neste ensaio, a sonda (probe) utilizada irá detectar somente
cepas de H. influenzae dos sorotipos “a, b, c, d”.
As cepas dos sorotipos “e” e “f”, bem como as
não-tipáveis, não serão detectadas por esse método;
II)
o gene bexA
também não está presente em cepas não-capsuladas de Hi e
III)
como algumas cepas de Streptococcus do grupo viridans
possuem o lytA,
a detecção da presença deste gene poderia ser um resultado positivo
para Spn ou
Streptococcus do grupo viridans, como ocorre na PCR
convencional.
Padronização da PCR para genogrupagem de N. meningitidis
Os
sorogrupos de N. meningitidis são baseados em diferenças
antigênicas de seus polissacarídeos
capsulares e, geralmente, caracterizados pela reação de aglutinação
em lâmina com diferentes anti-soros policlonais específicos para cada
sorogrupo. Estes sorogrupos
também podem ser caracterizados diretamente no LCR e no soro
pela contraimunoeletroforese (CIE) e pelo teste de aglutinação do
látex.
O ensaio de PCR multiplex pode ser utilizado como um método
indireto para caracterizar estes sorogrupos diretamente no LCR e soro.
Ele se baseia na detecção dos genes específicos relacionados à
biossíntese dos polissacárides capsulares responsáveis pelos
diferentes sorogrupos.
O
IAL também padronizou a PCR para genogrupagem de N. meningitidis,
tanto em versão convencional quanto em tempo real, com base em
trabalhos publicados por Taha5
e Mothershed4 et al.
Para a genogrupagem da N.
meningitidis pela PCR convencional são pesquisados cinco genes
específicos para os diferentes sorogrupos: genes orf2 para o
sorogrupo A, siaD para os sorogrupos B e C, synF para o
sorogrupo W135 e synG
para o sorogrupo Y. Na PCR em tempo real, a genogrupagem de N.
meningitidis é baseada na detecção de seis genes específicos
para os sorogrupos A (orf2), B e C (siaD), W135 (synF),
Y (synG) e X (xcbB).
As
duas metodologias são aplicadas somente em amostras de LCR e/ou soro
que apresentarem, previamente, resultados positivos para a presença dos
genes crgA ou ctrA. Embora não incluam iniciadores para a
detecção de genes dos 12 sorogrupos de N. meningitidis
existentes, as metodologias padronizadas englobam, pelo menos, os cinco
sorogrupos prevalentes no mundo. A limitação do método consiste na
falha da determinação do genogrupo em cerca de 20% das amostras
previamente positivas para o gene ctrA/crgA. Entretanto,
até o momento não foram encontradas restrições para o método.
Parâmetros
avaliados
Especificidade
As metodologias de PCR convencional
e em tempo real foram testadas contra um painel de 300 cepas
pertencentes a 32 espécies diferentes. Ambos os métodos apresentaram
especificidade e sensibilidade de 100%.
Limite mínimo de detecção de N. meningitidis,
S. pneumoniae e H. influenzae
O
limite mínimo de detecção da PCR depende do método utilizado. Para a
PCR convencional os limites foram de 2 pg para N. meningitidis
(aproximadamente 800 cópias do DNA alvo) e
de 20 pg para S. pneumoniae e H. influenzae (em torno de
8.000 cópias do DNA alvo) na amostra. Por outro lado, os limites
mínimos de detecção para a PCR em tempo real foram
de 200 fg (aproximadamente 80 cópias do DNA alvo) para os três
agentes (N. meningitidis, S. pneumoniae e H. influenzae), sendo
10 a 100 vezes maior quando comparado com a
PCR convencional.
Limite mínimo de detecção na genogrupagem de N.
meningitidis
O limite
mínimo de detecção da PCR de genogrupagem também vai depender do
método utilizado. Para a PCR convencional os limites foram de 20 pg
para N. meningitidis dos sorogrupos A, B e C (em torno de 8.000
cópias do DNA alvo) e de 2 ng para os sorogrupos W135 e Y (80.000
cópias do DNA alvo) na amostra.
Os limites mínimos de detecção para a PCR
de genogrupagem em tempo real foram de 200 fg (em torno de 80 cópias),
2 pg (800 cópias), 20 pg (8.000 cópias), 200 pg (80.000 cópias) e de 2 fg
(0,8 cópia) para N. meningitidis dos sorogrupos A e C, B, W135, Y e X,
respectivamente.
Dados preliminares do uso da PCR no diagnóstico das
meningites bacterianas
Dados preliminares mostraram um aumento na positividade
para N. meningitidis em relação à CIE de 31% com o emprego da
PCR convencional e em tempo real. Se considerarmos os casos positivos
para S. pneumoniae detectados pela PCR, a positividade total em
relação à CIE aumenta em torno de 50% com o uso da PCR convencional e
em tempo real.
Solicitação do exame (PCR
para meningites bacterianas)
A
introdução e a aplicação desta nova metodologia visam reduzir o
número de casos de meningite bacteriana com agente etiológico
não-determinado. O IAL incluiu esta PCR no seu painel de exames
laboratoriais; entretanto, em virtude de sua
complexidade e alto custo, o método será introduzido na rede
hospitalar de maneira controlada.
Em
um primeiro momento, o IAL irá oferecer este exame apenas para dois
hospitais da rede pública: o Instituto de Infectologia Emílio Ribas e
o Hospital Santa Marcelina – Itaquera. Os dois foram selecionados pelo
IAL em conjunto com a Divisão de Doenças de Transmissão Respiratória
(DDTR), do Centro de Vigilância Epidemiologica “Prof. Alexandre
Vranjac” (CVE), e o Subsistema de Vigilância Epidemiológica em
Âmbito Hospitalar (SVEAH), órgãos da Coordenadoria de Controle de
Doenças, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (CCD/SES-SP).
Para tanto, levou-se em consideração a demanda e a importância destes
hospitais no diagnóstico e no tratamento das meningites bacterianas.
O exame de líquor e soro por PCR
para a pesquisa de N. meningitidis, H. influenzae e S.
pneumoniae encontra-se disponível para as duas unidades desde o dia
2 de abril de 2007.
Condições
da amostra
A mesma amostra destinada à CIE
poderá ser utilizada para a PCR, devendo apresentar as seguintes
condições:
I.
O volume ideal de 600 mL. Amostras com volumes menores que o ideal
serão processadas, entretanto, o resultado do exame poderá ser
prejudicado e esta observação constará no laudo;
II.
Apresentar características quimiocitológicas e/ou clínica
compatíveis com as de meningite bacteriana;
III.
Estar acompanhada do formulário de requisição do exame devidamente
preenchido, de forma legível, de preferência feito na ficha do Sistema
Nacional de Agravos de Notificação (Sinan). Este formulário deverá
conter carimbo ou nome por escrito ou impresso do médico, sua
assinatura ou rubrica e seu número no Conselho Regional de Medicina
(CRM);
IV.
Ser encaminhada ao Instituto Adolfo Lutz, através do Setor de Coleta, e
ser registrada com o número IAL;
V.
Ser coletada em condições assépticas e estar devidamente
acondicionada em tubo ou frasco íntegro (não esteja trincado, quebrado
ou rachado);
VI.
Ser identificado, de forma legível, com o nome do paciente e tipo de
amostra (LCR ou soro), o tubo/frasco contendo a amostra e
VII.
Ser encaminhada no gelo, no máximo 24 horas após a coleta. As amostras
também poderão ser congeladas por longos períodos a -20°C ou -70°C
e encaminhadas ao IAL congeladas.
Caso a amostra não esteja em
conformidade com os critérios estabelecidos acima, a mesma será
rejeitada e devolvida para a unidade requisitante.
Processamento
das amostras
As
amostras serão processadas em no mínimo 12 horas após seu recebimento
no laboratório.
Apresentação de resultado
Os resultados do exame
serão encaminhados na forma de laudo para a unidade requisitante. No
laudo constará o seguinte resultado:
- Presença de gene
compatível com N. meningitidis ou S. pneumoniae ou H.
influenzae por PCR convencional ou em tempo real.
- Ausência de genes
compatíveis com N. meningitidis, S. pneumoniae e H.
influenzae por PCR convencional ou em tempo real.
Ou
para a genogrupagem de N. meningitidis
- Presença de gene
compatível com sorogrupo A, B, C, W135 ou Y de N. meningitidis por
PCR convencional ou em tempo real.
- Ausência
de genes compatíveis com os sorogrupos A, B, C, W135 e Y de N.
meningitidis por PCR convencional ou em tempo real.
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McCaustland K, Weidlich L, McGee, L, Mayer, LW, Steigerwalt A, Whaley,
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Simultaneous detection of Neisseria meningitidis, Haemophilus
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Real-Time PCR. J. Clin. Microbiol. 2001; 39:1553-1558.
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