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O
Plano de Erradicação do Sarampo, adotado em toda região das Américas,
num objetivo comum a todos os países desde 1994, preconiza ações para
investigação de todos os casos suspeitos de sarampo e efetivação das
medidas de prevenção e controle da doença. Com isso o sarampo
praticamente desapareceu do continente americano.
A transmissão do vírus do sarampo foi interrompida no Brasil em 2000. Nos últimos cinco anos, houve dez casos da doença, quatro deles
em residentes no Estado de São Paulo e seis em pessoas que estiveram em
trânsito no Estado. Todos estes casos foram relacionados à importação
do vírus. Os doentes não eram vacinados e contraíram o sarampo em
outros países, onde a doença continua como endêmica ou epidêmica, ou
foram infectados por pessoas que haviam viajado ao Exterior.
Os profissionais de saúde, das redes pública e privada, devem estar
alerta à possibilidade de importação do vírus do sarampo,
notadamente no período de retorno dos participantes da Copa do Mundo de
Futebol de 2006, na Alemanha, onde surtos de sarampo vêm ocorrendo
desde o início deste ano, assim
como em outros países da Europa.
A definição de caso suspeito de
sarampo é:
“Toda pessoa que apresente febre
e exantema acompanhados de um ou mais dos seguintes sinais e sintomas:
tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite, independente da idade e situação
vacinal”.
Todo caso suspeito de sarampo deve ser
notificado imediatamente à Vigilância Epidemiológica, com especial
atenção às pessoas
com história recente (30 dias) de viagem à Europa, ou que tiveram
contato com pessoas que viajaram ao Exterior, para imediata realização
das medidas de prevenção e controle (vacinação de rotina, vacinação
de bloqueio, busca ativa de casos, busca de faltosos etc.), no intuito
de evitar a reintrodução do vírus do sarampo no Estado.
A monitoração das doenças exantemáticas e a confirmação
laboratorial de todo caso suspeito de sarampo revestem-se de suma importância,
tendo em vista a situação epidemiológica atual da doença no País.
Portanto, os casos suspeitos devem ser acompanhados da coleta de
amostras biológicas (sangue e urina) para diagnóstico sorológico e
isolamento viral, as quais devem ser enviadas ao Instituto Adolfo Lutz,
laboratório de referência em São Paulo para o Plano de Erradicação do
Sarampo.
A vacina tríplice viral, SCR (contra sarampo, caxumba e rubéola), é a
medida de prevenção mais eficaz contra o sarampo. No calendário
nacional de vacinação de rotina, a primeira dose deve ser administrada
a toda criança de 1 ano de idade e uma segunda dose àquelas de 5 a 6
anos de idade.
A
vacina SCR também é recomendada às pessoas que viajam ao Exterior,
principalmente a locais onde há circulação viral atual, profissionais
que atuem no setor de turismo, motoristas de táxi, funcionários de hotéis
e restaurantes, e outros que mantenham contato com viajantes
internacionais, além dos profissionais
de saúde, que atenderão os possíveis casos.
Todo
caso suspeito de sarampo deve ser notificado às Secretarias de Saúde
dos municípios e do Estado. A notificação ao órgão estadual deve
ser feita pelas Diretorias Regionais de Saúde (DRIs) e pela Central de
Vigilância Epidemiológica do CVE, que atende 24 horas, pelo telefone
0800-0555466 ou pelo fax (11) 3066-8132. No âmbito federal, os casos
devem ser notificados ao Ministério da Saúde, por meio da SVS/Cover
– GT Exantemáticas, pelos telefones (0XX61) 3315-2755/3520, e para o
Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS).
O telefone de plantão do CIEVS é 0800-6446645, e-mail notifica@saude.gov.br.
O EPI-SUS atende às notificações pelo telefone (0xx61) 9961-5510.
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