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Parte da história da Divisão de Imunização está na mudança dos calendários vacinais, quer devido à mudança na situação epidemiológica das doenças imunopreveníveis ou da inclusão de novas vacinas.
A primeira Norma do Programa de Vacinação da Secretaria da Saúde Pública (antiga denominação da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo) foi implantada em 1968 e recomendava:
- BCG oral: entre 3 e 7 dias de vida, realização de teste tuberculínico aos 12 meses de idade e revacinação nos casos não reatores.
- Vacina contra poliomielite e DPT (contra difteria, coqueluche e tétano): três doses básicas com intervalo de dois meses e três doses básicas da vacina DPT com intervalo de um mês. Naquela época, o intervalo mínimo entre as doses de Sabin era de um mês. O primeiro reforço da vacina Sabin e DPT era aplicado entre 15 e 18 meses de idade e o segundo entre 3 e 4 anos; um terceiro reforço, somente contra tétano, ao entrar na escola, aos 7 anos.
- Vacina dupla tipo infantil (DT): entre 4 e 6 anos de idade.
- Vacinação de gestantes: especialmente na área rural, a partir do 5º mês de gestação. Esquema de três doses com intervalo de um mês.
- Vacina contra varíola aplicada aos 8 meses e aos 5 anos de idade. Reforços a cada cinco anos.
Calendário de 1975
- Substituição da vacina BCG oral pela BCG-ID, um produto mais termoestável.
- Introdução da vacina dupla tipo adulto (dT) para as pessoas a partir de 7 anos de idade. O toxóide tetânico (TT) era aplicado para os maiores de 14 anos.
Calendário de 1979
- A vacina contra varíola deixou de ser obrigatória no primeiro ano de vida. A partir de maio de 1980, com a certificação da erradicação global da doença pela Assembléia Mundial de Saúde, a vacinação foi extinta.
- Introdução da segunda dose da vacina contra o sarampo aos 15 meses de idade.
Calendário de 1984
- Ampliação da faixa etária de aplicação da vacina BCG-ID, para durante o primeiro ano de vida.
- Vacina contra o sarampo: dose única aos 9 meses de idade
- Vacina contra a poliomielite e DPT: ambas as vacinas passam a ser aplicadas simultaneamente aos 2, 4 e 6 meses de idade.
- Implantação do Sistema Estadual de Notificação e Investigação de Eventos Adversos.
Calendário de 1989
- Vacina BCG: volta a indicação para ser aplicada ao nascer.
- Vacina contra o sarampo: reintrodução da segunda dose aos 15 meses de idade.
- Reforços da vacina contra poliomielite e DPT: o primeiro reforço é antecipado para 15 meses e o segundo, transferido para 5 a 6 anos de idade.
- Introdução dos reforços da vacina dT a cada dez anos.
Calendário de 1998
- Introdução da vacina contra hepatite B ao nascer, simultaneamente com a vacina BCG-ID. A vacina contra hepatite B foi introduzida a partir de 1990 para pacientes politransfundidos e renais crônicos em tratamento em Centros de Diálise. Em 1991 a sua utilização foi ampliada para os profissionais de saúde. Em 1997 passou a fazer parte do calendário básico, indicada para todas as crianças até 2 anos de idade.
- Introdução da vacina tríplice viral (SCR – contra o sarampo, caxumba e rubéola), a partir de 1992.
- Vacina contra febre amarela: passa a ser aplicada na rotina, a partir dos 9 meses de idade, nos municípios com infestação domiciliar de
Aedes aegypti.
- Criação dos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (Cries), em 1993, com a inauguração do CRIE do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC/FMUSP).
Calendário de 2000
- Introdução da vacina contra H. influenza, simultaneamente com a vacina DPT, aplicada aos 2, 4 e 6 meses. A partir de 2002, ambos os produtos foram aplicados de modo combinado (tetravalente).
- Vacina contra o sarampo: suspensa a dose dos 9 meses e aplicada em apenas uma dose de modo combinado com as vacinas contra a caxumba e rubéola (tríplice viral).
Calendário de 2006
- Inclusão da vacina contra o rotavírus, março 2006.
- Vacina tríplice viral: inclusão da segunda dose aos 15 meses de idade, a partir de agosto de 2004.
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