|
Introdução
O rotavírus é um vírus da família Reoviridae
que causa diarréia grave, freqüentemente acompanhada de febre e
vômito. É, hoje, considerado um dos mais importantes agentes
causadores de gastroenterites e óbitos em crianças menores de 5 anos,
em todo o mundo. A maioria das crianças se infecta nos primeiros anos
de vida, porém os casos mais graves ocorrem principalmente em crianças
até 2 anos de idade. Em adultos é mais rara, tendo sido relatados
surtos em espaços fechados, como escolas, ambientes de trabalho e
hospitais1.
Até o momento, são reconhecidos sete diferentes
grupos de rotavírus, designados de A a G. Os rotavírus do grupo A
destacam-se como os de maior importância epidemiológica. O vírus
contém no genoma o RNA fragmentado de dupla cadeia, que sintetiza
proteínas não estruturais (persistem apenas na morfogênese viral) e
as proteínas estruturais: VP1, VP2 e VP3 – componentes do core viral e
VP7 (glicoproteína G) e VP4 (proteína P, sensível à protease) na
camada externa. As duas últimas constituem os maiores antígenos
envolvidos na neutralização viral e são responsáveis pela
definição dos diferentes sorotipos1.
 Encontram-se
descritos dez sorotipos de VP7 e oito de VP4 capazes de infectar o
homem, com possibilidade teórica de 80 combinações. Os sorotipos
G1P[8], G2P[4], G3P[8], G4P[8] e G9P[8] ocorrem com maior freqüência
no mundo todo, dentre estes a cepa G1P[8] é a predominante. A cepa G9
tem emergido desde os anos 1990 e predomina em algumas regiões. No
Estado de São Paulo, observou-se também a circulação do G12.
A doença apresenta curto período de incubação, com início
abrupto, vômitos em mais de 50% dos casos, febre alta e diarréia
profusa, culminando em grande parte dos casos com desidratação. O uso
do soro de reidratação oral tem-se revelado altamente eficaz no
combate à desidratação destes casos.
A transmissão é fecal-oral (alta excreção nas fezes
– um trilhão
de partículas virais/ml de fezes), por água ou alimentos, por contato
pessoa a pessoa, objetos contaminados e, provavelmente, também por
secreções respiratórias. A sazonalidade das infecções,
estendendo-se desde o outono até a primavera, é observada nos países
de clima temperado. Nas regiões tropicais as infecções ocorrem o ano
todo.
O elevado potencial disseminador e a grande variedade de cepas
circulantes do rotavírus, favorecidos por fatores como o clima,
conglomerados urbanos de alta densidade populacional, convivência em
creches e outros ambientes fechados, demonstram que, além das medidas
tradicionais de higiene e de saneamento básico para sua prevenção, a
perspectiva real para o seu controle seria a introdução de uma vacina
eficaz e segura no calendário de vacinação infantil.
A introdução da vacina no calendário nacional está prevista para
março de 2006 e atenderá a crianças nascidas a cada ano, a partir dos
dois meses de idade.
Situação Epidemiológica
No mundo cerca de 125 milhões de episódios
diarréicos por rotavírus ocorrem globalmente a cada ano, causando
entre 600.000 a 870.000 óbitos. Estima-se que no Brasil a taxa média
de diarréia em crianças menores de 3 anos de idade seja de 2,5
episódios por criança/ano, das quais 10% (0,25) se associam aos
rotavírus2. Em 2003, de acordo com os dados do
Datasus, ocorreram 269.195 internações por diarréia em crianças
menores de 5 anos. Considerando-se que 34% destas internações
associam-se aos rotavírus, é plausível estimar que, em 2003,
ocorreram 91.526 internações por este agente infeccioso.
A partir da implantação no Estado de São Paulo, em
1999, da vigilância da doença diarréica, por meio do programa de
Monitorização da Doença Diarréica Aguda (MDDA) e de outros sistemas
complementares, tem sido possível estimar a incidência da diarréia e,
ao mesmo tempo, detectar surtos e epidemias por doenças veiculadas por
água e alimentos. Os dados quantitativos de diarréia por município,
coletados pelo programa, permitem também estruturar outros estudos para
conhecer a etiologia das diarréias.
Cabe destacar que surtos de rotavírus têm sido
freqüentemente detectados pelo programa de MDDA, a partir da
investigação do aumento de casos de diarréia nas semanas
epidemiológicas. O aumento de surtos por rotavírus pode ser observado
ao longo do tempo, mesmo considerando a maior sensibilidade do sistema
de vigilância em captação das diarréias: em 1999, entre o total de
surtos de diarréia com etiologia identificada, 7,7% correspondiam a
surtos de rotavírus, com 2,7% do total de casos; em 2004, mais de 20%
dos surtos foram por rotavírus, representando quase 50% do total de
casos.
Para determinar a incidência da gastroenterite por
rotavírus e conhecer seu impacto na população, o Centro de
Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac”, em conjunto
com outras entidades, desenvolveu uma pesquisa sobre a diarréia por
rotavírus em menores de 5 anos, nos municípios de Rio Claro, no
Interior do Estado, e Guarulhos, na Grande São Paulo, no período de 17
de fevereiro de 2004 a 16 de fevereiro de 2005.
Os resultados mostraram que diarréias por rotavírus
representaram entre 6,5% a 17,9% do total das diarréias, com
coeficientes de incidência variando de 6,6 a 16,3 casos de rotavírus
por 1.000 crianças menores de 5 anos, em Rio Claro e Guarulhos,
respectivamente. Por sua vez, o coeficiente de incidência da diarréia
aguda por diversas etiologias variou de 91,1 casos por 1.000 crianças
menores de 5 anos em Guarulhos a 101,7, em Rio Claro.
Utilizando as faixas de variação dos indicadores
construídos e extrapolando-os para o Estado de São Paulo, estimou-se
que possam ocorrer de 22.000 a 55.000 casos de rotavírus entre as mais
de 300.000 diarréias agudas por diversas etiologias, e que o vírus é
responsável por 26.000 a quase 70.000 consultas médicas/ano em
ambulatórios, serviços de emergência e hospital.
Em Guarulhos, houve predominância dos genótipos
G9P[8], tendo sido detectado um novo genótipo circulante, o G12. Em Rio
Claro, observou-se a predominância do G1P[8]. Tendências a serem
monitoradas ao longo do tempo e importantes para a avaliação da
introdução da vacina como medida de prevenção.
O custo anual estimado causado pela diarréia por
rotavírus no Estado de São Paulo é maior que U$ 1 milhão.
Estes resultados indicam que o rotavírus é um importante agente
causador de diarréia entre os menores de 5 anos, reforçando a
necessidade de melhores estratégias de prevenção, tais como a
introdução de vacina no calendário infantil para diminuição dos
danos e custos da doença. A introdução desta nova vacina no
calendário básico, certamente, contribuirá para a redução dos casos
de diarréia por rotavírus.
Vacinas contra rotavírus
As vacinas de primeira geração contra rotavírus,
desenvolvidas no início da década de 1980, foram de origem animal
(bovina e símia). A grande variabilidade nos resultados dos estudos de
campo atribuiu-se ao fato dessas vacinas não oferecerem proteção
contra os sorotipos epidemiologicamente mais importantes3.
As vacinas de segunda geração foram de natureza
antigênica polivalente e com rearranjo genético, na tentativa de
ampliar a proteção contra os sorotipos G1 a G4. A primeira foi
licenciada nos Estados Unidos, em 1998. Era uma vacina oral, atenuada,
tetravalente, com rearranjo símio e humano (RotaShield®, Wyeth-Lederle),
aplicada no esquema de três doses aos 2, 4 e 6 meses de idade. A sua
utilização foi suspensa em julho de 1999, após a aplicação de cerca
de 1,2 milhões de doses em 600.000 lactentes, devido ao aumento de
casos de invaginação intestinal.
Em 2000 teve início um estudo com uma outra vacina
oral atenuada, a RIX4414, na Finlândia, de origem humana (Rotarix®,
GlaxoSmithKline Biologicals), com elevada imunogenicidade, eficácia e
segurança.
Há, ainda, estudos publicados que utilizam uma
vacina oral atenuada pentavalente, com rearranjo humano-bovino, G1, G2,
G3, G4 e P[8] (RotaTeq®, Merck), também com elevada proteção para
as formas graves de diarréia. A redução de hospitalização, após a
terceira dose para os sorotipos G1-G4 foi de 94,5% (IC95%:91,2-96,6%), a
eficácia para qualquer gravidade de diarréia foi de 74,0% (IC
95%:66,8-79,9%) e a eficácia para diarréia grave foi de 98,0% (IC95%:
88,3-100%). Nestes estudos não foi observado risco aumentado para a
ocorrência de invaginação intestinal4.
Dentre outras vacinas contra rotavírus em estudo no
mundo temos: a multivalente de rearranjo bovino e humano (UK-bovine-human
reassortant strains, NIH, Bethesda) e a RV3 (University of Melbourne,
Austrália). Na China, desde 2000, utiliza-se uma vacina monovalente de
origem de cepa de carneiro5,6.
Em 2006 será incluída a vacina contra rotavírus no calendário
brasileiro. A vacina utilizada será a Rotarix® do laboratório
GlaxoSmithKline Biologicals7.
Composição
É uma vacina oral, atenuada, monovalente (G1P1A[8]),
cepa RIX4414 (Rotarix®, GlaxoSmithKline Biologicals). Cada dose da
vacina oral contra rotavírus contém:
- no mínimo 106,0
CCID50 da cepa vacinal
- sacarose 9mg, dextrana 18 mg, sorbitol 13,5 mg,
aminoácidos 9 mg e meio Eagle modificado por Dulbecco (DMEM) 3,7mg
- carbonato de cálcio 80 mg, goma de xantana
3,5mg, água para injeção 1,3 ml
Após a reconstituição cada dose corresponde a 1
ml.
Apresentação e via de administração
A
vacina é apresentada na forma de monodose.
O aplicador contendo o diluente deve ser agitado
vigorosamente, para total homogeneização, antes da introdução do
líquido no frasco ampola.
Retirar a tampa do frasco-ampola e acoplar o
adaptador (peça plástica com dispositivo pontiagudo) firmemente no
frasco ampola.
Conectar o aplicador (com o diluente completamente
homogeneizado) e introduzir a solução no frasco. Mantendo o aplicador
fixado (segurar o êmbolo) agitar o frasco-ampola até a completa
dissolução do liófilo.
Aspirar todo o conteúdo da solução e administrar
cuidadosamente na boca da criança.
A administração desta vacina é EXCLUSIVAMENTE
ORAL.
Conservação
O frasco com o produto liofilizado e o aplicador
com o diluente devem ser conservados entre 2ºC e 8ºC positivo. A
vacina não deve ser congelada. Após a reconstituição, deve ser
aplicada de imediato; caso contrário a solução poderá ser utilizada
até 24 horas, desde que esteja sob conservação entre 2ºC e 8ºC e
não haja contaminação. Recomenda-se, para melhor acondicionamento
nesta situação, manter a solução no aplicador com a tampa de
borracha. Não esquecer de homogeneizar a solução novamente
antes da administração.
Estudos de eficácia
Dos estudos de eficácia da vacina Rotarix â,
participaram lactentes entre 6 e 13 semanas de idade de 11 países da
América Latina, incluindo o Brasil (Belém/PA). Do total de lactentes,
10.159 receberam a vacina e 10.010, placebo.
A eficácia na prevenção de diarréia grave foi de
84,7% (IC95%:71,7-92,4%), para hospitalização 85% (IC95%:69,6-93,5%).
A eficácia para prevenção de diarréia grave, incluindo todos os
sorotipos do grupo G, foi de 91,8% (IC95%:74,1-98,4%). Para os sorotipos
G3P [8],
G4[8]
e G9P[8]
foi de 87,3% (IC95%:64,1-96,7%) e para o sorotipo G2P[4]
foi menor, 41,0% (IC95%:-79,2-82,4). A proteção tem início cerca de
duas semanas após a segunda dose8,9.
Esquema vacinal, idade mínima e máxima e intervalo entre as doses
O esquema vacinal recomendado é de duas doses, aos 2 e 4 meses de
idade, simultaneamente com as vacinas Tetravalente (DTP/Hib) e Sabin. O
intervalo mínimo entre as duas doses é de quatro semanas.
Para esta vacina algumas restrições são recomendadas:
- deve ser aplicada aos 2 meses de idade;
- idade mínima de 1 mês e 15 dias de vida (seis semanas) e
- idade máxima de 3 meses e 15 dias de vida (14 semanas).
- deve ser aplicada aos 4 meses de idade;
- idade mínima de 3 meses e 15 dias de vida (14
semanas) e
- idade máxima de 5 meses e 15 dias de vida (24 semanas).
A VACINA NÃO DEVE, DE FORMA ALGUMA, SER APLICADA FORA DESTES PRAZOS.
Nos estudos realizados com as novas vacinas contra rotavírus,
considerando-se o risco aumentado de invaginação intestinal em relação
à idade de aplicação da vacina Rotashield â,
como precaução não foram aplicadas em situações fora das faixas
etárias estabelecidas.
Se ocorrer esta situação, preencher a ficha de
Notificação de Procedimentos Inadequado e acompanhar a criança por 42
dias. Na vigência de eventos adversos, preencher a ficha de Notificação
de Eventos Adversos.
Precauções na administração da vacina
-
Não repetir a dose se a criança
vomitar ou regurgitar.
-
Nenhuma dose aplicada fora dos prazos
recomendados poderá ser repetida. Nestas situações, como
precaução, esta criança deverá ser acompanhada
ambulatorialmente por 42 dias, para afastarmos a possibilidade de
ocorrência de eventos adversos. Preencher ficha de Notificação
de Procedimento Inadequado e Ficha de Notificação de Eventos
Adversos, na vigência de eventos adversos.
-
A vacina não está contra-indicada para
lactentes que convivam com pacientes imunodeprimidos ou gestantes.
-
Não há restrições quanto ao consumo de
líquidos ou alimentos, inclusive leite materno, antes ou depois
da vacinação.
-
Filhos de mães HIV+ poderão ser vacinados,
desde que não apresentem manifestações clínicas graves ou
imunossupressão.
Situações em que se recomenda o adiamento da vacinação
-
Durante a evolução de
doenças agudas febris graves, sobretudo para que seus sinais e
sintomas não sejam atribuídos ou confundidos com possíveis efeitos
adversos da vacina.
-
Crianças com diarréia
que necessitam de hospitalização.
Contra-indicações
-
Imunodeficiência
congênita ou adquirida.
-
Uso de corticosteróides
em doses elevadas (equivalente a 2 mg/kg/dia ou mais, por mais de duas
semanas), ou submetidas a outras terapêuticas imunossupressoras
(quimioterapia, radioterapia).
-
Reação alérgica grave
a um dos componentes da vacina ou em dose anterior (urticária
disseminada, broncoespasmo, laringoespasmo, choque anafilático), até
duas horas após a aplicação da vacina.
-
História de doença
gastrointestinal crônica.
-
Malformação congênita
do trato digestivo.
-
História prévia de
invaginação intestinal.
Vacinação simultânea
A vacina oral contra rotavírus poderá ser aplicada
simultaneamente com as vacinas: DTP, DTPa (acelular), Hib, Hepatite B,
Pneumococo 7-valente e Salk, sem prejuízo das respostas das vacinas
aplicadas. Até o momento, não há experiência acumulada com a
aplicação simultânea de vacina contra o meningococo.
A maioria dos estudos utilizou a aplicação da vacina com 15 dias de
intervalo com a vacina oral contra poliomielite, indicando boa resposta
para ambos imunobiológicos. Estudos realizados com a administração
simultânea da vacina rotavírus e vacina oral contra poliomielite
apresentaram redução na resposta de anticorpos IgA para a 1ª dose de
rotavírus. Após a aplicação da segunda dose não houve prejuízo da
imunogenicidade. Portanto, não ocorrendo a administração simultânea,
deve-se respeitar o intervalo de 15 dias entre as doses.
Eventos adversos
Nos estudos de segurança realizados as incidências de
febre, diarréia, vômitos, irritabilidade, tosse ou coriza não foram
diferentes entre o grupo vacinado e o grupo que recebeu placebo9.
No entanto, considerando a implantação desta nova vacina, recomenda-se a
notificação nas seguintes situações:
-
reação alérgica sistêmica grave
(até duas horas da administração da vacina);
-
presença de sangue nas fezes até
42 dias após a vacinação e
-
internação por abdome agudo
obstrutivo até 42 dias após a aplicação.
Nas situações de reação alérgica e internação
por abdome agudo obstrutivo, solicitamos a notificação imediata à
Central do CVE, pelo telefone 0800 0555466.
Invaginação intestinal
É uma forma de obstrução intestinal na qual um
segmento do intestino invagina sobre o outro segmento, localizado mais
distalmente, causando obstrução intestinal e compressão vascular da
alça invaginada. Tem maior ocorrência em crianças entre 4 e 9 meses de
idade, sendo uma das causas mais freqüentes de abdômen agudo nesta faixa
etária. O lactente apresenta náusea, vômitos, dor abdominal e, às
vezes, pode apresentar fezes com muco e sangue (“geléia de morango”).
O tratamento pode ser conservador, no entanto, em algumas situações, o
tratamento cirúrgico é indicado10.
Um estudo caso-controle foi realizado com objetivo de
avaliar o risco de invaginação intestinal após a aplicação da vacina
RotaShield® e observou um risco aumentado, principalmente após a
primeira dose, cerca de 3 a 14 dias após a vacinação (OR ajustado = 21,7, IC95%: 9,6-48,9)11. Verificou-se, também, um risco aumentado
em relação à idade de aplicação da primeira dose: 1 e 2 meses de
idade (OD= 5,7, IC95%:1,2-28,3), 3 e 4 meses (OD= 10,5, IC 95%:4,0-27,4),
5 e 11 meses ( OD= 15,9, IC 95%: 4,6-54,2)12, 13,14.
Para avaliar o risco de invaginação intestinal com a
vacina Rotarixâ foram acompanhados 63.225
lactentes sadios em 11 países da América Latina e na Finlândia, dos
quais 31.673 receberam as duas doses da vacina e 31.552 receberam placebo.
Nos 30 dias subseqüentes à vacinação ocorreram 13 casos de
invaginação: seis no grupo que recebeu Rotarixâ
e sete no grupo placebo (RR=0,85, IC95% 0,30-2,42). Neste estudo não foi
demonstrado risco aumentado de invaginação intestinal no grupo vacinado9,15.
Referências Bibliográficas
-
Oliveira CS, Gabbay YB, Ishak R,
Linhares AC. Gastroenterites virais. In Farhat et al.
Infectologia Pediátrica. São Paulo. 2ª ed. Atheneu. 1998
-
Linhares AC. Epidemiologia das infecções por
rotavírus no Brasil e os desafios para o seu controle. Cad
Saúde Pública 2000; 16(3):629-46.
-
Oliveira CS. Eficácia clínica da vacina
Tetravalente (RRV-TV), contra rotavírus em Belém, Pará. [Dissertação
de Mestrado].Pará.
Universidade Federal do Pará. 1998.
-
Vesikari T, Matson DO, Dennehy P, Damme PV,
Santosham M, Rodriguez Z et al. Safety and efficacy of a pentavalent
human-bovine (WC3) reassortant rotavirus vaccine. N Engl J Med
2006;354:23-33.
-
Bresee JS, Parashar UD, Widdowson MA, Gentsch JR,
Steele AD, Glass RI. Update on rotavirus vaccines. Pediatr Infect
Dis J 2005; 24(11):947-52.
-
Glass RI, Bresee JS, Parashar UD, Jiang B,
Gentsch. The future of rotavirus vaccines: a major setback leads to
new opportunities. Lancet 2004; 363:1547-50.
-
Brasil. Informe técnico da vacina oral contra
rotavírus humano. CGPNI/DEVEP/SVS/MS, 2005. Disponível em: www.saude.gov.br.
-
Salinas B, Schael IP, Linhares AC, Ruiz P,
Guilhermo M, Guerrero ML et al. Evaluation of safety, immunogenicity
and efficacy of an attenuated rotavirus vaccine, RIX4414. A
randomized, placebo-controlled trial in Latin American infants. Pediatr
Infect Dis J 2005; 24(9):807-15.
-
Palacios GMR, Schael IP, Velázquez R, Abate H,
Breuer T, Clemens SC et al. Safety and efficacy of an attenuated
vaccine against severe rotavirus gastroenteristis. N Engl J Med
2006; 354:11-22.
-
Maksoud JG. Invaginação intestinal. In:
Marcondes E et al. Pediatria Básica. 9ª. Ed. Sarvier, 2003.
-
Murphy TV, Gargiullo P, Massoudi MS, Nelson DB,
Jumaan AO, Okoro CA et al. Intussusception among infants given an
oral rotavirus vaccine. N England J Med 2001; 344:564-72.
-
Simonsen L, Voboud C, Elixhauser A, Taylor RJ,
Kapikian AZ. More on RotaShield and intussusception: the role of age
at the time of vaccination. JID 2005:192(Suppl1):S36-42.
-
Harber P, Chen RT, Zanardi LR, Mootrey GT,
English R, Braun MM and the VAERS Working Group. An analysis of
rotavirus vaccine report to the vaccine adverse event reporting
system: more than intussusception alone? Pediatrics 2004;
113:353-9.
-
Kramarz P, France EK, DeStefano F, Black S,
Shinefield H, Ward J et al. Population-based study of rotavirus
vaccination and intussusception. Pediatr Infect Dis J
2001, 410-6.
-
Bines JE, Kohl KS, Forster J, Zanardi LR, Davis
RL, Hansen J et al. Acute intussusception in infants and children as
na adverse events following immunization: case definition and
guidelines of data collection, analysis and presentation. Vaccine
2004; 22:569-574.
|