Informe Mensal sobre Agravos à Saúde Pública   ISSN 1806-4272

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Maio, 2005   Ano 2   Número 17                                                                     retorna
Campanha Nacional de Vacinação Contra Influenza 2005

Divisão de Imunização
Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac” - CVE
Coordenadoria de Controle de Doenças - CCD
Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo



A influenza (gripe) é uma doença viral aguda do trato respiratório, caracterizada pelo início súbito de febre, calafrios, dor de garganta, cefaléia, mialgia e tosse não produtiva. Nos idosos é mais freqüente a ocorrência de complicações como pneumonia e são maiores taxas de hospitalizações e mortalidade.

Desde 1999 são realizadas campanhas nacionais de vacinação contra influenza e no primeiro ano, no Estado de São Paulo, 84% dos idosos foram vacinados. Nos anos de 2000, 2001 e 2002 houve uma queda nas coberturas vacinais, atingindo-se 63,9%, 66,6% e 65,6%, respectivamente. A meta a ser alcançada preconizada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI/MS) é de 70%.

Preocupados com esta situação, e com o objetivo de identificar os motivos da redução da adesão à vacinação, foram realizadas pesquisas de opinião pública junto à população-alvo das campanhas. Os resultados apontaram que os principais motivos da não-adesão foram o medo das reações da vacina e a não preocupação com a gripe. A iniciativa própria e os familiares foram apontados como os principais incentivadores, enquanto o médico foi citado como fator incentivador em apenas 10% dos casos, apesar de 80% dos entrevistados freqüentarem os consultórios habitualmente. Estas pesquisas também mostraram que quase a totalidade das pessoas vacinadas declarou não ter apresentado reação (90% em 2001 e 96% em 2002). As reações, quando citadas, foram febre, dores no corpo e na cabeça.

Considerando os resultados dessas pesquisas, as equipes técnicas das regionais e dos municípios começaram a incrementar as informações junto aos profissionais de saúde e imprensa, na tentativa de melhor esclarecer a população sobre o fato de que a vacina contra influenza é bem tolerada e pouco reatogênica, e os seus reais benefícios, que são a prevenção das complicações decorrentes da infecção pelo vírus, redução das hospitalizações e da mortalidade nos idosos e nas pessoas com doenças crônicas cardiovasculares, pulmonares e diabetes.          

Como resultado deste trabalho, em 2003 a cobertura vacinal no Estado de São Paulo aumentou para 75%, e dentre os 645 municípios, 564 alcançaram índices iguais ou superiores à meta preconizada, representando uma homogeneidade de 87%.

Em 2004, repetiu-se a estratégia de incrementar as informações dos reais benefícios da vacina contra influenza, e como êxito foi obtido um aumento da cobertura e da homogeneidade. Em comparação com o ano de 2003, cerca de 2,7 milhões de pessoas com mais de 60 anos foram vacinados, a cobertura vacinal foi de 78,06% e a homogeneidade de 94%, ou seja, apenas 39 municípios não atingiram a meta preconizada.

Em 2005, voltamos a superar a meta preconizada e dados provisórios apontam que foram vacinados cerca de 2,7 milhões de idosos, atingindo-se uma cobertura vacinal de 76,7% e uma homogeneidade de 90,5%, ou seja, 584 municípios já atingiram a meta. As regionais de Registro (DIR-XVII) e Osasco (DIR_V), mais uma vez, apresentaram as maiores coberturas vacinais do Estado, vacinando 90,87% e 88,7%  da população de idosos, respectivamente.

Cabe ressaltar que, além da divulgação nos mais variados meios de comunicação dos benefícios da vacinação e dos esclarecimentos dos principais mitos em relação à vacina contra influenza, a ação integrada com as regionais e municípios foram fundamentais para que o Estado de São Paulo atingisse a meta preconizada. Alguns municípios criaram incentivos como a realização de  bailes, “cafés da manhã”, bingos e distribuição de brindes como ocorreu em Palmital e Espírito Santo do Turvo, da Direção Regional de Saúde de Assis, e em  Corumbataí, da Direção Regional de Saúde de  Piracicaba.

Coordenadoria de Controle de Doenças