As campanhas nacionais de vacinação contra a influenza,
direcionadas às pessoas com mais de 60 anos, foram iniciadas em 1999,
em comemoração ao Ano Internacional do Idoso. Mais de 13 milhões de
brasileiros foram beneficiados em 2004 com a vacina.
No
Estado de São Paulo, cerca de 84% da população com 60 anos ou mais
de idade foram vacinadas na primeira campanha (1999), com redução dos
índices de cobertura vacinal entre 2000 e 2003 (média de 65%). Os
motivos da redução na adesão à vacinação foram identificados com
os resultados de duas pesquisas de opinião pública realizadas, em
2001 e 2002, pela Secretaria Estadual de Saúde. Apesar da baixa ocorrência
de reações vacinais, este foi um dos principais motivos relatados
pela população para não se vacinar (Bepa nº 4/2004).
Conhecendo melhor a opinião do grupo alvo da campanha sobre os
motivos da não adesão, foi possível incrementar as informações técnicas
junto aos profissionais de saúde e imprensa, na tentativa de melhor
esclarecer à população que a vacina contra a influenza é pouco
reatogênica e seus reais benefícios são: a prevenção das complicações
decorrentes da infecção pelo vírus, a redução das hospitalizações
e da mortalidade, principalmente em pessoas com doenças crônicas
cardiovasculares, pulmonares e diabetes.
Em 2004, mais de 2,7 milhões de pessoas foram vacinadas,
representando 78% da população na faixa etária acima de 60 anos.
Apenas 39 municípios dentre os 645 no Estado, não atingiram mais de
70% dos seus cidadãos, situação bem melhor do que nos anos
anteriores (figuras 1 A e 1 B).
Figura 1A
Cobertura vacinal por município, 2000 e 2004

Fonte: Divisão de Imunização/ NIVE/CVE-CCD/SES
Figura 1B
Cobertura vacinal por município, 2000 a 2004

Fonte: Divisão de Imunização/ NIVE/CVE-CCD/SES
Além da utilização em idosos no período da
campanha, a vacina contra influenza é utilizada em grupos
populacionais de maior risco:
·
Pessoas com doenças crônicas
cardiovasculares, pulmonares, renais, metabólicas (diabetes mellitus)
e hepáticas.
·
Imunodeprimidos (transplantados,
com neoplasias, infectados pelo HIV).
Também
são vacinados os profissionais de saúde (principalmente os que
convivem com pessoas nas situações anteriores), com o objetivo de
reduzir a transmissão da doença para os pacientes.
Os dados registrados de doses
aplicadas na rotina apontam para o aumento gradual destas ações,
superando em 2004 o total de 700.000 doses (figura 2).
Figura 2
Vacina contra influenza - doses aplicadas na rotina (grupo de risco) e idosos pós período de campanha,
Estado de São Paulo, 2001 a 2004

Fonte: Divisão de Imunização/ Nive/CVE-CCD/SES
Durante as campanhas, aproveitando
a mobilização da população e equipes de saúde, também são
aplicadas as
vacinas contra o pneumococo
(pessoas institucionalizadas e grupos de risco), difteria e tétano.
Mais de 500.000 doses da vacina
contra o pneumococo foram aplicadas entre 1999 e 2004, sendo 76%
destas na população com mais de 60 anos (figura 3). A vacina contra
o pneumococo, integrante do elenco de imunobiológicos especiais,
disponibilizados em Centros de Referência, tem indicações
especificadas pelo Ministério da Saúde (informações no site
www.cve.saude.sp.gov.br/htm/imuni/unid_imunobi.htm).
Figura 3
Vacina contra o pneumococo - doses aplicadas por faixa etária, 1999 a 2004

Fonte: Divisão de Imunização/ Nive/CVE-CCD/SES
Para a proteção contra o tétano
é necessária a aplicação de três doses, com intervalos adequados,
e, entre 1999 a 2004, foi possível completar o esquema de 38% da
população de idosos (figura 4), com impacto na redução da incidência
da doença nesta faixa etária neste período (Bepa nº 13 /2005).
Figura 4
Vacina dupla adulto, Estado de São Paulo, doses aplicadas (3ª d. e reforços) e cobertura vacinal em 60 anos ou +, 1999 a 2004

Fonte: Divisão de Imunização/ Nive/CVE-CCD/SES
No período de 25 de abril a 6 de maio deste ano,
em todo o País, será realizada novamente a vacinação contra
influenza da população com 60 anos ou mais de idade, pelo sexto ano consecutivo. O êxito poderá ser repetido,
contando com o compromisso dos agentes envolvidos: profissionais de saúde,
comunidades científicas
e organizações sociais representativas dos idosos.
Para esta campanha será utilizada a vacina do Instituto Butantan, que,
segundo as recomendações da OMS, contém:
- A/New Caledonia/ 2007/99 (H1N1)
- A /Wellington/1/2004 (H3N2)
- B/Shanghai/361/2002 (análogo a B/Jilin/20/2003 e
B/Jiangsu/10/2003).
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