A vacinação contra hepatite B no Estado de São Paulo, iniciada em 1992, contemplava os pacientes com doença renal crônica, submetidos à diálise, e profissionais de saúde do serviço público. Gradativamente, outros grupos considerados de maior risco de infecção foram acrescidos e a vacinação universal de lactentes foi introduzida no calendário de rotina em 1998. A partir de 2001, com a disponibilidade de vacinas pelo Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde, e a capacidade operacional da rede pública, estabeleceu-se a meta de imunizar crianças maiores e adolescentes até 19 anos.
Em São Paulo, entre 2001 e 2004, mais de 24,6 milhões de doses foram aplicadas em menores de 20 anos, sendo que sete milhões de crianças e adolescentes receberam o esquema completo (três doses da vacina). A vacinação de crianças em idade escolar e adolescentes, entre 5 e 19 anos de idade, teve uma boa adesão inicial. No entanto, apenas a metade destas crianças e adolescentes completaram o esquema e estão protegidos.
Analisando-se os dados de doses aplicadas, observa-se que a proporção de vacinados é maior nas faixas etárias menores, sendo que, em 2004, 89% das crianças menores de 1 ano receberam a 3ª dose (tabela 1). Crianças entre 1 e 4 anos apresentam as maiores taxas de cobertura vacinal, reduzindo gradativamente até a faixa de 15 a 19 anos, que apresenta apenas 35% de vacinados.
Tabela 1
Cobertura vacinal contra Hepatite B em menores de 20 anos, ESP, 2004

No Estado de São Paulo, historicamente, as coberturas vacinais em menores de 1 ano são elevadas, próximas a 95%. Neste ano, outras vacinas com esquema de múltiplas doses (poliomielite e tetravalente), administradas nesta mesma faixa, atingiram índices próximos de 92%.
Entre 1 e 19 anos, as coberturas vacinais são heterogêneas dentre as diversas regionais, com índices mais elevados em Botucatu, Marília, Presidente Prudente, Ribeirão Preto e São João da Boa Vista, com mais de dois terços desta população vacinada (figura 1).
Figura 1
Vacina Contra a Hepatite B - Cobertura vacinal na população entre
1 e 20 anos, ESP, 2004

É importante que estratégias diferenciadas sejam adotadas nos municípios, com vistas a beneficiar esta população. A aplicação simultânea de vacinas deve ser prática adotada em todas as unidades de saúde, evitando retornos desnecessários à sala de vacina e redução das coberturas vacinais.
Especial atenção deve ser dada à vacinação de escolares, considerando que grande parte da população-alvo da vacinação contra hepatite B está localizada na escola. Parcerias com escolas e universidades, na divulgação da disponibilidade desta vacina gratuitamente em todos os postos de saúde, e o apoio na mobilização de pais, responsáveis e alunos, para a adesão à vacinação, agilizarão o alcance de maiores coberturas vacinais em curto espaço de tempo.
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