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Está sendo implantado no município de Araçatuba um projeto-piloto para testar uma nova estratégia no controle das populações de cães e gatos e, conseqüentemente, no controle da Leishmaniose Visceral Americana.
O projeto teve início no dia 8 de dezembro com a capacitação de médicos veterinários professores da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade Estadual Paulista, Campus Araçatuba, seguido do seminário “Controle de Zoonoses e Controle de Populações de Cães e Gatos: um Desafio para toda a Sociedade”. Foram realizadas, ainda, reuniões de trabalho com médicos veterinários da região e educadores, mutirão de esterilização cirúrgica (castração) e registro e identificação eletrônica de cães e gatos nos dias 9, 10 e 11, respectivamente.
O projeto-piloto é uma iniciativa da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo com o apoio da Prefeitura de Araçatuba, Unesp e Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo. Araçatuba enfrenta uma epidemia de Leishmaniose Visceral Americana (LVA), doença que tem o cão como importante reservatório.
A proposta do projeto é introduzir os benefícios da esterilização cirúrgica, registro e identificação permanente e educação humanitária para o controle das populações de cães e gatos, como medidas complementares à captura e eutanásia, como preconiza a Organização Mundial da Saúde (OMS). Para isso, especialistas na área apresentaram no seminário dados epidemiológicos sobre a LVA
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e experiências positivas das cidades de São Paulo, Taboão da Serra e Guarulhos, que adotaram o controle da reprodução por meio da esterilização cirúrgica e medidas educativas como rotina de trabalho.

Foto: Cissa Abdalla
Outro respaldo técnico oferecido pelo projeto, foi a capacitação dos professores e estudantes da Unesp, para a utilização de uma técnica de esterilização “em massa” para a cirurgia ser menos invasiva e mais rápida.
O mutirão de castração e identificação atendeu os animais do bairro São Rafael de Araçatuba, estrategicamente escolhido para permitir que os técnicos da SES avaliem o impacto das medidas durante o ano de 2005.
Ao todo 104 animais, entre cães e gatos, foram esterilizados e receberam coleiras, plaquetas e microchips que possibilitarão o acesso a um banco de dados com informações individuais como nome do proprietário e endereço de permanência, idade, sexo, raça e espécie dos animais. A utilização da tecnologia do microchip para o controle de população animal, como medida de saúde pública, é inédita no País.
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